Tag Archives: escolas

Os castigos corporais aplicados na escola

Os suplícios físicos aplicados às crianças nas escolas foram prática que perdurou ao longo dos tempos. Em Portugal, foi apenas na segunda metade do século XX que começaram a vingar as teorias pedagógicas contrárias a esse tipo de castigos.

Por tudo e por nada aplicavam-se castigos corporais

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

O concelho em números (2)

Os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística continuam a ser, infelizmente, maus para o nosso Concelho.

O universo infantojuvenil do Sabugal vem regredindo nos últimos anos

O universo infantojuvenil do Sabugal vem regredindo nos últimos anos

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

A falta de crianças no concelho do Sabugal

Em apenas 10 anos o concelho do Sabugal perdeu 30 por cento da sua população escolar do primeiro ciclo e viu fecharem 74 por cento das escolas. Esses indicadores dizem tudo acerca do que está a acontecer ao Sabugal – caminha a alta velocidade para o abismo.

O fecho de escolas mata as aldeias

O fecho de escolas mata as aldeias

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

O imparável fecho das escolas

O afã com o encerramento das escolas do interior volta no final de cada ano lectivo num processo frenético que destrói o pouco que resta nas aldeias. O Sabugal, perante o anunciado fecho da escola de Santo Estêvão, foi um dos concelhos afectados, mas isso não parece preocupar suficientemente os responsáveis políticos do Município.

O governo decidiu encerrar a escola de Santo Estêvão (Sabugal)

O governo decidiu encerrar a escola de Santo Estêvão (Sabugal)

Câmara Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana (orelha)

Assembleia da Guarda contra fecho de escolas

A Assembleia Municipal da Guarda aprovou na passada segunda-feira, 30 de Junho, uma moção contra o fecho de cinco escolas no concelho e pediu ao Ministério da Educação que recue na decisão tomada.

Assembleia Municipal Guarda

Assembleia Municipal da Guarda (foto: D.R.)

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Do Ciclismo à Educação…

Boas notícias para o desporto no Sabugal. Más notícias no setor da educação…

Mais uma machadada na Educação

Mais uma machadada na Educação

Quem sou eu para avaliar

«Quem sou eu para avaliar?!». Foi com estas palavras, que o senhor ministro da Educação e da Ciência, Doutor Nuno Crato, respondeu no final da entrevista que concedeu há duas semanas ao canal público RTP1, à questão colocada pelo jornalista: «como avalia o trabalho dos seus antecessores?».

O que me surpreendeu nesta resposta, depois de uma entrevista onde nada disse, ou quase nada, sobre os assuntos relacionados e relevantes para a Educação em Portugal: gestão das escolas, financiamento das escolas, mega-agrupamentos, colocação de professores, objectivos claros de aprendizagens e de saberes no final de cada ciclo de ensino, encerramento de escolas do 1º ciclo… é a palavra «avaliação».
Quis-me parecer que foi uma entrevista a pedido (do Sr. Ministro), para ostentar uma vitória sobre os sindicatos acerca do modelo de avaliação dos docentes!
Uma vitórinha de Pirro! Pois, praticamente, tudo fica igual. Os avaliadores são externos. Contudo, o Sr. Ministro não explicou de onde vêm, se deixam de dar as suas aulas para assistir às dos outros, quem paga as deslocações… enfim! As cotas continuam como uma espécie de rebuçados geridos pelos, agora, todos poderosos senhores directores das escolas (alguns nunca deram uma única aula na vida!.. mas era o único lugar na administração pública onde não havia lugar para boys…)! E, por fim, avaliação só conta nos concursos para… os contratados!!!
Foi um acordo absolutamente fantástico!… O Sr. Ministro dá uma entrevista na televisão. Os sindicatos calam-se. E a Educação lá vai cantando e rindo. Só não se sabe para onde…
Depois disto, retomo o início da crónica.
Toda uma exibição televisiva para dizer aos portugueses que tinha uma vitória sobre avaliação dos professores, diz, no final, quem é ele para avaliar!?!
Sr. Nuno Crato, o senhor é ministro, e ministro da Educação! O senhor é professor! E quem é o senhor para avaliar??!!
Já imaginou se todos os professores respondessem como o senhor? E com que autoridade (moral) vai exigir que os outros (também professores como o senhor) vão avaliar?
A Educação é um dos pilares centrais de um estado e de uma nação. Tal como a saúde e a defesa/segurança. A educação é o veículo dos saberes, dos princípios do regime democrático e das regras da convivência em sociedade. È pela educação que são transmitidos os valores que nos tornam portugueses, um povo único, com uma história universal e uma língua própria (bem, agora nem tanto! Pois o novo Acordo Ortográfico torna-nos abrasileirados…), que nos torna nação! Por isso, o estado não pode, nem deve, encarar a educação como um negócio. Isto é, como um produto que se pode transaccionar sem mais! Como parece ser a intenção, para as câmaras municipais!
O papel da educação é o de formar melhores cidadãos. Mais capazes e melhor preparados para uma cada vez mais justa sociedade.
O que peço ao Sr. Ministro (e a todos os outros) é que não confunda o gabinete com a realidade!

