Category Archives: Teatro

As preferências das actrizes em 1930

Nos anos 30 do século passado, o ambiente artístico (salvaguardando questões de época) era como agora, prevalecendo, para além da competência e da mestria, sinais de trivialidade. É o que ressalta de um inquérito feito às actrizes portuguesas mais notáveis daquele tempo.

Maria Clementina preferia os cigarros Abdula

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Teatro no Capítulo da Confraria do Bucho

Um momento de expressão dramática, protagonizado pelo grupo de Teatro Guardiões da Lua, da Quarta-Feira, é novidade do Capítulo deste ano da Confraria do Bucho Raiano, que se realiza no dia 25 de Fevereiro no Auditório Municipal do Sabugal.

Os Guardiões da Lua representando a peça «Maria Mim» no castelo do Sabugal

Os Guardiões da Lua representando a peça «Maria Mim» no castelo do Sabugal

Brasão da Freguesia da Bendada - Sabugal - Capeia Arraiana

Semana Cultural de Natal leva 2500 à Bendada

Mais de 2500 espectadores assistiram aos 15 eventos que marcaram a Semana Cultural de Natal, entre 20 e 27 de Dezembro de 2015, na Casa da Música da Bendada. O Capeia Arraiana, que considerou como Acontecimento do Ano 2015 a dinâmica da Sociedade Filarmónica Bendadense (SFB), publica a notícia sobre o que aconteceu na Semana Cultural de Natal, assinada pelo presidente da direcção da SFB, Filipe Fernandes.

O piano da Casa da Música da Bendada

O piano da Casa da Música da Bendada

TMG - Teatro Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana

«A Cantiga é uma Arma» no TMG

De 15 a 17 de Abril, o Teatro Municipal da Guarda (TMG) promove através do seu Serviço Educativo a oficina «A Cantiga é uma Arma», sobre o 25 de Abril e o canto de intervenção, orientada pelo músico César Prata.

Sabugal - © Capeia Arraiana (orelha)

Maria Mim em Teatro no Sabugal

O grupo de teatro Guardiões da Lua, da Quarta-Feira, leva à cena a peça «Maria Mim», baseada no livro homónimo de Nuno de Montemor, cuja estreia está prevista para o dia 29 de Março (sábado), pelas 20h45, no Auditório Municipal do Sabugal.

Maria Mim em versão teatral

Maria Mim em versão teatral

TMG - Teatro Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana

Comédia com «Os improváveis» no TMG

O Teatro Municipal da Guarda (TMG) apresenta no próximo dia 2 de Novembro, sábado, o espectáculo de humor e improviso “Os improváveis”. Um espectáculo hilariante onde tudo pode acontecer: não há guiões nem cenas pré-ensaiadas, o conteúdo é totalmente original e improvisado, criado com genialidade em tempo real. O público participa ao longo de todo o espectáculo de forma activa, dando sugestões de locais, personagens, profissões e situações para os actores improvisarem. O público pede e eles fazem. Cada espectáculo é único e irrepetível!

«Os Improváveis» no TMG

«Os Improváveis» no TMG

TMG - Teatro Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana

«Barriga da baleia» no TMG

No sábado, dia 19 de Outubro, o TMG apresenta o espectáculo «Barriga da baleia», de António Jorge Gonçalves. Trata-se de uma actividade integrada na iniciativa Famílias ao Teatro e que será apresentada em duas sessões na Caixa de Palco do Grande Auditório: às 11h00 e às 16h00. O espectáculo é para maiores de 4 anos.

Espectáculo «Barriga da Baleia»

Espectáculo «Barriga da Baleia»

TMG - Teatro Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana

TMG abre temporada com «Prometeu»

O espectáculo multimédia «Prometeu», da companhia portuguesa LaFontana – Formas Animadas, é o primeiro espectáculo da nova temporada do Teatro Municipal da Guarda (TMG), que sobe ao palco do Pequeno Auditório, no sábado, dia 14 de Setembro, pelas 21h30.

Espectáculo «Prometeu»

Espectáculo «Prometeu»

Aldeia Histórica Sortelha - Sabugal - Capeia Arraiana (orelha)

A Viagem do Elefante em Sortelha

O espectáculo comunitário de teatro de rua «A Viagem do Elefante» vai a Sortelha no dia 27 de Julho, sábado, pelas 22 horas. Trata-se de uma produção do Trigo Limpo teatro ACERT em coprodução musical com Flor de Jara (Espanha) e em parceria com a Fundação José Saramago.
ACTUALIZADO

A Viagem do Elefante

A Viagem do Elefante

Sabugal - © Capeia Arraiana (orelha)

Sabugal viaja aos anos 20

O Castelo do Sabugal e a sua envolvente vão reviver o início do século XX, através de uma recriação histórica designada «Sabugal, Surpreenda os Sentidos – Viagem aos Anos 20».

Sabugal regressa aos tempos do «Motim do Aguilhão»

Sabugal regressa aos tempos do «Motim do Aguilhão»

TMG - Teatro Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana

The Gift actuam no TMG

Os The Gift actuam na próxima sexta-feira, dia 28 de Junho, pelas 21h30 no Teatro Municipal da Guarda (TMG). A banda traz as suas mais recentes criações ao palco do Grande Auditório com «Primavera/Explode».

The Gift

The Gift

Aldeia Histórica Sortelha - Sabugal - Capeia Arraiana (orelha)

Festival Ibelfolk volta a Sortelha

A quarta edição do Iberfolk, festival de música tradicional com créditos firmados nas terras sabugalenses, volta a realizar-se em Sortelha, palco das suas últimas duas edições. Acontecerá de 28 a 30 de Junho e é grande a expectativa face aos bons grupos musicais anunciados no programa.

