Tag Archives: pascoa

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Porquê o tempo de Quaresma?

Neste tempo de reflexão, cada vez mais esquecido por todos, vivi uma travessia no deserto, tal como Jesus Cristo, só que nos tempos atuais. E as dificuldades que passei tornou-me mais crente e tolerante. E também vou entrar num ciclo novo da minha vida, onde cada segundo vale ouro. Acima de tudo saber perdoar, com responsabilidade, e dar o máximo que puder para ajudar quem mais precisa. Mas podem ficar descansados. O texto é uma mera reflexão onde acredito que, todos e todas, têm o seu lugar.

Igualdade e Fraternidade - Capeia Arraiana

Igualdade e Fraternidade

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Infalibilidade da recordação

Terminada a Páscoa consumaram-se os parcos dias de descanso e revogaram-se os deleites das doçuras, a felicidade dos folares, a peculiaridade do cabrito.

Um pirilampo na palma da mão

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

As amêndoas da minha Páscoa

Que rica Páscoa eu tive!… E tantas boas e doces amêndoas!

A amêndoa “Bendada” oferecida por Vítor Andrade

A amêndoa “Bendada” oferecida por Vítor Andrade

César Cruz - Desassossego - Opinião © Capeia Arraiana

Pessach

É Páscoa, mas quem comerá o borrego? Quem sairá efetivamente do caminho do calvário agravado diariamente pelas questões sociais? É tempo de passagem, de mudança. Mas será para todos? Em tempos de Páscoa, mais do que certezas subsistem maiores dúvidas!

Pessach - César Cruz - Capeia Arraiana

Pessach – A Festa da Passagem

Joaquim Gouveia - Capeia Arraiana (orelha)

Casteleiro – Terra de tradição

:: :: CASTELEIRO :: :: A Festa das Flores – a Páscoa – era, sem dúvida, um acontecimento ímpar na vida rural e festiva das pessoas do Casteleiro.

A Páscoa é a Festa das Flores

A Páscoa é a Festa das Flores

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Casteleiro – Memórias de Páscoa

Hoje, soltei a memória das coisas fortes da minha infância: as cerimónias da Semana Santa e da Páscoa. No Casteleiro, não me lembro de nada de muito trágico nessas celebrações, mas, mesmo assim, os actos religiosos eram muito marcantes. E o sino era a figura maior do ambiente aldeão. Sem outros recursos que não a minha imagem desses momentos religiosos com muita força, coloco-os aqui ao seu dispor, se lhe interessar. Quero sublinhar também que agora a minha aldeia vive dias grandes: na área da investigação de Saúde, está a decorrer o trabalho que muitos já conhecem, e, esta semana, vai ter lugar no dia 25 uma conferência sobre os 40 anos do Poder Local democrático. E não deixe de visitar o «Serra d’ Opa», gazeta regional on line. Está no ar a edição nº 37. Para si.

O sino comandava os actos e a vida

O sino comandava os actos e a vida

Manuel Leal Freire - © Capeia Arraiana

Uma refeição para Domingo de Páscoa

Hoje é Domingo de Páscoa e para o evocar publicamos um texto que nos remeteu o escritor raiano Manuel Leal Freire alusivo a este dia de alegria e de mesa farta. No próximo domingo retomamos o Poetando dedicado às mil e uma invocações de Nossa Senhora.

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Memórias sobre o Concelho do Sabugal (66)

:: :: A QUARESMA E A PÁSCOA NA ALDEIA :: :: O livro «Terras de Riba-Côa – Memórias sobre o Concelho do Sabugal», escrito há mais de um século por Joaquim Manuel Correia, é a grande monografia do concelho. A obra fala-nos da história, do património, dos usos e dos costumes das nossas terras, pelo que decidimos reproduzir nesta Quadra Pascal a caracterização de como se vivia a Quaresma, com os Passos, a Semana Santa, as Endoenças e a festa da Páscoa das aldeias sabugalenses nos finais do século XIX, altura em que o autor escreveu as «Memórias».

