Category Archives: Ecos da Aldeia

Festas de Santo António em Aldeia da Ponte

Apesar de já terem passado alguns dias, decorreram bem as Festas de Santo António, organizadas pelos Mordomos deste Santo em Aldeia da Ponte. Como tem sido habitual ao longo dos anos, desde que as nossas festas foram transferidas para Agosto, todos os Mordomos nunca as deixaram de efectuar na data certa, ou seja 13 de Junho.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaEstas têm um carisma especial, sendo mais calmas, já o tenho referido anteriormente, pois raros são os emigrantes que se podem deslocar, devido sobretudo à distância, acolhendo os que por cá vivem, galgando a distância, que não é longa, em menos de um fósforo. É apenas a circunstância da data, nada mais.
Em Agosto, o reboliço aumenta, como é normal, fruto da altura certa para os que vivem lá bem longe se deslocarem em pleno gozo das suas férias, demandando a nossa Aldeia, num caudal abundante.
Este ano as festas fugiram um pouco do figurino, pois juntou-se a festa profana e religiosa no mesmo dia 13, num programa extenso que abarcou todo o dia.
Pela manhã, decorreu o habitual Encerro dos touros, cerca das 10 horas, rápido e inúmeros cavaleiros, até parecia Agosto, seguindo-se o touro da prova e, após este, o arrumar as cancelas.
Depois de um banho retemperador e troca de indumentária, irrompeu o Passeio dos Mordomos e a missa solene em honra de Santo António, com a procissão e, novamente, o Passeio nas imediações da Capela, rumando em seguida para o almoço nos Balneários.
Santo António em Aldeia da PonteTerminado este, toca de abalar até à Praça, onde decorreria a Capeia pela tarde dentro, precedida pelo Passeio dos Mordomos a cavalo e pedido da Praça, seguindo-se a espera dos touros ao Forcão e a consequente lide dos mesmos, como é habitual acontecer.
Mais uma bela tarde passada na nossa Aldeia, onde a Capeia serviu os objectivos que estes momentos proporcionam.
À noite, prosseguiu a festa nos Balneários com a actuação do «Grupo Coral e Cantares do Sabugal», que entoou belas melodias e, nada melhor neste início de noite, que o encontro de três amigos, que fazem parte deste agrupamento.
São os chamados reencontros e as boas surpresas das festas, que quando menos se espera, logo acontecem. Apenas um lamento, mereciam mais gente a apreciar o seu canto, mas convenhamos, em dia de Capeia, com a saída tardia da Praça e, àquela hora marcada, dificilmente arrastará mais pessoas. Acontece aos melhores, o Grupo Coral merecia, sem dúvida, outra moldura de ouvintes.
Passada esta magnífica exibição, a festa continuou até às tantas, como sempre acontece nas festas em honra de Santo António.
Agosto está aí a chegar…
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Capeia de São Pedro e Passeio a cavalo

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaNa sequência do Programa apresentado pela Associação Juventude Pontense, vai decorrer neste dia, o 1.º Passeio a cavalo, levado a cabo por esta Associação Jovem de Aldeia da Ponte, num programa concertado, também, com a realização da Capeia de S. Pedro, organizada pelos respectivos Mordomos.

Assim, pela manhã, em simultâneo, decorrerá o passeio a cavalo, enquanto os mordomos de São Pedro preparam as ruas e a Praça velha, onde decorrerá a Capeia, conforme anunciado no Cartaz deste evento.
Capeia São PedroO almoço decorrerá nos Balneários, organizado pela nossa Associação jovem.
Degustado este, pela tarde, dá-se início à largada dos touros pelas ruas, até à Praça Velha, onde a rapaziada nova, menos nova ou outros forasteiros esperarão os touros ao Forcão, provenientes do Zé Noi, animando a tarde, com o habitual convívio, onde as febras e a sardinha assada, oferecidas pelos Mordomos de S. Pedro, retemperarão as energias gastas, seguindo-se o baile com a actuação de Filipe Nunes, culminando com a Fogueira.
No dia seguinte, tem lugar a festa religiosa, com a missa solene e a procissão em honra de São Pedro, completando este acontecimento, que irá, por certo, levar muitos das redondezas a demandar a nossa Aldeia.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Caro Amigo Esteves Carreirinha
O espaço de opinião «Ecos da Aldeia» regista esta sexta-feira, 19 de Junho, o bonito número de 100 publicações semanais no Capeia Arraiana.
Por aqui passaram, desde 9 de Março de 2007, testemunhos, muitos deles na primeira pessoa, sobre Aldeia da Ponte, sobre o concelho do Sabugal e sobre a Casa do Concelho do Sabugal.
Os relatos sobre o Colégio de Aldeia da Ponte ou a Casa do Concelho do Sabugal são documentos históricos inestimáveis.
As nossas maiores tradições e as nossas maiores referências têm merecido neste espaço para memória futura uma visão apaixonada e de amor à camisola de um digno e bravo raiano: Esteves Carreirinha.
Aqui fica o nosso apreço e reconhecimento por tudo o que tens feito pela divulgação das nossas terras, das nossas gentes e da maior festa dos sabugalenses: a Capeia Arraiana com Forcão.
Aquele abraço raiano,
José Carlos Lages

Amigo Esteves,
Faço minhas as palavras do Zé Carlos. Muito do que este blogue conseguiu ser, ao serviço dos sabugalenses, o deve também ao bravo raiano Esteves Carreirinha que semanalmente nos presenteia com crónicas acerca das tradições genuínas das nossas gentes.
Obrigado pelo teu apoio.
Paulo Leitão Batista

Capeia Arraiana do Concelho do Sabugal

A Capeia Arraiana é uma corrida de Touros, tradição única no Mundo, da raia do Concelho de Sabugal, manifestação de um ritual viril da juventude arraiana, onde a destreza, seja ao Forcão, seja na lide do touro, enfrentando-o, origina serpenteados elegantes na praça de cada povoação, transformada em arena improvisada, culminando as festas anuais de cada Aldeia.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaO Forcão é um instrumento triangular constituído por troncos de carvalho, que é utilizado em todas as Aldeias, nas Capeias, servindo para «esperar» o touro, mostrando a valentia dos rapazes, desenhando-se belos movimentos na Praça, numa luta constante, consistindo num medir de forças, tendo do outro lado, um touro ostentando corpulência de meter respeito.
Como meio de subsistência, sendo as antigas comunidades numerosas, utilizavam, entre outras, a caça a animais de grande porte, levando-os a construir um instrumento semelhante ao Forcão, surgindo em forma de «forca», que terá dado origem ao nome, permitindo-lhes «encurralar ou forcar» grandes animais, como o touro, contra algo onde não pudessem escapar, conseguindo-se assim, depois do animal imobilizado, o seu abate, sem correr riscos desnecessários e perigosos, como ter de enfrentá-lo em campo aberto, face aos utensílios de caça rudimentares, existentes na época.

Festival «Ó Forcão Rapazes»
Na sequência das Capeias da Raia, remonta ao ano de 1986, a criação do concurso «Ó Forcão Rapazes», mais tarde denominado Festival, entre as Aldeias da raia do Concelho de Sabugal, onde a arte de bem «esperar» os touros ao Forcão, vem dando origem a espectaculares Capeias, numa demonstração de valentia e saber dos rapazes da Raia.

A Capeia Arraiana em Lisboa
Decorria o ano de 1978, quando teve lugar a primeira Capeia em Lisboa, na Praça de Touros do Campo Pequeno. Nunca antes se tinha feito algo no género, isto é, transportar a Capeia para fora das terras de Riba Côa.
Há mais de três décadas que a Capeia tem vindo a ser realizada nesta grande região, sendo integrada, durante alguns anos, nas Festas de Lisboa.
XXXI Capeia Casa Concelho Sabugal, Sábado, 6 de Junho de 2009, às 17 horas.

