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Tertúlia sabugalense reuniu na Casa do Concelho

Jorge Barreto Xavier, ex Director-Geral das Artes, foi o convidado especial de um grupo de naturais e amigos do Sabugal que reuniu ontem, dia 26 de Janeiro, na Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa para jantar e trocar ideias acerca do futuro da região.

«A cultura é o que nos liga», disse Barreto Xavier, que porém considerou que a economia passou a dominar as nossas vidas, em detrimento do tempo livre, do lazer e da cultura, que foram atirados para um canto da nossa existência. Esse facto leva-o a considerar que em Portugal se tem investido muito pouco na cultura enquanto aspecto estruturante do nosso quotidiano.
O ex Director-Geral das Artes, que passou uma boa parte da sua infância no Sabugal, onde estudou e deixou bom amigos, referiu-se ao problema da desertificação do Interior, como sendo fruto da atracção fatal que hoje as pessoas sentem pelas grandes cidades, que oferecem tudo o que necessitam e desejam. O poder central tem culpas no cartório, ao não criar condições para que as populações possam fixar-se no interior de Portugal.
A solução terá de passar por uma «visão integrada», construída a partir de uma reflexão que procure um consenso básico entre as várias forças políticas dominantes. «Tem de haver uma lógica de complementaridade», disse Barreto Xavier, dando como exemplo as termas do Cró, que considerou uma bela infra-estrutura para a qual falta uma aposta diversificada em áreas complementares à do simples termalismo. Só essa aposta poderá garantir o aproveitamento da oportunidade que o Cró proporciona ao concelho do Sabugal e à região.
Outra necessidade é a definição de um modelo de desenvolvimento para o concelho, criando graus de competitividade. «Mais do que um chefe ou um líder, é necessário um projecto elaborado a partir de um consenso para o longo prazo», concluiu.
Após a intervenção do convidado seguiu-se uma viva troca de argumentos acerca do rumo que o concelho deve tomar no futuro, onde sobressaiu a ideia de que o Sabugal precisa de se dinamizar a partir de uma mudança de mentalidades, pondo de lado rivalidades e conflitos estéreis e apostando na junção de esforços entre os que estão no concelho e os que partiram e mantém vivo o desejo de ajudar e de um dia regressar.
Jorge Barreto Xavier é professor do ISCTE, onde também prepara a tese de doutoramento em Políticas Públicas. Para além de Director-Geral das Artes, cargo que exerceu de 2008 a 2010, foi vereador da Câmara de Oeiras com o pelouro da Cultura, membro do conselho de administração do Instituto Português da Juventude, fundador do Clube Português de Artes e Ideias, entre outras actividades de relevo. É autor e co-autor de diversas publicações, com especial incidência nas áreas das artes e das políticas culturais.
plb

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Crónica de um dia em Lisboa

Há muito que não visitava a Capital do Império. É uma cidade que me fascina, que me encanta. Ali trabalhei, ali nasceu o primeiro filho. Porém, desta vez fiquei surpreendido e preocupado.

Honoris Causa para Pinharanda Gomes

Cerca de quarenta personalidades da cultura portuguesa, espanhola e brasileira, subscreveram uma carta dirigida ao reitor da Universidade de Lisboa propondo que seja concedido ao pensador Jesué Pinharanda Gomes, nascido em Quadrazais, o título de Doutor Honoris Causa em Filosofia.

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A revelação foi feita no sábado, dia 19 de Novembro, pelo Professor Renato Epifânio, no decurso da cerimónia de atribuição ao filósofo Pinharanda Gomes da Medalha de Mérito Cultural concedida pelo Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL).
A proposta dirigida ao Reitor da Universidade de Lisboa é subscrita por professores de diversas universidades portuguesas, espanholas e brasileiras, bem como por outros vultos da cultura e do pensamento, nomeadamente os bispos D. Manuel Clemente e D. Januário Torgal Ferreira.
«Ao longo de meio século Pinharanda Gomes elaborou uma obra ímpar», lê-se na missiva, que se refere ainda ao pensador sabugalense como «uma marca essencial dos estudos contemporâneos da nossa história filosófica». Os subscritores, que já estabeleceram contactos com a reitoria da universidade no sentido de articular os termos do processo, consideram que a homenagem honrará a Universidade, na medida em que é seu dever reconhecer o mérito aos melhores.
Pinharanda Gomes, que acabara de receber a Medalha de Mérito concedida também pela Universidade, local em cujos bancos nunca se sentou enquanto aluno, tomou a palavra para expressar um duplo sentimento: por um lado sentia júbilo pela dádiva recebida, mas por outro sentia-se carregando um peso e uma dor, porque «nunca tive no meu horizonte qualquer distinção ou titularidade», disse.
Perante uma plateia repleta de professores e investigadores – onde destacamos o seu amigo João Bigotte Chorão – o pensador de Quadrazais disse que ao longo da vida enfrentou dificuldades e incompreensões, mas não ficou isolado: «nunca estive só, porque uma alma nunca está só, está sempre perante o Criador».
Pinharanda Gomes revelou que em 1959, após a sua infância em Quadrazais e os estudos de juventude na Guarda, onde ainda trabalhou como marçano numa loja comercial, foi para Lisboa «à procura de vida». Já na Capital, «matava a fome como podia quando descobri a Biblioteca Nacional e comecei a passar ali os dias lendo livros», disse o homenageado, que com a observação, a experiência e a preciosa ajuda de um funcionário, descobriu o «catálogo» da biblioteca e, a partir daí, passou «a mineiro e a contrabandista», embrenhando-se no estudo metódico e na investigação.
«Em 1 de Março de 1961 entrei, sem cunhas, na firma Tractores de Portugal, onde me realizei profissionalmente e de onde apenas saí quando me reformei, em 30 de Setembro de 2004», disse Pinharanda Gomes, que igualmente revelou ter pretendido entrar na Faculdade de Letras, tendo contudo desistido face à descoberta das tertúlias que se realizavam nos cafés, juntando escritores e pensadores. «Frequentei todas as tertúlias de Lisboa daquela época, das mais diferentes sensibilidades», revelou, dizendo que acabou por encontrar a tertúlia de Álvaro Ribeiro e José Marinho, onde descobriu a Filosofia Portuguesa, corrente do pensamento de que viria a tornar-se um dos nomes mais proeminentes.

1 – É com grata satisfação que assistimos ao sucessivo reconhecimento do relevante papel de Pinharanda Gomes na cultura portuguesa. É verdadeiramente emotivo constatar que um homem que nunca frequentou a Universidade, seja agora estudado pela Universidade e homenageado por aqueles que aprendem lendo a sua obra notável.
2 – Estivemos presentes no acto de homenagem acima noticiado e, no final, quando cumprimentávamos Pinharanda Gomes, perguntámos-lhe como estava o processo decorrente da cedência da sua biblioteca pessoal à Câmara Municipal do Sabugal e ouvimos, confrangidos, o seu lamento pela aparentemente pouca importância que estavam a dar ao assunto. Os livros foram para o Sabugal em Novembro de 2010 com a condição de que até ao final do ano lhe fosse enviado um inventário de tudo o que seguiu, para que se assinasse um protocolo. Em Abril de 2011 Pinharanda foi ao Sabugal apresentar um livro sobre as Invasões Francesas (a Câmara omitiu o seu nome no programa) e indagou sobre o assunto, tendo sido informado que a catalogação estava em andamento e quase pronta. Porém passado um ano sobre o transporte dos livros de sua casa para o Sabugal, nada mais lhe disseram e teme que o assunto tenha caído no esquecimento.

plb

Pinharanda Gomes homenageado em Lisboa

«A imagem que cada um tiver do mundo será a imagem que o mundo terá dele, porque imagens delidas e sobrepostas no mesmo espelho, aí, onde o pensamento pensa o ser, o próprio ser ascende no pensamento. Tais imagens hão-de ser as palavras, os lares onde o ser habita.»; Pinharanda Gomes, in Pensamento e Movimento.

Santo Condestável - Pinharanda GomesO Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) atribuirá, no dia 19 de Novembro, sábado, a «Medalha de Mérito Cultural» a Jesué Pinharanda Gomes, um dos mais importantes nomes vivos da Filosofia Portuguesa. A cerimónia de homenagem realiza-se pelas 19 horas na Sociedade da Língua Portuguesa (SLP), em Lisboa, em acto contínuo à realização da Assembleia Geral do Movimento Internacional Lusófono. O local é Rua Mouzinho da Silveira, nº.23, em Lisboa. A entrada é livre.
O Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL), que homenageia o filósofo sabugalense, foi fundado em 1975 por Jacinto do Prado Coelho. Agrega as literaturas e as culturas de Língua Portuguesa, está presentemente organizado em vários grupos de investigação.
Jesué Pinharanda Gomes nasceu em Quadrazais sabugal, em 16 de Julho de 1939 e afirmou-se como um dos maiores pensadores da cultura portuguesa.
Há dias, o escritor e advogado José António Barreiros, tomando conhecimento de que Pinharanda Gomes ia ser homenageado, escreveu acerca dele no seu blogue «Geometria do Abismo»:
«Fui há anos à sua casa em Santo António dos Cavaleiros entrevistá-lo. Modesto, discreto, quase hesitava em produzir uma que fosse afirmação definitiva. Tratei-o por “doutor”. Disse-me que o não era. Como nos acompanhava uma estante de livros sobre teologia tentei corrigir, afirmando que seguramente teria estudos no Seminário (como tantos do seu tempo). Disse-me que também não. Era um auto-didacta. As tertúlias de Lisboa tinham sido, nos cafés, a sua sala de aulas. A Filosofia Portuguesa o seu amor.
Trabalhava na Massey Fergunson na venda de tractores. Estudara nas horas livres, pela noite fora. Lera na Biblioteca Nacional no tempo em que ela abria à noite. Tirava à boca para comprar livros. Instruía-se sempre. Escreveu nem sei quantos livros. Tentei encontrá-los todos. Teve a gentileza de me oferecer alguns.
A entrevista era sobre tudo e sobre nada. A minha ignorância impedia-me de formular as perguntas certas, a sua sabedoria vedava-lhe respostas simples.
À saída mostrou-me uma pequena gaiola, extasiado ante uns passarinhos e os ovos que chocavam. A vida cumpria-se. Uma vez cruzei-me com ele na Lapa. Ia consolar o Orlando Vitorino, fazendo-lhe companhia.
Nasceu em Quadrazais, mas renasce como exemplo no coração de cada um. Um dia um jornal, creio que o Diário de Notícias, perguntou-me qual foi a pessoa que mais me impressionou. Disse: Jesué Pinharanda Gomes.»
plb

Almoço de bucho junta 70 convivas em Lisboa

O tradicional almoço de bucho que a Confraria do Bucho Raiano organiza anualmente em Lisboa realizou-se no sábado, dia 12 de Novembro, juntando cerca de 70 confrades e amigos das terras raianas.

