Tag Archives: antónio josé alçada

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Hoje falamos do futuro

Aproveitando as vésperas das Eleições Europeias, entendi falar um pouco do futuro. Não vou reiterar as visitas às feiras, os beijinhos às senhoras ou as inaugurações das fábricas de enchidos. Embora seja importante esta súbita aproximação dos políticos à população, vou, no entanto, falar um pouco sobre o futuro do planeta, onde obviamente, a Europa ainda tem um importante papel. Assisti faz umas semanas uma interessante conversa com um antigo ministro dos negócios estrangeiros dinamarquês, Mogens Lykketoft, que sempre foi uma pessoa preocupada com a sustentabilidade. Não pensem que tenho o seu telemóvel. A conversa foi publica e através de uma «webinar», ou seja, uma reunião através da internet.

Mogens Lykketoft, antigo ministro dos negócios estrangeiros dinamarquês - Capeia Arraiana

Mogens Lykketoft, antigo ministro dos negócios estrangeiros dinamarquês

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O Homem que sabia demais!

Hoje voltamos a entrar num misto de realidade e ficção. Quando sabemos demais sobre um assunto o que fazemos? Guardamos o segredo ou partilhamos? Sem dúvida que mais uma vez o bom senso impera. Há sempre matérias sensíveis que não devemos divulgar. Sei que para um honesto lhe custa, mas por vezes há que pensar num mundo mais global e «engolir o sapo» porque, na realidade, não nos leva a lado nenhum. A não ser dormimos descansados, obviamente!

O Homem que sabia demais, filme de Alfred Hitchcock com James Stewart e Doris Day - Capeia Arraiana

«O homem que sabia demais», filme de Alfred Hitchcock com James Stewart e Doris Day

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Desencontros de Cinema

Lá ia eu na carroça puxada pela minha mula, Ambrósia, a caminho do Fundão buscar farinha para fazer o pão. Porém, quando chego à Moagem, sou surpreendido por algo que não imaginava. Ao entrar no escritório uma linda senhora pega na minha mão e transporta-me para uma sala repleta de gente. Disse-me baixinho para ficar quieto e calado, acabando por me esquecer da pobre da mula e do motivo de tão nobre viagem. Começo a observar com algum receio quem seria aquela gente. E para meu espanto vejo netos de amigos meus já crescidos, e alguns anafados, com cabelos brancos ou compridos, falando para multidões sobre algo impensável. Aqueles livros estavam escondidos na biblioteca lá de casa ao pé das Poesias Eróticas e Burlescas do Bocage, ou dos livros com as famosas mulheres de Balzac.

Desencontros de Cinema no Fundão - Capeia Arraiana

Desencontros de Cinema no Fundão

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A seca escondida

Talvez muitos não saibam, mas a quantidade de água no planeta é a mesma. Mas, tal como a riqueza, está mal distribuída. A grande maioria está no mar e, para ser potável, tem de ser dessalinizada. Em Portugal a ilha de Porto Santo usa esta metodologia para resolver as suas necessidades de água, salientando-se que ainda é uma tecnologia muito cara. Não querendo ser um «profeta da desgraça» temo que neste ano, ou talvez no próximo, a água para o regadio, que normalmente temos nas nossas courelas ou quintas, pode não ser suficiente. Aliás quem anda nestas vidas de agricultor bem tem notado que progressivamente as nossas fontes vão secando mais rapidamente. Mesmo tendo escrito este artigo em Fevereiro, achei que ainda era oportuno. A chuva felizmente tem aparecido mas também a temperatura anda a galopar, tendo-me levado a escrever esta cronica para nos ajudar a talvez nos leve a refletir.

A seca escondida - Capeia Arraiana

A seca escondida

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O Professor Poeta

Miguel Sousa Santos, professor do ensino secundário e autor de diversos poemas destacando-se o livro «Azenha Derrubada». Conheci-o na Casa de Repouso das Irmãs Hospitaleiras em Condeixa, pela mão do António Alves Fernandes. Longe imaginava que iria padecer da mesma maleita, meses mais tarde. O que nos unia era a cultura fazendo-me lembrar um álbum dos anos 70 do grupo britânico Gentle Giant denominado «Three Friends». Depois de uma longa travessia que cada um destes «Three Friends» fizeram, conseguindo a merecida recuperação, o Miguel acaba por desistir, tendo-nos deixado, sem mágoa, mas com uma grande dor, tornando-nos mais pobres e perplexos, porque a sua palavra escrita era um hino à esperança e à Fé dos humanos.

