Tag Archives: d. dinis

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Máxima Vaz apresenta «Por Terras de El Rei D. Dinis»

A historiadora sabugalense Maria Máxima Vaz apresenta este domingo, 9 de Outubro, no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo, em Odivelas, a sua mais recente obra «Por Terras de El Rei D. Dinis». O livro vai ser apresentado pelo dr. Paulo Alexandre Loução e é editado pela Chiado Editora especialista na publicação de autores portugueses e brasileiros contemporâneos sendo neste momento a maior editora em Portugal neste segmento.

Por Terras de El Rei D. Dniis - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Por Terras de El Rei D. Dniis – Maria Máxima Vaz

Sabugal - © Capeia Arraiana (orelha)

O Congresso do Foral do Sabugal

Foi há 20 anos que se realizou no Sabugal o Congresso comemorativo do sétimo centenário dos forais do Sabugal e de Vilar Maior, evento que durante três dias evocou a história do concelho nas suas diferentes vertentes.

Um congresso histórico

Um congresso histórico

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

As medidas que o Interior precisa

Uma política de desenvolvimento do Interior do País apenas será eficaz se levar à adopção de medidas diferenciadoras de largo alcance – um bom ponto de partida é olharmos para os privilégios concedidos ao Sabugal pelo foral dionisino outorgado há 720 anos.

O foral outorgado por D. Dinis é um bom exemplo de política fiscal em favor do Interior

O foral outorgado por D. Dinis é um bom exemplo de política fiscal em favor do Interior

Efemérides - 2015 - © Capeia Arraiana

Efemérides 2016 – 20 de Janeiro

:: :: EFEMÉRIDES 2016 :: 20 DE JANEIRO :: :: O Capeia Arraiana publica diariamente as efemérides mais relevantes de cada data… Hoje destacamos a decisão de D. Dinis em invadir Riba Côa, em 1296.

Há 720 anos D. Dinis decidiu invadir Castela (na foto Vilar Maior)

Há 720 anos D. Dinis decidiu invadir Castela (na foto Vilar Maior)

Efemérides - 2015 - © Capeia Arraiana

Efemérides 2016 – 7 de Janeiro

:: :: EFEMÉRIDES 2016 :: 7 DE JANEIRO :: :: O Capeia Arraiana publica diariamente as efemérides mais relevantes de cada data… Hoje destacamos a morte o rei D. Dinis, em 1325.

D. Dinis morreu há 691 anos

D. Dinis morreu há 691 anos

Novembro - 2015 - Efemérides - Capeia Arraiana

Efemérides 2015 – 27 de Novembro

:: :: EFEMÉRIDES 2015 :: 27 DE NOVEMBRO :: :: O Capeia Arraiana publica diariamente as efemérides mais relevantes de cada data… Hoje destacamos a concessão de foral à Guarda, em 1199, e a Vilar Maior, em 1296.

Há 816 anos, D. Sancho I deu foral à Guarda

Há 816 anos, D. Sancho I deu foral à Guarda

Outubro - 2015 - Efemérides - Capeia Arraiana

Efemérides 2015 – 9 de Outubro

:: :: EFEMÉRIDES 2015 :: 9 DE OUTUBRO :: :: O Capeia Arraiana publica diariamente as efemérides mais relevantes de cada data… Hoje destacamos o nascimento do rei D. Dinis, em 1261.

Há 754 anos nasceu o rei D. Dinis

Há 754 anos nasceu o rei D. Dinis

Setembro - 2015 - Efemérides - Capeia Arraiana

Efemérides 2015 – 10 de Setembro

:: :: EFEMÉRIDES 2015 :: 10 DE SETEMBRO :: :: O Capeia Arraiana publica diariamente as efemérides mais relevantes de cada data… Hoje destacamos a concessão de foral a Pinhel por D. Dinis, em 1320.

Pinhel recebeu foral de D. Dinis há 695 anos

Pinhel recebeu foral de D. Dinis há 695 anos

Abril - Efemérides 2015 - Capeia Arraiana

Efemérides 2015 – 15 de Abril

:: :: EFEMÉRIDES 2015 :: 15 DE ABRIL :: :: O Capeia Arraiana publica diariamente as efemérides mais relevantes de cada data… No dia 15 de Abril destacamos a última visita do rei D. Dinis ao Sabugal, em 1308, e a beatificação da Rainha Santa Isabel, esposa de D. Dinis, em 1516.

