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Capeias Arraianas / Encerros - © Capeia Arraiana (orelha)

Encerros e Capeias Arraianas – Calendário 2017

O mês de Agosto carrega sempre o secreto apelo do regresso às origens para os que estão longe. No concelho do Sabugal faz povoar as aldeias, abrir as persianas, lotar os bancos das igrejas e encher os lugares públicos com um estranho mas familiar linguajar mesclado aqui e ali de expressões e palavras de origem francesa. Mas, para muitos dos sabugalenses é o tempo da mãe de todas as touradas – a capeia arraiana – espectáculo único que andou escondido esotericamente nas praças das nossas aldeias e que, agora, de há uns anos para cá parece ter perdido a vergonha e tudo faz para se dar a conhecer ao mundo.
A Tradição Raiana manda que as touradas com forcão, precedidas de encerro, se iniciem na Lageosa no dia 6 de Agosto e terminem em Aldeia Velha no dia 25. E que se oiça bem alto o grito: «Agarráááio»
(em actualização.)

Festival O Forcão Rapazes 2015 - Aldeia da Ponte - Capeia Arraiana

Festival Ó Forcão Rapazes 2015 – Aldeia da Ponte

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

A Capeia da Casa do Concelho do Sabugal

A oportuna crónica do Ramiro Matos sobre a fraca adesão dos sabugalenses às últimas edições da Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal, leva-me a voltar a um tema que há tempos abordei, defendendo uma grande iniciativa promocional do Concelho do Sabugal na capital do país.

A Capeia Arraiana 2017

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Rescaldos da Capeia em Vila Franca de Xira

O Nosso Homem, depois de uma longa paragem obrigatória por motivos de saúde, já vai recuperando as forças (graças às boas cerejas do Fundão) e acertando nas teclas do computador. Nada melhor para um convalescente do que uma Capeia Arraiana, tal como aconteceu no passado três de Junho, na linda Praça de Touros em Vila Franca de Xira, junto às águas do Tejo.

A tradição arraiana na Praça Palha Blanco em Vila Franca de Xira

Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa - © Capeia Arraiana (orelha)

Capeia Arraiana em Vila Franca de Xira

Ao autocarro vindo do Sabugal (da União de Freguesias do Sabugal e Aldeia de Santo António) juntaram-se raianos radicados na zona de Lisboa e de outros pontos do país, para participarem na 38ª Capeia Arraiana organizada pela Casa do Concelho do Sabugal, que hoje, dia 3 de Junho, se realizou em Vila Franca de Xira (ABRA A GALERIA DE IMAGENS).

Desfile etnográfico em Vila Franca de Xira

Sabugal - © Capeia Arraiana (orelha)

A comunicação de Adérito Tavares

:: :: CONGRESSO DO FORAL DO SABUGAL :: :: Foi longo o segundo dia do congresso dos 700 anos do Foral do Sabugal, a 9 de Novembro de 1996, que continuou com a intervenção do historiador Adérito Tavares, que falou sobre «A Tauromaquia Popular na Raia do Sabugal».

Adérito Tavares

Adérito Tavares

Imagem da Semana - © Capeia Arraiana

As Batocas dominam os pitos na Raia

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Há imagens históricas e há imagens que valem por mil palavras. Contudo todas as imagens merecem uma legenda. Envie-nos as suas fotografias que seleccionar para possível publicação para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Imagem da Semana - Os pitos das Batocas na Capeia Arraiana 2016 da Lageosa da Raia - Sabugal
Clique na imagem para ampliar
Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

O boicote à Capeia da Casa do Concelho

O sucesso da Capeia Arraiana da Casa do Sabugal, prevista para o dia 4 de Junho na Moita do Ribatejo, pode estar comprometido pela decisão do Município de realizar na mesma data outras iniciativas.

A Capeia Arraiana da Casa do Concelho realiza-se sempre no primeiro sábado de Junho

A Capeia Arraiana da Casa do Concelho realiza-se sempre no primeiro sábado de Junho

Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa - © Capeia Arraiana (orelha)

Moita recebe a 37ª Capeia Arraiana

A Casa do Concelho do Sabugal realiza a tradicional Capeia Arraiana no dia 4 de Junho de 2016, na Praça de Toiros Daniel do Nascimento, na Moita, terra de fortes tradições tauromáquicas.

Praça de Toiros Daniel do Nascimento

Praça de Toiros Daniel do Nascimento

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

O forcão em Zaragoza

Um grupo de pegadores de forcão foi a Zaragoza, Espanha, exibir a tradição taurina da raia sabugalense esperando um «toro de fuego» na famosíssima Feria del Pilar, o que proporcionou alguma polémica nas redes sociais.

Um «toro de fuego» investe no forcão

Um «toro de fuego» investe no forcão

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Da importância da Capeia Arraiana (3)

Terá a Capeia Arraiana condições para integrar o processo de desenvolvimento do Concelho do Sabugal?

