Ara romana encontrada no Sabugal

Casa do Castelo - Sabugal ©‎ Capeia Arraiana (orelha)

Uma ara do tempo romano, decorada em baixo-relevo com um touro foi descoberta nas obras de recuperação de uma habitação no Largo do Castelo do Sabugal.

Ara Romana - Casa do Castelo - Sabugal - Capeia Arraiana

Ara Romana encontrada na recuperação da Casa do Castelo no Sabugal

Em declarações ao jornal «A Guarda» o arqueólogo da Câmara Municipal do Sabugal, Marcos Osório disse que «o achado não está datado com clareza, no entanto, é visível um campo epigráfico com a inscrição CRISPIN/VS CRIS/(…) [Crispino, (filho de) Cris (po?) que permite identificar o nome de quem terá erigido a ara».
«A riqueza decorativa das faces laterais do achado onde está visível um conjunto de figuras que representam um touro e diversos instrumentos sacrificiais» esclarece o especialista recordando ainda que «a poucos quilómetros do Sabugal, no topo do Cabeço das Fráguas, na freguesia de Pousafoles do Bispo, existe num rochedo uma inscrição com o sacrifício de vários animais, entre os quais um touro, a divindades da Lusitânia».
Em declarações ao Capeia Arraiana a proprietária do edifício em remodelação no Largo do Castelo, Natália Bispo, contou-nos como tudo aconteceu: «O construtor telefonou-me porque a retroescavadora nos trabalhos dos alicerces tinha posto a descoberto uma pedra que lhe parecia ter algum interesse. Fui imediatamente à obra e, como não sou especialista, chamei o arqueólogo Marcos Osório que me confirmou a importância do achado.»
Casa do Castelo de Natália Bispo (Sabugal)E como boa comunicadora que é, Natália Bispo, continuou: «O director do IPPAR soube do achado e em conversa comigo concordou com o arqueólogo da autarquia defendendo que a ara devia ficar no local onde foi encontrada e, claro, eu comprometi-me a criar uma vitrina em local privilegiado que permita aos visitantes do meu futuro espaço de produtos regionais vê-la e admirá-la. Agora que sei que apenas existe outra pedra idêntica em toda a Península Ibérica é, para mim, ponto de honra arranjar na casa um espaço digno.»
Aqui fica na primeira pessoa o testemunho de Natália Bispo, proprietária e achadora da ara que teve sensibilidade bastante para perceber da grande importância arqueológica e histórica da «pedra com um touro e uns riscos».
jcl

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