A.J.P. organiza Variedades Taurinas
A nossa Associação jovem de Aldeia da Ponte acaba de divulgar a efectivação das primeiras Variedades Taurinas na Praça de Touros, no dia 19 de Julho de 2009.
Será um desafio importante para a juventude da nossa Aldeia, nesta sua grande realização, contando com um cartel, também ele jovem, com destaque para as duas jovens toureiras, que darão outro colorido, estamos seguros, a esta festa da juventude, aguardando-se uma boa presença de arraianos e outros aficionados destas lides, contribuindo para os objectivos da Direcção, que passam por consolidar a AJP, fundada em 2004, tentando angariar fundos para a remodelação da sua sede, disponibilizada pela Junta de Freguesia, a necessitar de obras de restauro.
Está de parabéns a Associação Juventude Pontense, pela dinâmica empreendedora que tem revelado ao longo destes poucos anos, com todas as suas realizações, contribuindo para dar algum movimento à nossa Aldeia e à região, que é sempre bem-vindo.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

Campo Pequeno acolheu muitos Sabugalenses (1)

Decorreu, como todos bem sabem, a XXXI Capeia da C.C.Sabugal no Campo Pequeno, em Lisboa, no passado dia 6 de Junho. Já algo foi escrito e comentado sobre este acontecimento, que serve, de certa maneira para ajudar a promover o Concelho, as tradições, os produtos regionais, bem como proporcionar um grande encontro entre os sabugalenses, tanto de Lisboa, como os que se deslocam do Concelho ou de outras regiões do País e, não foram poucos.

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

Junho – Mês de festejos populares

Aproxima-se o mês de Junho e, nas nossas paragens, as manifestações festivas são muitas e variadas, tal como acontece um pouco por todo o lado, dada a coincidência do calendário nos presentear com três simpáticos Santos.

Capeia Arraiana da Casa do Concelho do Sabugal

Dando continuidade ao que tem sido escrito sobre a Capeia Arraiana, no Campo Pequeno em Lisboa e, como foi divulgado na semana passada o Cartaz da mesma, importa destacar, que como sempre, haverá lugar ao desfile na arena da Praça de Touros pela rapaziada do Forcão, Tamborileiros de Aldeia da Ponte, Bombeiros do Sabugal e do Soito, Banda Filarmónica de Benavente e o Rancho Folclórico de Vila Boa.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaDepois deste espectacular desfile, será a vez do Pedido da Praça, bem como os discursos da praxe, por três entidades, a saber: Sr. Presidente da C. C. Sabugal, Sr. Presidente da Câmara Municipal ou o seu representante e a entidade a quem for pedida a Praça, seguindo-se os «Vivas» e a saída dos que desfilaram na Praça.
Esta manifestação, realizada ao longo de todas as Capeias, faz reavivar o que se passa na Raia, com o Pedido da Praça, pelos Mordomos das Festas, em cada povoação onde estas se efectuam, constituindo um grande momento de início do espectáculo, abrilhantado pelos fartos aplausos de uma assistência vibrante e calorosa, em tudo semelhante à da Raia, que também ela participa e bem, desta maneira.
Terá então início a Capeia com a «espera» do primeiro touro ao Forcão, seguindo-se os restantes pela ordem previamente escolhida. Haverá também, a bezerrita para os mais pequenos.
No intervalo actuará, no centro da Praça, o Rancho Folclórico de Vila Boa, bem como o José Manuel Ferreira presenteará a assistência com mais uma exibição do seu magnífico cavalo, à semelhança do ano passado.
Capeia ArraianaDo Concelho de Sabugal está prevista a vinda de alguns Sabugalenses, com destaque para a Raia, em autocarros da Viúva Monteiro & Irmão L, da, que para o efeito se estão a organizar. Todos entendemos que para estes é um dia excepcional, pois saem um pouco da sua rotina diária, trocando-a por um outro de festa, passado na Capital, junto de muitos outros conterrâneos e conhecidos.
Uma boa nova a destacar, que agradará, seguramente, será a disponibilização dos enchidos e alguns eventuais produtos que vêm do Concelho, dentro do Campo Pequeno, num espaço muito acessível, mesmo à mão de semear, já disponibilizado pela Administração da Praça, podendo, todos os interessados, abastecer-se quandf bem entenderem, no início, pelo meio da Capeia ou no final, sugerindo daqui que se abasteçam quanto antes, não vá o diabo tecê-las e os enchidos esgotem.
A Direcção da Casa irá reforçar as quantidades em relação ao ano transacto, de modo a que não haja razões de queixa, da falta de produtos do Concelho, especialmente, os famosos e saborosos enchidos, que a todos agradam. Será uma oportunidade de matar as saudades, enquanto Agosto não arriba, trazendo as férias, que são aproveitadas para uma visita, bem alargada, à grande região sabugalense.
Terminada a Capeia, mesmo ali ao lado, no Ringue Desportivo do Clube Operário, funcionarão os assadores e as bebidas, servindo, assim, para retemperar as energias gastas, tanto à assistência, como à malta do Forcão e aos que quiserem cavaquear um pouco, sobre as incidências de mais um belo dia da nossa tradição, a Capeia Arraiana do Concelho de Sabugal.
As acreditações para a Capeia serão efectuadas no Campo Pequeno na Porta dos VIPS / Camarotes, junto às bilheteiras.
A Capeia é um meio espectacular de propagandearmos as tradições, os produtos regionais, bem como uma grande oportunidade de dar uma sugestiva visibilidade ao Concelho de Sabugal. Saibamos nós todos estar à altura desta responsabilidade, tal como tem acontecido ao longo de mais de três décadas.
Têm a palavra, os inúmeros sabugalenses residentes nesta grande região lisboeta.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Campo Pequeno acolhe Sabugalenses

Vai ter lugar a realização da XXXI Capeia Arraiana, Sábado, dia 6 de Junho pelas 17 horas, a segunda consecutiva, neste renovado espaço lisboeta, organizada pela Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaDefinida desde 26 de Setembro do ano passado, aí está a grande manifestação, característica da raia Sabugalense, como todos bem sabem.
Com este acontecimento há sempre novos motivos para relatar ou historias para divulgar, mas o que nos une, verdadeiramente, é um desejo de reencontro e convívio, para além da adrenalina das «esperas» dos touros ao Forcão, bem como a emoção de estar a escassos metros, desafiando o perigo, frente a animais possantes e voluntariosos, que não desistem de marrar ao Forcão, nem de tentar apanhar algum mais afoito, ou menos prevenido.
Se no ano passado, a novidade dominava os espíritos, pese embora a mensagem, talvez não tenha passado completamente, este ano já não haverá grande desculpa, pois o evento foi decidido e noticiado com bastante tempo de antecedência, esperando que chegue a todos os cantos, por onde pululam sabugalenses.
XXXI Capeia Arraiana no Campo PequenoA Direcção da Casa tudo tem feito e continuará a fazer, para que o maior número de pessoas sejam informadas sobre a Capeia, através de contactos directos, da imprensa regional, dos sites na Internet e outros meios que tem vindo a desenvolver, afim de que possa abranger o maior número de aficionados das nossas tradições.
A avaliar pelo que temos constatado nos últimos tempos, reina grande entusiasmo com esta Capeia, esperando-se uma boa participação de Sabugalenses, tanto da zona da grande Lisboa, como do Concelho, cuja vinda é uma certeza, bem como mais uns quantos, que já não dispensam este evento, seja aqui, ou lá em cima, na raia.
É a Capeia anual, sendo também muito forte o desejo de visitar e desfrutar o Campo Pequeno, ou não fosse a principal Praça do País, funcionando como um íman, atraindo a curiosidade de miúdos, graúdos, novos, menos novos e todos os que gostam da nossa tradição, que sempre aparecem por estas alturas.
À semelhança de todas as Capeias, esperamos um dia em grande para os Sabugalenses, em pleno coração de Lisboa, onde um Concelho do interior se prepara para causar algum furor, assim o esperamos, pelo menos entre nós, já que mais não seja, sentindo orgulho das nossas origens, organizando, pela 31.ª vez, um espectáculo único no Mundo, oriundo da nossa zona.
A Casa do Concelho do Sabugal conta com o apoio de todos e todos não seremos demais para prestigiar e engrandecer o nosso Concelho, por mais um pouco que seja, que será sempre bem-vindo.
No próximo escrito divulgaremos mais alguns pormenores e outras informações sobre este acontecimento, que é a Capeia Arraiana do Concelho de Sabugal em Lisboa.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Aldeia da Ponte festeja Santo Cristo