Azenha Derrubada de Miguel Sousa Santos - Capeia Arraiana

Azenha Derrubada de Miguel Sousa Santos

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Porquê o tempo de Quaresma?

Neste tempo de reflexão, cada vez mais esquecido por todos, vivi uma travessia no deserto, tal como Jesus Cristo, só que nos tempos atuais. E as dificuldades que passei tornou-me mais crente e tolerante. E também vou entrar num ciclo novo da minha vida, onde cada segundo vale ouro. Acima de tudo saber perdoar, com responsabilidade, e dar o máximo que puder para ajudar quem mais precisa. Mas podem ficar descansados. O texto é uma mera reflexão onde acredito que, todos e todas, têm o seu lugar.

Igualdade e Fraternidade - Capeia Arraiana

Igualdade e Fraternidade

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

«Manifestus Probatum»

O nome talvez nada diga sobre a crónica desta semana. Mas a minha independência, como homem, começou com a «mão» de um familiar que ainda hoje me deixa saudades. «Manifestus Probatum» foi a bula papal que declarou que o Condado Portucalense fica independente do Reino de Leão. E mesmo sendo um ateu convicto, este meu familiar acabou por fazer-me o que o Papa Alexandre III fez com os portucalenses. Esta crónica é uma homenagem a um homem – Olívio Sousa Bento – que sempre acreditou nas suas convicções até ao fim, doa a quem doesse e fosse quem fosse!.

O tio Olívio - Capeia Arraiana

O tio Olívio

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Hoje foi a minha vez!

Quem me conhece sabe o frenesim da minha vida. Na verdade, já fiz muita coisa, e nestes últimos anos sem dúvida que exagerei. O nosso metabolismo, o nosso sistema imunitário não são como as máquinas e os motores que conhecemos, e mesmo assim, quando excedemos os seus limites, acabam por avariar. No meu caso concreto sempre imaginei que me sentia ótimo, que aguentava a pressão e com um pequeno descanso estava pronto para o desafio. A realidade não é assim. E curiosamente mesmo que as análises estejam ótimas, com mais uns passeios no campo, o facto é que a nossa cabeça começa a fraquejar. Silenciosamente e sem darmos por isso! No final de uma fase que não desejo a ninguém queria expressar mais uma vez profundos agradecimentos aos amigos que tive, no trabalho e fora dele, mas acima de tudo à minha família, nuclear e não só, e ao médico que me acompanhou conseguindo mudar-me como ser humano, que praticamente já não era. O texto foi escrito em plena crise e alguns já o conhecem. No entanto não ficaria bem com a minha consciência se não o pulicasse no Capeia Arraiana.

Hoje foi a minha vez - Capeia Arraiana

Hoje foi a minha vez

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

É verdade! Também fiz Tropa!

Ainda sou do tempo do Serviço Militar Obrigatório (SMO). E ao contrário da maioria dos rapazes da época fiz questão de o cumprir. Como tudo na vida tem bom, e mau, mas para mim acabou por ser um pesadelo. Mas mesmo assim achei que valeu a pena!

Afinal também fiz tropa - Capeia Arraiana

Afinal também fiz tropa

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

E o óscar vai para….

A crónica de hoje passa-se em pleno século XVII ainda antes da assinatura do tratado de Lisboa, em 13 de fevereiro de 1668, onde finalmente Portugal formalmente almeja a sua plena independência. Em semana de óscares, e ainda em recuperação de uma maleita, achei que este meu argumento merecia, no mínimo, a estatueta de melhor argumento original. Pelo menos os meus amigos leitores poderão livremente opinar, e quem sabe, dar-me força para enviar esta estória para Hollywood.

.

Nobres do século XVII

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O porquê de ser diferente!

Quando sofremos um esgotamento ou cansaço cerebral, normalmente a nossa recuperação leva-nos a refletir um pouco sobre nós mesmos. Julgamos que as doenças psiquiátricas apenas acontecem aos outros, mas o facto é que vivendo em sociedade o próprio ser humano impõe a si próprio regras e contrariedades que com a idade vão-nos «consumindo» acabando um dia por nos deitar abaixo. Numa das reflexões que fiz veio na sequência de uma atividade de escuteiros que me fez recordar os meus tempos de juventude e que, por incrível que pareça, tem me ajudado imenso nesta difícil recuperação.

