Category Archives: Nós… Capeia Arraiana

Personalidade do Ano - 2016 - Pina Monteiro - Capeia Arraiana

General Pina Monteiro é a Personalidade do Ano

:: PERSONALIDADE DO ANO – ARTUR PINA MONTEIRO :: :: O Capeia Arraiana escolheu como Personalidade do Ano 2016, Artur Pina Monteiro, General Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA). No dia 19 de Dezembro de 2011 o Capeia Arraiana noticiava que o general Pina Monteiro tinha sido empossado pelo Presidente da República, Cavaco Silva, como chefe do Estado-Maior do Exército (CEME). No dia 9 de Fevereiro de 2013, a Confraria do Bucho Raiano reuniu o Capítulo nos Fóios, freguesia raiana do concelho do Sabugal, distinguindo como confrade de Honra o general Pina Monteiro. No dia 23 de Janeiro de 2014 o Conselho de Ministros propôs ao Presidente da República a nomeação do general Artur Neves Pina Monteiro para o cargo de Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA). O general Artur Pina Monteiro é natural de Vila Fernando e filho de uma sabugalense.

Personalidade do  Ano - 2016 - Pina Monteiro - Capeia Arraiana

General CEMGFA Artur Pina Monteiro – Personalidade do Ano 2016 do Capeia Arraiana (foto: D.R.)

Logo Capeia Arraiana - Capeia Arraiana (orelha)

Boas Festas e Feliz Natal 2016

O Capeia Arraiana deseja a todos os sabugalenses e amigos das terras raianas um Feliz Natal e melhores dias para 2014. Boas festas e… Feliz Ano Novo! Feliz Año Nuevo, Heuresse Nuvelle Anne, Happy New Year, HenGlückliches Neues Jahr, Nytar, Felicigan Novan Jaron, Feliz Aninovo, Shaná Tová, Felice Nuovo Anno, Akemashite Omedetou Gozaimasu e Sarbatori Vesele.

:: :
«Last Christmas» é uma das músicas de Natal mais ouvidas de sempre. Tem mais de 225 milhões de visualizações no Youtube. Criada e interpretada pelo grupo «Wham!» de Andrew Ridgeley e Georgios Kyriacos Panayiotou mais conhecido por George Michael que nasceu em Londres a 25 de Junho de 1963 e faleceu em Oxfordshire, hoje, no dia de Natal do ano de 2016.
jcl e plb

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Dia Internacional da Mulher

No Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, o Capeia Arraiana presta homenagem a todas as mulheres com um poema de Florbela Espanca.

Dia Internacional da Mulher (8 de Março de 2008)Ser poeta é ser mais alto

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Capeia Arraiana
8 de Março de 2016

Acontecimento do Ano – Hino afinado ao futuro na Bendada

A Sociedade Filarmónica Bendadense foi fundada em 1870 por António Nunes da Fonseca Faria, primeiro professor primário da freguesia da Bendada no concelho do Sabugal. Inicialmente foi dado destaque ao ensino da música vocal até porque só em 28 de Agosto de 1881 foi possível adquirir o primeiro instrumento musical. Com reportório actual e bastante diversificado actuam em cerimónias religiosas (missas e procissões), participações lúdicas (concertos) e eventos públicos oficiais. Tem actuado por todo o país e já se deslocou a Espanha e França. O Capeia Arraiana considera que o Acontecimento do Ano 2015 é, afinal, um conjunto de vários acontecimentos que decorreram ao longo do ano sob a batuta da Sociedade Filarmónica Bendadense: concerto de Primavera com músicos espalhados pela serra da Senhora do Castelo a 900 metros de altitude; a inauguração da Casa da Música da Bendada e por fim a Semana Cultural de Natal. Nas pautas musicais com 145 anos de história está escrito um afinado hino em allegro maestoso ao futuro da Bendada.

Casa da Música da Bendada - Capeia Arraiana

Casa da Música da Bendada

Retrospectiva 2015 - Capeia Arraiana

Retrospectiva do ano 2015

Passamos em revista o mais relevante que aconteceu ao longo do ano 2015, que agora finda. Seguimos mês a mês, passando pela quase destituição do Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, a luta de Malcata contra as eólicas, a Festa da Música na Bendada, o campeonato distrital de futebol conquistado pelo Sporting do Sabugal, os prémios do vinho 2.5 e dos queijos da Lactibar, e muito mais.

A equipa de Futsal do Sporting Clube Sabugal foi campeã distrital

A equipa de Futsal do Sporting Clube Sabugal foi campeã distrital

Capeias Arraianas / Encerros - © Capeia Arraiana (orelha)

Encerros e Capeias Arraianas – Calendário 2015

O mês de Agosto carrega sempre o secreto apelo do regresso às origens para os que estão longe. No concelho do Sabugal faz povoar as aldeias, abrir as persianas, lotar os bancos das igrejas e encher os lugares públicos com um estranho mas familiar linguajar mesclado aqui e ali de expressões e palavras de origem francesa. Mas, para muitos dos sabugalenses é o tempo da mãe de todas as touradas – a capeia arraiana – espectáculo único que andou escondido esotericamente nas praças das nossas aldeias e que, agora, de há uns anos para cá parece ter perdido a vergonha e tudo faz para se dar a conhecer ao mundo. A tradição manda que as touradas com forcão, precedidas de encerro, se iniciem na Lageosa no dia 6 de Agosto e terminem em Aldeia Velha no dia 25. E que se oiça bem alto o grito: «Agarráááio»

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

A todos os Pais

O dia 19 de Março é o 78.º dia do ano no calendário gregoriano (79.º em anos bissextos). Em Portugal comemora-se o dia de São José, patrono universal da Igreja, dos carpinteiros, da justiça social e… do Pai.

Autoria: TvShowBrasil posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

Je suis Charlie… em ABolaTv

Pensamento do dia - Capeia Arraiana

A redacção de «A BolaTv» foi um dos muitos órgãos de Comunicação Social portugueses e mundiais com gestos de solidariedade pelas 12 vítimas mortais (jornalistas, cartoonistas e polícias) do jornal «Charlie Hebdo» em Paris. Sobre os assassinos apenas dizemos que os terroristas nem direito a nome deviam ter nas notícias.
Também nós, no Capeia Arraiana, sabemos o «incómodo» que causamos a alguns (poucos) quando somos alvos de piratas informáticos com tentativas para nos «deitar abaixo a página».
Nestes dias «somos todos Charlie».


Autoria: Alexandre Évora (A BolaTv)

jcl

Acontecimento do Ano - 2014 - Capeia Arraiana

Acontecimento do Ano – Fecho do Tribunal do Sabugal

O ano de 2014 foi pródigo em novidades judiciais. No dia 1 de Setembro, prazo legalmente fixado, para o arranque da organização do sistema judiciário o Citius, portal da Justiça, «craschou». Recuperar os dados «escondidos» de 3,5 milhões de processos judiciais e ajustar o Citius à dinâmica de cada comarca demorou muitas semanas provocando constrangimentos e reclamações de advogados, funcionários e magistrados. Para trás ficaram 20 Tribunais encerrados e 27 transformados em Secções de Proximidade. O Tribunal do Sabugal passou a ter competências de Secção de Proximidade com Regime Especial.

Tribunal do Sabugal - Capeia Arraiana

Edifício do Tribunal do Sabugal

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Natália Bispo – a guardiã da Casa do Castelo

Em tempo de Festas Natalícias o Capeia Arraiana solidariza-se com o momento de saúde extremamente doloroso de Natália Bispo, a Talinha para muitos dos seus amigos e conhecidos. Aqui deixamos emocionados desejos de rápidas melhoras para a «Guardiã da Casa do Castelo». Faltam-nos palavras e sobejam-nos lembranças e memórias do muito e muito que tem feito pela divulgação das gentes e das terras do Sabugal a grande sabugalense Natália Bispo. Força, coragem e fé querida amiga!

