Category Archives: Por Terras de D. Dinis

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Máxima Vaz apresenta «Por Terras d’El Rei D. Dinis»

«Uma Lição de História» junto ao túmulo do Rei Dom Dinis no mosteiro de Odivelas. A Doutora Maria Máxima Vaz apresenta a sua última obra «Por Terras de El Rei Dom Dinis» e celebra o nascimento do Rei Lavrador. A reportagem é da autoria da OdivelasTv.



jcl com OdivelasTV

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Os forais Manuelinos

«Foral ou Carta de Foral é um diploma concedido pelo rei ou por um senhorio laico ou eclesiástico a determinada terra, contendo normas que disciplinam as relações dos seus povoadores ou habitantes entre si e destes com a entidade outorgante.» (Mário Júlio de Almeida Costa, professor de Direito na Universidade de Coimbra).

Forais Manuelinos - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Comemorações dos 500 anos dos Forais Manuelinos

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Um prelado aristocrata na Diocese da Guarda

D. Rodrigo de Moura Teles foi Bispo da Guarda de 1694 até 1703, ano em que foi nomeado Arcebispo de Braga. Pertencia a famílias da alta nobreza. Era filho do segundo conde de Vale dos Reis, capitão general do Algarve, D. Nuno de Mendonça e da condessa D. Luísa de Castro e Moura. Foi o segundo filho na linha masculina e herdou o brasão dos Moura, sua família materna. Foi um homem de cultura e acção, competente e dedicado no desempenho de todos os cargos que lhe foram atribuídos, tanto civis como religiosos.

D. Rodrigo Moura Teles - Bispo da Guarda (1690-1703) e Arcebispo de Braga (1704-1728)

D. Rodrigo Moura Teles – Bispo da Guarda (1690-1703) e Arcebispo de Braga (1704-1728)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

«Ide vê-las» é uma estorieta sem fundamento

Muito se tem acusado o Rei D. Dinis de infidelidade. Inventam-se anedotas, estórias, apontam o dedo acusador. Em Odivelas inventou-se uma dessas estórias, que se junta ao coro dos acusadores. O que realmente foi a vida conjugal do Casal Real, ninguém sabe, mas há indícios de o Rei não ser tão culpado como muitos querem. A Rainha Santa tinha ideais que seu esposo terá respeitado. Porque vinha tanto a Odivelas? Há explicações que não passam pela infidelidade de que pretendem culpá-lo.

Odivelas Antiga - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Odivelas Antiga

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Túmulo do Rei D. Dinis foi aberto em 1938

O Rei D. Dinis escolheu a Igreja do Mosteiro Cisterciense de Odivelas para sua última morada. Indicou mesmo o local – a meio, entre a capela-mor e o coro. Para que a sua vontade fosse cumprida, fez essa declaração no seu testamento. Assim se cumpriu. Naquele local e naquele Igreja foi depositado o seu corpo quando o cortejo fúnebre chegou, vindo de Santarém. Era um mausoléu majestoso. O primeiro a ter uma estátua jacente. O primeiro a ficar dentro de um lugar sagrado. Estava cercado de grades altas de ferro terminando em escudetes nas pontas dos balaústres com as armas de Portugal, e cruzes da Ordem de Cristo. Um dossel cobria-o em toda a sua dimensão.

Túmulo de El Rei D. Dinis - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Túmulo de El Rei D. Dinis foi aberto em 1938

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Adelaide Cabete – Médica, Republicana e Sufragista

Pela modéstia do seu nascimento nada fazia prever que Adelaide Cabete viesse a ser uma das médicas mais notáveis do princípio do século passado. Grande como profissional, grande como cidadã. A República teve nela uma das maiores defensoras dos ideais de progresso e justiça social. Empenhou-se seriamente na saúde pública e na cultura popular. Podemos afirmar, sem exagero, que não houve injustiça a que fosse indiferente, nem causa justa que não a encontrasse pronta para a acção.

Adelaide Cabete - Maria Máxima Vaz - Odivelas - Capeia Arraiana

Instituto Feminino de Educação e Trabalho em Odivelas

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As pioneiras em Medicina

Foi dado o nome de uma médica beirã ao hospital de Loures – Carolina Beatriz Ângelo. Este facto encheu-me de orgulho por ser natural da Guarda, capital do nosso distrito. Mas nos discursos de ocasião houve quem exagerasse, ao afirmar que «foi a primeira mulher a formar-se em Medicina no nosso país». Na continuação da matéria da minha última crónica, é oportuno recordar as primeiras mulheres que se entregaram ao estudo e à prática da Medicina. Na verdade, a nossa conterrânea concluiu o curso em 1902 e desde 1889 que se formavam médicas em Portugal.