D. Dinis visitou pela última vez o Sabugal há 707 anos

D. Dinis visitou pela última vez o Sabugal há 707 anos

Março 2015 - Efemérides - Capeia Arraiana

Efemérides 2015 – 1 de Março

:: :: EFEMÉRIDES 2015 :: 1 DE MARÇO :: :: O Capeia Arraiana publica diariamente as efemérides mais relevantes de cada data… No dia 1 de Março destacamos a inauguração da Barragem do Sabugal no ano 2000.

A barragem do Sabugal foi inaugurada há 15 anos

A barragem do Sabugal foi inaugurada há 15 anos

Efemérides - 2015 - © Capeia Arraiana

Efemérides 2015 – 7 de Janeiro

:: :: EFEMÉRIDES 2015 :: 7 DE JANEIRO :: :: O Capeia Arraiana publica diariamente as efemérides mais relevantes de cada data… Importa recordar alguns eventos marcantes. Fazemos alusão a efemérides regionais, nacionais e internacionais e destacamos os acontecimentos históricos que merecem uma atenção especial.

D. Dinis morreu há 690 anos

D. Dinis morreu há 690 anos

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

As primeiras Universidades da Europa

Tenho ouvido e lido afirmações erradas acerca da antiguidade da nossa Universidade de Coimbra dizendo que é a mais antiga da Europa. É realmente muito antiga, mas não tanto e, muito menos, a mais antiga da Europa. Quando foi criada, já existiam, pelo menos e tanto quanto sei, vinte Universidades no velho continente.

Gravura antiga da Universidade de Sorbonne - Paris - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Gravura antiga da Universidade de Sorbonne em Paris

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

A espera dos toiros na Calçada de Carriche

É um facto! Por terras de D. Dinis, o toiro de lide é rei. Nas terras de Riba Coa realizam-se as famosas Capeias; no Ribatejo criam-se os bravos toiros; em Lisboa sempre houve festa brava, mesmo antes de construída a Praça do Campo Pequeno. Datam desse tempo as esperas dos toiros que vinham para as touradas no Campo de Santana, as quais tinham lugar junto à estalagem Nova Sintra, ao fundo da Calçada de Carriche. Também aqui são terras de D. Dinis.

Condução de toiros desde Odivelas pela Calçada de Carriche. Na imagem pode ver-se a Igreja do Campo Grande. Litografia de Júlio A. Rocha . Col. Museu da Cidade

Condução de toiros desde Odivelas pela Calçada de Carriche. Na imagem pode ver-se
a Igreja do Campo Grande. Litografia de Júlio A. Rocha. Col. Museu da Cidade

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Escola Profissional Agrícola D. Dinis da Paiã

Os males da Grande Guerra de 1914-1918 deram origem à fundação de uma Escola Profissional Agrícola, em Terras de D. Dinis e à qual foi posto o nome do Rei Lavrador. Uma justa homenagem ao Rei que mandou arrotear terras, secar pântanos, plantar vinhas, montados, pinhais e não esqueceu os súbditos mais necessitados. Uma Escola para crianças que a Guerra de 1914-18 tornou órfãos. A Escola Agrícola D. Dinis tinha o objectivo de garantir a sobrevivência dos órfãos de guerra, preparando-os para uma profissão digna: Agricultores.

Escola Profissional Agrícola D. Dinis na Paiã em Odivelas - Foto gentilmente cedida por Escola Profissional Agrícola D. Dinis

Escola Profissional Agrícola D. Dinis na Paiã em Odivelas
Foto gentilmente cedida por Escola Profissional Agrícola D. Dinis

Memórias sobre o Concelho do Sabugal (72)

:: :: SABUGAL (6) – Fonte, ponte e edifícios públicos :: :: O livro «Terras de Riba-Côa – Memórias sobre o Concelho do Sabugal», escrito há mais de um século por Joaquim Manuel Correia, é a grande monografia do concelho. A obra fala-nos da história, do património, dos usos e dos costumes das nossas terras, pelo que decidimos reproduzir a caracterização de cada uma das aldeias nos finais do século XIX, altura em que o autor escreveu as «Memórias».

