Tag Archives: Lisboa

A mudança do baú

Conta-se num velho almanaque de 1870 que, uma vez, em Lisboa, um inquilino quis mudar de domicílio, passando de Alfama para Santa Isabel. Dentre a pouca mobília que possuía contava-se um velho e carunchoso baú.

Um velho baú

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Lisboa – a melhor city break de 2017

Uma estadia curta, um dia ou dois. Para turistas que gostam de visitar várias cidades em pouco espaço de tempo, ficar muito tempo em um lugar só lugar não é o ideal. E para as pessoas que fazem isso, o World Travel Awards entrega todos os anos os melhores destinos para tal com o prémio de melhor cidade para um city break, que é justamente essa estadia curta. No ano de 2017, pela primeira vez, Lisboa venceu o prémio na cerimónia realizada no Vietnam.

Cidade de Lisboa - Bairro das Avenidas Novas (Foto: Wikipédia) - Capeia Arraiana

Cidade de Lisboa – Bairro das Avenidas Novas (Foto: Wikipédia)

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Portugal eleito melhor destino turístico do Mundo

Portugal venceu este domingo, 10 de Dezembro, em Phu Quoc, no Vietmane, o prémio de melhor destino turístico do Mundo nos World Travel Awards 2017, tornando-se o primeiro país europeu a conquistar esta distinção. O país derrotou concorrentes como o Brasil, Grécia, Maldivas, EUA, Marrocos, Vietname ou Espanha. A cidade de Lisboa conquistou o prémio de melhor destino para estadias de curta duração (City Break) do Mundo.

Aldeamento Alto do Moinho em Albufeira no Algarve - José Carlos Lages - Capeia Arraiana

Aldeamento Alto do Moinho em Albufeira no Algarve

José Jorge Cameira - Vale de Lobo e Moita - © Capeia Arraiana

Lisboa – o Galheteiro

No Século XIX, quase no fim, o Povo de Lisboa queria um monumento condizente com a grandeza da Praça do Rossio, em frente ao Teatro D. Maria.

A estátua de D. Pedro IV, no Rossio, substituiu o Galheteiro

Religião - © Capeia Arraiana (orelha)

Ser samaritano

Em homenagem ao Padre António Teixeira Souta, que hoje nos deixou, publicamos o texto de uma sua homilia, proferida no Verão de 1974,numa missa campal em que foi celebrante quando visitou a comunidade sabugalense radicada em Lisboa, reunida em convívio na mata do Seminário dos Olivais. O texto demonstra que António Souta era um homem de cultura e um sacerdote apaixonado pelo concelho do Sabugal e pelo seu povo.

Padre António Teixeira Souta

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Lisboa homenageia Eduardo Sucena

O escritor guardense Eduardo Sucena vai ser recordado numa sessão pública promovida pela Comissão de Estudos Olisiponenses e pela Associação dos Arqueólogos Portugueses, no dia 6 de Maio (sábado), pelas 15 horas, no Museu Arqueológico do Carmo. Na homenagem participa o poeta e pintor sabugalense J. Leitão Baptista.

Colóquio Homenagem Eduardo Sucena - cartaz e programa (1)-1

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Tenreira Martins apresenta livro

O livro «Rostos da Emigração», de Joaquim Tenreira Martins, vai ser apresentado em Lisboa e no Porto, nos dias 11 e 12 de Maio.

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António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

A noite do aniversário

É no coração de Lisboa, na Colectividade “Os Amigos do Minho” (local de encontro, amizade e cultura, fundado em 1954, que urge defender contra as mãos gananciosas dos hoteleiros), que decorre o maravilhoso jantar de aniversário do meu filho Mário Tiago. Numa sala acolhedora, ilustrada com fotografias dos fundadores, encontram-se rapazes e raparigas das mais diversas idades e proveniências: beirões, minhotos, ribatejanos, algarvios, lisboetas…

Encontro na associação dos Amigos do Minho

Encontro na associação dos Amigos do Minho

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Um dia na Capital

Na primeira semana de Agosto esteve agendada uma visita a Lisboa com o grande objetivo de visitar o Museu Nacional do Corpo Nacional de Escutas, sito na Rua Almirante Sarmento Rodrigues, na Zona da Picheleira.

Museu do Corpo Nacional de Escutas

Museu do Corpo Nacional de Escutas

Joaquim Salatra – Notas biográficas (2)

Do velho e bafiento maço de papéis encontrado do apartamento de Arroios constam algumas notas que revelam algo sobre a vida de Joaquim Salatra, nomeadamente a infância na Covilhã, o casamento e a sua vida em Lisboa.

Salatra radicou-se em Lisboa

Salatra radicou-se em Lisboa

Joaquim Salatra – 24 de Abril de 1940

Um velho e bafiento maço de papéis encontrado numa antiga habitação em Arroios, Lisboa, regista, a modo de «diário», o quotidiano de um homem simples que da província rumou a Lisboa onde viveu entre paradoxos e incompreensões.

Baixa de Lisboa em 1940

Baixa de Lisboa em 1940

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Lisboa de vielas e avenidas

Mais um poema e uma pintura de Alcínio Vicente, ambos evocando a cidade de Lisboa, de cais, vielas, ruas e avenidas, de sacadas floridas e gente apressada.

Rossio - pintura de Alcínio Vicente

Rossio – pintura de Alcínio Vicente

MusicDestaque - © Capeia Arraiana

MusicDestaque – Wendy Nazaré & Pep’s

:: LISBOA – WENDY NAZARÉ & PEP’S :: :: Há sons com história e há letras e músicas que nos marcam e marcam lugar na eternidade. Contudo todas as músicas merecem uma legenda e as nossas preferências pessoais. Envie-nos as suas músicas preferidas para possível publicação através da caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Confraria do Bucho promove a Raia em Lisboa (5)

O Palácio do Instituto de Acção Social das Forças Armadas (ex-Cooperativa Militar), recebeu no sábado, 16 de Novembro, os 120 convivas que participaram no sétimo almoço anual da Confraria do Bucho Raiano em Lisboa.

