Category Archives: Ciudad Rodrigo

Câmara Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana (orelha)

Primeira FIT da Guarda foi um sucesso

A primeira edição da FIT-Feira Ibérica de Turismo da Guarda – uma feira, dois países, o mundo – que decorreu no Parque do Rio Diz foi um sucesso e superou as expectativas. O balanço final aponta para mais de 20 mil visitantes entre os dias 1 e 4 de Maio. O certame contou com a visita de António Pires de Lima, ministro da Economia, e de Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro, que percorreram o recinto acompanhados por Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal da Guarda. «Afinal há gente na Guarda… e de bom coração». Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Diogo Reis e Paula Pinto da redacção da LocalVisãoTv da Guarda.

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana
Autoria: LocalVisãoTV posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

jcl

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Alcínio – Plaza Mayor de Ciudad Rodrigo

Os espanhóis gostam da pintura de Alcínio e o artista raiano retribui pintando lugares de Espanha, como é exemplo esta representação da Plaza Mayor de Ciudad Rodrigo, que espelha o esplendor do lugar central da cidade. Os edifícios históricos são monumentais e as esplanadas cativam as gentes que lhe dão vida.

Pintura de Alcínio - Praça Maior de Ciudad Rodrigo

Pintura de Alcínio – Praça Maior de Ciudad Rodrigo

Município de Almeida - © Capeia Arraiana

Promoção turística multimédia em Almeida

O Município de Almeida disponibiliza 20 tablets no centro de Turismo para visitas multimédia à estrela da Beira. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagem de Nuno Martins da redacção da Guarda da LocalVisãoTv.

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana

ca2013_localvisaotv_550x15

A Raia – o Algarve do Interior?

A crónica publicada por António Pissarra aqui no Capeia Arraiana com o título «Raia – o Algarve do Interior?» e com a qual, como já tive a oportunidade de dizer, estou de acordo, coloca um tema que me é particularmente querido: o da importância da localização do nosso Concelho no contexto nacional e ibérico.

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - Capeia ArraianaSituemos então o concelho do Sabugal face à envolvente próxima, a qual pode ser analisada segundo o papel que o concelho poderá vir a desempenhar em contextos territoriais de níveis distintos:

no âmbito regional – na sua relação com os concelhos vizinhos e, essencialmente com os núcleos urbanos principais, perspetivando a participação numa área diversificada de valências sócio-económicas, a qual deve ser valorizada positivamente e ser mesmo encarada numa ótica de aproximação ao núcleo principal, suportado pelo denominado Arco Urbano do Centro Interior (AUCI), constituído pelas cidades da Guarda, Covilhã, Fundão e Castelo Branco, numa lógica de integração do Concelho no núcleo líder do desenvolvimento da Beira Interior.

Raia - Algarve do Interior

na relação com Espanha – integrando um novo conceito de centralidade entre o litoral português e as regiões centrais de Espanha, na consideração de que o Arco Urbano do Centro Interior (AUCI) e o Eixo Urbano da Raia Central Espanhola (EURCE) constituem o «sistema nervoso» raiano e as espinhas dorsais dos dois sistemas urbanos fronteiriços, os quais devem desenvolver em termos estratégicos, um conjunto de iniciativas que contribuam de modo eficaz para o desenvolvimento de todo o sistema territorial, desenvolvendo relações de complementaridade e relações eficientes de dependência funcional entre os diferentes centros; funcionando estes nós como «as portas» de promoção e comunicação entre a Raia Central e o exterior, caminhando para o modelo territorial indicado no mapa.

Raia - Algarve do Interior

ps. A resposta que os portugueses deram a este conjunto de garotos que pretende governar-nos não chega para mudar o rumo do País, mas lá que fez mossa fez!
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Jovens «ligam» Ciudad Rodrigo a Almeida

«Criar nos mais novos o hábito de cruzar a Raia» é um projecto entre o Ayuntamiento de Ciudad Rodrigo e a Câmara Municipal de Almeida. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana
Autoria: LocalVisãoTV posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

jcl

Invasões Francesas - Paulo Leitão Batista - © Capeia Arraiana

Sabugal e as Invasões Francesas (1)

As cerimónias oficiais da evocação da Batalha do Sabugal no sítio do Gravato tiveram início no dia 2 de Abril de 2011 no Auditório Municipal do Sabugal. O professor Adérito Tavares abriu «as hostilidades» explicando (como só ele é capaz) o «expansionismo napoleónico na Península Ibérica: o princípio e o fim». Já no dia anterior, sexta-feira, no mesmo local, uma plateia repleta de alunos das Escolas do Sabugal tiveram oportunidade de aprender com o ilustre historiador natural de Aldeia do Bispo. Seguiu-se o lançamento dos livros «A Batalha do Gravato – Narrativas do famigerado combate do Sabugal» da autoria de Manuel Morgado e Marcos Osório e de «Sabugal e as Invasões Francesas» de Manuel Francisco Veiga Gouveia Mourão, Joaquim Tenreira Martins e Paulo Leitão Batista. O prefácio e a apresentação do livro escrito a «três mãos» esteve a cargo do filósofo e pensador sabugalense mestre Jesué Pinharanda Gomes.

