O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, surpreendeu mais uma vez o País. Compareceu segunda-feira, 11 de Junho, na Assembleia da República para anunciar que a decisão de avançar com a construção do novo aeroporto tinha sido suspensa por seis meses. Durante este tempo o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) avaliará comparativamente a Ota e a alternativa em Alcochete.

Avião da TAP no Aeroporto da PortelaQuando se esperava que o ministro das Obras Públicas, Mário Lino anunciasse o concurso público para a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa o governante surpreendeu os deputados (e o País) com a decisão de suspender o processo por seis meses.
Em causa estão as declarações do Presidente da República, Cavaco Silva, que defendeu no 10 de Junho, a realização de «debate aprofundado» no Parlamento sobre a localização do novo aeroporto.
Em paralelo um estudo apresentado por Francisco Van Zeller, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), sugere que a alternativa «Campo de Tiro de Alcochete» permitiria poupar três mil milhões de euros porque os terrenos já são propriedade do Estado português. «Os 7500 hectares de terreno ocupados pela Força Aérea têm capacidade de alargamento de infra-estruturas quase ilimitada, fica mais perto da capital e demoraria menos três anos a construir do que na Ota» defendeu ainda o patrão dos patrões.
Agora o LNEC tem seis meses para apresentar conclusões comparativas (e definitivas) entre as duas localizações finais.
Parece-nos, no entanto, embora não tenhamos tido acesso aos inúmeros estudos feitos ao longo de 40 anos de discussão, que a Ota pode não ser, de facto, a melhor solução.
jcl