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Lince da Malcata - © Capeia Arraiana

Lince pode regressar à Malcata em 2022

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmou na sexta-feira, 11 de Maio, «esperar que daqui a quatro anos o lince comece a ser introduzido na Reserva Natural da Serra da Malcata» e explicou que «para isso está a haver um investimento de meio milhão de euros».

Lagunilla depois de caçar um coelho - Foto: D.R. - Capeia Arraiana

Lince Lagunilla depois de caçar um coelho (Foto: D.R.)

Câmara Municipal Penamacor - © Capeia Arraiana

Penamacor lidera reintrodução do lince

A Câmara de Penamacor vai liderar um projecto de reintrodução no lince-ibérico nas serras da Malcata, de São Mamede e na área de Moura/Barrancos, cujo investimento global previsto é de um milhão de euros, e que envolve ainda os municípios do Sabugal e de Castelo de Vide.

Lince ibérico

Lince ibérico

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Para que não digam que não falei de coelhos

Eis uma “guerra” que não interessa aos sabugalenses, a da proibição de caçar na Reserva Natural da Serra da Malcata.

O regulamento da Reserva da Malcata não proíbe a caça

O regulamento da Reserva da Malcata não proíbe a caça

Lince da Malcata - © Capeia Arraiana

Riquezas da Serra da Malcata em Penamacor

As instalações da Reserva Natural da Serra da Malcata, em Penamacor, vão ser o palco, no dia 3 de Maio, da conferência «Serra da Malcata e as suas riquezas naturais» organizada pelo Centro Europe Direct Beira Interior Sul, pela ADRACES, pela Progestur e pela Câmara Municipal de Penamacor.

Lince da Serra Malcata - Capeia ArraianaLince da Serra Malcata - Capeia Arraiana

Conferência «Serra da Malcata e as suas riquezas naturais» – Penamacor

Sabugal integra associação de defesa do lince

O executivo municipal do Sabugal decidiu, na última reunião, em 13 de Abril, a adesão da Câmara Municipal do Sabugal à Iberlinx, associação para a conservação do lince ibérico e desenvolvimento dos seus territórios, a qual foi criada em Agosto de 2010.

Lince Ibérico - Malcata - Sabugal - PenamacorA adesão do Sabugal acontece a convite da própria associação, que enviou um ofício ao presidente da Câmara do Sabugal, convidando-o a associar-se.
A Iberlinx, que tem como associados entidades colectivas de direito público, foi formalmente fundada em 26 de Agosto de 2010, tendo entre os seus fundadores os municípios de Penamacor, Beja, Barrancos, Moura, bem como as empresas Estradas de Portugal e Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva (EDIA)..
A associação, que tem a sede na Herdade da Coitadinha, em Barrancos, tem por principais objectivos a promoção e recuperação do lince ibérico, face ao perigo de extinção que ameaça essa espécie animal, bem como a promoção do desenvolvimento social e económico dos territórios onde se incluem os habitats naturais da espécie.
Para o desenvolvimento de actividades foi estabelecido um acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) para a execução de algumas acções e para a obtenção do seu financiamento.
A exposição Terra de Linces, que acontece em Penamacor, foi uma das iniciativas que surgiram já através da Iberlinx, e com a adesão do Sabugal à associação, poderá passar proximamente também por este concelho raiano.
A adesão do Município do Sabugal foi decidida por unanimidade no seio do executivo camarário.

Alguém deveria explicar a razão pela qual o Sabugal ficou de fora do lançamento desta associação, já que o concelho do Sabugal inclui uma parte do território que constitui o habitat natural de excelência do lince, que é a Serra da Malcata. Penamacor não esteve a dormir, pois está entre o grupo de fundadores e o presidente da Câmara, Domingos Torrão, deslocou-se pessoalmente a Lisboa, em 26 de Agosto de 2010, a fim de assinar a escritura da associação intermunicipal.
plb

Lince da Malcata - © Capeia Arraiana

Exposição «Terra de Linces» em Penamacor (2)

A Câmara Municipal de Penamacor chamou a si a exposição fotográfica «Terra de Linces», uma organização da Associação Iberlinx (que o município de Penamacor integra), em parceria com a EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, Águas do Algarve, Junta de Andalucia, Ayuntamento de Valencia del Mombuey e ICNB.

Exposição Terra de Linces

aps

Há linces em Andújar (2)

A convite do ICNB e do projecto Valia deslocámo-nos à Serra de Andújar na Andaluzia para ver in loco o que os espanhóis estão a fazer pela recuperação da população de linces. Autarcas, proprietários de zonas de caça, agricultores, biólogos, representantes de associações ambientalistas, pudemos apreciar o muito que é preciso fazer para melhorar os habitats de Lince.

