Category Archives: Vivências a Cor
Memórias da nossa aldeia
Nota prévia: este puzzle de imagens sobre a minha aldeia é uma pequena mostra que visa retratar duma forma subjectiva sem atender aos gostos ou estilo de ninguém senão o meu. Tem por fim fazer um repositório do mundo passado e irrepetível.
Das cinco quinas
O castelo do Sabugal pintado e cantado por Alcínio. Do alto da vistosa torre pentagonal o poeta observa os conterrâneos e as terras distantes que muitos deles procuraram, guardando sempre o castelo altaneiro como memória.
A guerra dos fogos
Reacendeu-se a guerra, após um período de tréguas para eleições, os exércitos em conflito, posicionaram se no terreno e foi declarada guerra total pelo senhor dos exércitos.
O Paradoxo da democracia
Esta democracia é um caldo de mil ingredientes. Este caldeirão de sopa, onde todos comem por antecipação ou omissão, é feito de todos os temperos e sabores.
A queda dum mito
Alcino dá-nos a ler um texto repleto de metáforas e de ironias, pelo qual descreve em traços incisivos o que nos trouxe o final deste verão quente, dramático e mediático.
As festas de Verão
Uma pintura e um poema de Alcínio, com inspiração neste verão escaldante em que a aldeia fica prenhe de gente e de euforia, mas que não são mais do que a ilusão de uma gravidez que afinal está vazia e acaba em frustração.
Portugal terra ardente
Um poema de Alcínio, inspirado por este tempo de calores incendiários num país que vive na ilusão do dinheiro e sente a derrocada das engenharias financeiras. É uma vasta soma de milhões de euros que ardem na fogueira das ilusões, que consome tantas paixões.
Castelo do Sabugal
Imóvel e cinzento cercado de nuvens à procura do azul do céu – assim começa o texto poético de Alcínio, onde exalta a magnanimidade do castelo do Sabugal, envolto em mistérios, testemunha de momentos de glória e vigilante do passado e do futuro das terras que domina do alto da torre de menagem.
Era uma vez um reino
Era uma vez um reino de potentados, de príncipes e principados, de barões, de associações de privilegiados, de grandes advogados em assessorias jurídicas, gestores consagrados, de juízes e magistrados jurados, de negócios e protectorados, e jornalistas especializados e que informavam aquilo a que são autorizados e que muitas vezes deviam estar calados, e chefões, de chefes e assessores, consultores, e coordenadores por todo o lado, e havia partidos onde eram abrigados, nomeados e os que ensinavam tudo, mesmo não sabendo fazer nada e os que não sabendo nada faziam tudo menos do que não sabiam.

Minha Nossa Vossa Terra
Subi ao alto das torres de menagem dos nossos castelos, ao cimo das montanhas – assim começa o texto poético de Alcínio, onde se misturam sentimentos de nostalgia, revolta e inconformismo face ao estado das nossas aldeias e ao futuro que as espera.
Meu bucho rosado
Um poema de Alcínio dedicado ao saboroso bucho. Da confecção da iguaria gastronómica raiana e do seu paladar, Alcínio parte em viagem de saudade à procura das origens sentimentais, do tempo em que na aldeia se ouviam chocalhos a tilintar, rebanhos a passar, porcos a grunhir ou cabras a berrar.
Que sociedade – a do amor ou ódio
Alcínio oferece-nos uma pintura com mulheres e crianças de colo numa aldeia, e um poema que nos interroga sobre que tipo de sociedade em que vivemos – a do amor ou a do ódio?
Miragem
Alcínio brindados com uma pintura – um díptico de 2×1,5m – e um poema sobre os sonhos e as ilusões da vida. Vivemos das fantasias que nos alimentam e nos dão alento para continuar.
Caminhos do esquecimento
Por estes caminhos desertos e solitários no meio de sombras enigmáticas de luz e cor, paira algo dramático, algo fantasmagórico dum filme lunar ou o paraíso dos mortos-vivos fruto de paradoxos humanos.
A menina das tranças brancas
Lá está ela no cimo do monte, à sua janela, vestida de branco. De tempos a tempos vai-me acenando e cantando. Suas tranças brancas ondulam levadas pelos ventos que a forçam a rodopiar, nesta ampla janela aberta da clareira, mas permanecendo prisioneira do seu destino.
Outra Babilónia
Era uma vez um povoado onde ao crepúsculo da noite quando os sinos batiam o toque das trindades se animava com o regresso dos carros das pachorrentas vacas com rodados de ferro e eixos de madeira que rangiam sob aperto das traituras.