Encenação da paixão e morte de Cristo na aldeia de Ruivós em 2012

Religião - © Capeia Arraiana (orelha)

Sabugal celebra a Semana Santa

Recuperando uma antiga tradição, a paróquia do Sabugal vai celebrar a Semana Santa com diversos momentos evocativos à paixão de Cristo, onde se destacam a procissão dos Passos e o Enterro do Senhor.

A Semana Santa no Sabugal

A Semana Santa no Sabugal

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - © Capeia Arraiana

Casteleiro – Roçar a casa pela Páscoa

Não era só roçar – era uma limpeza geral. A Páscoa era a altura em que com firmeza quase religiosa tudo em casa tinha de ficar a brilhar. O balcão de madeira ou de pedra, o soalho da casa toda, a loiça, bancos, cadeiras, a roupa, os cortinados – andava tudo num virote…

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

0 ciclo Carnaval – Quaresma – Páscoa

Vem aí um ciclo que se repete todos os anos. Proponho que me acompanhem numa peregrinação humana, religiosa e turística com inúmeras referências e percursos.

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Em tempo de Páscoa

Aproveitando para retemperar forças e ânimo, mais uns dias na minha terra, e por isso uma crónica dispersa.

Paixão e morte de Jesus Cristo em Ruivós

Os habitantes de Ruivós recriaram a Paixão e Morte de Jesus, na Sexta-feira Santa, pelas ruas da paróquia. Às nove e meia da noite reuniram-se, junto ao Cemitério de Ruivós, largas dezenas de pessoas para assistir à recriação do momento mais significativo da fé dos cristãos.

(Clique nas imagens para ampliar.)

O cenário era verdadeiramente bucólico. A noite tornou-se amena, deixando brilhar a lua cheia. Nas ruas havia apenas luz de candeias, tochas e fogueiras. Os personagens estavam vestidos a rigor, com roupas da época. Dos 5 aos 80 anos, todos os actores deram um fulgor especial à vivência das últimas horas da vida terrena de Jesus.
No papel de Jesus Cristo esteve João Reis, do Grupo de Teatro «Guardiões da Lua», que arrancou os mais sinceros elogios por parte dos espectadores. Os restantes 81 personagens eram maioritariamente habitantes de Ruivós, contando-se também alguns paroquianos de Ruvina, Vale das Éguas e Badamalos.
O texto da peça de teatro, com 5 actos e 10 cenas, foi uma adaptação da paixão de São João, com algumas aportações de outros evangelistas.
O primeiro acto começou no Largo do Cemitério, com Jesus a enviar dois dos seus discípulos a preparar a Ceia Pascal. Já dentro da Capela de São Paulo, os presentes assistiram a duas ceias pascais: a primeira de uma família moderna, a segunda a evocar a última Ceia de Jesus.
No segundo acto, no Horto das Oliveiras, assistiu-se à oração de Jesus e à sua prisão, levada a cabo pelos príncipes dos Sacerdotes, pelos anciãos do Templo e pelos soldados judaicos e romanos.
O terceiro acto teve lugar no Largo da Fonte, junto das casas de Anás e Caifás, onde Pedro negou conhecer o seu mestre.
Já no Largo da Igreja estava instalado o Sinédrio e a Casa de Pilatos. O quarto acto foi muito participativo, tendo a multidão acusado veementemente Jesus e pedido a Pilatos a sua morte.
A caminho do Calvário, apareceu Verónica, Simão de Cirene, Maria de Nazaré e as mulheres de Jerusalém.
No quinto acto atingiu-se o clímax da peça. Jesus foi despido das suas vestes e cruxificado. Já na cruz, ouviram-se as célebres últimas “sete palavras” de Jesus antes de morrer. No momento em que Jesus morreu brilhou no céu um relâmpago e ouviu-se um forte trovão.
Todo o percurso foi feito em silêncio religioso. No final o sentimento comum era de emoção e preenchimento espiritual.
O pároco, responsável pela encenação, fez um agradecimento a todos os que colaboraram e contribuíram para que esta actividade fosse possível, agradeceu a presença de tão numerosa assembleia e desejou a todos uma boa Páscoa.
Organizaram esta peça de teatro a paróquia e a junta de freguesia de Ruivós. Apoiaram esta actividade as «Confecções Torre», a Câmara Municipal do Sabugal, a Sabugal+ E.M. e a paróquia de Aldeia da Ponte. Colaboraram na organização uma dezena de costureiras e mais de uma dezena de pessoas na montagem e apoio técnico.
Padre Hélder Lopes

