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Ruta de los castillos – Sabugal

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaSabugal. Agora conheço-o melhor mas sempre o admirei pela imponente singeleza do seu castelo que, sendo duro mas simples, altivo mas singelo, continua a ser um forte marco de vidas heróicas, retalhos da história e da lenda, símbolo da emigração e luta das gentes do interior em que a alegria do convívio recorda (mas pretendo que reforce e eternize) as noites frias à lareira ou o cheiro fresco a terra regada, dos fins de tarde Estivais.

Castelo Cinco Quinas Sabugal - Noite

SABUGAL

Do Sabugal, escrevi um dia…

Ali perto, o castelo
Viveram encanto belo
(Já para lá vão os tempos)
D. Dinis ou outros reis
Se não lerdes, não sabereis
Como tudo se passou.

E agora continuo…

Terás começado em castro
Que aí deixou seu lastro
A pré-história recordar
Os Romanos militares
Daí lançavam olhares
Para o Côa vigiar.

És um famoso castelo
Desde imponente e belo
Tudo tens a teu favor
E segundo reza a história
Um nome escrito na memória
D. Dinis foi teu Senhor

Deste nos conta a lenda
Isabel leva merenda
Mata fome a qualquer pobre
Apanhada de surpresa
Mostra a sua realeza
Com rosas, seu gesto nobre.

O foral de (12) 96
A esse rei o deveis
E Castelos a marcar fileiras
Mas para serdes mais felizes
Precisaste de Alcanizes
P´ra marcar tuas fronteiras.

Pois foi então o dito rei
(Como sempre li e sei)
Que fez construção tão altiva
D. Manuel renovou foral
Deixando no Sabugal
Esta marca sempre viva.

É sobre a porta da entrada
A obra de D. Manuel lembrada
Pelo seu digno brasão
Registadas suas proezas
No Livro das Fortalezas
Segundo regista o guião.

Soberano, marcaste o tempo
Que em (18) 11 foi momento
De duras, vivas emoções
Páginas de escrita dourada
Ali, no Gravato, marcada
Dando fim às Invasões.

Em cemitério albergaste
Homens da vila honraste
Até (19) e vinte e sete
Ergues-te com novo vigor
Sempre bem dominador
Como se disse e repete.

Castelo das Cinco Quinas
Nossa caminhada animas
Mas descobrimos ainda mais
Tu com Torre de Menagem
Mereceste digna homenagem
Pela DGM Nacionais.

O meu abraço ao Sabugal.

A minha pena por não ter podido assistir, como desejava, às dignas comemorações dos 200 anos da batalha do Gravato.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

O imponente castelo das cinco quinas do Sabugal

Achados históricos como machados de pedra e facas de sílex, indiciam que o Sabugal é um povoado de origem longínqua, sendo de crer que fosse também um reduto fortificado. Só mais tarde foi erguido o castelo das cinco quinas, que teria uma importância histórica fundamental do ponto de vista da defesa militar. O seu abandono posterior quase o levou à ruína, não fosse a realização de obras de restauro. Hoje é um dos ex-libris da região de Riba Côa.