Sabugal - Largo da Fonte

Sabugal – Largo da Fonte

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

O túmulo do Rei D. Dinis

D. Dinis mandou fazer o seu próprio túmulo, deixou dito no testamento o edifício onde queria que o colocassem e indicou até o lugar na igreja. Foi o primeiro sarcófago a ser depositado dentro de um lugar sagrado e o primeiro a ter a estátua jacente de um rei. Os dois primeiros reis estão em Santa Cruz de Coimbra e com D. Afonso II o Panteão Real passou a ser o Mosteiro de Alcobaça. D. Dinis escolheu a igreja do Mosteiro de São Dinis em Odivelas, onde ainda se encontra, podendo ser visitado.

Túmulo de D. Dinis no Mosteiro de São Dinis em Odivelas - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Túmulo de D. Dinis no Mosteiro de São Dinis em Odivelas – Maria Máxima Vaz

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Túmulo da filha Infanta Maria Afonso (1)

O que nos dizem os Cronistas e os Historiadores: «Teve elrei D. Dinis duas filhas bastardas, ambas do nome de Maria, uma que se conservou no século, outra que foi recolhida no mosteiro de Odivelas.» Foi esta a primeira informação que tive sobre a Infanta sepultada em Odivelas. Nenhuma outra certeza completava esta. Borges de Figueiredo no seu livro «O Mosteiro e Odivelas – Casos de Reis – Memórias de Freiras» teceu algumas conjecturas por confirmar ainda hoje.

Túmulo da Infanta Dona Maria Afonso, filha natural do Rei D. Dinis, no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo em Odivelas - Foto: Capeia Arraiana

Túmulo da Infanta Dona Maria Afonso, filha natural do Rei D. Dinis,
no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo em Odivelas – Capeia Arraiana

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – A nacionalização das Ordens Militares

Pelo que se pode saber através de documentos da época, os freires e comendas, bem como os castelos e a generalidade dos bens santiaguistas nacionais, sofriam avultados prejuízos pelo facto de a cabeça da ordem se encontrar em Castela, sendo raramente visitados pelos superiores, no que isso significava de relaxação de costumes e de uma gestão defeituosa de recursos.

Cavaleiros Templários nas Cruzadas - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Cavaleiros Templários nas Cruzadas (ilustração: D.R.)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Negociar a Concordata com a Santa Sé

O rei D. Dinis herdou uma questão melindrosa com a Santa Sé. Difícil de resolver, como naquele tempo eram todas as questões com o papado. Com a sua habilidade diplomática, soube gerir os interesses em confronto, dando aos bispos portugueses o encargo de iniciarem a solução do processo, embora supervisionado sempre pelo rei, para não fugir ao seu controlo.

Papa Nicolau IV - Maria Máxima Vaz - Por Terras de D. Dinis - Capeia Arraiana

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Bom poeta e mau marido?

Como ficou dito e provado na última crónica, o rei D. Dinis teve, pelo menos, sete filhos naturais. Por essa razão se considera que foi um marido infiel e daí, mau marido. Coloco à consideração dos leitores factos que permitirão julgar se é justo chamar-lhe mau marido. Que não era mau já ficou provado. Que não impedia a rainha de ser caridosa, também. Resta-me tentar compreender o que causou a fama de bom poeta e marido infiel.

Catedral da cidade de Albi - Sul de França - Capeia Arraiana

Catedral da cidade de Albi – Sul de França (foto: D.R.)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Dois filhos legítimos e sete naturais

O conhecimento que temos, até hoje, acerca dos filhos do Rei D. Dinis, foi obtido a partir dos cronistas e completado com documentos da Chancelaria deste nosso Rei. Não há dúvidas quanto aos filhos que nasceram do seu casamento com a Rainha Santa Isabel. Foram eles, a Infanta D. Constança, que veio a ser Rainha de Castela e o Infante D. Afonso, depois rei de Portugal. E do casamento real não houve mais filhos. Além destes filhos legítimos, teve o Rei D. Dinis sete filhos naturais, que foram: Afonso Sanches, Pedro Afonso, João Afonso, Fernão Sanches, D. Maria Afonso, um segundo Pedro Afonso e mais uma segunda Maria Afonso. Há dois Infantes sobre os quais existem dúvidas, se seriam filhos de D. Dinis ou de D. Afonso III, cujos nomes são: Fernando Afonso e Martim Afonso.

