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Sócrates inaugura mini-hídrica no Meimão

O primeiro-ministro José Sócrates, acompanhado do ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, António Serrano, inauguram esta quarta-feira, dia 21 de Julho, às 12.00 horas, no sítio do Alísio, a mini-hídrica instalada na descarga do transvase da barragem do Sabugal para o Meimão. Penamacor é um dos cinco concelhos, ao lado do Sabugal, Belmonte, Covilhã e Fundão, que vão beneficiar com o empreendimento.

Barragem Sabugal - Meimão - Penamacor

Seis décadas depois dos primeiros estudos do Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira, é hoje inaugurada a central mini-hídrica do Meimão e consignado o último bloco de rega na Fatela. O investimento de 320 milhões vai beneficiar quase 1700 agricultores, abastecer águas às populações dos cinco concelhos envolvidos e permitir a regularização fluvial, a defesa contra as cheias dos cursos de água e ainda a produção de energia eléctrica.
A terceira e última fase do sistema, que estará concluído e em funcionamento pleno a partir de 2012, é lançada esta quarta-feira, 21 de Julho, com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, na aldeia de Meimão, em Penamacor, um dos cinco concelhos beirões, ao lado de Sabugal, Belmonte, Covilhã e Fundão, beneficiários do empreendimento.
O empreendimento aproveita a transferência de água das cabeceiras do rio Côa (Bacia Hidrográfica do Douro) para a ribeira do Meimão (Bacia Hidrográfica do Tejo) com uma queda de 220 metros.
Em declarações à agência Lusa, António Serrano, comparou o empreendimento da Cova da Beira ao Alqueva em termos de complexidade e demora na sua conclusão durante décadas porque «tal como este, o projecto de Alqueva, onde estivemos também há pouco tempo, a inaugurar a conclusão do aproveitamento do abastecimento público à população, começou em pleno Estado Novo. São projectos de grande dimensão e complexidade», admitiu.
jcl (com Gabinete de Informação da C. M. Penamacor)

Imagem da Semana – Barragem do Sabugal

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Data: Junho de 2010.

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Local: Barragem do Sabugal.

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Legenda: Carpa com 6,2 Kgs. pescada na Barragem do Sabugal por Marcelino Fonseca, presidente do Clube de Caça e Pesca do Sabugal.

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Autoria: Direitos Reservados.

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Energias renováveis – janela de oportunidade?

As energias renováveis podem e devem ser um elemento fundamental de uma estratégia de desenvolvimento do Concelho do Sabugal.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»A instalação de parques eólicos no Concelho vem sendo olhada por muitos como «o poço de petróleo» de onde pingam os euros (muitos) das rendas que as empresas concessionárias pagam. Outros, exercendo legitimamente os seus direitos cívicos, vêm levantando objecções que se prendem, sobretudo, com os impactos ambientais que as torres eólicas representam, situação bem evidenciada com o que se vem passando em Sortelha.
Estando perfeitamente clara a minha posição sobre o assunto queria hoje chamar a atenção para a importância que as energias renováveis podem e devem desempenhar no desenvolvimento do Concelho.
E começo por dizer que o Sabugal possui todas as condições para criar um sector industrial em torno das energias renováveis.
E vamos às razões. O Concelho possui as seguintes características que o posicionam como o mais indicado da Beira Interior para que tal aconteça:
– Possui um aproveitamento hidroeléctrico – a Barragem do Sabugal;
– É um médio produtor de energia eléctrica fotovoltaica;
– Possui um conjunto de empresas no sector das energias renováveis, com destaque natural para a ENAT, hoje uma empresa que desenvolve a sua actividade em todo o País;
– Adquiriu o conhecimento técnico de instalação e exploração de sistemas eólicos;
– Possui um potencial elevado em produção de energia a partir da biomassa florestal;
– O seu mercado natural abrange toda a Beira Interior, mas também Espanha.
As vantagens competitivas que acabo de enumerar, reforçam a minha convicção de que este seria um sector essencial para o nosso desenvolvimento.
O que falta para o tornar realidade? Antes do mais a vontade política das Administrações Local e Regional para a criação das condições materiais e imateriais que tornem viável o aparecimento e a fixação no Concelho de mais e melhores empresas do sector.
Os euros que estão a chegar não nos devem satisfazer por muitos que sejam.
Hoje vêm, amanhã vão, pois as rendas não vão durar para sempre, basta que se mudem as leis, e nessa altura ninguém vai ter força para deitar abaixo as torres…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

Barragem do Sabugal está completamente cheia (2)

GALERIA DE IMAGENS – 13-2-2010
Fotos Celino Augusto – Clique nas imagens para ampliar

Barragem do Sabugal está completamente cheia (1)

Com as chuvas intensas dos últimos dias a água da barragem do Sabugal subiu até à cota máxima e está a sair pela descarga de superfície, facto que poderá motivar o regresso das cheias ao rio Côa.

O nível da água atingiu pela primeira vez o limite máximo e sai em grande quantidade pela descarga de emergência. A ponte de Malcata tema água prestes a roçar o tabuleiro e nas imediações da barragem, nomeadamente na Colónia, há campos agrícolas alagados, o que significa que a área abrangida pelas expropriações não tiveram em conta esta cota máxima da barragem.
A construção da barragem era a garantia de que passaria a ser possível normalizar o leito do rio Côa, muito sujeito a enchentes que alagavam os campos e destruíam pontes e pontões. Porém terá havido um manifesto descuido, que fez com que a água atingisse rapidamente a cota máxima, podendo agora provocar novas enchentes se entretanto a precipitação não abrandar.
A chuva e o vento que assolaram ontem todo o país, também provocou quedas de árvores no concelho do Sabugal, para além provocar o alagamento de caminhos agrícolas e de campos de cultivo.
plb

Aviões contra incêndios na Barragem do Sabugal

Os aviões de combate a incêndios atestam os depósitos de água na barragem do Sabugal num vai-vem contínuo entre a zona do sinistro e a albufeira…

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Aprovado o Parque de Campismo do Sabugal

O projecto para a construção do Parque de Campismo e Lazer do Sabugal foi aprovado na última Assembleia Municipal. O Capeia Arraiana visitou os 7,2 hectares de carvalheira destinados ao projecto na companhia de Manuel Rito, presidente da Câmara Municipal do Sabugal.