Cartaz do IV Iberfolk

Cartaz do IV Iberfolk

TMG - Teatro Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana

TMG recria folhetim de rádio

«Simplesmente Maria», é o folhetim de rádio que vai ao palco do Teatro Municipal da Guarda (TMG), que também apresenta proximamente um filme de Michael Haneke e uma exposição de pintura de Ambrósio Ferreira, bem como uma conversa com o político e homem de cultura Ruben de Carvalho.

O folhetim de rádio em palco

O folhetim de rádio em palco

Guarda volta a julgar o Galo do Entrudo

A cidade da Guarda apresenta no dia 11 de Fevereiro uma nova edição do espectáculo «Julgamento e Morte do Galo do Entrudo», que se iniciará pelas 21h30 no Jardim José de Lemos e dali seguirá para a Praça Luís de Camões, no centro histórico da cidade.

«Linhas de Wellington» no TMG

O filme português «Linhas de Wellington», realizado pela chilena Valeria Sarmiento, é a sugestão cinéfila do Teatro Municipal da Guarda TMG para a próxima terça-feira, dia 30 de Outubro. O filme passa às 21h30 no Pequeno Auditório.

Trata-se de uma reconstituição do ambiente histórico das invasões francesas protagonizada por John Malkovich, IsabelleHuppert, Nuno Lopes e Soraia Chaves. Parte das filmagens desta longa metragem decorreram no distrito da Guarda, mais precisamente em Folgosinho.
Sobre a história, tudo começa em 27 de Setembro de 1810, quando as tropas francesas comandadas pelo marechal Massena, são derrotadas na Serra do Buçaco pelo exército anglo-português do general Wellington. Apesar da vitória, portugueses e ingleses retiram-se a marchas forçadas diante do inimigo, numericamente superior, com o objectivo de o atrair a Torres Vedras, onde Wellington fez construir linhas fortificadas dificilmente transponíveis. Simultaneamente, o comando anglo-português organiza a evacuação de todo o território compreendido entre o campo de batalha e as linhas de Torres Vedras, numa gigantesca operação de terra queimada, que tolhe aos franceses toda a possibilidade de aprovisionamento local. É este o pano de fundo das aventuras de uma plêiade de personagens de todas as condições sociais – soldados e civis; homens, mulheres e crianças; jovens e velhos – arrancados à rotina quotidiana pela guerra e lançados por montes e vales, entre povoações em ruína, florestas calcinadas, culturas devastadas.

Estreia da trilogia de curtas musicadas
A 3 de Novembro, o TMG apresenta em estreia absoluta «Cine-concerto 2 [trilogia de curtas-metragens com música ao vivo]». Três filmes vão ser musicados ao vivo, no Pequeno Auditório, às 21h30: «A Propósito de Nice», de Jean Vigo será musicado por Miguel Cordeiro; «The Blacksmith» de Buster Keaton terá a paisagem sonora de César Prata e «Überfall» de Ernö Metzner será musicado por Luís Rolo. Os três são músicos da Guarda.
Sobre as curtas e os músicos, «A Propósito de Nice» é considerada pelos cinéfilos como uma espécie de «sinfonia de uma cidade», a curta constituiu um marco na história do documentário e catapultou o seu realizador, Jean Vigo para o panteão dos grandes cineastas da primeira metade do século XX. Miguel Cordeiro, é o músico que vai dar som a esta curta. Estudou piano e Jazz no Taller de Música de Barcelona e na escola do Hot Club Portugal. Concluiu em 2011 o mestrado de «composição para cinema e audiovisuais».Actualmente dedica-se à composição de música para imagem.
Já «The Blacksmith» é curta-metragem de excelência artística de Buster Keaton, «o cómico que nunca ri», num exemplo de extraordinária capacidade humorística sem recurso a uma única palavra. Esta curta vai ser musicada por César Prata, o músico dos sete instrumentos e mentor de vários projectos musicais como Chuchurumel, Assobio ou as Canções do Ceguinho. O músico já compôs também para teatro e cinema.
E a finalizar a noite, «Überfall», considerada uma das grandes obras vanguardistas do cinema mudo alemão; um filme de grande poder visual e que será musicado ao vivo por Luís Rolo, músico dado a sonoridades electrónicas que já integrou projectos como Dual Tone (com António Louro), um projecto que misturava a electrónica com o hip-hop.

Noiserv em concerto
Na quarta, dia 31 de Outubro, o projecto Noiserv, de David Santos, volta ao TMG, desta vez ao Pequeno Auditório. O concerto está marcado para as 21h30.
Noiserv tem vindo a afirmar-se como um dos mais criativos e estimulantes, de entre os surgidos em Portugal na última década. O seu percurso tem sido marcado pela criação de peças musicais de um minimalismo capaz de atingir cada individuo na sua intimidade, relembrando-lhe vivências, momentos e memórias intrincadas entre a realidade e o sonho, e por concertos de elevadíssima intensidade, nos quais o público é suspenso a partir de uma teia sonora, criada por um vasto leque de instrumentos inusuais.
Criado em meados de 2005, Noiserv ganhou forma quando David Santos decide gravar algumas ideias numa demo, meses mais tarde esses 3 temas são editados on line, na netlabel Merzbau. Já em 2008 Noiserv edita o seu primeiro longa-duração, “One Hundred Miles from Thoughtlessness”, disco incrivelmente bem recebido pelo público, pela imprensa e crítica, e que actualmente esgotou a sua terceira edição.
Logo a seguir ao concerto de Noiserv o TMG promove no CC uma Noite Mexicana inspirada no Dia de Los Muertos.