José Carlos Lages - Natália Bispo - Paulo Leitão Batista - Capeia Arraiana

Natália Bispo com os responsáveis pelo CapeiaArraiana.pt

jcl e plb

Personalidade do Ano 2013 - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Personalidade do Ano 2013 – Maria Máxima Vaz

A historiadora sabugalense Maria Máxima Vaz é a escolha do Capeia Arraiana para «Personalidade do Ano 2013». A eleita sucede a Pinto Monteiro (2007), António Robalo (2009), Santinho Pacheco (2010), Manuel António Pina (2011) e José Soares Ricardo (2012).

Maria Máxima Vaz - Personalidade do Ano 2013 - Capeia Arraiana

Maria Máxima Vaz – Personalidade do Ano 2013 – Capeia Arraiana

Logo Capeia Arraiana - 180x135 - Capeia Arraiana

Boas Festas e Feliz Natal e Melhor 2014

O Capeia Arraiana deseja a todos os sabugalenses e amigos das terras raianas um Feliz Natal e melhores dias para 2014. Boas festas e… Feliz Ano Novo! Feliz Año Nuevo, Heuresse Nuvelle Anne, Happy New Year, HenGlückliches Neues Jahr, Nytar, Felicigan Novan Jaron, Feliz Aninovo, Shaná Tová, Felice Nuovo Anno, Akemashite Omedetou Gozaimasu e Sarbatori Vesele. (Para ver o «nosso» postal de Natal clique em «Ler Mais/Comentários» ou na imagem.)

Boas Festas 2013 - Capeia Arraiana

Logo Capeia Arraiana - 180x135 - Capeia Arraiana

Capeia Arraiana recebeu visitante dois milhões

Os dados, auditados pelo Sitemer, indicam que o Capeia Arraiana registou no sábado, 23 de Fevereiro de 2013, o visitante único dois milhões. A estatística «Visitante Único» significa que um determinado IP (identificação do computador) independentemente do número de acessos fica registado como uma visita no período de seis horas. Em relação às páginas visitadas estamos muito próximos dos três milhões de páginas lidas durante estes seis anos de vida online. Bem-hajam todos quantos nos visitam.

Personalidade do Ano - 2012 - © Capeia Arraiana

Personalidade 2012 – José Soares Ricardo

José Soares Ricardo é a escolha do Capeia Arraiana para «Personalidade do Ano 2012». O eleito sucede a Pinto Monteiro (2007), António Robalo (2009), Santinho Pacheco (2010) e Manuel António Pina (2011).

José Soares Ricardo (na foto com Maria Cândida Vinhas) - Personalidade do Ano 2012

José Soares Ricardo (na foto com Maria Cândida Vinhas) – Personalidade do Ano 2012

Acontecimento do Ano - 2012 - © Capeia Arraiana

Acontecimento 2012 – Volta ao Sabugal em Bicicleta

A sétima etapa da 74.ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta, realizada no dia 23 de Agosto, tendo por meta o Sabugal, cidade onde os ciclistas passaram três vezes nessa mesma etapa, foi para nós, Capeia Arraiana, o acontecimento do ano 2012 que merece destaque. Nesse dia desaguou no Sabugal um mar de gente que acompanhou com entusiasmo as sucessivas passagens dos ciclistas que durante a tarde percorreram as estradas do concelho.

Acontecimento do Ano - 7.ª Etapa da Volta a Portugal em Bicicleta

Acontecimento do Ano – 7.ª Etapa da Volta a Portugal em Bicicleta

Sexto aniversário do Capeia Arraiana

Parabéns ao «Capeia Arraiana» e aos seus mentores, José Carlos Lages e Paulo Leitão Batista! O «Capeia» dinamizou extraordinariamente a comunidade arraiana, transformando-se numa tribuna de divulgação e de defesa da cultura local. E, quanto mais não fosse, incentivou à leitura, ao debate e à reflexão crítica.

Do Rochedo para o Capeia

O meu camarada e amigo José Carlos Lages foi um dos responsáveis pela minha vinda para a blogosfera. Conhecemo-nos no CENJOR, no tempo em que a blogosfera dava os primeiros sinais de vida, mas já na altura o Zé Carlos se animava com as virtualidades desta primeva rede social, que eu desdenhava, porque para mim o mundo do jornalismo, da leitura e da escrita, ainda começava e acabava numa folha de papel.

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Parabéns ao Capeia

O Capeia Arraiana registou ao longo de seis anos as palavras, ideias e pensamentos de muitos raianos cumprindo, ainda, a crucial missão de dar nota do que de mais importante aconteceu no concelho do Sabugal e não só.

Meus queridos amigos…

Neste dia, que considero muito importante, não posso deixar de expressar os meus sinceros agradecimentos a dois Sabugalenses, de alma e coração que, através da escrita, muito têm contribuído para o progresso e desenvolvimento do Município do Sabugal.

Parabéns pelo 6.º aniversário do Capeia Arraiana

Quero dar-vos os parabéns pelo 6.º aniversário do Capeia Arraiana, e dizer-vos que democratizastes a actividade comunicativa porque sempre garantistes o livre exercicio de escrever.

Ao Capeia

Escrever é sempre um ato de comunicar, de libertar a mente através da opinião. O Capeia levou-nos à comunicação, estes anos todos, como um «jornal» livre e independente, em que cada um de nós se libertou nas palavras. Esta liberdade é uma riqueza que a todos alegra, certamente, a todos engrandece. Mais, o Capeia levou-nos muitas vezes à pesquisa e daí também ao nosso enriquecimento. Parabéns Capeia Arraiana! Bem-haja José Carlos Lages, que foi quem me trouxe. E, não sendo eu raiana, já muitas vezes disse…

Capeia – seis anos

O «Capeia» tem sido, é, e estou certo, continuará a ser, o mais lido de todos os órgãos de comunicação social não escrita em todo o universo sabugalense.

Nunca desistam

O Sabugal já merecia um meio de comunicação de acesso «universal». Ao fim de seis anos, com as suas visitas de leitores em número assinalável: 1.924.952 e com os seus 2.861.554 de páginas lidas, o «Capeia» impõe-se na região. Até me impressiona que, de cada vez que cá venho, estejam sempre, mas sempre, vários leitores com o «site» aberto. Neste exacto momento em que escrevo estão em linha 10 leitores, por exemplo.

Aniversário do Capeia Arraiana

Vivemos no tempo e no mundo da comunicação. Bem podíamos dizer que hoje viver é comunicar. Quem não comunica não existe. As redes sociais e a blogosfera pulverizaram a nossa forma de comunicar a que uma panóplia de equipamentos de trazer por casa, e até no bolso, dão expressão. O problema agora é selecionar a boa informação, já que nem toda a comunicação que nos entra em casa e ou vemos tem qualidade.

António Pissarra - Raia e Coriscos - Capeia Arraiana

Até uma viagem de 1000 Kms começa com um pequeno passo

Seis anos é muito ou pouco tempo, conforme o contexto em que considerarmos o tempo. Na História da Humanidade é um tempo infinitamente curto. Contudo, se atualmente é fácil compreender a Web 2.0 e as mudanças que se verificaram na forma como os cidadãos podem intervir, o mesmo não se passava há seis anos, pelo menos em Portugal. Digamos que, nesta perspetiva, seis anos é um tempo relativamente longo. Tão longo quantos os textos e as fotos, publicados num enorme número de artigos e tão longo quanto as mudanças na tecnologia e nos serviços da Rede, verificadas nos últimos seis anos.

Parabenizemos o órgão e as pessoas

A invectiva do poeta não pode perturbar, minimamente que seja, o espírito dos responsáveis pelo blogue Capeia Arraiana. Com efeito, esta, no infinitesimal do tempo que é o simples transcurso dum hexénio, afirmou-se como lúcido e intemerato porta-voz de toda uma vasta região.