Almoço Anual Lisboa - Confraria Bucho Raiano - Sabugal - Capeia Arraiana

(Galeria de imagens em «LER MAIS / COMENTÁRIOS»)

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Lisboa e o Tejo – quadro de Alcínio

Mais uma esplendorosa pintura de Alcínio Vicente, desta vez com a predominância da cor azul – o azul do rio Tejo, que banha Lisboa, reflectido nas casas encavalitadas na encosta, como que debruçadas sobre as águas.

Lisboa e o Tejo - de Alcínio

Lisboa e o Tejo – de Alcínio

Almoço de bucho raiano em Alcochete

O habitual almoço anual da Confraria do Bucho Raiano na região de Lisboa realiza-se no dia 10 de Novembro, no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete.

O convívio de 2012 da Confraria do Bucho Raiano está programado para num local especialmente aprazível, num salão à beira-Tejo, com vista para a baía de Alcochete.
A ementa já está elaborada e inclui entradas, com broa, manteigas, paté, azeitonas, bem como as morcelas e farinheiras raianas assadas.
Também haverá sopa de alho francês, ao que se seguirá o esperado prato de bucho acompanhado de batata, nabiças e grelos. Para beber haverá vinhos de Rio Frio e do Vale da Judia, para além de cerveja e refrigerantes.
A sobremesa inclui arroz doce e ananás, a que se seguirá o café.
Após o almoço virão à mesa castanhas assadas e geropiga de Ruivós, em homenagem a São Martinho, patrono das festas outonais.
Os interessados podem inscrever-se por estas vias: enviando e-mail para o endereço confrariabuchoraiano@gmail.com, ou telefonando para os números 966823786 ou 963084143.
O almoço de bucho está aberto a todos os interessados que desejem inscrever-se, independentemente de serem ou não confrades da Confraria.
Inscreva-se e vá degustar o saboroso bucho raiano, e conviver entre amigos num belo e aprazível local da margem sul do Tejo.
O restaurante é defronte ao conhecido Hotel Al Foz, de Alcochete.
Paulo Leitão Batista – Chanceler da Confraria do Bucho Raiano

Imagem da Semana – Confraria na Peña do Barça

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Confraria do Bucho Raiano - Peña do Barcelona em Lisboa
Clique na imagem para ampliar

Data: 5 de Setembro de 2012.
Local: Snooker Club – Peña do Barcelona em Lisboa.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: A chancelaria da Confraria do Bucho Raiano reuniu na Peña do Barcelona em Lisboa para discutir actividades futuras. No outro lado do balcão estava o nosso conterrâneo Bruno Capelo, descendente das Quintas de São Bartolomeu. Mais uma vez se prova a grande dimensão da diáspora sabugalense.
jcl

Município Trancoso - Capeia Arraiana

Trancoso presente na BTL 2012

O concelho de Trancoso esteve presente na BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa) que de 29 de Fevereiro a 4 de Março decorreu na FIL – Feira Internacional de Lisboa (Parque das Nações), integrado no espaço dedicado à Entidade Serra da Estrela.

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Crónica de um dia em Lisboa

Há muito que não visitava a Capital do Império. É uma cidade que me fascina, que me encanta. Ali trabalhei, ali nasceu o primeiro filho. Porém, desta vez fiquei surpreendido e preocupado.

Almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho

O almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho Raiano está marcado para o dia 12 de Novembro, às 12.00 horas, na Churrasqueira do Campo Grande. A iniciativa é aberta aos confrades e a todos os amigos, naturais e descendentes do concelho do Sabugal.

(Clique no cartaz para ampliar.)

jcl

Gastronomia - © Capeia Arraiana

Raia Histórica presente na Alimentaria 2011

A Raia Histórica – Associação de Desenvolvimento do Nordeste da Beira, sedeada em Trancoso, está a apoiar a participação de empresas oriundas da sua área intervenção na «Alimentaria & Horexpo Lisboa – Salão Internacional da Alimentação, Hotelaria e Tecnologia para a Indústria Alimentar» que decorre de 27 a 30 Março 2011 na FIL-Feira Internacional de Lisboa.

Confrades do Bucho almoçaram em Lisboa (2)

No sábado, dia 13 de Novembro, cerca de 60 confrades e amigos do bucho raiano reuniram-se em Lisboa, na Churrasqueira do Campo Grande, para ali apreciarem a iguaria gastronómica. Entre os convivas contavam-se pessoas gradas da cultura naturais do concelho do Sabugal.

GALERIA DE IMAGENS  –  CONFRARIA BUCHO RAIANO  –  LISBOA – 13-11-2010
Fotos Capeia Arraiana  –  Clique nas imagens para ampliar

jcl

Almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho

O almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho Raiano está marcado para o dia 13 de Novembro, sábado, às 12 horas, no Restaurante Churrasqueira do Campo Grande.

