Tal como manda a tradição, muitos são os conterrâneos que não dispensam o regresso às origens, ainda para mais, numa ocasião como esta, onde as famílias se reúnem na ceia de Natal, passando alguns dias de férias na nossa Aldeia. O mesmo se passa nas outras Aldeias pois os sentimentos da quadra natalícia são idênticos.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaAs nossas Aldeias são inundadas pelos que estão mais próximos e também uns poucos emigrantes, que apesar de estarem lá longe, não dispensam a visita à sua terra natal, principalmente nesta época. Também há quem saia da Aldeia e vá passar esta quadra com os familiares, o estar junto em família, lá se justifica, mas não são muitos os que têm de optar por esta via.
Degustada a Ceia de Natal na consoada, pela meia-noite, tem lugar a missa do Galo com o beijar do Menino, pelo final. Terminada esta, as pessoas têm logo, ali ao lado, a Fogueira de Natal que a todos aquece mais um pouco, pois as noites costumam ser bem frias nesta época.
Em Aldeia da Ponte, cabe aos Mordomos de Santo António a tarefa de organizar a Fogueira, bem como os petiscos, que há uns anos bem largos se têm verificado, passando-se, praticamente a noite de Natal em redor do quentinho, com os resistentes, a malta mais nova, a aguentar firme, pela noite dentro.
Fogueira de NatalLocalizada no Largo do Sagrado, bem ao lado da Igreja, a fogueira serve para animar, muitas vezes, uma noite fria, amenizada pelo calor das brasas que vão saindo dos fortes trocos de carvalho, servindo para os diversos assados, que normalmente são postos à disposição, acompanhados das várias bebidas, como não podia deixar de ser, com a particularidade de também existir, no mesmo largo, jorrando do chafariz, água bem fresquinha, para aqueles que a não dispensam, e bem boa é, disso podem estar seguros. Alternativas não faltam, a água cristalina pronta a servir, considerada uma das melhores do mundo, sem desprestigio nenhum para um tal néctar de «Baco» ou para as bjecas, por demais conhecidas, mas cada um lá saberá de si e, dias não são dias, assim como noites não são noites, como soe dizer-se.
Uma semana depois, eis-nos na passagem do ano, também com tradição na nossa Aldeia, ultimamente organizada pela «AJP – Associação da Juventude Pontense» nos balneários do Vale, onde todos se juntam e desejam as melhores venturas para o Ano que agora se aproxima, comendo-se as 12 passas de uva pela meia-noite, seguindo-se o champanhe a jorrar pelas gargantas abaixo.
Também aqui se segue a habitual tradição, que já vem desde a década de 1970, quando teve início este acontecimento nas Escolas Velhas, vindo mais tarde este edifício a transformar-se no Bar das Escolas, que hoje em dia se apresenta, com mais ou menos transformações.
A todos desejamos um bom Natal e começo de Ano Novo de 2008 ainda melhor. Façam o favor de tentarem ser felizes e passarem umas Boas Festas.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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