Tag Archives: serra das mesas

Freguesia dos Fóios - Sabugal - Capeia Arraiana (orelha)

Estado-Maior General das Forças Armadas nos Fóios

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Luís Araújo, o chefe do Estado-Maior do Exército, general Pina Monteiro, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general José Pinheiro, e o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Saldanha Lopes estão durante este fim-de-semana no concelho do Sabugal mais propriamente nos Fóios a convite do presidente da Junta de Freguesia local, professor José Manuel Campos. Se a «guerra» começasse hoje os Fóios seriam o quartel-general da Lusitânia…

Crianças do Sabugal na Rota do Contrabando

As crianças das escolas do Sabugal viajaram nas rotas da história do contrabando nos Fóios. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana
Autoria: LocalVisãoTV posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

jcl

Chuva, vento e neve

O ditado popular nunca falha. «Não há miséria que não resulte em fartura». Assim tem acontecido na nossa região e no país em geral.

José Manuel CamposO ano de 2009 despediu-se com imensa chuva, vento e neve e o ano novo, de 2010, não quis ficar atrás e parece que o Inverno está mesmo para ficar. Segundo os entendidos na meteorologia dentro de dias seremos acompanhados por temperaturas bastante baixas.
Hoje fui dar umas voltinhas pelas serranias que circundam os Foios e o amigo que me acompanhou levou-me à maioria dos nascentes que, felizmente, jorram água por todos os lados.
Os riachos da Serra das Mesas, abundantemente servidos pelo Planalto do Lameirão, ou também designado por nave molhada, despejam água que corre veloz e abundantemente para a barragem do Sabugal que também já nos estava a preocupar com os baixos níveis que se verificavam há cerca de quinze dias atrás.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Nascente do Côa na actualidade

Se a importância e mediatismo do rio Côa, na sua foz, se deve à descoberta das gravuras rupestres, a importância da sua nascente, deve-se-à persistência e dinamismo do presidente dos Fóios, que há dezasseis anos tem lutado pela sua divulgação, preservação e melhoramento dos acessos á mesma, bem como da freguesia.

José MorgadoTive a oportunidade no dia 22 do mês passado, de me deslocar, com mais dois familiares, do Sabugal aos Fóios, sempre acompanhado pelo «cicerone» Zé Manuel Campos, habituado a estas «andanças» que faz com prazer e paixão.
Valeu a pena percorrer o trajecto que separa o município desta freguesia cada vez menos longínqua, graças aos recentes acessos. Situada entre elevados montes o seu maior interesse turístico é a nascente do Côa, a 1200 metros de altitude, na Serra das Mesas.
A estrada já alcatroada, financiada pelo Programa «Aldeias do Côa» possibilita um óptimo acesso á nascente do Côa.
De lá, pudemos apreciar uma extensa e grandiosa vista panorâmica inter fronteira. No chamado Lameirão, estão em construção parques de merendas e percursos pedestres.
De volta à aldeia, que vista lá de cima parece um «alguidar», nas palavras do Zé Manuel, visitámos a Igreja Matriz, vimos o chafariz, o cruzeiro e o Lar de São Pedro, a praia fluvial, o restaurante «El Dorado» e finalmente o Centro Cívico, recentemente inaugurado. Situa-se no maior Largo da aldeia, perfeitamente enquadrado no património edificado à sua volta. Compõe-se de dois andares, albergando no rés-do-chão, um belíssimo auditório em que o azul predomina, com capacidade de cerca de100 pessoas, com um pequeno posto de turismo, um bar, uma pequena biblioteca, com livros, em parte oferecidos pelo fogeiro Prof. José Corceiro Mendes e um espaço muito funcional de acesso gratuito à Internet.
No primeiro andar, encontra-se em formação um museu, com 80 m2 de área, onde já se encontram peças e utensílios muito antigos, usados pelas populações nas actividades agrícolas e outras.
A tarde terminou num café tipicamente espanhol implantado em território português mais precisamente nesta espantosa aldeia, onde ainda há ou melhor dito está a crescer população activa e jovem, contrariando a malfadada «desertificação» que grasa em todo o concelho.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

O Rio Côa e a sua nascente

O rio Côa nasce na Serra das Mesas, no limite dos Fóios (Sabugal-Guarda), percorre 130 quilómetros até desaguar, na margem esquerda do rio Douro em Vila Nova de Foz Côa (Guarda), correndo de Sul para Norte. Não confundir o seu nome com outro rio português, o Alcôa, que nasce em Chiqueda (Alcobaça), e a sete quilómetros em Alcobaça, junta-se ao rio Baça, desaguando no mar, perto da Nazaré.