Todos os anos, no dia 3 de Maio, Aldeia da Ponte festeja o Santo Cristo ou Santa Cruz, também assim denominada, sendo considerada uma das maiores festas religiosas da nossa Aldeia, juntamente com a festa de Santo António, transportando um simbolismo marcante nas pessoas, que já se perde nos tempos.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo é hábito, a festa deste ano arrancou na véspera, dia 2, a meio da tarde, com a chegada da Banda de Música de Gouveia, efectuando a arruada pelo povo, antecedendo a procissão nocturna do andor para a Igreja, com o lançamento dos foguetes e fogo de artifício, nas proximidades.
No dia seguinte, bem cedo, como manda a tradição, a alvorada irrompe pelos céus, marcando o início deste dia especial, com a Banda de Música a dar a volta pelas ruas da Aldeia, antes da cerimónia solene da Santa Missa em honra de Santo Cristo, sendo esta acompanhada, por alguns elementos da Banda, dando um brilhantismo e um cunho diferentes do resto do ano.
Consumada esta cerimónia, a procissão em direcção à Capela, mesmo em frente ao Lar, que ostenta o seu nome, acompanhado de todo o povo.
Depois da procissão tem lugar o almoço da festa, onde os Mordomos convidam, essencialmente, a família e um ou outro amigo mais chegado. Terminado este, forma-se a romaria, acompanhada pela Banda de Música, a casa dos novos Mordomos, nomeados na Missa, para a passagem do testemunho, com a largada de alguns foguetes para celebrar a nova mordomia.
Santo Cristo tem uma Irmandade, já bastante antiga, com algumas atribuições estabelecidas, principalmente nas despesas, acompanhamento dos funerais dos Irmãos e algumas outras. Estabelecem, também, as normas, que só podem ser nomeados Mordomos, os homens casados e, só estes, da Irmandade.
Festa do Santo CristoQuando esta festa ocorre num fim-de-semana, é certo e sabido que aumentam as presenças de naturais de A. Ponte, como facilmente se depreende, vindas de todos os cantos, assim como alguns residentes no estrangeiro, que não dispensam, todos os anos, a sua vinda, apesar de percorrerem um longo caminho.
Tal como em algumas povoações da nossa zona, Santo Cristo é muito venerado, pelo que representa para todo o povo, sendo considerado o Santo protector das sementeiras e colheitas.
Antigamente era frequente e habitual, em épocas onde a chuva tardava em aparecer, o povo recorrer a Santo Cristo, transportando a sua imagem para a Igreja Matriz, aqui permanecendo, até que os pedidos da povoação fossem satisfeitos, através da oração, com a queda da chuva, irrigando os campos ressequidos, permitindo, assim, melhores colheitas a todo povo, sendo depois transportado em procissão, de volta à sua Capela.
Também para os animais que contraíram alguma doença, era usual e, creio que ainda é, recorrer com preces à Santa Cruz, afim de os proteger e os livrar do «mal» com que foram acometidos.
Com uns dias de sol esplendoroso, celebrou-se uma festa bonita e cheia de religiosidade, na sequência do que tem ocorrido ao longo dos anos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Capeia do Campo Pequeno já tem touros

No domingo passado, dia 26 de Abril, deslocámo-nos a Santo Estêvão, Benavente, para escolher os touros para a capeia anual da Casa do Concelho de Sabugal, a realizar na Praça de Touros do Campo Pequeno, no próximo dia 6 de Junho, como já é do conhecimento geral.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo sempre, o Sr. José Dias recebeu-nos na sua quinta com a habitual simpatia, oferecendo o almoço à comitiva, desta vez acompanhada por alguns elementos da Banda Filarmónica de Benavente, que irá acompanhar e abrilhantar a Capeia, à semelhança de alguns anos atrás, fruto de uma amizade entre esta Banda e a Casa do Concelho do Sabugal.
Depois do almoço, com a disponibilidade total do ganadeiro, por ali deambulámos em busca dos touros, espalhados pelo campo, a fim de podermos escolher os que nos pareceram melhor para este espectáculo.
Todos sabemos, que nem sempre se consegue atinar nas escolhas por completo, isto é, só depois da decisão e esperados ao Forcão, saberemos se a selecção foi acertada ou não.
Com a colaboração dos elementos da Banda de Música, divulgamos algumas fotos dos touros, bem como dos elementos, junto do Sr. José Dias, em Santo Estêvão.
Dia 6 de Junho, no Campo Pequeno, veremos se a fortuna nos acompanhou no escrutínio dos animais para esta Capeia Sabugalense.
Será a XXXI edição organizada pela Casa do Concelho do Sabugal na grande região lisboeta, onde esperamos, mais uma vez, uma boa afluência de arraianos, bem como muitos outros, que já se renderam à emoção e beleza deste espectáculo, oriundo da raia do Concelho.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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25 de Abril – Dia da Liberdade

Esta semana comemora-se o 25 de Abril, o dia mágico, em que os Capitães de Abril, como foram celebrizados, devolveram a democracia ao povo, depois de 48 anos de ditadura, onde não havia liberdade de expressão, sendo a de opinião, cerceada, amiúde.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaJá lá vão 35 anos de uma democracia, onde nem tudo foram rosas, principalmente, nos primeiros anos do PREC, Período Revolucionário Em Curso, onde a luta pelo poder foi muito acesa, cometendo-se muitos atropelos e excessos, não há como escondê-los, a história lá os foi desbravando, devido, sobretudo, a uma ânsia grande de poder e protagonismo, acrescido também de alguma falta de experiência e emoções exacerbadas, levando a tentativas de golpes e contra-golpes, atentados à bomba, quando isso convinha a quem os mandou executar, causando algumas baixas.
Durante este tempo, também se foi formando uma consciencialização positiva, com uma nova mentalidade, ajudando a compreender melhor a situação política, que acabava de dealbar.
A liberdade conquistou-se com a ajuda dos militares, foram determinantes no golpe dessa madrugada de 1974, alguns da nossa zona, como o amigo Natalino Fernandes, do Baraçal, que avançou com Salgueiro Maia, de Santarém, em direcção a Lisboa, ao Quartel do Carmo, porventura ainda alguns mais, nas diversas zonas fulcrais do Movimento dos Capitães, mas também com inúmeros outros, fora da esfera militar, que lutaram, abnegadamente, ao longo das suas vidas. A todos estes, também temos que estar agradecidos, pela sua luta e perseverança, em busca de um novo ideal.
Todo o movimento dos militares no Quartel do Carmo, a chegada do General Spínola, a entrada do Dr. Marcelo Caetano na chaimite da tropa, para ser protegido e levado ao aeroporto, as palavras de ordem que ali foram gritadas durante a tarde, tudo isto exerceu um fascínio difícil de descrever, em todos os que por lá permaneceram.
Uma semana depois, o espectacular primeiro, 1.º de Maio, passe a redundância, comemorado em liberdade e euforia, acompanhando a enorme manifestação, que decorreu desde o Martim Moniz, subindo a Av. Almirante Reis até ao Estádio 1.º de Maio, a abarrotar de gente, seguindo-se os discursos dos lideres, regressados do exílio, com destaque para Mário Soares e Álvaro Cunhal, entre outros.
O que me move, apenas, é recordar aqueles dois dias, plenos de simbolismo, que representaram uma nova vida, em termos de liberdade e democracia para a nossa geração, esta beleza singela, em directo, focando sobretudo, as explosões de alegria e as manifestações espontâneas de contentamento dos populares, vividas nas ruas de Lisboa, a que se seguiram as discussões de interesse politico e de poder, que por pouco, não descambaram em consequências desastrosas, como uma eventual guerra civil, estando próxima, deitando tudo a perder, depois de bastos esforços dos que se empenharam.
Parecia que nada se sabia, antes da tentativa do denominado golpe das Caldas da Rainha, um mês antes, dando a impressão de ignorância politica, fosse por cautela e medo da PIDE, ou porque razão fosse e, de repente, tudo se transformou, como por artes mágicas, toda gente passou a ser catedrática da democracia, num clic!…
Comemorar o 25 de Abril de 1974 é fundamental pelo que representa, independentemente do que a história registará, não adiantando muito, atirar-se o ónus das culpas que não convêm, para o vizinho do lado. Haverá, por certo, responsabilidades a repartir, seja pelo voto ou pela abstenção deliberada, deixando para outros, o que poderíamos ajudar a resolver, com mais e melhor participação.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Capeia da Páscoa 2009 em Aldeia da Ponte