GALERIA DE IMAGENS
Fotos com Direitos Reservados – Clique nas imagens para ampliar

«Terras do Lince», opinião de António Cabanas
(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

Há linces em Andújar (1)

A convite do ICNB e do projecto Valia deslocámo-nos à Serra de Andújar na Andaluzia para ver in loco o que os espanhóis estão a fazer pela recuperação da população de linces. Autarcas, proprietários de zonas de caça, agricultores, biólogos, representantes de associações ambientalistas, pudemos apreciar o muito que é preciso fazer para melhorar os habitats de Lince.

António Cabanas - Terras do Lince - Capeia ArraianaAqueles que como eu gostam do lobo cerval e anseiam vê-lo de novo no nosso país regressaram satisfeitos. Não é que o tivéssemos visto, mais depressa o lince nos veria a nós, tal era o tamanho da comitiva e todos sabem como é acutilante o seu olhar. Mas as fotos tiradas pelas máquinas automáticas, sim, tinham-no registado na noite anterior. Um excremento fresquinho, ainda a cheirar intensamente, coelhos quanto baste, veados, águias, vistos até do autocarro e paisagem de montado até perder de vista.
Bom foi ouvir Miguel Ángel Simón, responsável pelo projecto Lince, falar dos excelentes resultados do projecto.
Ainda que os censos mais antigos não fossem fiáveis estimava-se que houvesse em meados do século XX 5 a 6 mil linces, reduzidos no final dos anos 70 a 1200 e a 1100 no final de 80. Em 2002 Guzman apontava não mais de 200 animais para a população espanhola, sendo certo que em Portugal era praticamente nula a presença do felino.
No início do milénio, os técnicos de ambos os países davam como inevitável a sua extinção. O desânimo tinha-se instalado na comunidade científica e o seu desaparecimento de um local tão emblemático como a Malcata era revelador de uma situação irreversível. Além do mais as tentativas para os reproduzir em cativeiro não estavam a resultar e quando finalmente começavam a dar frutos, eis que uma leucemia mata 9 linces só em 2007! Era o fim do Lince Ibérico! Até os mais esperançosos acreditaram estar perante a morte anunciada da espécie.
Contra todas as expectativas porém, o felino tem vindo a recuperar nos últimos anos. A Serra de Adújar-Cardena conta hoje com cerca de 160 linces quando em 2002 havia apenas 60. Também a população de Doñana, apesar da consanguinidade tem vindo a aumentar, o mesmo acontecendo na Serra Morena. Tudo isso se deve aos esforços de melhoria dos habitats que têm sido feitos nestes refúgios.
Com a viagem, tinha o ICNB a intenção de demonstrar aos caçadores e proprietários do Alentejo que a introdução do lince não lhes trará prejuízos. É conhecida a enorme desconfiança de uns e outros face às habituais restrições que impendem sobre os territórios geridos pelo ICNB. Curiosamente, na hora de fazer o balanço da viagem, tinha-se virado o feitiço contra o feiticeiro: caçadores e terra tenentes vinham encantados com o que viram e se o ICNB queria os linces que seguisse os bons exemplos dos espanhóis, respeitasse as herdades e as actividades e que em vez de impor restrições as ajudasse a tornar mais rentáveis como acontecia em Andújar. Para eles foi isso que a visita lhes mostrou: dois proprietários de fincas contentes com as limpezas, as adubações e o maneio dos habitats, tudo pago pelo projecto.
Pela nossa parte, ou seja, relativamente à Malcata, ficámos conscientes do muito que há a fazer para aumentar a população de coelho, dos muitos hectares de pastagens a semear, dos marouços a construir, dos coelhos a introduzir, do acompanhamento necessário, do que não ficámos certos é se haverá dinheiro para todo esse esforço. Esperamos que sim.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

Fauna selvagem no Museu de Penamacor

O Museu Municipal de Penamacor apresenta ao público a exposição «Quadros da Fauna Local» que integra elementos naturais cénicos como uma azinheira de quatro metros de altura.

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Encontra-se aberta ao público a exposição «Quadros da Fauna Local», que passa a constituir um novo motivo de interesse para quem visita o concelho de Penamacor e o Museu Municipal em particular.
Visando potenciar um conjunto de numerosos espécimes taxidermizados pré-existente, a mostra procura, por um lado, reforçar a atractividade do próprio museu, conjugando a força daqueles elementos com enquadramentos cenográficos apelativos, e, por outro, chamar a atenção para o grave problema da regressão da biodiversidade, no confronto com animais outrora comuns no nosso meio, hoje em risco de desaparecerem ou mesmo já desaparecidos, como são os casos do lince e do lobo.
A exposição, que ocupa uma das salas do museu, beneficia da atmosfera entretanto criada com recurso a vários dispositivos cénicos, designadamente uma árvore (azinheira) que se eleva à altura de quatro metros, iluminação dirigida e a dioramas que conjugam pintura e elementos naturais, de modo a reproduzir os habitats reais das espécies aí representadas.
A exposição pode ser visitada no Museu Municipal de Penamacor, de terça-feira a domingo, incluindo feriados, das 9.00 às 12.30 e das 14.00 às 17.30 horas.
jcl (com Gabinete de Informação da C. M. Penamacor)

Novo livro sobre o lince-ibérico

A editora Bizâncio acaba de lançar o livro «Lince-Ibérico», o qual aborda diferentes aspectos da biologia do felino mais ameaçado do mundo, ilustrados por fotos de animais em habitat natural onde a sua existência se encontra ameaçada.