A sala do conhecido restaurante Churrasqueira do Campo Grande encheu para receber os convivas que ali degustaram o bucho raiano acompanhado por grelos de nabo e batatas cozidas. De entrada comeu-se morcela e farinheira assadas e à sobremesa houve o tradicional arroz doce e a aletria. A finalizar houve ainda castanhas assadas e jeropiga.
A refeição foi regada com o vinho de Belmonte, de marca «doispontocinco», vinho oficial da Confraria do Bucho Raiano. O sortelhense Manuel Gouveia, proprietário do vinho, embora impossibilidade de estar presente, fez questão de oferecer o vinho que foi consumido no almoço.
No final o Chanceler transmitiu aos presentes mensagens dos presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal do Sabugal que, respectivamente, por razões de agenda e de saúde, não puderam estar presentes. Anunciou ainda que o terceiro capítulo da Confraria vai realizar-se no Sabugal no dia 18 de Fevereiro de 2012.
Um confrade apresentou e deu a provar o doce de mostajo, feito a partir do fruto do mostajeiro, uma árvore endémica que existe no Sabugal e outras terras do país e que dá como fruto umas bagas alaranjadas, a que geralmente não se dá importância. O mostajo pode ser afinal um produto gastronómico a explorar no futuro.
O escritor Vítor Pereira Neves, também presente, ofereceu o seu livro «Sortelha – Aldeia Museu de Portugal», que foi leiloado na ocasião, rendido 40 euros, que reverteram para a Confraria.
O almoço de convívio terminou com as palavras do Grão-Mestre da Confraria, Joaquim Silva Leal, que trouxe à evidência o papel relevante da Confraria enquanto grande embaixadora da gastronomia raiana e do Sabugal em todo o país. Ele próprio tem vindo a representar a Confraria em diversos capítulos de outras confrarias gastronómicas e tem testemunhado o grande prestígio que a confraria do Bucho já tem perante o movimento confrádico nacional.
plb

Almoço do bucho em Lisboa a 12 de Novembro

A Confraria do Bucho Raiano marcou para o próximo dia 12 de Novembro o habitual almoço de Lisboa, que anualmente junta os confrades e amigos para a degustação do bucho tradicional.

O almoço, aberto a todos os que pretendam participar, voltará a realizar-se no restaurante Churrasqueira do Campo Grande, onde a Confraria do Bucho Raiano marcou encontro para as 12h30 do dia 12 de Novembro, que é sábado.
A ementa será inevitavelmente bucho, acompanhado por grelos de nabo e batata cozida, como reza a tradição. À sobremesa haverá também sabores típicos da raia. Sendo Novembro, não faltarão, a finalizar, as costumeiras castanhas assadas e a jeropiga.
O almoço de Lisboa vem-se realizando no mês de Novembro, todos os anos, desde 2007, altura em que foi lançada a ideia da fundação de uma confraria gastronómica que defendesse o bucho e demais culinária raiana enquanto riqueza que importa potenciar.
Para além do almoço de Lisboa, a Confraria do Bucho Raiano tem já marcado para o dia 18 de Fevereiro de 2012, sábado de Carnaval, o seu terceiro Capítulo de Entronização, que se realizará no Sabugal, e onde novos confrades prestarão juramento. A confraria tem já 61 confrades inscritos, que foram entronizados nos dois primeiros capítulos, havendo a perspectiva desse número aumentar substancialmente por ocasião do terceiro encontro do Sabugal.
Os interessados em participar no almoço de dia 12 de Novembro em Lisboa, poderão inscrever-se até ao dia 10, através do telefone 966823786 ou pelo endereço electrónico confrariabuchoraiano@gmail.com.
plb

Almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho

O almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho Raiano está marcado para o dia 12 de Novembro, às 12.00 horas, na Churrasqueira do Campo Grande. A iniciativa é aberta aos confrades e a todos os amigos, naturais e descendentes do concelho do Sabugal.

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jcl

Campo Pequeno recebeu a 33.ª Capeia Arraiana (1)

Foi efusiva a festa dos sabugalenses em Lisboa, por ocasião da 33.ª Capeia Arraiana organizada pela Casa do Concelho do Sabugal, que mais uma vez teve lugar na praça de touros do Campo Pequeno.

A tarde do dia 5 de Junho, sábado, foi de grande convívio entre os naturais e amigos do concelho do Sabugal, que se juntaram para celebrar a sua maior tradição: a capeia arraiana. Muitos vieram de variadas terras do concelho do Sabugal, em autocarros e veículos ligeiros, juntando-se aos que igualmente vieram de outras terras distantes e aos que estão radicados na zona da Grande Lisboa e também acorreram ao local.
Antes da entrada no recinto, já os amigos, que se não viam há longa data, se saudavam e abraçavam, para depois avançarem para o interior da praça, nas bancadas, para assistirem ao espectáculo. O pedido da praça seguiu o ritual instituído, com o Hélder Neves e o Esteves Carreirinha a abrirem o desfile, que irrompeu pela arena. Seguiam-nos os bombos de Aldeia da Ponte, os bombeiros voluntários do Sabugal e do Soito, a centenária Banda Filarmónica da Bendada, o Grupo Etnográfico de Sortelha e os representantes de algumas aldeias, sendo especialmente notados os do Ozendo e os de Ruivós.
Feito o pedido da praça, vieram as palavras de circunstância, proferidas pelo presidente da direcção da Casa, pelo presidente da Câmara Municipal do Sabugal e pelo Governador Civil da Guarda. Depois foi a vez do espectáculo, com seis belos touros da ganadaria de José Dias, de Benavente. Nas bancadas a alegria foi contagiante, assim como o foi o convívio que se proporcionou nos bares, onde grupos de amigos se reuniram a beber e a conversar.
Finda a tourada do forcão a «malta» juntou-se no ringue junto à praça, onde a pândega teve lugar. Chouriças, morcelas, entremeada, entrecosto e sardinhas saltaram para as grelhas, ao mesmo tempo que a cerveja o vinho e os refrigerantes matavam a sede e serviam de mote a fartas e contagiantes conversas.
Já noite dentro os derradeiros convivas abandonaram o local, regressando a suas casas. O convívio dos aficionados seguir-se-á em breve com a abertura da época das capeias, que em Agosto animarão as aldeias raianas do concelho do Sabugal.
plb

Primeira Capeia Arraiana em Lisboa foi há 33 anos

A primeira Capeia Arraiana realizada em Lisboa aconteceu na Praça de Touros do Campo Pequeno no dia 4 de Junho de 1978. A Capeia agendada para este ano de 2011, acontecerá precisamente no dia em que, há 33 anos aconteceu essa iniciativa primordial, pela qual se deu a conhecer ao país a mais genuína tradição da raia sabugalense.

No sábado, dia 3 de Junho daquele ano de 1978, realizara-se no parque do Seminário dos Olivais o habitual convívio de sabugalenses, organizado pela Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa, ao qual acorreram centenas de pessoas. Porém esse ano, o convívio teria continuidade, pois programara-se para o dia seguinte uma Capeia Arraiana. Tratava-se de trazer à Capital do País uma tourada original e exclusiva das terras raianas do concelho do Sabugal, na qual se usava um instrumento de madeira a que o povo chamava forcão, ao qual se agarravam mais de 20 jovens, que assim desafiavam o touro.
O nome do espectáculo, «Capeia Arraiana», foi ideia dos organizadores do evento. «Capeia», por chamarem assim às touradas em praça improvisada nas zonas fronteiriças de Portugal e de Espanha. «Arraiana», por se tratar de uma tradição da Raia. A designação ficou registada no subconsciente das pessoas e em breve assim passou a ser genericamente designada a tourada com forcão.
Esse memorável domingo de há 33 anos, iniciou-se com uma partida de futebol entre uma equipa da Casa do Concelho do Sabugal e outra da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, que os raianos venceram por 7-0. De seguida houve almoço de convívio na sede da Casa do Concelho, juntando os jogadores aos dirigentes da associação e a alguns elementos do corpo activo dos Bombeiros do Sabugal, contando com a participação do Dr Lopes, presidente da Câmara Municipal do Sabugal.
Findo o almoço realizou-se um cortejo até ao Campo Pequeno, onde a tourada teve lugar. As bancadas encheram-se de sabugalenses e de amigos do Sabugal, para assistirem a algo nunca antes acontecido e para alguns decerto inimaginável: o forcão iria lidar os touros na catedral da tauromaquia portuguesa. Seria até sacrilégio, mas o certo é que o espectáculo teve lugar, envolvido em imensa alegria e emoção.
A Capeia realizou-se na sequência de uma ideia apresentada por Francisco Engrácia (o saudoso Chico), de Vila Boa, à direcção da Casa do Concelho do Sabugal, que esta aceitou com muita relutância e apenas após uma comissão de associados ter garantido que, havendo prejuízos, eles seriam cobertos.
O objectivo, para além da divulgação da tradição raiana, era ajudar os Bombeiros Voluntários do Sabugal (na altura a única corporação do concelho). Ultrapassados os primeiros receios a organização avançou e a Capeia constituiu um enorme êxito.
Dos 224 contos de «lucro» alcançado, 67 contos (30%) foram para os Bombeiros do Sabugal, que desde essa primeira experiência ficaram para sempre ligados à reedição sucessiva da Capeia em Lisboa.
Paulo Leitão Batista

33.ª Capeia Arraiana no Campo Pequeno

Na tarde do dia 4 de Junho, sábado, pelas 16,30 horas, a Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, recebe a 33.ª Capeia Arraiana, organizada pela Casa do Concelho de Sabugal.