Decorreu no dia 11 de Abril, tal como anunciado, a IV Capeia da Páscoa organizada pela Associação Juventude Pontense, na Praça de Touros de Aldeia da Ponte.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaCom um tempo ameaçador de chuva, ao longo da semana, mais os ventos frios, sempre incómodos, o dia raiou com uma mescla de nuvens e abertas, embora com algum frio, que dispensávamos de boa vontade, mas que se há-de fazer? Quem pode, manda e, há que acatar o que vem lá do alto dos céus. Chuva, frio, vento ou neve, lá nos «prantamos» para acompanhar as incidências de mais uma Capeia da Páscoa na nossa Aldeia.
Pouco passava das oito da manhã, quando se iniciou a longa caminhada, dividida em duas partes, a primeira, da quinta do Zé Noi, nos Forcalhos, até aos lameiros na raia de Espanha, merendando aqui os cavaleiros e, a segunda caminhada, em direcção à Praça, sendo esta bastante mais acompanhada, concluindo-se o Encerro, por volta do meio-dia.
Logo na saída da quinta, dois dos touros resolveram que este não era o seu dia e, toca de fugir a quatro patas, as que têm, claro, de nada valendo as tentativas dos cavaleiros para os juntar aos outros, mais os cabrestos, seguindo, ordeiramente, ladeados por uma imensidão de cavaleiros, até ao seu primeiro destino. Destaque para o curto trajecto, a passo, na estrada de Albergaria, com uma panorâmica espectacular, só visto, pois contado, fica aquém, tal a quantidade de cavaleiros, mais os que já acompanhavam este magnífico cortejo, seguindo os touros e cabrestos. Quem teve oportunidade de filmar ou tirar fotos, facilmente o comprovará.
Saboreada a merenda e, depois de umas breves palavras do Presidente da A.J.P, João Nunes, inicia-se o caminho até à Praça, com tudo a decorrer bastante bem até à entrada nas cancelas, eis senão, quando um dos cavaleiros sofre uma queda, com a escorregadela do cavalo, sendo por este abalroado, já depois de transposta a estrada, ficando prostrado no chão, com perda momentânea dos sentidos, causando alguma apreensão em todos os que o socorreram e rodearam, com destaque para os seus companheiros, cavaleiros do Encerro, que não arredaram pé, acabando para eles o Encerro, que importava este, naquele momento, observando o companheiro a ser, prontamente, socorrido pelos Bombeiros do Soito, imobilizado e transportado na ambulância ao Centro de Saúde de Sabugal, depois para a Guarda, para melhor poder ser avaliado e tratado. O Quim Zé não ganhou para o susto, encontrando-se já a restabelecer em casa, sem consequências de maior, depois de lhe ter sido dada alta do Hospital da Guarda. Diz, quem melhor presenciou, que quando acordou, a primeira preocupação do nosso amigo, foi perguntar como estava o seu cavalo.
Passada esta angústia, é preciso sublinhar isto, pois são coisas que podem acontecer a qualquer um, bastando alguma falta de sorte e nada mais que isso, não cremos que tenha sido por outro motivo, apenas um momento menos bom e inesperado de azar.
Nada mais se podia fazer, restando-nos aguardar por notícias animadoras, que haveriam de chegar, lá mais para a tarde.
Seguiu-se o touro da prova, também inesperado pois, como não quis entrar para os curros, a rapaziada não perdeu mais tempo e esperou-o logo, ao Forcão, ficando despachado.
Devido a esta teimosia do touro, também os cavaleiros já não entraram na Praça, para a volta de honra, a exibição das montadas e os aplausos de uma Praça muito bem composta de público, até parecia estarmos em Agosto.
Como é habitual, arrumaram-se as cancelas, antes do almoço dos cavaleiros, bem concorrido, mais os que quiseram aparecer, nos Balneários.
Este é um dos belos momentos de alguma descontracção e acalmia, depois das emocionantes peripécias de uma longa manhã, iniciada bem cedinho.
A tarde tem início com o Passeio da Praça, pela juventude na arena, acompanhada pelos Tamborileiros de Aldeia da Ponte, equipados a preceito, com uma nova e bonita indumentária, dando colorido ao Passeio, com o Presidente da A.J.P. a pedir a Praça ao Chico Sara, seguindo-se os «Vivas» do costume.
Entra o primeiro da tarde, sendo bem esperado ao Forcão pela rapaziada presente, acontecendo um segundo caso de algum azar, já não bastava a manhã, o jovem Miguel Leal, do Soito, teve a infelicidade de ser apanhado pelo touro ficando algo contundido numa perna, tendo de ser assistido, primeiro na Praça, sendo depois transportado ao Hospital.
Mala pata, pela segunda vez, na mesma Capeia, mas como se costuma dizer, quem anda à chuva, molha-se, e foi o que se verificou. Acontece, a quem arrisca e anda lá dentro, nada que não se passe em outras alturas, principalmente em Agosto, devido à proliferação de Capeias.
Apesar de algum frio, os touros foram todos corridos e esperados, um após outro, pela rapaziada, até final, não se verificando mais nenhum incidente, acabando a Capeia, com a habitual frequência do Bar da Praça, onde se esmiúçam mais uns comentários da jornada, acompanhados de uns bons copos, pois então, retemperando as energias gastas na faena das esperas ao Forcão e nas lides dos touros.
Pela noite, nos Balneários do Vale, prosseguiu a festa, proporcionando a A.J.P. um Karaoke a condizer, onde a animação foi mais que muita, até às primeiras horas da matina.
Está de parabéns a juventude da nossa Aldeia, liderada pela Associação Juventude Pontense, que organizou mais uma bela Capeia com touros a condizer, acrescida com um espectacular e belíssimo Encerro, estando, também, de parabéns, a “cavalaria pesada”, foram imensos, embora, uma grande parte, vá em ar de passeio, como todos observamos, mas de modo algum, deixam de ser importantes, proporcionando uma magnifica jornada a toda a raia sabugalense.
A Direcção da A.J.P. manifesta o seu agradecimento pelos contributos, pela disponibilidade e acompanhamento desta IV Capeia da Páscoa de 2009.
Um bem-haja a todos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Páscoa nas terras arraianas – 2009

Estamos na semana da Páscoa, quase prontos e de abalada, para a habitual romaria às nossas paragens, que acontece, todos os anos, por esta altura.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaNa zona arraiana esta quadra é bem especial pois, para além das festividades da Páscoa, que se celebram, não esqueçamos a implantação de uma forte religiosidade, outros acontecimentos relevantes acontecem por todo o Concelho.
Em Aldeia da Ponte, mais uma vez vai decorrer a habitual Capeia da Páscoa, já anteriormente noticiada, tarefa esta, que tem sido da nossa Associação jovem, pelo quarto ano consecutivo.
Já em tempos escrevi, que a época taurina, por estas paragens, tem início com a Capeia da Páscoa em Aldeia da Ponte, prolongando-se em Junho com mais duas Capeias, no Santo António e no São Pedro, sendo esta última, realizada na velhinha Praça da Aldeia, dentro do povo, seguindo-se o mês de Agosto, onde as Capeias são determinantes em quase todas as localidades da raia sabugalense, encerrando as respectivas festas dedicadas ao Santo Padroeiro, ou mais representativo, nas diversas Aldeias da Raia do Concelho de Sabugal.
Não se pense, que são só estes espectáculos, que marcam esta época, muitos outros há, que vão inundando a nossa zona, já anunciados nos diferentes órgãos de comunicação regionais e diferentes sites da net.
Cada povoação lá vai efectuando os seus eventos, dentro das suas possibilidades, para as quais se vão mobilizando as pessoas.
É sempre bom fugir das rotinas. As populações agradecem estes acontecimentos e todo o movimento gerado, penso.
Apenas uma última nota, bem merecida. Como desportista que me prezo, queria deixar aqui, os meus sinceros parabéns à Associação Cultural e Desportiva do Soito e a todos os seus técnicos e jogadores, pela conquista do Campeonato da 2.ª divisão da A.F. Guarda, em Futebol de 11, batendo, sem apelo, na final a equipa de Penaverde por 3-0, disputada no Municipal da Guarda, no passado Domingo, dia 5 de Abril.
Na próxima época, teremos duas equipas do Concelho, em compita, na 1.ª Divisão Distrital, juntando-se assim, a ACD do Soito, com inteira justiça, ao Sporting Clube de Sabugal, «velho» conhecido destas andanças.
À caminhada, impressionante, no campeonato, contando por vitórias todos os jogos disputados, seguiu-se a final, concluindo a época em beleza. Cinco estrelas! Está de parabéns a ACDS e o desporto no Concelho de Sabugal.
Para si, caro amigo, uma Boa e Santa Páscoa, como se costuma dizer, são os meus votos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (17)

1.º Torneio de Futebol de Salão Inter-Aldeias – 1977Iniciado este périplo pelo desporto, trazemos à estampa neste escrito, o primeiro Torneio de Futebol de Salão Inter-Aldeias, organizado pela Casa do Concelho de Sabugal em Lisboa, disputado no Ringue do Império do Cruzeiro, provocando uma grande euforia na juventude sabugalense em Lisboa.

