Category Archives: Lisboa

Religião - © Capeia Arraiana (orelha)

Ser samaritano

Em homenagem ao Padre António Teixeira Souta, que hoje nos deixou, publicamos o texto de uma sua homilia, proferida no Verão de 1974,numa missa campal em que foi celebrante quando visitou a comunidade sabugalense radicada em Lisboa, reunida em convívio na mata do Seminário dos Olivais. O texto demonstra que António Souta era um homem de cultura e um sacerdote apaixonado pelo concelho do Sabugal e pelo seu povo.

Padre António Teixeira Souta

Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa - © Capeia Arraiana (orelha)

XXXVIII Capeia Arraiana da Casa Concelho do Sabugal

A XXXVIII Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal está marcada para o dia 3 de Junho, sábado, na Praça Palha Blanco de Vila Franca de Xira. O programa indica «Almoço/Convívio» junto à Praça e ao Pavilhão do Cevadeiro com venda de carnes para assar e enchidos com grelhadores a partir do meio-dia e meia; desfile etnográfico às 15 horas da Praça do Município até à Praça de Touros e por fim às 17 horas terá início a Capeia Arraiana.

XXXVIII Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal - Capeia Arraiana

XXXVIII Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal – 3 de Junho de 2017

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

X Almoço em Lisboa da Confraria do Bucho Raiano

ESGOTADO. O restaurante da Associação Naval de Lisboa tem capacidade para 120 lugares que vão estar todos ocupados para o X Almoço Anual da Confraria do Bucho Raiano na região da Grande Lisboa. A chancelaria regista com muita satisfação mais um ano de grande adesão a uma iniciativa dos sabugalenses que mesmo estando longe vivem com a mesma intensidade (ou ainda mais) o amor às suas tradições, costumes e identidades da zona raiana do Rio Côa. E que mais uma vez se possa ouvir pela voz do grão-mestre da Confraria do Bucho Raiano: «Que entre Sua Excelência o Bucho Raiano!»

X Almoço Anual em Lisboa - Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana

Lotação esgotada no X Almoço Anual em Lisboa da Confraria Bucho Raiano

jcl

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

X Almoço Anual da Confraria do Bucho Raiano

A Confraria do Bucho Raiano vai realizar o X Almoço Anual na Região da Grande Lisboa no sábado, 12 de Novembro, na Associação Naval de Lisboa em Belém. A chamada está marcada para o meio-dia na associação criada por S.M. o Rei D. Pedro V a 30 de Abril de 1856. O convívio das confreiras e confrades do Bucho é aberto a todos os apreciadores da gastronomia raiana mas o restaurante vai ter lotação limitada.

X Almoço Anual na Região da Grande Lisboa da Confraria Bucho Raiano

X Almoço Anual na Região da Grande Lisboa da Confraria Bucho Raiano

Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa - © Capeia Arraiana (orelha)

Capeia Arraiana da Casa do Sabugal na Moita

A Direcção da Casa do Concelho do Sabugal emitiu um comunicado a convidar todos os sabugalenses para estarem presentes na XXXVII Capeia Arraiana que se realiza no sábado, 4 de Junho, na Praça de Toiros da Moita do Ribatejo.

Praça de Toiros da Moita do Ribatejo - Capeia Arraiana

Praça de Toiros da Moita do Ribatejo

Letícia Neto - Seixo do Côa - Sabugal - Capeia Arraiana - orelha

Ir à missa

Hoje (anteontem, domingo), pela primeira vez, fui à missa. Cá, em Lisboa. Na igreja de Sã0 João de Deus, ali na Praça de Londres. Não me arrependi porque acho que foi a primeira vez que vi desconhecidos a cumprimentarem-se em Lisboa. Ok, a maior parte será só porque se sentem constrangidos a fazê-lo, mas uma vez disse «bom dia!», na paragem de autocarro, e ninguém se sentiu constrangido a responder-me.

Igreja São João de Deus - Praça de Londres - Lisboa - Capeia Arraiana

Igreja de São João de Deus na Praça de Londres em Lisboa (foto: D.R.)

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Queijos da Lactibar voltam a ser premiados

Queijos produzidos pela Lactibar, empresa de lacticínios sediada em Rendo, concelho do Sabugal, foram distinguidos no Concurso Queijos de Portugal.

Os queijos  vão a concurso sem rótulo

Os queijos vão a concurso sem rótulo

Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa - © Capeia Arraiana (orelha)

Eduardo Lourenço na Casa do Sabugal

No sábado, dia 24 de Outubro, a Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa recebeu o ilustre beirão Eduardo Lourenço, natural de S. Pedro do Rio Seco, concelho de Almeida.

Pinto Monteiro, Eduardo Lourenço, Pina Monteiro e Adérito Tavares na Casa do Concelho do Sabugal

Pinto Monteiro, Eduardo Lourenço, Pina Monteiro e Adérito Tavares na Casa do Concelho do Sabugal

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Portugal a bombar!

Nos dias 28 e 29 de Novembro realiza-se o 1º Congresso do Bombo na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa. Com o Alto Patrocínio da Presidência da República e sob a organização da Associação Tocá Rufar, este será um encontro de reflexão e partilha sobre o papel do Bombo enquanto instrumento e agente social na música tradicional portuguesa. As inscrições já se encontram abertas!

