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António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Fundão – novo pároco

Em 22 de junho do corrente ano, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, nomeia como Pároco do Fundão, o Padre Helder Lopes, substituindo o Padre Jorge Colaço, que a seu pedido tinha pedido a saída desta paroquia. Hélder Lopes nasce no Colmeal da Torre, concelho de Belmonte, em 27 de junho de 1983 e é ordenado sacerdote em junho de 2008.

O Padre Helder na procissão da festa da Bismula, onde foi pároco

Obituário - © Capeia Arraiana

Faleceu Albino Batista

Morreu hoje, 24 de fevereiro, em Aldeia de Santo António, concelho do Sabugal, Albino Batista, de 97 anos de idade. O funeral realiza-se no dia 26, terça-feira, pelas 16 horas, com missa de corpo presente na Igreja da Misericórdia, no Sabugal.

Albino Batista - Capeia Arraiana

Albino Batista

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Um professor nas minas

O nosso Homem nasceu a 22 de Junho de 1935 na Aldeia da Ponte (Sabugal), filho de pais bismulenses: Manuel Mendes e Luísa Alves Vaz. A mãe era doméstica e o pai guarda-fiscal, colocado no Posto fronteiriço em Aldeia da Ponte, onde nasceram também as irmãs Maria Adelaide, Faustina, Trindade e Inês Alves Mendes. O seu Irmão, Joaquim Alves Mendes, nasceu na Freineda (Almeida), aldeia bem conhecida nacional e internacionalmente, onde se acantonaram as tropas luso-inglesas contra os invasores franceses.

António Mendes foi professor nas Minas da Panasqueira

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Um cidadão de corpo inteiro

Parente e Amigo de longa data, sempre presente desde a minha infância. A Mãe, uma Bismulense, Natividade dos Anjos Valente, apaixonou-se por Domingos Mateus, natural da Redondinha (Cerdeira do Côa), e ali constituíram família.

Bismula na década de 1960 – cortejo de oferendas

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

A casa da minha avó

Todos os seres humanos têm duas avós e dois avôs, maternos e paternos. Pessoalmente só conheci a minha avó paterna, Maria Luísa Fernandes, as outras faleceram antes de eu nascer.

Bismula – concelho do Sabugal

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Bismula – 50º aniversário da igreja paroquial

Ao entrarmos na sacristia da Igreja Paroquial da Bismula (Sabugal), ao lado das fotografias do Bispo da Diocese e do Papa Francisco, lá está uma placa de mármore, com a data de 8 de Setembro de 1966 a informar: «Ao Reverendo Padre Delmar Barreiros a quem se fica devendo esta Igreja. A Bismula agradecida».

A igreja matriz da Bismula

A igreja matriz da Bismula

José Fernandes - Do Côa ao Noémi - © Capeia Arraiana

Brasão, Selo e Bandeira (13)

:: :: BISMULA :: :: – O brasão da Bismula reflete a geografia do local. O carvalho, limitado por dois cursos de água faz transparecer a reprodução de uma localidade situada entre as Ribeiras da Nave e de Alfaiates – A Bismula.

Igreja matriz da Bismula

Igreja matriz da Bismula

Setembro - 2015 - Efemérides - Capeia Arraiana

Efemérides 2015 – 22 de Setembro

:: :: EFEMÉRIDES 2015 :: 22 DE SETEMBRO :: :: O Capeia Arraiana publica diariamente as efemérides mais relevantes de cada data… Hoje destacamos a morte do padre Amadeu Augusto Leal, natural da Bismula, em 2007.

Há 8 anos o Padre Amadeu Leal foi sepultado em Pousade

Há 8 anos o Padre Amadeu Leal foi sepultado em Pousade

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Bismula – festa anual regressou às origens

No tempo da minha infância havia três festividades religiosas na Bismula, salvaguardando a Páscoa, Dia de Todos os Santos e Natal: S. Sebastião, S. Pedro e Nossa Senhora do Rosário.