José MorgadoMas ao longo dos tempos, nem sempre o seu nome e localização exacta da sua nascente eram correctamente referidos, havendo várias versões.
Quando D. Dinis, confirmou o Foral do Sabugal, como consequência do Tratado de Alcanizes, esse actos registrais, não se tornaram de um momento para o outro do domínio público, pois o povo nas suas igrejas matrizes continuavam a ouvir párocos que dependiam do bispo de Ciudad Rodrigo a cuja jurisdição continuavam a pertencer, até aos princípios do Século XV.
As populações locais por onde o Côa passa só sabiam que a «rebera», como era conhecido o Côa, vem dali e corre para acolá e não um curso de água com principio, meio e fim. «Reberas», muitas, cada aldeia tinha a sua.Só os letrados, eventualmente, conheciam o percurso na generalidade. Para a cultura popular era a «rebera» de Vale de Espinho, «rebera» de Quadrazais, a «rebera» do Sabugal e por aí em diante até á foz, conhecendo assim só fragmentos do rio que correspondiam ao leito do rio, que passava no seu limite.
Os nomes relativos aos cursos de água eram do género feminino e ainda hoje na língua francesa esse arcaísmo persiste, pois o rio Sena, para eles ainda é a Sena.
Por outro lado, dizer «rio Côa ou ribeira Côa» é uma redundância, porque é o mesmo que dizer «ribeira-ribeira», pois «coda» ou Côa, já significa ribeira, caudal e os romanos chamavam-lhe «cuda».
Actualmente é inquestionável dizer rio Côa, mas é repetitivo, pois Côa continua a significar ribeira ou caudal.
O rio Côa, no decurso dos tempos, serviu de «fosso» entre ribacudanos (os da margem direita) e os transcudanos (os da margem esquerda), nos períodos tribais e através da Reconquista, serviu de Raia, entre o Reino Leonês e o Reino de Portugal e finalmente de «fosso» também ao Castelo de Sabugal.
Relativamente á nascente do Côa, alguns geógrafos civis e militares, como Duarte Nunes de Leão e Bernardo de Brito, colocam a sua nascente, junto de Alfaiates e António Brandão e outros eruditos, ao definirem o território de Riba-Cõa, escrevem: «Uma língua de terra de quinze léguas de comprido e de largo quatro, aonde tem mais largura.Está lançada de norte a sul, e cingida da parte de Portugal com o rio Côa, que tendo um nascimento na serra da Xalma, que é uma parte da serra da Gata, faz uma entrada em Portugal, pelos lugares de Fologozinho (erro:quereria dizer, talvez Fojinho), Vale de Espinho e Quadrazais, donde se avizinha de Sabugal, primeira vila acastelada desta comarca».
Num manuscrito de Brás Garcia de Mascarenhas, ilustre escritor e militar: «O Côa desce pelos lugares de Foginho, Vale de Espinho, Quadrazais e Sabugal, que lhe fica a leste» No Século XVII, Fóios era vulgarmente conhecido por Fojinhos e situa-se com rigor a nascente do Côa na Nave Molhada (no Lameiro dos Lourenços ou Curral das Moreiras) e na sua vertente portuguesa. (Continua.)
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Agosto em Aldeia do Bispo com a Raiar

Uma das mais activas associações do concelho do Sabugal tem a sua sede em Aldeia do Bispo. Falamos da Raiar uma associação que aproveita todos os anos o mês de Agosto para actividades culturais e ambientais.