A Capeia está viva e não morrerá tão cedo

A Capeia está viva e não morrerá tão cedo

José Fernandes - Do Côa ao Noémi - © Capeia Arraiana

Oportunidades

Há coisas que são únicas. Essas, são a base da criação de oportunidades de desenvolvimento. É dessas que as nossas terras devem tirar partido precisamente por serem únicas.

Festas das Flores de Campo Maior

Festas das Flores de Campo Maior

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Da importância da Capeia Arraiana (2)

Terá a Capeia Arraiana condições para integrar o processo de desenvolvimento do Concelho do Sabugal?

A Capeia é um elemento fundamental da identidade sabugalense

A Capeia é um elemento fundamental da identidade sabugalense

Fernando Lopes - A Quinta Quina - © Capeia Arraiana

Algumas notas soltas…

Acabou a época das capeias. Inevitavelmente, é tempo de fazer um balanço. À pergunta, como correu, a resposta que me sai é a mesma da ministra da Administração Interna à pergunta por que não foi aprovado o Estatuto da GNR. Bem… foi… sabe como é… um touro lá marrou… ninguém se magoou…

Festival constrangedor - o curro foi um fiasco

Festival constrangedor – o curro foi um fiasco

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Da importância da capeia arraiana

Terá a Capeia Arraiana condições para integrar o processo de desenvolvimento do Concelho do Sabugal?

Capeia arraiana - um fenómeno cultural popular vivo

Capeia arraiana – um fenómeno cultural popular vivo

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Convocar o Congresso da Capeia

É absolutamente crucial realizar a breve trecho um congresso que reúna as forças vivas e a população em geral para discutir o presente e o futuro da nossa mais peculiar e original tradição: a Capeia Arraiana.

Como tirar o melhor partido da nossa tradição

Como tirar o melhor partido da nossa tradição

Luís Marques Pereira - Estádio Original - © Capeia Arraiana

A Capeia e os Números Embaraçosos

Os dados das estatísticas demográficas, Censos 2011, atribuem ao concelho do Sabugal 12.544 residentes. O levantamento efetuado ao número de espectadores/participantes nas Capeias Arraianas no Sabugal leva a considerar a participação de mais de 50.000 pessoas nas 20 capeias realizadas em 2014 no concelho.

Para quando o aproveitamento das potencialidades da Capeia Arraiana?

Para quando o aproveitamento das potencialidades da Capeia Arraiana?

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

A «taurocultura» na obra de Alcínio

Num mês de Agosto em que as tradicionais Capeias fizeram renascer as aldeias da raia sabugalense (a nossa «época taurina» iniciou-se no dia 6, na Lageosa, e terminou no dia 25, em Aldeia Velha), apresentamos um dos mais significativos quadros de Alcíno sobre essa temática.

Ao Forcão - pintura de Alcínio

Ao Forcão – pintura de Alcínio

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Capeia arraiana – uma boa proposta

Como muito bem escreveu Paulo Leitão «É importante promover uma reflexão alargada: como pode o concelho do Sabugal tirar partido do potencial que lhe confere a capeia arraiana, ou tourada com forcão, enquanto tradição única no mundo».

Temos de encontrar novas formas de conjugar a pureza e a tradição

Temos de encontrar novas formas de conjugar a pureza e a tradição

Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa - © Capeia Arraiana (orelha)

Capeia Arraiana em Vila Franca de Xira

A 35ª Capeia Arraiana organizada pela Casa do Concelho do Sabugal realiza-se na Praça de Touros Palha Blanco, em Vila Franca de Xira, no dia 1 de Junho. O cartaz da iniciativa ostenta uma magnífica pintura de Alcínio Vicente, o pintor que gosta de evocar a tradição taurina da raia sabugalense.

Cartaz (projecto) com pintura de Alcínio

Cartaz (projecto) com pintura de Alcínio

Logo Capeia Arraiana - 180x135 - Capeia Arraiana

Capeia Arraiana recebeu visitante dois milhões

Os dados, auditados pelo Sitemer, indicam que o Capeia Arraiana registou no sábado, 23 de Fevereiro de 2013, o visitante único dois milhões. A estatística «Visitante Único» significa que um determinado IP (identificação do computador) independentemente do número de acessos fica registado como uma visita no período de seis horas. Em relação às páginas visitadas estamos muito próximos dos três milhões de páginas lidas durante estes seis anos de vida online. Bem-hajam todos quantos nos visitam.