Aniversário «Capeia Arraiana»

Mais um ano passado desde que o Paulo e o Lages tiveram a brilhante ideia de «abrir» as portas do concelho ao mundo. Quero numas breves palavras desejar as maiores felicidades aos dois.

Parabéns Paulo e Zé Carlos!

Ainda bem que tiveram coragem…

Somos capeiaarraiana.pt

No exacto dia em que perfazemos seis anos de emissão on-line, apresentamos um novo formato para o Capeia Arraiana. Ainda em desenvolvimento, o novo domínio capeiaarraiana.pt permite-nos relançar este projecto de comunicação new media, dando-lhe um novo fôlego.

Eleição do melhor blogue regional

O blogue Aventar organiza pela primeira vez um concurso de blogues com o objectivo de promover e divulgar o que de mais interessante se faz na blogosfera portuguesa e de língua portuguesa. É um concurso aberto a todos os que queiram participar. Na categoria «Blogues Regionais» a organização incluiu o Capeia Arraiana na primeira volta do concurso que decorre até ao dia 21 de Janeiro. Vamos todos votar no melhor blogue regional!

Aventar

Os administradores do blogue «Aventar» entenderam organizar a eleição dos melhores blogues de 2011. Aqui ficam as explicações e esclarecimentos dos organizadores da eleição:
– Como é que foram nomeados os blogues que estão em concurso?
– Nenhum blogue foi nomeado. Elaborámos uma lista com base no blogometro apenas porque se tinha de começar por algum lado, lista essa um bocado aleatória (nem considerámos alguns géneros inicialmente), e que foi apenas um ponto de partida. Depois, e até 13 de Janeiro, essa lista esteve aberta a qualquer proposta de acrescentar mais blogues. Apenas foram recusadas alguns, muito poucos, sites que de forma alguma são blogues. Isso permitiu igualmente corrigir alguns erros da própria lista. Fomos aceitando sugestões de categorias que nunca nos tinham passado pela cabeça mas que afinal tinham muitos interessados.
– Porque é que esse prazo de inscrição foi tão curto?
– Porque não imaginávamos um sucesso tão grande, e também porque não calculámos bem o tempo que a «notícia» demoraria para se espalhar na rede. Surgiram propostas de categorias em áreas muito diferentes das do Aventar, e no mundo dos blogues há universos paralelos e pouco ligados, o que subestimámos claramente.
– Porque não aceitam mais inscrições?
Por um lado porque não se mudam as regras a meio do jogo. Por outro uma votação que já abrange mais de 500 blogues teria de ser tecnicamente organizada de outra forma, nunca numa única página como nos pareceu no início mais fácil para os concorrentes.
– Pode haver fraudes na votação?
– Sim, mas é complicado porque a votação pela Internet é um problema difícil de resolver devido à própria forma como a Internet está construída. Esta abertura traz-nos inúmeras vantagens, mas também algumas desvantagens. Para garantir que um votante anónimo não faz votações repetidas empregam-se várias técnicas. Podemos limitar a votação por cookies ou por endereço IP, ou então usando ambas as técnicas ao mesmo tempo. Um cookie não é mais do que uma pequena quantidade de informação que é guardada no computador do utilizador e que é lida pelo próprio servidor que a criou. Utilizam-se os cookies para muitos fins. Podem ser usados para identificar um utilizador por forma a que este não tenha de se autenticar de cada vez que acede a um site, servem para recolher informações sobre os hábitos de navegação (que sites visita, em que ordem, etc.), servem também para indicar se o utilizador já votou ou não numa determinada categoria de um concurso sobre os melhores blogues de 2011.
Infelizmente, como o cookie é qualquer coisa que mora no computador do próprio utilizador, pode ser facilmente apagado por este. Assim, se numa dada sondagem apenas marcamos os utilizadores que já votaram usando um cookie, um utilizador malicioso apenas tem de apagar os cookies referentes ao Aventar e pode imediatamente fazer uma nova votação. Se for um utilizador ligeiramente mais sofisticado pode simplesmente usar um modo de navegação incógnito para cada voto que quiser fazer.
É claro que há sempre pessoas que não sabem o que é fair play, não conseguindo ganhar com lisura tentam dar a volta ao sistema. Detectámos votos repetidos logo no inicio da votação, no Domingo de manhã. Para dificultar o trabalho a essas pessoas fazemos também uma verificação por endereço IP, isto é, cada vez que uma pessoa vota tomamos nota do endereço de onde está a fazer o voto. Se nos aparecer outro voto, com o mesmo endereço IP durante as seis horas seguintes, simplesmente ignoramos o voto.
Este comportamento, que à primeira vista parece perfeito para evitar a fraude, coloca um sério problema. Há muitas situações em que podemos ter votos perfeitamente legítimos provenientes do mesmo endereço IP que vão ser rejeitados. Isto acontece porque o número de endereços IP não só é limitado como está quase completamente exaurido. Assim para protelar o fim da disponibilidade de endereços IP utiliza-se uma técnica conhecida por NAT, que permite que vários utilizadores partilhem o mesmo endereço IP para aceder à Internet. Toda a gente que tem um router em casa que permita que dois ou mais computadores acedam à Internet (ou telefones espertos, ou tablets, ou qualquer aparelho que se ligue à rede), usa alguma forma de NAT, a maior parte dos escritórios usam esta técnica, etc.
Assim, se estiver num escritório, por exemplo, apenas a primeira pessoa que votar terá possibilidade de registar o respectivo voto. Infelizmente é absolutamente necessário usar esta medida, caso contrário a votação é completamente subvertida.
Há possibilidade de dar uma chapelada neste tipo de votação? Claro que há, a solução encontrada é um compromisso entre a facilidade de votar e a segurança da votação.
Que ganhe o melhor, sem batota!

Como aparece o Capeia Arraiana nesta eleição?

BlogometroNa categoria «Blogues Regionais» foi incluído o nosso Capeia Arraiana.
Agora só falta o voto de todos os amigos do Capeia Arraiana que acreditam neste projecto que vive há mais de cinco anos sem qualquer subsídio e é o resultado da colaboração e do exercício de cidadania de muitos sabugalenses, de muitos raianos, de muitos beirões, enfim… de muitos cidadãos do mundo.

Para quem não sabe a escolha do Capeia Arraiana para esta eleição resulta de nos mantermos, diariamente, há mais de cinco anos no Top100 dos blogues de língua portuguesa. No dia 17 de Janeiro de 2011 o Capeia Arraiana posicionou-se em 84.º lugar entre os blogues de línguas portuguesa mais visitados nesse dia. O acesso para o Blogometro está disponível para consulta nos nossos links do frame esquerdo. Aqui.

VOTE! VOTE NO MELHOR BLOGUE REGIONAL! AQUI.

jcl

O Capeia Arraiana nas estatísticas do WordPress

O Capeia Arraiana foi analisado ao pormenor pelos duendes de estatísticas do WordPress que aproveitaram para preparar e editar um relatório do ano de 2011 com algumas curiosidades sobre o tráfego do nosso blogue.

Estatísticas do WordPress sobre o Capeia Arraiana em 2011

Capeia Arraiana - WordPress

(clique na imagem para ver o relatório.)

Aqui está um excerto:
«O Estádio Olímpico de Londres tem uma capacidade de 80.000 pessoas. Este blogue foi visitado cerca de 490.000 vezes em 2011. So fosse o Estádio, eram precisos seis eventos esgotados para que toda gente o visitasse.»