Parque Campismo Sabugal - clique para ampliar

GPS: Latitude – 40°20’36.97″N – Longitude – 7° 5’42.31″W

(Clique nas imagens para ampliar.)

Na reunião ordinária de 30 de Abril de 2009 o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, agendou uma reunião para o dia 8 de Maio com os representantes da parceria público-privada para a construção do parque de campismo.
A Comissão de Análise, da Sabugal+, depois de analisadas as propostas dos concorrentes escolheu o consórcio constituído pelas empresas Imoestrela-Sociedade de Investimentos da Serra da Estrela, Arser-Areias da Serra da Estrela, Equipav-Gestão de Equipamentos e Manuel Rodrigues Gouveia, SA. As conclusões foram apresentados para votação e aprovados, por maioria, na Assembleia Municipal de 26 de Junho.
Na sequência da aprovação fiicou, também, decidido que seria constituída uma empresa para gerir a construção e a exploração ficando a Sabugal+ com 49 por cento e o consórcio com os restantes 51 por cento do capital. O investimento de 9 milhões e cem mil euros será pago ao consórcio pela autarquia sabugalense, durante um período de 25 anos, e no final passará a pertencer na totalidade ao Município.
Junto à Robinil, à loja de materiais de construção da firma Ricardo&Ricardos e ao lindo chalet de António Fernandes (com a particularidade de ter um girocóptero na garagem) tem início uma verdejante estrada secundária com vista privilegiada para o Rio Côa e para o Castelo do Sabugal. É conhecida como a estrada da Senhora da Graça pois dá acesso ao parque de merendas e ao santuário da igreja das cinco paredes projectada pelo Padre Souta. Após a construção da barragem do Sabugal serve, também, para acesso ao passadiço que fica por cima do grande paredão que sustém as águas da albufeira.
No início de uma ligeira inclinação da estrada a última casa antes dos terrenos do parque de campismo pertence à Junta de Freguesia de Aldeia de Santo António e tem servido para local de votação e de convívio. É nesta zona privilegiada do concelho do Sabugal com vista para a Serra da Malcata e onde o rio Côa, corre agora, regulado pelas «comportas humanas», que vai ser construído o futuro Parque de Campismo e Lazer do Sabugal.
«Durante o mandato do presidente Morgado houve a possibilidade de adquirir este terreno e não hesitámos», lembra com orgulho Manuel Rito, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, enquanto saltávamos pela parede de pedra ao lado da portaleira enferrujada.
«São 7,2 hectares com carvalheira que vão desde a estrada até lá abaixo ao rio Côa. A sombra é muito importante num parque de campismo mas possivelmente temos que cortar algumas árvores para melhorar o espaço para os campistas. Enquadrados nesta magnífica paisagem estamos perto de tudo. Do Sabugal, do rio Côa, da barragem, da Malcata, da… tranquila qualidade raiana», diz-nos Manuel Rito no meio de uma majestosa carvalheira.
– Um parque de campismo não é só árvores e sombra. Que tipo de equipamentos estão previstos?
– O projecto prevê uma capacidade para 600 campistas, a construção de 16 bungalows (casas para ocupação temporária), bar, restaurante, piscina, campo de jogos e uma rede de trilhos pedonais e para BTT. Faltava ao concelho do Sabugal um parque de campismo com qualidade e de referência para evitar que os turistas nos visitem só de passagem. A Turismo Serra da Estrela considera o parque de campismo do Sabugal como um dos projectos de primeira categoria a incluir no Plano Estratégico Serra da Estrela 2009-2013 e aproveito para divulgar, com grande satisfação, que neste plano foi também incluído o complexo do Parque Termal do Cró.
Parque de Campismo e Lazer do Sabugal. Um equipamento que deverá ser concebido com directrizes idênticas às dos parques naturais ou ecológicos, dentro do conceito de sustentabilidade ambiental, que faz falta ao turismo do concelho e ao aproveitamento das potencialidades da albufeira da Barragem do Sabugal.
jcl

Mulher suicida-se na barragem do Sabugal

Uma mulher natural e residente no Sabugal, de 66 anos, suicidou-se ontem, conduzindo o carro em que seguia para o leito da barragem do Sabugal, o que lhe provocou a morte por afogamento, mau grado as imediatas tentativas de uma testemunha para a salvar.

Barragem do SabugalA vítima, que era residente no Bairro da Ponte, no Sabugal, já tinha um historial com outros episódios de tentativas de suicídio. Ontem porém a mulher, visivelmente perturbada, dirigiu-se à barragem do Sabugal, que dista apenas dois quilómetros de sua casa. Um vizinho ainda a seguiu à distância, sem contudo saber quais as suas intenções.
Dois homens que estavam no local viram-na chegar e sair do carro e olhar para a água, mas de repente voltou a entrar na viatura, e fê-la seguir em aceleramento por um caminho que conduzia ao leito da barragem, onde mergulhou o carro.
O vizinho, que entretanto se aproximara, entrou ainda dentro da água tentando por três vezes abrir a porta da viatura, esforço que porém foi infrutífero, acabando a mulher por morrer afogada.
Os Bombeiros do Sabugal, logo que avisados, dirigiram-se ao local, não chegando porém a tempo de evitar o afogamento. A GNR do Sabugal também se dirigiu ao local a fim de tomar conta da ocorrência.
plb

Prazo para legalização de poços foi alargado

O prazo para a legalização de poços, furos, barragens, fossas, represas e outros recursos hidrícos foi alargado até 31 de Maio de 2010. O Ministério do Ambiente justifica alargamento com desconhecimento da lei por grande parte dos portugueses.