Excelente iniciativa e excelente direcção de «actores». Os nossos parabéns ao Padre Hélder pelo dinamismo que tem colocado na sua pastoral.
jcl

Festa de Flores no Casteleiro antigo

De flores, note. Não «das» flores: Festa de Flores. Assim se designava dantes a Páscoa. Não é só no Casteleiro. É em muitas terras onde as flores desempenhavam um papel de alívio dos rigores do inverno (que este ano, por acaso, ainda continuam).

Acho piada ao preciosismo popular da designação: Festa de Flores. Coloca a Primavera no centro da festa. Junta à tradição religiosa algo de mais primitivo, mais antigo, mais sensorial: o calendário da Natureza. Falemos de apelo ancestral, para simplificar.
As cerimónias religiosas seguiam o seu curso diário, com uma cerimónia em cada dia do final da Semana Santa, de que recordo alguns momentos mais fortes: na quinta à noite era o lava-pés (o padre lavava os pés aos homens – para mostrar humildade); na sexta às 15 deixava de se ouvir o sino (que só badalava no sábado às 10); no sábado, lá voltava o sino, o dia todo; no domingo era a procissão das flores, com tapetes pelas ruas em locais habituais; na segunda era a Visita Pascal, o Folar, as Boas-Festas do Pároco a cada casa.
A verdade é que as flores estavam sempre presentes, no centro de tudo: até os altares da igreja ficavam ornamentados a valer por essa altura e o pagamento do folar ia também envolvido em pétalas de flores.

Outras terras fazem das flores uma festa de Páscoa.
Dois ou três exemplos mais conhecidos.

As cerejeiras estão em flor e são celebradas em muitas terras por esta altura. Por estar aqui bem perto, falemos do Fundão, onde tradicionalmente se promove a gastronomia e se preparam passeios às encostas da cereja em flor nestes fins-de-semana antes e depois da Páscoa. O mesmo acontece em Alfândega, Resende e outras terras. Isso, antes da feta da cereja, que será lá para Junho.
Há alguns dias ainda se celebravam as amendoeiras em flor em muitas terras, este ano com atraso devido a seca: isso costuma acontecer logo em Fevereiro.
Em Constância e no Sardoal não se desiste da festa das flores, e ainda este ano se prepararam os tapetes de flores nas capelas, para festejar a Páscoa.

E em Quadrazais também havia flores na Páscoa. Aliás, no «Capeia», faz agora quatro anos, Pinharanda Gomes falou mesmo, no texto, que não em título, de «Festa de Flores», também. Acaso ou rigor de reposição da linguagem popular – a verdade é que escreveu isso: de flores.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Religião - © Capeia Arraiana (orelha)

Mensagem de Páscoa do bispo da Guarda

«Testemunhar a alegria e a esperança do Ressuscitado», é a epígrafe da mensagem de Páscoa de D. Manuel Felício, bispo da Guarda, que vai estar nos Fóios, concelho do Sabugal, no domingo de Páscoa, dia 8 de Abril. Transcrevemos, na íntegra, a mensagem que o prelado entretanto divulgou através da agência Ecclesia.

Bispo da Guarda celebra Páscoa nos Fóios

D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, vai celebrar a missa de domingo de Páscoa nos Fóios, freguesia raiana do concelho do Sabugal.

