Category Archives: Vivências a Cor

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Meu bucho rosado

Um poema de Alcínio dedicado ao saboroso bucho. Da confecção da iguaria gastronómica raiana e do seu paladar, Alcínio parte em viagem de saudade à procura das origens sentimentais, do tempo em que na aldeia se ouviam chocalhos a tilintar, rebanhos a passar, porcos a grunhir ou cabras a berrar.

O bucho raiano

O bucho raiano

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Que sociedade – a do amor ou ódio

Alcínio oferece-nos uma pintura com mulheres e crianças de colo numa aldeia, e um poema que nos interroga sobre que tipo de sociedade em que vivemos – a do amor ou a do ódio?

Pintura de Alcínio

Pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Miragem

Alcínio brindados com uma pintura – um díptico de 2×1,5m – e um poema sobre os sonhos e as ilusões da vida. Vivemos das fantasias que nos alimentam e nos dão alento para continuar.

O díptico de Alcínio

O díptico de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Caminhos do esquecimento

Por estes caminhos desertos e solitários no meio de sombras enigmáticas de luz e cor, paira algo dramático, algo fantasmagórico dum filme lunar ou o paraíso dos mortos-vivos fruto de paradoxos humanos.

Espaço imenso onde se torna difícil determinar as linhas e ponto de fuga

Espaço imenso onde se torna difícil determinar as linhas e ponto de fuga

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

A menina das tranças brancas

Lá está ela no cimo do monte, à sua janela, vestida de branco. De tempos a tempos vai-me acenando e cantando. Suas tranças brancas ondulam levadas pelos ventos que a forçam a rodopiar, nesta ampla janela aberta da clareira, mas permanecendo prisioneira do seu destino.

Vai cantando com seu rodar

Vai cantando com seu rodar

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Outra Babilónia

Era uma vez um povoado onde ao crepúsculo da noite quando os sinos batiam o toque das trindades se animava com o regresso dos carros das pachorrentas vacas com rodados de ferro e eixos de madeira que rangiam sob aperto das traituras.

Pintura de Alcínio

Pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

A Saudade

Mais um poema de Alcínio ilustrado com uma soberba pintura também de sua autoria. A Saudade é o tema de ambas as obras, marcadas pelo sentimento profundo que procura nas palavras fortes e nas cores vivas que brotam do seu pincel.

Pintura de Alcínio

Pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

À minha aldeia

Um poema de Alcínio sobre a sua Aldeia do Bispo, terra onde nasceu e cresceu e onde hoje vive depois de um longo período em diáspora. A aldeia deixa sentimentos vivos de amor filial, de saudade sentida, de amor eterno. A ilustrar mais uma pintura de Alcínio – um tríptico cheio de cor e de vida.

Um tríptico de Alcínio

Um tríptico de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

A malha

Um poema de Alcínio ilustrado com duas pinturas de sua autoria – uma na abertura outra no final. Em ambas as cores e o movimento reveladores do calor tórrido e do trabalho árduo do povo raiano de antigamente.

A malha - pintura de Alcínio

A malha – pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

A minha ribeira

Um texto poético de Alcínio Vicente, que evoca a ribeira da aldeia, por estes dias transformada em rio, que transporta as águas da saudade de um já tempo distante no qual as vivências eram intensas.

A ribeira de Aldeia do Bispo

A ribeira de Aldeia do Bispo

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

A voz do silêncio

Uma pintura e um poema de Alcínio Vicente, que dão corpo a uma reflexão onde o silêncio se confunde com o movimento numa simbiose de raios de luz, vento e água corrente.

Pintura de Alcínio

Pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Cogitacções

Um poema de Alcínio Vicente, desta vez numa reflexão sobre os momentos conturbados que vivemos, onde emerge a indignação perante a hipocrisia de muitos.

Pintura de Alcínio

Pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Desassossego

Um poema de Alcínio que aborda o sofrimento enquanto manifestação de dor e de paixão a que se junta por vezes o prazer, num ampla e inexplicável contradição.

Pinturas de Alcínio

Pinturas de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Que sociedade?

Um outro poema de Alcínio, em que se interroga sobre a sociedade em que vivemos – uma sociedade oca, onde se desprezam os outros e onde não há tempo para pensar.