Dia de los Muertos [Noite mexicana]
A tradicional festa mexicana dedicada aos defuntos, o «Dia de Los Muertos» serve de pretexto para uma Noite Mexicana no Café Concerto (CC), na próxima quarta-feira, dia 31 de Outubro, logo a seguir ao concerto de Noiserv no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda.
O TMG vai exibir no CC várias curtas-metragens de animação inspiradas no Dia de Los Muertos:
«Viva Calaca 1» de Ritxi Ostáriz, «The Skeleton Dance» de Ub Iwerks, «Hasta los Huesos» de René Castillo, «Viva Calaca 2» de Ritxi Ostáriz e «Skeleton Frolic» de Ub Iwerks. Pela noite dentro haverá preços especiais para as bebidas mexicanas: Mescal, Tequila, Margarita e Cerveja Corona, sempre ao som de música Mexicana. Serão ainda sorteados pelo público presente três vouchers; cada um deles dará acesso a três espectáculos do TMG, a saber: o teatro “Édipo” pela Companhia do Chapitô, o espectáculo transdisciplinar «Pi_add(a)forte» e o concerto da jovem fadista Cuca Roseta.
Tudo boas razões para sair de casa e aproveitar a véspera de feriado no Teatro Municipal da Guarda!

A Música de «Abztraqt Sir Q» no CC
No próximo dia 2 de Novembro (sexta), a Quarta Parede – Associação de Artes Performativas da Covilhã e o TMG apresentam no Café Concerto o espectáculo de música «Abztraqt Sir Q».
«Abztraqt Sir Q» são um grupo de músicos cujos destinos se cruzaram no Extremo Oriente. Auto intitulam-se: «Andy Newman, o baterista pedante. Egon Crippa, o baixista esquivo. Dichma Rahma, a vocalista inconstante. Peter Shuy, o guitarrista neurótico». Fechados no seu próprio mundo, o Xing Palace Place e o seu magnífico jardim, desconstroem canções e deixam-se embalar pela cacofonia. Inventam-se dialectos, reinventa-se a ortografia, subverte-se a fonética, recusam-se as convenções. Não procuram o óbvio mas acabam por encontrá-lo.
O concerto está marcado para as 22h00 e tem entrada livre.
plb (com TMG)

INATEL organiza «Teatro de Outono»

A Agência da Guarda da Fundação INATEL, em colaboração com grupos de teatro amador e autarquias locais, organiza a iniciativa «Teatro de Outono 2012», que passará por diversas localidades, cabendo a representação a vários grupos teatrais, entre os quais o grupo Guardiões da Lua, de Quarta-Feira, aldeia do concelho do Sabugal.

O primeiro espectáculo é já na próxima semana, no dia 20 de Outubro (sábado), pelas 21h30, no Cine-Teatro S. Luís, em Pinhel. A peça a representar chama-se «O Movimento» e está a cargo do Grupo Escola Velha Teatro, de Gouveia.
A iniciativa Teatro de Outono leva os grupos de teatro amador do distrito da Guarda e da região centro-norte a itinerarem pelas salas do distrito da Guarda, entre os dias 1 de Outubro e 31 de Dezembro, a preços repartidos entre a agência da Guarda da Fundação INATEL e as autarquias locais.
Disponibilizam espectáculos para este Ciclo os grupos Escola Velha, Guardiões da Lua, Aquilo Teatro, Teatro do Imaginário, Gambozinos e Peobardos, Grup’Arte (estes seis do distrito da Guarda) e ainda o Teatro Experimental de Mortágua, Companhia Pouca Terra, Teatro de Arzila, Teatro O Celeiro, Ultimacto, Teatro Olimpo e Teatro da Perafita.
Estão já agendados mais seis espectáculos para as salas de Pinhel, Celorico e Manteigas, sobre as quais a seu tempo a Fundação INATEL prestará informação.
plb

Nawal: das ilhas Comores à Guarda

Na próxima sexta-feira, dia 14 de Setembro, e numa estreia em Portugal, a cantora, compositora e multi-instrumentista Nawal, oriunda das ilhas Comores actua no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG), pelas 21h30.

Entre o tradicional e o contemporâneo, as composições de Nawal são uma fusão de raízes com base acústica, um reflexo do carácter diverso das Comores. A sua música tem origem Indo-Arábico-Persa e compreende polifonias Bantu e ritmos misturados com transe Sufi. Nawal canta principalmente em Comorano (Xikomor) uma língua da família suaíli, também em Francês, Inglês e Árabe.
Nawal canta para a educação e para a união dos seres humanos. Ela orgulha-se de conservar e divulgar a filosofia de seu bisavô Al Maarouf, um grande mestre Sufi, que foi inspirado pela luz do Islão, baseando-se no respeito, amor e paz.
A artista toca gambusi (alaúde tradicional, herdado do Lémen), e percussão diversificada. Contudo, Nawal prefere a voz (como os olhos, o espelho da alma) a qualquer outro instrumento.
Ao TMG Nawal vem apresentar o seu novo disco, intitulado «Embrace the Spirit».

Teatro físico no Pequeno Auditório
No sábado, dia 15 de Setembro, no âmbito da iniciativa Famílias ao Teatro, o TMG apresenta «Action Man» com Raúl Cano dos Yllana (Espanha).
Sozinho em palco, o actor irá dando vida a dezenas de personagens e situações, utilizando a mímica e o seu hábil controlo do corpo, num estilo muito próprio.
A história de Action Man relata as aventuras de um Super Agente Especial na sua última missão que se vê embrulhado numa série de situações cómicas, inspiradas no melhor humor cinematográfico, televisivo e da banda desenhada.
Raúl Cano é actor e co-autor de espectáculos da companhia espanhola Yllana como «¡Muu!», «Glub Glub», «666», «Star Trip» e «Brokers».