«Foi com enorme surpresa a rejúbilo que hoje recebi, do Senhor Padre Carlos Martins, a notícia de que Sua Ex.ª Reverendíssima D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, virá a Foios celebrar a Missa do próximo domingo, dia de Páscoa», disse José Manuel Campos, o presidente da Junta de Freguesia da aldeia sabugalense, numa nota divulgada nas redes sociais da Internet, dando conta do facto.
O prelado esteve de visita pastoral aos Fóios no ano de 2008, numa jornada em que foi muito bem recebido pela população. Para além dos afazeres religiosos que o levaram à aldeia, D. Manuel Felício teve ocasião para visitar o lar da terceira idade, o Centro Cívico Nascente do Côa e outros equipamentos sociais de que a freguesia dispõe.
A visita agora programada tem um significado especial para aquela paróquia, na medida em que ocorrerá no domingo de Páscoa, sendo vista como um sinal de apoio à população da aldeia raiana, a que não é alheio o esforço continuado do autarca da freguesia no sentido de dar expressão e visibilidade a uma terra que tem mostrado dinamismo e capacidade de afirmação.
plb

Concerto de Páscoa no TMG

O Duo Con Anima, da harpista Carmen Cardeal e do flautista Nuno Ivo Cruz, apresenta um Concerto de Páscoa no próximo dia 5 de Abril, véspera de sexta-feira santa, no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG), às 21h30.

O Duo convida o público a partilhar um percurso por algumas das mais belas músicas para flauta e harpa, no espírito de uma meditação apropriada à data. No concerto, marcado para as 21h30, serão apresentadas obras de compositores como Bach, Fauré, Debussy, Ravel, Bizet, Wagner e Puccini, entre outros.
Carmen Cardeal colaborou com a Orquestra Gulbenkian entre 1988 e 1999, ano em que ingressou na Orquestra Sinfónica Portuguesa. A harpista apresenta-se regularmente em recitais de música de câmara com grupos de diferentes formações. Como solista executou concertos com a Orquestra Portuguesa da Juventude, Orquestra Clássica do Porto, Orquestra Sousa Carvalho, Orquestra Metropolitana de Lisboa External Link, e com a Sinfonieta de Lisboa. Actualmente é harpista solista na Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Nuno Ivo da Cruz estudou Música no Conservatório Koninklijk, Den Haag e na Universidade Nova de Lisboa (Ciências Musicais). Integrou a Nova Filarmonia Portuguesa e a Orquestra do Porto da Régie Sinfonia. Pertence a uma família de músicos profissionais (terceira geração). É membro do Quinteto de Sopros Flamen desde 1988. É flautista solista na Orquestra Sinfónica Portuguesa.

«O Mundo é uma Ervilha», no Café Concerto
A partir da próxima terça-feira, dia 3 de Abril, o Café Concerto recebe a exposição de fotografia «O Mundo é uma Ervilha», de Catarina Tormenta. Nesta exposição, a autora reúne várias fotografias de rostos de pessoas de distintas etnias e nacionalidades que fotografou durante as suas viagens.
A exposição ficará patente até 22 de Abril, tem entrada livre e pode ser visitada no horário de funcionamento do Café Concerto.

«Fora de Jogo», no Pequeno Auditório
Na Quarta-feira, dia 4 de Abril, o Cineclube da Guarda apresenta com o apoio do Teatro Municipal da Guarda o filme «Fora de Jogo» de Jafar Panahi. A sessão de cinema decorre no Pequeno Auditório, às 21h30. No Irão há milhares de mulheres adeptas de futebol. Porém, estão proibidas de entrar em estádios. As mais ousadas disfarçam-se e tentam enganar a polícia. Última longa de Panahi, antes da proibição de filmar, inspirada num episódio com a filha do próprio realizador. O filme premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim de 2006.