O forcão vai rodopiar de novo na arena mais prestigiada de Portugal e os rapazes raianos vão demonstrar a sua força e valentia. O espectáculo tauromáquico popular, original das terras raianas do concelho do Sabugal, proporcionará ainda momentos de convívio e de amizade entre os sabugalense e os seus amigos.
Espera-se que largas centenas, ou milhares, de pessoas, muitas vindas de propósito das terras do concelho, se juntem nesta grande manifestação de alegria que todos os anos acontece em Lisboa.
Os touros são do ganadeiro José Dias, de Benavente. A Banda da Bendada animará a festa e marcará o ritmo.
Depois da tourada haverá os habituais petiscos, no ringue junto à Praça de Touros, onde se degustarão os nossos enchidos grelhados e outras iguarias que os convivas trarão.
A capeia de Lisboa marca o arranque para as touradas do forcão nas terras raianas. Depois de Lisboa, quem quiser sentir a verdadeira alma raiana, vai às aldeias fronteiriças do concelho do Sabugal em Agosto, onde poderá apreciar a verdadeira tourada popular, à moda raiana.
plb

BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa - Capeia Arraiana

Sabugal marca presença na BTL 2011

Entre os dias 23 e 27 de Fevereiro o concelho do Sabugal vai promover-se como destino turístico na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa 2011 integrado no espaço da «Turismo Serra da Estrela». A tarde de sábado vai ser dedicada ao território sabugalense com provas de queijo de cabra e bucho raiano.

BTL 2011 - Sabugal

Casa do Sabugal celebrou 36.º Aniversário

Sócios e amigos da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa juntaram-se hoje, dia 19 de Fevereiro, na sua sede, onde degustaram o almoço evocativo do 36.º aniversário da associação.

Eram cerca de 60 os convivas que se reuniram para saborear uma deliciosa chanfana, confeccionada pelo Hélder Neves. Foi um momento de forte confraternização e de recordação dos muitos momentos de agradável convivência que a Casa do Concelho do Sabugal tem proporcionado em Lisboa.
Em representação da Câmara Municipal do Sabugal veio até Lisboa o chefe de gabinete do Presidente, Vítor Proença, que informou que o Município está bem ciente da importância da Casa do Concelho. O presidente vai mesmo pedir um orçamento para que seja a Câmara a pagar um novo reclamo luminoso para a fachada do edifício, substituindo o que ali se encontra, que está partido e não prestigia a Casa nem o Sabugal.
O presidente da Casa, José Lucas, também usou da palavra para informar que no início de Maio haverá a já habitual Festa Campera, na herdade do ganadeiro José Dias, em Santo Estêvão de Benavente, ocasião em que se procederá á selecção dos touros para a Capeia Arraiana, que por sua vez se realizará a 4 de Junho no Campo Pequeno.
Após os discursos da praxe houve acordes de viola e de concertina, bem como fados e canções, interpretados por um grupo de bons artistas, que proporcionaram momentos de alegria contagiante. A tarde prosseguiu em tom animado, até ao momento em que o bolo de aniversário veio à mesa e se cantaram os parabéns à associação dos sabugalenses em Lisboa por mais um aniversário celebrado em plena actividade.
A Casa do Concelho do Sabugal foi fundada em 13 de Fevereiro de 1975, em Lisboa, e desde esse momento tem desenvolvido uma constante actividade em favor dos seus associados e do concelho que representa.
plb

Homenagem a João Leitão Batista

A Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa está a promover uma homenagem ao seu fundador João Leitão Batista, falecido há três anos.

João Leitão BatistaA homenagem passará por um almoço que se realiza no dia 29 de Janeiro (sábado), pelas 13 horas, na sede da associação dos naturais e amigos do concelho do Sabugal, sita na Avenida Almirante Reis, nº 256, 2º Esquerdo, em Lisboa. O almoço pretende juntar amigos e familiares do homenageado, no sentido de se evocar a sua memória, tendo em conta o trabalho que o mesmo efectuou em prole da associação.
João Leitão Batista nasceu em Águas Belas, concelho do Sabugal. Veio para Lisboa a fim de estudar e trabalhar. Enquanto estudava Filosofia na Universidade trabalhava na Lisnave como operário soldador. Concluída a licenciatura seguiu a carreira de professor do ensino secundário, tendo exercido a docência em diversas escolas do país, nomeadamente no Bombarral, Oeiras, Alenquer, Alcácer do Sal, Barreiro, Alverca (onde presidiu largos ano ao Conselho Directivo) e Lisboa.
Foi fundador da Casa do Concelho do Sabugal, e primeiro director do jornal «Sabugal», editado durante largos anos pela associação. Integrou ainda por diversas vezes os órgãos sociais da Casa. Estudioso de diferentes temáticas e especialista em línguas e literaturas clássicas, colaborou com algumas publicações periódicas e dedicou-se a traduções em grego, alemão e inglês. Dedicou-se ainda à elaboração de diversos manuais didácticos.
As inscrições para o almoço de homenagem poderão efectuar-se pelos telefones: 218403805 ou 966823786.
plb

Maria Antunes – da Raia até Paris e Lisboa

Aos 16 anos Maria Antunes foi de Aldeia Velha para França, seguindo os passos da emigração. Em 2001, rumou a Lisboa para gerir o famoso café «Cacau da Ribeira», que se mantém em plena actividade recebendo pela madrugada adentro os noctívagos que ali aportam para beberem o célebre chocolate quente.

Maria Antunes possuía e administrava em Paris um restaurante de comida portuguesa, pelo que encarou a mudança para Lisboa, para trabalhar no mesmo ramo, com naturalidade. Com o marido, natural de Lisboa, adquiriu o mítico Cacau da Ribeira, e dedicou-se de alma e coração ao novo espaço comercial, que é uma das grandes referências da cidade.
Inserido no edifício do Mercado da Ribeira, com porta para a Avenida 24 de Julho e vista para a estação ferroviária do Cais do Sodré e para o rio Tejo, é ali que os noctâmbulos vão beber o cacau quente ao romper do dia após as longas noitadas de diversão.
Maria Antunes depressa se habituou ao horário e aos clientes do seu novo espaço comercial. O café tem de resto um horário peculiar: abre diariamente às 23 horas e encerra às 16. Por vezes há uma natural dificuldade em «aturar» os que ali entram a altas horas da noite, «tomados pelos copos», mas a calma e o bom senso de Maria Antunes e das suas empregadas tudo resolve, mantendo o espaço atractivo.
Dentre os clientes que ali comparecem a beber o chocolate quente mais famoso de Lisboa, há algumas figuras públicas, como o actor Fernando Mendes, «um grande amigo da casa», destaca Maria Antunes. Fátima Lopes, Tony Carreira e Teresa Guilherme são outros nomes de celebridades que acorrem ocasionalmente ao café da empresária sabugalense. Conta que, noutro tempo, a fadista Amália Rodrigues era presença assídua por ser grande apreciadora do cacau da casa.
A hospitalidade é uma das razões do sucesso desta casa e Maria Antunes esforça-se por a manter. E aponta um quadro preto onde está escrito: «Obrigado, Volte Sempre». «Todos os dias reescrevo com giz aquela frase, porque aqui todos são bem-vindos e acolhidos de igual maneira», salienta a proprietária.
Embora os afazeres da profissão a obriguem a estar sempre presente e a par do negócio, Maria Antunes, nunca deixou de ir a Aldeia Velha. «Gosto especialmente de ali ir no tempo dos tartulhos, no Outono. É um grande prazer ir pelo campo à cata de tartulhos nas tapadas e de míscaros e setas nos pinhais». Gosta especialmente dos tartulhos assados na brasa: «são o melhor petisco do mundo», afiança com toda a convicção.
Conhecemos Maria Antunes do decurso do Festival das confrarias Gastronómicas, onde estivemos em representação da Confraria do Bucho Raiano. A empresária da raia que foi para Paris e depois se fixou em Lisboa, confessou-nos ter ficado surpreendida pela presença do bucho do Sabugal nesse certame da gastronomia portuguesa. O cacau quente continuará a ser o chamariz do seu famoso café, mas garantiu-nos que passará a falar do bucho aos seus clientes para que alguns se decidam a visitar as terras raianas onde o poderão degustar.
plb

O bucho raiano foi rei em Lisboa (1)

O Festival das Confrarias Gastronómicas, realizado em Lisboa no sábado e no domingo, contou com a presença de inúmeras confrarias, dentre as quais a do Bucho Raiano, do Sabugal, que esteve nos três espaços disponíveis: restaurante, degustação de tapas e artesanato.