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (15)

Iniciado este périplo pelo desporto, muitos foram os jogos disputados pela equipa da Casa, com algumas boas exibições e resultados, pensamos nós, mas não posso deixar de recordar, ficando na memória, um espectacular encontro entre uma magnifica equipa de Juvenis do Sporting Clube de Sabugal de 1983 e a nossa equipa da Casa, jogo esse, que teve lugar em 2 de Julho de 1983, no campo de treinos do antigo Estádio José de Alvalade, com um empate a 3 golos, no tempo regulamentar, seguindo-se o prolongamento, vindo os jovens juvenis sabugalenses a vencer por 4-3, sendo premiados com uma bela taça em disputa.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

IV Capeia da Páscoa da Associação Pontense

Apesar da sua criação recente, a jovem AJP-Associação de Aldeia da Ponte tem seguido um bom trilho nesta caminhada difícil, levando a efeito a sua IV Capeia da Páscoa na Praça de Touros da nossa Aldeia.

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Capeia Arraiana nos Açores

É um título, algo, estranho, mas é de propósito, para nos chamar a atenção. Onde é que já se viu, Açorianos a pegar ao Forcão? Com todo o respeito que nos merecem, nada temos contra os Açorianos ou outros.

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (14)

O desporto é um dos temas que me é mais caro, devido a uma pratica constante ao longo da minha existência, que ainda hoje continuo a cultivar, reforçada com os múltiplos escritos, disponibilizados ao longo de quase três décadas, sendo por muitos considerado uma escola de virtudes, servindo para um aproximar das pessoas congregando novas amizades pois, através da pratica desportiva, proporcionam-se novos conhecimentos e reforçam-se os laços que nos unem em torno de uma convivência saudável, tanto na grande zona arraiana, como por onde permanecemos, ao longo do ano.

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (13)

Passada a natural euforia e, decorrida toda esta árdua luta pela fundação da Casa, no sentido de manter vivo o sonho de ter em Lisboa uma Associação do Concelho, onde os sabugalenses tivessem o seu espaço de encontro, importa agora, darmos atenção às primeiras actividades culturais, desportivas e outras, que foram sendo levadas a cabo, tanto pela Comissão Instaladora, como pelos primeiros Corpos Gerentes, eleitos em Fevereiro de 1976.

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (12)

Parabéns, Casa do Concelho do Sabugal!… Muitos anos de vida!

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (11)

A Comissão Instaladora trabalhou, afincadamente, para a formação da primeira lista candidata aos Corpos Sociais, sujeita a eleições, vindo a ser eleita em Fevereiro de 1976, um ano após a oficialização da Casa, tomando posse de seguida e iniciando o mandato para que foi eleita.

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (10)

Antes de se chegar a esta situação, que permitiu um respirar de alívio e uma aparente normalização, em termos de receitas, no princípio de Agosto de 1975, disponibilizou-se o Dr. Seabra a custear a renda da Casa e outras despesas, enquanto não houve meios para o efeito, vindo a Comissão Instaladora a fazer um acerto de contas, logo que se proporcionou, sem qualquer benefício extra, como ele próprio impôs.

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (9)

Solucionado o problema da renda, com o aluguer de dois quartos, conforme já descrevemos, levando a uma cisão de alguns elementos, havia que seguir em frente, apesar deste contratempo.

AJP – Associação Juventude Pontense

Ainda é recente, a criação desta associação juvenil de Aldeia da Ponte, que teve a sua data de fundação, no dia 2 de Julho de 2004, sendo a sua constituição publicada em Diário da República, em 05 de Julho de 2006, depois de correrem todos os trâmites necessários à sua legalização.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaCom o aparecimento desta novel associação, Aldeia da Ponte conta, ainda, com mais duas, a Associação dos Amigos, já com uma longa história, a quem temos a intenção de dedicar alguns escritos e a Associação dos Caçadores e Pescadores, para além da Junta de Freguesia.
Já em tempos escrevi, que não é demais, embora o possa parecer, desde que as actividades e os assuntos sejam tratados correctamente, sem atropelos entre as várias entidades, que é o que se deseja, mostrando o dinamismo das nossas gentes da Aldeia, aumentando e reforçando a colaboração.
De entre as várias actividades da AJP, destaco algumas que figuram nos estatutos e se me afiguram essenciais: realização de provas desportivas, organização de festas, convívios e desenvolver o inter-câmbio com outras associações jovens das redondezas, podendo ser motivador para todos eles, na troca de experiências.
A AJP teve agora em Dezembro de 2008, as eleições para o próximo biénio 2009/2010, apresentando um Programa anual recheado de iniciativas.
AJP-Associação Juventude PontenseA referência à nossa mais jovem associação tem o condão de chamar à atenção para o que se vai passando nas diversas Aldeias pois, estas associações e outros movimentos vão trazendo algo de novo às povoações, nem que seja só o barulho e algum desassossego pois, gente jovem é sinónimo de mais um pouco de vida, mesmo que temporariamente, sendo sempre bem-vinda às Aldeias, cada vez mais desertificadas, merecendo atenção e o apoio das entidades oficiais do Concelho. Isto não significa, que este não exista já. Com certeza que sim.
Neste início de vida, ainda um pouco a gatinhar, os jovens da AJP têm demonstrado a sua vontade e dinamismo, na realização de alguns eventos dignos de registo, como as Capeias da Páscoa, passagens de ano, participação em torneios de Futebol e outras, debatendo-se com as habituais dificuldades, de quem está ainda, à procura de uma afirmação, que se espera duradoura e, se possível, um pouco, mais consolidada.
Sem querer tirar o mérito a quem por aí vive, longe disso, digamos que no caso da nossa Aldeia, a chegada de todas as férias e alguns fins-de-semana alargados, é sempre benéfica, bem como será a realização de todos os eventos previstos no Programa da AJP para 2009, contribuindo para um bom ano, trazendo de volta, muitos dos que não dispensam estas deslocações à nossa região.
Os que lá vivem já se habituaram a este rebuliço, provocado pela gente jovem, não se incomodando nada, antes pelo contrário, fazendo esquecer a monotonia da maior parte dos dias do ano, em que pouco ou nada acontece.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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A formiga companheira