Congresso do Bombo

Congresso do Bombo

José Carlos Lages - A Cidade e as Terras - © Capeia Arraiana (orelha)

Convívio de sabugalenses na Base Aérea do Montijo

À ordem de reunir do «Chefe» Paulo Saraiva cerca de quarenta sabugalenses disseram «Presente!» para um dia de convívio e de amizade num cantinho à beira-Tejo que já serviu de abrigo a reis e rainhas na Base Aérea do Montijo (BA6). O carvão resistiu aos pingos de chuva que teimavam em cair em dia de Santo António e os petiscos lá ficaram a contento de todos. Para a parte da tarde uma privilegiada e restrita visita guiada à esquadra 751 (busca e salvamento) que já foi dos Pumas e desde 2005 passou a contar com os modernos helicópteros Merlin EH-101. Segunda edição de um dia bem passado entre amigos. Gracias Paulo!

Convívio de Sabugalenses na Base Aérea do Montijo - 2015 - Capeia Arraiana

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(As galerias de imagens podem ser vistas no artigo completo.)
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Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa - © Capeia Arraiana (orelha)

Quinzena gastronómica na Casa do Sabugal

A Casa do Concelho do Sabugal realiza uma quinzena gastronómica, que se inicia hoje, na sua sede em Lisboa, onde entre outra iguarias haverá pratos regionais, como bucho raiano, coelho à caçador, bacalhau à moda do Sabugal e enchidos.

O bucho raiano vai estar na ementa

O bucho raiano vai estar na ementa

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Turismo Centro participa na Feira das Viagens 2015

A Turismo Centro de Portugal participa na terceira edição da Feira das Viagens, um mundo de oportunidades, que decorre em dois momento e locais: de 08 a 10 de Maio, na Praça de Touros do Campo Pequeno em Lisboa; e de 15 a 17 de Maio no Palácio da Bolsa, na cidade do Porto.

A Feira das Viagens em dois momentos e locais diferentes

A Feira das Viagens em dois momentos e locais diferentes

Câmara Municipal Sabugal - © Capeia Arraiana

Contratações e ajustes no Município do Sabugal (35)

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de entidades públicas que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense desde as eleições autárquicas de Setembro de 2013 até Dezembro de 2014. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente. :: NOVEMBRO de 2014 ::

Ajuste Directo para o  Programa de Empreendedorismo Estratégico entre a Câmara Municipal do Sabugal e o ISCSP - Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas - Capeia Arraiana

Contrato de Adjudicação em Ajuste Directo para um Programa de Empreendedorismo Estratégico
entre a Câmara Municipal do Sabugal e o ISCSP – Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Cascais recebeu almoço da Confraria do Bucho (1)

Mais de cem pessoas marcaram presença no almoço da Confraria do Bucho Raiano realizado no sábado, dia 9 de Novembro, na Messe da Marinha no Farol da Guia, em Cascais. Entre confrades e amigos foi muita a animação neste oitavo almoço anual da Confraria na região de Lisboa.

O bucho foi rei em Cascais

O bucho foi rei em Cascais

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho

O almoço de naturais e amigos do Sabugal organizado pela Confraria do Bucho Raiano vai acontecer no dia 9 de Novembro, domingo, a partir do meio-dia, na Messe da Marinha do Farol da Guia, em Cascais.

Confraria Bucho Raiano - Almoço Anual na Região de Lisboa - 2014

Confraria Bucho Raiano – Almoço Anual na Região de Lisboa – 2014

José Fernandes - Do Côa ao Noémi - © Capeia Arraiana

A História por medida

De vez em quando, a nossa história é surpreendida por atitudes truncantes de episódios que este ou aquele acham que devem ser eliminados. Há pessoas que se acham no direito de dizer para o futuro o que merece ser história ou não. Querem pelos vistos uma história feita à sua medida.

Fazer uma historia à medida, mesmo que seja preciso truncar a que existe.

Fazer uma historia à medida, mesmo que seja preciso truncar a que existe.

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Casas regionais na Praça da Figueira

Lisboa recebe, na Praça da Figueira, o Fim de Semana das Casas Regionais, onde haverá stands de apresentação e venda de produtos regionais e muita animação musical proporcionada por vários grupos de danças e cantares vindos de diversos pontos do país.

Praça da Figueira volta a receber as casas regionais (foto Rouxinol de Pomares)

Praça da Figueira volta a receber as casas regionais (foto Rouxinol de Pomares)

Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa - © Capeia Arraiana (orelha)

Almoço de convívio na Casa do Sabugal

A direcção da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa remeteu-nos, com pedido de publicação, um comunicado referente à realização de um almoço para o qual foram convidados os autarcas do concelho.

CCSABUGAL

Ciclismo - Capeia Arraiana

Gustavo Veloso foi Rei da Volta

Na luta pelo derradeiro triunfo da 76ª Volta a Portugal Liberty Seguros, em Lisboa, Manuel Cardoso (Banco BIC/Carmim) impôs-se ao sprint e participou na festa da coroação de Gustavo Veloso (OFM/Quinta da Lixa) e no encerramento apoteótico da Volta 2014 na capital. Atrás de Cardoso cortou a meta o italiano Davide Vigano (Caja Rural) e o russo Sergey Shilov (Lokosphinx).

O pódio após a última etapa

O pódio após a última etapa

Freguesia de Badamalos - Capeia Arraiana

Convívio de Badamalos em Lisboa

Os naturais e amigos da freguesia de Badamalos (concelho do Sabugal) realizaram o 10.º convívio no sábado, 28 de Junho, no Seixal, em Almada.