O porquê de ser diferente - Capeia Arraiana

O porquê de ser diferente

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O Filho do Alfaiate

Em garoto nem imaginava vir anos mais tarde conhecer o protagonista desta estória. Manuel da Silva Ramos, um beirão que ama a sua cultura e me ajudou como aspirante a escritor, tendo recentemente celebrado 50 anos do lançamento do seu primeiro livro: «Os três seios de Novélia». Mas o facto é que a vida dá muitas voltas e nos longínquos anos 60 ou setenta, ainda no período do Estado Novo, era «obrigado» a usar fato e um dia memorizei este episódio que hoje vos tenho o prazer de relatar. Seguramente com tantos anos passados até seja possível que alguma ficção se sobreponha à realidade, mas o facto é que a verdadeira essência permanece.

Manuel da Silva Ramos - Capeia Arraiana

Manuel da Silva Ramos

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Um Primeiro de Maio inesquecível

Decorria o ano de 1975, concretamente o dia primeiro de maio, e eu, juntamente com um colega escuteiro, decidimos fazer uma caminhada para obtermos a especialidade de «andarilho». O objetivo era no mínimo fazer vinte quilómetros de marcha. A aldeia de Águas de Moura dista 10 quilómetros de Setúbal, sendo por isso o destino ideal para a conquista de mais esta proeza. Mas digo-vos com sinceridade: ter feito esta atividade neste primeiro de maio foi bem mais difícil do que imaginámos!

Um Primeiro de Maio inesquecível - Capeia Arraiana

Um Primeiro de Maio inesquecível

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Uma «Boca» cheia de «Cena»

Nesta fase em que recupero de um problema de saúde, lembrei-me de um almoço de convívio que tive em tempos, e fiquei a saber que não sou o único que aproveita os tempos livres para a cultura. Um velho amigo descobriu tardiamente o seu gosto para o Teatro. E nem demos pelo tempo passar. A cultura foi o tempero deste repasto, tendo descoberto que neste país ainda existe muita coletividade anónima que convive com as populações, num ambiente impensável nos nossos dias, como é o caso do «Grupo de Teatro Boca de Cena», da Casa do Povo de Minde, uma companhia com cerca de 50 elementos, incluindo encenador, cenógrafo, luminoteca, sonoplasta, aderecista, contra-regra, ponto, caracterizador, ajudante de cena, entre outros.

Grupo de Teatro «Boca de Cena» - Capeia Arraiana

Grupo de Teatro «Boca de Cena»

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Hoje senti-me o General Custer

Em criança tive oportunidade de ver o filme do realizador Robert Siodmak, de 1967, com tradução em português «Os bravos não se rendem». Esta obra marcou-me bastante, porque na época «os bons» acabavam sempre em heróis. Só que neste caso o «herói» ficou imortalizado na História dos Estados Unidos, mas morto pelo inimigo como o único sobrevivente de uma batalha sangrenta, segurando a bandeira do seu país na mão.

General George Custer - Capeia Arraiana

General George Custer

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O inquilino

Não é um inquilino qualquer. E até recebe renda em vez de a pagar. Mas não deixa de ser um inquilino, porque no máximo o contrato só dura oito anos. E a titularidade do prédio pertence ao Governo Federal dos Estados Unidos. O facto é que um belo dia de janeiro este inquilino é surpreendido com um calor tórrido de quase 40 graus.

O inquilino - Capeia Arraiana

O inquilino

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

To be or not to be?

Hoje dedico a minha cronica a terras de Sua Majestade. Neste dia em que a escrevo ainda não sei se o «Britannia» rumou a Sul para aportar em terras da Europa. Mas sinceramente não acredito. Uma das músicas mais patrióticas, «Rule Britannia» onde elogia que os Britânicos nunca serão escravizados, pode tornar-se num «motim» dentro do navio devido aos problemas de equilíbrio interno que, por incrível que pareça, a União Europeia acabou por «ajudar» a atenuar. Mas a Inglaterra, país dominante do Reino Unido, é uma das democracias mais antigas da Europa, e respeita a decisão popular, mesmo que muitos achem um perfeito disparate.

Brexit - To be or not to be? - Capeia Arraiana

Brexit – To be or not to be?

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Eu pecador me confesso!