Pioneiras da Medicina em Portugal - Da esquerda para a direita - Aurélia de Moraes Sarmento, Laurinda de Moraes Sarmento, Guilhermina de Moraes Sarmento e Amélia Cardia - Capeia Arraiana

Pioneiras da Medicina em Portugal (da esquerda para a direita)
Aurélia de Moraes Sarmento, Laurinda de Moraes Sarmento, Guilhermina de Moraes Sarmento e Amélia Cardia

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As primeiras Universidades da Europa

Tenho ouvido e lido afirmações erradas acerca da antiguidade da nossa Universidade de Coimbra dizendo que é a mais antiga da Europa. É realmente muito antiga, mas não tanto e, muito menos, a mais antiga da Europa. Quando foi criada, já existiam, pelo menos e tanto quanto sei, vinte Universidades no velho continente.

Gravura antiga da Universidade de Sorbonne - Paris - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Gravura antiga da Universidade de Sorbonne em Paris

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A espera dos toiros na Calçada de Carriche

É um facto! Por terras de D. Dinis, o toiro de lide é rei. Nas terras de Riba Coa realizam-se as famosas Capeias; no Ribatejo criam-se os bravos toiros; em Lisboa sempre houve festa brava, mesmo antes de construída a Praça do Campo Pequeno. Datam desse tempo as esperas dos toiros que vinham para as touradas no Campo de Santana, as quais tinham lugar junto à estalagem Nova Sintra, ao fundo da Calçada de Carriche. Também aqui são terras de D. Dinis.

Condução de toiros desde Odivelas pela Calçada de Carriche. Na imagem pode ver-se a Igreja do Campo Grande. Litografia de Júlio A. Rocha . Col. Museu da Cidade

Condução de toiros desde Odivelas pela Calçada de Carriche. Na imagem pode ver-se
a Igreja do Campo Grande. Litografia de Júlio A. Rocha. Col. Museu da Cidade

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Tratado de Versailles é levado ao Parlamento

Em homenagem aos homens do concelho do Sabugal que foram mobilizados para a guerra de 1914-1918, alguns dos quais eu ainda conheci, dou conhecimento das tomadas de posição do governo português para minimizar o sofrimento deles e de suas famílias e honrar a memória dos que não voltaram. O Tratado de Paz que pôs fim à Grande Guerra de 1914-1918, foi assinado em Versailles, no dia 28 de Junho de 1919. Faz hoje 95 anos.

Parlamento Portugal - Capeia Arraiana

Parlamento de Portugal

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Escola Profissional Agrícola D. Dinis da Paiã

Os males da Grande Guerra de 1914-1918 deram origem à fundação de uma Escola Profissional Agrícola, em Terras de D. Dinis e à qual foi posto o nome do Rei Lavrador. Uma justa homenagem ao Rei que mandou arrotear terras, secar pântanos, plantar vinhas, montados, pinhais e não esqueceu os súbditos mais necessitados. Uma Escola para crianças que a Guerra de 1914-18 tornou órfãos. A Escola Agrícola D. Dinis tinha o objectivo de garantir a sobrevivência dos órfãos de guerra, preparando-os para uma profissão digna: Agricultores.

Escola Profissional Agrícola D. Dinis na Paiã em Odivelas - Foto gentilmente cedida por Escola Profissional Agrícola D. Dinis

Escola Profissional Agrícola D. Dinis na Paiã em Odivelas
Foto gentilmente cedida por Escola Profissional Agrícola D. Dinis

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

I Grande Guerra – Indemnizações aos aliados

Terminada a Primeira Grande Guerra de 1914-1918 e assinado o tratado de Versailles, os Aliados exigiram à Alemanha indemnizações dos prejuízos causados pela guerra. Para fazer a avaliação e decidir os montantes a pagar, foi nomeada uma Comissão, de cujo trabalho foram conhecidos os resultados em 1920.

Basileia - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Cidade suíça de Basileia

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Republicanas notáveis – Carolina Beatriz Ângelo

Carolina Beatriz Ângelo nasceu na Guarda, na freguesia de São Vicente, às 19 horas do dia 16 de Abril de 1878 e faleceu em Lisboa a 3 de Outubro de 1911.

