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Cavaco Silva visita área ardida no Sabugal

O Presidente da República, Cavaco Silva, vai estar esta sexta-feira, 11 de Setembro, no concelho do Sabugal para avaliar a extensão da tragédia provocada pelos recentes incêndios. O encontro está marcado para Sortelha seguindo depois a comitiva «pelo meio do cinzento-preto» até ao Sabugal onde está previsto um almoço de trabalho. (em actualização.)

Cavaco Silva visita o SabugalAs notícias dos terríveis incêndios que dizimaram cerca de 11 mil hectares de áreas rurais em 15 freguesias do concelho do Sabugal chegaram ao Palácio de Belém. O Presidente da República, Cavaco Silva, entendeu visitar e analisar no terreno a dimensão dos estragos que deixaram na miséria muitos agricultores sabugalenses.
A comitiva presidencial chega às 11:30 horas desta sexta-feira, 11 de Setembro, à Aldeia Histórica de Sortelha onde será recebida pelo presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, pelos presidentes das Juntas de Freguesia afectadas pelos incêndios, pelos representantes das corporações de bombeiros voluntários e pelos presidentes das associações florestais e agropecuárias da região raiana do Sabugal.
As vistas do alto do Castelo de Sortelha irão mostrar logo ali a Cavaco Silva a dimensão da área queimada deslocam-se, de seguida, as comitivas por estrada até ao Sabugal.
Para as 13 horas está marcado um almoço de trabalho entre o Presidente da República e o executivo camarário no Restaurante Robalo.

:: (em actualização.) ::
«Não abandonem o Sabugal. Não podem deixar o mundo rural», pediu Cavaco Silva na Aldeia Histórica de Sortelha depois de ouvir os relatos dos agricultores e dos criadores de gado que viram as suas explorações reduzidas a cinzas. A freguesia de Sortelha foi uma das mais afectadas pelos incêndios tendo ficado com 95 por cento da vegetação completamente destruída.
Na sequência de críticas que têm sido dirigidas aos bombeiros os responsáveis pela Protecção Civil aproveitaram para dar ao Presidente da República explicações sobre as demoras na extinção do fogo que consumiu cerca de 11 mil hectares entre os dias 30 de Agosto e 2 de Setembro.
«Eu tive ocasião de testemunhar o grau de destruição que atingiu o concelho do Sabugal neste trajecto que fiz desde a A23 até Sortelha», disse o chefe de Estado aos jornalistas, junto das muralhas de Sortelha, onde o fogo também chegou.
Cavaco Silva referiu que «os números da área ardida e dos prejuízos são impressionantes».
«A área ardida é de cerca de 12 mil hectares (olival, floresta, pastagens, vinha, lameiros), e não podemos esquecer que o Sabugal é um concelho do interior em que as gentes vivem, em boa parte, da agricultura e os prejuízos foram enormes», afirmou.
O Presidente da República também dirigiu «uma palavra de grande apreço, em primeiro lugar aos bombeiros, às populações, pela forma como reagiram e como lutaram para combater um fogo terrível».
Cavaco Silva elogiou também «a resposta célere que foi dada pela Câmara Municipal, pelas autoridades regionais, na tentativa de apoiar as populações, manter o ânimo e levá-las a pensar no futuro, para que não tenham a tentação de abandonar o Sabugal».
O Sabugal é um concelho que tem sido muito atingido pela desertificação e «não podemos esquecer o mundo rural pelo que é preciso que as populações não abandonem estas terras e a agricultura é uma parte fundamental da subsistência».
«Quando ardem 12 mil hectares num concelho como este temos que compreender um certo desânimo que pode apoderar-se das populações, daí que a resposta tenha que ser dada. Desde logo, uma resposta solidária e essa é a razão porque estou aqui», disse.
O Presidente revelou que, quando leu o comunicado da Câmara e tomou conhecimento dos números, ficou «verdadeiramente impressionado» e por isso decidiu «hoje fazer esta deslocação».
O objectivo é «que as gentes do Sabugal sintam que não estão esquecidas, que não estão abandonadas, que podem ser apoiadas, que podem olhar para o futuro, que têm que arregaçar as mangas e terão apoios para continuar aqui na sua terra», afirmou Cavaco Silva, acompanhado pelos secretários de Estado da Protecção Civil, José Medeiros, e da Agricultura, Luís Vieira.
Questionado pelos jornalistas sobre a circunstância da visita ser feita em tempo de pré-campanha eleitoral, Cavaco Silva minimizou a oportunidade, salientando que o objectivo foi que a «visita fosse o mais informal possível».
jcl com agência Lusa

