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António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Estadia hospitalar

Estamos no último Domingo de Outubro e os relógios durante a madrugada atrasaram uma hora. Há quem defenda que os ponteiros dos nossos relógios recuarem uma hora é pouco; deviam recuar pelo menos uma década, para emendar as muitas e diversas asneiras que se fizeram neste País que, se ainda não lhe mudaram o nome, se chama Portugal.

Hospital

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Viagem a Coimbra

«Mais vale um ano de Tarimba que quatro anos em Coimbra» (ditado popular).

Coimbra

Coimbra

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Bloco de notas hospitalares

Acordo internado numa unidade hospitalar, sem ouvido nem achado, com um fardamento novo, uma pulseira branca (não das electrónicas), número de processo clínico, nome e idade. Horas antes, nem um “amén” ou “item missa este” ouvi na Sagrada Eucaristia da Missa Dominical.

Não falta material técnico: máquinas para medirem o ritmo cardíaco, rampas de oxigénio, aspiradores e muitos fios e tubos

Não falta material técnico: máquinas para medirem o ritmo cardíaco, rampas de oxigénio, aspiradores e muitos fios e tubos

Joaquim Salatra – 9 de Novembro 1949

Dores horripilantes de estômago atiram com Salatra para o hospital. Malvado enfermeiro Jorge. Além da mulher há outros perversos, mesmo no hospital.

Hospital de São José

Hospital de São José

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Aldeia Nova do Cabo – um trabalhador dos poços

Quando se está internado num hospital nada melhor que a visita de um familiar ou amigo. Assim aconteceu há dias, num fim de tarde. É uma das obras de misericórdia, visitar os doentes.

Os doentes num hospital apreciam a nossa amizade

Os doentes num hospital apreciam a nossa amizade

Hospital da Guarda com 27 casos de gripe A

Estão confirmados 27 casos de gripe A no Hospital Sousa Martins, na Guarda. Além dos 16 profissionais de saúde já confirmados com gripe, os testes feitos a outros 11 revelaram-se positivos. A maioria dos casos refere-se a enfermeiros. Ao fim da manhã estavam identificados nove casos, sendo que os números foram actualizados ao longo do dia depois de conhecidos os resultados de testes entretanto realizados.

Hospital Sousa Martins - Guarda«Todos os infectados com gripe A estão em casa, com sintomas idênticos aos da gripe sazonal, sem gravidade. A situação está controlada e não foi necessário activar o plano de contingência para a gripe A», informou o presidente do conselho de administração, Fernando Girão.
Face à ausência dos enfermeiros, Fernando Girão explicou que as escalas estão a ser reforçadas «de preferência com profissionais vacinados», e que a situação não está a prejudicar os serviços do hospital.
São já mais de 30 os profissionais afastados do serviço. Desde quinta-feira, 6 de Janeiro, entre os profissionais de saúde, na sua maioria enfermeiros, foram diagnosticados 11 casos de gripe A e 16 casos de vírus do tipo B.
O Hospital Sousa Martins registou, entretanto, dois novos casos de gripe A, agora em doentes, que deram entrada já hoje nesta unidade.
Ouvida pela Rádio Renascença, a subdirectora-geral de Saúde, Graça Freitas, recorda que esta situação poderia ter sido evitada se os profissionais de saúde tivessem seguido as recomendações de tomarem a vacina.
A administração do Hospital de Guarda decidiu promover uma campanha especial de vacinação aos seus funcionários na próxima segunda-feira, embora recorde que não pode obrigar ninguém a vacinar-se.
jcl (com agência Lusa)

Adérito Tavares - Na Raia da Memória - © Capeia Arraiana (orelha)

Carolina Beatriz Ângelo – Médica e sufragista

Quando entrei pela primeira vez na Faculdade de Letras de Lisboa, nos anos 60, ia acompanhado de um amigo que frequentava Direito, ali mesmo em frente. Ao ver tantas raparigas, exclamou: «Estou no meu ambiente! Vou mudar de curso.»

