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José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Casteleiro – Mesmo ali ao pé da Serra d’Opa

Quando era pequeno, a Serra d’Opa era um fetiche. Quem não foi à Serra d’Opa, lá acima, bem lá ao pé do talefe nem é dali nem é nada… Hoje, volto a lembrar algumas lendas que nos contavam nesse tempo…

Quem nunca subiu ao talefe não sabe o que perdeu! - Capeia Arraiana

Quem nunca subiu ao talefe não sabe o que perdeu!

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Casteleiro – A Serra d’Opa

Já contei nestas crónicas a lenda das três mouras encantadas que à noite estendem seus alvos lençóis no alto da Serra d’Opa. Mas são tantas as histórias que se contam que vale a pena rememorar algumas delas…

Serra D'Opa - Casteleiro - Capeia Arraiana

Serra D’Opa no Casteleiro

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Casteleiro – Lendas da Serra d’Opa

Hoje, numa pesquisa, vi esta foto de José Carlos Callixto com que abro a crónica. Isso levou-me atrás da Serra d’Opa e das suas lendas e dos seus encantos… Por respeito intelectual, começo por uma citação do Dr. Lopes Dias. E escolhi ilustrações de barrocos encantados lá do cimo da Serra…

Serra d'Opa (Foto: José Carlos Callixto) - Capeia Arraiana

Serra d’Opa (Foto: José Carlos Callixto)

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Casteleiro – Uma terra linda e sem igual

Caro leitor do Concelho do Sabugal, diga-me se a sua terra tem um hino famoso, cantado e dançado em momento solene e que quem viu nunca mais esquece. Pois a minha tem: é o Hino do Casteleiro, encenado aquando da inauguração da luz eléctrica na aldeia, com a presença das autoridades da altura. Hoje vou explicar frase a frase o seu conteúdo.

Realmente, uma terra de encantos mil

Realmente, uma terra de encantos mil

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Casteleiro – Pontas soltas

Hoje é dia de refazer algumas pontas que têm ficado mal atadas. Numa rubrica semanal, mesmo que se publique já lá vão uns bons aninhos, nunca está tudo dito. Hoje fiz uma repescagem de algumas coisas que têm ficado um pouco para trás… Uma espécie e manta de retalhos – mas de retalhos bonitos…

Serra D'Opa

Serra D’Opa

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Casteleiro – Beleza natural das rochas na zona

Sendo o Casteleiro uma aldeia de vale, entre montes, é natural que lá em baixo, no fundo deste bonito vale, não haja grandes rochas. Mas em volta, há coisas maravilhosas que nunca mais acabam. Em tempos, no «Serra d’Opa 2», fiz uma exposição virtual destas e de outras belezas. Seja bem-vindo ao mundo das rochas da minha zona. Delicie-se como eu e tantos já se deliciaram antes… Obrigado por ter vindo. Boas-Festas para si e para todos os seus Familiares e Amigos. Até 2016.

Barrocos e Rochas do Sabugal - Casteleiro - Capeia Arraiana

Beleza natural das rochas na zona do Casteleiro

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Casteleiro – Notas soltas de Agosto

Nesta minha crónica número 241 dedicada à minha aldeia aqui no «Capeia», apenas algumas notas soltas de Verão. A aldeia não desiste de lutar contra a desertificação – uma batalha regional gigantesca, como sabemos. Algumas pessoas estão muito activas nesta frente, como em toda a zona, ao que me dizem.

Monumento

Monumento

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Casteleiro – Encantos da Serra d’ Opa

A Serra d’ Opa domina a paisagem, do alto dos seus 800 e tal metros. Ao responderem ao inquérito do Governo do Marquês de Pombal, os padres das aldeias da beira-Serra, Casteleiro, Moita e Vale de Lobo, dão a sua visão de cada um dos aspectos inquiridos pelo governo do país. Vamos acompanhar essas respostas das três aldeias. No final, tem os «links» para aceder a informação actual através do jornalinho local, o «Serra d’ Opa».

