Tag Archives: eólicas

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

A derrota de Sortelha

Infestaram Sortelha de torres eólicas, que deram altos proventos aos proprietários dos terrenos, à Junta de Freguesia e à Câmara, e destruíram-lhe o encanto. Era a aldeia histórica mais bonita de Portugal, mas passou a ser o exemplo de como se desvaloriza o património e se desbarata o potencial de um concelho.

Os aerogeradores abalaram a autenticidade de Sortelha

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Sortelha Eólica

«Sortelha Eólica» é o título de uma reportagem do site Sapo Viagens, que neste Verão tem feito sugestões de passeios de lazer pelo interior do país, sobretudo em lugares históricos. O Sapo Viagens aconselha uma visita à antiga vila medieval do concelho do Sabugal, mas lamenta a saturação da paisagem com tanta torre eólica.

Sortelha e as eólicas

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

A menina das tranças brancas

Lá está ela no cimo do monte, à sua janela, vestida de branco. De tempos a tempos vai-me acenando e cantando. Suas tranças brancas ondulam levadas pelos ventos que a forçam a rodopiar, nesta ampla janela aberta da clareira, mas permanecendo prisioneira do seu destino.

Vai cantando com seu rodar

Vai cantando com seu rodar

Brasão Freguesia Malcata - Capeia Arraiana

Delegação de «Os Verdes» desloca-se a Malcata

Na próxima segunda-feira de manhã, dia 13 de Abril, uma delegação do Partido Ecologista «Os Verdes», que integra a dirigente nacional Delfina Monteiro (PEV Regional) e o deputado à Assembleia da República José Luís Ferreira, desloca-se à aldeia da Malcata, no concelho do Sabugal, para reunir com o Movimento Malcata Pró-Futuro que tem contestado a possibilidade de instalação de mais seis aerogeradores no parque eólico, no perímetro da aldeia.

Eólicas -  Malcata - Capeia Arraiana

Parque Eólico

Brasão Freguesia Malcata - Capeia Arraiana

Governo analisa parque eólico em Malcata

O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, garantiu que o Governo está a acompanhar o projecto do parque eólico que foi contestado pela população de Malcata, concelho do Sabugal.

Ministro do Ambiente garante que o assunto está em análise

Ministro do Ambiente garante que o assunto está em análise

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

As eólicas de Sortelha e de Malcata

A aposta nas energias renováveis é um desígnio nacional e um contributo necessário para a preparação do futuro, porém isso não pode ser feito a todo o preço, degradando a paisagem e o enquadramento patrimonial, como sucedeu na aldeia medieval de Sortelha e está prestes a repetir-se na aldeia serrana de Malcata.

A muralha medieval de Sortelha e as eólicas de hoje

A muralha medieval de Sortelha e as eólicas de hoje

Acção popular contra as eólicas de Sortelha

ANÚNCIO PÚBLICO – Os advogados dr. Francisco Nicolau e dr. João Valente anunciam o patrocínio de uma acção popular contra as eólicas de Sortelha.

«Os advogados Dr. Francisco Nicolau (do escritório do Dr. Garcia Pereira, mas a título particular) e Dr. João Valente vão patrocinar acção popular pedindo a impugnação, por ilegalidade e nulidade de licenciamento dos parques eólicos de Sortelha, bem como dos concelhos limítrofes de Belmonte e Guarda, pelas razões e fundamentos já aqui aduzidos no Capeia Arraiana num anterior artigo de opinião, tanto mais que, corre voz pública, que o parque de Sortelha vai ser aumentado em mais seis torres geradoras.
1 – O processo será patrocinado a título completamente gratuito, da parte dos advogados, está isento de custas judiciais porque se trata de defesa de um interesse público, e já se encontra redigido.
2 – Qualquer cidadão recenseado no concelho e/ou freguesia de Sortelha, ou associação de direito privado com sede no Concelho e/ou Freguesia do Sabugal que queiram patrocinar a acção a título de autores (sem qualquer custo ou honorários) pode fazê-lo.
Para esse efeito devem contactar até ao fim da primeira semana do próximo mês de Novembro para o email: joaovalenteadvogado@gmail.com
3 – Qualquer cidadão que tenha interesse em colaborar como testemunha ou perito (designadamente problemas de ruído, ambientais ou técnicos) agradece-se também contacto para o mesmo endereço electrónico, até à referida data.
4 – Oportunamente será equacionada a abertura de uma conta em nome de uma associação ou conjunto de cidadãos independentes para custear e fiscalizar eventuais despesas (estudos e perícias) com o processo.
João Valente, Advogado