Os confrades da Confraria do Bucho Raiano (Sabugal) reúnem-se no dia 13 de Novembro para o quarto almoço anual em Lisboa. Depois da Casa do Concelho do Sabugal (2007 e 2008) e da Cooperativa Militar aos Restauradores (2009) o convívio para promoção dos enchidos raianos junto de empresários de restauração lisboetas está, este ano, marcado para o Restaurante Churrasqueira do Campo Grande.
Dar a conhecer o bucho e os enchidos raianos e contribuir para que se transforme numa oportunidade económica para o território sabugalense é o objectivo da Confraria do Bucho Raiano que organiza em Novembro o seu quinto encontro de 2010.
Recorde-se que as confreiras e confrades têm vindo a representar o bucho raiano e o concelho do Sabugal em diversas iniciativas e capítulos de outras confrarias gastronómicas por todo o país.
No Sabugal marcaram presença em Fevereiro no Restaurante Robalo, para o tradicional almoço de sábado de Carnaval que esteve, igualmente, integrado nos Roteiros Gastronómicos da Câmara Municipal.
Depois, em Março, teve lugar em Évora na Adega Típica Quarta-feira, do sabugalense José Dias mais um almoço da Confraria onde o bucho raiano foi rei.
Em Abril decorreu no Sabugal o I Capítulo de Entronização da Confraria do Bucho Raiano onde foram entronizados mais de 40 confreiras e confrades que aceitaram, sob juramento, defender e promover o bucho e os enchidos raianos.
Em Setembro os visitantes do 1.º Festival Gastronómico no Mercado da Ribeira, em Lisboa, saborearam e degustaram os produtos do restaurante e das bancas da Confraria.
Para finalizar 2010 a Confraria do Bucho Raiano marcará presença na Rebolosa, no dia 25 de Novembro, na Festa de Santa Catarina onde será entregue, como manda a tradição, «a licença para a matança do porco».
As inscrições para o almoço de Lisboa podem ser feitas até ao dia 7 de Novembro através do correio electrónico da Confraria (confrariabuchoraiano@gmail.com) ou pelo telemóvel 966 823 786.
jcl

O bucho raiano foi rei em Lisboa (4)

O Festival das Confrarias Gastronómicas, realizado em Lisboa no fim-de-semana de 4 e 5 de Setembro, contou com a presença de inúmeras confrarias, dentre as quais a do Bucho Raiano, do Sabugal, que esteve nos três espaços disponíveis: restaurante, degustação de tapas e artesanato.

GALERIA DE IMAGENS –  4-8-2010
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

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Festival das Confrarias Gastronómicas

O Festival das Confrarias Gastronómicas está marcado para os dias 4 e 5 (sábado e domingo) de Setembro no Mercado da Ribeira, em Lisboa. A Confraria do Bucho Raiano e o concelho do Sabugal estarão presentes nas áreas da restauração, tapas e artesanato.

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A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal participa activamente no evento com um espaço de restauração (com trutas de escabeche da TrutalCôa e Buchos do Adérito da Rebolosa), um espaço de tapas (com enchidos raianos) e um espaço de artesanato e gastronomia (com produtos da Casa do Castelo, Doces Bela Caroça do Soito, queijos de Quadrazais-Serra de Malcata, mel do Mouramel da Malcata, chocolates gourmet da Xocôa do Chiado e outros).
No fim-de-semana visite o Mercado da Ribeira (ao Cais do Sodré) e participe nesta jornada de promoção do concelho do Sabugal.
jcl

Guia das Aldeias Históricas na FNAC Colombo

O Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal foi apresentado na passada segunda-feira, 19 de Julho, na loja da FNAC no Centro Comercial Colombo em Lisboa. O auditório da FNAC Café encheu-se para ver e ouvir a autora, Susana Falhas, e o seu «parceiro» Serafim Faro na empresa Olho de Turista. Os promotores da iniciativa ficaram a saber pelo gerente da loja FNAC que «nessa noite o nosso livro foi o mais vendido. Ultrapassou as vendas do segundo livro mais vendido no top da Livraria». Agora ficamos todos a aguardar a apresentação no dia 1 de Agosto na Casa do Castelo no Sabugal.

GALERIA DE IMAGENS  –   FNAC COLOMBO   –   19-7-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

Capeia Arraiana no Campo Pequeno (2)

Capeia Arraiana no Campo Pequeno. Vídeo de Paulos Antunes.

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jcl

Capeia Arraiana no Campo Pequeno (5)

A Capeia Arraiana voltou ao Campo Pequeno e os sabugalenses juntaram-se para conviver em clima de grande amizade.

GALERIA DE IMAGENS – 29-5-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

Convívio da Casa do Sabugal em 1978

Apresentamos três fotografias da autoria de João Leitão Batista, captadas por ocasião do convívio anual da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa, realizado em 1978.

Clique nas imagens para ampliar

O local foi o parque do Seminário dos Olivais, e a data exacta foi 3 de Junho, o dia anterior ao da realização da primeira Capeia Arraiana no Campo Pequeno em Lisboa, também organizada pela Casa do Concelho do Sabugal.
Desde a fundação da Casa que se realizavam estes convívios, organizados à laia de piquenique, que juntavam centenas de sabugalenses em alegre comunhão.
Alguém consegue identificar, na fotografia em que as pessoas estão em pose, os jovens do Sabugal que acompanham o Francisco Engrácia de Vila Boa (o mais velho)?
Fica o desafio.
plb

Passatempo «Há Tourada na Aldeia»

O documentário «Há Tourada na Aldeia» é um dos grandes destaques da edição 2010 do Festival de Cinema «Indie Lisboa». A estreia está marcada para as 19 horas do dia 30 de Abril no Grande Auditório da Culturgest em Lisboa. O Capeia Arraiana associa-se à estreia com um passatempo a que podem concorrer todos os cibernautas.

O «Capeia Arraiana» associa-se como media partner a esta estreia em Lisboa do documentário «Há Tourada na Aldeia» com um passatempo a que podem concorrer todos os cibernautas.
Os primeiros cinco concorrentes que responderem correctamente às três questões que colocamos terão direito a um convite para assistir à sessão do dia 30 de Abril, sexta-feira, no Grande Auditório da Culturgest situado na sede da Caixa Geral de Depósitos ao Campo Pequeno em Lisboa.
Pretendemos respostas para três questões:

1 – Quem realiza o documentário «Há Tourada na Aldeia»?
2 – Indique os títulos de mais dois filmes do realizador?
3 – Quem é responsável pela produção geral?