Túmulo de D. Pedro Afonso, 3.º Conde de Barcelos, filho natural do Rei D. Dinis - Igreja de S. João Baptista de Tarouca - 3,28m x 1,78m x 1,22m - Pesa 13 toneladas - Tem esculpidas cenas de caça ao javali. Nesta face, é cacada a pé. Na face de lá, é uma caçada a cavalo - Capeia Arraiana

Túmulo de D. Pedro Afonso, 3.º Conde de Barcelos, filho natural do Rei D. Dinis
Igreja de S. João Baptista de Tarouca – Dimensões: 3,28m x 1,78m x 1,22m – Peso: 13 toneladas
Tem esculpidas cenas de caça ao javali. Nesta face, é caçada a pé. Na face de lá, é uma caçada a cavalo (foto: D.R.)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Protegeu pobres e desvalidos do seu Reino

Contrariamente ao que a tradição popular tem vindo a repetir, D. Dinis criou obras de assistência e olhou pelos súbditos mais necessitados. Foi um rei caridoso, como se prova com as instituições que fundou e com as disposições testamentárias que destinam verbas para assistência aos mais humildes.

Claustro do Silêncio no Mosteiro de Alcobaça - Construído por D. Dinis - Capeia Arraiana

Claustro do Silêncio no Mosteiro de Alcobaça – Construído por D. Dinis

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Serpa, Moura, Mourão e Noudar – Terras recuperadas

Serpa, Moura, Mourão e Noudar são vilas que foram conquistadas pelo nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques, perdidas posteriormente e retomadas, anos depois, por D. Sancho II. Passaram indevidamente à posse de Castela por escambos que as Ordens Militares fizeram com Afonso X, e voltaram à posse de Portugal no ano de 1295, graças à capacidade diplomática de D. Dinis, quando negociou o acordo na Guarda. Foi esta a única cláusula que o Rei de Castela cumpriu. Tudo o resto que foi ali acordado nesse ano, só com o Tratado de Alcanises é que se veio a cumprir.

Ruínas do Castelo de Monforte, junto ao Rio  Côa no lugar de Bizarril, freguesia de Colmeal, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo

Ruínas do Castelo de Monforte, junto ao Rio Côa no lugar de Bizarril,
freguesia de Colmeal, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo (foto: D.R.)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Medidas de fomento

El Rei D. Dinis desenvolveu todas as áreas de produção: a agricultura, a pesca e a exploração de minérios, com o objectivo de ter um reino autossuficiente, para ser independente. Não importar bens de consumo exigia o cultivo integral do território sem virar as costas ao mar. O lavrador e o pescador tinham de alimentar Portugal.

Rei D. Dinis e Rainha Santa Isabel - Capeia Arraiana

Rei D. Dinis e Rainha Santa Isabel (foto: D.R.)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Árvore genealógica

O pergaminho com a representação da família de El’Rei D. Dinis faz parte de um conjunto que representa a Genealogia da Família Real Portuguesa. Foi encomendado por Damião de Góis a um iluminista flamengo, a pedido de D. Fernando, filho do rei D. Manuel, e executado em Bruges no ano de 1530, pelo grande artista Simão de Bening. Deste conjunto restam hoje 11 folhas, tendo-se perdido as restantes. Para nossa vergonha já não nos pertencem. Em 1843 foram vendidas em Lisboa num leilão, a um inglês que as vendeu seguidamente ao Museu Britânico com elevados lucros. São hoje consideradas uma das grandes preciosidades desse Museu.