Retrospectiva do Ano - 2012 - © Capeia Arraiana

Ano 2012 em revista

O ano que está prestes a findar foi marcado pela crise económica e social que o país atravessa e pelas medidas de austeridade sucessivamente impostas aos portugueses. A nível local, o mais marcante foram as peripécias em torno da empresa municipal Sabugal+ e os sucessivos erros da Câmara e consequente suspensão de obras. O ano 2012 ficou também registado, em termos noticiosos, pela jornada da volta a Portugal em bicicleta no concelho do Sabugal, as buscas da PJ na Câmara, o derrube de árvores centenárias no centro histórico da cidade, o processo de extinção de freguesias, o encerramento do tribunal do Sabugal, a morte inesperada do escritor Manuel António Pina. Já no final do ano falou-se nos nomes dos candidatos que encabeçarão as listas para as eleições autárquicas de 2013. Vamos revisitar as principais notícias que destacaram o Sabugal e a região durante o ano.

Retrospectiva 2012 - © Capeia Arraiana

Retrospectiva 2012 – Capeia Arraiana

Sexto aniversário do Capeia Arraiana

Parabéns ao «Capeia Arraiana» e aos seus mentores, José Carlos Lages e Paulo Leitão Batista! O «Capeia» dinamizou extraordinariamente a comunidade arraiana, transformando-se numa tribuna de divulgação e de defesa da cultura local. E, quanto mais não fosse, incentivou à leitura, ao debate e à reflexão crítica.

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Parabéns ao Capeia

O Capeia Arraiana registou ao longo de seis anos as palavras, ideias e pensamentos de muitos raianos cumprindo, ainda, a crucial missão de dar nota do que de mais importante aconteceu no concelho do Sabugal e não só.

Meus queridos amigos…

Neste dia, que considero muito importante, não posso deixar de expressar os meus sinceros agradecimentos a dois Sabugalenses, de alma e coração que, através da escrita, muito têm contribuído para o progresso e desenvolvimento do Município do Sabugal.

Parabéns pelo 6.º aniversário do Capeia Arraiana

Quero dar-vos os parabéns pelo 6.º aniversário do Capeia Arraiana, e dizer-vos que democratizastes a actividade comunicativa porque sempre garantistes o livre exercicio de escrever.

Ao Capeia

Escrever é sempre um ato de comunicar, de libertar a mente através da opinião. O Capeia levou-nos à comunicação, estes anos todos, como um «jornal» livre e independente, em que cada um de nós se libertou nas palavras. Esta liberdade é uma riqueza que a todos alegra, certamente, a todos engrandece. Mais, o Capeia levou-nos muitas vezes à pesquisa e daí também ao nosso enriquecimento. Parabéns Capeia Arraiana! Bem-haja José Carlos Lages, que foi quem me trouxe. E, não sendo eu raiana, já muitas vezes disse…

Capeia – seis anos

O «Capeia» tem sido, é, e estou certo, continuará a ser, o mais lido de todos os órgãos de comunicação social não escrita em todo o universo sabugalense.

Nunca desistam

O Sabugal já merecia um meio de comunicação de acesso «universal». Ao fim de seis anos, com as suas visitas de leitores em número assinalável: 1.924.952 e com os seus 2.861.554 de páginas lidas, o «Capeia» impõe-se na região. Até me impressiona que, de cada vez que cá venho, estejam sempre, mas sempre, vários leitores com o «site» aberto. Neste exacto momento em que escrevo estão em linha 10 leitores, por exemplo.

Aniversário do Capeia Arraiana

Vivemos no tempo e no mundo da comunicação. Bem podíamos dizer que hoje viver é comunicar. Quem não comunica não existe. As redes sociais e a blogosfera pulverizaram a nossa forma de comunicar a que uma panóplia de equipamentos de trazer por casa, e até no bolso, dão expressão. O problema agora é selecionar a boa informação, já que nem toda a comunicação que nos entra em casa e ou vemos tem qualidade.

António Pissarra - Raia e Coriscos - Capeia Arraiana

Até uma viagem de 1000 Kms começa com um pequeno passo

Seis anos é muito ou pouco tempo, conforme o contexto em que considerarmos o tempo. Na História da Humanidade é um tempo infinitamente curto. Contudo, se atualmente é fácil compreender a Web 2.0 e as mudanças que se verificaram na forma como os cidadãos podem intervir, o mesmo não se passava há seis anos, pelo menos em Portugal. Digamos que, nesta perspetiva, seis anos é um tempo relativamente longo. Tão longo quantos os textos e as fotos, publicados num enorme número de artigos e tão longo quanto as mudanças na tecnologia e nos serviços da Rede, verificadas nos últimos seis anos.

Parabenizemos o órgão e as pessoas

A invectiva do poeta não pode perturbar, minimamente que seja, o espírito dos responsáveis pelo blogue Capeia Arraiana. Com efeito, esta, no infinitesimal do tempo que é o simples transcurso dum hexénio, afirmou-se como lúcido e intemerato porta-voz de toda uma vasta região.