Post scriptum Parabéns aos organizadores da Feira Manuelina em Sortelha. Obrigado Sortelha.
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

Poderão fechar escolas no próximo ano lectivo

No concelho do Sabugal apenas três escolas do primeiro ciclo do ensino básico cumprirão, no próximo ano lectivo, os critérios do Ministério da Educação para poderem continuar abertas. As escolas com menos de 20 alunos poderão ter de fechar, mau grado a Câmara do Sabugal estar empenhada em o evitar.

Para o ano lectivo 2011/2012 o executivo camarário aprovou por unanimidade, na reunião de 2 de Março passado, manter a deliberação tomada nos anos anteriores de não concordar com o encerramento de escolas no concelho. A razão prende-se com o investimento feito nos últimos anos nas diversas escolas e com o encargo financeiro assumido com a rede de transportes escolares.
O concelho do Sabugal terá no próximo ano lectivo 315 alunos no ensino básico. A Escola Básica do Sabugal, com 155 alunos, a do Soito, com 41, e a de Aldeia de Santo António, com 21, são as únicas que cumprem o critério governamental para poderem continuar a funcionar.
Mau grado a posição assumida pela Câmara, as restantes oito escolas, não terão alunos suficientes para poderem garantir manter-se de portas abertas.
Em pior posição está Vila Boa, que prevê ter apenas sete alunos. Surgem depois Aldeia da Ponte, que terá 10, Bendada e Rapoula, que terão 11, Aldeia Velha, com 13, Ruvina e Santo Estêvão, ambas com 15, e a Cerdeira, com 16.
A Carta Educativa do Concelho do Sabugal, aprovada na Assembleia Municipal de 27 de Abril de 2007, prevê que o concelho venha a ter quatro centros educativos: na Bendada, no Sabugal (a construir de raiz), no Soito e na Cerdeira (junto com a Ruvina). Teme-se porém que o processo de despopulação do concelho, continue a fazer diminuir de tal forma o número de crianças nas aldeias, que nem para esses centos existam alunos.
Bem revelador do problema parece ser o facto de nem as duas escolas ligadas à Liga dos Servos de Jesus, situadas na Cerdeira e na Ruvina, conseguirem garantir o cumprimento dos critérios exigidos pelo ministério da Educação para a sua continuidade.
plb

Alunos plantam carvalhos na Cerdeira

As crianças e jovens das escolas do Sabugal foram até à Senhora do Monte na freguesia da Cerdeira, concelho do Sabugal, para plantar 300 carvalhos assinalando a «Floresta Autóctone» agregada à iniciativa dos Bosques Centenários das Comemorações da República. Reportagem de Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Criado Prémio Literário sobre a Capeia Arraiana

No intuito de fomentar hábitos de leitura e de escrita, bem como preservar as tradições do território raiano do Concelho do Sabugal, foi instituído o «Prémio Literário Blogue Capeia Arraiana / Agrupamento de Escolas do Sabugal 2011».