Segunda sessão SoniCC, no Café Concerto
No Sábado, dia 7 de Abril, actuam no Café Concerto do TMG às 22h00 duas bandas seleccionadas no âmbito do SoniCC: Double Latte (Guarda) e Meow Dogs (Trancoso). Trata-se da Segunda sessão desta actividade.
Recordamos que o SoniCC é uma iniciativa do TMG que visa apoiar e revelar projectos e bandas emergentes na área da música. Trata-se de uma oportunidade de apresentar o trabalho criativo de jovens, num contexto de um equipamento de referência como é o do TMG. A iniciativa prolongar-se-á em Maio, com mais uma sessão e com a revelação de mais duas bandas.
«Double Latte» é uma banda formada por cinco jovens residentes na cidade da Guarda, em 2010. O grupo assume-se como praticante de um estilo rock alternativo, mas diz tocar «um pouco de tudo». Já actuaram em festivais, festas e bares. Dizem-se influenciados por músicos e grupos como John Mayer, Pink Floyd, Dave Matthews, Sum 41, Xutos e Pontapés, Jet, Red Hot Chili Peppers, The Strokes, Arctic Monkeys, entre outros.
Os Meow Dogs formaram-se em Setembro de 2010 em Trancoso. O grupo é composto por quatro amigos determinados em entrar no mundo da música. Tocam algumas versões e também originais. O seu sonho é «tocar nos corações das pessoas, fazê-las vibrar e bater o pé» ao ritmo da sua música. O grupo sofre influências de bandas como Artic Monkeys, The Strokes, Coldplay, Nirvana, Seasick Steve, The Doors, entre outros.
A sessão SoniCC tem entrada livre.

«Le Havre», no Pequeno Auditório
Na Quarta-feira, dia 11 de Abril, é o TMG que apresenta «Le Havre» de Aki Kaurismaki. Na história, Marcel Marx, um antigo escritor e boémio, retirou-se para um exílio voluntário em Le Havre, onde se sente mais próximo das pessoas, trabalhando como engraxador de sapatos. Mas tudo muda quando o destino coloca no seu destino um jovem refugiado africano. Com André Wilms, Kati Outinen, Jean-Pierre Darroussin. o filme passa no Pequeno Auditório às 21h30.

Dinis Machado, no Pequeno Auditório
«Dinis Machado por Dinis Machado» é o espectáculo de teatro que o TMG propõe para o dia 13 de Abril (sexta-feira) no Pequeno Auditório, às 21h30.
O actor Dinis Machado criou este espectáculo partindo da vida e obra do homónimo Dinis Machado (1939-2008) escritor e jornalista português, vulto da cultura portuguesa e autor de obras como «O que diz Molero».
«Parto para este trabalho com a obra do meu homónimo. Parto desta coincidência na procura da sua significação. Agora falecido, Dinis Machado é um símbolo inequívoco da literatura Portuguesa. Com um estilo fechado e reconhecível, um realismo delirante e inteligentemente irónico. Também a paralela elegância do policial Inglês e um ensaísmo marcadamente pessoal e subjectivo.
Por contraponto, eu sou um artista jovem, a realizar os meus primeiros trabalhos, perante a hipótese de vingar ou falhar, ficando eternamente esquecido no anal dos fenómenos de relativa visibilidade passageira. Este projecto é assim a intercepção destes dois homónimos. Uma dupla biografia: a dele – com os seus textos, o seu imaginário e a estrutura intelectual que tudo isto faz existir – e a minha – que servirá de decanter a este outro corpo desmaterializado em texto: ao lê-lo e reestruturá-lo, com aquilo que em «ler» é ler-nos a nós também. Procuro o limite da compilação dramatúrgica, para além da fidelidade ou do imediato ataque iconoclasta. Uma apropriação que procura potenciar a figura e o momento presente, o intérprete talvez. Uma reconciliação lenta com o que já foi dito, com aquilo que já vimos e que se impõe na nossa memória individual ou colectiva como uma referência. A aceitação apaziguadora de que fazemos de um discurso contínuo que remete para um início remoto situado a alguns milhares de anos de nós», explica o jovem actor a propósito deste seu trabalho, que teve o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
plb (com TMG)

Paixão de Cristo em Aldeia Velha

A Paixão de Cristo voltou a ser encenada em Aldeia Velha na noite de sexta-feira. Reportagem da LocalVisãoTv Guarda.

Local Visão Tv - Guarda
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Páginas das delegações regionais da LocalVisãoTv. Aqui.
jcl

Capeia da Páscoa em Aldeia da Ponte

A tradicional Capeia Arraiana da Páscoa em Aldeia da Ponte. Reportagem da LocalVisãoTv Guarda.