Lince Ibérico da Serra da MalcataA publicação é o resultado de uma colaboração do jornalista Paulo Caetano, autor dos textos, e do biólogo Joaquim Pedro Ferreira, responsável pelas fotos, enriquecida também por ilustrações de Jorge Mateus.
Numa altura em que o projecto nacional de reprodução do lince-ibérico dá um passo decisivo com o acolhimento de linces para o repovoamento do seu habitat tradicional em Portugal, chega aos escaparates um livro-álbum muito elucidativo.
Trata-se de uma publicação que apresenta o felino mais ameaçado do mundo nos vários aspectos da sua biologia, que vão desde os hábitos alimentares à reprodução, sempre ilustradas com fotos do esquivo carnívoro obtidas em meio natural em momentos nunca capturados da sua vida quotidiana.
Continuam a chegar linces ao centro nacional de reprodução, situado em Silves, no Algarve, num processo que deverá estar concluído até ao final deste mês, altura em que o centro de reprodução português deverá acolher os 16 animais previstos.
plb

À fala com… António Cabanas

António Cabanas, 48 anos, natural da Meimoa, concelho de Penamacor, é licenciado em Sociologia pela Universidade da Beira Interior. Pertence aos quadros do ICN-Instituto de Conservação da Natureza e está «emprestado» à Câmara Municipal de Penamacor desde 2001 onde exerce o cargo de vice-presidente da equipa liderada por Domingos Torrão. No seu currículo destaca-se a publicação de obras sobre temáticas como o contrabando, o madeiro de Penamacor e a Meimoa.