10.º Convívio de Badamalos no Seixal, em Almada - Capeia Arraiana
Secção Judo Sporting Clube Sabugal - Capeia Arraiana (orelha)

Judocas do Sabugal medalhados em Lisboa

Os judocas da secção de judo do Sporting Clube do Sabugal (SCS) participaram com sucesso no primeiro Open de judo de 2013 após o regresso as aulas, que teve lugar nos dias 9 e 10 de Novembro, no pavilhão do campo de jogos 1º de Maio em Lisboa.

Emanuel no pódio

Emanuel no pódio

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Confraria do Bucho promove a Raia em Lisboa (1)

O Palácio do Instituto de Acção Social das Forças Armadas (ex Cooperativa Militar), recebeu no sábado, 16 de Novembro, os 120 convivas que participaram no sétimo almoço anual da Confraria do Bucho Raiano em Lisboa.

Palácio da Cooperativa Militar recebeu confrades e amigos do bucho

Palácio da Cooperativa Militar recebeu confrades e amigos do bucho

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Confraria do Bucho promove a Raia em Lisboa (5)

O Palácio do Instituto de Acção Social das Forças Armadas (ex-Cooperativa Militar), recebeu no sábado, 16 de Novembro, os 120 convivas que participaram no sétimo almoço anual da Confraria do Bucho Raiano em Lisboa.

Almoço Anual Lisboa - Confraria Bucho Raiano - Sabugal - Capeia Arraiana

(Galeria de imagens em «LER MAIS / COMENTÁRIOS»)

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Almoço de bucho em Lisboa

A Confraria do Bucho Raiano marcou para o dia 16 de Novembro (sábado), o tradicional almoço de bucho na região de Lisboa, que acontecerá no Palácio da ex-Cooperativa Militar (actual Instituto de Acção Social das Forças Armadas), sito na rua de São José, n.º 24 (zona dos Restauradores).

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A Casa Incendiada - Américo Rodrigues

Américo Rodrigues apresenta livro em Lisboa

O escritor guardense, Américo Rodrigues, dá a conhecer em Lisboa a sua mais recente obra intitulada «A Casa Incendiada». A apresentação está a cargo de Manuel Poppe e o encontro com os «desterrados» na capital está marcado para a Galeria e Livraria «Fabula Urbis».

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Confraria do Bucho almoçou em Alcochete (2)

Passou de cem o número de confrades e amigos do Sabugal e do bucho raiano que no sábado, dia 10 de Novembro, se juntaram no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete, para conviver e degustar os bons sabores das nossas terras.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Fotos de Daniel Salgueiro e José Carlos Calixto

Confraria do Bucho almoçou em Alcochete (3)

Passou de cem o número de confrades e amigos do Sabugal e do bucho raiano que hoje, dia 10 de Novembro, se juntaram no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete, para conviver e degustar os bons sabores das nossas terras.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Fotos de Daniel Salgueiro e José Carlos Calixto

Confraria do Bucho Raiano em Alcochete

O habitual almoço anual da Confraria do Bucho Raiano na região de Lisboa realiza-se no dia 10 de Novembro, no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete.

O almoço anual na região de Lisboa da Confraria do Bucho Raiano está aberto a todos os sabugalenses e amigos do Sabugal que desejem inscrever-se, independentemente de serem ou não confrades da Confraria.
Os interessados podem inscrever-se por estas vias: enviando e-mail para o endereço confrariabuchoraiano@gmail.com, ou telefonando para os números 966823786 ou 963084143.
jcl

Almoço de bucho raiano em Alcochete

O habitual almoço anual da Confraria do Bucho Raiano na região de Lisboa realiza-se no dia 10 de Novembro, no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete.

O convívio de 2012 da Confraria do Bucho Raiano está programado para num local especialmente aprazível, num salão à beira-Tejo, com vista para a baía de Alcochete.
A ementa já está elaborada e inclui entradas, com broa, manteigas, paté, azeitonas, bem como as morcelas e farinheiras raianas assadas.
Também haverá sopa de alho francês, ao que se seguirá o esperado prato de bucho acompanhado de batata, nabiças e grelos. Para beber haverá vinhos de Rio Frio e do Vale da Judia, para além de cerveja e refrigerantes.
A sobremesa inclui arroz doce e ananás, a que se seguirá o café.
Após o almoço virão à mesa castanhas assadas e geropiga de Ruivós, em homenagem a São Martinho, patrono das festas outonais.
Os interessados podem inscrever-se por estas vias: enviando e-mail para o endereço confrariabuchoraiano@gmail.com, ou telefonando para os números 966823786 ou 963084143.
O almoço de bucho está aberto a todos os interessados que desejem inscrever-se, independentemente de serem ou não confrades da Confraria.
Inscreva-se e vá degustar o saboroso bucho raiano, e conviver entre amigos num belo e aprazível local da margem sul do Tejo.
O restaurante é defronte ao conhecido Hotel Al Foz, de Alcochete.
Paulo Leitão Batista – Chanceler da Confraria do Bucho Raiano

Autarcas sabugalenses protestam em Lisboa

Um grupo constituído por 17 autarcas do Sabugal deslocou-se ontem, dia 28 de Junho, a Lisboa para protestar conjuntamente com eleitos locais de todo o país contra o fecho de tribunais.