Os primeiros cinco concorrentes que responderem correctamente às três questões que colocamos terão direito a um convite para assistir à sessão do dia 30 de Abril, sexta-feira, no Grande Auditório da Culturgest situado na sede da Caixa Geral de Depósitos ao Campo Pequeno em Lisboa. Na desistência ou impossibilidade de estar presente de algum dos cinco vencedores será substituído pelo concorrente que constar em primeiro lugar na lista com cinco suplentes.
O passatempo terá início às 17.00 horas desta quinta-feira, 29 de Abril.
A classificação final terá em conta as três respostas certas e a hora de recepção do e-mail.
Os convites estarão disponíveis entre as 18.30 e as 19.00 horas à entrada do Grande Auditório da Culturgest.
E-mail para concorrer a partir das 17.00 horas: capeiaarraiana@gmail.com

Blogue Capeia Arraiana: media partner da estreia de «Há Tourada na Aldeia».
jcl

«Muito Além» foi filmado em Aldeia da Ponte

O documentário «Muito Além» (Far Beyond) do realizador Mário Gomes participa nas competições nacional e internacional do Festival de Cinema Indie 2010 que está a decorre em Lisboa. Estreou na sexta-feira no Culturgest e merece o nosso destaque porque foi rodado em Aldeia da Ponte, terra natal dos pais do cineasta que há décadas são emigrantes na Alemanha. Até porque há filmes que não terminam quando acabam…

Muito Além - Mário Gomes - Indie 2010

O Capeia Arraiana assistiu na sexta-feira, 23 de Abril, à estreia do documentário «Muito Além» (Far Beyond) no Grande Auditório da Culturgest na sede da Caixa Geral de Depósitos em Lisboa.
A sinopse do filme resume crua e friamente a realidade das terras raianas: «Uma pequena aldeia portuguesa está a morrer lentamente, depois de os seus habitantes terem emigrado. No Verão, no entanto, a aldeia enche-se de vida por umas semanas – antes de voltar a mergulhar no silêncio.»
Na sala uma grande claque de apoio de pontenses – de onde são naturais os pais do cineasta – fez questão de se manifestar e aplaudir o realizador, Mário Gomes, radicado na Alemanha. Aliás a história foi toda filmada nas terras raianas de Aldeia da Ponte e de Albergaria de Argañan do lado espanhol e tem como protagonistas e figurantes muitas caras conhecidas com, por exemplo, o pontense José Prata.
O filme tem início com a projecção de slides antigos que retratam casas e pessoas já desaparecidas em Aldeia da Ponte. A roca e o fuso nas mãos das mulheres pontenses, as festas de Santo António em 2008, o lar de idosos, os cafés da aldeia, a sede da Associação Juventude Pontense com a sua discoteca ao ar livre onde são batidos, anualmente, os records de consumo de minis (Sagres), as paisagens raianas, a praça de toiros, os encerros e as capeias arraianas estão presentes ao longo dos 51 minutos do documentário.

Ficha Técnica
Título: «Muito Além» (Far Beyond).
Realização: Mário Gomes (Alemanha/Portugal, 2010).
Secções: Competição Nacional e Competição Internacional.
Fotografia, Jorge Quintela; Música, Carlos Bica; Som, Dídio Pestana; Montagem, Elias Grootaers e Mário Gomes; Produtor, Mário Gomes, Rodrigo Areias e Produção, Bando à Parte.
Exibições: Quem perdeu a estreia no dia 23 de Abril pode ainda assistir ao documentário no Cinema São Jorge (Sala 3), no dias 28 (21.30) e 30 de Abril (23.59).

A projecção de «Muito Além» foi antecedida de duas curtas («Verão» e «Nenhum Nome») que confessamos nos terem deixado uma estranha sensação. Nem sim, nem não, antes pelo contrário. Há liberdades criativas que, por vezes, não somos capazes de decifrar.
jcl

Paulo Adão - um Lagarteiro em Paris - © Capeia Arraiana

Sud-Expresso ganha carruagens Talgo

O Sud-Expresso moderniza-se. O mítico comboio da CP, com ligação diária de Lisboa à Hendaia, é o mais antigo da Europa em circulação. Liga, desde 1887, Santa Apolónia a Hendaia e a Paris por TGV. A partir deste primeiro de Março moderniza-se e passa a utilizar material Talgo. Os passageiros passarão a dispor, por exemplo, de quartos com duche privativo, entre outras novidades.

Sud-Express com carruagens Talgo - CP - Capeia Arraiana

Sud-Express com carruagens Talgo (foto: D.R.)

Adérito Tavares - Na Raia da Memória - © Capeia Arraiana (orelha)

Carolina Beatriz Ângelo – Médica e sufragista

Quando entrei pela primeira vez na Faculdade de Letras de Lisboa, nos anos 60, ia acompanhado de um amigo que frequentava Direito, ali mesmo em frente. Ao ver tantas raparigas, exclamou: «Estou no meu ambiente! Vou mudar de curso.»