Claro que estava a brincar. Até porque não era preciso mudar de curso para ter acesso ao bar da Faculdade de Letras, sempre cheio da «malta» de Direito. Eles «refugiavam-se» ali porque a sua Faculdade era «um deserto»: só rapazes! Nessa altura, em Portugal, ainda se contavam quase pelos dedos as raparigas que frequentavam Direito, ou Medicina, ou Engenharia. Havia cursos que a sociedade «achava» mais «apropriados» às meninas: Letras, Enfermagem, Magistério Primário, e poucos mais. Em quarenta anos, quantas coisas mudaram: hoje, na Faculdade de Direito de Lisboa, o meu amigo sentir-se-ia como peixe na água: é que a situação inverteu-se e agora são muito mais as raparigas que os rapazes.
Vem isto a propósito de uma mulher de excepção, uma das primeiras a frequentar a Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e a licenciar-se em Medicina: Carolina Beatriz Ângelo, que foi casada com o dr. Januário Barreto, casapiano ilustre, médico-cirurgião e desportista.
E vem também a propósito do início da construção, em Loures, do Hospital Carolina Beatriz Ângelo. A atribuição do nome desta pioneira da luta pelos direitos cívicos e políticos da mulher a uma unidade hospitalar constitui um acto de «justiça histórica».
Carolina Beatriz Ângelo nasceu em 1877, na cidade da Guarda. Frequentou o Liceu desta cidade, onde se revelou uma aluna brilhante. Matriculou-se depois na Escola Politécnica de Lisboa, de onde transitou para a Escola Médico-Cirúrgica. Aí viria a conhecer Januário Barreto, com o qual se casou no próprio ano da formatura, em 1902.
A Escola Médica de Lisboa foi a antecessora da Faculdade de Medicina, que apenas surgiria com a criação da Universidade, pela República. Na transição do século, era uma instituição prestigiada e dinâmica, onde leccionavam ou tinham leccionado grandes homens de ciência, como Sousa Martins, Câmara Pestana, Miguel Bombarda e Ricardo Jorge. Carolina Beatriz Ângelo e Januário Barreto tiveram ali como professores, entre outros, Ricardo Jorge, Alfredo da Costa, Miguel Bombarda e Curry Cabral. Num tempo ainda tão conservador em termos socioprofissionais, a jovem Carolina era, como se disse, uma das raras alunas de Medicina. Viria a ser, aliás, a primeira a especializar-se em cirurgia, em Portugal.
Carolina Beatriz ÂngeloJanuário Gonçalves Barreto Duarte, com quem Carolina Beatriz Ângelo casou, era também originário das terras difíceis e pedregosas da Beira: nasceu na Aldeia do Souto (Covilhã), precisamente no mesmo ano da futura mulher, 1877. Tendo ficado órfão com apenas 9 anos, foi acolhido na Real Casa Pia de Lisboa em 30 de Junho de 1886. Aqui se tornaria um aluno excepcional, na dupla vertente escolar e desportiva. Pioneiro do futebol na Casa Pia (e o mesmo é dizer no País), enquanto prosseguia os estudos na Escola Médica, como bolseiro, Januário Barreto funda e anima um Grupo Escolar de Futebol, de que fazem parte, entre outros, os artistas casapianos António do Couto, Pedro Guedes e Francisco dos Santos. Encontraremos também Januário Barreto como fundador e dinamizador do Sport Lisboa, agremiação desportiva que constitui uma das raízes do actual Sport Lisboa e Benfica. O seu perfil de médico-desportista, revela-nos um homem consciente de que a saúde se garante através do exercício físico e da prática do desporto. Aliás, Januário Barreto interpretava e praticava aquilo que aprendera na Casa Pia, cuja tradição no domínio desportivo ganhara raízes desde muito cedo. Já no final do sua curta mas prolífera vida, o dr. Januário Barreto seria um dos fundadores da primeira Liga Portuguesa de Futebol, da qual foi presidente. Morreu em 1910, com apenas 33 anos de idade.
O casamento de Januário Barreto e Carolina Beatriz Ângelo durou uns escassos 8 anos. Carolina, aliás, pouco tempo sobreviveu ao marido: viria a morrer um ano depois, em 1911, com 34 anos. Mas, como disse Leonardo da Vinci, «uma vida bem preenchida torna-se longa». E a vida de uma mulher progressista e inconformista como Carolina Beatriz Ângelo não se esgotou na família e na profissão: desde os tempos de estudante que militava activamente no movimento feminista e sufragista, defendendo com persistência e lucidez os direitos cívicos e políticos da mulher portuguesa. Com Ana de Castro Osório e outras sufragistas funda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, da qual seria vice-presidente. Foi também activista e presidente da Associação Feminista Portuguesa. A uma e outra destas associações cívicas defensoras da emancipação da mulher dedicou muito do seu tempo e do seu trabalho.
Carolina Beatriz Ângelo ficou na história dos movimentos cívicos portugueses como a primeira mulher a exercer o direito de voto, em Portugal. Na verdade, quando se realizaram as eleições para a Assembleia Constituinte Republicana, em Maio de 1911, a ilustre e dinâmica médica feminista requereu a um tribunal o direito de votar. Existindo na altura um certo vazio legal, devido à mudança de regime e ao clima revolucionário, o juiz João Baptista de Castro, pai de Ana de Castro Osório, despachou favoravelmente o recurso e Carolina votou. Infelizmente, a nova Constituição não consagraria esse acto pioneiro e o voto da dr.ª Carolina Beatriz Ângelo seria ainda, por muito tempo, uma excepção. Apenas em 1931 viria a ser concedido o direito de voto a algumas mulheres portuguesas, aquelas que possuíssem cursos superiores ou secundários. E, como sabemos, durante os 43 anos de ditadura que se seguiram, de pouco lhes serviu esse direito.
A coragem, a inteligência e o espírito cívico da médica-cirurgiã Carolina Beatriz Ângelo justificam plenamente a homenagem que agora se lhe presta. Há homens e mulheres que têm muito mais de Quixotes que de Sanchos. Homens e mulheres que sonham acordados e vêem um mundo transformado pelo seu esforço individual, pelo seu sacrifício, pela sua luta incansável e persistente, face aos acomodados e aos indiferentes. Sonham acordados um mundo novo, saído do seu combate contra os moínhos de vento da desigualdade e da injustiça. Carolina Beatriz Ângelo foi um desses seres humanos. Generosa e altruista, bem poderia ter dito, como disse mais tarde Martin Luther King: «I have a dream…». O sonho de Carolina era o de uma sociedade sem discriminação, em que as pessoas se distinguissem pela nobreza de espírito, pelo saber e pelo trabalho, e não pelo berço, pelo sexo, ou pela cor da pele. O sonho de Carolina é hoje (quase!) a nossa realidade. Quase!
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