Aniversário «Capeia Arraiana»

Mais um ano passado desde que o Paulo e o Lages tiveram a brilhante ideia de «abrir» as portas do concelho ao mundo. Quero numas breves palavras desejar as maiores felicidades aos dois.

Parabéns Paulo e Zé Carlos!

Ainda bem que tiveram coragem…

Pão, pão, queijo, queijo. Capeia, capeia, rock, rock

Sem querer alimentar questões estéreis, porque, de um modo geral, parece-me que todos estamos de acordo, não posso deixar de fazer algumas referências à questão da capeia (parece que o Sabugal não tem mais soluções e questões para resolver, mas…) e ao comentário de João Valente, sobre algo que sugeri.

(clique nas imagens para ampliar.)

António Pissarra - Raia e Coriscos - Capeia ArraianaÉ com algum sentimento de raiva que vejo como vamos debatendo questões enquanto os grandes decisores se estão, passe a expressão, marimbando para nós. A não ser assim, o País ter-se-ia desenvolvido de forma mais harmoniosa, menos assimétrica e talvez houvesse menos problemas que aqueles que agora temos em Portugal.
O concelho do Sabugal é bem o exemplo da incúria dos sucessivos governos e um espelho do Interior. Com uma grande extensão o Sabugal só não tem perdido território, porque, quanto ao resto: população e serviços, por exemplo, é o que se sabe. E nem se pode dizer que a culpa pode ser só imputada aos governantes locais, pois a corda da fronteira sofre do mesmo mal. É por isso que recorrentemente insisto que ninguém fará nada por nós; a mudança far-se-á ou não pela nossa ação ou pela falta dela. Não estamos entregues à nossa sorte, mas perto disso.
É pela perspetiva estrutural, mas também conjuntural, que nos vamos agarrando àquilo que pode ajudar ao desenvolvimento ou, pelo menos, a evitar o definhamento. Compreende-se, assim, que por argumentos racionais, mas também emocionais, haja quem, exageradamente, considere a capeia arraiana a maior indústria do concelho. Consciente dessa importância, na economia dos afetos e na identidade cultural, a câmara do Sabugal resolveu acrescentar valor e preservar aquilo que é uma marca única. A classificação da capeia como Património Cultural Imaterial e as jornadas que decorreram dias 19 e 20 de outubro, no Auditório Municipal, subordinadas ao tema «Pensar a tauromaquia em Portugal – diversidade, valorização, sinergias», são um bom exemplo.
As jornadas apresentaram um vasto leque de assuntos e pessoalmente só posso lamentar não ter podido estar presente em todas as intervenções por razões profissionais. Infelizmente também não terão estado tantas pessoas quantas as que seria desejável, algumas com obrigações, mas as coisas são mesmo assim. Talvez noutro contexto temporal fosse mais apelativo – a festa dos touros quer calor. Ainda assim, perdeu quem esteve ausente, como por exemplo a intervenção de Luísa Mendes Jorge, arraiana, da Faculdade de Medicina Veterinária, que apresentou alguns dados preliminares sobre um estudo com caráter científico sobre o impacto socioeconómico da capeia arraiana. Aguardo com expectativa a conclusão desse estudo que trará alguma luz sobre um aspeto a propósito do qual tanta gente opina, mas ninguém apresenta dados concretos.
Reconhecida essa vertente económica da capeia, considera-se que deve potenciar-se sem, contudo, adulterar a sua essência. Na intervenção que tive fiz questão de frisar esse risco; que o sucesso mediático da capeia pudesse ser causa da transformação em algo que não corresponde a uma manifestação de cultura popular, que emanou do Povo e é propriedade do Povo e de mais ninguém. Foi nesses termos, como salientou Paulo Costa, da Direção-geral do Património Cultural, que a capeia arraiana obteve a classificação. Portanto, há uma matriz que engloba várias facetas, nomeadamente o contexto geográfico, o facto de ser uma festa do Povo, consequentemente não comercial, como acontece com outras manifestações tauromáquicas, e, ainda que «cada terra com seu uso», é essa diversidade e unidade que a tornam única, razões mais que suficientes para «não andar com o forção para todo o lado» e manter as coisas nos termos da inventariação. Pela parte que nos toca, em Aldeia Velha continuarão os carros de vacas, continuará o Rol e tudo o resto que é ancestral, continuar-se-á a receber bem quem quiser aparecer, mas sem esquecer que é o folguedo dos da terra.
Postas as coisas nos termos anteriores, não devemos esquecer que nestas terras vive gente, que gostaríamos que mais gente se mantivesse e outra regressasse e que todos tivessem uma qualidade de vida adequada aos tempos atuais, preservando as tradições, mas sem aquela ideia que basta o ar puro e a paisagem para se viver feliz.
É por isso que não vejo mal nenhum em ter iniciativas que possam ajudar as pessoas. A capeia é a capeia, o rock é o rock. Uma coisa não tem nada a ver com outra. No entanto, nada impede que a Raia tenha um grande festival de verão para a juventude que seja potenciado pelas nossas tradições. O pão é o pão e o queijo é o queijo, mas nada nos impede de comer pão com queijo e se for pão centeio, malhado ao mangual e moído num moinho recuperado, para não esquecer como se fazia antigamente, acompanhado de um queijinho de cabra, daqueles que nós conhecemos, nem perde o pão nem o queijo.
«Raia e Coriscos», opinião de António Pissarra

A Capeia não é Rock!