Claro que estava a brincar. Até porque não era preciso mudar de curso para ter acesso ao bar da Faculdade de Letras, sempre cheio da «malta» de Direito. Eles «refugiavam-se» ali porque a sua Faculdade era «um deserto»: só rapazes! Nessa altura, em Portugal, ainda se contavam quase pelos dedos as raparigas que frequentavam Direito, ou Medicina, ou Engenharia. Havia cursos que a sociedade «achava» mais «apropriados» às meninas: Letras, Enfermagem, Magistério Primário, e poucos mais. Em quarenta anos, quantas coisas mudaram: hoje, na Faculdade de Direito de Lisboa, o meu amigo sentir-se-ia como peixe na água: é que a situação inverteu-se e agora são muito mais as raparigas que os rapazes.
Vem isto a propósito de uma mulher de excepção, uma das primeiras a frequentar a Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e a licenciar-se em Medicina: Carolina Beatriz Ângelo, que foi casada com o dr. Januário Barreto, casapiano ilustre, médico-cirurgião e desportista.
E vem também a propósito do início da construção, em Loures, do Hospital Carolina Beatriz Ângelo. A atribuição do nome desta pioneira da luta pelos direitos cívicos e políticos da mulher a uma unidade hospitalar constitui um acto de «justiça histórica».
Carolina Beatriz Ângelo nasceu em 1877, na cidade da Guarda. Frequentou o Liceu desta cidade, onde se revelou uma aluna brilhante. Matriculou-se depois na Escola Politécnica de Lisboa, de onde transitou para a Escola Médico-Cirúrgica. Aí viria a conhecer Januário Barreto, com o qual se casou no próprio ano da formatura, em 1902.
A Escola Médica de Lisboa foi a antecessora da Faculdade de Medicina, que apenas surgiria com a criação da Universidade, pela República. Na transição do século, era uma instituição prestigiada e dinâmica, onde leccionavam ou tinham leccionado grandes homens de ciência, como Sousa Martins, Câmara Pestana, Miguel Bombarda e Ricardo Jorge. Carolina Beatriz Ângelo e Januário Barreto tiveram ali como professores, entre outros, Ricardo Jorge, Alfredo da Costa, Miguel Bombarda e Curry Cabral. Num tempo ainda tão conservador em termos socioprofissionais, a jovem Carolina era, como se disse, uma das raras alunas de Medicina. Viria a ser, aliás, a primeira a especializar-se em cirurgia, em Portugal.
Carolina Beatriz ÂngeloJanuário Gonçalves Barreto Duarte, com quem Carolina Beatriz Ângelo casou, era também originário das terras difíceis e pedregosas da Beira: nasceu na Aldeia do Souto (Covilhã), precisamente no mesmo ano da futura mulher, 1877. Tendo ficado órfão com apenas 9 anos, foi acolhido na Real Casa Pia de Lisboa em 30 de Junho de 1886. Aqui se tornaria um aluno excepcional, na dupla vertente escolar e desportiva. Pioneiro do futebol na Casa Pia (e o mesmo é dizer no País), enquanto prosseguia os estudos na Escola Médica, como bolseiro, Januário Barreto funda e anima um Grupo Escolar de Futebol, de que fazem parte, entre outros, os artistas casapianos António do Couto, Pedro Guedes e Francisco dos Santos. Encontraremos também Januário Barreto como fundador e dinamizador do Sport Lisboa, agremiação desportiva que constitui uma das raízes do actual Sport Lisboa e Benfica. O seu perfil de médico-desportista, revela-nos um homem consciente de que a saúde se garante através do exercício físico e da prática do desporto. Aliás, Januário Barreto interpretava e praticava aquilo que aprendera na Casa Pia, cuja tradição no domínio desportivo ganhara raízes desde muito cedo. Já no final do sua curta mas prolífera vida, o dr. Januário Barreto seria um dos fundadores da primeira Liga Portuguesa de Futebol, da qual foi presidente. Morreu em 1910, com apenas 33 anos de idade.
O casamento de Januário Barreto e Carolina Beatriz Ângelo durou uns escassos 8 anos. Carolina, aliás, pouco tempo sobreviveu ao marido: viria a morrer um ano depois, em 1911, com 34 anos. Mas, como disse Leonardo da Vinci, «uma vida bem preenchida torna-se longa». E a vida de uma mulher progressista e inconformista como Carolina Beatriz Ângelo não se esgotou na família e na profissão: desde os tempos de estudante que militava activamente no movimento feminista e sufragista, defendendo com persistência e lucidez os direitos cívicos e políticos da mulher portuguesa. Com Ana de Castro Osório e outras sufragistas funda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, da qual seria vice-presidente. Foi também activista e presidente da Associação Feminista Portuguesa. A uma e outra destas associações cívicas defensoras da emancipação da mulher dedicou muito do seu tempo e do seu trabalho.
Carolina Beatriz Ângelo ficou na história dos movimentos cívicos portugueses como a primeira mulher a exercer o direito de voto, em Portugal. Na verdade, quando se realizaram as eleições para a Assembleia Constituinte Republicana, em Maio de 1911, a ilustre e dinâmica médica feminista requereu a um tribunal o direito de votar. Existindo na altura um certo vazio legal, devido à mudança de regime e ao clima revolucionário, o juiz João Baptista de Castro, pai de Ana de Castro Osório, despachou favoravelmente o recurso e Carolina votou. Infelizmente, a nova Constituição não consagraria esse acto pioneiro e o voto da dr.ª Carolina Beatriz Ângelo seria ainda, por muito tempo, uma excepção. Apenas em 1931 viria a ser concedido o direito de voto a algumas mulheres portuguesas, aquelas que possuíssem cursos superiores ou secundários. E, como sabemos, durante os 43 anos de ditadura que se seguiram, de pouco lhes serviu esse direito.
A coragem, a inteligência e o espírito cívico da médica-cirurgiã Carolina Beatriz Ângelo justificam plenamente a homenagem que agora se lhe presta. Há homens e mulheres que têm muito mais de Quixotes que de Sanchos. Homens e mulheres que sonham acordados e vêem um mundo transformado pelo seu esforço individual, pelo seu sacrifício, pela sua luta incansável e persistente, face aos acomodados e aos indiferentes. Sonham acordados um mundo novo, saído do seu combate contra os moínhos de vento da desigualdade e da injustiça. Carolina Beatriz Ângelo foi um desses seres humanos. Generosa e altruista, bem poderia ter dito, como disse mais tarde Martin Luther King: «I have a dream…». O sonho de Carolina era o de uma sociedade sem discriminação, em que as pessoas se distinguissem pela nobreza de espírito, pelo saber e pelo trabalho, e não pelo berço, pelo sexo, ou pela cor da pele. O sonho de Carolina é hoje (quase!) a nossa realidade. Quase!
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