Tive muita sorte. Mesmo muita sorte de os meus pais nunca me obrigarem a ter uma opção religiosa, deixando-me em adolescente decidir pela minha consciência. Mais tarde tive a oportunidade de conhecer Manuel, Primeiro Bispo de Setúbal, que entendeu rapidamente a importância do escutismo na formação dos jovens, acabando por ser um privilegiado por ter convivido com ele muito próximo. E a sua palavra acabou por ser a luz que precisava para me orientar nos caminhos da vida, sendo tolerante, ecuménico e estar sempre alerta para servir independentemente da cor, do credo, do pensamento, da justiça. Separar o trigo do joio, o material do espiritual é o segredo!

A importância da família nos sacramentos da Igreja - Capeia Arraiana

A importância da família nos sacramentos da Igreja

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A terra do meu sacristão

A vida tem acontecimentos que não sabemos explicar. Os crentes dizem que tem graça divina. Os não crentes fundamentam no mero acaso. Mas o facto é que o meu Sacristão, de menino, tem-me acompanhado ao longo da vida, apesar de já ter falecido há duas décadas. E o meu olhar inocente nunca me faria acreditar que um dia, décadas mais tarde, iria à sua Aldeia Natal – Bismula – no concelho do Sabugal.

José Maria Fernandes, sacristão da Igreja de Santa Maria da Graça, a atual Sé da Diocese de Setúbal - Capeia Arraiana

José Maria Fernandes, sacristão da Igreja de Santa Maria da Graça, actual Sé da Diocese de Setúbal

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O Adeus Português!

Muitos de nós já se esqueceram do flagelo dos compatriotas que apressadamente regressaram de Angola, Moçambique e Guiné, mas também de Timor, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde. Hoje sinceramente ainda não entendi esta retirada de grande parte dos portugueses, uma vez que estes novos países precisavam de quadros e, como se constatou, a saída de uns abriu as portas à entrada de outros, pese embora as províncias almejassem a tão desejada independência. Embora cada situação seja um caso particular, porque o próprio país não conseguiu igualmente exercer a sua influência política e cultural nestes territórios, o facto é que nunca se entendeu a «pressa» desta retirada deixando muitas famílias numa situação complicada do ponto de vista financeiro. Mesmo o Estado tendo conseguido «montar» uma verdadeira operação de resgate e de apoio aos designados «retornados», minimizando os «estragos», o facto é que a sensação que ficou foi de um abandono total destes territórios, fazendo lembrar a expressão popular: «Tudo ou nada!»

Caixotes dos Retornados junto ao Padrão dos Descobrimentos - Capeia Arraiana

Caixotes dos «Retornados» junto ao Padrão dos Descobrimentos em Lisboa (Foto: D.R.)

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A personalidade do ano!

Normalmente a comunicação social, as adversas associações culturais apreciam nomear as personalidades do ano. Eu entendi nomear, à semelhança, destes organismos políticos, culturais ou associativos, a minha personalidade do ano. Obviamente que alguns irão questionar o porquê, que obviamente será justificado, mas nestas escolhas é normal e aceitável que alguma injustiça possa, e deva, ser reclamada tendo em conta que ainda vivemos num estado de direito. Mas que me perdoem os ofendidos porque na realidade muita, mas muita gente, devo hoje a atenção de ser escritor porque apreciam as minhas palavras. Mas acreditem que esses nunca serão esquecidos!

Personalidade do Ano - Capeia Arraiana

Personalidade do Ano – João Cabeçadas

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Sado, Triste Sado!

No passado dia 8 de dezembro publiquei este artigo no Facebook. Não posso ficar indiferente nesta passagem de ano sem denunciar esta atrocidade. O meu Rio Azul, que caminha de sul para norte, como contrariando a natureza, como uma contracorrente de oposição, de inconformismo, está outra vez nas «mãos» dos interesses económicos e, provavelmente com uma morte anunciada. Quem não se lembra das ostras que a central térmica «convidou-as» a mudar para o Algarve, do tratamento de esgotos que tardou, e, do mais importante, do controlo do estuário, zona fundamental do equilíbrio natural pela alteração do pH da agua, em face da proximidade do mar, onde o sal ajuda à precipitação dos sedimentos e de outros nutrientes essenciais à vida de espécies que escolheram este habitat para sobreviver.

O Estuário do Sado - Capeia Arraiana

Estuário do Sado (Foto: D.R.)