Acho interessantes as propostas do artigo de António Pissarra, no sentido de «potenciar economicamente» a Capeia Arraiana.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaTudo o que sejam propostas e ideias, são sempre oportunidade de reflexão, discussão e progresso. Não sendo inimigo do progresso, contudo, vejo algumas delas com algumas reservas! Eu diria mesmo, com muitas reservas! E explico muito resumidamente porquê:
A Capeia não é um produto do portefólio de uma empresa oferecido a um determinado mercado, mas um produto cultural, manifestação, entre outras, de uma alma, de uma sensibilidade excessiva que a paisagem extrema e particular de Riba-Côa produziu num povo.
Peço que leiam aquele artigo de Alexandre S. Martins, no último Cinco Quinas, a propósito dos encerro em Aldeia Velha, que é um bom exemplo desta alma excessiva. Neste texto, de genuíno sabor popular, vê-se, pelo como o autor fala, pensa, sente, age, como ser ribacudano é uma arte. Da alma ribacudana, vemos sem dificuldade neste texto as seguintes qualidades: Sinceridade, bravura, generosidade, orgulho!
O homem ribacudano tem um carácter próprio, um conjunto de qualidades, conservadas e transmitidas pela herança e tradição, de que a Capeia é uma das várias manifestações.
É por intuir nas Capeias este alto sentido transcendental, de manifestação da sua alma, que o povo a ela adere de forma tão espontânea e entusiástica. Não é outro o motivo!
Adivinho o sorriso de quem lida com as coisas da ciência, troçando desta minha fé «ingénua» no espírito e na alma dos povos.
Aqui remeto-os para aquele belo poema de Leal Freire, Prece (aqui), sobre a terra de Riba-Côa, como a «terra mãe», onde a alma do poeta, que é «um balão voador que pelo espaço deambula», depois da sua viagem, quer ser amortalhada. As almas pertencem a uma paisagem, que é o seu pai e sua mãe, como defendia Pascoais. Os poetas, esses seres divinos que pressentem as almas nas sombras, como Leal Freire, sabem-no:
A alma de Leal Freire…
«Começa em Ciudad Rodrigo
Acaba em Vilar Maior
[…]
Levita o ar a Bismula
Desce em Aldeia da Ponte
[…]
Ruelas de Almedilha
Ou esquinas de Valverde
Picos rupestres dos Foios
Cercanias de Arganhã
».

Como dizia Pascoais, «se a montanha é a terra firme que pisamos, a nuvem intangível e aérea não será a água que a fecunda?». A matéria sem o espírito não é nada!
O primeiro período da infância dos povos foi o poético, como o do ciclo da natureza é a Primavera. E digam os sábios o que quiserem, como referia Pascoais também, a poesia é muito mais antiga e muito mais bela que a ciência. Logo muito mais verdadeira.
Se Leal Freire diz que há uma «Alma Ribacudana» própria de uma «Paisagem Ribacudana», quem somos nós para o negarmos?
Oxalá a gente de Riba-Côa e quem está á frente destas iniciativas pensem nisto. Muitas vezes é necessário intercalar o espirito no deve e haver, pôr um poema no lugar das regras de marketing.
A alma é a compensação da matéria. E é precisamente isto que me preocupa: É que tornando a Capeia num mero produto comercial, ponham no lugar do Ser, de que ela é manifestação, o Ter!
Adulterando o que há em nós de genuíno, misturando-o ou copiando-o com o que nos é alheio, entre outras coisas com um festival de Rock, como entre outras coisas, nos é sugerido, destruam o nosso carácter…
Troquem a nossa figura por uma máscara!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Potenciar economicamente a capeia arraiana

Como escrevemos em artigo anterior a classificação da Capeia Arraiana no registo do Património Cultural Imaterial foi um passo importante para a preservação da sua identidade, mas isso não basta. É preciso acrescentar-lhe valor de modo a ser fator positivo contra o despovoamento.