O bucho foi à mesa no restaurante da Praça da Ribeira, local onde teve lugar o certame, que aconteceu a 4 e 5 de Setembro. No espaço para as tapas, a Confraria do Bucho serviu pratinhos com morcela, farinheira, chouriço, bucho e trutas fritas do Côa. No espaço de artesanato coube à Casa do Castelo apresentar diversos produtos oriundos do concelho do Sabugal, com destaque para os trabalhos de bracejo, os doces e os queijos.
O Festival iniciou-se na manhã de sábado, com a concentração das confrarias participantes defronte aos Paços do Concelho de Lisboa, onde o presidente, António Costa, deu as boas vindas. Depois os confrades seguiram em cortejo até á Praça da Ribeira. A Confraria do Bucho, com quinze confrades, foi a agremiação com maior representação, cabendo-lhe, enquanto confraria federada mais nova, encerrar o desfile.
Já no interior da Praça da Ribeira a presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Madalena Carrito, o presidente da Câmara, António Costa, e o vereador Sá Fernandes, tomaram a palavra para justificarem a iniciativa, que pretende dar maior vida à cidade, e prometeram tudo fazerem para que a mesma se repita em 2011.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, e o presidente da Assembleia Municipal, Ramiro Matos, estiveram presentes, correspondendo aos convites que lhes foram dirigidos para acompanharem os demais sabugalenses nesta jornada de divulgação da gastronomia da raia.
No restaurante, o bucho emparceirou com a vitela de Lafões, a sopa da pedra de Almeirim e a chanfana de Vila Nova de Poiares, enquanto que no local das tapas esteve junto a dezenas de outros sabores portugueses, como o bucho de Arganil, o queijo Serra da Estrela, os ovos moles de Aveiro, e muitos outros paladares representados por diversas confrarias.
Para além da gastronomia e do artesanato, houve música e dança populares, num ambiente de intensa alegria e amizade.
O bucho e os enchidos, vindos do Adérito da Rebolosa, e as trutas, vindas do Trutalcôa de Quadrazais, foram inteiramente consumidos, nada restando no final dos dois dias. Foi pois uma jornada memorável, que incluiu uma entrada da Confraria do Bucho em directo na emissão da estação televisiva SIC.
Se havia quem tivesse dúvidas acerca do potencial do bucho raiano, ficou agora provado estar à altura das demais peças da culinária portuguesa. De parceria com os enchidos, as trutas do Côa, o cabrito e outros dos nossos sabores tradicionais, o bucho tem a possibilidade de se afirmar como peça gastronómica de excelência. Haja pois quem ponha mãos à obra. Os restaurantes do concelho do Sabugal que o coloquem definitivamente nas ementas, inovando, se necessário, na forma de o servir, porque esta peça gastronómica encerra uma janela de oportunidade que o concelho não pode desaproveitar.
Para o ano, se a iniciativa se repetir, a Confraria do Bucho voltará a marcar presença, procurando inovar e melhorar a sua participação.
plb

Rotary Club homenageou David Pina

O advogado sabugalense David Pina, falecido em Dezembro, foi esta terça-feira, 6 de Julho, homenageado pelo Rotary Club de Lisboa, do qual foi membro, através de um jantar em que a prelecção evocativa foi proferida pelo professor Marcelo Rebelo de Sousa.

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A iniciativa aconteceu no Hotel Tivoli, em Lisboa, onde se juntaram dezenas de companheiros «rotarios», colegas advogados, magistrados, familiares e amigos de David Pina.
A sessão evocativa iniciou-se com o ritual próprio do clube, com a saudação às bandeiras. Depois actuou o coro do Tribunal da Relação de Lisboa (CORELIS), que interpretou um conjunto de canções que eram do gosto especial do advogado de Pousafoles do Bispo.
Após o jantar falou o professor Marcelo Rebelo de Sousa, que fez uma muito apreciada prelecção dedicada às muitas paixões de David Pina. E o professor de Direito, amigo e colega «rotario» do homenageado, evocou algumas dessas grandes paixões.
Desde logo a paixão pela família, pela mulher e pelos dois filhos. Também a paixão por aprender e por ensinar, o que o levou a percorrer muitas terras e muitas escolas, sempre em busca do saber. Foi um distinto pedagogo, que ensinou em Lisboa, Paris, Bruxelas, Toulouse, Grenoble, Lille, Bordéus, Genéve.
Viveu também a paixão pela sua profissão, a advocacia, e as muitas actividades a que se dedicou. Viveu como cidadão português e europeu, dedicado a inúmeras causas e inserido em diversos movimentos.
Teve um papel determinante em múltiplas associações nacionais e internacionais, em áreas como as da integração europeia, do Direito Europeu, do Direito Comparado, do Direito da Concorrência ou do Direito da Propriedade Industrial.
Convicto europeísta, foi autor de obras individuais e colectivas sobre o Acto Único, o Tratado de Roma ou a política regional como instrumento da integração europeia.
Marcelo Rebelo de Sousa, deixou sobretudo bem vincada a «paixão de viver» de David Pina:
«A paixão com que colocou o seu vasto saber e a sua capacidade de ensinar, de comunicar e educar ao serviço das causas sociais mais nobres, mais exigentes e mais dignas, como as da luta pelos direitos das pessoas, do combate à fome, à miséria, à pobreza, às injustiças sociais. Na resistência às ditaduras, às intolerâncias, às xenofobias, aos racismos. A paixão com que conduziu essas lutas, em todos os movimentos a que pertencia, sem desfalecimentos ou condescendências. A paixão com que fez da sua vida muitas vidas: marido, pai, amigo, companheiro, estudioso, professor, advogado, dirigente associativo, comunicador, autor, militante português e europeu, defensor de valores e batalhador pelos injustiçados e espezinhados.
Muitas vidas sabia tocar, com aquelas qualidades que distinguem as novas fileiras, qualidades que pude testemunhar, já lá vão quase 40 anos quando nos conhecemos na mesma escola de Direito e em mim nasceu uma irreprimível admiração pelo David Pina.
Era, como seria sempre, forte no carácter e vincado na postura. Era, como seria sempre, visceralmente bom no coração e visionário no temperamento. Era, como seria sempre, esclarecidamente líder na formação, mas extraordinariamente generoso.
Excessivo na dedicação aos outros – dava sempre mais do que recebia –, não conhecia limites de disponibilidade, de esforço, de entrega, sempre com a palavra amiga, com o humor rápido, com o humor bem português.»
Depois das efusivamente aplaudidas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, seguiram-se algumas intervenções de colegas e amigos de David Pina, dentre elas a de Joaquim Esteves Saloio, natural da Torre, concelho do Sabugal, amigo de sempre do homenageado, que o conheceu quando estudaram no Seminário do Fundão, onde primeiramente se prepararam para a vida. «Tenho a certeza que muito do que foi David Pina e que aqui nos foi magistralmente transmitido pelo professor Marcelo Rebelo de Sousa, também se deveu ao que aprendeu no seminário», disse Esteves Saloio.
David Pina nasceu em 1943 em Pousafoles do Bispo. Licenciado em Direito, dedicou-se à docência e à advocacia, empenhando-se também em inúmeras causas sociais. O seu escritório de advogados, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, recebeu em estágio inúmeros jovens sabugalenses, que ali tiraram o seu estágio de advocacia. Foi fundador e dirigente da Casa do Concelho do Sabugal e era um homem que amava muito a sua terra e os seus conterrâneos.
plb

Pró-Raia - Capeia Arraiana

Pró-Raia assina parceria Portugal Rural (1)

A parceria Portugal Rural apresentou em sessão pública o projecto de cooperação interterritorial no âmbito do Leader e do Subprograma 3 do Proder. O evento decorreu na Loja Portugal Rural, no bairro de Campo de Ourique, em Lisboa e contou entre outros com a presença do ministro da Agricultura, António Serrano, dos representantes da Pró-Raia, António Robalo e Elsa Fernandes e dos deputados pelo círculo da Guarda, Carlos Peixoto e João Prata.

Portugal Rural - António Robalo - Presidente - Câmara Municipal Sabugal

Pró-Raia assina parceria Portugal Rural (2)

A parceria Portugal Rural apresentou em sessão pública o projecto de cooperação interterritorial no âmbito do Leader e do Subprograma 3 do Proder. O evento decorreu na Loja Portugal Rural, no bairro de Campo de Ourique, em Lisboa e contou entre outros com a presença do ministro da Agricultura, António Serrano, dos representantes da Pró-Raia, António Robalo e Elsa Fernandes e dos deputados pelo círculo da Guarda, Carlos Peixoto e João Prata.

GALERIA DE IMAGENS    –    PORTUGAL RURAL    –    30-6-2010
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plb

Capeia Arraiana no Campo Pequeno (1)

A Capeia Arraiana voltou ao Campo Pequeno e os sabugalenses juntaram-se para conviver em clima de grande amizade.

GALERIA DE IMAGENS – 29-5-2010
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jcl

Capeia Arraiana no Campo Pequeno (2)

A Capeia Arraiana voltou ao Campo Pequeno e os sabugalenses juntaram-se para conviver em clima de grande amizade.

