Category Archives: Memórias de Sortelha

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Cemitérios e práticas funerárias (5)

:: :: SORTELHA :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Igreja de Nossa Senhora das Neves, Sortelha – é provável que o adro (lado sul) tenha servido de cemitério

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Cemitérios e Práticas Religiosas (4)

:: :: ALDEIA DE SANTO ANTÓNIO / URGUEIRA :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Igreja Matriz de Aldeia de Santo António

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Cemitérios e práticas religiosas (3)

:: :: ÁGUAS BELAS :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Placa existente no muro do cemitério de Águas Belas

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Cemitérios e práticas religiosas (2)

:: :: SANTO ESTÊVÃO :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Cemitério de Santo Estêvão – Sabugal

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Cemitérios e práticas funerárias (1)

:: :: POUSAFOLES :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Cemitério de Pousafoles do Bispo

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

A revolução dos cemitérios e práticas funerárias

Desde a Idade Média a tradição era sepultar nas igrejas. A partir do século XVIII, devido ao crescimento populacional, as igrejas começaram a ficar sobrelotadas. Tornou-se necessário encontrar uma solução!

Cemitério de Agramonte – Porto

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Roda dos expostos de Sortelha – Conclusão

«A observação do passado (…) não é uma viagem ao reino das sombras (…). Só me atrai, no passado, aquilo que me permite compreender e viver o presente.» – José Matoso, A Escrita da História. Editar esta informação sobre a roda dos expostos era um dever de cidadania.

Porta Nova – Sortelha

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Os expostos na estrutura socioeconómica

Durante séculos grande parte a existência dos criados, mão-de-obra barata, provenientes dos grupos mais carenciados da população, sendo grande parte de expostos ou abandonados, contribuiu para a manutenção das estruturas económico-sociais tradicionais até meados do século XX.

Carregando molhos de centeio durante a ceifa

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Maria Gabada

Se Eça de Queiroz tivesse conhecido Sortelha certamente que encontraria motivos suficientes para escrever mais algum romance!

Homenagem à mãe – João Paulo Reis – Sortelha

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Roda dos Expostos – distribuição geográfica (1851/55)

Com a documentação existente no Arquivo Distrital da Guarda foi possível realizar um levantamento dos locais de origem das crianças matriculadas em Sortelha, umas expostas outras não, somente para este período.

Sortelha

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

As rodeiras

«Aquele que ignora o seu passado está condenado a revivê-lo.» – Marc Block. Sortelha tem uma dívida histórica para com a rodeira Maria Gonçalves! Isto acreditando que os políticos, Juiz de Fora e os diversos párocos não eram uma cambada de incompetentes e corruptos!

Miradouro dos Quatro Ventos – Sortelha

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Dinheiro para sustento dos expostos de Sortelha

As informações disponíveis revelam-nos um país onde reinava a insegurança; uma região situada distante dos centros de decisão e isolada nas montanhas!

Sortelha

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Roda dos expostos de Sortelha – as amas

As amas ocupavam um papel fundamental neste sistema de assistência social. Algumas aproveitaram-se desse ofício à custa dos inocentes e com o dinheiro de todos. Daí resultaram muitas críticas. Mas certamente que também houve gente boa.

Porta de Sortelha

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Exposição, batismo e matrícula na roda

Agora é o momento de começar a dar conta dos resultados. Quais as etapas por que passavam: A exposição, os registos/assentos de batismo (inclui uma abordagem geral) e a matrícula no Livro de Matriculas dos Expostos.

Avós de Sortelha – tiveram papel fundamental na recolha das crianças

(o saber de uma vida colocado ao serviço dos inocentes)

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Trinta e sete anos de matriculas na Roda

Houve anos dramáticos para estas populações! Primeiro a passagem das tropas francesas, depois a guerra civil em Portugal e em meados do século XIX. Os assuntos relativos à Roda e Expostos tornaram-se recorrentes nas sessões do Senado. Para o pároco, Juiz de Fora e Presidente da Câmara Municipal de Sortelha faziam parte das preocupações quotidianas. Na década de 1840 as verbas atribuídas ultrapassaram várias vezes os 50% do orçamento municipal.

Sortelha

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

As rodas dos expostos

«A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado» (Marc Bloch). O recurso à Roda dos Expostos, pelas famílias carenciadas, para obtenção de subsídios para sustento dos filhos, mostra-nos a miséria em que viveram os nossos antepassados. O controlo exercido pela Câmara Municipal de Sortelha sobre o a instituição, o envolvimento das autoridades civis e religiosas revelam a complexidade de interesses, sempre com a preocupação de socorro aos mais necessitados.

Sortelha – Casa da Câmara

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

A assistência social até ao Século XIX

Na nossa região as misericórdias foram fundadas nos séculos XVI e XVII. A Roda de Expostos de Sortelha foi fundada no início do século XIX, provavelmente após a passagem das tropas napoleónicas pela região.

Roda dos expostos

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Roda dos Expostos no antigo concelho de Sortelha

Os documentos consultados permitem afirmar com segurança que a Roda dos Expostos de Sortelha foi fundada antes de 1818. Em 1855, com a extinção do antigo concelho, passou a integrar a do Sabugal. Apesar dos constrangimentos, provocados pela inexistência de alguns livros e incoerência de algumas passagens dos existentes, calculei em 491 as crianças matriculadas nesse período, tendo por base as matrículas dos expostos. Este número deve ser considerado uma estimativa, nunca um valor absoluto. Em 1864 a população residente nesses territórios era de 6256 pessoas, segundo os censos do Instituto Nacional de Estatística. Assim, é provável que muitos de nós tenhamos um antepassado exposto ou enjeitado! Então porquê o silêncio? Nas próximas semanas dar-vos-ei conta do que encontrei.

Roda dos expostos de Almeida