Acabaram-se as mini-férias de Natal e Ano Novo, passadas na nossa Aldeia.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaJá em artigos anteriores descrevi, mais ou menos, como são passadas as nossas festas natalícias.
Por toda a Raia, as fogueiras acendem-se num ritual bem antigo, comemorando, deste modo, o Natal e o nascimento do Menino.
Em tempos mais antigos, raro era o ano, que não déssemos uma volta pelas outras Aldeias mais próximas, a avaliar as fogueiras, cumprimentar os amigos e beber um copo, que nos era servido, com gosto, pelos resistentes durante a noite, regressando à nossa Fogueira, permanecendo até ao romper do dia, acompanhados dos assados, na dita cuja, só depois recolhendo a casa, para um sono merecido. Belos tempos!…
No Ano Novo, acompanhámos a 1. ª Capeia do Ano, em Aldeia Velha, com destaque para o Mordomo, que tinha 3 anos, este começa cedo, pegando à Galha e tudo, agarrando-se bem aos paus do Forcão, embora com os pés no ar, que é que se esperava com aquele «cabedal» todo? Depois da volta à Praça, com a Charanga improvisada, veio pedir a Praça ao amigo Tó Maria Vinhas, autor e compositor, como sabem, da famosa canção Formiguinha, que deu grande brado, na sua época, por tudo o que é sítio.
A Capeia decorreu muito bem, para esta época, tendo a rapaziada esperado, a preceito, os touros ao Forcão, embora confesse, que não sou muito adepto de Capeias no Inverno, por uma questão de princípio. Mas se outros gostam e seguem a tradição, também por lá aparecemos a ver a malta e beber um copo, porque não? Passámos uma bela tarde com o Tó Maria, O Ti Domingos, o Alexandre e dois Espanhóis amigos, relembrando algumas histórias e recordando, com imensa saudade, o Ti Zé Ramos Casanova.
Passado o ano, ala de abalada até Lisboa para início do trabalho, no dia 5, segunda-feira. Chegado ao trabalho, tive uma bela surpresa, para início do ano, com a minha companheira formiga, que me acompanha, já há para aí, mais de dois meses, aparecendo, como que a saudar-me, depois de quase quinze dias de interregno. Estive uns minutos a observá-la, para trás e para diante, até que lá se foi à sua vida, deambulando pela secretária, até que resolva aparecer, novamente.
Foi um belo início de ano pois, a formiga representa muito, devido ao seu trabalho e organização em comunidade. Esta deve ter perdido a família, passando o tempo na minha mesa, tendo sempre um cuidado enorme, receando causar-lhe algum dano irreparável.
Antigamente, quando era garoto, acompanhava a minha Mãe, na rega das batatas e no outro «renovo» depois de engatada a nossa Burra à Nora, iniciando as intermináveis voltas com os olhos tapados, deborcando os copos bem cheios de água no tabuleiro de metal, enchendo bem a «regadeira» levando a água para bem longe, o meu passatempo era admirar as formigas, deliciando-me a seguir os enormes carreiros das ditas, até ao seu refúgio ou casa, onde armazenavam toda a espécie de alimentos, para os tempos difíceis que as esperavam.
Com certeza, que a todos vem à lembrança, a história da cigarra e da formiga. Enquanto aquela, passava o tempo a exibir-se e a cantar, esta, trabalhava arduamente, amealhando para tempos difíceis.
Que todos tenham uma formiga amiga por perto, para se lembrarem, que a vida é feita de trabalho e sacrifícios, devendo ser um exemplo a seguir, pois o futuro é imprevisível, nos dias de hoje.
Renovo para si, amigo leitor, os votos de um Bom Ano de 2009.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Natal 2008 e Ano Novo 2009

Aproxima-se o Natal e mais um Ano Novo se vai iniciar no calendário.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaTodos já conhecemos, por demais, esta época natalícia, repetindo-se, ano após ano, os tais desejos de Boas Festas, segundo as tradições de toda uma vida.
Uns concordarão, outros nem por isso, mas cada um é como cada qual, como dizia o «outro», não há muita volta a dar.
Para não nos estarmos a repetir, no artigo do ano passado, que disponibilizei por esta altura, já figuram umas quantas dicas, de como se passam as festas nesta região arraiana do nosso Concelho.
Umas serão mais esfusiantes do que outras, mas o que importa, é o rever de familiares e amigos que por lá moram e os que por lá vão aparecendo ao longo do ano, apesar do frio e, eventualmente, neve e gelo, que se perspectiva para estes últimos dias do ano de 2008.
Na nossa Aldeia, como é bem habitual, há muitos anos a esta parte, vão decorrer com a tradicional Fogueira de Natal, com os petiscos que os Mordomos de Santo António de 2009 proporcionam, em noite de grande animação, à roda da Fogueira e, uma semana depois, com a passagem de ano nos Balneários, organizada pelos jovens da A.J.P. – Associação Juventude Pontense, onde se passa uma bela noite animada de convívio e baile também.
Como o meu próximo artigo já vai calhar depois do Natal, aproveito a ocasião para desejar a todos, umas Boas Festas de Natal, um pouco antecipadas, devido ao calendário, apenas isso.
Igualmente, um Bom Ano Novo de 2009, apesar dos cenários que se perspectivam, não serem animadores, por aí além, mas isso já são outras “conversas”.
Em suma, façam o obséquio de passar umas Boas Festas e que os anseios desejados, se tornem em algumas realidades concretizadas, são os votos deste vosso amigo.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (7)

Face aos parcos recursos existentes e à falta de receitas, assegurada a sede ideal, como vimos no último artigo, vamos relembrar os factos da origem desta.

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (6)

Na Casa das Beiras continuaram as reuniões da Comissão Instaladora, trabalhando nos estatutos e discutindo outros assuntos de interesse para a Casa.

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (5)

Consumada a fundação da Casa, vamos agora destacar todo o trabalho da Comissão Instaladora, que passou a reunir na Casa das Beiras, situada no andar de baixo, mediante o pagamento de cem escudos mensais, a partir de 10 Julho de 1974, enquanto não se encontrou a sede própria, terminando as reuniões no Técnico, a partir desta data.

Convivio da Casa do Concelho do Sabugal

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (4)

Conforme referido nos escritos anteriores, o grupo que iniciou os encontros de sabugalenses em Lisboa, antes da primeira convocatória para as reuniões do Instituto Superior Técnico, foi constituído por João Leitão, José Correia, Álvaro Corte e Ramiro Matos, podendo ainda existir outros mais, que partilharam estes encontros. Como não há grandes registos, torna-se difícil a lembrança de mais nomes da época.

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (3)

Na sequência das reuniões no Instituto Superior Técnico são constituídos grupos de trabalho encarregues de algumas áreas, surgindo então, a colaboração de várias outras pessoas, principalmente, no esclarecimento dos direitos das populações no Concelho, nesta fase um pouco conturbada, proporcionando alguma voz e dando a visibilidade possível, a quem nunca a teve, por estas nossas bandas concelhias.

Dia de Todos os Santos

Todos os anos, o primeiro de Novembro torna-se num corrupio de viagens às nossas paragens, a fim de uma visita aos cemitérios, onde repousam muitos dos nossos familiares e amigos, descansando em paz, depois de uma vida plena de consumições e trabalhos, cuidando, o melhor que podiam e sabiam, de todos os seus.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaNesta época, as palavras repetem-se, mais ou menos semelhantes a outros escritos anteriores, não havendo muito, por aí além, que possamos acrescentar.
Os que, ainda por cá andamos, vamos fazendo pela vida, dentro do possível, homenageando os nossos ídolos, com mais uma visita carregada de simbolismo, não deixando cair as imensas recordações.
Este é um dia especial, todos o sabemos, de grande emoção e uma tristeza profunda, pois traz-nos à memória, muito do que passámos com todos aqueles que convivemos uma grande parte das nossas vidas, onde a romagem ao cemitério, sendo uma prioridade obrigatória, é, apenas, um pequeno tributo, a quem tanto nos deu.
Por ser o dia comemorado pela Igreja, é bem natural que leve toda a gente disponível aos cemitérios, até porque, a anteceder a romagem, há sempre uma missa por alma de todos os fiéis defuntos.
Apesar desta data ser importante, muitos outros «1 de Novembro» acontecem ao longo de todo o ano. Para tanto, basta uma deslocação às origens e, eis a oportunidade de uma visita à derradeira casa de quem já «partiu», reeditando o Dia de Todos os Santos. Seguramente, não deixa de ter a mesma emoção e simbolismo, apesar da menor visibilidade, mas que interessa esta? A intenção reconforta cada um e é bem mais importante do que tudo o resto.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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História da Casa do Concelho do Sabugal (2)

À chegada a Lisboa, todos os jovens oriundos da nossa região, tinham como poiso habitual, o famoso Café Império, na Alameda D. Afonso Henriques, bem próximo do Areeiro, onde mais tarde, haveria de se fixar a sede da Casa, ali confluindo, vezes sem conta, principalmente, depois de mais um dia de trabalho, onde, em amena cavaqueira, eram dissecadas as novidades das nossas terras, bem como as habituais sessões de jogar conversa fora, próprias da juventude irrequieta daquela época.