Árvore geneológica de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Iluminura com a representação da família do Rei D. Dinis (Museu Britânico)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – A Confraria dos Cavaleiros do Sabugal

«(…) A 15 de Outubro de 1307, fizeram os moradores do Sabugal, terra vizinha aos Reynos de Castella huma instituição para sustentar Cavalaria. (…)» As guerras internas de Castela ocorridas próximo das nossas fronteiras, segundo os cronistas, não teriam sido alheias à fundação desta Confraria dos Cavaleiros do Sabugal.

Confraria dos Cavaleiros do Sabugal - Capeia Arraiana

Recriação história no castelo da Aldeia Medieval de Vilar Maior no concelho do Sabugal

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Diplomacia e cofres abonados

«Quem diplomacia e abonados cofres tiver… só lutará se quiser…» D. Dinis tinha as duas coisas e por isso se diz que fez tudo quanto quis. Nos anos que se seguiram ao Tratado da Alcanises, os pedidos de ajuda a Portugal por parte de Castela foram uma constante. Ajuda em dinheiro e ajuda militar. Nunca o Rei D. Dinis faltou com essa ajuda ao seu genro Fernando IV.

Rei Fernando IV de Castela -  O Emplazado - Capeia Arraiana

Rei Fernando IV de Castela, O Emplazado (a prazo)

À Fala Com... - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Entre Odivelas e o Sabugal (1)

O Capeia Arraiana juntou, em Odivelas, junto ao túmulo de El Rei D. Dinis dois dos mais ilustres historiadores do concelho do Sabugal: Maria Máxima Vaz e Adérito Tavares. O resultado dessa histórica conversa – «Por terras de D. Dinis… Na Raia da Memória» – é um documentário dividido em dois episódios que nos orgulhamos de publicar e partilhar com todos. Os documentários podem ser vistos na LocalVisãoTV na Zon (posições 14 e 199), Meo (198 e 199), Cabovisão (16), Vodafone TV (198 e 199) e Optimus Clix (19).

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana

ca2013_localvisaotv_550x15

Autoria: Capeia Arraiana posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

À Fala Com... - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Entre Odivelas e o Sabugal (2)

O Capeia Arraiana juntou, em Odivelas, junto ao túmulo de El Rei D. Dinis dois dos mais ilustres historiadores do concelho do Sabugal: Maria Máxima Vaz e Adérito Tavares. O resultado dessa histórica conversa – «Por terras de D. Dinis… Na Raia da Memória» – é um documentário dividido em dois episódios que nos orgulhamos de publicar e partilhar com todos. Os documentários podem ser vistos na LocalVisãoTV na Zon (posições 14 e 199), Meo (198 e 199), Cabovisão (16), Vodafone TV (198 e 199) e Optimus Clix (19).

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana

ca2013_localvisaotv_550x15

Autoria: Capeia Arraiana posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – e depois de Alcanises…

O Sabugal foi a terra preferida pelo Rei D. Dinis em toda esta zona de fronteira. Basta lermos os textos dos cronistas para chegarmos a esta conclusão…

Rei D. Dinis e Rainha Santa Isabel - Capeia Arraiana

Rei D. Dinis e Rainha Santa Isabel

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – a Liga Peninsular contra Castela

A Participação de Portugal na Liga Peninsular contra Castela deu ao nosso Rei D. Dinis a oportunidade de tomar pelas armas as terras de Ribacoa no ano de 1296. Estarão recordados que o legítimo herdeiro de Afonso X de Castela e Leão era seu neto, Afonso de Lacerda, menor de idade à morte de seu avô. Seu tio Sancho IV foi um usurpador que nem esperou pela morte de seu pai e se fez reconhecer pela Corte, para ter legitimidade.

Planta do Castelo do Sabugal - Capeia Arraiana

Planta do Castelo do Sabugal

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – questões territoriais e de fronteira

As questões territoriais anteriores ao acordo firmado na Guarda no ano de 1295, à posse de Ribacoa em 1296 e reconhecida em 1297. A usurpação de terras portuguesas na fronteira é muito anterior a 1295. A restituição é uma das cláusulas deste texto ratificado em Ciudad Rodrigo. Tem novos desenvolvimentos no ano de 1296 e só termina em 1297 com o tratado de Alcanises.