Belas formações rochosas

Belas formações rochosas

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Casteleiro – Mundos paralelos

Hoje é dia de expor o disco rígido do meu cérebro: como se fosse um computador cuja base de trabalho fosse esse disco. Estão lá no fundo bem gravadas as imagens que servem de plataforma a toda a infância que tive e ao resto da minha existência. São os fantasmas, os mitos, as figuras reais a que a imaginação deu sempre vida paralela, para além da existência real que tinham… Todas as aldeias vivem do seu mundo real e dos seus mitos paralelos. O Casteleiro da minha lembrança também. Leia, que vai pelo menos achar estranho. Mas talvez até goste. E, de caminho, passe pelo «Serra d’ Opa, com a sua diversidade de noticiário regional (pode encontrar o «link» respectivo na nota final, depois da crónica).

O tocador de concertina animava os bailes

O tocador de concertina animava os bailes

Joaquim Gouveia - Capeia Arraiana (orelha)

Imaginário Popular – Património a preservar

Desde as idades mais remotas que o homem procurou conhecer o que o cerca. Da curiosidade nasceu o conhecimento simplista e daqui, partiu para a indignação das causas que produzem os fenómenos, a forma como isso acontece bem como a sua finalidade.

Serra d'Opa - Casteleiro - Joaquim Gouveia - Capeia Arraiana

Serra d’Opa – Casteleiro (foto: Joaquim Gouveia)

Beira Baixa – Casteleiro

Este foi o ambiente onde nasci: Casteleiro, fim dos anos 40, na Beira Baixa. Agora sei que é assim mas que não é só assim…

Quando se é pequeno tem-se uma ideia difusa do tamanho do mundo. Quando se nasce no Casteleiro, está-se o ano inteiro no fundo de uma «caldeira», uma espécie de cova. Por isso, penso que ali começa objectivamente a Cova da Beira – independentemente do significado económico-turístico-marketeiro que hoje assume a expressão Cova da Beira.
Quando se é pequeno, sabe-se vagamente que há mais mundo para lá do Terreiro das Bruxas ou de Santo Estêvão, para um lado, indo talvez até ao Vale de Lobo (hoje, Vale da Senhora da Póvoa); e para lá de Santo Amaro, da Catraia ou de Caria, para o outro lado, quando muito até à Covilhã…
Claro que os olhos bem viam sempre, lá no alto, para um dos lados da aldeia, com os seus perto de 1000 metros, o Cabeço de São Cornelho.
Este nome é seguramente uma corruptela popular para São Cornélio, o orago de uma pequena elevação próxima, em Sortelha – e escusam alguns intelectuais apressados de vir pôr em causa esta ligação ao santo. O povo chama-lhe mesmo o que escrevi: cabeço do santo, São Cornélio. Acho mesmo que ali há uma capela dedicada a São Cornélio, não? – isso é que não afirmo sem fonte segura…
Para o lado contrário, duas outras elevações: uma, a Serra da Opa, para nós sempre a Serra d’Opa, com cerca de 860 metros, aproximadamente; a outra, o Cabeço Pelado, com uns 600 metros, julgo.
Há quem garanta que é ali, na Serra da Opa, que se define a fronteira natural entre a Beira Baixa – à qual então o Casteleiro pertence – e a Beira Alta.
A Beira Baixa começa ali. Aliás, quando era miúdo aprendi a escrever isso nas cartas: Beira Baixa / Casteleiro.
Este era o nosso «habitat» e assim se confinava o horizonte da pequenada, até que se começava a ter a dimensão das coisas e da região, depois, o País, a Europa… etc..

Vem isto a propósito de uma ideia fixa que não me abandona há mais de 40 anos – desde que me considero com instrumentos de análise suficientes para poder estudar e fundamentar uma opinião minha sobre seja lá o que for, desde que me interesse.
De facto, quem cresce rodeado de serranias, mesmo que não muito elevadas, fica marcado pela situação de afundamento.
Aquele meu (nosso) povo, para o bem e para o mal, viveu séculos ensimesmado, virado para si mesmo. Os terrenos, a agricultura, a lavoura, o tratar dos campos, o tratar do «vivo» (os animais), herdando e desenvolvendo os processos de cultivo que vêm de tempos imemoriais (dos romanos, dos árabes, dos judeus – esses menos dedicados à agricultura, como se sabe).

Cada um de nós, os que ali nascemos, tem a sua marca desta mentalidade e desta forma de estar na vida. Mesmo que, depois, contrabalançada com a riqueza das vivências de cada um através dos meios que frequentou ao longo da vida.

Válida para qualquer terra, esta tese assume força específica dentro de mim quando me auto-estudo…
O mesmo que acontece com qualquer de vocês, certamente.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes