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Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Não há palavras!

Há momentos que não cabem nas palavras e determinam instantes que brotam no fluir do tempo fazendo verter indefiníveis emoções.

Faltam as palavras e só o sentir pode ser lido

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Ninguém aguentaria

Sinto-me chamado à crónica, tal como se houvesse apalavrado com alguns leitores do «Capeia» a publicação do meu escrito, para amanhã, às zero horas. E, para mim, que sou da velha guarda, a palavra vale tudo.

Tragédia em Moçambique

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

A cor e a voz do vento

Se a vida for um sopro nós existimos no veemente brotar do vento ante a sucinta fluência do tempo. Partem e volvem os nossos dias nos sussurros da ventosidade. Enegrecem e aclaram as nossas noites na sua flutuação. No seu seio sonhamos os nossos sonhos e advogamos os nossos arbítrios.

As cores e as vozes do vento transmutam no contínuo escoar do tempo

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Crónica à toa

Alguém, um dia, oferecendo-me uma caneta, dizia: «Isto não é uma prenda. É um utensílio para escrever». Era uma caneta encarnada, quase marron. Dois ou três fios de ouro longitudinais estampavam-lhe elegância e finura fazendo dela a minha caneta preferida.

A tinta escorrendo resultava em letras azuis e espessas

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Não vale comprimir realidades

No desnovelar da vida há muito mais quem a tome por enigmática do que quem a julgue entendível. Porém, o seu todo é realmente complexo e tenta-nos a ideia de que o problema poderá estar em simplificá-la. Eis, assim, a razão pela qual se abreviam conceitos para facilitar a sua interpretação.

A infância é a etapa mais feliz da vida

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

O homem merecia!

O Zé integrava a petizada fervilhante da escola primária da minha aldeia há mais de quatro décadas. Oriundo de família numerosa e abastada, cedo sobressaiu tanto pela traquinice como pela sapiência curricular.

Estórias contadas no regresso à aldeia

Estórias contadas no regresso à aldeia

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Lavar de alma

Daqui, do âmago deste meu olhar pensado, antes que o entardecer se estabeleça, encosto-me ao peitoril e cruzo o cristal da janela para contemplar céus e terra. Observo o galopar das nuvens a caminho das labaredas de um sol que se incendeia com o vir da primavera. Vejo a serra a contrapor-se num imenso verde renovado. Repete-se, este espectáculo, de tarde em tarde. Sempre eu o procuro porque ele sempre me comove. É como se o visse, cada vez, pela primeira vez.

Serra da Estrela

Serra da Estrela

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Presenças vivas

Esta noite é noite de Primavera avançada embora algo fria e agazalhada em nevoeiro.

Só mais tarde, findo o escuro e extinto o nevoeiro, poderei aferir a claridade e o sol

Só mais tarde, findo o escuro e extinto o nevoeiro, poderei aferir a claridade e o sol

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Escrevo… porque escrevo

Sinto a escrita como hipótese de admitir pensamentos intersectados em sentires que embalado em vivências recheadas de argumentos e sensações. Escrever é, pois, uma regularidade minha que cumpro numa sucessividade de registos, apostos em brancuras motivadoras, vulgarmente chamadas folhas de papel.

post-escrita-colaborativa