Esteves Carreirinha - Ecos da Aldeia - © Capeia Arraiana (orelha)

História da Casa do Concelho do Sabugal (1)

Já há algum tempo, que tinha em mente a abordagem à Casa do Concelho do Sabugal. Assim sendo, vou intercalando com o que tenho vindo a disponibilizar, alguns artigos que vão ter como tema, contributos sobre a embaixada sabugalense, assim considerada por muitos arraianos, cujo nascimento data do já longínquo ano de 1975 em Lisboa, dando a conhecer aos mais jovens, ou outros menos atentos, algumas actividades relevantes, que a Casa desenvolveu ao longo de mais de três décadas de existência.

Capeia da «Casa» em 6 de Junho de 2009

Tal como anunciado esta semana, está já em marcha, a Capeia Arraiana do ano de 2009, a largos meses de distância, a ter lugar no Campo Pequeno, a 2.ª desta nova era e a XXXI, desde o seu dealbar.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaSerá cedo, estranharão alguns, mas como diriam os antigos, é de manhã que se começa o dia, permitindo uma melhor preparação, havendo tempo suficiente para se estudarem algumas eventuais surpresas agradáveis para esta data, que se deseja de festa rija do Concelho de Sabugal, cá para estes lados.
A esta distância, também vai permitir dissecar alguns pormenores da anterior, levando a que se possa corrigir o que de menos bom aconteceu no ano passado, se bem que, para retorno ao Campo Pequeno, até correu de maneira bem satisfatória, melhor talvez do que muitos esperariam, dentro da bitola de tantas outras organizadas anteriormente, mas agora com outras condições, que a principal Praça do País proporciona.
As Capeias de Lisboa, noutros tempos, começavam a delinear-se por altura de Janeiro ou Fevereiro, decorrendo as reuniões com a Câmara de Lisboa, de modo a serem integradas nas Festas da Cidade a decorrer em Junho, como é bem conhecido, dando uma maior visibilidade tanto à Casa, como ao Concelho de Sabugal, pois o programa das festas era consultado por milhares de lisboetas, aportando ao Campo Pequeno outras pessoas, a acrescentar aos aficionados do Forcão.
Tão importante como a publicidade, que se vai desenvolver, será o passa-palavra, «falando-se» desta Capeia, havendo assim tempo para todos poderem programar este dia. Iremos mantendo viva esta notícia, ao longo dos meses, para não acontecer como nesta última, em que muitos outros não chegaram a saber.
Uma visita inesperada aos sites, pode proporcionar a leitura desta notícia, ocasionando a que muitos mais possam estar presentes neste espectacular acontecimento anual.
Na nova era de Capeias no Campo Pequeno, todos temos uma palavra importante, de modo a fazermos jus a uma tradição que é só nossa, constituindo uma bela oportunidade de a preservarmos, engrandecermos e tornarmos mais atractiva, acrescentando mais visibilidade ao Concelho de Sabugal na Capital, pelo menos nesta época, à falta de outros acontecimentos, que levem a nossa terra a ser badalada em tudo o que é sítio, com destaque para a impressa falada e escrita, publicitando, um pouco mais, o interior, já de si votado ao esquecimento por muitas circunstâncias conhecidas, mas isto, são contas de outro rosário.
Desde o ano de 1978, a Capeia de Lisboa, com uma ou outra dificuldade pontual, é certo, foi cumprindo a sua missão, trazendo uma mais valia para o nosso Concelho, levando a que de outras regiões nos visitem, nas tradicionais festas e Capeias de Agosto, que pela raia sabugalense vão tendo lugar todos os anos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Festival do Forcão – Soito 2008

Decorreu no dia 16 de Agosto de 2008, o XXIII Festival do Forcão, realizado na Praça Municipal, localizada na Vila do Soito.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo é habitual acontecer, todas as equipas participantes das Freguesias compareceram ao desfile inicial na arena, antes das palavras da praxe do Vice-Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Sr. Dr. Manuel Corte, que deu as boas vindas, saudando as equipas, bem como todos os arraianos presentes.
A Organização esteve a cargo de Aldeia do Bispo e Foios, com as formações a desfilar pela ordem do sorteio, como sempre, debaixo dos aplausos da assistência, principalmente das suas claques, incentivando os seus representantes na espera do touro ao Forcão.
Também aqui, tal como referi no artigo sobre as Capeias de 2008, é subjectivo designar algum vencedor, embora seja de somenos importância este aspecto, há muitos anos a esta parte, pois o que se pretende com este espectáculo é uma jornada de propaganda, acrescido de um convívio alargado entre as Aldeias, reforçando o Festival com esta tradição bem característica da região arraiana do Concelho de Sabugal.
Calhou em sorte à equipa dos Forcalhos abrir a faena, seguindo-se Alfaiates, Lageosa, Aldeia Velha, Soito, Ozendo, Aldeia do Bispo, Foios, cabendo no final, à equipa de Aldeia da Ponte o encerramento deste Festival.
Festival «Ó Forcão Rapazes-2008De um modo geral, todas as equipas estiveram à altura do acontecimento, esperando bem os touros, que foram marrando ao Forcão, cumprindo a sua parte no Festival, fornecidos para esta Capeia pelo amigo Romeu de Aldeia Velha, destacando-se nas restantes lides, as equipas do Soito e Aldeia da Ponte, culminando ambas, com o agarrar do seu touro em plena arena, debaixo dos fartos aplausos da assistência.
Outras habilidades nas lides aconteceram, com os habituais especialistas destes momentos, a darem nas vistas, recortando bem os touros, arrancando, também eles, algum merecido aplauso das bancadas.
Para o ano, mais outro Festival estará na calha, como vem sendo hábito, ao longo destes últimos 23 anos, colorindo a raia, com mais esta manifestação genuína da «espera» dos touros ao Forcão.
Terminado o Festival, foi a hora do convívio continuar nas imediações da Praça, seguindo-se o merecido jantar das diferentes equipas participantes, comentando-se, como não podia deixar de ser, as incidências do Forcão e das lides, cientes do dever cumprido em mais uma jornada de boa disposição, que todos os momentos das Capeias sempre proporcionaram, ao longo dos tempos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Capeias na Raia – Agosto de 2008

Tal como sempre acontece, o mês de Agosto ganha o encanto especial com o regresso de uma grande maioria dos arraianos às suas terras de origem, cujas, proporcionam todo o tipo de divertimentos e actividades, sejam sociais, desportivas bem como as festas tradicionais, complementadas com as Capeias, que irrompem por toda a nossa região, bem cedo, vindo a terminar próximo do final do mês, despedindo-se até ao ano seguinte, onde a espera é interminável. Como custa a passar o tempo…

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaDe uma maneira geral, as Capeias decorreram dentro da normalidade esperada em toda a raia, com belíssimos Encerros, acrescidos com as esperas ao Forcão e outras tantas lides dos touros, pelos rapazes, bem acolitados pelos mais velhos, cuja experiência e saber, são sempre de ter em consideração.
Um ou outro susto também aconteceram, sem consequências de maior, como é hábito, ou não fossem as Capeias espectáculos de risco.
Será sempre, um pouco, subjectivo destacar uma ou outra Capeia, devido à dimensão das Praças nas diferentes Aldeias. Nas mais pequenas proporciona-se, eventualmente, mais marradas ao Forcão, pois os touros quase são «obrigados» a bater, não têm grande alternativa de espaço, enquanto nas praças mais espaçosas com uma arena ampla, por vezes, acontece os rapazes do Forcão serem obrigados a ir à procura do touro, quando este não está pelos ajustes, obrigando a um maior desgaste da rapaziada, mas nada que os perturbe, por aí além.
Como se costuma dizer, a Capeia da nossa terra é sempre melhor que a das outras, servindo isto para reavivar uma discussão saudável, em torno de um acontecimento que mexe com todos nós.
Em suma, nas diferentes Aldeias cumpriu-se a tradição ancestral das festas, abrilhantadas com os espectaculares Encerros, seguidos pelas Capeias a condizer, para gáudio dos que tiveram a fortuna de poder estar presentes, convivendo e bebendo muitos copos, pois então, nada que não seja, também, da ordem e obrigatório, em dias de Capeia.
Para o ano, outras mais haverá em Agosto, se bem que, pelo Ano Novo, Carnaval, Páscoa e, eventualmente, Junho, outros espectáculos semelhantes aconteçam na raia Sabugalense.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Festas de Santo António – Aldeia da Ponte – 2008