O WordPress é uma solução profissional gerenciadora de conteúdos em open source (licença de código aberto) criado por Ryan Boren e Matthew Mullenweg.
O programa é utilizado, também, como plataforma de desenvolvimento de projectos de sites de comércio electrónico, revistas, jornais, portfólio, diretório de eventos e outros conteúdos devido a sua capacidade de extensão através de plugins, temas e programação PHP.

O Capeia Arraiana está alojado desde o seu início, há seis anos, nos servidores da WordPress e é auditado pelo Sitemeter, um sistema de análise e registo de tráfego na Internet reconhecido internacionalmente. Aqui.
jcl

Manuel António Pina – Personalidade do Ano

A escolha da personalidade do ano 2011 foi muito fácil e evidente. A silhueta de um nome destaca-se na paisagem raiana pelo mérito e reconhecimento que recebeu durante o ano que agora termina. Estamos a falar do poeta, escritor, jornalista e cronista Manuel António Pina. Quis o destino que este ilustre português, nascido em terras raianas do Sabugal, fosse galardoado, em 2011, com o Prémio Camões, a mais importante distinção para autores de língua portuguesa. «A vida é um rio que corre para a nascente», destacou Manuel António Pina, no Sabugal, na apresentação do seu mais recente livro «Como se desenha uma casa».

Manuel António Pina - Sabugal

Os homens temem as longas viagens,
os ladrões da estrada, as hospedarias,
e temem morrer em frios leitos
e ter sepultura em terra estranha.

Por isso os seus passos os levam
de regresso a casa
às veredas da infância,
ao velho portão em ruínas; à poeira
das primeiras, das únicas lágrimas…

Manuel António Pina é a escolha (natural) do Capeia Arraiana para «Personalidade do Ano».
O jornalista, cronista, escritor e poeta nasceu a 18 de Novembro de 1943 na vila do Sabugal, terra de origem da família materna enquanto o pai é oriundo de Aldeia Viçosa, no concelho da Guarda. Por força da profissão do pai, que tinha de mudar de serviço e de localidade cada seis anos, Manuel António Pina saiu do Sabugal ainda menino, precisamente aos seis anos de idade, passando a andar de terra em terra e de escola em escola. Do Sabugal foi para Castelo Branco, depois para a Sertã, Cernache de Bonjardim, Santarém, de novo Cernache do Bonjardim, Oliveira do Bairro, Aveiro e Porto, onde acabou por se fixar aos 17 anos. Entretanto licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e dedicou-se à escrita e ao jornalismo. 
Em 1971 ingressou no Jornal de Notícias onde foi editor e chefe de redacção. Actualmente publica diariamente na última página do diário portuense uma coluna de opinião com profundo sentido crítico sobre os grandes temas da actualidade nacional e internacional.
A sua obra, traduzida em várias línguas, divide-se entre a poesia, a literatura infanto-juvenil, o teatro, a crónica e a ficção. Autor de livros para a infância e juventude e de textos poéticos com um estilo único onde «brinca» com as palavras e os conceitos num permanente trocadilho aliado ao «jogo da imaginação».
O Prémio Camões, criado em 1989 por Portugal e pelo Brasil para distinguir um escritor cuja obra tenha contribuído para a projeção e reconhecimento da língua portuguesa, foi-lhe atribuído por unanimidade do júri hoje reunido no Rio de Janeiro.
«A decisão foi consensual e unânime, numa reunião que durou menos de meia hora», diz o comunicado do júri que atribuiu a Manuel António Pina o Prémio Camões, o maior galardão literário de língua portuguesa.
«É a coisa mais inesperada que poderia esperar. Nem sabia que estava hoje a ser discutida a atribuição do prémio», disse Manuel António Pina quando tomou conhecimento da atribuição do Prémio Camões.
O presidente da República, Cavaco Silva, felicitou o escritor Manuel António Pina pela atribuição do Prémio Camões 2011, principal distinção no meio literário lusófono. «A atribuição deste Prémio é o reconhecimento da relevância nacional e internacional que a sua obra representa na literatura em língua portuguesa e é, sem dúvida, um motivo de grande orgulho para todos os que apreciam a sua escrita», refere a mensagem de Cavaco Silva, também divulgada no site da Presidência da República. O chefe de Estado sublinhou que esta distinção «honra a literatura Portuguesa».
Em entrevista ao Capeia Arraiana, em Março de 2009, confessa que «a recordação mais antiga que tenho de mim mesmo é uma criança de dois ou três anos, de chapéu de palha na cabeça, ao pé de uma fonte, acho que uma fonte de mergulho, circular, num largo talvez em frente de minha casa. Outra criança tira-me o chapéu da cabeça e atira-o à água. Eu – acho que sou eu essa criança – exijo-lhe que o vá buscar e mo devolva. O outro miúdo não o faz, e afasta-se rindo. Então, cheio de orgulho ferido, eu regresso a casa». Um pouco mais à frente acrescenta que todas as outras memórias que tem do Sabugal «são imagens confusas do passado, misturadas com sentimentos presentes de que falo em outros poemas: «Lugar» (de «O caminho de casa») «[Lugares da infância]» (de «Um sítio onde pousar a cabeça»), e ainda «O quarto cor-de-rosa» (sobre a casa onde nasci, que é hoje da mãe da Natália), «Branco», «Forma, só forma» e «Um casaquinho preto» (sobre o casaco, na verdade uma pequenina casaca de cerimónia, feita pela minha «ti Céu», que ainda tenho e que vesti aos dois ou três anos numa festa de Carnaval no Sabugal)».
«Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina» testemunha a placa colocada ao lado da porta da casa onde nasceu o ilustre sabugalense. A homenagem promovida pela Junta de Freguesia do Sabugal teve lugar no dia 4 de Abril de 2009. Os actos da homenagem a Manuel António Pina centraram-se no Auditório Municipal do Sabugal, onde teve lugar uma palestra de Arnaldo Saraiva e a peça de teatro do grupo portuense «Pé-de-Vento». O programa incluiu, ainda, o descerrar de uma placa e visita à casa onde nasceu, troca de lembranças e oferta de livros do escritor à biblioteca municipal no salão nobre da Câmara do Sabugal, e a finalizar um porto de honra com uma mesa de luxo repleta de iguarias na Casa do Castelo.
Em 2010 a Câmara Municipal da Guarda, criou, em homenagem a Manuel António Pina, um prémio literário com o seu nome, que distinguirá anualmente, e de forma alternada, obras de poesia e de literatura. Ainda em homenagem ao escritor sabugalense realiza-se na Guarda um ciclo cultural repleto de actividades.
Galardões: 1978, Prémio de Poesia da Casa da Imprensa («Aquele que quer morrer»); 1987, Prémio Gulbenkian 1986/1987 («O Inventão»); 1988, Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, Itália («O Inventão»); 1988, Prémio do Centro Português para o Teatro para a Infância e Juventude (CPTIJ) (conjunto da obra infanto-juvenil); 1993, Prémio Nacional de Crónica Press Club/ Clube de Jornalistas; 2002, Prémio da Crítica, da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários («Atropelamento e fuga»); 2004, Prémio de Crónica 2004 da Casa da Imprensa (crónicas publicadas na imprensa em 2004); 2004, Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2003 (Os livros); 2005, Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT (Os Livros); 2011, Prémio Camões.
jcl

Batalha do Gravato – Acontecimento do Ano

«As comemorações dos 200 anos das Invasões Francesas e a importância da região raiana nas movimentações militares» foram eleitas pelo Capeia Arraiana como o Acontecimento do Ano.