Associação RAIARA Associação Raiar apresenta-se como uma associação com um «cunho marcadamente cultural que tem como objectivos mais vastos preservar o património herdado dos nossos pais, nos capítulos social, cultural, económico, arquitectónico, e transmiti-lo ampliado e enriquecido aos nossos filhos e para tanto, tentaremos envolver, neste movimento, o maior número possível de pessoas de Aldeia do Bispo, quer residentes em Portugal, quer no exterior».
A Raiar conta entre os seus membros com ilustres sabugalenses. Que nos desculpem os restantes mas nunca é demais destacar ilustres lagarteiros como o professor Adérito Tavares, a deputada Ana Manso, o pintor Alcínio Fernandes Vicente, o padre Carlos Manso Fernandes, o master da página Internet da Raiar Paulo Adão, o proprietário da Tipografia Diana Justo Nabais e o presidente da Casa do Concelho do Sabugal José Eduardo Lucas.
O plano de actividades para o próximo mês de Agosto contempla a Assembleia Geral da Raiar, o «Dia do Ambiente e do Património» e três passeios a pé pelos bonitos caminhos da raia.
No domingo, dia 3, caminhada entre Alfaiates e Aldeia do Bispo com passagem pela Sacaparte, Senhora dos Prazeres, Matança, Cabeço Vermelho, Barreiras e Tapada. A associação colocará à disposição dos participantes um autocarro entre Aldeia do Bispo e a Sacaparte.
Na sexta-feira, dia 8, caminhada no escuro desde Aldeia do Bispo até Aldeia Velha e regresso a Aldeia do Bispo.
Na quinta-feira, dia 14, estão todos convidados a participar no «Dia do Ambiente e do Património» com instalação dos postes em madeira com as setas de orientação, arranjo da zona envolvente da mesa de orientação na Matança, instalação do painel informativo com os mapas e dos marcos miliários, o arranjo do Largo da Fonte, a limpeza da Ribeiro entre a Fonte e o Poço, a recolha de lixo volumoso e a sensibilização dos jovens para a recolha de papéis e plásticos junto à ponte do quartel até à estação de elevação dos esgotos. A jornada completa-se com a plantação de árvores junto à mesa de orientação e à demonstração do toque dos sinos em diversas circunstâncias.
No feriado de 15 de Agosto será inaugurado o percurso «Rota do Malhão» com uma caminhada entre o Pocinho, Valongo, Matança, Nascente do Rio Côa, Cabeço Vermelho, Barreiras, Tapadas e Carrasqueiros. No final haverá um piquenique no Largo do Enxido.
jcl

Transcudânia promove serra das Mesas e Malcata

A Associação Transcudânia, em parceria com o programa «Ciência Viva» e com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal, convida os amantes da natureza a participarem nas actividades do «Biologia no Verão».

Afloramentos graniticos da Serra das MesasAs propostas da Transcudânia passam por um conjunto de actividades de descoberta da biodiversidade da Serra das Mesas e da Serra da Malcata, inseridas na iniciativa Biologia no Verão, promovida pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.
Os conteúdos da iniciativa e os itinerários dos circuitos foram inventariados pelo roteiro do património natural e cultural do Vale do Côa, cujos principais autores foram, António dos Santos Queirós, Jorge Rodrigues Paiva, Ana Berliner, António Sá Coixão, Adriano Vasco Rodrigues, Gastão Branco Antunes, Jorge António Saraiva, Manuel Sabino Perestrelo e Maria Luísa Ribeiro. Contaram ainda com a colaboração da Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Freixo de Numão, da Associação de Desenvolvimento Local Rural e Cultural de Cidadelhe e do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
O trabalho de campo que possibilitou a iniciativa foi realizado pelos sabugalenses Carlos Alexandre e Vítor Clamote, a quem se deve a realização da iniciativa no concelho do Sabugal.
Os objectivos fundamentais são a divulgação e compreensão dos valores presentes nas serras da Malcata e das Mesas, pretendendo-se também alertar as pessoas para os impactes da acção do Homem na Natureza, tendo como pano de fundo o estado de preservação do lince.
As acções realizam-se em Julho (dias 15, 18, 21, 26 e 31), Agosto (dias 6, 9, 10, 11, 15, 17, 18, 19, 25 e 29) e em Setembro (dias 1, 9, 10 e 15).
Os interessados deverão proceder obrigatoriamente a uma inscrição prévia, a qual é gratuita. A mesma pode ser feita pela Internet, através do sítio www.cienciaviva.pt.
A associação cultural Transcudânia tem por objectivos proteger e divulgar o Património Histórico e Natural do Concelho do Sabugal, no âmbito do turismo ambiental e numa dimensão regional e transfronteiriça. O nome Transcudânia surge inspirado na possível tribo que habitava esta zona de Riba Côa na proto-história, os lanciences transcudani.
plb