Alguns anos atrás, um sacerdote claretiano de Alfaiates – Francisco Vaz – revelou-nos a vida de um soitenho cuja história transcende a dos comuns mortais. Chamou-se Manuel Gonçalves Barbosa, nascido em 1880.

Jesué Pinharanda - Carta DominicalNa infãncia recebeu influência dos Padres Claretianos, então ainda residentes em Aldeia da Ponte, de onde, como se sabe, foram expulsos. O Manuel ganhara o sonho de ser missionário e, um dia, com 19 anos, meteu-se a caminho para fazer a pé mil quilómetros, a distância que o levou a Cervera (Catalunha) pedindo para ser aceite na Congregação Claretiana. Foi aceite. Tornou-se irmão leigo. Missionou na África e, por fim nos Estados Unidos da América, onde missionou principalmente junto da população índia da Califórnia. Morreu com fama de santidade em 1944.
Veio-nos à memória, porquanto sabemos que Riba Coa tem dado muitas vocações missionárias. É fácil encontrar um claretiano, um espiritano, um «boa nova», um hospitaleiro, que são nossos conterrâneos. Entre eles os mártires, como o irmão Artur Paredes, do Baraçal, missionário leigo da Boa Nova, que desde 1946 até à morte (1985) missionou em Moçambique e em Angola. Aqui se santificou na acção apostólica e, por fim, recebeu a confirmação pelo baptismo de sangue. Veio ele no dia 5 de Janeiro de 1985. Uma bala o feriu de morte. O futuro fala por este nosso compatrício do Baraçal.
«Carta Dominical» de Pinharanda Gomes

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