Batalha do Gravato - Sabugal

As cerimónias oficiais da evocação da Batalha do Sabugal no sítio do Gravato tiveram início no dia 2 de Abril de 2011 no Auditório Municipal do Sabugal.
O professor Adérito Tavares abriu «as hostilidades» explicando (como só ele é capaz) o «expansionismo napoleónico na Península Ibérica: o princípio e o fim». Já no dia anterior, sexta-feira, no mesmo local, uma plateia repleta de alunos das Escolas do Sabugal tiveram oportunidade de aprender com o ilustre historiador natural de Aldeia do Bispo. Seguiu-se o lançamento dos livros «A Batalha do Gravato – Narrativas do famigerado combate do Sabugal» da autoria de Manuel Morgado e Marcos Osório e de «Sabugal e as Invasões Francesas» de Manuel Francisco Veiga Gouveia Mourão, Joaquim Tenreira Martins e Paulo Leitão Batista. O prefácio e a apresentação do livro escrito a «três mãos» esteve a cargo do filósofo e pensador sabugalense mestre Jesué Pinharanda Gomes.
No sábado, dia 2 de Abril, pelas 14 horas, teve lugar a inauguração da exposição, designada «A defesa da Fronteira da Beira», no Museu Municipal do Sabugal. No Auditório Municipal, decorreu o lançamento de dois livros dedicados às invasões. O primeiro, intitulado «A Batalha do Gravato – Narrativas do Famigerado Combate do Sabugal», da autoria de Manuel Morgado e Marcos Osório e o segundo, intitulado «Sabugal e as Invasões Francesas», sendo seus autores Manuel Francisco Veiga Gouveia Mourão, Joaquim Tenreira Martins e Paulo Leitão Batista, e foi apresentado pelo escritor e pensador sabugalense Jesué Pinharanda Gomes. No prefácio da obra o ilustre filósofo diz-nos: «A aventura ou gesta relativa às invasões, focalizando o caso específico do Sabugal, encontra-se reconstruída e descrita neste livro, cujo epílogo põe a nossos olhos o fim, sem remissão, do General Massena, incapaz de satisfazer o projecto do Imperador, e dessa atroz figura do «Maneta», o famigerado Loison. Tudo com o fim na Batalha do Sabugal, junto ao Coa, em 3 de Abril de 1811. Fim militar, ou politico-militar, porque a outra «invasão», a ideológica, a da recepção dos ideários da Revolução Francesa (frutificante entre nós a partir de uns dez anos mais tarde, 1820), achou na presença militar franco-inglesa, oportuna sementeira.»
O livro, editado pela Orfeu, tem três autores, o que proporciona perspectivas diferentes do que foi o Sabugal no contexto das invasões napoleónicas.
Manuel Francisco Veiga Gouveia Mourão descreve em pormenor a Batalha do Sabugal, acontecida em 3 de Abril de 1811. Explica as movimentações de retirada do exército de Massena, descreve o local onde se deu a batalha e as forças em presença, decifra os planos de Wellington para o confronto e a forma como realmente a batalha ocorreu. Os textos são complementados por croquis muito elucidativos, onde se observam os movimentos planeados e as manobras que foram de facto executadas.
Joaquim Tenreira Martins escreve sobre o Sabugal no tempo de Napoleão. Explicita o contexto histórico em que aconteceram as invasões francesas, com destaque para a terceira, que foi a que mais afectou a região do Sabugal. Desenvolve uma sugestiva e interessante tese acerca das duas «tentações» de Massena em diferentes momentos do movimento de retirada. Descreve o contexto em que aconteceu a Batalha do Sabugal e pormenoriza os planos e os movimentos das tropas que se digladiaram depois em Fuentes de Oñoro.
Paulo Leitão Batista traça alguns retratos do que foram as movimentações militares, os combates e os actos colaterais, tendo por cenário Riba-Côa e em especial as terras raianas do Sabugal. Descreve episódios pouco conhecidos e traça o perfil de alguns dos famosos generais que por aqui passaram em campanha.
Ainda no auditório teve lugar um Encontro Temático dedicado às invasões com as comunicações a cargo de Adérito Tavares: «O expansionismo napoleónico na Península Ibérica: o princípio do fim»; Joaquim Tenreira Martins: «Sabugal e as tentações de Massena na terceira Invasão Francesa»; José Alexandre Sousa: «Condicionalismos humanos e naturais numa acção militar – o combate do Sabugal a 3 de Abril de 1811»; Paulo Leitão Batista: «O Sabugal e a quarta Invasão Francesa»; e José Paulo Ribeiro Berger: «A importância da ponte sobre o rio Côa no Sabugal para o êxito do exército aliado na perseguição a Massena».
Às 21 horas um concerto pelo Ensemble da Orquestra Sinfónica do Exército encerrou as cerimónias desse dia.
No domingo, dia 3, os sinos das igrejas do Sabugal repicaram às 9:30 horas, seguido da inauguração de um memorial no sítio do Gravato, com presença militar.
Às 11 horas foi inaugurado um monumento evocativo da Batalha na rotunda de entrada no Sabugal, da autoria do escultor Augusto Tomás, seguida de cerimónia de homenagem aos mortos e evocação histórica pelo Tenente-Coronel Urze Pires.
Às 12 horas foi celebrada missa pelos mortos em combate. À tarde decorreu no castelo uma recriação das comemorações da vitória.

Assim é com todo o mérito que destacamos as comemorações do bicentenário da batalha do Gravato como o Acontecimento do Ano.
jcl

Retrospectiva 2011 - Capeia Arraiana

O ano de 2011 em retrospectiva

O ano que agora finda foi rico em acontecimentos no concelho do Sabugal, na região e no país, que sucessivamente reportámos no Capeia Arraiana. Ao longo do ano, e até ao momento, foram editados 1.142 posts, com notícias, artigos de opinião, imagens fotográficas e em vídeo, que deram azo a uma profusão de comentários, que por sua vez proporcionaram um debate salutar. Apresentamos seguidamente uma retrospectiva do que foi o ano de 2011 no Capeia Arraiana.

Estatística: o interesse pelas terras

Fiz uma análise do número de entradas de cada terra no «Capeia Arraiana».

Cito aqui as mais e as menos, para que se possa pensar que quando criticamos o País porque a comunicação social vive siderada com Lisboa (muito) e Porto (menos), isso afinal se repete por muitos lados e também aqui.
Vejam só que as entradas relativas ao Sabugal (freguesia e vila, sede do Concelho) são 1170. Ou seja: mais, muitas mais do que as outras freguesias todas juntas. Repito: todas juntas.
O Soito, com 199, e Sortelha, com 133, são das mais citadas – e com razão, cada uma por seu motivo específico: o Soito por ser a maior fora a vila; Sortelha por ser aldeia histórica, suponho.
Aldeia da Ponto e Aldeia do Bispo, com perto de 100, estão bem «cobertas» pelo «Capeia Arraiana».
Na linha média, com à volta das 50 referências, andam a Rebolosa e o Casteleiro.
No fim da tabela, uma situação a rever, está Martim Pega, com apenas uma notícia; e pouco melhor andam terras como Peroficós e Amiais com 3 e a Abitureira, com 5.
Assim é a vida: aqui e no resto do País.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Feliz Ano Novo em 3D

O Capeia Arraiana deseja a todos os amigos um Feliz Ano de 2011. O vídeo deve ser visto em monitor total e se possível com óculos para 3D.

[vodpod id=Video.3307745&w=425&h=350&fv=%26rel%3D0%26border%3D0%26]

Autoria: Direitos Reservados posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

jcl

Logo Capeia Arraiana - Capeia Arraiana (orelha)

O ano 2010 em revista

O ano de 2010, que agora finda, foi fértil em acontecimentos. Fazemos uma retrospectiva tendo em conta o que de mais relevante o Capeia arraiana publicou ao longo do ano. Desde a criação de várias associações de freguesia até às polémicas politicas locais, passando pelo atingir de um milhão de visitas pelo blogue e pelas entrevistas aos deputados do distrito, de tudo um pouco se dá nota seguidamente.