Os eleitos locais do concelho do Sabugal deslocaram-se a Lisboa no autocarro do Município, sendo a comitiva constituída por 17 eleitos locais, dentre os quais o presidente da Câmara António Robalo, os vereadores Luís Sanches e Francisco Vaz e os presidentes de Junta de Freguesia do Sabugal, Vale das Éguas, Sortelha, Rebolosa e Quadrazais, aos quais se juntou ainda o presidente da Assembleia Municipal, Ramiro Matos.
À chegada a Lisboa a comitiva sabugalense juntou-se à de Penamacor e foram ambas almoçar à Casa do Concelho do Sabugal, de onde partiram depois para o Terreiro do Paço, concentrando-se defronte ao Ministério da Justiça.
«Acesso à justiça igual para todos», foi a voz de protesto que mais ouviu por parte dos 400 autarcas de todo o país, que se juntaram à porta da ministra Paula Teixeira da Cruz, manifestando-se contra a proposta de encerramento de 54 tribunais, prevista no novo Mapa Judiciário, entre os quais o do Sabugal.
A ministra recusou-se a receber os representantes da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), postura que levou o vice-presidente da ANMP, Rui Solheiro, a considerar que tal representou um «corte de relações institucionais» do Ministério com os Municípios.
Em comunicado, o Ministério da Justiça (MJ) disse não entender a razão dos protestos convocados pela ANMP, alegando estar em curso «um amplo debate público com os municípios e com as associações profissionais sobre todas as matérias referentes ao mapa judiciário». O MJ reafirmou ainda «não ceder a quaisquer pressões ou tentativas de influenciar o trabalho em curso».
plb

34ª Capeia Arraiana no Campo Pequeno

A Praça de Touros do Campo Pequeno recebe no dia 2 de Junho a 34ª Capeia Arraiana organizada pela Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa.

A novidade da Capeia deste ano de 2012 é a aposta da organização na apresentação de touros «puros» (que ainda não foram toureados) para serem lidados ao forcão. Os cinco touros virão da ganadaria de José Dias, de Santo Estêvão de Benavente, e o expressivo cartaz desta edição mostra as fotos dos animais evidenciando a sua beleza e imponência.
A animação estará cargo da Sociedade Filarmónica da Bendada e de um grupo de Sevilhanas, que actuarão ao intervalo. Os bombeiros do Sabugal e do Soito associar-se-ão à festa, assim como diversas Juntas de Freguesia do concelho, que optaram por organizar excursões a Lisboa.
As capeias arraianas realizam-se anualmente no Campo Pequeno, em Lisboa, desde 1978, sendo porém a deste ano a primeira que se segue à declaração deste genuíno espectáculo popular como Património Cultural Imaterial.
No dia 2 de Junho TODOS AO CAMPO PEQUENO!
plb

As Termas do Cró na BTL 2012

Entre 29 de Fevereiro e 4 de Março, o Concelho do Sabugal vai promover-se, como destino turístico, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) 2012, integrado no espaço da «Turismo Serra da Estrela». A grande aposta é na divulgação das Termas do Cró e da Gastronomia.

A participação do Sabugal na BTL tem como objectivo a divulgação das potencialidades do nosso território, sempre com o intuito de SURPREENDER OS SENTIDOS! As Termas do Cró apresentam-se como o grande potencial turístico do concelho do Sabugal, o que é proporcionado pelo moderno balneário, que as coloca na vanguarda do termalismo nacional.
Este ano o espaço será partilhado pelos municípios de Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Guarda, Manteigas, Meda, Sabugal, Seia e Trancoso, numa área de 220 metros quadrados, localizado no Pavilhão 1- «Destino Portugal” – do Centro de Exposições da Feira Internacional de Lisboa (FIL).
O dia dedicado ao Concelho do Sabugal será 3 de Março (sábado), com provas de produtos gastronómicos, nomeadamente do bucho raiano, do queijo de cabra, das compotas e do pão caseiro, e onde a Confraria do Bucho Raiano e a Confraria do Cão da Serra da Estrela marcarão presença.
O horário é o seguinte:
– 29 Fevereiro (10h00-20h00), 1 de Março (10h00-20h00) e 2 de Março (10h00-18h00) – exclusivamente para profissionais.
– 2 de Março (18h00-23h00), 3 de Março (12h00-23h00:) e 4 de Março (12h00-20h00) – para público em geral.
A BTL é o espaço de eleição para os profissionais ligados à área turística, funcionando como o grande barómetro no mercado. Se Portugal é por excelência um país orientado para o turismo, a BTL é um local onde esse potencial se revela em toda a sua plenitude.
plb (com CMS)

Crónicas citadinas

Levantei-me cedo. Diz o Povo que deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer. Dirijo-me ao Metro do Rato. Há muito que não andava de Metropolitano. É a via mais rápida na Capital. Tive de perguntar os esquemas de deslocação, porque quando não se prática esquecemo-nos.