Vítor Pomar na Galeria de Arte
«KarmaMudra» do artista plástico Vítor Pomar é a exposição que o TMG inaugura na Galeria de Arte no próximo sábado, dia 8 de Setembro. Nesta exposição, refere o artista, é invocada «a dimensão simbólica que está presente em toda a actividade humana». A inauguração que contará com a presença de Vítor Pomar está marcada para as 18 horas.
Vítor Pomar nasceu em Lisboa em 1949. Frequentou as Escolas de Belas-Artes do Porto e Lisboa (66-69). Emigrou para a Holanda em 1970, onde frequentou a Academia Livre de Haia e a Academia de Arte de Roterdão, onde completa estudos em 1973. Ensina serigrafia na Academia Livre de Haia. Trabalhou no quadro do Regulamento dos Artistas Plásticos (BKR) em Amesterdão entre 1976 e 1985. Utiliza no seu trabalho técnicas tão variadas como a fotografia a preto e branco, o cinema experimental em 16mm e Super 8 e o vídeo.
Estabelecido em Portugal desde 1985, funda e dirige a Associação cultural Casa-Museu Álvaro de Campos em Tavira. Frequenta o curso de Gestão das Artes dirigido pelos professores Joan Jeffri da Columbia University e Jorge Calado, no Instituto Nacional de Administração, 1989.
Viveu em Lisboa entre 90 e 95, período em que se ausentou longamente em viagens de estudo na Índia do Norte, junto de alguns grandes lamas tibetanos.
Actualmente vive e trabalha em Assentiz, Rio Maior. Está representado em diversas colecções, nomeadamente: Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Caixa Geral dos Depósitos, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Casa de Serralves e Ministério das Finanças.
«KarmaMudra» ficará patente até 28 de Outubro. A Entrada é livre.
A exposição pode ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

TMG - Teatro Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana

Música, teatro, cinema e artes no TMG

Entre Setembro e Dezembro de 2012, o Teatro Municpal da Guarda (TMG) apresenta dezenas de espectáculos e actividades culturais que vão da música às artes plásticas, passando pelo teatro e pelo cinema.

Bruno Nogueira e Luísa Cruz no TMG

Música, teatro e muito humor vêm ao Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG) «Uma bizarra salada», com Bruno Nogueira, Luísa Cruz e a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Visitas encenadas voltam à Guarda

A Culturguarda vai produzir para a Câmara Municipal da Guarda duas visitas encenadas para este verão, que propõe dois roteiros distintos no concelho da Guarda: «Passos à volta da Memória III: A Presença Judaica na Guarda» e «Passos à Volta da Memória IV: Romagem Teatral ao Cabeço das Fráguas».

Trata-se de roteiros divertidos e originais que prometem surpreender visitantes e turistas.
O roteiro «Passos à Volta da Memória (III): A Presença Judaica na Guarda» está previso para o período de 19 de Junho a 31 de Agosto, às 17h30, de Terça a Sábado17h30, com início na Praça Luís de Camões, estão previstas 54 sessões.
A coordenação geral é de Américo Rodrigues, sendo o texto e encenação de Antónia Terrinha, e a interpretação de Antónia Terrinha ou Isabel Leitão.
«Seja bem-vindo quem vier por bem» é o mote para uma visita ao «tempo e espaço» daquilo que foi a presença dos Judeus na Guarda. Entre cultura, tradições e fé, os visitantes são convidados a assistir a uma história, que embora ficcionada, podia muito bem ter acontecido. Percorrendo as suas ruas, visitando suas casas, observando seus altares, damo-nos conta daquilo que foram os amores e desamores, hábitos e perseguições de hebreus. São estes os ingredientes duma visita que pretende chamar a atenção para esta comunidade que tanto contribuiu para o desenvolvimento da cidade.
A encenadora Antónia Terrinha começou o seu percurso no Teatro O Bando, tendo passado por outras companhias como A Comuna e a Cornucópia. Esteve ligada a projectos de teatro infantil, como actriz e como encenadora. Dirigiu com Cândido Ferreira a Companhia do Teatro Chaby Pinheiro da Nazaré e fundou a companhia «Teatro em Curso». Participou também em filmes para cinema e televisão.
O segundo roteiro cultural de Verão na Guarda, «Passos à Volta da Memória (IV): Romagem Teatral ao Cabeço das Fráguas». Está previsto para o período de 14 de Julho a 22 de Setembro, das 16h30 às 20h00, todos os Sábados, num total de 11 sessões.
A partida será do Largo Dr. João de Almeida (junto à Igreja da Misericórdia), sendo a viagem em autocarro até ao lugar de Demoura. Dali ao Cabeço das Fráguas o percurso será a pé. Tem um limite de 25 participantes e caba bilhete custará 5 euros.
A Culturguarda recomenda o uso de roupa e calçado confortáveis, bem como de chapéu e protector solar. Os participantes devem levar água e uma merenda para partilhar no final.
A montanha sobe-se e os vales, antes caminhos, tornam-se horizontes aos olhos de todos. O Cabeço das Fráguas será transformado nesta migração de sensações. Da História à lenda. Do Teatro ao mito. Das palavras rigorosas às oníricas fantasias.
As personagens históricas e contemporâneas, divinas ou humanas, misturam-se nesta caminhada, serra acima, até à inscrição lusitana com caracteres latinos, a célebre «Laje da Moura». Aí, a 1015 metros, terá lugar o ritual de oferenda aos deuses que será partilhado por todos, actores e público, numa comunhão de memórias.
O texto e encenação são de João Neca, cabendo a interpretação a António Rebelo, David Ribeiro, João Neca, João Pereira, Luís Teixeira, Marco Cruz, Nuno Rebelo e Pedro Sousa (sendo cada elenco constituído por quatro actores, que se revezam).
O Cabeço das Fráguas é um sítio arqueológico da maior importância, referente a um antigo local de culto a divindades lusitanas, datado do séc. V a.C.. Localiza-se junto da Quinta de S. Domingos, na zona Este da freguesia de Benespera, no limite do concelho da Guarda com o do Sabugal. No topo encontra-se uma escavação arqueológica que prova a existência de algumas edificações lusitanas possivelmente destinadas ao culto. A consubstanciar essa mesma ideia está a existência de uma das únicas inscrições em língua lusitana escrita com caracteres latinos.
Nas imediações do cabeço foram encontradas 20 aras religiosas contemporâneas dos lusitanos, o que se reveste da maior importância já que, por comparação, em toda a província vizinha de Salamanca, Espanha, apenas existem 18 aras.
O encenador João Neca é licenciado em Estudos Artísticos, com especialização em Teatro, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e tem o Mestrado em Estudos Artísticos na mesma Universidade. No âmbito do curso fez assistência de encenação no espectáculo «Pedro e Inês», criação do Teatro O Bando, com direcção artística de João Brites e encenação de Anatoly Praudin. Porém, o seu envolvimento com o Teatro começou muito mais cedo. Aos 5 anos estreou-se num grupo de teatro amador, o já extinto Teatro à Vela. Mais recentemente dedicou-se à escrita, dramaturgia e encenação de vários espectáculos, entre 2008 e 2011, no grupo de teatro «Gambozinos e Peobardos».
plb (com Culturguarda)

