Category Archives: Contraponto

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Repovoar o interior de Portugal

A despopulação é um problema notório e muito propalado quando se fala no interior de Portugal. Em contraponto, muitas cidades do litoral estão pejadas de gente, tornando a vida num frenesim estonteante. Haverá forma de cativar para o campo os que estão fartos de viver nas cidades?

As famílias poderão vir a optar pelo interior

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Inovar no espaço transfronteiriço

É crucial dar impulso à Investigação e Inovação nas regiões transfronteiriças, trabalhando de mãos dadas com as terras de Espanha que nos são vizinhas.

Innoace – um projecto que incentiva a inovação transfronteiriça

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Gerir uma pequena ou média empresa

A boa gestão das pequenas e médias empresas, que são afinal a maioria das firmas existentes, pode ser o garante de uma actividade económica viva e dinâmica da região em que as mesmas estão implantadas.

A difícil gestão das PME

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A dinâmica estudantil no interior

As escolas superiores do interior do país estão a apostar no futuro, facultando cursos de ampla diversidade temática e duração temporal, boa parte voltados para estudantes estrangeiros, nomeadamente provindos de países de língua oficial portuguesa.

O IPG aposta nos estudantes internacionais

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A acção do deputado municipal

A Assembleia Municipal é, em teoria, o órgão autárquico mais importante, porque reúne o poder deliberativo com a função de fiscalizar a acção do executivo municipal. Porém a realidade é bem diferente.

Assembleia Municipal do Sabugal - Capeia Arraiana

Assembleia Municipal do Sabugal – Capeia Arraiana

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Digitalizar o interior

Quem vive e trabalha no interior deve ter direito a serviços digitais rápidos e eficientes, só assim, neste caminho de futuro, as terras mais afastadas do litoral poderão beneficiar dos novos paradigmas do desenvolvimento económico-social.

Uma sociedade digital

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O futuro da Agro-Raia

A feira agrícola da raia vive em constante itinerância. Julgo, porém, que essa prática «democrática», no respeitante ao local da sua realização, prejudica a afirmação do evento enquanto grande mostra da capacidade económica da região.

AgroRaia em Malcata – um certame que precisa de crescer (foto CM Sabugal)

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O caminho errático dos eventos concelhios

A Intervenção do deputado municipal João Aristides Duarte, na última Assembleia Municipal, tocou num ponto-chave da fraca atratividade dos eventos organizados pela Câmara do Sabugal: não têm continuidade, mudam de nome e seguem uma programação errática, ao sabor das marés.

Sabugal Surpreenda os Sentidos – um evento que perdeu continuidade

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O desenvolvimento para a Economia Circular

Assim como se fala em desenvolvimento sustentável, também ganhou expressão a ideia do desenvolvimento em Economia Circular. É que um conceito está intimamente ligado com o outro e qualquer estratégia de desenvolvimento regional deve levar isso em conta.

O Fundo Ambiental apoia projectos ligados à Economia Circular

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Centro de Interpretação do Castelo do Sabugal

A proposta para a criação do Centro de Interpretação do Castelo do Sabugal foi apresentada por Romeu Bispo, num artigo publicado no Capeia Arraiana há mais de um ano. É uma ideia meritória que deve ser levada à prática, porque valoriza o castelo das cinco quinas e a história do concelho do Sabugal.

Castelo do Sabugal

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A importância da sustentabilidade

Não há programa que não fale em desenvolvimento sustentável. Mas importa saber o que é a sustentabilidade e como ela deve ser encarada ao nível local ou regional. Num concelho como o do Sabugal, a sustentabilidade é relevante para o seu futuro.

Educação para a sustentabilidade

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A falta de unidades hoteleiras

A escassez de unidades hoteleiras no concelho do Sabugal para fazer face a um afluxo anormal de turistas ou para suporte a eventos especialmente atractivos, tem que se resolver pelo mercado, numa resposta à procura, e não por deliberação administrativa do Município.

Residencial Robalo – uma das poucas unidades hoteleiras do concelho do Sabugal

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Sabugal capital do envelhecimento

O Município sabugalense organizou um simpósio sobre o envelhecimento saudável, complementado com uma feira social. Face ao sucesso do evento, lançou-se uma palavra de ordem: Sabugal capital do envelhecimento activo!

Envelhecimento activo

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O vinho e a literatura

Voltemos ao tema do vinho, bebida que provoca paixões. O vinho é tido por uns como amigo divinal e companheiro das boas e más horas da vida, mas para outros ele é um nefasto produto da existência humana.

Lázaro magicava mil artimanhas para escorripichar o vinho, que era o seu melhor sustento

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O vinho e a religião

O fruto da vinha ocupa, desde os primórdios da humanidade, um lugar-chave na vida social. Pode dizer-se que o vinho está em tudo presente: na alimentação, nos rituais, no trabalho e na convivência. Como o vinho provém do trabalho na vinha, tarefa dura e exigente, ele emana da virtude.