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Quando terminou os estudos do liceu (antigo sétimo ano) foi trabalhar para o restaurante «Furnas Lagosteiras» perto de Cascais. Explorou um snack-bar no Shopping Cacém e sentiu o chamamento do espírito de aventura. Durante cerca de dois anos foi embarcadiço em navios de cruzeiro nas Caraíbas «onde ganhou algum dinheiro porque no barco não era possível gastar nada». Depois veio para a Malcata e terminou, finalmente, os estudos que não conseguiu acabar quando era jovem. «Os meus pais eram agricultores e tinham algumas dificuldades económicas próprias do mundo rural e entendi que não devia estar a sacrificá-los. Mas… prometi-lhes que terminaria os estudos nem que fosse até aos 80 anos», recorda António Cabanas.
Entre 1987e 2001 António Cabanas sentiu o bater do coração da Reserva Nacional da Serra da Malcata. Foi vigilante, técnico superior e finalmente director da Reserva durante dois anos. Em 2001 uma lista independente encabeçada por Domingos Torrão venceu as eleições para a Câmara Municipal de Penamacor e António Cabanas «transferiu-se» para a autarquia assumindo o cargo de vice-presidente. Em 2005 e nas recentes eleições autárquicas de 2009 a equipa de Domingos Torrão e António Cabanas foi reconduzida à frente dos destinos do município de Penamacor. «Actualmente ainda pertenço aos quadros do Instituto de Conservação da Natureza e como isto de ser autarca não é eterno quando cessar as funções na Câmara Municipal de Penamacor, onde estou desde 2001, voltarei a trabalhar no ICN», esclarece o vice-presidente Cabanas.
– Esteve vários anos ligado à Reserva Natural da Serra da Malcata que muitos relacionam com o lince ibérico. Que projectos recorda?
– Recordo a candidatura do projecto da Senhora da Graça com um orçamento de 200 mil contos, falando em moeda antiga, e que teve alguma envergadura para a época. Este projecto pretendia ter, por um lado, a vertente florestal com plantas autóctones da região e como viveiro das árvores protegidas de todo o País, uma espécie de viveiro do ICN a nível nacional e por outro lado uma vertente de educação ambiental, interpretação da natureza e visitação. Infelizmente não tem havido meios para esta estrutura funcionar a cem por cento mas, de alguma forma, tem sido um baluarte da Reserva da Malcata. Outro projecto em que me empenhei como director foi o «Life» para o estudo do lince e dos seus ecossistemas. O lince é uma espécie que vive uma grave crise. Já fui muito céptico mas, actualmente, estou mais confiante e considero que há grandes possibilidades das populações de linces voltarem à Malcata e a outros territórios ibéricos. Em 1977 o doutor Luís Palma fez estudos na Malcata e registou cerca de 30 linces, em 1987 falava-se numa comunidade de 14 ou 15, em 1992 capturámos uma fêmea mas em 1995 já não conseguimos assinalar nenhum vestígio da sua presença. Em Portugal o lince está extinto mas nos próximos anos vão ser transferidos animais espanhóis para regiões portuguesas onde vão crescer em cativeiro. Apesar do entendimento político entre os dois governos ibéricos ainda não é seguro que a espécie se salve mas há uma nova esperança…
– …«Terras do Lince» é uma marca em que aposta a Câmara Municipal de Penamacor…
– É a bandeira de Penamacor. Há uns anos atrás os ambientalistas que apareciam por cá eram olhados com alguma desconfiança e, afinal, hoje somos todos ambientalistas. Para Penamacor, para o Sabugal, para o Alto Águeda e para a Sierra da Gata a existência do lince será certamente uma mais-valia. É uma marca que faz a diferença e nos pode trazer vantagens económicas. «Terras do Lince» é uma marca que está a ser divulgada através dos produtos regionais – azeite, mel, queijo e enchidos – e pode ser aproveitada para programas turísticos.
– O território da Malcata é partilhado por dois concelhos portugueses e duas comunidades espanholas. Facilita ou prejudica a actuação dos responsáveis?
– Há vantagens porque há diversidade. É um território de transição da fauna e da flora entre o Mediterrâneo e o Atlântico Continental e por isso esta diversidade a Sul com o azinhal, os medronheiros, sobreiros e a Norte com o carvalhal e os castanheiros. Infelizmente do lado espanhol não há um estatuto de conservação como existe no lado português. Os espanhóis são sensíveis à defesa da natureza mas preocupam-se muito mais com o turismo. A Reserva da Malcata tem um plano de ordenamento excessivamente restritivo que acaba por se tornar maléfico. Nos últimos anos a Malcata deixou de ser falada porque um território fechado afasta as pessoas e tem um efeito negativo. Quando há visitação há promoção e uma atenção redobrada sobre o território que facilita a pressão política para a atribuição de mais meios – técnicos e humanos – pelo poder central.
– Em Penamacor sente-se o espírito raiano?
O penamacorense não se considera raiano – com excepção, talvez, das freguesias de Salvador e Aranhas – mas eu considero-me raiano pelo Sabugal e pelos amigos que conheci quando estive na Malcata. Penamacor como praça-forte sempre esteve de costas voltadas para Espanha. Curiosamente iniciámos num processo de geminação com Valverde del Fresno a cerca de 30 quilómetros e com a qual apenas temos uma ligação por estrada há poucos anos. Há uma distância física muito diferente da relação que as aldeias raianas do Sabugal têm com as localidades espanholas de Albergaria ou Navasfrias.
– Como se define o político António Cabanas?
– A causa pública é algo que nasce dentro de nós. Desde miúdo que sinto a necessidade de estar activamente na sociedade. Integrei o grupo coral da igreja na Meimoa, associações, o clube de futebol… O autarca é um homem da causa pública. Nas eleições autárquicas é costume dizer-se que o que conta são as pessoas. As freguesias vivem dependentes das câmaras e estas do Governo e todos sabemos e sofremos na pele o ter ou não ter apoios. Quando somos da cor e estamos com o poder comemos e quando não somos… cheiramos. Por isso compreendo e não condeno os chamados «vira-casacas» porque eles traçam estratégias – incluindo o sucesso pessoal – para atingir os melhores objectivos para as suas autarquias. Em função das minhas competências académicas e do meu percurso profissional na Malcata o ambiente, o ordenamento do território, o turismo, a etnografia e a cultura local são as temáticas com que mais me identifico.
– Há um homem de cultura para além da política…
– A matriz cultural da etnografia e da antropologia beirãs são excelentes elementos de estudo para qualquer sociólogo e o meu trabalho reflecte essas influências. Além disso sou um homem com origens no mundo rural. Os trabalhos no campo com os meus pais foram experiências muito enriquecedoras para a minha pessoa. Cada uma das minhas obras deve ser lida de forma distinta e entendido como uma forma de preservar testemunhos. O livro «Carregos» foi motivado pelo meu pai e pelos meus tios que foram contrabandistas e contavam estórias que eu ouvia com muita atenção. Os vigilantes da Reserva da Malcata tinham motorizadas para andar pelos caminhos pedregosos da serra. No meu primeiro dia de serviço na Malcata levava na ideia passar pela quinta do Major – também conhecida por quinta do Pinharanda ou quinta da dona Rita – onde os contrabandistas passavam com os carregos. O livro sobre a Meimoa tem uma motivação histórica com as nossas raízes, a nossa alma, os nossos antepassados. A Meimoa é uma comenda da Ordem de Aviz, a igreja da Meimoa fez parte da Ordem de Alcântara, a mãe de Pedro Álvares Cabral era a senhora dona da Meimoa e o rei D. Afonso V doou a Meimoa ao primeiro conde de Penamacor e assim através de uma pequena aldeia podemos contar um pouco da história de Portugal. São facetas que desconhecia e acabei por descobrir durante a investigação. O livro «Madeiro» retoma o fio à meada do contrabando porque voltamos ao património cultural das tradições. O Natal tem origem no solestício de Inverno muito anterior aos romanos. O monumental madeiro de Penamacor com 18 tractores de sobreiro é o maior de Portugal e considerei que merecia ser destacado.
– Há publicações na forja?
– Tenho dois projectos que quero levar a bom porto ainda para este ano. Vamos comemorar o primeiro centenário do nascimento de Mário Bento, patrono do Museu da Meimoa, com a publicação de um livro sobre a Comenda da Ordem de Aviz atribuída à Meimoa e em conjunto com a técnica da Câmara, Laurinda Mendes, estou a preparar um opúsculo com muita pesquisa na Torre do Tombo sobre a história cronológica de Penamacor.