Em Alvalade tive de mudar de via. Olhei para os lados dos leõezinhos e verifiquem que andam muito domesticados e mansinhos para aquelas bandas. Nas várias estações do Metro destaco e admirei os painéis de azulejos alegóricos e invocativos das histórias de cada uma daquelas paragens. O azulejo é património da cidade de Lisboa. Admiramos a decoração de igrejas, capelas, miradouros, fachadas e interiores de palácios e até farmácias, restaurantes e padarias.
Á porta da ADSE – Associação Desportiva dos Servidores do Estado – já se encontrava uma equipa de futebol com muitos suplentes. Ao trocarmos olhares muitos, todos, nem para uma equipa de reservas nos escolhiam, muitos deles a precisar de cuidados de saúde e de massagista. Fui bem atendido e depressa dispensado.
Faço o retorno pela via azul e mais tarde passar para a amarela. São cores que gosto, mas para mim a cor por excelência é o verde, o verde da esperança. Amarela anda muita gente com a possibilidade de aumentar o número. Volto outra vez ao Rato. Á saída dois ceguinhos; um pede esmola o outro vende o Almanaque Borda de Água. Cá fora cruzo-me com um rabino, a sair da sinagoga escondida da Rua Alexandre Herculano. Figura típica, com ar fundamentalista, fato preto, grandes barbar, duas madeixas a cair da cabeça para os dois lados o rosto e não entendi vir de chapéu branco, estive tentado, mas não lhe perguntei a razão. Ainda estou à espera que nasça o seu Salvador. Na História de Portugal cometeram-se grandes erros. Um deles foi a expulsão dos Judeus. Foi um crime.
Subo a Rua das Amoreiras e ao meu lado a célebre Capela do Rato, muito falada nos finais do Estado Novo. Debaixo de uma arcada de prédios com muitos andares, um abrigo de um sem abrigo. Estava o abrigo com papelões e trapos velhos, mas o sem não o vi.
Subo e na frente um Hotel com janelas envidraçadas e muitas bandeiras. A encabeçar os cosmopolitas andares um grande letreiro com a palavra DOM PEDRO – LISBOA. Que Pedro será? Talvez o justiceiro que amava Inês de Castro na Quinta das Lágrimas em Coimbra? Será o Pedro, o Infante das Sete Partidas, erudito, diplomata do Reinado dos Avis, que morre às portas de Lisboa, em Alfarrobeira? Será o Pedro IV, aquele que deu a independência do Brasil e veio para Portugal e andou à guerra com seu irmão Miguel, delapidando a Coroa Portuguesa? Será o D. Pedro V, o Rei das Obras Públicas, da inauguração do Telégrafo e do Caminho de Ferro de Lisboa-Carregado? Afinal ninguém sabe. À sua frente uma das maiores catedrais do consumismo lisboeta com muitos trabalhadores a receber quinhentinhos mensais.
Na Fontes Pereira de Melo mais de uma centena de automóveis tem as boas festas no pára-brisas. Um rectângulo branco que vai ajudar a por em movimento muitas viaturas das forças de segurança a precisar de oficina para caçar os malfeitores, os pilha galinhas.
Também uma praga os incentivos publicitários, rectângulos amarelos a imitar a cor do metal precioso para as compras de oiro velho, gasto, a cobrir todas as ofertas. E eu a pensar que o cobrir era outra acção… ou acções.
No Parque Eduardo VII, junto a um luxuoso hotel muitos motoristas e carros de luxo. Dizem-me que são altas figuras da nação e eu a pensar que as altas figuras foram os nossos navegantes.
Visita a S. Vicente de Fora. Vem-me à memória a Irmandade de S. Vicente de Aldeia de Joanes, com mais de sete séculos de existência. Também este Santo Mártir de Saragoça, martirizado no início do século IV, pelo Imperador Romano Diocleciano, a última desencadeada aos cristãos é Padroeiro do Patriarcado de Lisboa. Passo por Santa Clara e percorro o espaço da Feira da Ladra. Mais acima o extinto e famigerado Tribunal Militar e ao lado o DSFOM- Direcção dos Serviços de Fortificações e Obras Militares, que nós lhe dávamos outros nomes…E mais abaixo as Oficinas Gerais de Fardamento, que talvez não tenham nem oficinas nem fardas.
Numa parede «estas ruas pertencem-nos. Fora com o emel.» Esta palavra deve ser sinistra e deve saber a fel. Já não há democracia?
Passo pelo Panteão Nacional. Só a Amália Rodrigues tem pessoas junto ao seu túmulo e muitas flores. Está ali a Fadista do Povo, aquela que cantava: «Povo que lavas no rio; que talhas com o teu machado; as tábuas de meu caixão;». Há anos uns pseudo- revolucionários diziam que esta Pátria só tinha fado, futebol e Fátima. Nos dias de hoje, só futebol para nos anestesiar das crises e austeridades. Esquecia-me de referir que o Fado foi considerado Património da Humanidade.
Entro no Patriarcado e sou encaminhado para uma sala de passagem, aguardando a entrevista de pessoa amiga. Passam uma quase centena de pessoas e só cinco dão as boas tardes. Achei estranho este comportamento numa casa daquelas. Será que derem saudações a uma visita pagam imposto religioso ou qualquer outra coima? Lembrei-me da Parábola do Bom Samaritano, das minhas aulas de civilidade que administravam em Gouveia, ir comprar um manual prático de boas maneiras comportamentais ou a necessidade de um curso de formação nesta matéria. Com estes comportamentos, admiram-se que apareçam todos os dias pessoas idosas abandonadas e muitas falecidas há muito tempo. Vivemos de costas voltadas uns para os outros. O Cardeal na Voz da Verdade na reportagem «que Igreja para Lisboa, apela para uma Igreja em comunhão centrada na caridade». Não passará essa Igreja por estes simples gestos? Quando não se fazem estes, fazem os outros? Eu não acredito.
Desço para a Igreja de Santo Estêvão e encontro um samaritano com quase oitenta anos. Nasceu e vive em Alfama. Fala-me com orgulho das suas gentes que um dia saíram para as Caravelas, para o mar salgado de que nos fala Fernando Pessoa. E canta-me: «No alto mar fomos nós / Sempre os primeiros / Com Alfama a palpitar / Em farda de marinheiros / Porque afinal, foi desta pobre vida / Que saiu Portugal / Que embarcou nas Caravelas».
Falou-me da Capela de Nossa Senhora dos Remédios, do Divino Espírito Santo e dos Navegadores e do milagre que ali aconteceu no poço interior, saindo de lá Nossa Senhora. Falou-me de um Bairro habitado com gente idosa e muita gente sozinha, casas em estado de degradação. No Verão as ruas e largos estão repletos de gente jovem, mas todos de passagem. Obrigado Senhor Manuel Esteves guardião de Alfama e colaborador e cristão activo em actividades religiosas.
Dirijo-me ao Museu do Fado, dando cumprimento a um velho desejo. Abrem-se histórias do Fado, os locais de origem na Lisboa oitocentista, a sua divulgação através de discos, teatro, cinema, rádio, os seus intérpretes e instrumentistas. Com três pisos, com novas tecnologias de multimédia interactiva dispomos de informação em qualidade e quantidade.
Os meus olhos fixaram-se na tela O FADO de José Malhoa e do MARINHEIRO do autor Constantino Fernandes. Também admirei a guitarra portuguesa. Com um sistema de audioguias permite ouvir umas dezenas de fados. Ao sair registei que o Fado é um poema que
se ouve e vê.
Percorro a pé toda a baixa pombalina, vejo agora uns novos aquecedores nas esplanadas a vomitarem chamas na vertical, encontro um companheiro da Guerra de África, que olha para o nosso passado militar e interroga-se como foi possível tudo o que a seguir aconteceu… Aquelas conversações em Lisboa com a Frelimo, que Mário Soares contou ontem na TV, é de rir, como foi possível.
Como é encantadora a luminosidade de Lisboa e como é lindo o pôr do sol…
António Alves FernandesAldeia de Joanes