Sortelha – Uma abordagem diferente

Muitas vezes deambulamos pela natureza livre e avistamos, árvores, cursos de água, prados e searas, colinas e casas e outras mil alterações da luz e das nuvens mas, lá por atendermos a um pormenor ou contemplarmos isto ou aquilo, ainda não estamos conscientes de ver uma «paisagem».

João ValenteTodos estes elementos, contemplados directamente e de forma isolada ainda não são paisagem.
Uma palete de blocos, não é um muro; pelo contrário, só depois de sobrepostos e ligados com argamassa, isto é, quando um conteúdo unificador lhes dá uma forma, é que se tornam muro.
Da mesma forma, só quando a nossa consciência, para além dos elementos, usufrui de uma totalidade nova, de algo uno, não ligado às suas significações particulares, nem delas mecanicamente composto; só aí temos a «paisagem».
Isto explica-se porque a natureza não tem fracções. Ela é a unidade de um todo e no momento que dela destacamos algo, deixa de ser natureza, porque ela só pode existir no seio de uma unidade sem fronteiras.
A natureza, que no seu ser e no seu sentido profundos nada sabe da individualidade, graças ao olhar humano que a divide e que das suas partes constitui, pela sensibilidade artística, unidades particulares, é reorganizada para ser a individualidade respectiva que apelidamos «paisagem».
É precisamente o que faz o artista: extrai do caos do mundo um fragmento, apreende-o e forma-o como uma unidade, que agora encontra, em si mesma, o seu sentido e intercepta os fios que a ligam ao universo e reata-os de novo no ponto central que lhe é peculiar. Isto fazemos nós também de forma mais simplista, quando contemplamos uma «paisagem» em vez de um prado, de uma casa, de um riacho e um séquito de nuvens de forma isolada.
Quando vemos uma paisagem, e já não uma soma de objectos naturais que a compõem, temos uma obra de arte in statu nascendi. Isto significa que o olhar, pelo jungir de todos aqueles elementos como unidade, tornou operante, por embrionária que seja, a nossa sensibilidade artística. Reconfigurou a natureza numa primeira impressão das coisas, aproximando-se da criação artística, que é o quadro superior da contemplação geral da «paisagem».
O suporte relevante desta reconfiguração é a «disposição anímica» da paisagem (sentimento desencadeado pela paisagem) que, influenciando o reflexo afectivo do observador, penetra todos os seus elementos particulares, coadunando-os numa unidade apercebida, levando a alma contemplativa a enxergá-la para lá de uma simples soma de fragmentos dissemelhantes. A este propósito é bem elucidativo este magnífico texto do grande filósofo alemão Heidegger:

«Eu mesmo nunca observei realmente a paisagem. Sinto a sua transformação contínua, de dia e de noite, no grande ir e vir das estações. A gigantes da montanha e a dureza da rocha primitiva, o contínuo crescer dos abetos, a festa luminosa e simples dos prados florescentes, o murmúrio do ribeiro da montanha na vasta noite de Outono, a austera simplicidade dos campos totalmente cobertos de neve, tudo isto se junta e sobe e vibra até lá cima através da existência diária. E, novamente, isto não acontece nos estantes desejados de uma submersão gozosa ou de uma compenetração artificial, senão somente, quando a própria existência se encontra no seu trabalho. Só o trabalho abre o âmbito da realidade da montanha. O movimento do trabalho permanece fundido no acontecer da paisagem […] e o trabalho filosófico não acontece como a isolada ocupação de um extravagante, mas que tem uma íntima relação com o trabalho dos camponeses. Meu trabalho assemelha-se ao do jovem camponês quando sobe a montanha rebocando o trenó de montanha e depois, uma vez bem carregado com os troncos de faia, o conduz à sua cabana em perigosa descida; ao do pastor quando com o seu andar lentamente meditabundo conduz o seu gado montanha acima […] O homem da cidade pensa que “se mistura com o povo” contudo não condescende entabular uma larga conversa com um camponês. Pelas tardes, quando durante a pausa do trabalho me sento com os camponeses à volta da estufa ou na mesa junto ao canto onde está a imagem do Senhor, quase nunca falamos. Em silêncio fumamos os nossos cachimbos. Entretanto talvez troquemos uma palavra. Que o trabalho se acaba na floresta, que a noite anterior se meteu uma marta no galinheiro, que possivelmente amanhã uma vaca parirá, que o camponês Oehmi teve um ataque, que o tempo em breve mudará. A íntima pertença do próprio trabalho na floresta negra e seus habitantes vem de um centenário apego Suavo-Alemão à terra que nada pode substituir.»
(in «Porque permanecemos na província», 1934).

Como vemos, para Heidegger, a Floresta Negra despertava-lhe uma «disposição anímica» para o trabalho filosófico. Da mesma forma que Heidegger, também nós podemos dizer que uma paisagem nos desperta sentimentos de serenidade, seriedade, heroicidade, monotonia, comoção, melancolia, etc. Algumas vezes o sentimento que a paisagem desperta é tão intenso que o próprio observador se integra como elemento na própria «paisagem», como resulta no seguinte texto poético:

«Aldeia deserta!
Aqui descansarei um dia. A minha vontade já não me leva além destes montes. Pertenço a estes cabeços e fragas. Está decidido!
Aqui da colina do castelo, voo mais alto que os outros pássaros, planando sobre as ruas desertas como um milhafre. Este voo calmo de todos os dias, me basta: Duas voltas sobre a praça, uma passagem rasante à flecha do campanário e a descida abrupta sobre a escarpa do rio, onde fiz o ninho.
Aldeia vazia
Terra dos dias calmos
Só as minhas asas
Flamejantes!»

Tais «disposições anímicas», conceptualmente típicas, podem decerto asserir-se acerca da paisagem já antes realizada; mas a disposição psicológica que lhe é imediatamente própria, e que se tornaria outra com a modificação de cada linha, essa é-lhe inata, está indissoluvelmente ligada ao despontar da sua unidade formal. Pode o sentimento resultante ser o mesmo para diversas paisagens, contudo a disposição psicológica que o desencadeia nunca é a mesma, porque os elementos nunca são os mesmos.
Uma «paisagem» de serra pode despertar o mesmo sentimento de melancolia que uma da beira-mar. Contudo a disposição psicológica que desencadeou aquele sentimento não foi a mesma, porque os elementos também o não são os elementos que a tornam cada «paisagem» única. É essa particularidade dos elementos que proporciona ao observador uma disposição anímica própria, que não é a mesma se modificarmos alguns deles.
Uma aldeia medieval amuralhada rodeada de uma linha de horizonte sóbria e despida, não desperta o mesmo sentimento de uma aldeia medieval amuralhada rodeada de uma linha de horizonte povoada com dezassete modernas torres eólicas, porque a disposição psicológica do observador num caso e noutro desponta específicas unidades formais diferentes. Elementos diferentes levam a disposições psicológicas diferentes… Paisagens diferentes… Sentimentos diferentes.
Sortelha sem as eólicas proporciona-me sentimentos de heroicidade, antiguidade, rusticidade, simplicidade, melancolia, nostalgia. Com as eólicas proporciona-me um sentimento de desconforto pela descontextualização espácio-temporal dos seus elementos.
É pois ao afecto e ao sentimento estético que se reduz a problemática das eólicas em Sortelha, caros leitores.
Sortelha até pode existir com as eólicas. Poder, pode… Mas, como se explicou, não é a mesma «paisagem»!
Mas isto só percebem os que estão treinados a escutar a voz do coração…
Isto é, quem for sábio!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

A Formiga e a Cigarra

A Câmara Municipal do Sabugal teve a ideia de candidatar a «Capeia» a património da humanidade. Fazemos sinceros votos de sucesso, porque é uma excelente iniciativa, que só peca por tardia.