O vinho faz parte do ritual litúrgico

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O vinho do pobre

Antigamente nas nossas aldeias, o pobre, que não podia passar sem vinho, deborcava toda a zurrapa que lhe viesse aos queixos, fosse ela oferecida ou comprada a baixo preço na taberna.

Bebendo pela borracha (ou bota)

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Caldo escoado – outra receita esquecida

O raiano, avezado à alimentação frugal, tem por tradição emborcar a côdea com peguilho, empurrada a golpes de verdasco. Sentando-se porém à mesa, em família ou na carava dos amigos, aprecia deglutir suculento repasto.

Panela de Ferro ao Lume - Capeia Arraiana

Panela de Ferro ao Lume – Capeia Arraiana

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Torresmo – uma iguaria gastronómica

Há pequenos e simples petiscos que são verdadeiros acepipes. Exemplo disso é o torresmo, iguaria com fortes raízes na tradição popular gastronómica, advinda de tempos de muita provação, onde a necessidade se juntava ao esmero na confecção.

Torresmos

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Burzigada – uma ementa esquecida

Chegando o frio, logo os grunhidos do porco em estertor atroavam nas aldeias, porque as famílias andavam em ronda de ajuda mútua, nas matanças, num sinal dos trabalhos comunais que se herdaram de outrora. Em muitas casas havia uma ementa que costumava ir à mesa comum nesse dia: a burzigada.

Panela ao lume

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A ceva do marrano

A alimentação do porco que se destinava à matança assumia cuidados especiais, tendo em vista usufruir de boa carne e de produtos derivados da melhor qualidade. A ceva era inteiramente garantida por alimentos naturais, tirados da terra, o que dava à carne do suíno características únicas.

A ceva é a boa alimentação do porco

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Morcela – um enchido de eleição

A azáfama das mulheres na matança dura toda a jornada e chega a entrar pela noite dentro. Era nesse dia que se confeccionavam as morcelas, o primeiro enchido a ir para o fumeiro. Feito à base de sangue e pão, é um dos melhores acepipes tradicionais, fruto dos temperos que lhe assistem.

Morcela

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Os petiscos da matança

Em tempos idos, nestes dias gélidos de inverno, a acalmia das aldeias era entrecortada pelo guinchar dos porcos em estertor, sucumbindo à faca sangradeira. O ritual da matança visava angariar alimento para longos meses, mas naquele dia a lambarice sobrevinha perante os petiscos que o momento proporcionava.

A matança do porco

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Bucho raiano – um prato de excelência

Nas nossas terras raianas, parte significativa da mostra gastronómica de raiz popular está nos enchidos, aqui anexos à matança do porco e ao aproveitamento de todas as suas partes. O bucho é o enchido de maior valor gastronómico e, por isso, aquele que melhor pode contribuir para a valorização económica da região.

Travessa com bucho, morcela, farinheira e grelos de nabo

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

O património culinário raiano

O património gastronómico de uma região constitui um potencial económico que importa aproveitar. No caso do concelho do Sabugal, o nosso povo soube sempre colher os prazeres da boa culinária, ainda que houvesse tempos muita míngua. Vamos falar dessa nossa abonada e diversificada gastronomia e das formas como dela podermos tirar o melhor partido.

Panelas de ferro ao lume

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Entrevista a Pinharanda Gomes (3)

Estávamos em Junho de 2011, Jesué Pinharanda Gomes recebeu-nos em sua casa, no escritório recentemente despido dos milhares de livros que cedera à Câmara Municipal do Sabugal para constituir um acervo bibliográfico que daria depois lugar ao Centro de Estudos com o seu nome. Então com 71 anos, o pensador falou-nos da sua infância, dos ascendentes e outros familiares, dos amigos e da vida dura, mas feliz, em Quadrazais. (A terceira de três partes).

A Obra e o Pensamento - Josué Pinharanda Gomes - Capeia Arraiana

Jesué Pinharanda Gomes

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Entrevista a Pinharanda Gomes (2)

Estávamos em Junho de 2011, Jesué Pinharanda Gomes recebeu-nos em sua casa, no escritório recentemente despido dos milhares de livros que cedera à Câmara Municipal do Sabugal para constituir um acervo bibliográfico que daria depois lugar ao Centro de Estudos com o seu nome. Então com 71 anos, o pensador falou-nos da sua infância, dos ascendentes e outros familiares, dos amigos e da vida dura, mas feliz, em Quadrazais. (A segunda de três partes).

O filósofo Pinharanda Gomes nasceu há 78 anos em Quadrazais

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Entrevista a Pinharanda Gomes (1)

Estávamos em Junho de 2011, Pinharanda Gomes recebeu-nos em sua casa, no escritório recentemente despido dos milhares de livros que cedera à Câmara Municipal do Sabugal para constituir um acervo bibliográfico que daria depois lugar ao Centro de Estudos com o seu nome. Então com 71 anos, o pensador falou-nos da sua infância, dos ascendentes e outros familiares, dos amigos e da vida dura, mas feliz, em Quadrazais. (A primeira de três partes).