Tertúlia sabugalense reuniu na Casa do Concelho

Jorge Barreto Xavier, ex Director-Geral das Artes, foi o convidado especial de um grupo de naturais e amigos do Sabugal que reuniu ontem, dia 26 de Janeiro, na Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa para jantar e trocar ideias acerca do futuro da região.

«A cultura é o que nos liga», disse Barreto Xavier, que porém considerou que a economia passou a dominar as nossas vidas, em detrimento do tempo livre, do lazer e da cultura, que foram atirados para um canto da nossa existência. Esse facto leva-o a considerar que em Portugal se tem investido muito pouco na cultura enquanto aspecto estruturante do nosso quotidiano.
O ex Director-Geral das Artes, que passou uma boa parte da sua infância no Sabugal, onde estudou e deixou bom amigos, referiu-se ao problema da desertificação do Interior, como sendo fruto da atracção fatal que hoje as pessoas sentem pelas grandes cidades, que oferecem tudo o que necessitam e desejam. O poder central tem culpas no cartório, ao não criar condições para que as populações possam fixar-se no interior de Portugal.
A solução terá de passar por uma «visão integrada», construída a partir de uma reflexão que procure um consenso básico entre as várias forças políticas dominantes. «Tem de haver uma lógica de complementaridade», disse Barreto Xavier, dando como exemplo as termas do Cró, que considerou uma bela infra-estrutura para a qual falta uma aposta diversificada em áreas complementares à do simples termalismo. Só essa aposta poderá garantir o aproveitamento da oportunidade que o Cró proporciona ao concelho do Sabugal e à região.
Outra necessidade é a definição de um modelo de desenvolvimento para o concelho, criando graus de competitividade. «Mais do que um chefe ou um líder, é necessário um projecto elaborado a partir de um consenso para o longo prazo», concluiu.
Após a intervenção do convidado seguiu-se uma viva troca de argumentos acerca do rumo que o concelho deve tomar no futuro, onde sobressaiu a ideia de que o Sabugal precisa de se dinamizar a partir de uma mudança de mentalidades, pondo de lado rivalidades e conflitos estéreis e apostando na junção de esforços entre os que estão no concelho e os que partiram e mantém vivo o desejo de ajudar e de um dia regressar.
Jorge Barreto Xavier é professor do ISCTE, onde também prepara a tese de doutoramento em Políticas Públicas. Para além de Director-Geral das Artes, cargo que exerceu de 2008 a 2010, foi vereador da Câmara de Oeiras com o pelouro da Cultura, membro do conselho de administração do Instituto Português da Juventude, fundador do Clube Português de Artes e Ideias, entre outras actividades de relevo. É autor e co-autor de diversas publicações, com especial incidência nas áreas das artes e das políticas culturais.
plb

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Crónica de um dia em Lisboa

Há muito que não visitava a Capital do Império. É uma cidade que me fascina, que me encanta. Ali trabalhei, ali nasceu o primeiro filho. Porém, desta vez fiquei surpreendido e preocupado.

Honoris Causa para Pinharanda Gomes

Cerca de quarenta personalidades da cultura portuguesa, espanhola e brasileira, subscreveram uma carta dirigida ao reitor da Universidade de Lisboa propondo que seja concedido ao pensador Jesué Pinharanda Gomes, nascido em Quadrazais, o título de Doutor Honoris Causa em Filosofia.