Burro tira água do poçoO prazo para registo de poços, furos e charcas foi alargado para 31 de Maio de 2010, isto é mais um ano do que o inicialmente previsto no Decreto-Lei n.º 226-A/2007.
Quem não regularizasse a situação até essa data incorria numa multa que varia entre 25 e 70 mil euros. Esta decisão surge depois de o Governo reconhecer que o atraso na criação das Administrações de Região Hidrográfica – responsáveis pelo processo de legalização – impediu que a nova obrigação legal fosse amplamente divulgada. Todos os que possuem furos, independentemente da data em que os abriram, têm de os declarar.
«A profunda reestruturação da gestão dos recursos hídricos em curso, nomeadamente o facto das Administrações de Região Hidrográfica apenas terem entrado em funções em Outubro de 2008, não permitiu desenvolver, em devido tempo, uma desejável campanha alargada de divulgação do prazo para cumprimento desta obrigação ou estabelecer uma rede de locais, mais próximos dos cidadãos, que permita atingir os objectivos», adiantou o gabinete do ministro.
De acordo com a nova lei, qualquer utilização dos recursos hídricos deve requerer previamente um título, sob a forma de autorização, licença ou concessão. Abertura de furos e poços para captação de água, aterros e escavações, extracção de areias, esgotos, recarga de praias, instalações de aquicultura, competições desportivas e navegação, sementeira, plantação e corte de árvores e arbustos, são algumas das utilizações sujeitas ao licenciamento que o Governo considera «fundamental para garantir uma gestão eficiente e sustentável dos recursos hídricos».
O pedido de regularização não tem custos directos, mas implica a entrega de vários documentos (identificação do utilizador, tipo e caracterização da utilização, identificação do local com indicação das coordenadas geográficas).
De acordo com o Decreto-Lei nº 226A/2007, de 31 de Maio, todos os proprietários e arrendatários de utilizações dos recursos hídricos, que à data da entrada deste decreto-lei não disponham de título que permita essa utilização, têm que pedir as devidas autorizações/licenças/concessões de utilização, junto das autoridades competentes. Para o caso de poços ou furos, executados antes da entrada em vigor da referida legislação, o Artigo 89.º do mesmo diploma previa a sua regularização no prazo de 2 anos, isto é, até dia 31 de Maio de 2009.
O pedido de autorizações/licenças/concessões é obrigatório para todos os proprietários de terrenos em que haja qualquer tipo de utilização dos recursos hídricos, existentes e que não esteja legalizada, sejam elas poços, noras, furos, minas, charcas, barragens e ou açudes, quer se destine para consumo humano, rega ou actividade industrial.
jcl

Obras na Rede de Rega do Sabugal

O Ministério da Agricultura arrancou com as obras da Rede de Rega do Sabugal no rio Côa. A intervenção, integrada no Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira, beneficia terrenos situados nas freguesias do Sabugal e das Quintas de São Bartolomeu.

Regadio da Cova da BeiraOs terrenos beneficiados com esta intervenção do Ministério da Agricultura, que chega com três anos de atraso em relação ao previsto, situam-se nas freguesias do Sabugal, ao longo do rio Côa até à ponte nova do Sabugal, e nas Quintas de São Bartolomeu, nas zonas da Ínsua, Travessas e Paiã.
Um Grupo de Trabalho da Cova da Beira, criado no longínquo ano de 1966, defendeu a construção de uma rede de rega abastecida a partir da albufeira com o objectivo de beneficiar cerca de 300 pequenos agricultores do concelho do Sabugal.
No entanto as intervenções no sistema de rega são vistas de forma contraditória por dois representantes associativos sabugalenses.
Em declarações ao Jornal de Notícias, Manuel Rasteiro, da direcção da Cooperativa Agrícola do Sabugal, defende o «bombeamento da água da barragem para onde ela é escassa, como por exemplo, para as pastagens da colónia agrícola de Martim Rei, do Soito ou de Quadrazais» acrescentando ainda que «com a agricultura de rastos, o que temos hoje são pequenas propriedades, uns quintais, porque quem produz em quantidade não consegue vender».
Com um discurso contrário apresenta-se José Freire, presidente da AcriSabugal (Associação de Criadores de Ruminantes), considerando que «muitas vezes não se sabe aquilo que está à disposição porque os regadios são sempre rentabilizados, em qualquer lado, mesmo que demore muitos anos e este é por gravidade e os benefícios podem ser ainda maiores».
O projecto de regadio, elaborado pela Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento (DGADR), está orçamentado em cerca de 1,8 milhões de euros e é financiado pelo Quadro Comunitário de Apoio (QCA III) através do programa AGRO.
jcl

A objectiva de… Pedro Afonso (30-11-2008)

Fotografar passeriformes exige um estudo aprofundado da espécie e acima de tudo muita paciência…

O Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) é um pequeno passeriforme da família Turdidae, bem conhecido pela mancha alaranjada que lhe ornamenta o peito. É uma das aves portuguesas que mais alegra os dias de Inverno, com o seu canto melodioso e persistente. É porventura uma das aves mais fáceis de identificar. Geralmente observa-se saltitando pelo chão, ou poisado nos ramos baixos de uma árvore, adoptando sempre uma postura muito vertical.
Para fotografar esta pequena ave ou outro tipo de passeriformes são necessários dois ingredientes; um prévio estudo permite não só criar poisos para alcançar um bom resultado final, como também evita ficarmos com o cartão de memória vazio após uma sessão de trabalhos.
Por fim, o verdadeiro teste está na paciência do fotógrafo. Implica por vezes ficar algumas horas à espera do nosso motivo.