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Quando comprávamos as prendas na loja do Ti Manel!

O tempo vai caminhando com o chamado progresso. Coisas melhores, vida diferente, mas também há um sabor de saudade de hábitos que tendem a desaparecer definitivamente. Já não são só as livrarias, todo o comércio de rua, ou tradicional, caminha para um calvário que, nos dias de hoje, nem o Natal lhes salva!

Comércio Tradicional em tempo natalício - Capeia Arraiana

Comércio Tradicional em tempo natalício

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Fui ver a Banda passar!

Música mítica de Chico Buarque nada destoa com a qualidade do concerto dos 148 anos da Banda da Covilhã. Um espaço com uma acústica fantástica, a Igreja da Santíssima Trindade, só confirmou a qualidade dos músicos e maestros que, nos ouvidos mais apurados, não sentiram qualquer desafinação. Acredito mesmo que von Karajan se estivesse vivo mas ouvisse o concerto nos rádios de transistores, daria os parabéns por telegrama à Banda da Covilhã, por mais este sucesso.

Concerto dos 148 anos da Banda da Covilhã - Capeia Arraiana

Concerto dos 148 anos da Banda da Covilhã

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A cegueira do Saramago

Este ano, fez vinte anos que José Saramago venceu o Prémio Nobel da Literatura, pela publicação da obra «Ensaio sobre a Cegueira». Como pessoa sem dúvida que Saramago não deixou saudades a muita gente, mas o facto é que ficou na história da literatura mundial. Obviamente que teve ajudas, como por exemplo Mozart, em que a sua viúva foi fundamental para que a sua obra ultrapassasse a barreira da fronteira portuguesa, e entrasse num mercado de 600 milhões de pessoas, onde ainda muita gente felizmente lê. Embora não tivesse lido a obra, vi o filme, e, mesmo sendo uma produção de Hollywood, deixa-nos a pensar.

José Saramago - Prémio Nobel da Literatura (Foto: D.R.) - Capeia Arraiana

José Saramago – Prémio Nobel da Literatura (Foto: D.R.)

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O meu amigo Padre Carlos Jacob

O Jacob não é judeu. É um padre missionário que presentemente desempenha funções na Escola Apostólica de Cristo Rei, em Gouveia, instituição cinquentenária que muito tem contribuído para a formação de jovens desde 1956. Mas esta congregação, Missionários de São João Baptista, também está presente noutros países, como é o caso de Moçambique, de onde o meu amigo Jacob, me enviou uma carta, ainda escrita pela sua mão, dentro de um envelope com selo.

Escola Apostólica de Cristo-Rei - Capeia Arraiana

Escola Apostólica de Cristo-Rei

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

No dia em que quis ser mãe!

Nos dia de hoje as mulheres sentem cada vez mais esta dificuldade. O tempo e a organização social, levam as famílias a sentirem mais dificuldades em poderem ter filhos, mas acima de tudo, ter tempo para os educar. Hoje vou-lhes falar de uma mulher que tomou essa opção. E contra-ventos e marés, conseguiu educar cinco crianças, hoje já adultos!

Rita - Uma Mulher que quis ser Mãe - Capeia Arraiana

Rita – Uma Mulher que quis ser Mãe

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

No dia em que fizer 72 anos!

Efetivamente um dos mistérios de viver é precisamente o morrer. Mas acredito que possa viver o dia de aniversário dos meus futuros 72 anos. E porquê este ano assim tão marcante? Porque no passado dia 9 de novembro, o meu amigo e irmão escuteiro, celebrou essa efeméride, renascido das cinzas e, esperemos, pronto para mais uma longa caminhada nesta vida. Que Deus te conserve irmão António!

António Alves Fernandes - Capeia Arraiana

António Alves Fernandes

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Mas afinal há ou não alterações climáticas?

Já em tempos tinha escrito uma crónica no Capeia Arraiana sobre o Acordo de Paris porque, julgo, ser um documento muito importante para o futuro da nossa qualidade de vida. No entanto tenho ouvido, e lido, algumas opiniões que me deixam preocupado, nomeadamente que «as alterações climáticas não existem sendo um negocio», ou até, com algum fundamento, que o planeta já passou por diversas fases climáticas e que, portanto, esta será mais uma. Resolvi então ler um livro de Ecotoxicologia, e fiquei apreensivo, pelos motivos que irei escrever.