«Farfalle» no Teatro Municipal da Guarda

No dia 9 de Junho (sábado), o Teatro Municipal da Guarda (TMG) apresenta no âmbito da iniciativa Famílias ao Teatro o espectáculo «Farfalle» (borboleta), pelo Teatro de Piazza o D’Occasione (Itália).

O espectáculo é uma extensão do FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica) e é apresentado em duas sessões: 16h00 e 21h30. Teatro e multimédia para toda a família.
Tudo é contado com música e imagens por dois bailarinos. A cenografia é formada por um tapete branco com duas asas. As imagens são projectadas em diferentes planos: o plano horizontal do tapete e o vertical das duas asas oblíquas. Alguns objectos estilizados decoram o cenário. O público é convidado a participar, a entrar dentro do cenário, a movimentar-se entre as imagens que reagem aos seus gestos, aos seus movimentos. As imagens envolvem-no.
Com «Farfalle», a TPO continua a experiência sobre as potencialidades expressivas relacionadas com a utilização de novas linguagens digitais (computação gráfica/tecnologias interactivas) associadas à dança, à música e ao movimento.
«Farfalle» tem a direcção de Francesco Gandi e Davide Venturini e a interpretação de Anna Balducci e Erika Faccini.
Esta actividade é apresentada no âmbito da Rede 5 Sentidos.

Canções de protesto dos novos tempos
Pedro Esteves Trio é a proposta musical do TMG para a noite do próximo dia 8 de Junho no Café Concerto. O músico Pedro Esteves vem apresentar o disco de estreia «Mais um dia», acompanhado por Filipe Raposo nos teclados e por António Quintino no contrabaixo. Uma fusão de baladas com canções de protesto dos novos tempos. Um espectáculo com boa música e cheio de bom humor e ironia.
A propósito do seu primeiro trabalho, o Jornal de Letras escreveu sobre Pedro Esteves: «Ele tem a timidez de Chico Buarque, a delicadeza de Fausto, o gosto pelos arranjos de José Mário Branco, o prazer da escrita de Sérgio Godinho (…) “Mais um dia” é um hino à arte de fazer canções, como sempre, como dantes».
O espectáculo está marcado para as 22h00 e a entrada é livre.

Cinema no Pequeno Auditório
A 13 de Junho (quarta-feira), o Cineclube da Guarda apresenta, com o apoio do TMG, o filme «O tio Boonme que se lembra das suas vidas anteriores», de Apichatpong Weerasethakul. A sessão está marcada para as 21h30 no pequeno auditório.
Na história, tio Boonme resolve passar os seus últimos dias de vida no campo, rodeado das pessoas que ama. Esta é a quinta longa-metragem do tailandês Apichatpong Weerasethakul, o filme complementa o projecto Primitiv, ligado à ideia de extinção e da recordação de vidas passadas.
Filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2010.

Histórias de Manuel António Pina
Na quarta, dia 13 de Junho, o TMG apresenta através do seu Serviço Educativo o espectáculo «Histórias que me contaste tu no país das pessoas de pernas para o ar», criadas a partir de livros escritos pelo sabugalense Manuel António Pina.
O espectáculo é apresentado em duas sessões: às 10h e às 14h30 na Sala de Ensaios e tem por destinatárias as crianças dos jardins-de-infância.
Os dois livros «Histórias que me contaste tu» e «No país das pessoas de pernas para o ar» de Manuel António Pina inspiraram as criadoras Tânia Cardoso e Joana Manaças, que fizeram este espectáculo onde uma é bailarina e a outra contadora de histórias. Os contos têm finais improváveis e o mundo às avessas domina todas as narrativas. Trata-se de uma produção do Teatro Maria Matos, apresentado no TMG através da Rede 5 Sentidos.
plb (com TMG)

TMG traz «Romeu e Julieta» à Guarda

Aquela que é, seguramente, a obra mais célebre de William Shakespeare, «Romeu e Julieta», estará em cena na caixa de palco do Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG) na próxima sexta-feira, dia 1 de Junho, às 21h30, na versão sempre original e electrizante da Companhia João Garcia Miguel.

