Category Archives: Memórias de Sortelha

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Em nome da Terra – Parte II

Pretendo com este artigo salientar alguns aspetos pertinentes da nossa região.

Cartaz numa casa em que foi roubado o portão. A emigração tem consequências ao nível linguístico!

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Em nome da Terra – Parte I

Pretendo com este artigo salientar alguns aspetos pertinentes da nossa região.

Abrigo dos pastores na serra (reconstituição por João Paulo Reis)

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S. Cornélio: Romaria e Obras

As obras de melhoramentos dos acessos geraram polémicas desnecessárias. A romaria pode ter sido uma iniciativa bem-vinda.

Foto de 13 de abril: S. Cornélio após a passagem das máquinas, bem próximo do Castro

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O Reverendo Manuel Quadrado Ribeiro

Manoel Quadrado Ribeiro era natural de Vila Franca do Deão. A sua memória ficou imortalizada num túmulo existente no adro da Igreja de Santa Maria Madalena, em Águas Belas, onde exerceu as funções de Pároco Encomendado e Colado durante várias décadas.

Igreja de Santa Maria Madalena – Águas Belas (no adro está o túmulo do pároco Manoel Quadrado Ribeiro)

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Ir a Sortelha em 1970

As preocupações com roupas, calçado e higiene estavam sempre presentes nas idas a Sortelha. Parecia que íamos a uma festa. Tratava-se de um dia diferente!

Dirão da Rua – 2019

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Casa da câmara e cadeia de Sortelha

A Antiga Casa da Câmara e Cadeia de Sortelha foi construída (reconstruída) em meados do século XIX.

Casa da Câmara e Cadeia de Sortelha

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O retábulo de Santa Bárbara

O Retábulo de Santa Bárbara, de Dirão da Rua, de influência maneirista, terá sido construído em meados do século XIX e foi sujeito a intervenções de conservação e restauro em 2013.

Retábulo de Santa Bárbara, da capela com o mesmo nome em Dirão da Rua, após as obras de restauro de 2013

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Pousafoles do Bispo – Igreja do Salvador

A igreja de S. Salvador, de Pousafoles do Bispo, apesar de haver informação da sua existência desde o século XIV, foi reconstruída no início do Século XVIII e apresenta caraterísticas da arte barroca que devem ser valorizadas.

Igreja Matria de Pousafoles do Bispo - Sabugal - Capeia Arraiana

Igreja do Salvador – Pousafoles do Bispo

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Profissões de Sortelha no século XIX

Procurei realizar um inventário das profissões existentes no século XIX, algumas mencionadas nos documentos paroquiais e outras resultantes da experiência de vida e contacto com os mais velhos. Algumas mereceram especial destaque pela sua importância para a economia local, devido à sua singularidade, porque se extinguiram ou correm esse risco.

O tamanqueiro

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O estanco do tabaco

O tabaco foi trazido para a Europa pelos portugueses. Inicialmente usado para fins medicinais; no século XVII passou a servir para alimentar o vício e ganhou importância económica, tornando-se uma fonte de receita relevante para a monarquia e certamente que para os municípios.

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O buracão do Dirão – Parte II

A povoação do Dirão da Rua é atravessada por uma galeria subterrânea, vulgarmente conhecida por mina, que antigamente abastecia de água uma presa existente junto ao Largo de são Cornélio. A passagem de um veículo ligeiro da Câmara Municipal de Sabugal, em 16 de março de 2018, provocou uma derrocada que surpreendeu a todos.

Circular externa do Dirão da Rua (que não existe!)

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O buracão do Dirão – Parte I

A povoação do Dirão da Rua é atravessada por uma galeria subterrânea, vulgarmente conhecida por mina, que antigamente abastecia de água uma presa existente junto ao Largo de são Cornélio. A passagem de um veículo ligeiro da Câmara Municipal de Sabugal, em 16 de março de 2018, provocou uma derrocada que surpreendeu a todos.

Derrocada de 16 de março de 2018

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Dirão da Rua

:: :: DIRÃO DA RUA :: :: Nome invulgar que causa estranheza! Vou tentar explicar!

Dirão da Rua

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Cemitérios e práticas funerárias (9)

:: :: DISPOSIÇÕES E CONTRIBUIÇÕES :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Capela de S. Tiago – Sortelha

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Cemitérios e práticas funerárias (8)

:: :: DIRÃO DA RUA – PARTE II :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Casa tradicional do Dirão da Rua

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Cemitérios e práticas funerárias (7)

:: :: DIRÃO DA RUA – PARTE I :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Capela de Santa Bárbara (foto de 2013) – vê-se parcialmente o cemitério

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Cemitérios e práticas funerárias (6)

:: :: CALDEIRINHAS :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Capela das Caldeirinhas

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Cemitérios e práticas funerárias (5)

:: :: SORTELHA :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Igreja de Nossa Senhora das Neves, Sortelha – é provável que o adro (lado sul) tenha servido de cemitério

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Cemitérios e Práticas Religiosas (4)

:: :: ALDEIA DE SANTO ANTÓNIO / URGUEIRA :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Igreja de Nossa Senhora do Pilar – Urgueira

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Cemitérios e práticas religiosas (3)

:: :: ÁGUAS BELAS :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Placa existente no muro do cemitério de Águas Belas

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Cemitérios e práticas religiosas (2)

:: :: SANTO ESTÊVÃO :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Cemitério de Santo Estêvão – Sabugal

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Cemitérios e práticas funerárias (1)

:: :: POUSAFOLES :: :: A preparação para morte e as práticas religiosas a ela associadas, antes e depois, assumiram caraterísticas próprias ao longo dos séculos. As comunidades adaptaram os seus comportamentos ao espaço geográfico e às condicionantes de cada época. Pretendo divulgar informações que encontrei nos Arquivos, bem como alguns costumes que, se não escrevermos, correm o risco de desaparecerem da memória dos povos desta região.