Urso Polar - Capeia Arraiana

Urso Polar sofre com as alterações climáticas

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Moura! Uma viagem ao passado

Alguns de vós sabem que passei uma parte da minha vida em Moura, Baixo Alentejo. Normalmente era o Natal e o Carnaval e, nas férias grandes, a minha família alentejana acorria para Setúbal. No início o hábito não era a praia mas sim o campo. Iam para o Casal da Ajuda, mesmo junto à Quintada Comenda. Tudo girava na amizade extraordinária da minha Avó Esperança com a sua Irmã Maria da Luz. Uma ligação mais unida que gémeas. Não podiam passar uma sem a outra. Durante gerações e gerações este laço ficou… até um dia. Mesmo assim, depois do sucesso de 2011 em que se juntou a família, a Ana Vidal da Gama, uma das descendentes da minha Tia-avó Maria da Luz, organizou um mega-almoço com mais de 100 primos. Revi pessoas que não via dos tempos da ditadura. Afinal sempre valeu a pena tanta amizade. Invulgar por sinal, mas que ainda continua a dar os seus frutos.

A infância em Moura - António José Alçada - Capeia Arraiana

A infância em Moura

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O meu irmão Antonio José

Não deixa de ser estranho termos um irmão com o mesmo nome. E o mesmo apelido. Mas o facto é que o António José foi sempre o irmão mais velho que muita falta me fez. Faria 80 anos no dia 24 de outubro, data que também celebro 35 anos de namoro com a minha mulher Carla. Por ser um ilustre desconhecido, tal como tantos «Antónios» ou «Josés», entendo celebrar convosco estes 80 anos deste meu primo que infelizmente nos deixou.

O meu irmão António - Capeia Arraiana

O meu irmão António

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O amigo Joaquim

Não é fácil ter amigos no trabalho. Num mundo cheio de conflitos de «interesses» que fazem parte da natureza humana, as relações profissionais são muito mais ralações e problemas. No entanto, mesmo quando nos confrontamos, e nos debatemos, a educação ensinou-nos que nos momentos difíceis os colegas têm o dever de respeitar a fragilidade e as dificuldades que afetam e abalam quem não se pode defender. Mesmo nem sempre estando de acordo, hoje presto a minha homenagem ao meu colega Joaquim, vítima de uma doença grave e inesperada, mas que sempre soube nos momentos chave mostrar que teve uma educação, infelizmente, em decadência.

O que me liga ao meu amigo Joaquim - Capeia Arraiana

O que me liga ao meu amigo Joaquim

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

D. Manuel II – O Rei Emigrante

No dia em que escrevo esta cronica evoca-se, em feriado, a Implantação da República. No meio da azáfama familiar em que se aproveita para arrumar a casa, ir ao supermercado (onde ninguém goza o feriado), estudar ou até passear um pouco, acabámo-nos por esquecer da efeméride, mas acima de tudo do último Rei que tivemos. Curiosamente na História de Portugal há poucos «vilões» e «maus da fita» e achei interessante que D. Manuel II não tivesse ficado na galeria dos indesejáveis da nação, pese embora tivesse de fugir para o exilio.

SM El-Rei Dom Manuel II no Exílio em Fulwell Park, Inglaterra - Capeia Arraiana

Sua Majestade El-Rei Dom Manuel II no Exílio em Fulwell Park, Inglaterra

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A importância dos investigadores

Não se trata de mais uma crónica ou notícia policial. Estes investigadores são profissionais que se dedicam à ciência e procuram, entre outras coisas, a melhoria da nossa qualidade de vida. Pelo segundo ano consecutivo participei na Noite Europeia dos Investigadores na última sexta-feira de setembro. Trata-se de uma iniciativa europeia que tem por objetivo celebrar a ciência e aproximar investigadores e cidadãos, quebrando-se barreiras que supostamente separam a ciência dos cidadãos, e procurando-se divulgar o trabalho que as diferentes equipas de investigadores desenvolveram no ano transato.

Noite Europeia dos Investigadores - Capeia Arraiana

Noite Europeia dos Investigadores

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Augusto Pólvora – O rapaz do Leste

Fez no passado dia 2 de julho um ano que o meu amigo Augusto Pólvora partiu. O Augusto não era uma pessoa qualquer. Foi Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra durante quase três mandatos, vereador, e um ativista comunista desde que o conheci, em 1975. Mas acima de tudo o Augusto sempre foi um homem de convicções, quer concordássemos, ou não. Pela sua verticalidade e determinação, evoco este primeiro aniversário do seu falecimento, com um texto que publiquei num dos meus livros e que, felizmente, ainda teve oportunidade de o ler antes de falecer.