Procissão da festa da Bismula - dia 15 de Agosto

Procissão da festa da Bismula – dia 15 de Agosto

As quintas do Faleiro

Conta-se que há longo tempo, certamente há mais de um século, o Faleiro era uma terra grada e muito promissora. O tempo áureo há muito que passou e hoje é a aldeia fantasma do concelho do Sabugal, para a qual importa encontrar um destino alternativo ao desmoronamento total daquilo que dela resta.

Quinta do FaleiroEmbora anexa da Bismula, que em si era aldeia imponente, o Faleiro conseguia ter expressão própria. Situado numa ligeira encosta, virado a Poente, era sobretudo um aglomerado de gente que vivia da lavoura.
Os habitantes exploravam as terras férteis, especialmente as veigas das margens da ribeira de Alfaiates, que lhe passa a poucas centenas de metros. Havia gado vacum, ovino e caprino, que conferia bons rendimentos. Do Faleiro também saíram homens para o contrabando. Consta que havia ali cargueiros varudos, de força viva e pé ligeiro, sempre prontos a juntarem-se aos rapazes das terras vizinhas, da Bismula, Escabralhado e Rebolosa, para cruzarem a raia nas noites de breu.
A aldeia terá chegado a possuir dez juntas de vacas de trabalho e meia dúzia de pastorias, sendo por isso terra de potencial.
Enigmaticamente, sem que ninguém encontrasse uma razão forte, o Faleiro viu-se, aos poucos, reduzido de gente. Algumas famílias procuraram as terras vizinhas, onde teriam raízes, e as quintas ficaram reduzidas a meia dúzia de casais, dando lugar a uma terreóla pequena e pobre. Com o correr dos tempos, a situação agravou-se. A juventude foi em busca de longes paragens, seguindo na aventura da emigração, e os velhos foram definhando. As antigas casas de lavoura foram ficando ao abandono, até que todos as deixaram de vez, uns pela morte, outros porque optaram por ir para os lares de idosos, alguns porque se sentiram sós e procuraram companhia nas casas de familiares. O último resistente saiu dali há meia dúzia de anos, largando a também derradeira casa de lavoura da aldeia.
Hoje o Faleiro é uma povoação fantasma, desprovida de gente, colosso de casas velhas ameaçando ruína. As habitações são bons exemplos da antiga arquitectura beirã. Paredes grossas, erigidas com grandes pedras de granito, janelas pequenas, telha de canudo, são as características comuns a todas elas. Algumas apresentam os característicos currais fronteiros, onde se recolhia o carro das vacas e as alfaias da lavoura. No térreo das casas estão as lojas que acolhiam os animais e os celeiros onde se formavam as tulhas com as colheitas. Para acesso ao piso cimeiro há uma escadaria de pedra, que termina no típico balcão ou patim, que era uma espécie de patamar.
Este destino atroz do Faleiro é o possível caminho de outras terras raianas, que também primam pela pequenez. Com o rodar do tempo as casas vão ficando desabitadas, as gentes que teimam em resistir vão envelhecendo e, num ápice, o despovoamento total pode acontecer.
Como fazer reviver o Faleiro? Será impossível que novos colonos ocupem as velhas habitações e recultivem os campos. Mas pode haver lugar a projectos de recuperação da aldeia para fins turísticos. Reconstruir as casas deixando-lhe a traça antiga, instalar comodidades no seu interior, recriar os objectos da lavoura, realojar animais domésticos, recuperar o carro das vacas e demais alfaias da lavoura. Numa palavra, fazer do local um museu vivo ou uma quinta pedagógica, voltado para a recepção de pessoas interessadas em passar um período de sossego, no puro contacto com a Natureza e com vista para os modos de vida de antigamente.
Um projecto isolado para os Casais do Faleiro não será viável, mas um plano integrado de recuperação de casas em várias aldeias para turismo rural, em paralelo com campanhas de promoção das nossas terras enquanto destino turístico no interior do país, poderão dar alguma esperança.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com