Evolução dos itinerários da capital ao Sabugal (3)

Portugal viu nascer a sua primeira linha-férrea de Lisboa ao Carregado em 28 de Outubro de 1856, ma só em 3 de Agosto de 1882 é inaugurada a linha da Beira Alta entre Figueira da Foz e Vilar Formoso. A sua abertura ajudou ao progresso de toda a região por onde passava. A Figueira da Foz passou a cidade, atraindo os beirões para as suas praias. Transportava-se sal e peixe que chegava fresco, abastecendo os pequenos comerciantes da região raiana.

José MorgadoAntes da criação da linha, o sal era transportado em carros de mulares, demorando dias a chegar e sempre em quantidade reduzida em virtude da fraca capacidade dos carros.
Vilar Formoso tornou-se a principal fronteira seca do país e porta de ligação com a Europa. O Sud-Express, comboio de luxo para a época, inaugurado em Julho de 1895 com carruagens-cama e restaurante, veio facilitar as viagens e os wagons-lits tornaram muito confortáveis as deslocações a Lisboa e a Paris.
A única estação da linha da Beira Alta no concelho do Sabugal era e é a Cerdeira e faziam-se carretos semanais com carros de bois transportando batatas e outros produtos do Soito para a Cerdeira.
Durante dezenas de anos o Sud-Express chegava de Lisboa a Vilar Formoso por volta das 20 horas, a uma velocidade média de 80 Kms/hora, puxado ainda por uma máquina a vapor. Paravam também em Vilar Formoso, o comboio-correio e o chamado ‘Trama» com paragem em todas as estações e apeadeiros. Nas estações, passou a haver telégrafo e o de Vilar Formoso, desde os finais do Século XIX a princípios do XX funcionava das 7 horas às 17 horas. Alugavam-se mantas de viagem e almofadas para a viagem ser mais confortável. Junto das estações havia diligências e trens de aluguer, puxados por cavalos, destinados a levar os passageiros às povoações vizinhas da linha.
A história de Vilar Formoso enriqueceu extraordinariamente com o caminho-de-ferro e é um desafio e uma surpresa para os historiadores.
Linha da Beira AltaRelativamente à linha da Beira Baixa, a sua inauguração dá-se em 6 de Setembro de 1891 do troço entre Abrantes e Covilhã e em 11de Maio de 1893 o troço entre a Covilhã e a Guarda, sendo o Barracão a última estação antes de chegar à Guarda, curiosamente chamada Estação do Sabugal de que dista largos quilómetros e se situa pertissimo da cidade da Guarda. Valeu e vale, de há longas décadas, o serviço rodoviário da empresa Viúva Monteiro e Irmão, Lda.
Portugal chegou a possuir uma rede ferroviária que cobria quase todo o território. Mas, na sequência do que se verificou noutros países europeus, particularmente em França, nos últimos 30 anos, tem-se assistido ao encerramento da quase totalidade das linhas de via reduzida e encerramento de apeadeiros e estações, outrora de grande movimento e substituídas por camionagem. Nem as potencialidades turísticas de muitos desses trajectos e povoações, foram aproveitadas.
Actualmente o investimento da CP, passou a centrar-se na linha Lisboa-Porto, bem servida pelo Alfa e InterCidades.
No que toca à Beira Interior o serviço InterCidades, faz ligações na Linha da Beira Baixa – Lisboa-Castelo Branco-Covilhã e na linha da Beira Alta – Lisboa-Coimbra-Guarda.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Confraria do Bucho reuniu convivas em Lisboa (3)

GALERIA DE IMAGENS – 7-11-2009
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

Confraria do Bucho reuniu convivas em Lisboa (2)

GALERIA DE IMAGENS – 7-11-2009
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

Confraria do Bucho reuniu convivas em Lisboa (1)

Cerca de 70 confrades reuniram ontem, 7 de Novembro, em Lisboa, por ocasião do V Almoço da Confraria do Bucho Raiano, tendo como convidado de honra o Procurador-Geral da República, Juiz Conselheiro Fernando Pinto Monteiro.

Confraria Bucho Raiano - Almoço Anual - Lisboa - 2009

As opiniões foram unânimes quanto ao serviço proporcionado pelo Instituto de Acção Social das Forças Armadas (IASFA), que recebeu a Confraria e serviu condignamente o bucho vindo da Rebolosa. No final também houve castanhas assadas, enviadas dos Fóios, por especial deferência do professor José Manuel Campos, presidente da Junta de Freguesia.
Foram cerca de 70 os confrades que aderiram a este almoço de divulgação do bucho e demais enchidos da raia sabugalense, que teve por «mordomo» o confrade Morgado de Carvalho. Para além do excelente almoço, o encontro foi também um alegre momento de convívio e uma oportunidade para o reencontro entre os sabugalenses e amigos das nossas terras.
Fernando Pinto Monteiro aceitou o convite da confraria e esteve presente, apreciando um sabor característico da sua infância e juventude, quando viveu no Sabugal com os pais e irmãos. Aliás o encontro com alguns velhos amigos serviu sobretudo para avivar memórias e contar velhas históricas de amizade e de aventuras. Recordou o tempo da escola tendo como pedagogo o professor Cavaleiro: «um dos meus heróis», disse com um sorriso aberto. Falou ainda nas noites a jogar poker no café do Senhor Abílio e nos dias de verão passados na casa do amigo Canaveira Manso, em Aldeia do Bispo, ocasião em que também se agarrava ao forcão nas capeias arraianas.
Também marcou presença o presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, o confrade Ramiro Matos, de resto uma presença habitual nestes almoços. Vinda do Sabugal, a Dr Delfina Leal, vice-presidente da Câmara, representou o executivo municipal, sendo portadora de uma mensagem de amizade e de consideração para com a Confraria do Bucho, atendendo ao papel que tem desempenhado na defesa da gastronomia tradicional.
Foi uma tarde bem passada, no belíssimo palacete que alberga a antiga Cooperativa Militar (agora IASFA), na Rua de S. José. Um espaço com excelentes condições de recepção e de prestação do serviço, a que não foi alheio o empenho do Senhor Chagas, responsável da messe, que dirigiu pessoalmente os trabalhos, garantindo um serviço de excelência, que foi do agrado geral.
O próximo almoço da Confraria será no Sabugal, por ocasião do Entrudo, época do ano em que, tradicionalmente, as famílias se reuniam à volta da mesa para degustar o bucho.

