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Imagem da Semana - © Capeia Arraiana

Um «alentejano» na Capeia Arraiana de Aldeia do Bispo

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Há imagens históricas e há imagens que valem por mil palavras. Contudo todas as imagens merecem uma legenda. Envie-nos as suas fotografias que seleccionar para possível publicação para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Imagem da Semana - José Dias no encerro e Capeia Arraiana em Aldeia do Bispo
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José Carlos Lages - Capeia Arraiana - Orelha

Na Quarta-feira os Dias criam tesouros gastronómicos

Os celtas chamaram-lhe Ebora. Júlio César homenageou a cidade elevando-a à categoria de município com o título honorífico de Ebora Liberalitas Julia, por lhe ter sido fiel durante a Guerra Civil em que andou envolvido com Pompeu. Em 1986 a UNESCO classificou-a como Património Comum da Humanidade. A cidade de Évora é a rainha do Alentejo, terra de planícies a perder de vista pintadas de dourado com o horizonte recortado por sobreiros e oliveiras. No perímetro urbano delimitado pelas muralhas quinhentistas o centro histórico de Évora não deixa ninguém indiferente. A Sé Catedral de Évora e o Templo Romano dedicado a Diana, deusa da caça, são ponto de partida para demorados passeios pelas estreitas ruas medievais decoradas com rasteiras casas caiadas de branco e rodapé amarelo torrado. E é precisamente na Rua do Inverno, escondida no labirinto das ruelas empedradas que está guardado o mais fascinante e precioso tesouro gastronómico de Évora… a Taberna Típica da Quarta-feira.

Taberna Típica Quarta-Feira - Évora - José Dias - Capeia Arraiana

Na Taberna Típica Quarta-Feira, em Évora

Imagem da Semana - © Capeia Arraiana

Taberna Típica da Quarta-feira em Évora

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Imagem da Semana - Adega Típica da Quarta-Feira - José Dias - Évora
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Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Segundo almoço do bucho na cidade de Évora

Rumámos a Évora no dia 12 de Fevereiro, para o segundo almoço da Confraria do Bucho Raiano na Taberna Típica Quarta-Feira, propriedade do sabugalense José Dias.

Mesa posta e eis-nos a atacar desde logo o bucho fatiado, as azeitonas britadas, os torresmos do rissol (ou do ordonho, à nossa maneira), o queijo, a omelete, as tostas e o pão alentejano. Mesa farta, com tudo à mão, a combinar com um excelso vinho branco, aromático, frutado, que o proprietário entendeu servir-nos para acompanhar as entradas. E em boa hora o decidiu, pois a combinação resultou plenamente. O tempo ameno ditou a oportunidade de o bucho ser apresentado na versão Verão, incluído nas entradas que constituíam a antecâmara da surpresa que José Dias nos iria revelar instantes depois. Numa espécie de truque de ilusionismo, surgia-nos na frente um cogumelo recheado, guloseima de requinte que fazia a ponte entre as entradas e um dos pratos que constitui marca da casa: cachaço de porco assado no forno. A carne tostada, escura, tenríssima, era acompanhada de uma guarnição de batata a condizer, convivendo num molho imprescindível que enriquecia extraordinariamente paladares mais exigentes. Porém, a guarnição completava-se ainda na abundância do típico esparregado, distribuído por variados pontos da mesa, o mesmo sucedendo com as migas de couve-flor, que mereceram rasgados elogios. A surpresa das surpresas recaía afinal no vinho. O anfitrião anunciou-o em primícias de louvor. Honrava a Confraria do Bucho Raiano com um tinto Paulo Laureano reserva 2008, produto novo que acabava de sair das adegas para ser servido pela primeira vez à mesa de um restaurante. O prestígio do enólogo estava bem defendido ao arriscar a distinção de reserva e ao colocar no rótulo o seu nome. A maridagem ideal com o cachaço proporcionou comentários abonatórios. José Dias providenciava para que não houvesse copos vazios. De igual forma procedia o jovem que o acolitava no serviço de mesa. Gerir o tempo é um dos atributos do anfitrião sabugalense, atento a todos e a cada um dos clientes. No momento exacto surgiu a variedade abundante de sobremesas: encharcada, bolo de bolacha, morangos, cerejas… E logo se distribuíram copas destinadas a um digestivo final, uma aguardente suave, divina, que juntamente com o café fechava o relicário de um património gastronómico na cidade património mundial. Agradecemos à cozinheira, pelo seu talento, ao jovem que serviu à mesa, pela sua diligência e dedicação, ao José Dias, pela forma prestigiada de bem receber e nos deixar sempre com o desejo de voltar.
José Leitão Baptista