Invasões Francesas - Batalha do Sabugal - Foto Natália Bispo

Camionista morre debaixo da sua viatura

Um camionista português, de 55 anos, natural da Cerdeira do Côa, freguesia do concelho do Sabugal, morreu ontem, dia 5 de Agosto, em Espanha ao ser atropelado pela própria viatura quando tentava reparar uma avaria.

O acidente fatal teve lugar perto de La Alberguería de Argañan na estrada entre Ciudad Rodrigo e Aldeia da Ponte, segundo o Jornal de Notícias, e de acordo com informações com fonte no Serviço de Emergências de Castela e Leão.
Segundo as autoridades locais espanholas, o camião avariou a 500 metros da fronteira com Portugal, numa zona de declive acentuado. Perante a avaria do camião o condutor tentou repará-la, sendo então esmagado por uma das rodas do veículo, que deslizou vários metros.
A situação aconteceu durante a tarde, e o camionista teve morte imediata, de nada valendo os meios de socorro enviados ao local logo que foi dado a alerta.
plb

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Uma centralidade transfronteiriça?

A localização do Concelho do Sabugal deve ser entendida não como factor negativo, mas como um dos pilares de uma estratégia de desenvolvimento sustentada.

Numa recente visita aos Fóios a convite do José Manuel, seu Presidente de Junta, permitiram-me tomar contacto com um gigantesco mapa que se destaca na parede da recepção do Centro Cívico.
O mapa que reproduzo em anexo é em si mesmo de tal modo elucidativo que quase dispensava quaisquer comentários. No entanto não quero deixar passar esta oportunidade para, mais uma vez repetir aquilo que venho defendendo há muito tempo.

Em crónica escrita há perto de um ano, dizia então, e cito:
«(…) um modelo de regionalização que sirva os interesses do Concelho do Sabugal, não pode deixar de comportar os seguintes aspectos essenciais:
1 – Integração nas estratégias de desenvolvimento do Eixo Urbano Guarda-Castelo Branco;
2 – Aprofundamento das relações com os Concelhos de Belmonte e de Penamacor;
3 – Aprofundamento da relação com os Municípios da raia espanhola;
4 – Aposta decisiva na construção de um modelo de desenvolvimento regional que englobe os eixos urbanos Guarda-Castelo Branco e Salamanca-Plasência-Cáceres.»

E o mapa a que me refiro, permite ter um olhar diferente para o posicionamento do nosso Concelho, já não enquanto um território isolado e em situação desfavorável face às dinâmicas regionais da Guarda, Covilhã, Fundão e Castelo Branco, mas enquanto parte integrante de uma realidade transfronteiriça que, em torno do complexo montanhoso Malcata/Gata, agrega quatro Unidades Territoriais – Sabugal e Penamacor em Portugal e Alto Águeda e Sierra de Gata em Espanha.
Percebe-se pela leitura deste Mapa, como podem ser estreitas as relações inter-fronteiriças: Batocas – La Almedilla; Aldeia da Ponte – La Albergueria de Argañan; Lajeosa – Navas Frias – Casillas de Flores; Aldeia do Bispo – Navas Frias;e Fóios – Navas Frias.
Mas percebe-se também como seria importante aprofundar as ligações das freguesias de Santo Estêvão, Casteleiro e Moita com o Meimão, o Vale da Senhora da Póvoa e a Meimoa, no Concelho de Penamacor, quer pela gestão comum da Reserva Natural da Serra da Malcata, quer do sistema de aproveitamento hídrico das águas do Côa.
Todos sabem que não sou dos que pensam que o desenvolvimento vai vir de Lisboa como os bebés vinham de Paris numa cegonha…
As realidades socioeconómicas deste conjunto de municípios são muito semelhantes e os problemas e desafios com que se defrontam muito idênticos.
Isolados pouco poderemos fazer. Em conjunto, estabelecendo estratégias de afirmação regional comuns, somos mais fortes.
A riqueza natural das Serras da Malcata e da Gata; o património histórico edificado; o património cultural; a gastronomia e o artesanato; os usos e costumes; a centralização relativa face aos principais núcleos urbanos da Região – Castelo Branco – Fundão – Covilhã – Guarda e Salamanca – Ciudad Rodrigo- Cáceres, eis outras tantas oportunidades de desenvolvimento.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

José Carlos Lages - Capeia Arraiana - Orelha

À fala com… Adérito Tavares (2)

Esta segunda parte da nossa conversa continuou a caminhar pela vida de Adérito Tavares. Recomeçamos na Baixa da Banheira, nos tempos quentes da revolução de Abril e vamos até ao presente, até 2009.

Adérito Tavares com pintura de Alcínio

O Rio Côa e a sua nascente

O rio Côa nasce na Serra das Mesas, no limite dos Fóios (Sabugal-Guarda), percorre 130 quilómetros até desaguar, na margem esquerda do rio Douro em Vila Nova de Foz Côa (Guarda), correndo de Sul para Norte. Não confundir o seu nome com outro rio português, o Alcôa, que nasce em Chiqueda (Alcobaça), e a sete quilómetros em Alcobaça, junta-se ao rio Baça, desaguando no mar, perto da Nazaré.