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António Pissarra - Raia e Coriscos - Capeia ArraianaFelizmente que na atualidade existem as redes sociais, a blogosfera, os sites, se democratizou o acesso a meios para recolha da imagem fixa e em movimento… Enfim, qualquer cidadão deixou de ser um mero consumidor para passar a ser também um produtor de informação, aquilo que se convencionou designar por Web 2.0, consubstanciada no conceito de prosumer (produtor/consumidor).
Podemos concluir que, das mais diversas formas, a capeia arraiana tem a sua divulgação assegurada. No entanto, no imenso «matagal» de informação, há, por vezes, dificuldade em selecionar a informação relevante daquela que é inútil ou mera opinião não escrutinada. Não é o caso deste blogue que procura cumprir com os princípios do jornalismo, seja ele expresso em que meio for.
A capeia arraiana «não nasceu ontem». Contudo, o Mundo mudou muito nas últimas três ou quatro décadas e a nossa região não foi excepção. Recordam-se certamente os da minha idade, e um pouco mais velhos, alguns mais novos também, que quase todas as aldeias tinham escola; que as discotecas Poço, Teclado, Upita, da Vila do Touro… estavam sempre cheias, ao fim de semana e principalmente no Verão. Até na Colónia Agrícola vingou um estabelecimento do género. As escolas secundárias do Sabugal e da Guarda e o próprio Instituto Politécnico estavam cheios de jovens que haviam cursado o primeiro ciclo do ensino básico nas respetivas aldeias. Pois é, hoje são cada vez menos. As escolas fecharam (sou contra o modo radical como fizeram a reorganização escolar no concelho, nomeadamente quando há cerca de uma década destacava na primeira página do Nova Guarda a reabertura da escola da Nave por haver mais de 10 crianças), nasceram os lares e são cada mais aqueles que embora sejam do concelho, por cá terem o seu sangue, nasceram um pouco por toda a geografia nacional e noutros países, com destaque para a Europa.
O que mantém a ligação à Raia? Quase todos são unânimes em reconhecer o papel da Capeia Arraiana. Essa marca de identidade que distingue um arraiano de qualquer outro cidadão do Mundo. A capeia não é, portanto, só uma manifestação de cultural regional. É muito mais e pode ser muito mais e, nesse aspeto, gosto de ser pragmático. É que a Raia, as suas gentes, a sua economia, o seu desenvolvimento ou definhamento, não se pode resumir só ao mês de agosto, esse tempo de encontro com a tradição e os amigos que nos enche e reconforta a alma. Quem por aqui vive precisa de ter recursos para viver com dignidade, sem ter que partir.
É certo que todos reconhecemos as implicações económicas que a capeia tem, pelas razões atrás apontadas: na construção civil, no comércio, em geral, e na agricultura e venda de produtos regionais… e tantas outras atividades.
Os tempos são de crise e organizar a capeia não é propriamente barato. Apesar da boa vontade é cada vez mais difícil angariar fundos para pagar as despesas, fundos que, normalmente, saem dos bolsos dos cidadãos de cada localidade (por exemplo em Aldeia Velha cada rapaz solteiro contribui com 80 euros para o Rol). Assim, deixo aqui algumas sugestões, envolvendo uma possível Associação da Capeia, sem fins lucrativos, para ajudar a economia da capeia e não só, fazendo com que os visitantes também dêem algum contributo que não só nos bares.
Uma das ideias passa por criar um passaporte da capeia, com eleição do capeeiro-mor, envolvendo o pagamento de 1 euro por cada carimbo colocado em cada encerro, em cada capeia, em cada garraiada, etc.. O dinheiro seria distribuído em função dos carimbos obtidos por cada evento.
Outra sugestão vem na sequência das referências anteriores sobre a mudança da matriz social, cultural e demográfica e passa por criar um grande festival de verão, que designo por Rock in Raia, o qual poderia ocorrer durante quatro ou cinco dias, envolvendo o Festival do Forcão e algumas capeias, com serviço de autocarros da «aldeia do rock» para as capeias e encerros, juntando, assim, a tradição com a modernidade, trazendo mais gente a animar a economia local e a venda de produtos regionais e de merchandizing relacionado, numa matriz musical de cunho marcadamente ibérico. Vários amigos meus sabem que é uma ideia que me povoa a cabeça há já alguns anos e que, inclusivamente, apresentei na Câmara do Sabugal.
Para já deixo estas reflexões, com a certeza de que pensamento sem ação não passa de mera teoria. Apresentarei futuramente mais algumas sugestões e procurarei ter alguma iniciativa com quem quiser colaborar, com a certeza de que nada se faz sem muito trabalho e amor à causa.