Aí está o mês de Agosto, mesmo à nossa frente, onde de tudo um pouco vai acontecer, com as realizações características deste mês, onde as festas de cada Aldeia são dedicadas, principalmente aos emigrantes, que lá longe anseiam pela chegada deste pequeno período de férias.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaOs Mordomos de Santo António de Aldeia da Ponte divulgaram já o seu Programa das festas, que promete uns momentos bem animados, incluídos na festa profana, complementados com a festa religiosa em honra do nosso Santo, merecendo de todos, uma enorme devoção, que já teve uma primeira, na sua data de origem, ou seja em 13 de Junho, a que também já nos reportamos na devida altura.
Como se pode observar pelo Programa, vamos ter uns dias bem cheios, onde a variedade de realizações está bem contemplada.
Para além das outras programações desde o início do mês, contemplando essencialmente a juventude com as actividades desportivas e outras, já divulgadas, que se esperam sejam do agrado de todos os que antecipam a sua vinda para a nossa Aldeia.
Os destaques vão, inteirinhos, para os dias fortes das festas, como não podia deixar de ser, culminado no dia 15 com a tradicional Capeia, antecedida do Encerro a cavalo na Praça de Touros, encerrando-se deste modo os festejos em honra de Santo António-2008.
Também as outras Aldeias vão divulgando os seus aliciantes programas, como é bem habitual na raia sabugalense, esperando pela visita dos que não perdem estas oportunidades.
Com a chegada das férias, queria deixar uma palavra de agradecimento, para si, caro amigo leitor, que fez o obséquio de me «acompanhar» neste último ano, lendo os meus artigos, dedicados especialmente à minha Aldeia, incluindo outros, dedicados à nossa região, que se justificaram pela sua oportunidade. Tentámos, o melhor que pudemos e soubemos, promover a nossa Aldeia, bem como a grande região sabugalense, da qual fazemos parte.
Bem-haja pelo seu tempo e pela paciência dispendidos na leitura. Espero que tenha sido do seu agrado, apesar de algumas eventuais falhas, que estão sempre à espreita, não me livrando de acontecer.
Vamos interromper a escrita durante este período. Em Setembro tentaremos recomeçar com outros escritos, reportando mais algumas histórias.
Faça o favor de ter umas boas e reconfortantes férias.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Os jovens da Raia

Aproximam-se, a passos largos, as férias e as diversas festas anuais arraianas. Todo o Concelho, especialmente a Raia, onde nos inserimos, é invadido por uma juventude ansiosa e ávida de divertimentos e actividades proporcionadas pelas festas e Capeias, ponto alto das comemorações nas diferentes povoações.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaÀ nossa Aldeia vai chegando, em primeiro lugar, toda uma imensa juventude, pois terminadas as aulas mais os exames, é vê-los regressar contentíssimos, antes dos pais, para a companhia dos avós ou outros familiares, libertando-se um pouco da rigidez de um ano de estudo, dando asas a uma liberdade quase total, que só as nossas terras sabem proporcionar.
Há muitos anos a esta parte, as nossas Aldeias ganham cada vez mais, uma nova vida, com o bulício dos jovens, a vida que transportam, mais o gosto por este período de repouso, nas origens dos seus antepassados.
A todos nós compete-nos, um pouco, acompanhá-los e, se possível, orientá-los o melhor que soubermos, proporcionando-lhes as diversões possíveis neste período, tendo os Mordomos das Festas um papel preponderante na organização das actividades, sejam desportivas ou outras, ajudando a concentrar a rapaziada jovem, mantendo-os ocupados com as diferentes programações das festas.
Aldeia da Ponte tem sido fértil em actividades no Verão, conseguindo manter a grande maioria da juventude mais ou menos ocupada, com as inúmeras realizações neste mês de Agosto. O mesmo se passará nas outras aldeias, servindo bem estes objectivos.
Estamos a lidar com muitos dos homens de amanhã, é importante que se realce e toda a juventude merece um pouco do nosso esforço.
Por ali andaremos, como é bem habitual da nossa parte, convivendo, petiscando e bebendo um copo, jogando também alguma, muita, conversa fora.
Bons divertimentos para a malta nova são os nossos desejos. Aproveitem bem as coisas boas, que as férias na nossa zona, a todos proporcionam.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Férias – só já falta um «carchinho»!

Quando começo a escrever estas poucas linhas, encontramo-nos a pouco mais de um mês das ansiadas férias, vacances ou vacaciones, na nossa região, o tal «carchinho» que falta, desfrutando o merecido descanso, ou talvez não, pois quando nos deslocamos para a raia, repousa um pouco o espírito, é certo, mas o corpo não descansa por aí além, ainda se cansa mais, tais são as actividades, todas de enfiada, com as festividades e Capeias jorrando todos os dias, não se resistindo muito às atracções dos divertimentos genuínos das nossas paragens.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaNas férias, nem pensar em escrever, não há grande tempo, nem disposição para a devida concentração, afinal de contas, férias são férias…
Nesta altura do ano, com a ansiedade da abalada para a Aldeia, vamos fazer uma pequena pausa nos escritos, à semelhança do ano passado, podendo surgir, eventualmente, alguma novidade que se justifique, pois não se pense que é uma tarefa fácil, reescrever histórias da nossa Aldeia ou de outros assuntos, antes pelo contrário, exige um enorme esforço e consome inúmero tempo de que não dispomos muito, nesta altura, quando o pensamento já mora lá para os lados de cima, que todos bem sabem.
Apenas um interregno breve, retomando depois das férias com mais alguns temas e mais tempo, para repensar outros escritos, pois matéria não deixará de aparecer.
Os emigrantes amigos estão aí a chegar, tal como nós, também eles para o merecido repouso, depois de um árduo ano de trabalho, reencontrando o afecto de familiares e amigos, restabelecendo as energias e revivendo as tradições anuais, por que tanto anseiam, ao longo do ano, mais parecendo que o tempo nunca mais passa, acabando por chegar sempre o momento da partida, lá de bem longe, fazendo subir um pouco a adrenalina, tal é a pressa em iniciarem o caminho, rumo ás suas origens.
Cá os esperamos, fazendo votos para que cheguem bem e de boa saúde, reeditando as conversas, interrompidas no ano passado.
Neste mês, haverá tempo para um pouco tudo, apesar das férias passarem a correr, por demais, como se constata facilmente. Será melhor, nem sequer pensar nisso. Venham elas, que serão bem-vindas, principalmente, para os que estão mais longe, sofrendo um pouco mais, devido à distância. Nós, por aqui, temos outras facilidades, a começar pela redução desta última, bem como mais oportunidades de fins-de-semana alargados, ou outras ocasiões especiais, que justificam uma fugida à nossa origem.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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Capeia de São Pedro em Aldeia da Ponte

A Capeia da Festa de São Pedro ainda tem uma vida curta, visto ter início apenas em 2004, quando os Mordomos deste ano, resolveram implementar esta jovem tradição, regressando à velhinha praça, no centro da povoação.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaA antiga praça traz à memória inúmeras recordações de tempos que já lá vão, onde os Encerros e as Capeias eram dominados pelos touros do Natcho, vindos da Nave Atalaia, apresentando-se finos e corpulentos, de cornos bem afiados.
Pelo quarto ano consecutivo vai assistir-se, a mais uma largada pelas ruas da Aldeia, desembocando na velha praça, tapada com reboques de tractores, juntamente com umas tantas cancelas, que lá no alto da nova Praça de Touros, dão vida aos diversos Encerros, nas restantes Capeias do ano.
Encravada entre a de Junho e Agosto, organizadas estas, pelos Mordomos das Festas de Santo António, esta é uma realização especial, onde se revivem as emoções do passado, que não é assim tão distante como isso, atendendo a que a última de Agosto, ali realizada, foi há cerca de 29 anos.
O programa é semelhante aos dos últimos anos, contemplando, no Sábado, dia 28, para além da Capeia, com os touros do Ganadeiro Romeu, a tradicional merenda depois da Capeia, oferecida pelos Mordomos, seguindo-se o baile pela noite dentro, como de costume.
No Domingo, a festa culminará com a missa e procissão de São Pedro, como manda o figurino da tradição religiosa.
A, sensivelmente, um mês do início dos tradicionais festejos de Agosto, a Capeia de São Pedro, tal como outras, que se realizam ao longo do ano, vai trazer mais uma animação, lá para as nossas bandas arraianas.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

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