GALERIA DE IMAGENS – 29-5-2010
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jcl

Capeia Arraiana no Campo Pequeno (3)

A Capeia Arraiana voltou ao Campo Pequeno e os sabugalenses juntaram-se para conviver em clima de grande amizade.

GALERIA DE IMAGENS – 29-5-2010
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jcl

Capeia Arraiana no Campo Pequeno (5)

A Capeia Arraiana voltou ao Campo Pequeno e os sabugalenses juntaram-se para conviver em clima de grande amizade.

GALERIA DE IMAGENS – 29-5-2010
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jcl

Tourada na Raia

Nos últimos dias carros de bois colocam-se em círculo formando a arena onde touros de raça serão lidados numa luta entre homem e animal.

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»Nos carros toros de árvores darão a estabilidade suficiente para que as gentes da terra e arredores se dependurem neles e participem na tourada.
O largo, onde ainda ontem garotos jogavam à bola, é hoje a praça da lide.
Pela manhã chegam os animais. A camioneta é acompanhada por um bando de garotada que entre medos e fascínios vai gritando e pulando de modo a que os touros de olhos grandes e língua de fora urrem e urrem deixando os putos ainda mais empolgados.
Na praça já o forcão marca presença. Aquele «instrumento» de lide característico das touradas das terras do Côa, será manejado pelos rapazes da terra emprestando a esta tourada as características próprias da garraiada arraiana.
Os touros são despejados dentro das paredes do castelo, onde permanecerão até hora da tourada. Coração apertado, sentia sempre o medo da fuga de algum animal.
Nas horas seguintes as pessoas iam-se amontoando nos carros de bois e eu sentava-me no telhado de minha casa, onde em segurança assistia à união do homem contra a natureza.
Confesso aqui, que aquela luta nunca me deixou tranquilo. Sei hoje que a razão estava no facto da lide ser feita no largo em frente da minha casa e ter medo da possibilidade de ser visitado por algum daqueles selvagens touros.
Anos mais tarde quando já jovens adultos percorríamos as aldeias nos dias de verão para ver as garraiadas, começando logo pela manhã pelo encerro, descobri e senti, que estas manifestações de cultura local faziam e fazem parte da nossa identidade.
E por fazer parte da nossa identidade e por ser importante divulgá-la a Casa do Concelho realizará em Lisboa a XXXII Capeia Arraiana, onde muitos sabugalenses, numa união de saberes e quereres, numa crença colectiva, demonstrarão que o que faz genuinamente parte das culturas locais vencerá todos os obstáculos e continuará a manifestar-se através dos tempos.
Por isso é importante participar.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa - © Capeia Arraiana (orelha)

Os cartazes das primeiras Capeias Arraianas

Apresentamos os cartazes alusivos às três primeiras edições da Capeia Arraiana no Campo Pequeno em Lisboa, organizadas pela Casa do Concelho do Sabugal, nos anos de 1978, 1979 e 1980.

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O primeiro cartaz, referente à Capeia de 4 de Junho de 1978, anuncia a novidade: «Acontecimento inédito em Lisboa». Em ilustração está uma fotografia captada numa tourada em Aldeia Velha, com o touro e os rapazes a pegar ao forcão em primeiro plano. Ao fundo vêm-se os espectadores nas calampeiras, formadas por carros de vacas carregados de lenha, à boa maneira das antigas touradas da raia.
Anuncia-se ainda que os touros são de uma «distinta ganadaria do Ribatejo», embora a mesma não surja identificada.
Em grande destaque está a referência à organização da Casa do Concelho do Sabugal e a colaboração dos Bombeiros Voluntários do Sabugal, a que não é estranho o facto desta primeira capeia se destinar a angariar fundos para os bombeiros. Aliás, os bombeiros foram sempre presença assídua nas várias edições da tourada de Lisboa.
O segundo cartaz anuncia a capeia de 2 de Junho de 1979, tendo como ilustração uma fotografia tirada na primeira capeia e um desenho com um forcão e um touro. Este segundo cartaz acrescenta informação pertinente acerca do que constará o espectáculo: «Desfile dos toureiros com alabardas. Formalidades do pedido da praça. Forcão e tamborileiro.»
O terceiro cartaz, referente à capeia do dia 31 de Maio de 1980, não tem fotografia, apresentando antes o desenho estilizado de um forcão com os pegadores a desafiarem um enorme touro negro. Também este cartaz, à semelhança do do ano anterior, faz referência, em letra pequena, ao que compõe o espectáculo.
Os três primeiros cartazes das capeias de Lisboa têm um formato comum, com dimensões também similares e todos encimados com a referência ao Campo Pequeno como local de realização do espectáculo. Todos os cartazes contêm em nota de rodapé o aviso de que os «convites» podem ser adquiridos antecipadamente na Casa ou na sede dos Bombeiros do Sabugal, ou também, no dia da tourada, na praça de touros.
plb

Noite de fados na Casa do Sabugal em 1978

A sede da Casa do Concelho do Sabugal, na Avenida Almirante Reis em Lisboa, foi pequena para acolher todos os que quiseram estar presentes na sessão de fados ali realizada há 32 anos, na véspera da primeira Capeia Arraiana no Campo Pequeno.

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Seguimos editando fotos alusivas ao ano de 1978.
O dia 3 de Junho foi intenso para os sabugalenses que aderiram às iniciativas da então jovem Casa do Concelho do Sabugal. Durante o dia decorreu o habitual convívio anual, iniciado em 1975, com um grandioso piquenique no parque do Seminário dos Olivais, que juntou centenas de pessoas. À noite houve fados e guitarradas na sede da Casa. A sessão foi longa e vivida com abundante alegria. Os fadistas eram amadores e oriundos da nossa região e de Trás-os-Montes.
Nesse fim-de-semana intenso realizou-se ainda, no domingo de manhã, um encontro de futebol entre uma equipa da Casa e outra da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro. Mas a maior iniciativa estava marcada para o domingo à tarde, na praça de touros do Campo Pequeno: a tourada com forcão, a que os organizadores chamaram Capeia Arraiana.
Numa das fotografias acima editadas pode ver-se o então presidente da Câmara do Sabugal, o Dr Lopes, de Vale de Espinho, que, acompanhado pelo vice-presidente da Casa, Adelino Dias, se dirige aos que nessa noite memorável foram assistir à sessão de fados.
plb

Casas regionais integram as Festas de Lisboa

A Câmara Municipal de Lisboa integrou nas Festas da Cidade, que começam no final de Maio e se prolongam por todo o mês de Junho, as casas regionais sedeadas na capital, proporcionando-lhe a divulgação da gastronomia, artesanato e tradições das terras que representam.

A iniciativa «Casas Regionais em Lisboa» acontece na Praça do Rossio, entre os dias 28 e 30 de Maio. As associações aderentes ocuparão stands disponibilizados pela Câmara Municipal para ali divulgarem as suas regiões. Para além disso as Casas participantes garantirão a animação permanente do local através da actuação de ranchos folclóricos e grupos de danças e cantares.
Esta é a segunda edição de um evento, pela qual se recupera uma velha parceria existente entre as associações regionalistas e a Câmara Municipal de Lisboa por ocasião das festas da capital. Durante muitos anos realizaram-se jogos tradicionais e desfiles etnográficos, para além de outras actividades paralelas, que animaram a cidade, dando-lhe o colorido representativo das várias regiões de origem da sua população. Depois os jogos tradicionais deixaram de realizar-se e a participação das Casas nas festas tornou-se pouco expressiva. Porém agora, com o lançamento da iniciativa «Casas Regionais em Lisboa», a autarquia voltou a recuperar em pleno a sua ligação às associações regionalistas sedeadas na capital do país.
Participam na actividade 15 casas regionais, dentre as quais algumas das mais activas, como as de Ferreira do Zêzere, Arganil, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima, Alvaiázere e Tomar.
A Casa do Concelho do Sabugal, que é considerada no meio do associativismo regionalista uma das mais dinâmicas, não está incluída na iniciativa, o que se deverá à realização da tradicional Capeia Arraiana no Campo Pequeno no dia 29 de Maio.
plb

Entende-se perfeitamente que a Capeia Arraiana de 29 de Maio impossibilite a participação da Casa do Concelho do Sabugal na iniciativa «Casas Regionais em Lisboa». O que porém não se compreende é que a Capeia Arraiana não tenha sido ela própria integrada nas Festas de Lisboa, ao contrário do que sucedeu noutros anos.
plb

Campo Pequeno recebe a 32.ª Capeia Arraiana

A Casa do Concelho do Sabugal realiza no dia 29 de Maio, pelas 17 horas, a tradicional Capeia Arraiana do Campo Pequeno em Lisboa. Para além da divulgação e promoção da nossa tourada típica, o já histórico evento em Lisboa constituirá um momento de confraternização e de convívio entre os sabugalenses e amigos do concelho do Sabugal.