No dia 11 de Outubro a lista de Domingos Torrão foi a jogo nas eleições para a Câmara Municipal de Penamacor e venceu com 53,64 por cento dos votos. Os nossos parabéns a António Cabanas pela recondução como vice-presidente da Câmara Municipal de Penamacor e as boas-vindas como «opinador» residente no Capeia Arraiana onde passará a assinar a coluna «Terras do Lince».
jcl

Serra da Malcata vai receber linces espanhóis

O ministro do Ambiente, Nunes Correia e a sua homóloga espanhola, Elena Espinosa Mangana, assinaram em Penamacor esta terça-feira, 28 de Julho, Dia Nacional da Conservação da Natureza, um protocolo para a cedência de 20 linces nascidos em cativeiro em Espanha.

Reserva Natural da Serra da Malcata - Foto jusnmarO presidente da Câmara Municipal de Penamacor, Domingos Torrão, foi o anfitrião da cerimónia de assinatura do protocolo para a introdução na Serra da Malcata de linces nascidos em Espanha. O Fado, o Eucalipto, a Espiga e a Erika são alguns dos 20 linces (14 machos e seis fêmeas) integrados no Plano de Acção para a Criação em Cativeiro do Lince Ibérico que prevê a implementação em Portugal, no prazo máximo de três anos, de um programa detalhado para a reintrodução dos animais nas zonas de habitat histórico da espécie.
O ministro Nunes Correia afirmou que «a Serra da Malcata é uma zona de eleição e será uma das primeiras regiões a receber o lince». O governante e a sua homóloga espanhola sublinharam a importância do esforço conjunto dos dois países para a recuperação da emblemática espécie ibérica.
O presidente da Câmara de Penamacor, Domingos Torrão manifestou na sessão de assinatura do protocolo a vontade de receber linces. «O que queremos é o lince, porque o lince é de cá», acrescentando para reforçar o desejo que o município já registou a marca «Terras do Lince».
A Reserva Natural da Malcata, criada em 1981, está a tentar aumentar a densidade média de coelho-bravo (que representa 80 por cento da alimentação do lince). Em algumas zonas conseguiu passar de um coelho por hectare para cinco, no período de 1997 a 2006. Para isso promoveu o refúgio ao abrir clareiras e plantar centeio, construiu 180 abrigos e, em 1994 e de 1997 a 2003, repovoou a zona com 1200 coelhos.
Actualmente, Espanha tem 77 linces nos seus centros de reprodução em cativeiro. Os 20 animais que foram cedidos a Portugal virão de El Acebuche (em Doñana), La Olivilla (Raen) e de Jerez de la Frontera.

Os registos indicam 1992 para o último lince avistado em liberdade na Serra da Malcata «penamacorense».
jcl

Ministro do Ambiente devolve lince à Malcata

O presidente da Câmara de Penamacor, Domingos Torrão, anunciou que o Ministro do Ambiente virá a Penamacor no 28 de Julho para assinar um protocolo que visa a instalação de um centro de aclimatação do lince ibérico na Reserva Natural da Serra da Malcata.

Nunes CorreiaSegundo a edição on-line do jornal Reconquista, de Castelo Branco, a novidade foi avançada pelo presidente da Câmara na inauguração da Feira das Actividades Económicas de Penamacor, que decorre até domingo.
Nunes Correia corresponde assim a um compromisso assumido aquando da decisão de instalar em Silves, no Algarve, o Centro de Reprodução do Lince Ibérico, facto que na altura motivou fortes criticas dos autarcas de Penamacor e do Sabugal.
Reagindo aos protestos, o ministro do Ambiente prometeu que Malcata receberia linces do Centro de Reprodução algarvio, sendo o agora anunciado centro de aclimatação o primeiro passo nesse sentido.
O protocolo será assinado com Espanha, país que cedeu animais ao centro de reprodução, assim garantindo que o Lince Ibérico voltará a viver no território português.
Tenha-se em conta que a Serra da Malcata, cujo território é repartido pelos Municípios do Sabugal e de Penamacor, foi o último habitat do lince em Portugal.
A escolha do Algarve para instalação do centro de reprodução foi porém justificada pelo governo com o facto de a mesma ter sido suportada pela empresa Águas do Algarve, como medida de compensação pela construção de uma barragem.
Domingos Torrão sente ter valido a pena protestar: «Nós não queremos que o lince nos fuja, nós queremos que o lince seja uma mais-valia para Penamacor», disse o autarca, citado pelo Reconquista.
plb