Discurso de Delfina Leal, vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal. Aqui.
plb

Confraria do Bucho Raiano reúne em Lisboa

O almoço anual em Lisboa de convívio e divulgação da Confraria do Bucho Raiano realiza-se no sábado, 7 de Novembro, a partir do meio-dia no palacete da Cooperativa Militar situado na Rua de São José, n.º 24, junto aos Restauradores.

Bucho RaianoOs confrades do bucho raiano vão reunir-se em Lisboa para o almoço anual da Confraria do Bucho Raiano.
O encontro está marcado para o dia 7 de Novembro no edifício da Cooperativa Militar aos Restauradores. Os dois palácios do conde de Magalhães e um jardim classificados com monumento nacional datam do século XVIII e pertenceram ao Barão de Orta, nobre espanhol cujo brasão em alvenaria decora a parede interior sobranceira à escadaria principal.
O imóvel foi adquirido pelo Ministério da Guerra em 1948 à Marquesa de Santa Cruz dos Manuelles, filha e herdeira do conde de Magalhães. A entrada faz-se por uma porta monumental em arco de volta inteira e conducente através de rampa abobadada ao pátio rectangular interior. O Palácio da Ordem Soberana de Malta cuja cruz ainda hoje ornamenta a fachada principal foi construído no século XIX e foi também utilizado pela Governo Militar de Lisboa. Ambos os palácios foram utilizados pela Cooperativa Militar até 26 de Outubro de 1998 até serem transferidos para o IASFA passando a fazer parte do património do Ministério da Defesa Nacional.
O encontro acontece no primeiro sábado de Novembro respeitando a regra dos dois almoços anuais da Confraria do Bucho Raiano que define uma reunião em Lisboa antes do final do ano e outra no Sabugal no domingo gordo (Carnaval), dia em que tradicionalmente as famílias mais chegadas se juntavam para comer o bucho.
A ementa será constituída por enchidos, seguidos do bucho, que virá à mesa acompanhado por batatas e grelos de nabo cozidos, em absoluto respeito pela tradição gastronómica raiana. Os produtos para o almoço da Confraria do Bucho Raiano serão fornecidos pelo talho certificado de produtos raianos do Adérito da Rebolosa.
O bucho é a peça de enchido mais genuína das terras raianas do centro de Portugal. Manda a tradição que após a matança do porco se juntem num barranhão pedaços de carne provindos da cabeça, orelhas e rabo, de mistura com a carne que restou agarrada aos ossos. Coloca-se essa carne em vinha d’alhos durante três dias, após o que se enchem as bexigas dos próprios porcos, indo para o fumeiro a fim de aí secarem com o calor provindo da lareira.
Dar a conhecer o bucho e contribuir para que se transforme numa oportunidade económica para a região raiana é o objectivo da Confraria do Bucho Raiano que organiza em Novembro o seu segundo encontro de 2009.
A iniciativa tem como mordomo o confrade José Morgado Carvalho e em breve serão divulgadas mais novidades sobre este grande momento de promoção da gastronomia sabugalense.
O blogue «Capeia Arraiana», a estação televisiva on-line «LocalVisãoTv» e a «Rádio Caria» são os media partners desta edição.
As marcações podem ser feitas até ao dia 31 de Outubro de 2009 para:
Telemóvel: 965 869 121.
Email: confrariabuchoraiano@gmail.com

Confraria do Bucho Raiano: agraciada com louvor da Câmara Municipal do Sabugal. Aqui.
jcl

Verdes são os campos da Pró-Raia em Lisboa

«Verdes são os campos» é a denominação escolhida para o espaço lisboeta pelo agrupamento de associações de promoção regional de que faz parte a Pró-Raia. A loja com dois pisos e pátio interior, está situada na rua da Casa de Fernando Pessoa e na montra, em lugar de destaque, está o poema de Luís de Camões que dá nome ao projecto de desenvolvimento associativo.