Local Visão Tv - Guarda
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Páginas das delegações regionais da LocalVisãoTv. Aqui.
jcl

Desejo a todos esta Verdadeira Páscoa

Teresa Duarte ReisNo Inverno, a natureza adormece de mansinho. Os canteiros ficam despidos de verde, sem perfume e a semente repousa…Tudo descansa. Nos parques, os baloiços perdem as risadas. É o silêncio… Vem a Primavera. É a Passagem para a vitória dos campos que começam a redescobrir o verde e a encher-se flores. Do outro lado, a Páscoa ou Peschat que se revela nos altares das Igrejas de cor roxa. No silêncio, se reza na calçada a Via-sacra e na Igreja o cântico solene é triste e recorda o…

POESIA

Hecce Homo
preso injustamente…

Tantos presos
Pelas injustiças sociais
Os exageros
As exigências,
As descriminações raciais…

Outros presos ao seu orgulho,
À sua raiva
À avareza
Ao egoísmo…
Cada passo Seu
É o caminho de todos
Os que em grupo se encontram
Se ajudam, se amparam.

Ele cai
Humanamente cai,
Frágil…
E tantos que caem
Caem na verdade não aceite
Que não cabe no coração dos homens
Nalguns corações apertados.

Limpam-se as casas,
Se erguem os corações
Que Ele no alto da Cruz
Se desprende.

Na manhã de Domingo
É a vitória
A doce madrugada.

As flores se reabrem
O campo reverdeja
Voltam os chilreios alegres.
Com eles a madrugada
A alegria que viceja.

Ele vence a morte
Faz Nova Aliança
Nos lembra o valor da Vida.
E se Eleva!

É a Vitória dos que não se deixam esmagar pela injustiça, o desânimo, a discriminação… e se tornam eles próprios conscientes pela manutenção dos seus valores, na luta pelas verdades em que acreditam. Desejo a todos esta Verdadeira Páscoa.
Excerto dum poema Peschat do livro «Ecos do Meu Pensar»
«O Cheiro das Palavras», crónica de Teresa Duarte Reis

netitas19@gmail.com

GNR - © Capeia Arraiana (orelha)

GNR controla tráfego pesado em Vilar Formoso

O comando territorial da GNR da Guarda vai realizar uma operação de controlo do tráfego de veículos pesados junto à fronteira de Vilar Formoso, atendendo à proibição de circulação em Espanha deste tipo de veículos na segunda-feira de Páscoa.

Capeias Arraianas / Encerros - © Capeia Arraiana (orelha)

Capeias Arraianas no Portugal em Directo

As Capeias Arraianas da Raia sabugalense e os toiros do Zé Nói em destaque no «Portugal em Directo» da RTP-1. Reportagem de Jorge Esteves e Ismael Marcos.

Capeia Arraiana no Portugal em Directo

jcl

José Manuel Campos - Nascente do Côa - © Capeia Arraiana

Fóios esteve em grande nas férias da Páscoa

Como já vem sido habitual, o Grupo Cultural e Desportivo de Foios, sempre com a colaboração da Junta de Freguesia, levou a efeito uma série de actividades durante as férias de Páscoa.

GNR - © Capeia Arraiana (orelha)

Páscoa com menos acidentes no distrito da Guarda

Os resultados da «Operação Páscoa», foram francamente positivos no que respeita à sinistralidade, verificando-se uma substancial diminuição dos acidentes de viação, bem como das suas consequências, segundo o comunicado semanal emitido pelo comando da Guarda da GNR.