Rei Afonso X - O Sábio - Capeia Arraiana

Rei Afonso X – O Sábio

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis assina acordo na Guarda em 1295

Todo o processo que diz respeito à posse das terras de Ribacoa está relacionado com a conjuntura política no reino de Castela, que já englobava o reino de Leão no tempo de Afonso X o Sábio. O acordo entre D. Dinis, o infante D. João e os representantes da rainha Maria de Molina que resultaria no Tratado de Alcanises foi assinado na cidade da Guarda a 6 de Setembro de 1295.

Monumento Tratado Alcanices - Capeia Arraiana

Monumento comemorativo do Tratado de Alcanices

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Acção diplomática de D. Dinis

Tratados efectuados entre os reis da Península Ibérica, devidos à habilidade diplomática do Rei D. Dinis. Várias vezes foi pedido apoio ao nosso rei, pelos herdeiros dos reinos de Leão e Castela. Nunca D. Dinis recusou a sua intervenção. Nalgumas ocasiões foi pedido apoio armado, mas D. Dinis, sem recusar o uso da força, conseguiu sempre levar as partes a aceitarem as suas propostas e a assinarem os tratados acordados.

Maria de Molina (Rainha de Castela) apresenta o filho D. Fernando IV - Capeia Arraiana

Maria de Molina (Rainha de Castela) apresenta à corte o filho D. Fernando IV com nove anos

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Defesa marítima – «o construtor de naus a haver»

Não bastava a Portugal a defesa terrestre. A pirataria sarracena atacava e assaltava a costa portuguesa, com mais forte incidência no estuário do Tejo, e em particular na capital.

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Rei D. Dinis organizou a «Defesa Terrestre»

O reinado de D. Dinis ficou marcado por uma política de fomento e de «nacionalizações», no dizer do Professor José Mattoso. Entendo este termo nacionalizações no sentido de o reino estar na posse de tudo quanto lhe pertence por direito e tratados, de estar dotado de instituições de forma que não precise de recorrer às estrangeiras, de serem nacionais e geridas por portugueses as instituições existentes em Portugal e defenderem, em primeiro lugar, os interesses do nosso país.

Fortaleza de Almeida - D. Dinis - Capeia Arraiana

Fortaleza de Almeida (Foto: D.R.)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

A importância do conhecimento para o Rei D. Dinis

FUNDAÇÃO DA UNIVERSIDADE – Como já foi dito, D. Dinis teve uma educação esmerada, graças ao seu pai, o rei D. Afonso III, que deu mostras de também pensar na instrução dos seus vassalos. Foi este rei que fundou a primeira escola pública, e que funcionou no Mosteiro de Alcobaça, porque era lá que estavam os mestres.

Universidade de Coimbra

Universidade de Coimbra

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – A história de um rei sábio e justo

«…Foi um Príncipe capaz de ser o primeiro e não um sucessor, em qualquer monarquia.»

José Carlos Lages, Maria Máxima Vaz e Adérito Tavares - Odivelas - Capeia Arraiana

Adérito Tavares e Maria Máxima Vaz em Odivelas junto à rua com o seu nome

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Bucho Raiano na Confraria da Marmelada (1)

A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal marcou presença no segundo Grande Capítulo da Confraria da Marmelada de Odivelas que se realizou este sábado, 24 de Novembro, no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo.

A cerimónia de entronização de novos confrades realizou-se este sábado, dia 24 de Novembro, em Odivelas, com a presença de muitas pessoas ligadas ao poder local e empresarial, bem como diversas confrarias gastronómicas vindas de todo o país, entre as quais ao do Bucho Raiano, que ali esteve representada por seis confrades.