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

A Objectiva de… Pedro Afonso (2-11-2008)

Uma paisagem pode mudar drasticamente o impacto visual em questões de segundos.

Tão importante como «construir» uma fotografia, as condições atmosféricas assumem um papel dominante no resultado final da imagem.
Nem sempre um dia de sol radiante beneficia ou produz os melhores contrastes, tonalidades, cores. Entretanto, há que saber tirar partido do de condições atmosféricas adversas (entenda-se: frio, nevoeiro, nuvens carregadas e até mesmo chuva).
São estes dias que prometem e garantem maiores possibilidades de captarmos o cenário num contexto mais dramático. Procure, dias completamente nublados e fotografe nas chamadas horas mágicas onde a luz joga a nosso favor favorecendo as dimensões, texturas, padrões e tonalidades.
A barragem do Sabugal é um dos hot-spots privilegiados. Excelente para explorar primeiros planos com longas exposições.

(Clique nas imagens para ampliar.)

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

Projecto turístico médico-social na Malcata

Como já havia afirmado a Albufeira do Sabugal no rio Côa constitui uma importante janela de oportunidade no desenvolvimento do Concelho. No entanto, nem sempre é bom «molhar o pão no molho do coelho que o pai há-de matar para o ano que vem»…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Este blogue trouxe ao conhecimento público o resultado das reuniões da Câmara e Assembleia Municipais onde foi apresentado o projecto em epígrafe, o qual resultava de um Protocolo assinado entre o Município e o Grupo Existence, SA.
Do que venho escrevendo na minha rúbrica «Sabugal Melhor» resulta claro o meu total apoio a um projecto como o agora apresentado, que, a concretizar-se, seria uma alavanca fundamental para o desenvolvimento sustentável do Concelho.
No entanto, a verdade com que escrevo estas crónicas obriga-me a levantar algumas questões que, a não serem acauteladas poderão inviabilizar a concretização deste investimento.
1.ª Questão: Quem são os investidores com que foi estabelecido o Protocolo?
Estas iniciativas surgem no princípio deste ano, quando em finais de Fevereiro o grupo Existence, SA assina Protocolo idêntico com a Câmara Municipal de Abrantes, não havendo, no entanto, mais qualquer informação sobre este assunto, nem nos órgãos de informação nacionais e regionais, nem no próprio site da Câmara de Abrantes:
Curiosamente buscando na Internet referências a este Grupo, as mesmas limitam-se ao protocolo assinado e a declarações do seu Presidente António G. Reis, aquando da constituição em Junho de 2008, por uma Sociedade denominada Fundox SGFII, SA de dois fundos de investimento imobiliário fechados, denominados «Atlântida» e «Lusitânia», com capitais iniciais de 5 e 8 milhões de euros, respectivamente, e tendo como finalidade à constituição de uma carteira de residências assistidas/medicalizadas e de cuidados continuados.
Embora não dito, retira-se, desse momento que a Existence, SA terá ligações com aqueles Fundos, percebendo-se igualmente que o Grupo tem parcerias com entidades bancárias não identificadas e com o Grupo Hospital de Trofa. Não consegui encontrar quais os investimentos, se é que há alguns, que este Grupo tenha realizado.
Acredito que a Câmara Municipal esteja de posse de outras informações que lhe permitiram estabelecer sem reservas este Protocolo e anunciar o mesmo como não havendo dúvidas sobre a capacidade de investimento da Existence, SA.
Pessoalmente, ainda não cortei o pão…
2.ª Questão: Como se resolvem as questões do ordenamento do território?
Do conteúdo das notícias publicadas, retiro que este empreendimento se localizará em terrenos classificados no Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal como Espaço de Recreio e Lazer e como Área de Protecção Complementar.
Vejamos então o que diz o Plano de Ordenamento:
Espaço de Recreio e Lazer da Albufeira do Sabugal, localiza-se entre o aglomerado urbano da Malcata e o plano de água, onde poderão vir a ser instalados um estabelecimento hoteleiro e um aldeamento turístico os quais, na sua totalidade, não poderão ultrapassar as 300 camas, divididas pelos dois empreendimentos.
Espaço de Protecção Complementar, localiza-se na envolvente do perímetro urbano da Malcata, servindo de transição entre a área urbana – Malcata e área rural, regendo-se a edificação deste espaço pelo disposto no plano municipal de ordenamento – PDM do Sabugal, o qual na sua elaboração, alteração ou revisão deve atender a que é um objectivo prioritário a requalificação e consolidação do tecido urbano nomeadamente ao nível das funções, equipamentos, infra-estruturas e integração paisagística.
A questão que se coloca é como se compatibilizam estas normas com o investimento que se pretende concretizar.
Algumas informações que fui recolhendo levam-me a pensar que o investimento de Abrantes previsto ainda para este ano vai ser adiado, se se concretizar, para quando forem alteradas as questões de incompatibilidade entre o proposto e a classificação do território (parte rural, em Reserva Ecológica e em Reserva Agrícola).
E como vai ser no Sabugal, onde decorre o processo de revisão do PDM, sem data prevista para a sua conclusão e publicação em DR?
Vai-se avançar com a elaboração de um Plano de Pormenor? Vai-se propor uma alteração em regime simplificado do PDM (se possível)? Vai-se propor a suspensão parcial do PDM para a Malcata? E a compatibilidade com a Reserva Natural da Serra da Malcata está garantida?
Estas algumas das questões a que em termos de ordenamento do território deve ser dada resposta, antes de começarmos a molhar o pão…
3.ª Questão: Existe capacidade financeira para concretizar este investimento?
Esta questão prende-se com os valores em jogo – 45 milhões para o Sabugal, 60 milhões para Abrantes.
Tendo em atenção que os Fundos Imobiliários craidos só possuem um capital de 13 milhões de euros, como vai ser financiado este investimento? À Autarquia foram apresentadas as garantias necessárias para se perceber a solidez financeira do Projecto, questão ainda mais actual face ao tufão financeiro que vai por este mundo fora?
Como afirmei, este é um investimento demasiado importante para o Concelho do Sabugal para que sobre ele existam dúvidas.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Franceses investem 45 milhões de euros no Sabugal