Romeu e Julieta são duas vítimas, quase inexplicáveis de um grande amor. Para eles tudo se conjugou em contrariedade, como se não existisse lugar para o seu amor no mundo em que viviam. É uma estranha metáfora, esta, de não existir lugar para o amor no mundo, e de todas as forças se conjugarem para de forma consciente e, também inconsciente, para a sua limitação. Romeu e Julieta tiveram uma noite de amor tão extraordinária que lhes custou a vida.
«Fazer um Romeu e Julieta, no actual momento, foi um erro infantil, com o qual nos deliciámos e sofremos, uma vez mais. Fazer teatro nos dias que correm é um erro que atenta contra a vida daqueles que o fazem. Aliás, os fazedores de teatro são Romeus e Julietas, tal é a paixão que os move e os riscos que correm. Contudo o mundo precisa mais do que nunca de gente apaixonada por aquilo que faz, de pessoas apaixonadas pela vida e por aquilo que trazem diariamente ao mundo. É de um grande conjunto de desordens, de pequenas desordens criativas, espalhadas por todos os lados da vida, espalhados em todos os momentos do dia, que precisamos mais do que nunca; que outra coisa se pode esperar daqueles que se dedicam a criar e a recriar o mundo senão: erros infantis?», escreve a propósito desta versão de Shakespeare João Garcia Miguel, o encenador e director da companhia.
A peça, classificada para maiores de 12 anos, conta com a interpretação de David Pereira Bastos e Sara Ribeiro; a música e vídeo são de Rui Gato; os figurinos são de Steve Denton e o desenho de luz é de Luis Bombico.

Exposição de Mário Cesariny
No sábado, dia 2 de Junho, o TMG inaugura, pelas 18 horas, na Galeria de Arte, a exposição «Visto a esta luz», do artista plástico português Mário Cesariny, por muitos considerado o expoente máximo do surrealismo na pintura em Portugal. Esta exposição ficará patente até 29 de Julho e é apresentada no âmbito de uma parceria com a Fundação Cupertino de Miranda. A fundação assumiu nos últimos anos de vida do artista plástico uma relação de grande proximidade e amizade. Nesta exposição procura dar-se uma visão global da sua obra no contexto da Colecção da Fundação Cupertino de Miranda. A exposição é comissariada por António Gonçalves.
Mário Cesariny nasceu e viveu em Lisboa (1923- 2006). Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Estudou também música com Lopes Graça. Posteriormente frequentou o primeiro ano do curso de Arquitectura da ESBAL. Participou nos encontros do «Café Herminius» e aderiu ao Neo-realismo, do qual se vem a desligar em 1946. No ano de 1947 conhece André Breton e é nesse mesmo ano que participa na fundação do «Grupo Surrealista de Lisboa», do qual se afasta em 1948, vindo a formar um novo grupo «Os Surrealistas». Com este participa na Primeira Exposição dos Surrealistas.
«Ao longo da exposição encontram-se alguns dos seus objectos que adquirem uma particularidade e mesmo uma aura que os retira do sentido do objecto escultórico e do ready-made. Apresentam-se antes com encontros de sentidos muito apurados, enquanto relações poéticas. Resultam de uma abordagem de vivência com o quotidiano e salientam-se pela sua simplicidade. É uma prática constante a dos objectos que vão sendo encontrados, e que Mário Cesariny vai revelando, quer pela articulação que estabelece entre eles, quer pela importância que lhes dá no seu dia-a-dia, quando os remete para o seu espaço particular, em específico o seu quarto e ali os vai mistificando e desmitificando, como se lhes fosse encontrando uma consideração, uma poética», escreve António Gonçalves a propósito desta exposição.
A exposição pode ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h00 às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

Palmela recebe Manuel António Pina

Um encontro na Biblioteca Municipal e a representação de uma peça teatral, são as acções promovidas em Palmela em homenagem ao escritor sabugalense Manuel António Pina.

A Câmara Municipal de Palmela promove, no dia 19 de maio, sábado, às 19 horas, um encontro com o poeta, cronista e jornalista Manuel António Pina, na Biblioteca Municipal de Palmela.
Autor de uma vasta obra literária, que inclui muitos títulos de literatura infantil, Manuel António Pina recebeu o Prémio Camões 2011. O escritor nasceu no ano de 1943, no Sabugal, tendo-se mais tarde radicado no Porto, onde foi jornalista do Jornal de Notícias. Hoje, na situação de aposentado, mantém a colaboração com diversos órgãos de comunicação social.
É autor de vários títulos, entre os quais, Nenhum Sítio, O Caminho de Casa, Um Sítio Onde Pousar a Cabeça, Farewell Happy Fields, Cuidados Intensivos, Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança, O Escuro, História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas, A Guerra do Tabuleiro de Xadrez, O Anacronista, O País das Pessoas de Pernas para o Ar, Gigões e Amantes, O Têpluquê, O Pássaro da Cabeça, Os Dois Ladrões, O Inventão, O Tesouro, O Meu Rio é de Ouro, Uma Viagem Fantástica, Morket ou Histórias que me Contaste Tu
Ainda em Palmela, o Teatro o Bando apresenta o espectáculo «Ainda não é o fim», com encenação de João Brites, a partir de 18 de Maio, peça criada pelo Teatro o Bando a partir do texto de Manuel António Pina. Estarão em palco Ana Lúcia Palminha, Bruno Huca, Clara Bento, Guilherme Noronha, Paula Só, Raúl Atalaia e Sara de Castro. Participa a Big Band Loureiros.
O público poderá assistir de18 a26 de Maio no Largo D´El Rei D. Afonso Henriques, no Centro Histórico de Palmela, às sextas-feiras e sábados às 21:30.
Posteriormente, o Teatro o Bando levará o espectáculo para Lisboa, mais propriamente para a Fábrica Braço de Prata, de 31 de Maio a 10 de Junho, de quinta-feira a domingo, sempre às 21h30.
plb

Festival de teatro no TMG

Em Maio, entre os dias 4 e 26, o Teatro Municipal da Guarda volta a apresentar o OVNI – Festival Internacional de Objectos Vivos. Trata-se da quarta edição deste festival que apresenta companhias de vários países com espectáculos de teatro visual, marionetas, teatro de objectos, teatro de sombras e de novo circo.