Carolina Beatriz Ângelo - Mária Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Ana de Castro Osório (à esquerda) com Carolina Beatriz Ângelo (à direita)

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Mosteiro de São Dinis e São Bernardo de Odivelas

O Rei D. Dinis mandou construir este mosteiro na sua quinta de Vale de Flores em Odivelas onde tinha um Paço Real. Edificou-se entre 1295 e 1305. As monjas de Cister habitaram-no de 1296 até 1888. De 1889 a 1901 funcionou como anexo do Hospital Escolar de São José, acolhendo os doentes inválidos. Em 1902 foi entregue ao Exército para ali funcionar o Instituto de Odivelas.

Mosteiro São Dinis e São Bernardo - Instituto de Odivelas - Capeia Arraiana

Mosteiro São Dinis e São Bernardo – Instituto de Odivelas

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O túmulo do Rei D. Dinis

D. Dinis mandou fazer o seu próprio túmulo, deixou dito no testamento o edifício onde queria que o colocassem e indicou até o lugar na igreja. Foi o primeiro sarcófago a ser depositado dentro de um lugar sagrado e o primeiro a ter a estátua jacente de um rei. Os dois primeiros reis estão em Santa Cruz de Coimbra e com D. Afonso II o Panteão Real passou a ser o Mosteiro de Alcobaça. D. Dinis escolheu a igreja do Mosteiro de São Dinis em Odivelas, onde ainda se encontra, podendo ser visitado.

Túmulo de D. Dinis no Mosteiro de São Dinis em Odivelas - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Túmulo de D. Dinis no Mosteiro de São Dinis em Odivelas – Maria Máxima Vaz

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Túmulo da filha Infanta Maria Afonso (1)

O que nos dizem os Cronistas e os Historiadores: «Teve elrei D. Dinis duas filhas bastardas, ambas do nome de Maria, uma que se conservou no século, outra que foi recolhida no mosteiro de Odivelas.» Foi esta a primeira informação que tive sobre a Infanta sepultada em Odivelas. Nenhuma outra certeza completava esta. Borges de Figueiredo no seu livro «O Mosteiro e Odivelas – Casos de Reis – Memórias de Freiras» teceu algumas conjecturas por confirmar ainda hoje.

Túmulo da Infanta Dona Maria Afonso, filha natural do Rei D. Dinis, no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo em Odivelas - Foto: Capeia Arraiana

Túmulo da Infanta Dona Maria Afonso, filha natural do Rei D. Dinis,
no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo em Odivelas – Capeia Arraiana

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – À mesa com o Rei

Nesta época natalícia, período do ano em que mais atenção prestamos à mesa, procurando que a gastronomia tradicional esteja presente nas principais refeições, pareceu-me oportuno sabermos alguma coisa do que se comia no tempo do Rei D. Dinis.

Refeição no palácio real . Capeia Arraiana

Refeição no palácio real

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D. Dinis – A nacionalização das Ordens Militares

Pelo que se pode saber através de documentos da época, os freires e comendas, bem como os castelos e a generalidade dos bens santiaguistas nacionais, sofriam avultados prejuízos pelo facto de a cabeça da ordem se encontrar em Castela, sendo raramente visitados pelos superiores, no que isso significava de relaxação de costumes e de uma gestão defeituosa de recursos.

Cavaleiros Templários nas Cruzadas - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Cavaleiros Templários nas Cruzadas (ilustração: D.R.)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Medidas políticas para centralizar o poder

É do conhecimento geral que, na Idade Média, os senhores nobres tinham privilégios que nem os reis podiam desrespeitar, dentro dos seus domínios. Esta realidade enfraquecia o poder real e era causa de muitas guerras, conflitos sociais e injustiças.

D. Dinis - Cortes - Capeia Arraiana

Cortes

«A luta travada entre a coroa e os detentores do poder senhorial constitui, de facto, um dos aspectos mais marcantes do reinado e da actuação política de D. Dinis. Demonstrando uma grande capacidade de decisão, utilizou os instrumentos ao seu dispor para fazer prevalecer a sua vontade e demonstrou que não hesitava em pegar em armas quando era necessário para atingir os seus objectivos.»

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Negociar a Concordata com a Santa Sé

O rei D. Dinis herdou uma questão melindrosa com a Santa Sé. Difícil de resolver, como naquele tempo eram todas as questões com o papado. Com a sua habilidade diplomática, soube gerir os interesses em confronto, dando aos bispos portugueses o encargo de iniciarem a solução do processo, embora supervisionado sempre pelo rei, para não fugir ao seu controlo.