Grande DestaqueAs novidades sucedem-se em catadupa no concelho do Sabugal. O presidente do município, Manuel Rito Alves, divulgou esta tarde na reunião do executivo camarário o «Projecto de Desenvolvimento Médico-Social & Habitacional» do grupo francês «Existence, SA». O empreendimento, integrado no Plano de Planeamento da Barragem do Sabugal, na freguesia da Malcata, prevê o investimento de 45 milhões de euros, a criação de cerca de 300 postos de trabalho e vai ocupar uma área de 360 mil metros quadrados.

Existence, SAO presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, deu a conhecer aos restantes vereadores do executivo camarário esta sexta-feira, 26 de Setembro, o acordo com a multinacional francesa «Existence, SA», para um mega investimento privado de 45 milhões de euros na envolvente da Barragem do Sabugal.
O projecto prevê a criação de um complexo médico-social vocacionado para alojar adultos seniores em residências assistidas numa área de 36 hectares.
A concretização deste projecto de desenvolvimento turístico designado por «Ofélia Club» só é possível com o apoio da autarquia sabugalense que comparticipa com a venda do terreno a um preço simbólico com isenção de taxas.
O investimento será composto por edifícios satélites de uma unidade central ondem ficam instalados os serviços especializados de Alzheimer, Parkinson, Geriatria, Psiquiatria, Cuidados Continuados e núcleo central com clínica.

TIPO EDIFÍCIOS QUARTOS CAMAS
Alzheimer 2 120 240
Parkinson 1 60 120
Geriatria 2 120 240
Psiquiatria 1 60 120
Cuidados continuados 1 60 120
Núcleo central / Clínica 1 60 120
 Total 8 480 720

 

O projecto prevê, também, uma colónia para jovens deficientes mentais.

EQUIPAMENTOS NÚMERO CAPACIDADE
Salas de Aula 4 60
Refeitório 1 60
Dormitórios 12 60
Quartos acompanhantes 6 12

 

Entre os equipamento sociais estão incluídos um jardim de infância e equipamentos desportivos e de laser:

EQUIPAMENTOS NÚMERO CAPACIDADE
Berçário 5 60

 

EQUIPAMENTOS NÚMERO CAPACIDADE
Percurso de saúde 1 x
Piscinas 2 900
Parque infantil 1 x
Total 4 x

 

As habitações a construir são destinadas a activos independentes da terceira idade, podendo beneficiar de todos os serviços destacados na residência medicalizada:

T0 T1 T2 TOTAL
20 40 30 90

 

Apresentamos de seguida um dos quadros mais importantes. A criação de postos de trabalhos fixos tem a seguinte previsão:

CLASSIFICAÇÃO NÚMERO HORÁRIOS
Médico de Medicina Geral 7 3 x 8
Psicologia / Psiquiatria 5 2 x 8
Fisioterapeuta 6 2 x 8
Ginástica e Actividades Físicas 16 2 x 8
Actividades Gerais 15 8
Animações 10 8
Enfermeiros/as 18 3 x 8
Auxiliares de enfermagem 26 3 x 8
Auxiliares de limpeza 34 2 x 8
Administração 3 8
Secretariado / Contabilidade 4 8
Recepção / Controlo / Segurança 8 3 x 8
Cozinheiros 3 2 x 8
Ajudantes de cozinha 6 8
Serviços de quartos e salas 34 2 x 8
Manutenção 6 8
Total 201

 

O quadro seguinte especifica os profissionais intervenientes e os consultores necessários para apoiar e colaborar com os profissionais anteriormente descriminados.

CLASSIFICAÇÃO NÚMERO HORÁRIOS
Reumatologista 2 2 x 8
Ortopedista 3 8
Estomatologista 1 8
Dietista / Nutricionista 2 8
Oftalmologista 2 8
Dermatologista 2 8
Cardiologista 2 8
Gerontologista 6 2 x 8
Ortofonista 12 8
Dentista / Ortodentista 3 8
Farmacêutico 2 2 x 8
Manicure / Pedicure 2 8
Maquilhagem 2 8
Cabeleireiro 2 8
Total 43

 

O quadro final faz o resumo dos equipamentos, unidades, camas, postos de trabalho, intervenientes e área de construção dos edifícios de apoio.

EQUIPAMENTOS UNIDADES CAMAS EMPREGOS INTERV. ÁREA/CONST.
Multiserviços 8 720 201 43 28.800
Casas 3.ª Idade 90 240 8 7.100
Colónia / Deficientes 1 68 12 6 3.000
Jardim de Infância 1 60 6 4.200
Desporto / Lazer 4 3 4 1.400
Total 104 1088 230 53 44.500 m2

 

Com um investimento previsto de 45 milhões de euros e a criação de cerca de 300 postos de trabalho directos a aposta da Câmara Municipal do Sabugal na parceria a companhia «Existence, SA» é um investimento privado de grandes dimensões pouco habitual na Beira Interior que deverá estar concluído no prazo de dois anos.

É uma boa, muito boa, notícia. Desejamos que este mega-interesse francês se concretize e tenha um efeito multiplicar de fixação de activos válidos e qualificados e impulsionador de valores económicos e sociais para o concelho do Sabugal.
jcl

Finalmente! Aprovado Ordenamento da Albufeira!