Centro do Lince Ibérico procura tratadores

O Centro Nacional de Recuperação do Lince Ibérico (CNRLI), no concelho de Silves, Algarve, procura tratadores para acompanhar e criar o Lince Ibérico.

Cartaz da Campanha em Defesa do Lince da MalcataO Centro Nacional de Recuperação do Lince Ibérico faz parte do Programa de Conservação ex situ para o Lince Ibérico e pretende constituir uma equipa multidisciplinar e de orientação científica. Os tratadores funcionarão como primeira linha para assegurar o bem-estar dos linces do programa de reprodução em cativeiro, pelo que devem conhecer, profundamente, cada um dos linces do centro e trabalhar individualmente com eles, para assegurar o seu bem-estar em cativeiro e uma resposta adequada ao maneio necessário.
A equipa de tratadores terá a seu cargo algumas tarefas específicas como sejam a alimentação e cuidado diário dos felinos, o registo informatizado diário, a aplicação das diferentes técnicas de maneio de exemplares que se praticam no programa como, por exemplo, as uniões entre exemplares, prevenção e separação de lutas e maneio de crias.
Faz parte da proposta de trabalho a exigência da aplicação de medidas de biossegurança adequadas em todas as instalações e zelar pelo seu cumprimento por parte de todo o pessoal da equipa do centro ou colaboradores e levar a cabo as acções de enriquecimento ambiental nas instalações.
Outras das actividades dos futuros tratadores prendem-se em manter as instalações limpas e organizadas, tanto as instalações para animais como as de armazenamento e preparação de alimentos (limpeza e manutenção de jaulas para coelhos vivos) e manutenção das instalações (limpeza de câmaras, gestão da cobertura vegetal, verificação de vedações) e elaboração de novos elementos.
Os interessados deverão enviar curriculum vitae ou contactar Rodrigo Serra para o e-mail rserra@netcabo.pt ou pelo telemóvel 918942439.

O sucesso da reprodução do lince em Silves, poderá traduzir-se a médio prazo numa reintrodução controlada na Serra da Malcata, espero que tanto Penamacor como o Sabugal, não deixem de reclamar ao nível político, a reintrodução preferencial nesta área protegida. Seria até finalmente, muito boa justificação para a existência da própria Área Protegida que relembremos, foi criada exclusivamente para proteger o lince.
António Moura

Estratégia para salvar o lince ibérico

Cientistas portugueses e espanhóis propõem a recuperação da diversidade genética do coelho como estratégia para salvar da extinção o lince ibérico da Serra da Malcata.

Lince Ibérico da Serra da MalcataA proposta foi apresentada por cientistas das universidades de Évora, Málaga e da Estação Biológica de Doñana num estudo a publicar no início de 2009 na revista científica internacional «Diversity and Distribution», especializada em biogeografia da conservação.
O lince ibérico, o felino mais ameaçado de extinção em todo o mundo alimentava-se até ao século passado de duas linhagens genéticas de coelho com habitat em duas zonas distintas da Península Ibérica, uma situada no nordeste e outra no sudoeste.
Os dois animais surgiram aproximadamente ao mesmo tempo na península e evoluíram em conjunto ao longo do último milhão de anos, período durante o qual estabeleceram inter-relações complexas cuja preservação é agora defendida pelos cientistas.
A população de coelhos do nordeste sofreu nos anos 1980 uma redução drástica que foi acompanhada por uma diminuição de linces, tendo estes passado a ficar confinados ao sudoeste, numa área que abrange Espanha e Portugal e inclui a Serra da Malcata.As duas zonas geográficas estão separadas por uma diagonal situada entre Vigo e Múrcia, sendo que o lince foi ficando relegado à parte esquerda desta diagonal e, mais recentemente, ao sul desta área.
A equipa de investigadores universitários procurou saber se o declínio do lince seria apenas um problema de falta de coelhos ou também, como suspeitavam, de falta de diversidade desta presa.
Para testar esta possibilidade desenvolveram dois modelos matemáticos, um para cada espécie, em que relacionaram conjuntos de factores ambientais, como o clima e o estado dos solos, com a abundância da população.Os modelos foram depois usados para testar se a razão principal do declínio do lince eram variações ambientais ou variações nas populações de coelhos, tendo a conclusão apontado fortemente para a última hipótese.
A equipa constatou também uma associação negativa entre a linhagem de coelhos do sudoeste, a única actualmente ao dispor do lince, e as condições óptimas de vida do coelho, sugerindo que esta subespécie não está a prosperar, contrariamente à do nordeste, o que compromete ainda mais a situação do lince.
jcl com agência Lusa

Passeio Fotográfico por Terras do Lince

A Transcudânia em associação com diversas entidades privadas, promove nos dias 17, 18 e 19 de Outubro, um passeio com workshop de fotografia acompanhado de um biólogo e um historiador à descoberta do concelho do Sabugal.