O Festival começa no dia 4 com «A cerejeira da lua», de António Torrado, pela companhia Lua Cheia Teatro para Todos. Trata-se de um espectáculo de teatro de marionetas com luz negra que nos confronta com a sabedoria oriental em torno da dimensão humana e da importância do sonho. O espectáculo é para maiores de 4 anos e está marcado para as 21h30 no Pequeno Auditório.
Segue-se «Smart as a Donkey», da companhia holandesa TAMTAM Theatre, no dia 5 (sábado), numa extensão do FIMFA LX12 – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas. A companhia utiliza objectos rotineiros, do quotidiano e acrescenta-lhes música e vídeo para contar a história de um burro que afinal não o era. Este espectáculo está classificado para maiores de 6 anos e subirá ao palco do Pequeno Auditório às 21h30.
Na sexta, dia 11, apresenta-se no OVNI a companhia Telón de Azúcar, de Espanha, que leva ao palco do Pequeno Auditório «Crónicas de lo Diminuto», um espectáculo que explora as técnicas do teatro de sombras e de luz negra e que conta a história de uma menina curiosa que certo dia conhece um investigador que lhe fala sobre uma das suas descobertas: os mundos diminutos. Um espectáculo, único em Portugal, para maiores de 4 anos que está marcado para as 21h30.
No dia seguinte, dia 12 (sábado), há novo circo no OVNI com «Debout de Bois», da companhia francesa «La Main d’Oeuvres». Um espectáculo maravilhoso, para maiores de 6 anos, que tem como objecto central um tronco, que serve de parceiro, de instrumento musical e de aparelho de circo. Acrobacias e movimento num universo sonoro e cenográfico feito de pedaços de madeira e de máquinas. Este é um espectáculo apresentado no âmbito da Rede 5 Sentidos. Sobe ao palco do Pequeno Auditório às 21h30.
O OVNI prossegue no dia 16 (quarta) com «A Nova Bailarina», de Aldara Bizarro/Jangada de Pedra. Um espectáculo apresentado pelo TMG, através do seu Serviço Educativo, com movimento, humor e sobre valores e ética. «A Nova Bailarina» tem como destinatárias as crianças dos jardins-de-infância e escolas de 1º Ciclo e é apresentada na Sala de Ensaios do TMG em duas sessões, às 10h00 e às 14h30. Este espectáculo apresenta-se no âmbito da Rede 5 Sentidos.
O Festival Internacional de Objectos Vivos termina no dia 26 com o espectáculo «Catabrisa», de Joana Providência, Gémeo Luís & Eugénio Roda. Um espectáculo de teatro de sombras, para maiores de 6 anos, que conta a história de um menino e da sua paixão pela aventura e que o TMG apresenta em duas sessões, às 11h00 e às 15h00, na Sala de Ensaios do TMG, integrado na iniciativa Famílias ao Teatro.
O preço dos bilhetes para o festival andam entre os 3 e os 6 euros e estão disponíveis no TMG e na sua bilheteira online.

A «Telefonia de Abril», de Suzana Branco
Na próxima quarta-feira, dia 2 de Maio, o TMG apresenta, através do seu Serviço Educativo, a oficina / acontecimento teatral «Telefonia de Abril», orientada por Suzana Branco. Esta actividade, que decorrerá na Sala de Ensaios, será apresentada em 2 sessões – às 10h00 e às 14h30 – e tem como destinatários os alunos das Escolas de 1º, 2º e 3º Ciclos e ainda o público sénior.
Em «Telefonia de Abril» uma contadora de histórias desvenda-nos as memórias, sons, cartas, poemas e depoimentos sobre a revolução dos cravos: 25 de Abril.

Exposição na Galeria de Arte
O TMG tem patente na Galeria de Arte a exposição «Vivência a cores d’um andarilho», do pintor Moçambicano Roberto Chichorro. Roberto Chichorro nasceu em 1941 em Lourenço Marques. Trabalhou como desenhador de publicidade e arquitectura, e como decorador de pavilhões para feiras internacionais em Moçambique. Fez cenografias para espectáculos e ilustrou vários livros. Foi bolseiro do Governo Espanhol, em Madrid, para cerâmica (Taller Azul) e zincogravura (Óscar Manezzi) e do Governo Português, vivendo em Portugal desde essa data e dedicando-se exclusivamente à pintura.
A exposição ficará patente na Galeria de Arte do TMG até 20 de Maio e poderá ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h00 às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

Oficina de teatro Terreiro das Bruxas

Terreiro das Bruxas foi o nome escolhido para a Oficina Municipal de Teatro para crianças em Coimbra.

A curiosidade veio no Diário de Notícias de 20 de Abril, no caderno Cartaz, cujo texto transcrevemos:
«O Terreiro das Bruxas existe mesmo, é uma aldeia no Sabugal. A Oficina Municipal do Teatro roubou o nome para brincar com as crianças com este lugar onde as bruxas e feiticeiras se juntam para fazer feitiços.
Mais uma etapa do ciclo “Repicar Giacometti”, agora numa oficina para crianças, dos 6 aos 9 anos, onde brincam às bruxas que misturam ervas, dizem rezas e cantam ladainhas, que sabem segredos e curas, que conhecem todas as plantas e que podemos encontrar nas encruzilhadas.
Durante 90 minutos brincam com os frascos e o saquinhos que se entornam para o panelão a partir de recolhas feitas um pouco por todo o país.»
plb

Paixão de Jesus ao vivo em Ruivós

Na noite de Sexta-feira Santa, pelas 21h30, mais de 70 personagens bíblicas vão dar corpo à narração da Paixão do Senhor ao vivo, pelas ruas da povoação de Ruivós, no concelho do Sabugal.