FINALMENTE! Foi, finalmente, publicada a autorização que irá permitir concretizar muitos projectos que estavam parados e dar o grande impulso no desenvolvimento turístico do concelho do Sabugal. O Conselho de Ministros reunido no dia 11 de Setembro aprovou o diploma do Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal.

Barragem do SabugalUma resolução do Conselho de Ministros reunido na quinta-feira, 11 de Setembro de 2008, aprovou o Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal que aguardava a aprovação final desde meados de 2006.
Vamos aproveitar o resumo não técnico do INAG-Instituto da Água do Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal proposto a discussão pública para clarificar em que consiste a autorização governativa.
«A Albufeira do Sabugal situa-se na Bacia Hidrográfica do Douro e abrange uma área aproximada de 13 000 ha, com uma profundidade máxima de 56,5m, na zona junto ao paredão da albufeira. O território abrangido pelo Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal, caracterizado por uma grande riqueza paisagística, abrange um troço do rio Côa, estando parcialmente inserido na Reserva Natural da Serra da Malcata.
Após a inauguração da barragem, em 2001, as actividades da Albufeira do Sabugal são o abastecimento, produção de energia eléctrica e a rega, com recurso ao sistema hidráulico Sabugal-Meimoa. As águas captadas são transferidas através de um túnel de interligação para a Albufeira da Meimoa, localizada na bacia hidrográfica do Tejo, com aproveitamento da queda disponível para a produção de energia eléctrica. O túnel de interligação permite a transferência de um volume de 70 hm3/ano desta albufeira para a da Meimoa, o que permite uma gestão conjunta das reservas da água das duas albufeiras.
O Projecto de Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira prevê ainda que a Albufeira do Sabugal integre o sistema multimunicipal de abastecimento de água, fornecendo água aos concelhos do Sabugal, Almeida, Pinhel, Penamacor, Fundão, Covilhã e Belmonte.
A estratégia e desenvolvimento da albufeira e zona de protecção passa pelo aproveitamento dos recursos naturais existentes e das potencialidade recreativas, perspectivando-se o desenvolvimento do turismo pela proximidade da Reserva Natural da Serra da Malcata e do Turismo em Espaço Rural, assim como realização de actividades de Conservação da Natureza, Educação Ambiental e percursos de interpretação da natureza, entre outros.»

Foi, finalmente, dada luz verde para o grande impulsionamento do turismo no concelho do Sabugal.
Vejamos, por exemplo, as características do espaço de recreio e lazer da albufeira do Sabugal:
– Localiza-se entre o aglomerado urbano da Malcata e o plano de água, ocupa cerca de 30 hectares e tem potencialidade para a instalação de empreendimentos turísticos e de equipamentos de recreio e lazer;
– Potenciando o turismo estão previstas licenças para um estabelecimento hoteleiro, um aldeamento turístico, um centro náutico, uma zona de instalação de pontão flutuante ou embarcadouro, um zona de recreio balnear, uma piscina flutuante, um parque de estacionamento, um parque de merendas e um restaurante;
– Zonas próprias para a prática da pesca desportiva com infraestruturas específicas e melhoramento das acessibilidades. A prática da pesca desportiva será permitida ao longo de praticamente toda a extensão das margens da albufeira;
– A proximidade da albufeira ao núcleo urbano da Malcata poderá representar um pólo de atracção e constituir um núcleo de desenvolvimento de diversas actividades, apresentando potencialidades para a localização de diversos equipamentos e infraestruturas de recreioe lazer complementares a este Plano.
Todavia, a Malcata é uma aldeia bastante descaracterizada, necessitando de uma urgente reformulação estrutural.
A revisão do Plano Director Municipal deverá contemplar a requalificação da zona tanto a nível ambiental como urbano, nomeadamente a nível de re-ordenamento do território, e dos factores de qualidade do ambiente, solos e águas superficiais.
Recuperação e a readaptação de património arquitectónico tradicional adoptando os valores essenciais da arquitectura tradicional da região para turismo em espaço rural, a construção de um Hotel Rural no Espaço de Protecção Parcial e a criação de um Espaço de Recreio e Lazer da Albufeira do Sabugal. Pretende-se, assim, a criação de um pólo turístico de qualidade, entre a Vila da Malcata e o plano de água, com possível implantação de um estabelecimento hoteleiro e um aldeamento turístico.
É necessário e fundamental aumentar a oferta turística de qualidade que permita apoiar e proporcionar a estadia dos visitantes, contribuindo positivamente para o desenvolvimento económico do concelho, designadamente pela criação de novos empregos.

O INAG – Instituto da Água, I.P., é um instituto público integrado na administração indirecta do Estado que tem por missão propor, acompanhar e assegurar a execução da política nacional no domínio dos recursos hídricos de forma a assegurar a sua gestão sustentável, bem como garantir a efectiva aplicação da Lei da Água.

Sobre a resolução do Conselho de Ministros que aprovou o Ordenamento da Albufeira do Sabugal só temos uma palavra: Finalmente!
jcl

Equipamentos sociais nas freguesias do Sabugal (7)

Malcata – A freguesia aparece sempre associada à sua Reserva Natural. Mas Malcata tem vida para além do orçamento, perdão… para além do lince. Do lince convertido em deus que muito poucos viram mas que todos adoram mesmo que fale espanhol ou tenha sotaque algarvio.