Santinho Pacheco – Personalidade do Ano (1)

O Capeia Arraiana elegeu António José Santinho Pacheco para «Personalidade do Ano 2010». O actual Governador Civil do distrito da Guarda – o território do Côa, da Estrela e do Douro – soube da escolha durante a grande entrevista que nos concedeu na semana que antecedeu o Natal e sucede a António Robalo, eleito no ano passado. «Não tenho tempo para as redes sociais na Internet porque privilegio o contacto pessoal», disse-nos confirmando o que já todos pensam da sua personalidade. Pró-activo, irreverente, dinâmico e opinativo nunca recusa um convite mesmo que isso o faça marcar presença em dois ou três concelhos no mesmo dia, em qualquer dos sete dias da semana. Santinho Pacheco entendeu reescrever a partir da cidade mais alta a definição de Governador Civil nos «books» governamentais.

Santinho Pacheco - Governador Civil da Guarda - Capeia Arraiana

:: ::
O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, é a «Personalidade do Ano 2010» para o Capeia Arraiana.
António José Santinho Pacheco nasceu em Setembro de 1951 na Vila Franca da Serra, no concelho de Gouveia. Logo a seguir ao 25 de Abril foi eleito deputado municipal e posteriormente presidente da Assembleia Municipal. Em 1979 assumiu a presidência de Junta de Freguesia de Vila Franca da Serra e de vereador da Câmara Municipal de Gouveia após a vitória de Alípio de Melo em 1982. Entre 1985 e 2001 (durante quatro mandatos) exerceu as funções de Presidente da Câmara Municipal de Gouveia. Em 2001 perdeu para Álvaro Amaro e foi vereador até 2005. No currículo regista ainda uma breve passagem pela Assembleia da República durante a VIII Legislatura (1999-2002) como deputado do Partido Socialista pelo Círculo Eleitoral da Guarda na Assembleia da República.
No dia 19 de Novembro de 2009 Santinho Pacheco foi nomeado pelo Conselho de Ministros, por proposta do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, para Governador Civil do distrito da Guarda sucedendo no cargo a Maria do Carmo Borges.
:: ::

– Quando assumiu o cargo de Governador Civil declarou que a sua principal preocupação seria a batalha do desemprego. Um ano depois mantém essa prioridade?
– Absolutamente. Vivemos um ano extremamente complexo. Os maiores especialistas mundiais em economia ainda não conseguem dizer se a luz que se vê no final do túnel é o fim ou um novo túnel que aí vem. Admito que o Governo se tenha enganado nas previsões até porque na política, muitas vezes, enganamo-nos mas para um homem com a craveira do prof. Cavaco Silva se ter deixado enganar pelo governo já acredito menos. Por isso considero que houve um conjunto de fenómenos novos na economia mundial que levaram a que tudo fosse imprevisível mesmo no curtíssimo prazo. Quando declarei que a batalha do desemprego era fundamental num território como o nosso de baixa densidade populacional não previa que as dificuldades fossem tão grandes. Nós tivemos – eu próprio e muitos autarcas deste distrito – na sequência do clima psicológico que se criou à volta da crise de tentar segurar as empresas que estão abertas. Somos um país muito dependente das exportações e do mercado interno. Apesar do fecho da Delphi ainda vai havendo poder de compra na Guarda mas as pessoas já pensam muito em poupar. Tivemos de lutar pela salvaguarda de postos de trabalho. Os empresários sabem que tiveram aqui uma porta aberta para os ajudar, para ir a Lisboa aos ministérios defender os postos de trabalho. O fecho da Delphi na Guarda não teve nada a ver com a produtividade dos trabalhadores. Foi uma decisão tomada a nível mundial pela administração da empresa nos Estados Unidos. Ouvi o secretário de Estado da Economia perguntar – «Mas o que é que eles querem para não sair?» – e não houve resposta a essa questão. O aumento de produção em Castelo Branco é uma situação meramente transitória. Por outro lado a multinacional Dura Automotive, que esteve para se deslocalizar da Guarda, vai ampliar as instalações da fábrica em Vila Cortez do Mondego. Mas temos de ser claros e não fazer demagogia. Nós não temos um tecido económico dinâmico. Nós não temos um mundo empresarial com vontade de arriscar. O ministro da Economia disse – e o NERGA sabe disso – «Que projectos é que têm na Guarda que nós vamos aprová-los com prioridade?» Na verdade temos algumas dificuldades porque, actualmente, tirando dois casos todas as negociações em curso são com empresários de fora. Se fizermos uma radiografia mental dos nossos concelhos e retirarmos os funcionários públicos e os que trabalham nas IPSS’s a capacidade empresarial é mínima. Assim temos que bater a outras portas e na actual conjuntura sabemos que não somos os únicos. Não podemos desistir e devemos apostar em «coisas novas».
– E que «coisas novas»?
– Dou-lhe os exemplos dos sectores agro-industrial e das carnes que estão mal explorados no nosso distrito. O matadouro da Guarda – que até interessa bastante à gente do Sabugal – está em sub-aproveitamento, com dificuldades de tesouraria. Em vez de só matar e entregar a carne desmanchada devia ser criada uma estrutura que poderia transformar, embalar e comercializar com uma marca nossa. Há produtos agrícolas que podem e devem ser industrializados e certificados criando uma mais-valia com a criação de marcas. Nós não podemos andar distraídos com um sector industrializado forte com projectos feitos não sei por quem e continuamos a ignorar aquilo que é verdadeiramente nosso. Eu não me canso de dizer que o distrito deve ter os pés bem assentes na terra mas para isso temos de convencer os autarcas e fazê-los acreditar que o mundo rural do distrito da Guarda é, sem sombra de dúvida, o nosso petróleo. É uma riqueza que deixou de ser explorada. O repovoamento, ou pelo menos, o combate à desertificação do nosso distrito passa pelo mundo rural. O turismo não pode ser a panaceia de todos os nossos males. O turismo tem de ser algo de complementar a uma boa exploração rural, à gastronomia, ao artesanato…
– A Comissão Executiva criada pelo Governo Civil já elaborou o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Rural do distrito da Guarda?
– Por vezes falamos de iniciativas onde nos faltam o capital ou os meios necessários mas quando falamos de desenvolvimento rural temos cá tudo. Até 31 de Dezembro vamos apresentar ao Ministério da Agricultura as primeiras propostas para o uso da terra. Não podemos continuar a permitir que as terras necessárias aos projectos para o mundo rural não estejam disponíveis. A propriedade tem um valor social e não apenas um valor patrimonial para o seu proprietário. As terras de quem não pode, não quer ou nem sequer cá está devem ser disponibilizadas recebendo em troca uma contrapartida. Há valores que estão acima do individualismo. Tal como é crime queimar uma nota de banco também sabemos que a floresta é uma riqueza de todos apesar de ter um dono. No nosso distrito há uma percentagem elevadíssima de propriedades que estão ao abandono e por isso temos de dar passos em frente e rapidamente para que o uso da terra e da criação do banco de terras com arrendamento rural ou outra fórmula que inclua os municípios ou as juntas de freguesia. Quando o Estado Novo criou a Colónia Agrícola Martim-Rei teve como objectivo o repovoamento do território e a criação de riqueza. Estou convencido que há pessoas nas áreas urbanas que aceitariam o desafio de vir para estas terras apostar na agricultura. Hoje uma grande percentagem do consumo faz-se através das grandes superfícies e, por isso, devemos investir numa bolsa de produtos de excelência que possam ser transaccionados por uma central distrital com uma marca certificadora. Precisamos de vender bem! O que é daqui ainda tem qualidade! As pessoas acreditam. As morcelas da Guarda, o bucho do Sabugal, as sardinhas de Trancoso, os queijos, as castanhas, a doçaria… estamos a desperdiçar uma riqueza que era fundamental para a fixação de pessoas e para que vivam mais e melhor. E falta falar da componente ambiental. Sem ocupação do território não há forma de travar os incêndios florestais. O combate aos fogos florestais custa todos os anos uma fortuna ao país. Mas chegamos sempre ao mesmo ponto. Tem de haver vontade política e em Portugal não tem havido vontade política para combater a interioridade.
(continua.)
jcl

Santinho Pacheco – Personalidade do Ano (2)

O Capeia Arraiana elegeu António José Santinho Pacheco para «Personalidade do Ano 2010». O actual Governador Civil do distrito da Guarda soube da escolha durante a entrevista que nos concedeu na semana que antecedeu o Natal e sucede a António Robalo, eleito no ano passado. «Não tenho tempo para as redes sociais na Internet porque privilegio o contacto pessoal», disse-nos confirmando o que já todos pensam da sua personalidade. Pró-activo, irreverente, dinâmico e opinativo nunca recusa um convite mesmo que isso o faça marcar presença em dois ou três concelhos no mesmo dia, em qualquer dos sete dias da semana. Santinho Pacheco entendeu reescrever a partir da cidade mais alta a definição de Governador Civil nos «books» governamentais.