João ValenteNo entanto, ao mesmo tempo que candidata a «Capeia» permite o crime das eólicas contra o património em Sortelha…
São atitudes tão diametralmente opostas, e por isso caricatas, que me ocorreu adaptar à situação, de uma outra de Kalil Gibrán, intitulada «as três formigas», a seguinte fábula:
A formiga e a cigarra, encontraram-se no nariz de um homem que estava estendido, dormindo ao sol da tarde. Depois de se saudarem, cada um à maneira da sua espécie, detiveram-se ali a conversar.
Estas colinas e estas planícies – disse a formiga, desanimada – são as mais áridas que já vi na minha vida; procurei todo o dia um grão, e não encontrei nada.
Eu cá prefiro dormir à sombra todo o dia – comentou a cigarra, abotoando a casaca – e cantar à tardinha. Esta é, suponho, a que chama a minha gente a branda terra móvel donde não cresce nada – e limpando os sapatos de verniz – a vida é para se ir levando nas calmas… Vou a uma «vernissage»; acompanhas-me?
Ia a formiga responder, quando o homem se moveu, e no seu sonho levantou a mão para coçar o nariz, derrubando as duas.
E à cigarra, debaixo da casaca, viram-se então os rotos fundilhos das calças.
Vestes casaca de cerimónia; calças sapatos de verniz – riu a formiga – contudo tens fundilhos rotos?!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Associação pede informação das eólicas de Sortelha

A Associação das Casas Históricas de Riba Côa, que tem sede em Sortelha, entregou um requerimento na Câmara Municipal do Sabugal, solicitando acesso ao processo relativo à implantação de torres eólicas nas imediações daquela aldeia histórica de Portugal.

Eólicas em Sortelha - Foto de JusnumarMiguel Esperança Pina, presidente da associação, que assina o pedido de informação, alega que se desconhece o número do processo, ignorando-se ainda elementos essenciais da obra, «porque os editais afixados na obra omitem flagrantemente todos os requisitos exigidos pela lei». Perante essa manifesta falta de elementos a associação «requer informação sobre a identidade da entidade promotora, número do processo, data da sua entrada na Câmara, organismos e entidades a que foram solicitados pareceres e informações prévios, resultado desses pareceres e informações e data dos mesmos, bem como situação actual do processo».
A petição pede ainda acesso ao próprio processo e «cópia simples da planta de implantação da mesma obra, de pareceres prévios a entidades e organismos oficiais, consultas obrigatórias e resumo das características técnicas, nomeadamente potência licenciada, número e torres e da distância de cada urna das torres eólicas em relação à vila de Sortelha, com respectivas cotas de altura máxima após a construção».
Capeia Arraiana soube que esta acção visa estudar o processo de forma a sustentar um pedido de suspensão das obras, o que poderá passar por uma providência cautelar. A causa tem apoio jurídico de uma conhecida firma de advogados e de várias personalidades, que se juntaram com a intenção de fazer tudo o que tiverem ao alcance para impedirem o prosseguimento da obra.
Muita gente de renome vem subscrevendo a petição on-line contra a «destruição de Sortelha», dentre eles o historiador e arqueólogo Francisco Sande Lemos, o presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses José Morais Arnaud, o pintor Kim Prisu, o eurodeputado Miguel Portas, o escritor Jorge Martins, entre outros.
plb

Falar claro

Dizia-me alguém do Sabugal, referindo-se às minhas crónicas, que eram cada vez mais difíceis de perceber. Observação pertinente, respondi-lhe eu, mas é propositadamente, e tem a ver com o meu desencanto em relação às pessoas e ao Sabugal. Contudo, hoje vou falar claro, para que todos os Sabugalenses entendam…

Instalação do Parque Eólico em Sortelha - Foto: Kim Tomé Tutatux

Instalação do Parque Eólico em Sortelha – Foto: Kim Tomé Tutatux

Torres eólicas em Sortelha geram petição popular

A construção de um parque eólico junto à aldeia histórica de Sortelha, concelho do Sabugal, está a gerar polémica entre os moradores, motivando uma petição on-line para tentar impedir a obra.