Malcata

O Capeia Arraiana tem vindo a percorrer o concelho do Sabugal sob a forma de reportagem analisando e dando a conhecer os investimentos e as intervenções que foram feitos desde 2001 nas freguesias sabugalenses. Malcata é o sétimo capítulo do roteiro intitulado «Equipamentos Sociais nas Freguesias do Sabugal».
O viajante que sair do Sabugal em direcção a Santo Estêvão pela estrada nacional 233 encontra um cruzamento à esquerda com a indicação «Malcata» e «Reserva Natural da Serra da Malcata». É a porta de entrada para uma paisagem que se transforma com efeitos únicos. Até o piso da estrada faz a diferença porque, agora, para chegar à freguesia deslizamos por um excelente tapete de alcatrão.
A barragem do Sabugal veio acrescentar beleza à beleza natural daquela região protegida. É agradável aos sentidos avistar ao longe para lá do pontão e do espelho de água o casario típico de uma aldeia raiana. Aconselhamos vivamente um passeio pela qualidade natural dos cerca de 22 quilómetros quadrados da freguesia.
Na área do Apoio Social foi recuperada a antiga escola primária bem lá no alto da freguesia. Remodelada e equipada com cozinha e salão de festas é agora utilizada pela associação cultural e desportiva local para festejos e convívios. Por debaixo do telheiro uma relíquia de um passado recente: um carro de vacas equipado com as sebes que protegiam o carrego.
No centro da freguesia as instalações da nova escola primária são vizinhas da sede da Junta de Freguesia. Com instalações bem cuidadas, moderno equipamento informático e mobiliário de qualidade tem disponível uma sala para as consultas que periodicamente os médicos ali dão às populações.
A recuperação e melhoramento destes equipamentos sociais, onde se inclui um forno comunitário com uma localização privilegiada no largo central, foram executados pela Junta de Freguesia da Malcata por delegação de competências, atribuição de verbas e comparticipação dos valores em falta pela Câmara Municipal do Sabugal.
Gostámos muito de ver o trabalho de recuperação do chafariz e respectivos pios de apoio junto ao campanário por parte da Junta local.
Inicie no largo central da Malcata uma visita pela paisagem única da Reserva Natural e refresque-se nas águas raianas da barragem do Sabugal que regista neste mês de Junho de 2008 a cota 790, sinónimo de limite máximo em pleno armazenamento das águas da albufeira.
Com ou sem lince… o futuro passa, obrigatoriamente, pelo aproveitamento para lazer e desportos náuticos das águas da barragem apoiados por um parque de campismo.

Malcata preenche todos os requisitos para integrar, em conjunto com Sortelha, Termas do Cró, Vilar Maior e Nascente do Côa, um circuito pentagonal de cinco pontos de turismo de muita qualidade no concelho do Sabugal.
jcl

Túnel da barragem do Sabugal está pronto

A ligação de transvaze entre as barragens do Sabugal e da Meimoa está concluída, podendo o plano de irrigação da Cova da Beira avançar a todo o vapor.

Barragem do SabugalNão tendo a barragem da Meimoa capacidade para abastecer toda a área de regadio a que está afecta, projectou-se um transvaze a efectuar a partir da barragem da Senhora da Graça, no Sabugal, transferindo assim água da bacia do Douro para a bacia do Tejo. Isso está agora plenamente garantido, após conclusão das obras de construção do túnel, que tem cerca de quatro quilómetros de extensão e três metros de diâmetro, com desnível, seguido de uma conduta forçada em aço com 500 metros de cumprimento.
Numa fase seguinte o circuito hidráulico, com um desnível de 220 metros, será aproveitado para a produção de energia eléctrica.
A finalização do túnel permitirá a irrigação dos terrenos do vale da ribeira da Meimoa e ainda uma boa parte dos terrenos do vale do Zêzere, na confluência das serras da Estrela e da Gardunha, numa área total que ultrapassa os 14 mil hectares. Está prevista a instalação de uma rede de cerca de 800 quilómetros de canais de rega, grande parte já instalada, para além de 200 quilómetros de caminhos.
O projecto de transvaze de água da barragem do Sabugal integra-se num amplo projecto de aproveitamento dos recursos hídricos nacionais que torne mais eficiente a utilização da água.
plb

Semana da truta na Serra da Estrela

Começa amanhã, 12 de Novembro a «Semana da Truta da Região da Serra da Estrela», organizada pelo Núcleo Florestal da Beira Interior Norte, em colaboração com o Clube de Caça e Pesca de Folgosinho.

Pesca de trutasDurante toda a semana os restaurantes de Manteigas, Gouveia e de Valhelhas, vão ter nas suas ementas pratos em que a truta é rainha.
A truta é uma peixe comum de água doce que pode ser pescado nos cursos de água que atravessam a serra, existindo mesmo um viveiro de trutas em Manteigas, vila serrana que serve já nos seus restaurantes um apreciável número de pratos confeccionados com base nesta espécie salmonídea.
Em paralelo com esta iniciativa, no dia 17 realiza-se um concurso de pesca na Barragem do Vale do Rossim, a qual está aberta a inscrições. No próximo fim-de-semana, acontece também a Feira da Pesca, no Salão das Piscinas Municipais de Gouveia.
plb

A albufeira do Sabugal

A Albufeira do Sabugal no rio Côa constitui uma importante janela de oportunidade no desenvolvimento do Concelho, criando condições para a existência de um nicho de actividades turísticas ligadas à natureza.