Santinho Pacheco - Governador Civil Guarda - Capeia Arraiana

:: ::
Ao longo de 2010 homenageou as mulheres da Guarda, reuniu entidades para tratar da problemática da sinistralidade rodoviária, apoiou os pedidos de novos quartéis na Guarda para a PSP e GNR, opinou sobre os IC’s na Serra da Estrela, protocolou em conjunto com a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação os apoios às IPSS’s do distrito, apoiou a visita à Guarda durante uma semana dos oficiais do Instituto de Altos Estudos Militares, esteve em Vilar Formoso a receber os emigrantes com o programa «Verão Seguro», liderou o pacto de regime sobre as «desavenças» entre os municípios e a Águas do Zêzere e Côa, criou o dia distrital anual do tratorista reunindo centenas de agricultores em Pinhel, realizou o primeiro governo civil aberto na freguesia dos Fóios… Estas são algumas das muitas iniciativas que protagonizou no primeiro ano de Governador Civil…
:: ::

– Como reage a algumas críticas que consideram que vai havendo muitas iniciativas mas poucas conclusões?
– Não sou um calculista no exercício do cargo nem exerço as minhas competências com reservas. Normalmente os políticos quando ainda estão numa determinada idade têm medo de cometer erros ou deslizes e são muito politicamente correctos mas eu considero que no distrito da Guarda temos que ir além de dois ou três eventos anuais ou então perdemos visibilidade nacional. Entendo que é necessário levar a cabo um conjunto de acções com toda a franqueza e abertura independentemente de não atingir rapidamente resultados. Vou pegar no exemplo da reunião dos tractoristas em Pinhel. Podíamos ter reunido separadamente em todos os concelhos mas sei que as iniciativas passavam despercebidas aos olhos da comunicação social, do poder, da autoridade nacional de segurança rodoviária, da GNR e ao fim e ao cabo gastávamos muito mais do que concentrar toda a gente em Pinhel. Estiveram presentes 1500 tractoristas que sentiram o reconhecimento das autoridades e do povo anónimo. Foi muito importante reconhecer o contributo dos tractoristas para não deixar morrer a agricultura e até para evitar males maiores com incêndios. Podemos falar, também, sobre o centro de limpeza de neve. Sempre nevou na Guarda. Tem sido típico antes de falar no tema analisar todos os aspectos políticos da questão. É esse «tacticismo» que eu não tenho. Entendo que a Guarda merece um centro de limpeza próprio para não estar sempre a pedir favores às Estradas de Portugal, à Scutvias ou outra qualquer. Foi mais tarde do que as minhas previsões? Foi, sim senhor, mas vai concretizar-se. Outro exemplo. Tomei conhecimento em Salamanca com o Centro Superior de Educação Vial que coordena os cartazes, os sinais e as campanhas rodoviárias para toda a Espanha. Na primeira oportunidade propus ao senhor ministro a criação de um centro idêntico na Guarda com o apoio do IPG. O meu dever é lutar mesmo não sabendo se vou concretizar este desejo. Recentemente, após o grande nevão, entendi falar sobre as correntes para a neve. Há sinalética própria para essas situações. É só colocá-la e responsabilizar os automobilistas que não cumprirem. Sem problema nenhum. Não estou a medir consequências. Apenas estou preocupado em fazer. O único direito que o Governador Civil tem é cumprir o seu dever. Cumprir o dever é inovar, procurar concretizar as ideias e lutar até à exaustão pela sua concretização.
– A «interioridade» do distrito da Guarda é de extremos. O calor seco do Verão e os rigores da neve no Inverno. Acha que o poder central reconhece estas especificidades?
– Na generalidade dos distritos a Protecção Civil está preparada para o grande desafio dos fogos florestais e depois o Inverno é uma época de «pousio», de descanso para os bombeiros. Nós aqui não. Este ano houve fogos até final de Outubro e depois começamos a ter os primeiros nevões e geadas. A área dos nevões até é maior do que a dos incêndios. O concelho do Sabugal teve um dos nevões mais intensos de que há memória. O maciço central da Serra da Estrela, a Guarda, Manteigas, Aguiar da Beira, Trancoso e Seia e Gouveia tiveram neve durante vários dias. A necessidade de combater a desertificação do Interior devia ser estratégica a nível nacional. O país está perigosamente inclinado para o mar. Os problemas sociais que vemos nas áreas metropolitanas de cidades como Paris são muito graves e de um momento para o outro podem acontecer também em Portugal. É importante voltar a indireitar o país. Um distrito como a Guarda que elege apenas quatro deputados faz com que estas terras sejam esquecidas. Os dois partidos já foram herdeiros e já deram heranças e por isso são os dois responsáveis.
– Somos poucos mas temos excelentes recursos naturais como, por exemplo, a água…
– Exacto. Veja a questão da água. Os municípios afirmam que estão a ficar com prejuízos porque estamos a pagar a água muito mais cara. Só há uma maneira de resolver o problema e fazer justiça ao Interior. A Assembleia da República deve tabelar o preço da água como faz com a electricidade ou o cimento. O problema é que há prédios em Lisboa com mais habitantes do que muitas freguesias do distrito da Guarda. No mapa das 20 freguesias mais pequenas de Portugal há 11 no distrito da Guarda. Todos estes problemas do Interior deviam ser encarados quase como de salvação nacional. Devíamos substituir as politiquices. Não devemos ordenhar uma vaca quando esta não tem leite. Estamos a maltratar o animal. Na política é a mesma coisa. Devemos ser justos para distribuir o pouco que temos. Se fossemos verdadeiros a falar e não estivéssemos sempre com um discurso politicamente correcto para agradar aos nossos líderes. Dou-lhe outro exemplo. O meu último desafio aos autarcas foi no sentido de abrir uma oficina de turismo em Salamanca para promover o distrito da Guarda. O Governo Civil patrocina em colaboração com os 14 municípios. Mesmo que não seja possível uma candidatura não chega a dar um mês de renda a cada um. Na Rádio Altitude ouvi espanhóis na Feira Eco-Raia, em Salamanca, dizer que é mais fácil saber pormenores de Óbidos ou da Nazaré do que do nosso território. O distrito da Guarda está dividido em três regiões de turismo e por isso é muito difícil coordenar estas entidades todas. Temos de nos unir e trabalhar em conjunto. Estou a trilhar um caminho do qual já não há retorno e quero exercer o cargo de forma muito presente porque como já afirmei o único direito que o Governador Civil tem é cumprir o seu dever.
(Continua.)
jcl

Santinho Pacheco – Personalidade do Ano (3)

O Capeia Arraiana elegeu António José Santinho Pacheco para «Personalidade do Ano 2010». O actual Governador Civil do distrito da Guarda soube da escolha durante a entrevista que nos concedeu na semana que antecedeu o Natal e sucede a António Robalo, eleito no ano passado. «Não tenho tempo para as redes sociais porque privilegio o contacto pessoal», disse-nos confirmando o que já todos pensam da sua personalidade. Pró-activo, irreverente, dinâmico e opinativo nunca recusa um convite mesmo que isso o faça marcar presença em dois ou três concelhos no mesmo dia, em qualquer dos sete dias da semana. Santinho Pacheco entendeu reescrever a partir da cidade mais alta a definição de Governador Civil nos «books» governamentais.