De castro pré-histórico o lugar evoluiu para fortificação estratégica, e, já na Idade Média, foi ali fundada uma povoação cristã com castelo altaneiro e muralha envolvente. Segundo a lenda, houve uma transferência da povoação original, o Sabugal Velho, que estava junto à actual Aldeia Velha, cujo povo terá fugido a uma praga de formigas. Porém tal não passa de uma história, que nunca se provou ter nexo.
O Sabugal tornou-se terra portuguesa com a acção de D. Dinis, que tomou a Fernando IV de Castela várias praças militares da região. O rei Lavrador efectuou obras nas muralhas e no castelo, dando-lhe a magnanimidade que ainda hoje mantém.
A torre pentagonal, com 38 metros de altura, é um das mais imponentes torres de menagem de Portugal. Do ponto de vista militar, a torre, com três andares interiores, equipada de seteiras e de balcões, tinha óptimas condições para a vigilância das tropas inimigas e para a acção guerreira contra sitiantes.
Foi no castelo do Sabugal que se celebraram, em 1328, os esponsais do rei Afonso XI de Castela com a nossa infanta Maria, filha de D. Afonso IV. Mas logo após os festejos, o mesmo castelo foi repetidamente usado pelo nosso rei na guerra que moveu contra o seu genro, que durou até ao ano de 1340.
Também no período que se seguiu à restauração da independência nacional, em 1640, o Castelo do Sabugal, de par com o de Alfaiates, foi um importante ponto de sustentação das tentativas de invasão que se mantiveram por alguns anos e que incluíram algumas escaramuças com as tropas espanholas. Foi a derradeira acção militar activa do castelo, que daí em frente teria uma importância reduzida.
Com o fim da época medieval os castelos perderam importância para a acção militar. O desenvolvimento da mobilidade dos exércitos e das técnicas de cerco levaram à construção de outro tipo de fortificações, surgindo então os baluartes como técnica defensiva. O castelo do Sabugal ficou ao abandono, e a muralha da vila começou a ser desmantelada para uso na construção de habitações.
Em 1846, com a proibição dos enterros nas igrejas, o castelo do Sabugal foi convertido em cemitério, tendo a sua praça de armas recebido progressivamente os corpos dos habitantes falecidos. Porém o monumento continuou ao desmazelo, sem qualquer obra de manutenção, o que o levaria à quase ruína total.
Para salvar o castelo, a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) fez ali uma profunda intervenção. Tudo começou com a remoção do cemitério, efectuada em 1939, seguindo-se intensas obras de restauro. Regularizou-se o solo da praça de armas, demoliram-se muros de alvenaria que haviam sido construídos, reconstruiu-se a barbacã, as ameias, as torres e os mata-cães. As obras findaram em 1949, e o castelo do Sabugal recuperou a magnanimidade que o tornara lendário.
Mas o tempo encarregou-se de voltar a colocar em crise a sua estrutura e a ameaça de ruína voltaria a sobrevir, situação que obrigou a nova intervenção por parte da mesma DGEMN. Isso sucedeu em 1999, portanto 50 anos após a intervenção anterior. As obras incluíram sobretudo a consolidação dos muros, face às muitas fissuras.
O castelo do Sabugal, conhecido pelas suas cinco quinas, é o mais belo e imponente monumento medieval da região de Riba Côa e simboliza a força do povo da região.
Paulo Leitão Batista

Ainda no rescaldo das eleições

Li o que escreveu Joaquim Portas («Cinco Quinas») a propósito dos resultados eleitorais. Foi uma análise amarga e com sabor a ajuste de contas com o engenheiro Morgado, que só desabona a quem a fez.

João ValenteVeio Joaquim Portas das brumas do passado para nos dizer que «no concelho do Sabugal, mais do que o Partido Socialista […], o grande derrotado na noite do dia 11 de Outubro, chama-se, António Morgado.»
E referindo-se depois a este, diz que «ao trair os seus eleitores e sobretudo aqueles que o ajudaram […] deixou cair a máscara e revelou o lado mais sinistro da sua personalidade.»
Para abrir o jogo confessando que «sempre pensou que António Morgado era um balão que qualquer alfinete podia esvaziar» e que com esta derrota eleitoral «o balão encheu tanto que rebentou. O seu problema não é político nem de política, o seu problema é de carácter.»
E numa estocada à falsa fé, conclui que quem conhece o percurso do engenheiro Morgado «sabe que a sua carreira política foi sempre baseada em pequenas ou grandes traições» E enterrando a espada até ao punho pergunta se «alguém duvida que ele foi o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal que mais se serviu do concelho e da Autarquia para satisfazer os seus caprichos e interesses pessoais e familiares».
Este artigo, que nem me atrevo a comentar pela sua cobardia, fez-me lembrar uma fábula de Esopo que me obrigaram a ler em latim na juventude para ajudar a moldar o carácter e que rezava mais ou menos assim:
De velho e enfermo jazia moribundo um leão que, em moço, havia sido o terror das brenhas.
Apareceu um javali, e, para vingar-se da antiga injúria, deu-lhe com o focinho, e foi-se; após o javali veio um touro; seguiram-se outros animais e cada qual se desforrava a seu modo. O leão sofria calado.
Veio por fim um burro, e deu-lhe um coice; o leão não pode conter-se:
Até aqui sofri resignado – disse – e a quantos insultos recebia opunha a lembrança do que tinha sido outrora, quando até do meu rugido todos esses tremiam; mas agora tu também, tu miserável burro!… Isto é morrer duas vezes!
A Moralidade é a seguinte: Quando a desgraça acomete um homem, não falta quem venha com ele ajustar contas: o homem nobre e infeliz tudo sofre resignado; há porém burro tão burro e tão vil, que torna impossível a resignação.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Castelo do Sabugal