Cortejo de Oferendas em 1947 – Tribuna

A fotografia que apresento nesta crónica é a da tribuna, local por onde passaram todas as freguesias e anexas que participaram no Cortejo de Oferendas a favor do Hospital do Sabugal.

Cortejo de Oferendas - Tribuna

Joao Aristides DuarteA tribuna estava instalada de frente para a Casa dos Britos.
Altas entidades, civis e militares, da época encontravam-se na tribuna.
Podem ver-se elementos da Guarda Nacional Republicana e, talvez, da Polícia de Segurança Pública, para além, com toda a certeza, do Presidente da Câmara Municipal do Sabugal e outras entidades civis concelhias.
A tribuna era ladeada por umas colunas enfeitadas com pano. Não se consegue ver se o tecto da tribuna era coberto.
Embora na fotografia todos os membros que se encontram na tribuna apareçam de pé, sei que havia umas cadeiras para eles se sentarem, talvez enquanto esperavam a chegada de outra representação alegórica.
Não tenho a certeza, mas penso que a bandeira que se vê ao centro da tribuna contenha o emblema da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal, a proprietária do Hospital, que tinha sido inaugurado em 1930.
Aparece, também uma criança, na tribuna, que deverá ser familiar de algum dos membros presentes.
Julgo que seriam os membros presentes na tribuna que classificariam as várias representações alegóricas, que deram a vitória à Bendada, com o «carro-cisne».
Em baixo, do lado direito, com a mão no colete pode ver-se o Dr. Adalberto Pereira, à época médico conceituado na vila do Sabugal. Junto à Escola C+S do Sabugal, numa transversal, existe, desde há uns anos, uma rua com o nome desse médico.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Cortejo de Oferendas em 1947 – Vila Boa

Mão amiga arranjou-me mais algumas fotografias do Cortejo de Oferendas a favor do Hospital do Sabugal, que teve lugar em 1947 na vila do Sabugal.

Cortejo de Oferendas - Sabugal - 1947

Joao Aristides DuarteO desfile onde participaram todas as freguesias do concelho percorreu as ruas principais da então vila.
Esta fotografia refere-se à representação de Vila Boa.
O público a assistir era muito. Nesta época ainda não tinha acontecido a grande vaga de emigração (sobretudo para França), que levou à perda de 60% dos habitantes do concelho. Essa vaga só surgiria na década de 1960.
Os homens mais velhos do público usavam chapéu. Era um adereço de moda, nesta época.
Vila Boa desfilou com crianças (que deveriam andar na escola e levavam cestos na cabeça), e um rancho de mulheres. Para acompanhar o rancho, musicalmente, Vila Boa fez-se representar por dois acordeonistas. Que tema musical estariam a tocar os acordeonistas?
Curiosamente, passados muitos anos (já no final do século XX) Vila Boa voltou a ter um Rancho Folclórico, que ainda hoje existe.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Ana Manso já teve alta do hospital

A deputada social-democrata eleita pelo círculo da Guarda, Ana Manso, já saiu do Hospital de Santa Maria onde esteve internada em consequência de um desfalecimento em pleno plenário na Assembleia da República na passada sexta-feira. A parlamentar guardense já teve alta hospitalar mas ainda se encontra a recuperar na casa de familiares em Lisboa.

Ana Manso«Foi fulminante. Estava sentada ao lado da colega de Leiria que ia iniciar uma intervenção e apenas me lembro de lhe ter dito – Parece que me estou a sentir mal – e depois já não sei o que aconteceu», recordou ao Capeia Arraiana a deputada Ana Manso esta terça-feira, ao final da tarde, depois de ter tido alta do Hospital de Santa Maria onde esteve internada desde sexta-feira após um desfalecimento enquanto decorria a sessão plenária da Assembleia da República.
A parlamentar destacou a necessidade que sentiu em questionar a equipa médica sobre o que lhe aconteceu. «O nosso corpo é uma máquina perfeita que, normalmente, nos avisa quando algo não está bem e nos dá sinais de alerta, mas eu não me apercebi de nada. Tudo aponta para um conjunto de factores acumulados com cansaço e stress. O doutor José Ferro disse-me que estas situações acontecem uma vez na vida», esclareceu Ana Manso.
«Aproveito para agradecer o trabalho excepcional da equipa médica do Hospital de Santa Maria orientada pelo doutor José Ferro. Foram extraordinários», destacou Ana Manso acrescentando que «gostaria, igualmente, de agradecer a todos os que se preocuparam comigo gerando uma cadeia de solidariedade que não vou esquecer e me tocou muito».

Aproveitamos, também, para desejar à deputada guardense Ana Manso uma rápida recuperação sabendo, contudo, que é uma mulher de armas e que lhe vai ser muito difícil manter um ritmo moderado em ano de grandes desafios eleitorais.
jcl

II Festival de Tunas na cidade do Sabugal

A irreverência das tunas académicas está de volta ao Auditório Municipal do Sabugal. A segunda edição do Festival de Tunas da Raia está marcada para sábado, 19 de Abril.