A Saudade
Mais um poema de Alcínio ilustrado com uma soberba pintura também de sua autoria. A Saudade é o tema de ambas as obras, marcadas pelo sentimento profundo que procura nas palavras fortes e nas cores vivas que brotam do seu pincel.
À minha aldeia
Um poema de Alcínio sobre a sua Aldeia do Bispo, terra onde nasceu e cresceu e onde hoje vive depois de um longo período em diáspora. A aldeia deixa sentimentos vivos de amor filial, de saudade sentida, de amor eterno. A ilustrar mais uma pintura de Alcínio – um tríptico cheio de cor e de vida.
A malha
Um poema de Alcínio ilustrado com duas pinturas de sua autoria – uma na abertura outra no final. Em ambas as cores e o movimento reveladores do calor tórrido e do trabalho árduo do povo raiano de antigamente.
A minha ribeira
Um texto poético de Alcínio Vicente, que evoca a ribeira da aldeia, por estes dias transformada em rio, que transporta as águas da saudade de um já tempo distante no qual as vivências eram intensas.
A voz do silêncio
Uma pintura e um poema de Alcínio Vicente, que dão corpo a uma reflexão onde o silêncio se confunde com o movimento numa simbiose de raios de luz, vento e água corrente.
Cogitacções
Um poema de Alcínio Vicente, desta vez numa reflexão sobre os momentos conturbados que vivemos, onde emerge a indignação perante a hipocrisia de muitos.
Desassossego
Um poema de Alcínio que aborda o sofrimento enquanto manifestação de dor e de paixão a que se junta por vezes o prazer, num ampla e inexplicável contradição.
Que sociedade?
Um outro poema de Alcínio, em que se interroga sobre a sociedade em que vivemos – uma sociedade oca, onde se desprezam os outros e onde não há tempo para pensar.
Pensamento
Uma pintura e um poema de Alcínio, onde viaja nas asas do pensamento para um mundo novo sem quimeras.
Seremos um povo de índole conservadora?
Um texto de Alcínio Vicente, evocando os tempos duros e difíceis que atravessamos e as escolhas inexplicáveis que fazemos, sendo lícito questionar qual a nossa verdadeira índole.
Lisboa de vielas e avenidas
Mais um poema e uma pintura de Alcínio Vicente, ambos evocando a cidade de Lisboa, de cais, vielas, ruas e avenidas, de sacadas floridas e gente apressada.
Sob este céu azul
Mais um poema e uma pintura de Alcínio Vicente, desta vez numa reflexão intimista em que nos fala da natureza, dos sentimentos e emoções advindos de um viver de novo.
Êxodo
Mais um poema e uma pintura de Alcínio Vicente, em que nos fala do êxodo que nos faz voltar à calmaria dos dias, à nostalgia e ao silêncio persecutório.
Antigos alunos do Externato do Sabugal
Realizou-se no sábado, dia 23 de Maio, mais um almoço anual dos antigos alunos, professores e funcionários do Externato Secundário do Sabugal. Alcínio Vicente, de Aldeia do Bispo, faz-nos viver em imagens legendadas com versos as emoções do XI reencontro onde não faltaram «histórias que o tempo não apagou».
Nasci e cresci num tempo e lugar ignoto
Mais um poema e uma pintura de Alcínio Vicente, em que nos fazem viajar no tempo.
Nas asas de Pegaso
Mais um poema e uma pintura de Alcínio Vicente, em que nos transporta nas asa de Pegaso, voando pelos céus do pensamento.
Desilusão
Um poema e uma pintura de Alcínio Vicente em que é invocada a figura dos mendigos que erravam pelas aldeias em tempos idos.
Quando Lisboa amanhece
Um poema de Alcínio Vicente falando de Lisboa, essa cidade capital de Portugal detentora de uma beleza especial quando amanhece.
Cai neve
Palavras emotivas de Alcínio, escritas no momento em que a neve caía do céu em Aldeia do Bispo branqueando as árvores, as ruas, os telhados e os campos raianos.
Escrever no fogo
Já a noite se esvaíra, cinzenta lenta e fria ameaçando chuva. Qual manto negro carregando um silêncio magoado com sabor a tristeza.




































