Papa Nicolau IV - Maria Máxima Vaz - Por Terras de D. Dinis - Capeia Arraiana

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Bom poeta e mau marido?

Como ficou dito e provado na última crónica, o rei D. Dinis teve, pelo menos, sete filhos naturais. Por essa razão se considera que foi um marido infiel e daí, mau marido. Coloco à consideração dos leitores factos que permitirão julgar se é justo chamar-lhe mau marido. Que não era mau já ficou provado. Que não impedia a rainha de ser caridosa, também. Resta-me tentar compreender o que causou a fama de bom poeta e marido infiel.

Catedral da cidade de Albi - Sul de França - Capeia Arraiana

Catedral da cidade de Albi – Sul de França (foto: D.R.)

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D. Dinis – Dois filhos legítimos e sete naturais

O conhecimento que temos, até hoje, acerca dos filhos do Rei D. Dinis, foi obtido a partir dos cronistas e completado com documentos da Chancelaria deste nosso Rei. Não há dúvidas quanto aos filhos que nasceram do seu casamento com a Rainha Santa Isabel. Foram eles, a Infanta D. Constança, que veio a ser Rainha de Castela e o Infante D. Afonso, depois rei de Portugal. E do casamento real não houve mais filhos. Além destes filhos legítimos, teve o Rei D. Dinis sete filhos naturais, que foram: Afonso Sanches, Pedro Afonso, João Afonso, Fernão Sanches, D. Maria Afonso, um segundo Pedro Afonso e mais uma segunda Maria Afonso. Há dois Infantes sobre os quais existem dúvidas, se seriam filhos de D. Dinis ou de D. Afonso III, cujos nomes são: Fernando Afonso e Martim Afonso.

Túmulo de D. Pedro Afonso, 3.º Conde de Barcelos, filho natural do Rei D. Dinis - Igreja de S. João Baptista de Tarouca - 3,28m x 1,78m x 1,22m - Pesa 13 toneladas - Tem esculpidas cenas de caça ao javali. Nesta face, é cacada a pé. Na face de lá, é uma caçada a cavalo - Capeia Arraiana

Túmulo de D. Pedro Afonso, 3.º Conde de Barcelos, filho natural do Rei D. Dinis
Igreja de S. João Baptista de Tarouca – Dimensões: 3,28m x 1,78m x 1,22m – Peso: 13 toneladas
Tem esculpidas cenas de caça ao javali. Nesta face, é caçada a pé. Na face de lá, é uma caçada a cavalo (foto: D.R.)

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D.Dinis – Rei com grande sentido de responsabilidade

Em situações de conflito o Rei D. Dinis nunca optou pela guerra. Nem sempre conseguiu evitá-la. Os dois casos mais graves tiveram como protagonistas familiares que se queriam apoderar do trono. Um deles foi seu irmão, o Infante D. Afonso, mais novo que o Rei. O outro foi seu próprio filho Afonso IV que pretendeu destronar o Rei seu pai.

Rainha Santa Isabel em Alvalade - Capeia Arraiana

Rainha Santa Isabel em Alvalade

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Protegeu pobres e desvalidos do seu Reino

Contrariamente ao que a tradição popular tem vindo a repetir, D. Dinis criou obras de assistência e olhou pelos súbditos mais necessitados. Foi um rei caridoso, como se prova com as instituições que fundou e com as disposições testamentárias que destinam verbas para assistência aos mais humildes.

Claustro do Silêncio no Mosteiro de Alcobaça - Construído por D. Dinis - Capeia Arraiana

Claustro do Silêncio no Mosteiro de Alcobaça – Construído por D. Dinis

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Serpa, Moura, Mourão e Noudar – Terras recuperadas

Serpa, Moura, Mourão e Noudar são vilas que foram conquistadas pelo nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques, perdidas posteriormente e retomadas, anos depois, por D. Sancho II. Passaram indevidamente à posse de Castela por escambos que as Ordens Militares fizeram com Afonso X, e voltaram à posse de Portugal no ano de 1295, graças à capacidade diplomática de D. Dinis, quando negociou o acordo na Guarda. Foi esta a única cláusula que o Rei de Castela cumpriu. Tudo o resto que foi ali acordado nesse ano, só com o Tratado de Alcanises é que se veio a cumprir.