Noticiário da TSF.
Declarações de Cavaco Silva em Sortelha.
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É a primeira visita do Presidente Aníbal Cavaco Silva ao concelho do Sabugal onde foi eleito com 5133 votos correspondentes a 63,33% da votação total nas eleições de 22 de Janeiro de 2006.
jcl

Por favor ajudem os agricultores do Sabugal

A tragédia do Sabugal tem sido, esta sexta-feira, notícia de abertura na rádio TSF. Em declarações à estação radiofónica o ministro do Agricultura, Jaime Silva, anunciou a abertura de uma linha de apoio com 50 por cento a fundo perdido para candidaturas individuais de agricultores das 15 freguesias atingidas.

Agricultores do Sabugal combatem os incêndios - Foto Joaquim Tomé (Tutatux)

O desespero deu origem à luta pela sobrevivência nem que para isso seja necessário ir buscar alimentos a Espanha. Os agricultores do Sabugal precisam da ajuda de todos e em especial das associações vocacionadas para o desenvolvimento e para a agricultura que devem seguir o exemplo da ADAG-Associação Distrital de Agricultores da Guarda que já veio exigir ajudas imediatas do Governo.
O Ministério da Agricultura vai apoiar com 50 euros por ovino e 100 euros por bovino a alimentação dos animais. A reposição das vinhas e olivais que arderam têm um subsídio a 50 por cento a fundo perdido. O levantamento vai ser feito caso a caso, agricultor a agricultor e vão ser necessárias candidaturas individuais prévias ao Proder-Programa de Desenvolvimento Rural.
O inventário actual e provisório indica que foram 15 as freguesias do Sabugal afectadas pelos incêndios. O fogo queimou mais de 11 mil hectares de terreno o que equivale a um prejuízo entre 7 a 10 milhões de euros.
«Por aqui ainda ninguém veio oferecer ajuda tão-pouco para conhecer tamanha aflição», pode ouvir-se na reportagem da TSF.

Noticiário da TSF.

Por favor ajudem os agricultores do Sabugal.
jcl

Sabugal quer declaração de calamidade pública

O presidente da Câmara do Sabugal não afasta a hipótese de pedir ao Governo a declaração do estatuto de calamidade pública, devido à vaga de incêndios no concelho nos últimos dias.

incendioEsta tarde, em declarações à estação de rádio TSF, o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, disse que os prejuízos ainda não foram totalmente contabilizados, mas mostrou-se convicto de que serão bastante elevados: «Os principais prejuízos são na agricultura, arderam principalmente pastos, palheiros, olival e vinha». Mas para se ter uma ideia da dimensão do problema é necessário deitar contas aos prejuízos: «Tudo será equacionado em função da avaliação que vamos fazer», concluiu o autarca.
Desde a madrugada de domingo que o concelho tem sido atingido por vários incêndios de grande dimensão, os quais causaram avultados prejuízos à população.
Manuel Rito espera que ainda esta semana se conclua a avaliação dos prejuízos em todo o concelho, para então decidir se pede ao Governo a declaração do estatuto de calamidade pública, via necessária para que o concelho receba apoios públicos para fazer face à catástrofe.
plb