Prémio Literário Blogue Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal 2011

Ao prémio, que também pretende promover a expressão literária e o desenvolvimento da língua portuguesa, podem concorrer os alunos do Ensino Secundário (10.º, 11.º e 12.º anos) do Agrupamento de Escolas do Sabugal.
Os trabalhos terão por tema a tradição da Capeia Arraiana nas terras do concelho do Sabugal e terão de ser apresentados a concurso em suporte digital multimédia.
Os prémios previstos terão o valor de 500 euros para o 12.º ano, de 250 euros para o 11.º ano e de 250 euros para o 10.º ano, sendo patrocinados por empresas do concelho do Sabugal. A Electrocôa patrocina o prémio de 500 euros e as empresas BigMat (de Ricardo & Ricardos, Lda.) e Talho Minipreço (de Pedro & Gonçalves, Lda.) patrocinam os prémios de 250 euros, os quais serão revertidos em aquisições nessas mesmas empresas.
São unicamente admitidos a concurso trabalhos inéditos, que serão definidos, apresentados e acompanhados pelos respectivos professores da Área de Projecto (12.º ano) e de Português (10.º e 11.º anos), devendo ser entregues até ao primeiro dia do terceiro período lectivo.
O júri do Prémio é composto pelo director do Agrupamento de Escolas do Sabugal, por um administrador do Blogue Capeia Arraiana e pelo responsável pela Educação da Câmara Municipal do Sabugal, mediante propostas dos professores responsáveis. O resultado do concurso será anunciado pela Direcção do Agrupamento até ao dia 31 de Maio.
A instituição do Prémio resultou de um protocolo celebrado entre os responsáveis do Agrupamento de Escolas do Sabugal, do Blogue Capeia Arraiana e as empresas patrocinadoras.
Administração do Capeia Arraiana

Sabugal - © Capeia Arraiana (orelha)

Escolas do Sabugal apoiam reflorestação

O programa «Jardineiros de Palmo e Meio» – Plantação de Áreas Ardidas da Câmara Municipal do Sabugal levou as crianças do Jardim de Infância e Escola EB1 de Aldeia de Santo António e de outros estabelecimento de ensino do concelho a participar numa acção de reflorestação nas áreas ardidas pelos incêndios do Verão do ano passado.

O que fazer nas escolas encerradas?

O encerramento de escolas deixa os edifícios sem utilização directa, colocando a questão sobre que destino dar aos mesmos.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»O encerramento de uma Escola Básica EB1 é uma notícia má para uma freguesia, sobretudo porque a ela está associado um processo de envelhecimento e desertificação que tem como consequência directa uma diminuição drástica de crianças.
Encerrar uma escola não deve no entanto significar ter edifícios escolares encerrados, devendo as Autarquias (Câmara e Junta), as IPSS existentes, o movimento associativo, a comunidade em geral, encontrar a melhor forma de utilizar os imóveis devolutos, colocando-os ao serviço de todos.
E esta a resposta, aliás, que muitas freguesias, mesmo no nosso Concelho, têm dado, criando serviços de apoio às populações, vendendo ou alugando o património para, por exemplo, a restauração, ou mesmo até, transformando os edifícios em habitações para alojamento de famílias necessitadas.
As soluções são inúmeras, têm a ver com realidades locais específicas, apontando, a mero título exemplificativo, algumas:
– Criação de Centros de Dia ou de Noite em cooperação com as IPSS do Concelho;
– Criação de Centros de Formação virados para a população local – alfabetização, utilização da informática, etc.;
– Sede de associações locais;
– Áreas de acesso gratuito à Internet;
– Salas de estudo para as crianças, de utilização durante o fim de semana;
– Extensões dos serviços da Junta e/ou da Câmara Municipal;
– Extensões do Centro de Saúde;
– Pequenos centros empresariais para início de actividade ou sede de microempresas locais;
– Biblioteca da freguesia, etc., etc.
Como tenho vindo a afirmar, o envelhecimento das populações residentes nas nossas freguesias não pode ser encarado como uma fatalidade.
Se a população é maioritariamente idosa, então as preocupações dos eleitos deve ter uma especial atenção em tudo o que contribua para uma maior qualidade de vida desses cidadãos.
E os edifícios escolares não devem, nem podem, estar encerrados.
Para cada aldeia sua solução, sem dúvida, mas tem de haver uma utilização daquele espaço que o coloque ao serviço da comunidade.
As Juntas de Freguesia têm, ao seu nível, um papel fundamental, com o apoio, necessário e fundamental, da Câmara.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

«Tree Parade» no Terreiro do Paço em Lisboa (2)

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