Cemitério de Pousafoles do Bispo

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

A revolução dos cemitérios e práticas funerárias

Desde a Idade Média a tradição era sepultar nas igrejas. A partir do século XVIII, devido ao crescimento populacional, as igrejas começaram a ficar sobrelotadas. Tornou-se necessário encontrar uma solução!

Cemitério de Agramonte – Porto

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Roda dos expostos de Sortelha – Conclusão

«A observação do passado (…) não é uma viagem ao reino das sombras (…). Só me atrai, no passado, aquilo que me permite compreender e viver o presente.» – José Matoso, A Escrita da História. Editar esta informação sobre a roda dos expostos era um dever de cidadania.

Porta Nova – Sortelha

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Os expostos na estrutura socioeconómica

Durante séculos grande parte a existência dos criados, mão-de-obra barata, provenientes dos grupos mais carenciados da população, sendo grande parte de expostos ou abandonados, contribuiu para a manutenção das estruturas económico-sociais tradicionais até meados do século XX.

Carregando molhos de centeio durante a ceifa

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Maria Gabada

Se Eça de Queiroz tivesse conhecido Sortelha certamente que encontraria motivos suficientes para escrever mais algum romance!

Homenagem à mãe – João Paulo Reis – Sortelha

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Roda dos Expostos – distribuição geográfica (1851/55)

Com a documentação existente no Arquivo Distrital da Guarda foi possível realizar um levantamento dos locais de origem das crianças matriculadas em Sortelha, umas expostas outras não, somente para este período.

Sortelha

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As rodeiras

«Aquele que ignora o seu passado está condenado a revivê-lo.» – Marc Block. Sortelha tem uma dívida histórica para com a rodeira Maria Gonçalves! Isto acreditando que os políticos, Juiz de Fora e os diversos párocos não eram uma cambada de incompetentes e corruptos!

Miradouro dos Quatro Ventos – Sortelha

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Dinheiro para sustento dos expostos de Sortelha

As informações disponíveis revelam-nos um país onde reinava a insegurança; uma região situada distante dos centros de decisão e isolada nas montanhas!

Sortelha

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Roda dos expostos de Sortelha – as amas

As amas ocupavam um papel fundamental neste sistema de assistência social. Algumas aproveitaram-se desse ofício à custa dos inocentes e com o dinheiro de todos. Daí resultaram muitas críticas. Mas certamente que também houve gente boa.

Porta de Sortelha

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Exposição, batismo e matrícula na roda

Agora é o momento de começar a dar conta dos resultados. Quais as etapas por que passavam: A exposição, os registos/assentos de batismo (inclui uma abordagem geral) e a matrícula no Livro de Matriculas dos Expostos.

Avós de Sortelha – tiveram papel fundamental na recolha das crianças

(o saber de uma vida colocado ao serviço dos inocentes)

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Trinta e sete anos de matriculas na Roda

Houve anos dramáticos para estas populações! Primeiro a passagem das tropas francesas, depois a guerra civil em Portugal e em meados do século XIX. Os assuntos relativos à Roda e Expostos tornaram-se recorrentes nas sessões do Senado. Para o pároco, Juiz de Fora e Presidente da Câmara Municipal de Sortelha faziam parte das preocupações quotidianas. Na década de 1840 as verbas atribuídas ultrapassaram várias vezes os 50% do orçamento municipal.

Sortelha

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

As rodas dos expostos

«A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado» (Marc Bloch). O recurso à Roda dos Expostos, pelas famílias carenciadas, para obtenção de subsídios para sustento dos filhos, mostra-nos a miséria em que viveram os nossos antepassados. O controlo exercido pela Câmara Municipal de Sortelha sobre o a instituição, o envolvimento das autoridades civis e religiosas revelam a complexidade de interesses, sempre com a preocupação de socorro aos mais necessitados.

Sortelha – Casa da Câmara

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

A assistência social até ao Século XIX

Na nossa região as misericórdias foram fundadas nos séculos XVI e XVII. A Roda de Expostos de Sortelha foi fundada no início do século XIX, provavelmente após a passagem das tropas napoleónicas pela região.

Roda dos expostos

António Gonçalves - Colaborador - Orelha - Capeia Arraiana

Roda dos Expostos no antigo concelho de Sortelha

Os documentos consultados permitem afirmar com segurança que a Roda dos Expostos de Sortelha foi fundada antes de 1818. Em 1855, com a extinção do antigo concelho, passou a integrar a do Sabugal. Apesar dos constrangimentos, provocados pela inexistência de alguns livros e incoerência de algumas passagens dos existentes, calculei em 491 as crianças matriculadas nesse período, tendo por base as matrículas dos expostos. Este número deve ser considerado uma estimativa, nunca um valor absoluto. Em 1864 a população residente nesses territórios era de 6256 pessoas, segundo os censos do Instituto Nacional de Estatística. Assim, é provável que muitos de nós tenhamos um antepassado exposto ou enjeitado! Então porquê o silêncio? Nas próximas semanas dar-vos-ei conta do que encontrei.

Roda dos expostos de Almeida