Loja da Pró-Raia em LisboaO projecto «Verdes são os campos» resulta de uma parceria entre a Pró-Raia (Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro-Norte) e a chefe-de-fila ADIRN (Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte), Tagus (Associação para o Desenvolvimento do Ribatejo Interior), Beira Douro (Associação de Desenvolvimento do Vale do Douro), Leader Sor (Associação para o Desenvolvimento Rural Integrado do Sôr), a ADL (Associação de Desenvolvimento do Litoral Alentejano), Raia Histórica (Trancoso) e Acaporama (Associação de Casas do Povo da Região Autónoma da Madeira).
O investimento total da Pró-Raia atinge os 53.750 euros comparticipados pelo FEOGA com 30.825 euros e pelo MADRP (Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas) com 16.597 euros e pela componente privada da própria associação com cerca de seis mil euros.
As associações que integram o projecto pretendem promover e representar os produtos turísticos das zonas parceiras no projecto «Animação e Comercialização de Produtos Turísticos em Meio Urbano». No acto oficial esteve presente uma delegação da Pró-Raia composta pela presidente Lurdes Saavedra, o vice-presidente António Robalo e o colaborador Paulo Marques.
A escritura pública da loja com dois pisos e pátio interior foi oficializada a 28 de Maio de 2008 num cartório notarial em Lisboa. O espaço situa-se em Campo de Ourique, um bairro lisboeta no coração da cidade, onde o comércio tradicional se mistura com as lojas de marcas internacionais. A loja, situada muito perto da Casa Fernando Pessoa, servirá como estrutura de suporte técnico e logístico de apoio à animação e dinamização da comercialização de produtos turísticos em ambiente urbano, junto dos potenciais consumidores citadinos.
Loja da Pró-Raia em LisboaA Pró-Raia – Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro Norte, nasceu em 1994, com o objectivo de promover os espaços naturais e valores patrimoniais, a preservação do ambiente, o reforço da identidade local e o apoio à transformação e comercialização dos produtos locais dos concelhos do Sabugal e da Guarda.
A Pró-Raia conta com os seguintes associados públicos: AAPIM, ACRIGUARDA, ACRISABUGAL, ADES, Associação Comercial da Guarda, Associação Cultural e Recreativa de Fernão Joanes, Associação da Juventude Activa da Castanheira, Associação de Jogos Tradicionais da Guarda, Caixa de Crédito Agrícola Mutúo da Região do Fundão e Sabugal, Caixa de Crédito Agrícola Mutúo da Serra da Estrela, Câmara Municipal da Guarda, Câmara Municipal do Sabugal, Casa do Concelho do Sabugal, Centro Cultural de Famalicão da Serra, Centro Social e Paroquial de Maçaínhas, CERCIG, Coopcôa, Empresa Municipal do Sabugal +, Externato Secundário do Soito, Fundação Frei Pedro, Matadouro da Beira Alta, SA, NERGA, NDS – Núcleo Desportivo e Social, Santa Casa da Misericórdia da Guarda, Santa Casa da Misericórdia do Sabugal e Trepadeira Azul.

Em breve será inaugurada no Sabugal a delegação da Pró-Raia que irá utilizar as remodeladas instalações do antigo matadouro junto ao Museu Municipal.
Com a abertura da delegação da Pró-Raia a ADES-Associação Desenvolvimento Sabugal terá a sua área de acção ocupada e as suas competências descapitalizadas tendo, obrigatoriamente, de repensar o seu posicionamento e a sua real importância (e necessidade) na nova realidade do concelho do Sabugal. Quando se pode pedir directamente a Deus…
jcl

Peça de Manuel António Pina em Lisboa

Até 26 de Abril pode ser vista em Lisboa a peça de teatro intitulada Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães, da autoria do escritor sabugalense Manuel António Pina, cujas sessões acontecem ao domingo, às 11 e 16 horas no Teatro-Estúdio Mário Viegas, em Lisboa.

Segundo a informação disponibilizada pela Companhia Teatral do Chiado, que interpreta a peça, em Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães duas pessoas são levadas ao Tribunal dos Animais. Uma guardava a casa do Cão; a outra trabalhava no Circo. Um dia, fartos desta situação, roubaram a chave da Liberdade e tentaram fugir do Reino dos Bichos – só que foram apanhados! Agora terão de ir a julgamento.
Nesta divertida peça de Manuel António Pina, tudo acontece como se passássemos a ver o nosso mundo pelos olhos dos animais, quer dizer, como se os animais tivessem a vida dos humanos – e os humanos fossem os seus bichos de estimação. Estes animais são, portanto, muito parecidos com certas pessoas: o Juiz Elefante e o Papagaio Advogado fazem lembrar outros juízes e outros advogados (e fazer lembrar não quer dizer que sejam iguais…).
O que é roubar, o que é prender, o que é julgar? Quando a vida de gente é pior do que «vida de cão», deve-se fugir ou obedecer? É bom ser livre ou é melhor estar preso e não ter que pensar em nada?
a peça, de forte cariz pedagógico, inicia as crianças nestas perguntas, simples mas infinitas, onde o sentido das coisas deixa de ser tão evidente como certas banalidades, muito repetidas, nos fazem acreditar. Jogando com as palavras, virando do avesso o mundo como o conhecemos, M. A. Pina abre às crianças (e reabre aos adultos!) o prazer de perguntar. E é rindo que o faz, fazendo-nos rir «de nós mesmos e dos outros».
Os gatos e os cães são os outros mais perto de nós – os outros que temos em casa. Podemos fazer-lhes perguntas? E podem eles responder-nos? A poesia diz que sim, faz-nos imaginar que mesmo os que não têm palavras também sabem falar, também guardam uma maneira de entender. Por isso, Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães é uma fábula – «fábula em um prólogo, cinco cenas e um epílogo», como lhe chama o autor – mas uma fábula sem lição moral para ensinar.
Em vez disso, fiel à poesia, ensina ao espectador o que é o teatro. Esse mundo onde, ao subir do pano, actores e espectadores são só imagens. Porque, ao subir do pano, «só os personagens são realmente reais!».
A interpretação cabe aos actores: Diogo Andrade, Gonçalo Ruivo, Helena Veloso, Maria Dias. A encenação é de Manuel Mendes e a cenografia de Vasco Letria.
A peça do autor que o Sabugal homenageará proximamente, está em cena desde meados de Novembro de 2008, aproximando-se agora os últimos dias em que se manterá em Lisboa.
plb