Cantadeiras de Quadrazais com Pinharanda Gomes no Sabugal

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Pinharanda Gomes – a infância em Quadrazais

Quadrazais, terra raiana do concelho do Sabugal, foi o berço de Jesué Pinharanda Gomes, que nasceu em 1939, a 16 de Julho, verão pleno. Numa longa entrevista que nos deu em 2011 (há sete anos), o pensador e escritor quadrazenho, que recentemente foi agraciado com o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade da Beira Interior, contou-nos como foi a sua infância.

No dia 20 de Março a UBI distinguiu Pinharanda Gomes

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Os ovos na gastronomia raiana

Para perceber o que era a alimentação genuinamente raiana temos de ir ao encontro da gente mais antiga, porque a modernidade trouxe a normalização das ementas através da bitola citadina.

Peixinhos da horta – um acepipe de eleição

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Valorizar a biomassa florestal

O aproveitamento da biomassa residual florestal é uma das chaves para uma melhor política florestal. Limpar a floresta e evitar os incêndios pode também contribuir para o aproveitamento de uma potencialidade económica para os territórios do interior.

Floresta – um potencial a explorar

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Campanhas promocionais corporativas

A comunicação desempenha um papel fundamental na gestão dos municípios, especialmente na sua interacção com as populações. Porém na forma de informar e sensibilizar vem ganhando relevo a chamada promoção corporativa.

Promover a Serra como destino turístico regional

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Captar imigrantes empreendedores

A realização das Web Summits em Portugal e a aposta constante no empreendedorismo, criaram condições para o acolhimento da inovação trazida pelas pequenas empresas emergentes de base tecnológica (startups), o que dá uma oportunidade ao interior do país.

Programa Startup Visa – uma oportunidade para o país

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Ausência de políticas de coesão territorial

A criação da Unidade de Missão para a Valorização do Interior e a consequente aprovação do Programa Nacional de Coesão do Território, não significaram até agora nada de novo para os territórios do interior do país. Teme-se que a montanha volte a parir um rato, porque as expectativas estão a gorar-se para a tomada de medidas que possam reverter uma situação insustentável.

É preciso salvar o interior de Portugal

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Águas residuais – aproveitar o Interreg

O programa Interreg V apoia e financia projetos de reutilização de águas residuais em pequenos aglomerados urbanos, uma acção à medida do concelho do Sabugal que precisa de aproveitar a oportunidade para resolver os problemas que subsistem.

Estação de Tratamento de Águas Residuais

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Promover os bons sabores outonais

Estão aí os bons sabores do Outono e também as feiras e outros eventos que os promovem por todo o País. Porém no Sabugal, terra de boa castanha e de apreciados cogumelos, não se aproveitam as potencialidades desses produtos.

Castanha – um produto de grande potencial para a gastronomia

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Apostar na transparência da acção municipal

Urge reformar o Município do Sabugal de modo transformá-lo numa organização de todos e para todos, garantindo uma ligação mais constante com os munícipes, mantendo as portas abertas à participação cívica, dando voz a quem quer exprimir-se e apresentar sugestões.

Criar o Fórum Cívico

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Uso e ocupação do solo – a chave do problema

Face à tragédia dos incêndios questionamo-nos como foi possível chegar aqui. Mas é bom de ver que foi o abandono do solo agrícola que criou as condições para que os rotineiros fogos florestais atingissem este ano proporções inimagináveis. A Política Agrícola Comum impôs medidas que conduziram a este desastre.

Foi o abandono do solo agrícola que nos levou ao desastre

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O Sabugal face ao relatório dos fogos florestais

Com o debate centrado na responsabilização política, não se olha com profundidade para o relatório da Comissão Técnica Independente aos incêndios de Junho. É que ele aponta caminhos onde o poder local pode e deve ter papel primordial e o Município do Sabugal ganhará em analisar o relatório e começar já a preparar o futuro.

Desmatar e ocupar o solo é fundamental para a prevenção do incêndios

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Sistema Integrado de Gestão da Aprendizagem

À semelhança do que já acontece na maioria dos Municípios, o Sabugal precisa de dinamizar o Sistema Integrado de Gestão da Aprendizagem (SIGA), de modo a acompanhar a evolução da actividade das escolas do concelho e a desenvolver estratégias integradas que melhorem o ensino.

O SIGA permite uma interacção total entre a comunidade educativa

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Eleições no Sabugal – o caminho para o abismo

Perdeu-se uma oportunidade de ouro para alterar o estado a que chegou o concelho do Sabugal. A uma maioria sem ideias nem capacidade para governar o concelho, junta-se uma oposição fragilizada e sem possibilidades para dar futuro promissor às nossas terras.

Sabugal – um Município sem futuro promissor