Na parte mais alta do Sabugal, num planalto da Serra da Malcata, está edificado um castelo imponente e de rara beleza, provavelmente construído nos séculos XII-XIII, sob o domínio leonês e formado por um enorme perímetro muralhado. Remodelado e ampliado por D. Dinis, devendo-se a este monarca a edificação em 1297 da torre de menagem, de 30 metros de altura, recebendo depois obras de beneficiação no reinado de D. Manuel e ainda na época das Guerras da Restauração, por volta de 1640.

José MorgadoFoi moradia real e terá sido aqui que se realizaram as bodas de casamento da Infanta Dona Maria, filha de D. Afonso IV.
Um dos episódios mais relevantes da vida do castelo, deu-se em 1811, quando os guerreiros lusos combateram e derrotaram o Exército francês.
Para além da sua função militar, o Castelo do Sabugal também passou parte da sua existência como prisão. Aqui esteve encarcerado o poeta e cavaleiro Brás Garcia de Mascarenhas.
Por volta do ano de 1846 o seu interior foi transformado em cemitério, demolindo-se as construções ali existentes.
Foi a Direcção-Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais que, a partir da década de 1940 que salvou o castelo da deterioração total.
A sua beleza deve-se, não só á sua arquitectura, mas também á sua localização, isolado num planalto, sobranceiro ao Rio Côa e fronteiro ao terreiro, onde anteriormente se encontrava a Igreja de Nossa Senhora do Castelo.
Castelo de Cinco Quinas - SabugalAs muralhas graníticas interiores têm um longo adarve acessível por quatro escadas e três torres de ângulo, de planta quadrada. A Sudeste, situa-se a torre de menagem, de planta pentagonal, reforçada por mata-cães e com três pisos, num dos quais está o escudo com as cinco quinas. De grandes dimensões, domina toda a fortaleza.
Podem ver-se ainda a Porta da antiga vila e Torre do Relógio, anexa e um troço de muralha a Oeste, adossado à cidadela, integrande barbacã de traçado rectangular irregular, unida ás torres da cintura exterior e apresentando nos ângulos dois cubelos cilíndricos. A cintura muralhada exterior é em traçado pentagonal irregular, possuindo um pequeno troço desmoronado a Norte. Tem duas portas a Este e a Sul em arco pleno no interior, cobertas com abóbada de berço.
A cintura muralhada interior tem traça pentagonal irregular, integrando cinco torres de planta quadrada adossadas pelo exterior. No interior do recinto, subsistem estruturas de compartimentos.
O interior tem uma fabulosa cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas, polinervada.
Com típica arquitectura militar, é uma edificação de estilo gótico, que apresenta afinidades com outros castelos portugueses tais como os de Beja, Estremoz e Montalegre.Contudo é o único castelo de cinco quinas em Portugal.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Feira Franca no Largo do Castelo do Sabugal

GALERIA DE IMAGENS – 30-8-2009
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Fotos Cláudia Bispo – Clique nas imagens para ampliar

Feira Franca no Sabugal – LocalVisãoTv

A reportagem televisiva sobre a Feira Franca do Largo do Castelo do Sabugal tem a assinatura da LocalVisãoTv um dos Media Partners da iniciativa da «Casa do Castelo», do CyberCafé «O Bardo» e do Município do Sabugal. A ideia de revitalizar o Largo do Castelo foi um enorme êxito e está aprovadíssima. A partir de agora – no último domingo de cada mês – visite e participe na Feira Franca do Sabugal.

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