Augusto Pólvora - António José Alçada - Capeia Arraiana

Augusto Pólvora

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Fazer as pazes

Com as mensagens de apoio que tive na minha ultima crónica, pelo humor e boa disposição que tanto faz falta nos nossos dias, apresento hoje uma nova estória cujo protagonista é o atual Presidente Americano. Afinal, como todos nós, tem defeitos mas também qualidades. Imaginei então esta cena passada em Washington DC. Numa tarde de domingo.

Casa Branca em Washington - Capeia Arraiana

Casa Branca em Washington

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A chegada dos Refugiados… à minha aldeia?

A cronica de hoje não é mais do que uma estória de ficção, de uma hipotética chegada de um grupo de refugiados a uma das nossas aldeias, perdidas por detrás destas montanhas. Curiosamente, ou não, com tanta generosidade europeia, ninguém se lembrou que até por estas bandas a tónica da hospitalidade é uma das sãs características do povo Beirão. Como se costuma escrever nestas «coisas» qualquer semelhança com a realidade é pura ficção!

A minha aldeia aceitou receber refugiados - Capeia Arraiana

A minha aldeia aceitou receber refugiados (Foto: D.R.)

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A última noite dos «Proms»

Para quem aprecia música amanhã, dia 8, tem oportunidade de assistir na BBC-2 (primeira parte) e na BBC-1 (segunda parte) ao último concerto dos «Proms» da presente época. É uma verdadeira festa britânica que, nos dias de hoje já ultrapassou fronteiras. O barítono convidado para este ano é o canadiano Gerald Finley, uma das referências mundiais da opera, que irá cantar o «Rule, Britannia!» levando ao rubro, certamente, o Royal Albert Hall, o Hyde Park e ainda os parques de Glasgow Green, na Escócia, Colwyn Bay, no País de Gales, e no Titanic Slipways, na Irlanda do Norte, que graças à tecnologia assistem ao espetáculo em simultâneo cantando e dançando ao som da Orquestra Sinfónica da BBC, dirigida pelo maestro Sir Andrew Davis.

Momentos mágicos que se vivem durante o Concerto dos Proms - Capeia Arraiana

Momentos mágicos que se vivem durante o Concerto dos Proms

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Pesadelo em Praga

No passado dia 21 de agosto fez 50 anos que os tanques do Pacto de Varsóvia entraram em Praga, terminando o sonho da Primavera dos checoslovacos, liderados pelo reformista Alexander Dubcek. Morreram mais de 100 civis, centenas de feridos e milhares fugiram para o ocidente. As tropas invasoras pertenciam à URSS, Republica Democrática Alemã, Hungria, Polonia e Bulgária. Curiosamente, ou não, a Roménia recusou em participar nesta ação. Em tempos incertos gosto de relembrar estas efemérides. É importante analisar o passado para refletir o futuro.

A União Soviética e os membros do Pacto de Varsóvia invadiram Praga para interromper as reformas de Dubcek - Capeia Arraiana

A União Soviética e os membros do Pacto de Varsóvia invadiram Praga para interromper as reformas de Dubcek

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Quem foi «Coco» Chanel?

É impossível ficar indiferente ao saber a história de uma estilista que marcou a moda, numa época em que os homens dominavam todos os setores económicos e socais. Sem eu saber porquê, a minha filha mais nova não para de falar na Chanel e de como gostaria de ter uma das suas milionárias peças. Tanto tem falado nesta marca de alta-costura, que me senti obrigado a fazer uma pequena investigação, e acreditem, fiquei agradavelmente surpreendido.

Gabrielle Bonheur Chanel (Saumur, 19-08-1883 - Paris, 10-01-1971) foi uma estilista francesa e fundadora da marca Chanel S.A.. É a única estilista presente na lista das cem pessoas mais importantes da história do século XX da revista Time - Capeia Arraiana

Gabrielle Bonheur Chanel (19-08-1883 – 10-01-1971) foi uma estilista francesa e fundadora da marca Chanel S.A.
É a única estilista presente na lista das cem pessoas mais importantes da história do século XX da revista Time