Páscoa nas terras arraianas – 2009

Estamos na semana da Páscoa, quase prontos e de abalada, para a habitual romaria às nossas paragens, que acontece, todos os anos, por esta altura.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaNa zona arraiana esta quadra é bem especial pois, para além das festividades da Páscoa, que se celebram, não esqueçamos a implantação de uma forte religiosidade, outros acontecimentos relevantes acontecem por todo o Concelho.
Em Aldeia da Ponte, mais uma vez vai decorrer a habitual Capeia da Páscoa, já anteriormente noticiada, tarefa esta, que tem sido da nossa Associação jovem, pelo quarto ano consecutivo.
Já em tempos escrevi, que a época taurina, por estas paragens, tem início com a Capeia da Páscoa em Aldeia da Ponte, prolongando-se em Junho com mais duas Capeias, no Santo António e no São Pedro, sendo esta última, realizada na velhinha Praça da Aldeia, dentro do povo, seguindo-se o mês de Agosto, onde as Capeias são determinantes em quase todas as localidades da raia sabugalense, encerrando as respectivas festas dedicadas ao Santo Padroeiro, ou mais representativo, nas diversas Aldeias da Raia do Concelho de Sabugal.
Não se pense, que são só estes espectáculos, que marcam esta época, muitos outros há, que vão inundando a nossa zona, já anunciados nos diferentes órgãos de comunicação regionais e diferentes sites da net.
Cada povoação lá vai efectuando os seus eventos, dentro das suas possibilidades, para as quais se vão mobilizando as pessoas.
É sempre bom fugir das rotinas. As populações agradecem estes acontecimentos e todo o movimento gerado, penso.
Apenas uma última nota, bem merecida. Como desportista que me prezo, queria deixar aqui, os meus sinceros parabéns à Associação Cultural e Desportiva do Soito e a todos os seus técnicos e jogadores, pela conquista do Campeonato da 2.ª divisão da A.F. Guarda, em Futebol de 11, batendo, sem apelo, na final a equipa de Penaverde por 3-0, disputada no Municipal da Guarda, no passado Domingo, dia 5 de Abril.
Na próxima época, teremos duas equipas do Concelho, em compita, na 1.ª Divisão Distrital, juntando-se assim, a ACD do Soito, com inteira justiça, ao Sporting Clube de Sabugal, «velho» conhecido destas andanças.
À caminhada, impressionante, no campeonato, contando por vitórias todos os jogos disputados, seguiu-se a final, concluindo a época em beleza. Cinco estrelas! Está de parabéns a ACDS e o desporto no Concelho de Sabugal.
Para si, caro amigo, uma Boa e Santa Páscoa, como se costuma dizer, são os meus votos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Jesué Pinharanda Gomes - Carta Dominical - © Capeia Arraiana

Festa das flores em Quadrazais há 50 anos

Hoje é domingo de Páscoa. Quebra-se o silêncio da Quaresma.

Tapete de Flores na Rua -Capeia Arraiana

Tapete de Flores na Rua -Capeia Arraiana

Páscoa com queda de neve na Serra da Estrela

As previsões do Instituto de Meteorologia apontam para uma Páscoa branca marcada pela queda de neve na Serra da Estrela. Para sábado estão previstos aguaceiros para o Algarve.

Hotel Serra da EstrelaO Instituto de Meteorologia prevê para o fim-de-semana da Páscoa uma acentuada descida da temperatura com as terras altas de Bragança e Penhas Douradas a registar temperaturas negativas e queda de neve. A partir de sexta-feira santa o território continental o tempo vai caracterizar-se por instabilidade atmosférica afectado por uma «massa de ar frio e instável».
Os turistas que escolheram a Serra da Estrela para passar as mini-férias vão deliciar-se com um manto branco em resultado da queda de neve. A zona da Região de Turismo regista, já, uma taxa de ocupação a rondar os 80 por cento.
Para o Algarve está prevista a ocorrência de aguaceiros mas a temperatura, mais primaveril, deverá rondar os 20 graus.
Durante o dia de quarta-feira o tempo causou surpresas pelo País. No Alentejo, nos arredores de Pinheiro da Cruz, ocorreram, durante a tarde, quedas de granizo e neve anormais para a região.
Entretanto, o Instituto de Meteorologia elevou ontem o nível de aviso para os distritos de Setúbal, Beja e Faro, que passaram do amarelo para laranja, o terceiro mais grave de uma escala de quatro.
jcl

Freguesia de Alfaiates - Sabugal - Capeia Arraiana (orelha)

Capeia da Páscoa em Alfaiates

Cumprindo a tradição, realiza-se no Domingo de Páscoa, a 23 de Março, a Capeia Arraiana de Alfaiates, organizada pela respectiva mordomia.