P.S.: Não posso deixar de realçar aqui a organização da Jornadas sobre tauromaquia a decorrer no dia 19 e 20 de outubro. Quando tantas vezes criticamos a falta de iniciativa, devemos recordar que estes eventos e a classificação da capeia como Património Cultural Imaterial, também não aparecem ser trabalho e proatividade.
«Raia e Coriscos», opinião de António Pissarra

Exposição sobre a Capeia Arraiana em Paris

A exposição sobre a Capeia Arraiana organizada pela Associação Raiar, de Aldeia do Bispo, esteve patente ao público no Consulado de Portugal em Paris e mereceu uma reportagem da LusoPressTv.

jcl

Raia – o Algarve do Interior

Já em tempos, então diretor de um jornal, me referi à Raia Sabugalense nos termos que o faço neste título. Fi-lo, e faço-o, com a convicção que assim é relativamente ao potencial turístico que esta região pode ter, principalmente no mês de agosto. Pode argumentar-se que a comparação peca por excesso. Talvez, mas também penso que temos aproveitado por defeito as possibilidades que a Raia, as suas tradições seculares e o seu património humano e natural oferecem para uma realidade socioeconómica que poderia apresentar outro cariz.

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António Pissarra - Raia e Coriscos - Capeia ArraianaHabitualmente me manifesto sobre a injustiça que tem sido feita com o esforço de tantos sabugalenses que tiverem que partir à procura de um futuro melhor, principalmente em terras de França. O seu esforço, os seus sacrifícios, contabilizaram-se em números, nas remessas de dinheiro que enviavam para Portugal. Apesar disso, também por culpa própria, essas verbas serviram principalmente para desenvolver outras regiões. É certo que havia/há muita gente que teve arte para ganhar dinheiro, mas faltou-lhe sabedoria para o investir, nomeadamente no concelho. Investimento que criasse emprego e mais riqueza para todos, impedindo o êxodo que se tem observado nas últimas décadas. Faltou também, talvez, uma estratégia por parte dos responsáveis autárquicos que ajudasse a que as coisas fossem diferentes.
Voltando às comparações com as Terras do Sul, podemos dizer, para os mais pessimistas, que também o Algarve não está cheio o ano inteiro, mas sabemos como um bom verão pode «salvar» o ano inteiro. Salvaguardadas as devidas distâncias, também a Raia pode ter um bom verão que ajude o resto do ano. Quem não gostaria de ver nas diversas aldeias o movimento que se verifica no verão? Também os empresários algarvios desejariam o mesmo. Tal não é possível quando se fala de prestação de serviços e não na produção de produtos transacionáveis.
Apesar de as duas atividades serem distintas, uma e outra podem estar ligadas, nomeadamente, na Raia, no que aos produtos tradicionais se refere, e são estes, aqueles que são diferentes e que constituem uma marca de identidade, que podem ser uma mais-valia para o concelho.
A classificação da Capeia Arraiana como Património Cultural Imaterial, pelo Instituto dos Museus e da Conservação, pode ajudar, mas vale de pouco se não se lhe acrescentar valor. Não se trata de regular, por lhe retirar autenticidade, uma manifestação de cultura popular, que emanou do Povo, é vivida pelo Povo e paga pelo Povo. A Capeia não pode ser vítima da sua notoriedade mais recente e deve ser fiel ao seu passado. No entanto, pode haver algumas iniciativas que potenciem este fenómeno, sem deixar de ser aquilo que sempre foi: uma festa do Povo.
Quando este verão, em Nave de Haver, observei uma banca de uns nossos vizinhos espanhóis a vender miniaturas de forcões a 10 euros, pensei para comigo: «Caramba, generosa é a gente da Raia, todos lá vão buscar e ninguém leva para lá nada!» Será que a culpa é de quem tem iniciativa ou de quem a não tem? Certamente é de quem a não tem. E já é tempo de fazer alguma coisa. Voltaremos ao assunto, apresentando algumas sugestões.
«Raia e Coriscos», opinião de António Pissarra

António Pereira de Andrade Pissarra é natural de Vila Garcia, concelho da Guarda, tem 50 anos, é professor de comunicação social no Instituto Politécnico da Guarda e foi o último director do Jornal Nova Guarda. Casado em Aldeia Velha, concelho do Sabugal, tem dois filhos, e mantém uma forte relação sentimental com as tradições raianas. Estudou na Guarda, leccionou em Évora, onde frequentou o curso de engenharia agrícola (que não concluiu), licenciou-se em Tecnologias da Informação aplicadas à educação, fez o mestrado em comunicação educacional multimédia e frequentou o doutoramento em processos de formação em espaços virtuais na Universidade de Salamanca. Actualmente é presidente e fundador do Guarda Unida Futebol Clube.

O Capeia Arraiana dá as boas-vindas ao jornalista e professor universitário António Pissarra que inicia hoje uma série de crónicas sob a rúbrica «Raia e Coriscos». O nosso bem-haja por ter aceite o convite para integrar e valorizar este painel da opinião raiana.
jcl e plb

A Capeia Arraiana

Capeia Arraiana, tradição única no mundo criada pelos nossos preservada por nós…
A pouco tempo do concelho parar!