Passeio por Terras do LinceO Sabugal é uma das regiões mais desconhecidas do País, cheia de coisas novas a descobrir, as surpresas surgem a cada pedaço de caminho.
A organização propõe que venham descobrir e fotografar algumas das pérolas escondidas deste maravilhoso concelho do Sabugal, os recantos pitorescos, a arquitectura militar, religiosa e rural, as florestas da Reserva Natural da Serra da Malcata, as aldeias históricas, os locais de sonho onde a saborosa gastronomia regional será servida.
No final será seleccionada uma fotografia por participante para realizar uma exposição que estará na galeria do bar «O Bardo» no bairro do Castelo do Sabugal.
Programa do workshop
17 de Outubro
20.00 – Sabugal – Porta do Castelo – Bar «O Bardo» – Recepção dos participantes, breve introdução à visita, apresentação da equipa.
21.00 – Sabugal – Casa do Castelo – Jantar – entradas de produtos regionais, enchidos e queijos, «assado de porco à Monumenta», sobremesas típicas.
22.30 – Sabugal Castelo – Workshop de fotografia nocturna à envolvente do Castelo do Sabugal acompanhada por um historiador que fará o enquadramento histórico.
23.30 – Sabugal – Hotel – dormida.
18 de Outubro
8.30 – Sabugal – Pequeno-almoço.
9.00 – Sabugal – Partida em autocarro para a Reserva Natural da Serra de Malcata.
10.00 – Malcata – Whorkshop de fotografia de natureza com acompanhamento de um biólogo.
13.00 – Malcata – Almoço em plena mata da Serra da Malcata – Ementa surpresa de produtos da terra.
15.00 – Malcata – Partida em autocarro para Sortelha.
16.00 – Sortelha – Workshop de fotografia de arquitectura histórica e rural, a visita será acompanhada por um historiador que fará o enquadramento histórico.
19.00 – Sortelha – Jantar numa quinta rural com um ambiente único e uma paisagem de cortar a respiração – entradas de enchidos e queijos, borrego assado na brasa e sobremesa.
21.00 – Sortelha – Partida em autocarro para o Sabugal
22.30 – Sortelha – Analise critica do trabalho realizado – debate sobre os resultados obtidos. A exposição, o enquadramento a estética.
23.30 – Sabugal – Hotel – dormida.
19 de Outubro
8.30 – Sabugal – Pequeno-almoço.
9.00 – Sabugal / Sortelha – Partida em autocarro para Alfaiates.
9.30 – Alfaiates – Sacaparte – Alfaiates Sacaparte, continuação do workshop de fotografia de monumentos e património arquitectónico.
10.30 – Alfaiates – Sacaparte – Partida em autocarro para Vilar Maior.
11.00 – Vilar Maior – Enquadramento histórico seguido de período livre para explorar e por em pratica alguns dos conhecimentos partilhados.
13.00 – Vilar Maior – Almoço típico de produtos regionais.
16.00 – Vilar Maior – Partida em autocarro para o Sabugal.
17.00 – Sabugal – Analise dos trabalhos realizados e selecção de um trabalho por participante para exposição na galeria de «O Bardo».
19.00 – Sabugal – Despedidas.

Sobre os preços e condições de participação devem os interessados contactar a organização através do email: transcudania@gmail.com
jcl

Reprodução do lince ibérico em cativeiro

O deputado Luís Carloto Marques solicitou esclarecimentos ao Governo sobre o porquê da localização do centro para reprodução do lince ibérico fora da Serra da Malcata. A resposta do Ministério do Ambiente já chegou…