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A revelação foi feita no sábado, dia 19 de Novembro, pelo Professor Renato Epifânio, no decurso da cerimónia de atribuição ao filósofo Pinharanda Gomes da Medalha de Mérito Cultural concedida pelo Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL).
A proposta dirigida ao Reitor da Universidade de Lisboa é subscrita por professores de diversas universidades portuguesas, espanholas e brasileiras, bem como por outros vultos da cultura e do pensamento, nomeadamente os bispos D. Manuel Clemente e D. Januário Torgal Ferreira.
«Ao longo de meio século Pinharanda Gomes elaborou uma obra ímpar», lê-se na missiva, que se refere ainda ao pensador sabugalense como «uma marca essencial dos estudos contemporâneos da nossa história filosófica». Os subscritores, que já estabeleceram contactos com a reitoria da universidade no sentido de articular os termos do processo, consideram que a homenagem honrará a Universidade, na medida em que é seu dever reconhecer o mérito aos melhores.
Pinharanda Gomes, que acabara de receber a Medalha de Mérito concedida também pela Universidade, local em cujos bancos nunca se sentou enquanto aluno, tomou a palavra para expressar um duplo sentimento: por um lado sentia júbilo pela dádiva recebida, mas por outro sentia-se carregando um peso e uma dor, porque «nunca tive no meu horizonte qualquer distinção ou titularidade», disse.
Perante uma plateia repleta de professores e investigadores – onde destacamos o seu amigo João Bigotte Chorão – o pensador de Quadrazais disse que ao longo da vida enfrentou dificuldades e incompreensões, mas não ficou isolado: «nunca estive só, porque uma alma nunca está só, está sempre perante o Criador».
Pinharanda Gomes revelou que em 1959, após a sua infância em Quadrazais e os estudos de juventude na Guarda, onde ainda trabalhou como marçano numa loja comercial, foi para Lisboa «à procura de vida». Já na Capital, «matava a fome como podia quando descobri a Biblioteca Nacional e comecei a passar ali os dias lendo livros», disse o homenageado, que com a observação, a experiência e a preciosa ajuda de um funcionário, descobriu o «catálogo» da biblioteca e, a partir daí, passou «a mineiro e a contrabandista», embrenhando-se no estudo metódico e na investigação.
«Em 1 de Março de 1961 entrei, sem cunhas, na firma Tractores de Portugal, onde me realizei profissionalmente e de onde apenas saí quando me reformei, em 30 de Setembro de 2004», disse Pinharanda Gomes, que igualmente revelou ter pretendido entrar na Faculdade de Letras, tendo contudo desistido face à descoberta das tertúlias que se realizavam nos cafés, juntando escritores e pensadores. «Frequentei todas as tertúlias de Lisboa daquela época, das mais diferentes sensibilidades», revelou, dizendo que acabou por encontrar a tertúlia de Álvaro Ribeiro e José Marinho, onde descobriu a Filosofia Portuguesa, corrente do pensamento de que viria a tornar-se um dos nomes mais proeminentes.

1 – É com grata satisfação que assistimos ao sucessivo reconhecimento do relevante papel de Pinharanda Gomes na cultura portuguesa. É verdadeiramente emotivo constatar que um homem que nunca frequentou a Universidade, seja agora estudado pela Universidade e homenageado por aqueles que aprendem lendo a sua obra notável.
2 – Estivemos presentes no acto de homenagem acima noticiado e, no final, quando cumprimentávamos Pinharanda Gomes, perguntámos-lhe como estava o processo decorrente da cedência da sua biblioteca pessoal à Câmara Municipal do Sabugal e ouvimos, confrangidos, o seu lamento pela aparentemente pouca importância que estavam a dar ao assunto. Os livros foram para o Sabugal em Novembro de 2010 com a condição de que até ao final do ano lhe fosse enviado um inventário de tudo o que seguiu, para que se assinasse um protocolo. Em Abril de 2011 Pinharanda foi ao Sabugal apresentar um livro sobre as Invasões Francesas (a Câmara omitiu o seu nome no programa) e indagou sobre o assunto, tendo sido informado que a catalogação estava em andamento e quase pronta. Porém passado um ano sobre o transporte dos livros de sua casa para o Sabugal, nada mais lhe disseram e teme que o assunto tenha caído no esquecimento.

plb

Pinharanda Gomes homenageado em Lisboa

«A imagem que cada um tiver do mundo será a imagem que o mundo terá dele, porque imagens delidas e sobrepostas no mesmo espelho, aí, onde o pensamento pensa o ser, o próprio ser ascende no pensamento. Tais imagens hão-de ser as palavras, os lares onde o ser habita.»; Pinharanda Gomes, in Pensamento e Movimento.

Santo Condestável - Pinharanda GomesO Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) atribuirá, no dia 19 de Novembro, sábado, a «Medalha de Mérito Cultural» a Jesué Pinharanda Gomes, um dos mais importantes nomes vivos da Filosofia Portuguesa. A cerimónia de homenagem realiza-se pelas 19 horas na Sociedade da Língua Portuguesa (SLP), em Lisboa, em acto contínuo à realização da Assembleia Geral do Movimento Internacional Lusófono. O local é Rua Mouzinho da Silveira, nº.23, em Lisboa. A entrada é livre.
O Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL), que homenageia o filósofo sabugalense, foi fundado em 1975 por Jacinto do Prado Coelho. Agrega as literaturas e as culturas de Língua Portuguesa, está presentemente organizado em vários grupos de investigação.
Jesué Pinharanda Gomes nasceu em Quadrazais sabugal, em 16 de Julho de 1939 e afirmou-se como um dos maiores pensadores da cultura portuguesa.
Há dias, o escritor e advogado José António Barreiros, tomando conhecimento de que Pinharanda Gomes ia ser homenageado, escreveu acerca dele no seu blogue «Geometria do Abismo»:
«Fui há anos à sua casa em Santo António dos Cavaleiros entrevistá-lo. Modesto, discreto, quase hesitava em produzir uma que fosse afirmação definitiva. Tratei-o por “doutor”. Disse-me que o não era. Como nos acompanhava uma estante de livros sobre teologia tentei corrigir, afirmando que seguramente teria estudos no Seminário (como tantos do seu tempo). Disse-me que também não. Era um auto-didacta. As tertúlias de Lisboa tinham sido, nos cafés, a sua sala de aulas. A Filosofia Portuguesa o seu amor.
Trabalhava na Massey Fergunson na venda de tractores. Estudara nas horas livres, pela noite fora. Lera na Biblioteca Nacional no tempo em que ela abria à noite. Tirava à boca para comprar livros. Instruía-se sempre. Escreveu nem sei quantos livros. Tentei encontrá-los todos. Teve a gentileza de me oferecer alguns.
A entrevista era sobre tudo e sobre nada. A minha ignorância impedia-me de formular as perguntas certas, a sua sabedoria vedava-lhe respostas simples.
À saída mostrou-me uma pequena gaiola, extasiado ante uns passarinhos e os ovos que chocavam. A vida cumpria-se. Uma vez cruzei-me com ele na Lapa. Ia consolar o Orlando Vitorino, fazendo-lhe companhia.
Nasceu em Quadrazais, mas renasce como exemplo no coração de cada um. Um dia um jornal, creio que o Diário de Notícias, perguntou-me qual foi a pessoa que mais me impressionou. Disse: Jesué Pinharanda Gomes.»
plb