O «II Tunas da Raia» está marcada para as 21 horas de sábado, 19 de Abril, no Auditório Municipal do Sabugal.
Participam na «febre de sábado à noite» a TMUC-Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra, a Estotuna D’Espital-Tuna da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital, a Tunadão 1998-Tuna do Instituto Politécnico de Viseu e a Tuna Bruna-Tuna da Universidade Internacional da Figueira da Foz.
Extra-concurso terão o seu momento de glória as Meninas e Senhoras da Beira, de Viseu.
As Tunas em Portugal surgiram nos finais do séc. XIX. As histórias fazem referência a um grupo de estudantes de Coimbra se deslocou, um dia, a Espanha e, observando o sucesso que as Tunas por lá faziam importaram a ideia para o nosso país. Os agrupamentos mais antigos são a Tuna Académica da Universidade de Coimbra (1888), a Tuna Universitária do Porto (1890) e a Tuna Académica do Liceu Nacional de Évora.
Actualmente as tunas são um fenómeno cultural com referências em Portugal, Espanha e América Latina.
O espectáculo é organizado pela Câmara Municipal do Sabugal com o apoio da empresa municipal Sabugal+ e a entrada custa três euros.

A Tuna da Faculdade de Medicina do Porto com o tema «Festa Brava»:

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jcl

Filha da deputada Ana Manso em coma

Rita Manso, filha da deputada Ana Manso, eleita pelo PSD no distrito da Guarda, sofreu na segunda-feira à noite um gravíssimo acidente de viação e encontra-se internada nos Hospitais da Universidade de Coimbra em estado de coma. Rita seguia no veículo acidentado com o namorado Tiago Amorim que foi levado para o Hospital da Guarda mas acabou, infelizmente, por falecer.

Ana MansoUma violenta colisão entre um camião e um veículo todo-o-terreno no Alto de Leomil na A25, pelas 20 horas de segunda-feira, 25 de Fevereiro, provocou a morte de Tiago Amorim e ferimentos muito graves em Rita Manso, filha de Ana Manso, deputada do PSD pelo distrito da Guarda.
O jovem Tiago, de 28 anos, namorado de Rita Manso, ainda foi transportado para o Hospital da Guarda, mas viria a falecer na sala de operações, em consequência da gravidade dos ferimentos sofridos.
A filha de Ana Manso, com 24 anos, foi transferida de helicóptero na noite do acidente do Hospital da Guarda para os Hospitais da Universidade de Coimbra onde está internada em estado de coma mas numa situação considerada estável.
A deputada Ana Manso, em declarações à agência Lusa esclareceu ontem, terça-feira, que «os médicos consideram as próximas 24 horas cruciais para o desenvolvimento do seu estado crítico».
Neste momento de grande dor o Capeia Arraiana endereça às duas famílias (a mãe de Tiago é do Baraçal e o pai de Rita é de Aldeia do Bispo, ambas no concelho do Sabugal) sentidos votos de pesar e de solidariedade.
jcl

Hospital da Guarda sem cuidados intensivos

Devido à realização de obras de remodelação, a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital Sousa Martins, na Guarda, vai estar encerrada durante três meses. Nesse período, os doentes serão encaminhados para outros hospitais da região.

Hospital da GuardaCriar condições para a unidade ter capacidade para acolher mais três doentes, é o objectivo das obras de remodelação, que se iniciam na próxima segunda-feira, dia 1 de Outubro. Os trabalhos de requalificação orçam em 300 mil euros, e serão executados até final do ano.
Tendo a actual UCI cinco camas, a mesma reabrirá com oito no final das obras. Segundo o director clínico da hospital, Luís Ferreira, algumas das camas ficarão em condições de receberem doentes que sofram acidente vascular cerebral agudo. Ainda segundo o mesmo, as obras impunham-se devido à efectiva necessidade de ampliação para se prestar um melhor serviço aos doentes, tendo o Ministério da Saúde dado sinais de que essas obras deveriam ocorrer em todos os hospitais que não reunissem condições para acolhimento de pessoas que sofram acidentes vasculares cerebrais agudos.
Os trabalhos incluirão a substituição da ventilação e da instalação eléctrica da unidade, facto que inviabiliza por completo a hipótese de manter doentes no local durante o período da remodelação.
Os doentes que necessitem de receber cuidados intensivos serão assim transportados para outros hospitais da região, que já manifestaram disponibilidade para o efeito.
plb