Adérito Tavares - Santinho Pacheco - António Robalo

:: ::
Todas as declaração nesta grande entrevista são importantes mas não resistimos a destacar parte de uma resposta de Santinho Pacheco: «O Sabugal foi a maior surpresa que eu tive desde que sou governador civil. O Sabugal surpreendeu-me pela capacidade e o querer das pessoas, pelas potencialidades do concelho e pelas perspectivas de futuro. No Sabugal nada é por acaso. O Sabugal surpreende qualquer pessoa que ali vá de espírito aberto. O que se passa no Sabugal durante o mês de Agosto é um fenómeno à escala europeia. O contraste entre o Sabugal do Inverno e o Sabugal do mês de Agosto mostra todas as potencialidades daquelas terras e temos obrigação de as saber aproveitar.»
:: ::

– Tem sido alvo de várias homenagens e os cidadãos do distrito da Guarda começam a ver a figura do Governador Civil com outros olhos. Neste caso podemos dizer que é a pessoa que faz o cargo…
– Há uma ideia errada do que é o Governo Civil. O Governador Civil é nomeado pelo Conselho de Ministros e representa globalmente o Governo, ou seja, todos os ministérios. Esta representação obriga a um esforço muito grande do titular do cargo quando o quer exercer bem. Claro que é muito fácil receber um convite e responder que, por questões de agenda, não é possível estar presente ou enviar um representante. Eu gosto de estar presente e quando não vou fico triste. Vivo estas funções com o mesmo entusiasmo como quando fui a primeira vez para a Câmara de Gouveia. Independentemente de ter uma cor política as minhas competências não me permitem entrar em jogos partidária. Quando tomei posse afirmei com convicção que nunca admitirei que façam pouco de um presidente de câmara qualquer que seja o partido que o elegeu apesar de ter sentido na pele ser desautorizado só porque não era do partido que estava no Governo. Eu não acho que isso seja correcto. Quem é eleito tem a confiança das populações e merece respeito de todos os democratas. No distrito da Guarda o Governador Civil é visto como uma personalidade em fim de carreira política…
– … mas não é o seu caso…
– … Não. É o meu caso. Apenas estou preocupado em cumprir bem o meu papel. É o meu maior defeito. Sou incapaz de guardar na cabeça momentos menos bons. Posso ser objecto daquilo a que se costuma chamar uma sacanice mas no dia seguinte já esqueci tudo. Neste momento não quero pensar em mais nada. No protocolo de Estado um deputado ou um general estão acima do Governador Civil mas as populações sempre tiveram, no distrito da Guarda, um grande respeito pelo cargo. Desde 1976 que exerço cargos políticos e já conheci 11 ou 12 governadores civis, começando pelo Alberto Antunes, da Aldeia de Santo António do concelho do Sabugal, Marília Raimundo, Adriano Vasco Rodrigues (um cavalheiro, um senhor), Fernando Lopes, Fernando Cabral ou o dr. Lacerda. Todos tinham uma estilo muito pessoal e aprendi com eles todos. Tenho um grande orgulho no clima de amizade, de proximidade que durante este primeiro ano construí com todos os presidentes de câmara do distrito. Eu sei muito bem as dificuldades por que passam e que se estão a viver neste momento e devemos ajudar-nos uns aos outros. Quando as populações locais estão satisfeitas encaram o futuro com mais optimismo e o governador civil também tira partido desse clima positivo e favorável. A política de terra queimada nunca trouxe lucros a ninguém. A política pró-activa pelo engrandecimento de uma terra beneficia sempre os seus autores. Enganam-se todos aqueles que pensar ser no bota-abaixo que se tiram proveitos políticos.
– O Centenário da República foi bem tratado nos concelhos do distrito da Guarda?
– Em todos os concelhos do distrito houve uma dignidade muito grande nas cerimónias do Centenário da República. No Sabugal, em Gouveia, em Celorico e em todos os concelhos houve excelentes iniciativas. Aqui na Guarda «aconteceram» momentos incríveis. A Guarda foi verdadeiramente republicana.
– No passado mês de Agosto na capeia arraiana de Aldeia do Bispo afirmou com toda a convicção que o «Sabugal era uma nação». Porquê?
– O Sabugal foi a maior surpresa que eu tive desde que sou governador civil. O Sabugal surpreendeu-me pela capacidade e o querer das pessoas, pelas potencialidades do concelho e pelas perspectivas de futuro. No Sabugal nada é por acaso. O Sabugal surpreende qualquer pessoa que vá ali de espírito aberto. O que se passa no Sabugal durante o mês de Agosto é um fenómeno à escala europeia. O contraste entre o Sabugal do Inverno e o Sabugal do mês de Agosto mostra todas as potencialidades daquelas terras e temos obrigação de as saber aproveitar. É extraordinária a lição de amor à terra que nos é dada pelos emigrantes quer estejam em Lisboa, na França, na Suíça ou em qualquer outro lugar que vêm para ser mordomos, para gastar dinheiro naquelas festas que são na verdade únicas. E já disse algumas vezes: «Como é possível um homem andar toda a vida na política distrital, ter sido presidente da Câmara durante 20 anos, ter sido amigo de muitos presidentes de câmara do Sabugal – recordo-me de ter sido testemunha de um presidente que já faleceu e que era de outro partido que não o meu – e como é que nunca olhei com olhos de ver para as potencialidades daquele concelho.» Tenho a certeza que o Sabugal é uma terra com grande futuro na próxima década. Vai ser um concelho surpreendente.
– Tem tempo para a Internet e para as redes sociais?
– Não. Absolutamente. Eu lido directamente com as pessoas. Gosto de falar com todos mas no mundo real.
– O Capeia Arraiana elegeu-o como personalidade do ano 2010. Quer fazer algum comentário?
– É uma honra que me cria uma enorme responsabilidade. Quanto maior é a subida maior é o tombo. Procurarei ser fiel às razões que vos levaram a tomar essa decisão e não vos desiludir. Gosto de dizer que um dos meus objectivos na política é nunca desiludir aqueles que, por uma ou outra razão, e a maior parte das vezes por amizade têm alguma consideração e respeito por mim. Por isso aquilo que eu irei procurar, enquanto estiver no desempenho do cargo de governador civil é tudo fazer para no futuro me possam dizer: «Não nos desiludiu.» E gostaria de dirigir através do Capeia Arraiana uma saudação de Natal e Ano Novo a todos os que partilham este espaço. No distrito da Guarda partilhamos memórias comuns e respeitamos valores que nos unem e isso é que é a nossa força. Terras com história, povo com alma, o futuro é forçosamente o seu destino. A todos Boas Festas e vamos acreditar que 2011 vai ser um ano de mudança efectiva. Nestas terras sempre aprendemos o valor do dinheiro. O dinheiro que vem do suor do rosto das pessoas, daqueles que para terem dignidade tiveram de emigrar um dia. Eu que sou filho de emigrantes não esqueço nunca isso e acredito que tendo um nível de vida de acordo com as nossas possibilidades o país pode caminhar no rumo certo. Para este ciclo se completar é fundamental que a nível nacional tenhamos juízo relativamente a uma questão fulcral para o distrito da Guarda – o apoio à agricultura. O mundo rural precisa de sobreviver a esta crise.
jcl