Reserva Natural da Serra da MalcataApesar de todo o investimento efectuado na Serra da Malcata para proteger o habitat do lince ibérico o centro para reprodução do lince ibérico foi localizado noutra região.
O deputado independente Luís Carloto Marques (Movimento Partido da Terra), eleito por Setúbal, informou o Capeia Arraiana da recepção da resposta do Ministério do Ambiente ao seu pedido de esclarecimentos sobre o assunto e por nós noticiado em 6 de Janeiro último.
O documento contém explicações importantes sobre a decisão política de levar o centro de reprodução do lince ibérico para o Algarve e ficámos a saber que «foi por uma questão de oportunidade e de máximo aproveitamento de recursos disponíveis» porque apenas será instalado um destes centros em Portugal estando em causa pressupostos (que a Malcata parece não ter) como acessibilidades, tranquilidade e garantia de financiamento a longo prazo.
Traduzido por miúdos o ministro do Ambiente esclarece que apareceu uma empresa que faz a barragem e o centro e o Estado não gasta um cêntimo contrariando as suas declarações no dia do lançamento em que falou de avultados investimentos por parte das finanças públicas.
Mas, curiosamente, o Plano de Acção para a Conservação do Lince Ibérico em Portugal define estratégias de acção visando recuperar os núcleos históricos da espécie e identifica as acções e as áreas prioritárias para intervenção, onde está incluída a Reserva Natural da Serra da Malcata.
«A Serra da Malcata está conectada com as áreas de Granadilla e Cedilol (CA de Extremadura), o que lhe garante uma considerável prioridade, em termos de reintrodução, implicando deste modo que se continuem a executar as políticas de conservação até aqui aplicadas e cujos resultados são evidentes» esclarece o documento ministerial acrescentando que «o Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro do Lince Ibérico terá como função produzir animais viáveis para reintrodução, que poderão ser utilizados em quaisquer áreas seleccionadas para o efeito, nomeadamente na Serra da Malcata».

Veja aqui a resposta do Ministério do Ambiente ao Requerimento do deputado Luís Carloto Marques.
jcl

Penamacor reage à reprodução do lince no Algarve

A decisão governamental de instalar o Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro do Lince Ibérico em Silves provocou uma forte reacção de indignação por parte do Município de Penamacor. Porém da Câmara Municipal do Sabugal não há sinais de reacção, imperando o silêncio.

Lince IbéricoO jornal Reconquista dá conta, na edição de ontem, da indignação da Câmara Municipal de Penamacor. Embora não considere a decisão uma surpresa, o vice-presidente do Município, António Cabanas, afirmou irónico: «Que eu saiba o lince não vai a banhos. Esta decisão já era falada, mas esperava que não se concretizasse.»
Considera que tanto Penamacor como o Sabugal fizeram muitos sacrifícios para cumprirem as regras da Reserva da Malcata, tudo para que se mantivesse a esperança de ver o lince regressar à serra. O vice-presidente da Câmara de Penamacor foi director da Reserva e conhece bem esses sacrifícios a que os municípios se sujeitaram. Chegaram mesmo a ser adquiridos terrenos para o centro de reprodução e apostou-se na repovoação da serra com coelhos, com os quais o lince se alimenta.
Concretizando melhor o que foram os sacrifícios António Cabanas lembra as restrições impostas aos municípios, para a preservação do habitat do lince. Calcula que só o concelho de Penamacor está a perder cerca de um milhão de euros por ano devido à energia eólica que não pode explorar dentro da Reserva.
No referente ao Município do Sabugal há porém silêncio, pois não se conhece qualquer posição pública face à matéria. «Reconquista tentou ainda chegar à fala com o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, o concelho que partilha com Penamacor o território da Reserva Natural da Serra da Malcata. Uma reacção que não foi possível de obter a tempo desta edição, por Manuel Rito Alves se encontrar incontactável», lê-se na edição do semanário albicastrense.
Da parte do Ministério do Ambiente a justificação da ida do centro de reprodução para Silves assenta nas medidas de compensação ambiental que era necessário conceder a Silves face à construção da barragem de Odelouca.
plb

Penamacor quer reintroduzir lince na Malcata

Domingos Torrão, presidente da Câmara de Penamacor, está disposto a fazer o que for necessário para que o felino dado por extinto volte à reserva da Malcata e tem já um plano para que tal aconteça.

Domingos TorrãoSegundo notícia do Diário XXI o autarca de Penamacor defende que a reprodução do lince seja feita em cativeiro para depois os animais serem devolvidos ao seu habitat natural. Domingos Torrão justificou ao jornal a sua luta em favor do retorno do animal à serra: «Penamacor continua a ser o território [português] que mais garantias dá para a criação e procriação do Lince. Por isso, queremos reintroduzi-lo». Sublinhou mesmo que já existe entendimento com o novo director das Áreas Protegidas, Armando Carvalho.
Salientou o óptimo relacionamento que mantém com a nova equipa directiva da Reserva, o que oferece desde logo garantias de um bom acolhimento da ideia. Explicou mesmo que estão já a ser estabelecidos contactos com reservas espanholas da Extremadura e da Andaluzia, nomeadamente com centro de El Acebuche, no Parque de Doñana, onde a reprodução do Lince Ibérico em cativeiro está em curso com sucesso.
O deficiente relacionamento com o anterior director da Reserva, Pedro Sarmento, é já passado surgindo agora com o novo responsável uma ligação muito forte que se espera vir a dar bons frutos.
O autarca falou com o Diário XXI na sexta-feira, dia 13 de Julho, à margem da inauguração da Feira Agrícola Comercial de Penamacor (FACEP) e a notícia vem publicada na última edição do jornal.
plb