Ruínas do Castelo de Monforte, junto ao Rio  Côa no lugar de Bizarril, freguesia de Colmeal, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo

Ruínas do Castelo de Monforte, junto ao Rio Côa no lugar de Bizarril,
freguesia de Colmeal, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo (foto: D.R.)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Medidas de fomento

El Rei D. Dinis desenvolveu todas as áreas de produção: a agricultura, a pesca e a exploração de minérios, com o objectivo de ter um reino autossuficiente, para ser independente. Não importar bens de consumo exigia o cultivo integral do território sem virar as costas ao mar. O lavrador e o pescador tinham de alimentar Portugal.

Rei D. Dinis e Rainha Santa Isabel - Capeia Arraiana

Rei D. Dinis e Rainha Santa Isabel (foto: D.R.)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Árvore genealógica

O pergaminho com a representação da família de El’Rei D. Dinis faz parte de um conjunto que representa a Genealogia da Família Real Portuguesa. Foi encomendado por Damião de Góis a um iluminista flamengo, a pedido de D. Fernando, filho do rei D. Manuel, e executado em Bruges no ano de 1530, pelo grande artista Simão de Bening. Deste conjunto restam hoje 11 folhas, tendo-se perdido as restantes. Para nossa vergonha já não nos pertencem. Em 1843 foram vendidas em Lisboa num leilão, a um inglês que as vendeu seguidamente ao Museu Britânico com elevados lucros. São hoje consideradas uma das grandes preciosidades desse Museu.

Árvore geneológica de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Iluminura com a representação da família do Rei D. Dinis (Museu Britânico)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – A Confraria dos Cavaleiros do Sabugal

«(…) A 15 de Outubro de 1307, fizeram os moradores do Sabugal, terra vizinha aos Reynos de Castella huma instituição para sustentar Cavalaria. (…)» As guerras internas de Castela ocorridas próximo das nossas fronteiras, segundo os cronistas, não teriam sido alheias à fundação desta Confraria dos Cavaleiros do Sabugal.

Confraria dos Cavaleiros do Sabugal - Capeia Arraiana

Recriação história no castelo da Aldeia Medieval de Vilar Maior no concelho do Sabugal

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Máxima Vaz no Instituto de História Contemporânea

A historiadora sabugalense Maria Máxima Vaz foi convidada para integrar o grupo de investigadores do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.

Maria Máxima Vaz - Confraria Marmelada Odivelas - Capeia Arraiana

Maria Máxima Vaz

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Diplomacia e cofres abonados

«Quem diplomacia e abonados cofres tiver… só lutará se quiser…» D. Dinis tinha as duas coisas e por isso se diz que fez tudo quanto quis. Nos anos que se seguiram ao Tratado da Alcanises, os pedidos de ajuda a Portugal por parte de Castela foram uma constante. Ajuda em dinheiro e ajuda militar. Nunca o Rei D. Dinis faltou com essa ajuda ao seu genro Fernando IV.

Rei Fernando IV de Castela -  O Emplazado - Capeia Arraiana

Rei Fernando IV de Castela, O Emplazado (a prazo)

À Fala Com... - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Entre Odivelas e o Sabugal (1)

O Capeia Arraiana juntou, em Odivelas, junto ao túmulo de El Rei D. Dinis dois dos mais ilustres historiadores do concelho do Sabugal: Maria Máxima Vaz e Adérito Tavares. O resultado dessa histórica conversa – «Por terras de D. Dinis… Na Raia da Memória» – é um documentário dividido em dois episódios que nos orgulhamos de publicar e partilhar com todos. Os documentários podem ser vistos na LocalVisãoTV na Zon (posições 14 e 199), Meo (198 e 199), Cabovisão (16), Vodafone TV (198 e 199) e Optimus Clix (19).

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana

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Autoria: Capeia Arraiana posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

À Fala Com... - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Entre Odivelas e o Sabugal (2)

O Capeia Arraiana juntou, em Odivelas, junto ao túmulo de El Rei D. Dinis dois dos mais ilustres historiadores do concelho do Sabugal: Maria Máxima Vaz e Adérito Tavares. O resultado dessa histórica conversa – «Por terras de D. Dinis… Na Raia da Memória» – é um documentário dividido em dois episódios que nos orgulhamos de publicar e partilhar com todos. Os documentários podem ser vistos na LocalVisãoTV na Zon (posições 14 e 199), Meo (198 e 199), Cabovisão (16), Vodafone TV (198 e 199) e Optimus Clix (19).