Uma sociedade que despreza os idosos que ainda existem nas terras despovoadas

Uma sociedade que despreza os idosos que ainda existem nas terras despovoadas

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Pensamento

Uma pintura e um poema de Alcínio, onde viaja nas asas do pensamento para um mundo novo sem quimeras.

Pintura de Alcínio

Pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Seremos um povo de índole conservadora?

Um texto de Alcínio Vicente, evocando os tempos duros e difíceis que atravessamos e as escolhas inexplicáveis que fazemos, sendo lícito questionar qual a nossa verdadeira índole.

Abordagem - pintura de Alcínio

Abordagem – pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Lisboa de vielas e avenidas

Mais um poema e uma pintura de Alcínio Vicente, ambos evocando a cidade de Lisboa, de cais, vielas, ruas e avenidas, de sacadas floridas e gente apressada.

Rossio - pintura de Alcínio Vicente

Rossio – pintura de Alcínio Vicente

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Sob este céu azul

Mais um poema e uma pintura de Alcínio Vicente, desta vez numa reflexão intimista em que nos fala da natureza, dos sentimentos e emoções advindos de um viver de novo.

Pintura de Alcínio

Pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Êxodo

Mais um poema e uma pintura de Alcínio Vicente, em que nos fala do êxodo que nos faz voltar à calmaria dos dias, à nostalgia e ao silêncio persecutório.

Êxodo - pintura de Alcínio

Êxodo – pintura de Alcínio

Colégio Externato do Sabugal - Capeia Arraiana

Antigos alunos do Externato do Sabugal

Realizou-se no sábado, dia 23 de Maio, mais um almoço anual dos antigos alunos, professores e funcionários do Externato Secundário do Sabugal. Alcínio Vicente, de Aldeia do Bispo, faz-nos viver em imagens legendadas com versos as emoções do XI reencontro onde não faltaram «histórias que o tempo não apagou».

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Nasci e cresci num tempo e lugar ignoto

Mais um poema e uma pintura de Alcínio Vicente, em que nos fazem viajar no tempo.

Pintura de Alcínio

Pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Nas asas de Pegaso

Mais um poema e uma pintura de Alcínio Vicente, em que nos transporta nas asa de Pegaso, voando pelos céus do pensamento.

Uma pintura de Alcínio plena de cor e de movimento

Uma pintura de Alcínio plena de cor e de movimento

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Desilusão

Um poema e uma pintura de Alcínio Vicente em que é invocada a figura dos mendigos que erravam pelas aldeias em tempos idos.

Pedintes invisuais numa pintura de Alcínio

Pedintes invisuais numa pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Porque pinto

Um poema de Alcínio Vicente que formula uma pergunta e ensaia uma resposta.

A pintura é a janela ou porta do meu mundo

A pintura é a janela ou porta do meu mundo

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Quando Lisboa amanhece

Um poema de Alcínio Vicente falando de Lisboa, essa cidade capital de Portugal detentora de uma beleza especial quando amanhece.

Lisboa ao amanhecer - pintura de Alcínio

Lisboa ao amanhecer – pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Sou Terra ou Sol

Um pequeno poema de Alcínio Vicente

Pormenor de uma pintura de Alcínio

Pormenor de uma pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Cai neve

Palavras emotivas de Alcínio, escritas no momento em que a neve caía do céu em Aldeia do Bispo branqueando as árvores, as ruas, os telhados e os campos raianos.

Aldeia do Bispo em dia de neve

Aldeia do Bispo em dia de neve

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Escrever no fogo

Já a noite se esvaíra, cinzenta lenta e fria ameaçando chuva. Qual manto negro carregando um silêncio magoado com sabor a tristeza.

Quando Alfama anoitece - pintura de Alcínio

Quando Alfama anoitece – pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

A minha aldeia

A minha aldeia é um cargueiro encalhado no meio de nada e no centro de tudo.

Pintura de Alcínio

Pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Na senda dos cogumelos

Rajadas de vento varrem casas arruamentos e arvoredo. No céu já começou a grande batalha que parece travar-se entre os exércitos do bem e do mal, com o ribombar dos trovões lançando bombas que incendeiam os céus partindo de todos os flancos e nós apanhados no meio da guerra.

Quadro de Alcínio com cogumelos

Quadro de Alcínio com cogumelos

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Partiram

Alcínio Vicente evoca os emigrantes que partiram de volta aos locais onde trabalham, deixando as nossas terras no estado de torpor que infelizmente as caracteriza: silêncio e abandono.