Almoço de bucho junta 70 convivas em Lisboa

O tradicional almoço de bucho que a Confraria do Bucho Raiano organiza anualmente em Lisboa realizou-se no sábado, dia 12 de Novembro, juntando cerca de 70 confrades e amigos das terras raianas.

A sala do conhecido restaurante Churrasqueira do Campo Grande encheu para receber os convivas que ali degustaram o bucho raiano acompanhado por grelos de nabo e batatas cozidas. De entrada comeu-se morcela e farinheira assadas e à sobremesa houve o tradicional arroz doce e a aletria. A finalizar houve ainda castanhas assadas e jeropiga.
A refeição foi regada com o vinho de Belmonte, de marca «doispontocinco», vinho oficial da Confraria do Bucho Raiano. O sortelhense Manuel Gouveia, proprietário do vinho, embora impossibilidade de estar presente, fez questão de oferecer o vinho que foi consumido no almoço.
No final o Chanceler transmitiu aos presentes mensagens dos presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal do Sabugal que, respectivamente, por razões de agenda e de saúde, não puderam estar presentes. Anunciou ainda que o terceiro capítulo da Confraria vai realizar-se no Sabugal no dia 18 de Fevereiro de 2012.
Um confrade apresentou e deu a provar o doce de mostajo, feito a partir do fruto do mostajeiro, uma árvore endémica que existe no Sabugal e outras terras do país e que dá como fruto umas bagas alaranjadas, a que geralmente não se dá importância. O mostajo pode ser afinal um produto gastronómico a explorar no futuro.
O escritor Vítor Pereira Neves, também presente, ofereceu o seu livro «Sortelha – Aldeia Museu de Portugal», que foi leiloado na ocasião, rendido 40 euros, que reverteram para a Confraria.
O almoço de convívio terminou com as palavras do Grão-Mestre da Confraria, Joaquim Silva Leal, que trouxe à evidência o papel relevante da Confraria enquanto grande embaixadora da gastronomia raiana e do Sabugal em todo o país. Ele próprio tem vindo a representar a Confraria em diversos capítulos de outras confrarias gastronómicas e tem testemunhado o grande prestígio que a confraria do Bucho já tem perante o movimento confrádico nacional.
plb

Almoço do bucho em Lisboa a 12 de Novembro

A Confraria do Bucho Raiano marcou para o próximo dia 12 de Novembro o habitual almoço de Lisboa, que anualmente junta os confrades e amigos para a degustação do bucho tradicional.

O almoço, aberto a todos os que pretendam participar, voltará a realizar-se no restaurante Churrasqueira do Campo Grande, onde a Confraria do Bucho Raiano marcou encontro para as 12h30 do dia 12 de Novembro, que é sábado.
A ementa será inevitavelmente bucho, acompanhado por grelos de nabo e batata cozida, como reza a tradição. À sobremesa haverá também sabores típicos da raia. Sendo Novembro, não faltarão, a finalizar, as costumeiras castanhas assadas e a jeropiga.
O almoço de Lisboa vem-se realizando no mês de Novembro, todos os anos, desde 2007, altura em que foi lançada a ideia da fundação de uma confraria gastronómica que defendesse o bucho e demais culinária raiana enquanto riqueza que importa potenciar.
Para além do almoço de Lisboa, a Confraria do Bucho Raiano tem já marcado para o dia 18 de Fevereiro de 2012, sábado de Carnaval, o seu terceiro Capítulo de Entronização, que se realizará no Sabugal, e onde novos confrades prestarão juramento. A confraria tem já 61 confrades inscritos, que foram entronizados nos dois primeiros capítulos, havendo a perspectiva desse número aumentar substancialmente por ocasião do terceiro encontro do Sabugal.
Os interessados em participar no almoço de dia 12 de Novembro em Lisboa, poderão inscrever-se até ao dia 10, através do telefone 966823786 ou pelo endereço electrónico confrariabuchoraiano@gmail.com.
plb

Almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho

O almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho Raiano está marcado para o dia 12 de Novembro, às 12.00 horas, na Churrasqueira do Campo Grande. A iniciativa é aberta aos confrades e a todos os amigos, naturais e descendentes do concelho do Sabugal.

(Clique no cartaz para ampliar.)

jcl