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana

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Autoria: Capeia Arraiana posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – e depois de Alcanises…

O Sabugal foi a terra preferida pelo Rei D. Dinis em toda esta zona de fronteira. Basta lermos os textos dos cronistas para chegarmos a esta conclusão…

Rei D. Dinis e Rainha Santa Isabel - Capeia Arraiana

Rei D. Dinis e Rainha Santa Isabel

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – o Tratado de Alcanises

«Ainda que os Reys de Leão estavam senhores de Riba de Coa até ao tempo delRey Dom Dinis, não tiveram o senhorio della continuado, mas no tempo que foram senhores desta enobreceram os lugares e villas principais com castelos, ainda que faltam oje o de Caria Talaia e o de Monforte, que ficava uma légua abaixo de Pinhel em uma penha sobre o rio Coa, onde agora se conserva uma ermida.» (Frei Francisco Brandão).

Tratado de Alcanices - Maria Máxima Vaz - Torre do Tombo - Capeia Arraiana

Tratado de Alcanises – Torre do Tombo

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – a Liga Peninsular contra Castela

A Participação de Portugal na Liga Peninsular contra Castela deu ao nosso Rei D. Dinis a oportunidade de tomar pelas armas as terras de Ribacoa no ano de 1296. Estarão recordados que o legítimo herdeiro de Afonso X de Castela e Leão era seu neto, Afonso de Lacerda, menor de idade à morte de seu avô. Seu tio Sancho IV foi um usurpador que nem esperou pela morte de seu pai e se fez reconhecer pela Corte, para ter legitimidade.

Planta do Castelo do Sabugal - Capeia Arraiana

Planta do Castelo do Sabugal

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – questões territoriais e de fronteira

As questões territoriais anteriores ao acordo firmado na Guarda no ano de 1295, à posse de Ribacoa em 1296 e reconhecida em 1297. A usurpação de terras portuguesas na fronteira é muito anterior a 1295. A restituição é uma das cláusulas deste texto ratificado em Ciudad Rodrigo. Tem novos desenvolvimentos no ano de 1296 e só termina em 1297 com o tratado de Alcanises.

Rei Afonso X - O Sábio - Capeia Arraiana

Rei Afonso X – O Sábio

À Fala Com... - © Capeia Arraiana

Documentário sobre El Rei D. Dinis

O Capeia Arraiana juntou, em Odivelas, junto ao túmulo de El Rei D. Dinis dois dos mais ilustres historiadores do concelho do Sabugal: Maria Máxima Vaz e Adérito Tavares. O resultado dessa histórica conversa é um documentário dividido em dois episódios que vão ser transmitidos pela LocalVisãoTv na Internet e nos canais por cabo Meo, Zon, CaboVisão, Optimus e Vodafone e pelo Capeia Arraiana na Internet.

Documentário sobre D. Dinis - Maria Máxima Vaz e Adérito Tavares - Capeia Arraiana

Documentário sobre D. Dinis no Mosteiro de Odivelas com os historiadores Maria Máxima Vaz e Adérito Tavares

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis assina acordo na Guarda em 1295

Todo o processo que diz respeito à posse das terras de Ribacoa está relacionado com a conjuntura política no reino de Castela, que já englobava o reino de Leão no tempo de Afonso X o Sábio. O acordo entre D. Dinis, o infante D. João e os representantes da rainha Maria de Molina que resultaria no Tratado de Alcanises foi assinado na cidade da Guarda a 6 de Setembro de 1295.

Monumento Tratado Alcanices - Capeia Arraiana

Monumento comemorativo do Tratado de Alcanices

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Acção diplomática de D. Dinis

Tratados efectuados entre os reis da Península Ibérica, devidos à habilidade diplomática do Rei D. Dinis. Várias vezes foi pedido apoio ao nosso rei, pelos herdeiros dos reinos de Leão e Castela. Nunca D. Dinis recusou a sua intervenção. Nalgumas ocasiões foi pedido apoio armado, mas D. Dinis, sem recusar o uso da força, conseguiu sempre levar as partes a aceitarem as suas propostas e a assinarem os tratados acordados.

Maria de Molina (Rainha de Castela) apresenta o filho D. Fernando IV - Capeia Arraiana

Maria de Molina (Rainha de Castela) apresenta à corte o filho D. Fernando IV com nove anos

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Defesa marítima – «o construtor de naus a haver»

Não bastava a Portugal a defesa terrestre. A pirataria sarracena atacava e assaltava a costa portuguesa, com mais forte incidência no estuário do Tejo, e em particular na capital.