Marinha - quadro de Alcínio Vicente

Marinha – quadro de Alcínio Vicente

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Assim vai o mundo

Alcínio Vicente fala-nos da sociedade consumista de hoje, que classifica de efémera, descartável, volátil e viciada em emoções.

Lisboa - Cacilheiro no Tejo (pintura de Alcínio)

Lisboa – Cacilheiro no Tejo (pintura de Alcínio)

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

A «taurocultura» na obra de Alcínio

Num mês de Agosto em que as tradicionais Capeias fizeram renascer as aldeias da raia sabugalense (a nossa «época taurina» iniciou-se no dia 6, na Lageosa, e terminou no dia 25, em Aldeia Velha), apresentamos um dos mais significativos quadros de Alcíno sobre essa temática.

Ao Forcão - pintura de Alcínio

Ao Forcão – pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

É festa na minha aldeia

Na minha aldeia ainda nasce o sol e se põe a lua, mas há resquícios do passado glorioso que se abrigam nas suas sombras a coberto da luz.

Festa na Aldeia - Pintura de Alcínio

Festa na Aldeia – Pintura de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Pintura de Alcínio – díptico do encerro

Em plena época de capeias arraianas, espectáculo popular que em Agosto emprenha de gente as aldeias sabugalenses, apresentamos um díptico de Alcínio Vicente que retrata um encerro – momento de forte atracção popular em que os touros são conduzidos pelos cavaleiros para a aldeia onde o forcão os espera na praça.

Díptico do Encerro (164 x 228 cm)

Díptico do Encerro (164 x 228 cm)

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Cogitações sobre a Liberdade

Passaram-se séculos e séculos, milénios e milénios, depois que o Homem se conheceu como ser superior. Descobriu línguas, cruzou mundos ignotos, invadiu o espaço, passeou-se na Lua, foi vencendo obstáculos atrás de obstáculos, em todas as áreas do saber e tecnologia.

A Justiça - Alcínio Vicente - Capeia Arraiana

A Justiça – Autor: Alcínio Vicente (Colecção particular do dr. João José Martins)


Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Lisboa Revisitada por Alcínio

A revista Unibanco, publicou na edição de Dezembro de 1997, a imagem de uma serigrafia de Alcínio, pintor de Aldeia do Bispo (Sabugal), intitulada «Lisboa/Rossio», de dimensões 53 x 38 cm, sobre papel Fabriano de 300g, no formato 70 x 50 cm. Foram editados 99 exemplares numerados e assinados pelo autor, com preço especial para os sócios do Centro Nacional Unibanco, que esgotaram. Reproduzimos o texto que acompanhava a imagem publicada, que cita as palavras do também pintor e critico de arte J. Leitão Baptista.

A página da revista Unibanco dedicada à serigrafia de Alcínio

A página da revista Unibanco dedicada à serigrafia de Alcínio

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Colégio do Sabugal revisitado

Perpassam pela minha memória ecos de rumorosos factos e eventos que se fundem numa amálgama de sentimentos e emoções onde ficção e realidade se confundem. O regresso ao passado coloca-nos em confronto com a efemeridade da vida.

Encontro de antigos alunos no momento do jantar (foto de Natália Bispo)

Encontro de antigos alunos no momento do jantar (foto de Natália Bispo)

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Caminhada em Aldeia do Bispo

Paira no ar o aroma dum festim primaveril. Uma amálgama de odores e banquetes naturais da fecundidade da terra, da vegetação, da sensualidade da vida animal, da fecundidade floral da exuberância da carpete multicolor que cobre os campos numa prece de gratidão e de louvor ao Deus Sol que fez desabrochar tão luxuriante espectáculo de inefável esplendor de luz e cor.

Caminhando de mãos dadas com a Natureza

Caminhando de mãos dadas com a Natureza

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Respigos da Memória (4)

Na cabeça do João das armas adensam-se tenebrosos pensamentos quando confrontado com o seu futuro. Ácidos autofágicos corroem-lhe as entranhas. Sente pela primeira vez a angustiam, e ansiedade, o desespero da sua impotência para alterar o rumo da vida. A cada momento que passa esta visão vai-o torturando, massacrando a sua alma, sem tréguas.

Gadanheiro - pintura de Alcínio

Gadanheiro – pintura de Alcínio