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António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Um saudoso amigo: Joaquim Silva Nogueira

Já passou um ano, mas ainda estás presente no nosso quotidiano. Recordo a tua serenidade que até me fazia esquecer a doença que te atormentava. Aliás, nem tu próprio a ela te referias ou te lamentavas.

A saudade quando é vivida torna-nos presentes

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

A Saudade

Mais um poema de Alcínio ilustrado com uma soberba pintura também de sua autoria. A Saudade é o tema de ambas as obras, marcadas pelo sentimento profundo que procura nas palavras fortes e nas cores vivas que brotam do seu pincel.

Pintura de Alcínio

Pintura de Alcínio

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Saudade não é conservadorismo

Saudade, não é uma «nostalgia mórbida dos temperamentos esgotados e doentes», como disse Almada Negreiros. Saudade é lembrança, no actual momento histórico que atravessamos também é uma reacção cultural à Globalização.

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António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Deusa Grega

Serena beleza, teu corpo é néctar bebido em cálice carnal, amar-te é sucumbir perante a paixão sem limites.

Tanta coisa oculta em ti...

Tanta coisa oculta em ti…

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

A Nora

Nora! Choras junto ao poço já sem água, choras ao ver os campos crucificados, crucificados pelo Homem moderno, que um dia pensou poder viver sem eles… Tudo em ti é saudade e tristeza.

Só o burrinho caminhava em círculo, transformando a água em alimento

Só o burrinho caminhava em círculo, transformando a água em alimento

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Nos confins da Eternidade

Falas, silêncio, não te ouço, só me diriges silenciosas palavras, mas nada ainda se afastou da minha memória, vou sentar-me à janela onde entra a luz da Saudade.

Uma oração que mais parecia uma invocação da morte

Uma oração que mais parecia uma invocação da morte

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Almas Suplicantes

Almas suplicantes – que pedis a Deus? Que vos alivie da dor? Que vos ajude na vossa caminhada para o Calvário? Que vos despregue da vossa cruz?

Capelinha do Senhor dos Aflitos - Sabugal

Capelinha do Senhor dos Aflitos – Sabugal

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Horas de Saudade

Pesa-me um passado morto, jamais terei infância, jamais terei sonhos inocentes, jamais terei os que nessa infância me amaram, outros me amam, com outro amor.

Fui ver o Côa - adorava que o seu futuro fosse idêntico ao seu passado...

Fui ver o Côa – adorava que o seu futuro fosse idêntico ao seu passado…

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Saudade

A saudade está cheia de sentimentos e de lembranças da vida, é como a nossa sombra jamais nos deixa. Sinto uma eterna saudade desse «Paraíso» já perdido no tempo, que foi o viver inocente e alegre, ignorando o outro lado da História, neste Concelho Rural.

Um tempo que já passou...

Um tempo que já passou…

Saudade – palavra bem portuguesa

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaSegundo a Wikipédia, «saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular… saudade, só conhecida em galego e português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor.» «Diz a lenda que foi cunhada na época dos Descobrimentos e no Brasil colônia esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos.» Na verdade, nós sabemos como este termo é muito nosso e como o encontramos na poesia, nas histórias de amor, no fado… Então aí vai um poema de «Ecos».

SAUDADE

Doce e árida
Palavra portuguesa
Que no fado enches a garganta
Que nos livros enches a poesia
Que nos olhos engrossas lágrimas
Que no peito abres feridas
Que nas Mornas
Homenageias Cabo Verde.

Saudade, palavra de ontem e de hoje
De outrora e de sempre
Eterna.

E na tela se pinta a saudade
Nos rostos de sulcos marcados
Em lenços brancos do adeus
Que deixa olhos marejados
De quem parte
De quem fica
Na separação dos seus.

Tema cantado em cada verso
Em cada livro de aventuras
De cavaleiros andantes
Nas histórias, nas pinturas
No romance
Em cada vida
No novo ainda de colo
No homem de meia-idade
Ela que tira a alegria
Como se parasse
Esmorecesse
A vida em cada dia.

«Essa palavra saudade»
Dum fado que eu já ouvi
E que também já senti
Não sentiu
Quem não viveu
Como se possível fosse
Sem saudade ter vivido.

in «Ecos do Meu Pensar»

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com