Ramiro Matos - «Sabugal Melhor»Esta Albufeira foi objecto de um Plano de Ordenamento, que aguarda aprovação final desde meados de 2006.
Porque este Plano define, de forma precisa o que se pode ou não fazer e onde se pode fazer, é importante desenvolver uma breve análise do seu conteúdo.
Nos termos do proposto serão permitidas na Albufeira e na sua envolvente, actividades como: Pesca; Actividades balneares; Navegação recreativa com embarcações motorizadas equipadas com propulsão eléctrica, a remo, pedais e vela; Competições desportivas; 5 Pontões flutuantes para um máximo de 10 barcos cada; Campismo e Parques de Merendas; Instalação de tendas ou equipamentos móveis em locais públicos e a realização de eventos turístico-culturais ou turístico-desportivos.
Barragem do Sabugal (foto Câmara Municipal do Sabugal)A Câmara Municipal poderá autorizar edificações em terrenos com, pelo menos, 10.000 m², para: Habitação permanente dos proprietários ou titulares dos direitos de exploração e dos trabalhadores permanentes; Turismo em espaço rural; Anexos agrícolas; 1 Hotel Rural.
No espaço definido como Espaço de Recreio e Lazer da Albufeira do Sabugal poderão vir a ser instalados os seguintes empreendimentos turísticos, até a um máximo de 300 camas: Um estabelecimento hoteleiro; Um aldeamento turístico; Centro náutico; Zona de instalação de pontão flutuante ou embarcadouro; Zona de recreio balnear; Piscina flutuante; Parque de estacionamento; Parque de merendas; e Restaurante.
Este Espaço ficará localizado entre o aglomerado urbano da Malcata e o plano de água.
De entre as actividades e empreendimentos proibidos, merecem maior destaque: a navegação recreativa com embarcações propulsionadas a motor de combustão interna; a permanência do gado; a aquicultura; a extracção de inertes; actividades desportivas como motocross, karting e actividades similares; quaisquer operações de loteamento; a instalação de explorações pecuárias intensivas incluindo as avícolas.
Por este breve apontamento se pode aferir da sua importância para Concelho e, nomeadamente para o Sabugal e Malcata.
Torna-se urgente que, por um lado, se comece a estudar como tornar realidade o seu conteúdo, e, ao mesmo tempo, exigir da Administração Central a rápida aprovação e publicação do Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal.
«Sabugal Melhor» opinião de Ramiro Matos

ramiro.matos@netcabo.pt

António Edmundo critica plano de barragens

O presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo lamenta o adiamento da construção da barragem da Quinta de Pêro Martins, no rio Côa, facto que prejudica o seu concelho e toda a região.

Rio CôaEsta semana o Governo, pela voz do Ministro da Economia, anunciou a construção de dez novas barragens para cumprir o objectivo de aumentar a produção de electricidade em Portugal até sete mil megawatts e elevar o aproveitamento hidrológico para 70 por cento da capacidade do país. Porém de entre as barragens anunciadas o autarca de Figueira de Castelo Rodrigo não encontrou a da Quinta de Pêro Martins, projectada para o seu concelho, facto com que não concorda. Há muito tempo que o autarca luta pela construção dessa barragem, que considera fundamental para a região.
Em declarações prestadas à Agência Lusa o autarca considera que construir a barragem no seu concelho «era o reparar de um erro histórico», referindo-se à rejeição da construção da barragem de Foz Côa devido às gravuras rupestres. A construção da barragem da Quinta de Pêro Martins, não prejudicaria nada a opção em favor das gravuras, uma vez que a albufeira ficaria a montante do local onde elas se encontram. Por outro lado, o autarca considera que a barragem poderia «inundar terrenos à vontade, porque não causa problemas às populações, antes pelo contrário, valoriza as propriedades agrícolas».
António Edmundo vai mais longe, considerando que o rio Côa fica muito prejudicado, o que afecta toda a região: «num rio que é só nosso (nasce próximo da localidade de Fóios, Sabugal, e desagua no rio Douro, em Vila Nova de Foz Côa), regularizaria o seu leito e daria novos usos ao rio Côa, pois permitiria a prática de actividades lúdicas, de regadio e a exploração hidroeléctrica».
plb

Central hidroeléctrica do Sabugal a concurso

Está a concurso a empreitada de construção da central hidroeléctrica do Sabugal projectada, desde 2002, para ser integrada no Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira.

Circuito hidroagr�cola da barragem do Sabugal«Irreversível, venha quem vier», foi a certeza dada em Fevereiro de 2002 no Fundão pelo então ministro da Agricultura Capoulas Santos. O governante referia-se à conclusão do projecto do Regadio da Cova da Beira que incluia a construção do Circuito Hidráulico entre a barragem do Sabugal e a da Meimoa, no valor de 13 milhões de euros.
Na ocasião, João Afonso, vice-presidente do Instituto Hidráulico de Engenharia Rural e Ambiente declarou ser «um passo decisivo para se fechar o circuito hidroagrícola com o armazenamento de água nas barragens do Sabugal e Meimoa para ser, depois, distribuída na Cova da Beira. A barragem do Sabugal abastece de água o próprio concelho e ainda os de Almeida e Pinhel». O técnico acrescentou ainda que «a barragem da Meimoa não chegava e desta forma serão transferidos oito mil litros por segundo mas sem bombagens e sem gastos de energia em virtude do desnível do terreno. No futuro uma central hidroeléctrica aproveitará a energia produzida pela transferência do caudal».
E chegou o momento prometido.
A Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural abriu um concurso público internacional destinado à empreitada de construção da central hidroeléctrica do Sabugal que, curiosamente, vai ser construída no concelho de Penamacor.
O caderno de encargos prevê uma potência máxima limitada a 6 MVA com a turbina dimensionada para um caudal nominal de quatro metros cúbicos por segundo. As propostas podem ser entregues até 12 de Novembro com uma base de licitação de 4,5 milhões de euros.
Este aproveitamento hidroagrícola, executado em duas fases, iniciou a sua construção em 1977 e situa-se nos concelhos do Sabugal, Penamacor, Belmonte, Covilhã e Fundão beneficiando uma área total de 14400 hectares.
A água para abastecimento das populações, para rega, fins industriais e produção de energia eléctrica provém das albufeiras das barragens do Sabugal, Meimoa e Capinha.
A água é, no século XXI, um dos mais preciosos recursos naturais. O Sabugal parece ter, como diz o povo, água para dar e vender. Desejamos todos que as contrapartidas desse fornecimento às autarquias vizinhas sejam claras e o concelho beneficie inequivocamente deste acordo.
jcl