32.ª Capeia Arraiana - Campo Pequeno - Lisboa

A primeira Capeia em Lisboa realizou-se 4 de Junho de 1978, na Praça de Touros do Campo Pequeno. O grande promotor do acontecimento de há 32 anos (convém nunca esquecer quem deu origem às coisas) foi o Francisco Martins Engrácia, natural de Vila Boa. Ele, apoiado por um conjunto de sabugalenses radicados em Lisboa, tornou realidade o que muitos consideravam impossível: lidar touros com o forcão no santuário da tauromaquia nacional.
A capeia de 1978 realizou-se a favor dos Bombeiros Voluntários do Sabugal (a única corporação da altura no concelho), para quem reverteram os ganhos financeiros com a iniciativa. Não era porém fácil levar a efeito uma realização desta natureza, que constituía uma autêntica aventura, a qual a maioria tinha medo de assumir. Porém a força e o querer de alguns sobrepôs-se ao pessimismo da maioria e a iniciativa avançou com a garantia dos elementos da comissão organizadora de que se houvesse prejuízo ele seria inteiramente assumido pelos membros da comissão.
A primeira capeia arraiana em Lisboa foi um enorme sucesso, com a adesão de milhares de sabugalenses e seus amigos, que fizeram um glorioso desfile desde a sede da Casa, na Av. Almirante Reis, até à praça de touros. E a iniciativa não morreu moura, antes vingou e passou a marcar o calendário anual, realizando-se sucessivamente.
O Campo Pequeno acolheu quase sempre a iniciativa. Isso apenas não sucedeu em 1986, em que a tourada com forcão foi para a Monumental de Cascais, dados os custos de aluguer incomportáveis que o Campo Pequeno exigia. Houve também um período em que o Campo Pequeno esteve em obras e tiveram forçosamente que se encontrar alternativas. Foi assim que, do ano 2000 a 2007 a capeia correu outras praças e outras localidades, realizando-se em Vila Franca de Xira, Sobral do Monte Agraço, Fernão Ferro e Moita.
Nesse período as touradas eram sofríveis enquanto convívios, pois não conseguiam cativar tanta gente. Porém em 2008 a capeia voltou ao Campo Pequeno, recuperando o misticismo e reconquistando a aderência de milhares de pessoas, muitas delas vindo de propósito do Sabugal e de outros pontos do país, e até do estrangeiro, de onde provêm alguns emigrantes sabugalenses.
Este ano a Capeia, cujo cartaz está ilustrado com uma formidável pintura do artista plástico Alcínio Vicente, de Aldeia do Bispo, voltará com toda a certeza a ser um momento de grande jubilo para os sabugalenses.
No dia 29 de Maio, sábado, às 17 horas, o encontro está marcado no Campo Pequeno em Lisboa. A Banda Filarmónica da Bendada, o Rancho Folclórico de Vila Boa, os Tamborileiros de Aldeia da Ponte, integram a festa que terá o seu atractivo principal na corrida dos touros com o forcão, ao estilo e ao sabor da raia sabugalense.
plb

À fala com… Carla Sofia Marcos

A jovem Carla Sofia é natural do Soito. Filha de empresários, possui também o bichinho do negócio, o que a levou a apostar na instalação de uma loja de grande prestígio na Baixa de Lisboa, a zona mais nobre da cidade. Xocoa é a marca do esplêndido chocolate que expõe e vende, sendo muitos os transeuntes que entram e compram e muitos também os que ali vão de propósito para adquirirem um produto de alta qualidade. Capeia Arraiana também foi à Xocoa, onde esteve à conversa com a jovem empresária soitense.

– Xocoa dá-nos a ideia de que aproveitou o nome do nosso rio Côa para designar a sua loja…
– Pois isso é apenas uma feliz coincidência. Xocoa é uma marca catalã de chocolate artesanal, cuja casa mãe existe em Barcelona desde 1897. A empresa expandiu-se e detém actualmente 16 lojas em toda a Espanha, sendo esta a sua primeira filial fora do país.
– Então isto é um franchising, na medida em que comercializa uma marca em respeito absoluto pelas regras da empresa mãe?
– Sim, mas eu chamo-lhe «franchising amigável», porque a empresa mãe apenas cede o negócio a conhecidos em que tenha confiança, com uma grande preocupação com a qualidade mas sem procurar a expansão do negócio a todo o custo.
– Como chegou aqui à Baixa de Lisboa com este negócio? Fale-nos do seu percurso pessoal e profissional.
Estudei na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, onde me licenciei em Engenharia Têxtil. A minha mãe era sócia da empresa Dache, no Sabugal, e com a sua morte, há três anos, eu e meu irmão herdámos as suas quotas na empresa. Eu pensei até em me fixar no concelho do Sabugal, mas a empresa entrou em dificuldades e fechou, pelo que decidi procurar outro negócio para investir. Então um amigo que tenho em Barcelona deu-me a ideia de instalar em Lisboa uma loja de chocolate da Xocoa e eu avancei.
– E foi difícil obter financiamento e arranjar este local?
Tive a ajuda do meu pai, que financiou o negócio e me ajudou a procurar um local central. Decidimos logo que seria aqui na Baixa de Lisboa, para potenciar o negócio, e conseguimos alugar este espaço, onde tivemos que fazer obras, transformando-o numa loja condigna.
– E está satisfeita com o rumo do negócio?
Não me posso queixar. A casa está aberta há sete meses, e as coisas correm muito bem. Temos clientes a entrar na loja durante todo o dia e, em média, vendemos chocolate a sessenta pessoas por dia, muitas delas comprando até em boa quantidade.
– Como é que as pessoas reagem perante uma montra tão sugestiva, cheia de chocolate de formato original e com uma marca ainda relativamente pouco conhecida?
O aspecto da loja é o primeiro impacto no transeunte que passa e olha aqui para dentro. Depois o produto também é apelativo e quando entram e provam o chocolate então rendem-se completamente, porque o produto é muito bom e de alta qualidade.
– E é também caro, não acha?
Eu diria antes que não é barato, porque existe uma relação equilibrada entre o preço e a qualidade. A prova é que em sete meses que aqui estamos e em que já atendemos milhares de pessoas, nunca tivemos uma única reclamação. Isto é revelador.
– Mantém a esperança de um dia investir no concelho do Sabugal?
Tenho esse desejo a talvez um dia isso seja possível. Não com uma loja destas, pois a casa mãe da Xocoa considera que o negócio apenas é viável em zonas urbanas com mais de 100 mil habitantes, mas há outros negócios interessantes que ali se podem instalar.
– Vai regularmente ao Soito?
Sim, vou lá sempre que posso, até porque vive lá o meu pai e tenho lá uma boa parte dos meus amigos.

Provámos o chocolate da Xocoa, com toque a gourmet, e podemos assegurar que é magnífico, uma verdadeira gulodice que nos deixa uma sensação de bom gosto. Não deixe de visitar a Xocoa, na Rua do Crucifixo, nº 112, junto á entrada da estação de metro do Chiado.
plb

Confraria Bucho Raiano – Almoço anual em Lisboa

O almoço anual em Lisboa de convívio e divulgação da Confraria do Bucho Raiano realiza-se no sábado, 7 de Novembro, a partir do meio-dia no palacete da Cooperativa Militar situado na Rua de São José, n.º 24, junto aos Restauradores. As marcações para o almoço – confrades (20 euros) e não confrades (25 euros) – encerram no dia 31 de Outubro. (actualização.)

Confraria do Bucho Raiano

Os confrades do bucho raiano vão reunir-se em Lisboa para o almoço anual da Confraria do Bucho Raiano.
O encontro está marcado para o dia 7 de Novembro no edifício da Cooperativa Militar aos Restauradores. Os dois palácios do conde de Magalhães e um jardim classificados com monumento nacional datam do século XVIII e pertenceram ao Barão de Orta, nobre espanhol cujo brasão em alvenaria decora a parede interior sobranceira à escadaria principal.
O imóvel foi adquirido pelo Ministério da Guerra em 1948 à Marquesa de Santa Cruz dos Manuelles, filha e herdeira do conde de Magalhães. A entrada faz-se por uma porta monumental em arco de volta inteira e conducente através de rampa abobadada ao pátio rectangular interior. O Palácio da Ordem Soberana de Malta cuja cruz ainda hoje ornamenta a fachada principal foi construído no século XIX e foi também utilizado pela Governo Militar de Lisboa. Ambos os palácios foram utilizados pela Cooperativa Militar até 26 de Outubro de 1998 até serem transferidos para o IASFA passando a fazer parte do património do Ministério da Defesa Nacional.
O encontro acontece no primeiro sábado de Novembro respeitando a regra dos dois almoços anuais da Confraria do Bucho Raiano que define uma reunião em Lisboa antes do final do ano e outra no Sabugal no domingo gordo (Carnaval), dia em que tradicionalmente as famílias mais chegadas se juntavam para comer o bucho.
A ementa será constituída por enchidos, seguidos do bucho, que virá à mesa acompanhado por batatas e grelos de nabo cozidos, em absoluto respeito pela tradição gastronómica raiana. Os produtos para o almoço da Confraria do Bucho Raiano serão fornecidos pelo talho certificado de produtos raianos do Adérito da Rebolosa.
O bucho é a peça de enchido mais genuína das terras raianas do centro de Portugal. Manda a tradição que após a matança do porco se juntem num barranhão pedaços de carne provindos da cabeça, orelhas e rabo, de mistura com a carne que restou agarrada aos ossos. Coloca-se essa carne em vinha d’alhos durante três dias, após o que se enchem as bexigas dos próprios porcos, indo para o fumeiro a fim de aí secarem com o calor provindo da lareira.
Dar a conhecer o bucho e contribuir para que se transforme numa oportunidade económica para a região raiana é o objectivo da Confraria do Bucho Raiano que organiza em Novembro o seu segundo encontro de 2009.
A iniciativa tem como mordomo o confrade José Morgado Carvalho e as marcações podem ser feitas até ao dia 31 de Outubro de 2009 para:
Telemóveis: 965 869 121 e 961 431 889.
Email: confrariabuchoraiano@gmail.com

Preços: Confrades (20 euros) – Não Confrades (25 euros).