As eólicas povoam o horizonteSegundo uma nota divulgada pela agência Lusa, que falou com Joaquim Tomé, habitante de Sortelha e um dos mentores da petição intitulada «Vamos salvar Sortelha», lançada no último domingo, a iniciativa avançou após alguns residentes terem conhecimento que o parque de torres eólicas que está projectado para a freguesia irá «destruir de forma irreversível a envolvente desta aldeia».
«Todos temos o dever de preservar o legado patrimonial e histórico que a todos pertence. Temos também a obrigação de o proteger e valorizar para que as gerações futuras possam aprender a vida dos seus antepassados», referiu Joaquim Tomé.
As torres eólicas serão instaladas naquela zona, «a um quilómetro de distância» de Sortelha, danificando «a nossa lança em termos de turismo na Beira Interior», alertou ainda Joaquim Tomé.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, confrontado com a questão disse à Lusa que tem conhecimento da petição e reconheceu que a autarquia aprovou o projecto, que contempla a instalação de 50 torres eólicas na região, mas prometeu analisar novamente o assunto. Contudo recorda que «as entidades oficiais que licenciam os parques eólicos» o fazem «no devido cumprimento da legislação em vigor».
«Qualquer situação de alerta que chegue ao conhecimento da Câmara Municipal terá uma análise cuidada tendo em conta todos os pressupostos que ela referir», assegurou António Robalo.
Já o ex-presidente da Junta de Sortelha, Luís Paulo, que aprovou a instalação do parque eólico, adiantou à Lusa que está prevista a colocação de «17 ou 18 torres na área da Freguesia mas muitas delas não se vêem de Sortelha».
Apontou que aquelas que serão visíveis da aldeia histórica ficarão «a uma grande distância» e recordou que já existem equipamentos idênticos nas imediações da localidade: «Estamos cercados delas e vêm-se todas de Sortelha», garantiu Luís Paulo, que desvalorizou a polémica em torno do assunto por considerar que a instalação do parque eólico «não irá mexer no património».
plb

A inútil valentia de D. Quixote

Recebemos este texto de Sérgio Paulo Silva, o caçador de Salreu, Estarreja, que gosta de calcorrear os campos da raia sabugalense, onde manifesta o seu desagrado pela poluição visual que agora ali abunda.

Tecneira aposta nas energias renováveis

A Tecneira é uma empresa do Grupo ProCME que desenvolve a sua actividade na área das energias renováveis. Tem em fase de conclusão um parque eólico (25 MW) no Sabugal e iniciou a construção de um parque fotovoltaico com a potência de 10 MW em Ferreira do Alentejo.

EólicasO Grupo ProCME é constituído por um conjunto de empresas que desenvolvem a sua actividade na área da engenharia de serviços com alta incorporação tecnológica. Tem presença física em vários países, nomeadamente Brasil, França, Moçambique e África do Sul, contando actualmente com cerca de 1600 trabalhadores.
A Tecneira faz parte do universo do ProCME e aposta forte nas energias renováveis com investimentos na energia solar e na eólica.
A empresa tem em construção um parque fotovoltaico em Ferreira do Alentejo com uma potência de 10 MW, envolvendo um investimento de 45 milhões de euros e deverá iniciar a exploração em Setembro de 2009.
Para o final do ano de 2009 está prevista a entrada em funcionamento do parque solar fotovoltaico (5 MW) de Villanueva de Córdoba em Espanha no valor de 23,5 milhões de euros.
Na energia eólica a Tecneira tem actualmente em exploração 95 MW no concelho de Penamacor, distrito de Castelo Branco, 3,34 MW em Alrota no concelho do Loures e está em fase de conclusão (prevista para Dezembro) a instalação de 25 MW no concelho do Sabugal.
jcl