Já é habitual nesta altura os rebuliços que se começam a sentir por estas terras da raia, o mês que todos esperam está preste a iniciar e o ponto alto destas «férias» é definitivamente a tradicional Capeia Arraiana que este ano tem um sabor especial pela classificação como património imaterial da humanidade. Como já é hábito tudo começa na Lageosa da raia que tem o principal papel da abertura desta maratona de eventos/capeias em diversas aldeias. Passando durante o restante do mês pela capeia do Soito, Aldeia do Bispo, Nave, Aldeia da Ponte, Ozendo, Alfaiates, Forcalhos, Fóios e por fim Aldeia Velha que encerra este que é o período festivo do conselho.
Contudo importa referir e estabelecer que esta nossa tradição já embutida no nosso sangue raiano partiu á muitos anos pelos «nossos» que como o passar dos tempos se veio a actualizar e apaixonar muitos dos que por esta altura aqui passam e vivem esta adrenalina. São diversos os comentários que se ouvem em cada esquina sobre esta tradição, é já instintivo referenciar qual o touro que bateu melhor, qual a melhor, onde se vê melhor espectáculo, qual o melhor forcão, a garra das pessoas, os sustos que se viveram ali e aqui entre muitos outros dizeres que tornam esta tradição ainda melhor e com o espírito de ser maior e melhor.
Principais razoem para a construção deste wallpaper tipográfico onde podemos encontrar todas as frases, palavras, dizeres, sentimentos, objectos, organizadores, entre muitas outras coisas que estão presentes do mundo da Capeia Arraiana que merece a nossa maior estima. Podemos encontrar nesta pequena imagem uma enchente de tradição, e de passada sendo este o principal propósito que todos a analisem, se identifiquem e partilhem para que esta tradição seja conhecida pelo ser real valor.
E como slogan nada melhor do que Capeia Arraiana, tradição única no mundo criada pelos nossos preservada por nós…
É com agrado que deixo aqui o meu trabalho para que todos o possam apreciar, partilhar e utilizar para comunicar a nossa tradição.
Edgarfernandes|design | facebook.com/EdgarFernandesS | Nave’12

Calendário das Capeias Arraianas – 2012

O mês de Agosto carrega sempre o secreto apelo do regresso às origens para os que estão longe. No concelho do Sabugal faz povoar as aldeias, abrir as persianas, lotar os bancos das igrejas e encher os lugares públicos com um estranho mas familiar linguajar mesclado aqui e ali de expressões e palavras de origem francesa. Mas, para muitos dos sabugalenses é o tempo da mãe de todas as touradas – a capeia arraiana – espectáculo único que andou escondido esotericamente nas praças das nossas aldeias e que, agora, de há uns anos para cá parece ter perdido a vergonha e tudo faz para se dar a conhecer ao mundo. A tradição manda que as touradas com forcão, precedidas de encerro, se iniciem na Lageosa no dia 6 de Agosto e terminem em Aldeia Velha no dia 25. E que se oiça bem alto o grito: «Agarráááio»

DIA FREGUESIA EVENTO
3 e 4 Soito Garraiadas/Largadas
6 Lageosa da Raia Encerro e Capeia Arraiana
6 Ruivós Garraiada Nocturna com forcão
7 Soito Encerro e Capeia Arraiana
8 Rebolosa Encerro e Capeia Arraiana
10 Soito Tourada à portuguesa nocturna
12 Aldeia da Ponte Tourada à portuguesa
13 Aldeia do Bispo Encerro e Capeia Arraiana
13 Seixo do Côa Garraiada
14 Nave Capeia Arraiana
15 Aldeia da Ponte Encerro e Capeia Arraiana
15 Ozendo Encerro e Capeia Arraiana
16 Vale de Espinho Garraiada
16 Vale das Éguas Garraiada nocturna com forcão
17 Alfaiates Encerro e Capeia Arraiana
17 Fóios Capeia Arraiana Nocturna
18 Soito Festival «Ó Forcão Rapazes»
20 Forcalhos Encerro e Capeia Arraiana
21 Fóios Encerro e Capeia Arraiana
25 Aldeia Velha Encerro e Capeia Arraiana
Fonte: Rota das Capeias da Câmara Municipal do Sabugal

«A Capeia Arraiana não é uma tauromaquia qualquer. Como uma espécie de religião em que se acredita, não basta assistir, é preciso participar, ir ao encerro, comer a bucha, beber uns goles da borratcha e voltar com os touros, subir para as calampeiras, ser mordomo, ser crítico tauromáquico, discutir a qualidade dos bitchos da lide ou, simplesmente, ser fotógrafo da corrida que não deixa ninguém indiferente, corre na massa do sangue, provoca um nervoso miudinho, levanta os pêlos do peito, atarracha a garganta e perturba o sono. É um desassossego colectivo que comove.» António Cabanas in «Forcão – Capeia Arraiana».
jcl