Cooperativa Militar – GPS: 38° 43′ 7.41″ N – 9° 8′ 32.81″ W

Confraria do Bucho Raiano: agraciada com louvor da Câmara Municipal do Sabugal. Aqui.
jcl

«Pic-nic 2008» de Aldeia da Ponte em Lisboa

É já neste domingo, dia 1 de Junho, no dia a seguir à Capeia Arraiana no Campo Pequeno, da Casa do Concelho do Sabugal que vai ter lugar na Escola Agrícola da Paiã, na Pontinha, o tradicional «Pic-nic de Aldeia da Ponte em Lisboa».

Cartaz do pic-nic de Aldeia da Ponte em LisboaComo manda a tradição, esta realização anual já se realiza há mais de 50 anos, inicialmente com o encontro de conterrâneos, num restaurante da zona de Lisboa, para um almoço, prolongando-se durante a tarde.
A partir do ano de 1973, deu-se a mudança para «pic-nic», com o primeiro, desta nova era, a ser efectuado no Parque de Monsanto, casa habitual dos «pic-nics» da nossa Aldeia.
Há uns anos a esta parte, as dificuldades em conseguir Monsanto têm-se tornado difíceis ou incompatíveis com os anseios da nossa gente, por um motivo ou por outro, razão pela qual se tem variado o local de realização, cada ano que passa.
Como habitual, o programa contempla todos os ingredientes inerentes a esta realização, com a abertura do jogo de futebol, «Casados-Solteiros», seguindo-se o almoço.
Pela tarde, a criançada terá as suas afamadas corridas, bem como os jogos habituais para os adultos, seguindo-se o convívio habitual destas realizações.
Esteves Carreirinha

Rock In Rio – Eu vou… de transportes públicos

A organização do Rock In Rio-Lisboa e o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações assinaram no dia 29 de Abril um protocolo apoiado numa campanha de sensibilização para a utilização de transportes públicos nos dias dos concertos.

Rock In Rio-Lisboa 2008Foi assinado esta quarta-feira, 29 de Abril, um protocolo entre o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, representado pelo ministro Mário Lino e a secretária de Estado Ana Paula Vitorino e Roberta Medina, vice-presidente da organização do Rock In Rio-Lisboa.
A parceria hoje formalizada nasce de uma sinergia entre as duas entidades com um objectivo comum: sensibilizar as pessoas para a importância da utilização dos transportes colectivos em vez do transporte individual.
A campanha «Goze a Viagem» para a promoção do transporte público vai ter como anfitrião o actor Ricardo Carriço que abraçou imediatamente esta iniciativa. O conceito desenvolvido para esta campanha está assente na valorização dos aspectos positivos do transporte público, utilizando uma linguagem simples, imediata, objectiva e transversal aos diferentes alvos de comunicação.
Dois elos estabelecem a ligação do Rock in Rio-Lisboa 2008 com esta campanha. Por um lado, a temática do projecto social – as Alterações Climáticas – e, por outro, o Plano de Redução de Emissões de Carbono do evento.
A organização do Rock in Rio-Lisboa estabeleceu parcerias com todos os operadores de transportes para o desenvolvimento de uma rede especial para os dias do evento de modo a que o público chegue à Cidade do Rock e regresse aos seus destinos de uma forma rápida, confortável e… amiga do ambiente:
– Metropolitano: serviços especiais na Estação da Bela Vista até às três e meia da madrugada com ligação às linhas Vermelha e Verde;
– Transtejo: realiza serviços regulares entre Cais do Sodré e Cacilhas e entre o Terreiro do Paço e o Barreiro até às duas e meia da madrugada;
– Carris: além das carreiras da Rede da Madrugada, realiza carreiras com partida junto ao pórtico da Cidade do Rock até duas horas depois do último concerto do Palco Mundo;
Fertagus: comboio especial que parte cerca de uma hora depois do encerramento do evento da estação Roma/ Areeiro para a margem Sul;
– CP: para além do ROCKCard CP, um produto especial para os moradores do Norte do país, a CP disponibiliza um comboio especial nas Linhas de Sintra e de Cascais, saindo cerca de uma hora após o final do evento respectivamente das estações Roma/ Areeiro e Cais do Sodré.
aps

Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa - © Capeia Arraiana (orelha)

Casa do Concelho do Sabugal na Internet

A Casa do Concelho do Sabugal já está presente na Internet pela mão do presidente da Mesa da Assembleia Geral, José Luís Tomé, que nos enviou o comunicado que transcrevemos a seguir. Está dado mais um passo para a credibilização e recuperação do prestígio da instituição.

Casa do Concelho do Sabugal (Lisboa)«Os fundadores da Casa do Concelho do Sabugal, que tive o gosto de conhecer pessoalmente, logo após a criação desta associação em 13 de Fevereiro de 1975, e mesmo de com eles participar nas actividades desenvolvidas ao longo de vários anos, seriam certamente os primeiros a apoiar as decisões tomadas na ultima assembleia geral, realizada no dia 16 de Janeiro.
A necessidade de uma vida associativa voltou a manifestar-se como fazendo parte intrínseca da condição humana num conjunto de pessoas de origens raianas, que se identificam fortemente como uma comunidade diferente de outras, não só pelo nascimento, mas também pelas tradições vividas por cada um de nós naquelas paragens.
Naquela reunião foram aprovadas todas as propostas da Direcção que foram apresentadas com o objectivo ultrapassar a crise económica, financeira e associativa da Casa do Concelho do Sabugal, bem como as que constavam do plano de actividades para 2008, de que se destacam a possibilidade de realização de duas capeias arraianas, torneios de sueca e de futebol e um rally paper no concelho do Sabugal.
Haverá ainda a possibilidade de a Casa do Concelho do Sabugal poder vir a ser mediadora na venda em Lisboa de produtos regionais, apoiando assim uma actividade económica de desenvolvimento das empresas do concelho do Sabugal.
Por fim, tenho o maior gosto de vir divulgar no «Capeia Arraiana», o endereço da página oficial da Casa do Concelho do Sabugal, que foi aprovada por unanimidade na assembleia geral acima referida e que pretende tornar-se um meio de comunicação fácil com todos os sócios:

www.casadoconcelhodosabugal.pt

Este sítio na Internet irá ser gerido pelos órgãos sociais eleitos no dia 27 de Setembro de 2007, divulgando as actividades da associação e os seus resultados.
No entanto, as opiniões, ou sugestões de introdução de novos conteúdos, bem como de melhorias na página serão sempre bem vindas, pelo que apelamos a todos os sócios e aos naturais do concelho do Sabugal à participação neste projecto.
Lisboa, 28 de Janeiro de 2008.
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
José Luís Martins Tomé

O corpo humano como nunca o viu

Assim se chama a uma peculiar e muito interessante mostra que pode ser visitada em Lisboa até ao dia 24 de Outubro, a qual apresenta o corpo humano e as suas partes através de espécimes reais.

Um dos corpos da exposiçãoÉ em verdade impressionante a forma como estão expostos os diversos corpos e órgãos que compõem a singular exibição. Trata-se de corpos verdadeiros, especialmente preparados, com recurso a um processo chamado de polimerização. Numa primeira fase a água dos tecidos dos cadáveres foi removida por imersão em acetona. Seguidamente a própria acetona foi removida através de uma câmara de vácuo e substituída por silicone líquida. A silicone foi depois tratada e endurecida, para que os tecidos humanos não se deteriorassem com a decomposição natural. O resultado é verdadeiramente impressionante, podendo observar-se os espécimes verdadeiros e encontrar neles as reais formas do nosso corpo.
Em diferentes secções podem examinar-se os ossos, os músculos, nervos e vasos sanguíneos. Também se podem examinar órgãos como o coração, fígado, rins, cérebro, pulmões e intestinos. No final, cada visitante reconhecerá que sabe mais acerca do seu próprio corpo e da prevenção para o manter saudável.
Há secções da exposição que são perturbadoras, como a que retrata o aparelho respiratório, exibindo-se pulmões saudáveis em contraponto com pulmões doentes. Os doentes pertenceram a um fumador, sendo mais encolhidos e negros, por efeito das camadas de alcatrão que nele se acumularam. Outra parte comovente é o dos fetos que morreram ainda no interior do útero. Há espécimes com várias semanas de vida intra-uterina, uma placenta de gémeos e diversos órgãos de bebés, alguns com más formações.
A exposição veio dos Estados Unidos, de Atlanta no estado da Geórgia. Com o nome original «Bodies… The Exhibition», a mostra é uma feliz iniciativa voltada para o conhecimento de cada um em relação ao seu próprio corpo, para que seja mais pró-activo e cauteloso, contribuindo para ter um corpo são e uma vida saudável.
A exposição está patente na Rua da Escola Politécnica, nº. 42, ao Príncipe Real, em Lisboa.
plb

Sabugal na Feira de Artesanato de Lisboa

Dois artesãos estão na edição deste ano da Feira Internacional de Artesanato, que acaba amanhã, 1 de Julho, domingo. O interesse que o público tem demonstrado leva-os a considerar que valeu a pena deslocarem-se a Lisboa.