José MorgadoMas ao longo dos tempos, nem sempre o seu nome e localização exacta da sua nascente eram correctamente referidos, havendo várias versões.
Quando D. Dinis, confirmou o Foral do Sabugal, como consequência do Tratado de Alcanizes, esse actos registrais, não se tornaram de um momento para o outro do domínio público, pois o povo nas suas igrejas matrizes continuavam a ouvir párocos que dependiam do bispo de Ciudad Rodrigo a cuja jurisdição continuavam a pertencer, até aos princípios do Século XV.
As populações locais por onde o Côa passa só sabiam que a «rebera», como era conhecido o Côa, vem dali e corre para acolá e não um curso de água com principio, meio e fim. «Reberas», muitas, cada aldeia tinha a sua.Só os letrados, eventualmente, conheciam o percurso na generalidade. Para a cultura popular era a «rebera» de Vale de Espinho, «rebera» de Quadrazais, a «rebera» do Sabugal e por aí em diante até á foz, conhecendo assim só fragmentos do rio que correspondiam ao leito do rio, que passava no seu limite.
Os nomes relativos aos cursos de água eram do género feminino e ainda hoje na língua francesa esse arcaísmo persiste, pois o rio Sena, para eles ainda é a Sena.
Por outro lado, dizer «rio Côa ou ribeira Côa» é uma redundância, porque é o mesmo que dizer «ribeira-ribeira», pois «coda» ou Côa, já significa ribeira, caudal e os romanos chamavam-lhe «cuda».
Actualmente é inquestionável dizer rio Côa, mas é repetitivo, pois Côa continua a significar ribeira ou caudal.
O rio Côa, no decurso dos tempos, serviu de «fosso» entre ribacudanos (os da margem direita) e os transcudanos (os da margem esquerda), nos períodos tribais e através da Reconquista, serviu de Raia, entre o Reino Leonês e o Reino de Portugal e finalmente de «fosso» também ao Castelo de Sabugal.
Relativamente á nascente do Côa, alguns geógrafos civis e militares, como Duarte Nunes de Leão e Bernardo de Brito, colocam a sua nascente, junto de Alfaiates e António Brandão e outros eruditos, ao definirem o território de Riba-Cõa, escrevem: «Uma língua de terra de quinze léguas de comprido e de largo quatro, aonde tem mais largura.Está lançada de norte a sul, e cingida da parte de Portugal com o rio Côa, que tendo um nascimento na serra da Xalma, que é uma parte da serra da Gata, faz uma entrada em Portugal, pelos lugares de Fologozinho (erro:quereria dizer, talvez Fojinho), Vale de Espinho e Quadrazais, donde se avizinha de Sabugal, primeira vila acastelada desta comarca».
Num manuscrito de Brás Garcia de Mascarenhas, ilustre escritor e militar: «O Côa desce pelos lugares de Foginho, Vale de Espinho, Quadrazais e Sabugal, que lhe fica a leste» No Século XVII, Fóios era vulgarmente conhecido por Fojinhos e situa-se com rigor a nascente do Côa na Nave Molhada (no Lameiro dos Lourenços ou Curral das Moreiras) e na sua vertente portuguesa. (Continua.)
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Feira de Teatro em Ciudad Rodrigo

Decorre em Ciudad Rodrigo, de 25 a 29 de Agosto, a 12.ª Edição da Feira de Teatro.

Feira Teatro Ciudad RodrigoSegundo o Livro Branco das Feiras de Teatro do Estado Español (Bilbao 2006), «As feiras de artes cénicas são concebidas como espaços que dinamizam a indústria do teatro, ao possibilitar a expansão deste sector considerando que se incrementam os intercâmbios comerciais, aumentando as vendas. Assim, as feiras cumprem três funções, em primeiro lugar são um espaço de exibição, em segundo lugar possibilita a relação entre produtores e consumidores, entendendo estes últimos como os programadores que assistem para comprar e configurar assim a programação de seus teatros o projectar as suas programações culturais, e por último servem como canal de distribuição das artes cénicas».
«Se ha conseguido a través del proyecto de feria, irradiar cultura, turismo y economía a todo su entorno.»
Estes trechos de texto citados levam-nos a saber os princípios básicos que estão por de trás de mais uma edição desta importante feira.
Percebe-se também a existência de uma profunda consciência em todas as entidades envolvidas das mais valias obtidas com o evento.
Esta é uma oportunidade a não perder aqui mesmo ao lado.
E, como seria bom que em Portugal houvesse pessoas nos lugares de decisão a pensar e a agir assim.

Página web com toda a informação. Aqui.
Consultar o programa. Aqui.
Kim Tomé (Tutatux)

NERGA - Capeia Arraiana

Observatório transfronteiriço de fogos florestais

Foi assinado na cidade da Guarda, no sábado, 14 de Abril, o protocolo de criação de um observatório transfronteiriço de fogos florestais para o distrito da Guarda e região de Castilla y León.