Lição de História de Máxima Vaz da Igreja do ConventoPelas 11 horas, após a concentração dos convidados, iniciou-se uma visita ao Mosteiro de São Dinis e São Bernardo. A cicerone foi a Professora Máxima Vaz, natural da Abitureira, freguesia de Vila do Touro, Sabugal, e residente em Odivelas. Doutorada em História é uma das mais importantes individualidades odivelenses e condecorada por entidades como o Rotary Clube de Odivelas ou a Confraria da Marmelada. A Junta de Freguesia de Odivelas atribuiu-lhe o nome de uma rua e a Câmara Municipal fez o mesmo em relação a uma escola básica do concelho.
A historiadora que conhece como ninguém, ou como muito poucos, a história do Reinado de D. Dinis, cativou a audiência pela forma clarividente com que exibiu o seu extenso saber, sempre doseado com um humor bem oportuno. Começou por mostrar o átrio da Rainha Santa, a cozinha velha do mosteiro, os claustros, a sala do capítulo, tendo a aula de história e a visita acabado na igreja do Mosteiro, junto ao túmulo do Rei Dom Dinis.
Máxima Vaz explicou o papel de D. Dinis em Odivelas, onde mandou erigir o mosteiro alegando fazê-lo em resultado de uma promessa que fizera quando no momento em quue foi atacado por um urso quando andava a caçar. Admiradora da figura histórica do Rei Lavrador, explicou ainda o seu papel relevante na consolidação das fronteiras do país, no desenvolvimento da economia e a sua habilidade na política e diplomacia do reino perante os demais monarcas europeus.
Maria Máxima Vaz concluiu a sua viagem «dinisina» afirmando que «Odivelas deve a sua existência a D. Dinis porque se não tivesse sido este Rei esta Terra não teria passado da vulgaridade, não teria tido história alguma».

Confrades do Bucho Raiano em OdivelasA cerimónia de entronização dos novos confrades aconteceu na sala do capítulo do convento, que estava repleta de pessoas, entre convidados e assistentes.
Na cerimónia foram entronizados 22 novos confrades, que prestaram juramento e receberam as insígnias, entre os quais José Carlos Lages, vice-chanceler da Confraria do Bucho Raiano, que residindo em Odivelas quis pertencer à confraria local.
À cerimónia de entronização seguiu-se o almoço no refeitório do Instituto.
A representar a Confraria do Bucho Raiano estiveram, para além do vice-chanceler, o grão-mestre Joaquim Silva Leal, o chanceler Paulo Leitão Batista, o almoxarife Paulo Terras Saraiva, e ainda as confreiras Delfina Leal e Ana Paula Sousa.
plb

O Dia do Concelho do Sabugal

As comemorações do Dia do Concelho, 10 de novembro, foram um momento alto da afirmação da identidade do Concelho do Sabugal, corporizado na valia dos sabugalenses e das instituições galardoadas.

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - Capeia ArraianaComo sabugalense e como Presidente da Assembleia Municipal foi com grande orgulho que me associei à comemoração dos 716 anos da confirmação pelo rei D. Dinis dos foros do Sabugal.
Permito-me assim transcrever as breves palavras que dirigi aos sabugalenses presentes, com natural destaque para os galardoados:
«Foi em 10 de novembro de 1296 que o rei D. Dinis confirmou os foros do Sabugal, documento que reconhecia a importância que os monarcas portugueses atribuíam a estas terras fronteiriças.
Naturalmente não me cabe a mim tecer grandes considerações sobre a importância deste acontecimento, mas não posso deixar aqui de dizer o quão orgulhoso me sinto por pertencer a uma comunidade cujas raízes se perdem nos confins da história.
Já o disse em outras ocasiões e aqui o reafirmo: uma comunidade que assenta as suas raízes em tempos tão distantes e que ao longo dos anos soube resistir e prosperar, tem em si, os elementos necessários para fazer frente a estes tempos tão difíceis.
Estou convencido que a nossa existência centenária será o caldo da sabedoria onde encontraremos as soluções que permitirão aos nossos vindouros continuarem na senda do progresso!
E é por isso que esta forma singela de comemorar a data do primeiro foral, onde salientamos os que de nós se vão destacando, deve ser, sobretudo, um momento de exaltação da identidade e da força dos que no Concelho residem e trabalham, mas também dos milhares e milhares de sabugalenses que se espalharam um pouco por todo o mundo.
E o reconhecimento público do mérito das pessoas e entidades, traduzido numa simples medalha, é, por um lado, o nosso agradecimento público pela dedicação e entrega à causa sabugalense, mas deve ser também, um incentivo para que todos nos empenhemos na construção de um futuro melhor para o nosso Concelho do Sabugal.»

PS: «O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça» (C. Chanel).
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com