Stand do Sabugal na FIA 2007Pela mão da Associação Desenvolvimento Sabugal (ADES) e com o apoio da Câmara Municipal, Francisco Gonçalves, da Lomba, e Maria Adosinda Cruz, de Penalobo, representam o concelho do Sabugal na Feira Internacional de Artesanato (FIA), que decorre em Lisboa.
Francisco Gonçalves apresenta os já muito conhecidos e apreciados bares em tronco de castanheiro e Maria Adosinda expõe miniaturas em barro de maravilhoso efeito estético.
Vieram ainda em representação de outros dois artesãos, que não puderam deslocar-se a Lisboa, tendo eles trazido os seus produtos. O pavilhão dos artesãos sabugalenses é muito visitado e os dois artesãos não têm mãos a medir na satisfação da curiosidade dos visitantes, que perguntam sobre as artes de cada um. Maria Adosinda aproveita e estende aos que mais se demoram uma brochura sobre o concelho, que a Câmara enviou, e insta todos a deslocarem-se ao Sabugal em visita turística. «Já demos cerca de mil desdobráveis a pessoas que nos dizem que gostavam de visitar o concelho», diz-nos a artesã, visivelmente satisfeita em divulgar a sua terra.
Ambos os artesãos consideram que valeu a pena esta deslocação a Lisboa, na medida em que deram um contributo para que o artesanato do concelho ficasse bem representado, dado o interesse revelado pelos muitos visitantes. No que toca ao negócio também não se podem queixar. «Poderia ser melhor, mas atendendo aos tempos que correm, não esteve mau», revelou Francisco Gonçalves.
Tal como vem sendo hábito, a FIA deste ano brindou os visitantes com uma ampla variedade de produtos. Artesãos de todo o mundo mostraram a sua criatividade a um público atento e interessado que se perdia por longas horas nos três grandes pavilhões que acolheram a exposição.
Foi bom ver ali também uma representação do concelho do Sabugal, embora isso tenha sabido a muito pouco, dado o elevado número de artesãos sabugalenses a que é reconhecido valor.
plb

Marcha de Alfama conquista o tetra

O bairro típico de Alfama venceu a edição de 2007 das Marchas Populares de Lisboa. É a quarta vitória consecutiva nas Marchas Populares de Lisboa e a 14.ª do seu historial.

Marchas Populares de Lisboa na AvenidaAs festas da cidade de Lisboa decorrem todos os anos no mês de Junho com a figura de Santo António com o menino Jesus ao colo em plano de destaque. Os lisboetas saiem à rua e percorrem a pé todos os bairros históricos onde os bailaricos se misturam com o cheiro das sardinhas e dos majericos.
Um dos pontos altos dos festejos alfacinhas é o tradicional desfile na Avenida da Liberdade na noite de 12 de Junho com os bairros a apresentarem os seus marchantes e os mediáticos padrinhos e madrinhas.
Alfama alcançou na edição de 2007 a sua quarta vitória consecutiva e a 14.ª da sua história. No histórico bairro de Lisboa, com ruas onde não conseguem passar carros e com os vizinhos a conversar à janela as opiniões sobre a receita do sucesso dividem-se entre o muito trabalho desenvolvido ao longo do ano nos ensaios e no mérito do ensaiador Carlos Mendonça que até já tem a alcunha de «Mourinho».
Os festejos do tetra decorreram durante toda a noite no bairro com uma grande sardinhada bem regada.
O pódio foi ocupado por Alfama, Marvila e Campolide com Marvila a vencer ainda o prémio para melhor cenografia. O melhor desempenho do cavalinho foi para a marcha de Campolide e a melhor letra e composição original foi atribuída à marcha da Bica.
jcl

Semana do Ambiente no Jardim Zoológico

Decorrem de 4 a 10 de Junho, no Jardim Zoológico de Lisboa, as comemorações da Semana do Ambiente com uma série de actividades para miúdos e graúdos no sentido da sensibilização para a conservação da Natureza.

Jardim Zoológico de LisboaNo dia 5 de Junho, Dia do Ambiente, serão realizados ateliers no Centro Pedagógico onde os mais pequenos podem participar em actividades relacionadas com os animais e a natureza.
A Sociedade Ponto Verde estará no Zoo com a acção «Separar vai colar» premiando os visitantes que colocarem as embalagens nos contentores correctos.
Para o dia 7 de Junho os D’zrt estarão presentes na Baía dos Golfinhos e no dia 8, Dia dos Oceanos, serão distribuídas informações sobre a preservação dos Oceanos para que todos possam contribuir para que os rios, mares e oceanos sejam limpos e com vida.
Entre 4 e 10 de Junho o Jardim Zoológico de Lisboa convida os visitantes a participar num peddy paper e conhecer algumas das espécies do parque que se encontram em vias de extinção
jcl

Artes Plásticas - Pintura - Capeia Arraiana

Exposição de Alcínio Vicente em Telheiras

«Respigos da Memória» é o título da exposição individual do artista Alcínio Vicente, natural de Aldeia do Bispo, na Galeria Artela no bairro de Telheiras em Lisboa.

Convívio de Badamalos em Lisboa

Os naturais, descendentes e amigos de Badamalos reúnem-se em convívio no próximo dia 9 de Junho, sábado, no Seixal.

Convöio de Badamalos em Lisboa - 2006O 3.º Convívio do Povo e Amigos de Badamalos em Lisboa irá acontecer no sábado, 9 de Junho. À semelhança de anos transactos irá decorrer na margem sul do rio Tejo, na Quinta Vinha da Ribeira, na Arrentela, concelho do Seixal.
Para além dos tradicionais «comes e bebes» os participantes poderão divertir-se em jogos como escalada, tiro com arco e rappel.
A organização convida a passar bons momentos num ambiente de camaradagem e amizade raiana.
As inscrições estão abertas e poderão ser feitas até ao próximo dia 4 de Junho para o telemóvel 934106797.
jcl

Fim-de-semana de Judo em Lisboa

O Estádio Universitário de Lisboa acolheu, no fim-de-semana de 3 e 4 de Março, duas provas dos Campeonatos Nacionais de Judo nos escalões juvenis e juniores. Miguel Marcos (Sporting do Sabugal) e Flávia Jorge (ABP Gouveia) foram os representantes do distrito da Guarda a alcançar o pódio.

Comitiva raiana com boa disposição entre os combatesNo passado fim-de-semana de 3 e 4 de Março, o estádio Universitário de Lisboa acolheu mais uma vez duas provas de campeonato Nacional (CN), a de Juvenis (13/14 anos) na qual estiveram presentes 180 atletas (69 atletas femininos e 111 atletas masculinos). e de Juniores com 45 femininos e 130 masculinos.
O Distrito da Guarda esteve presente com oito judocas no escalão mais jovem e uma atleta em juniores. Com uma elevada participação no escalão juvenil, foi nos pesos mais leves que os melhores resultados apareceram.
No sector feminino, Flávia Jorge da ABP Gouveia em -44 kg, que no ano transacto não conseguira chegar aos lugares de topo, mostrou nítidas melhorias conseguindo a medalha de bronze.
No sector masculino foi Miguel Marcos em -42 kg, do Soito, a treinar no Sporting Clube do Sabugal que conseguiu também o terceiro lugar na sua categoria de peso, este pequeno judoca tem vindo a mostrar aptidão para a modalidade, arrecadando assim a primeira medalha para os masculino do nosso distrito, em Campeonatos Nacionais.
Os restantes judocas da comitiva egitaniense, embora não tendo chegado às medalhas, mostram grande disponibilidade e força de vontade para continuar a trabalhar e melhorar, tendo alguns deles ficado a um combate do pódio.
Ângela Pires (Clube de Judo da Guarda) participou no outro grupo de -44 kg mas não conseguiu sair da primeira eliminatória, o que também aconteceu a Luísa Freitas em -48 kg (Clube de Judo da Guarda) e às irmãs Ana Rita e Ana Sofia Figueiredo em -52 kg e Alexandre Janela em -81 kg (Sporting Clube do Sabugal), que apesar de ter ganho dois excelentes combates, ficou para trás.
Quase a conseguir chegar ao pódio foi Joana Rei (Clube de Judo da Guarda) em -48 kg, que conseguiu passar a primeira eliminatória mas a ficar por um excelente 5.º lugar que de certeza a irá motivar para uma próxima participação.
No domingo, realizou-se o Campeonato Nacional de Juniores, no qual Carla Vaz (Sporting Clube do Sabugal) em -63 kg se iniciou com uma excelente vitória. Uma pequena contusão no joelho, não permitiu à atleta raiana o controlo do segundo combate no qual se encontrava em vantagem mas que deixou escapar para uma judoca da Madeira, tendo assim conseguido nas repescagens o 9.º lugar entre as 16 finalistas nesta prova.
No contexto geral, a prestação dos atletas do distrito foi positiva, ficando os treinadores da Guarda e Sabugal satisfeitos com os comportamentos dos seus atletas, deixando o compromisso de mais e melhores participações para próximos desafios.
David Carreira

«Four: espírito dos elementos» no Casino Estoril

O Casino Estoril estreou uma produção internacional inédita denominada «Four: espírito dos elementos».

«Four: Espòito dos Elementos», Casino EstorilO Salão Preto e Prata inaugurou um novo ciclo com um espectáculo que quebra as tradicionais barreiras da arte da representação. Em palco os protagonistas recorrem a inovadores efeitos especiais, soluções multimédia e difíceis exercícios de acrobacias.
Envolto num ambiente poético a suave fluidez da Água, a vibrante pulsação da Terra, a flamejante paixão do Fogo ou o poder etéreo do Ar transformam o espectáculo «Four» numa noite que desafia a procura de novas sensações.
Sob a direcção criativa de Michael McPherson, que já actuou no Cirque du Soleil, actuam 40 artistas, conjugando a dança e o canto com as artes do novo circo.
Ver o espectáculo enquanto janta custa 41€ mas se quiser pode ver apenas o show por 15. Aqui fica a sugestão para uma noite diferente em Lisboa.
jcl