Haverá discípulos, soldados romanos, sumo-sacerdotes, chefes judaicos, escribas, doutores da lei, governadores, criminosos, agricultores, criadas, jovens, adultos e idosos. Haverá Cenáculo, oliveiras, fogueiras, galo, Pretório e Calvário. Haverá amor e traição, testemunho e abandono, acusação e negação, insultos e lágrimas, injúrias e ajudas, morte e perdão.
Será, certamente, uma forma diferente de viver a Paixão de Jesus.
O trabalho foi cuidadosamente elaborado. Uma dezena de costureiras fabricou roupas à época, os textos foram decorados e ensaiados, os espaços preparados, para que os espectadores possam recuar 2000 anos, e viver os momentos mais importantes da paixão de Jesus.
Esta actividade religiosa, que é mais que uma simples peça de teatro, conta com a participação especial de João Reis, actor e encenador do grupo de teatro da Quarta-feira – «Guardiões da Lua» – que encarnará a pele de Jesus.
O primeiro acto da paixão começará no largo junto do cemitério de Ruivós. Passará pelas principais ruas e praças da aldeia, terminando no Lagedo – Gólgota – lugar da crucifixão e morte de Jesus.
A entrada é livre.
Pe Hélder Lopes

Concerto de Páscoa no TMG

O Duo Con Anima, da harpista Carmen Cardeal e do flautista Nuno Ivo Cruz, apresenta um Concerto de Páscoa no próximo dia 5 de Abril, véspera de sexta-feira santa, no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG), às 21h30.

O Duo convida o público a partilhar um percurso por algumas das mais belas músicas para flauta e harpa, no espírito de uma meditação apropriada à data. No concerto, marcado para as 21h30, serão apresentadas obras de compositores como Bach, Fauré, Debussy, Ravel, Bizet, Wagner e Puccini, entre outros.
Carmen Cardeal colaborou com a Orquestra Gulbenkian entre 1988 e 1999, ano em que ingressou na Orquestra Sinfónica Portuguesa. A harpista apresenta-se regularmente em recitais de música de câmara com grupos de diferentes formações. Como solista executou concertos com a Orquestra Portuguesa da Juventude, Orquestra Clássica do Porto, Orquestra Sousa Carvalho, Orquestra Metropolitana de Lisboa External Link, e com a Sinfonieta de Lisboa. Actualmente é harpista solista na Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Nuno Ivo da Cruz estudou Música no Conservatório Koninklijk, Den Haag e na Universidade Nova de Lisboa (Ciências Musicais). Integrou a Nova Filarmonia Portuguesa e a Orquestra do Porto da Régie Sinfonia. Pertence a uma família de músicos profissionais (terceira geração). É membro do Quinteto de Sopros Flamen desde 1988. É flautista solista na Orquestra Sinfónica Portuguesa.

«O Mundo é uma Ervilha», no Café Concerto
A partir da próxima terça-feira, dia 3 de Abril, o Café Concerto recebe a exposição de fotografia «O Mundo é uma Ervilha», de Catarina Tormenta. Nesta exposição, a autora reúne várias fotografias de rostos de pessoas de distintas etnias e nacionalidades que fotografou durante as suas viagens.
A exposição ficará patente até 22 de Abril, tem entrada livre e pode ser visitada no horário de funcionamento do Café Concerto.

«Fora de Jogo», no Pequeno Auditório
Na Quarta-feira, dia 4 de Abril, o Cineclube da Guarda apresenta com o apoio do Teatro Municipal da Guarda o filme «Fora de Jogo» de Jafar Panahi. A sessão de cinema decorre no Pequeno Auditório, às 21h30. No Irão há milhares de mulheres adeptas de futebol. Porém, estão proibidas de entrar em estádios. As mais ousadas disfarçam-se e tentam enganar a polícia. Última longa de Panahi, antes da proibição de filmar, inspirada num episódio com a filha do próprio realizador. O filme premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim de 2006.

Segunda sessão SoniCC, no Café Concerto
No Sábado, dia 7 de Abril, actuam no Café Concerto do TMG às 22h00 duas bandas seleccionadas no âmbito do SoniCC: Double Latte (Guarda) e Meow Dogs (Trancoso). Trata-se da Segunda sessão desta actividade.
Recordamos que o SoniCC é uma iniciativa do TMG que visa apoiar e revelar projectos e bandas emergentes na área da música. Trata-se de uma oportunidade de apresentar o trabalho criativo de jovens, num contexto de um equipamento de referência como é o do TMG. A iniciativa prolongar-se-á em Maio, com mais uma sessão e com a revelação de mais duas bandas.
«Double Latte» é uma banda formada por cinco jovens residentes na cidade da Guarda, em 2010. O grupo assume-se como praticante de um estilo rock alternativo, mas diz tocar «um pouco de tudo». Já actuaram em festivais, festas e bares. Dizem-se influenciados por músicos e grupos como John Mayer, Pink Floyd, Dave Matthews, Sum 41, Xutos e Pontapés, Jet, Red Hot Chili Peppers, The Strokes, Arctic Monkeys, entre outros.
Os Meow Dogs formaram-se em Setembro de 2010 em Trancoso. O grupo é composto por quatro amigos determinados em entrar no mundo da música. Tocam algumas versões e também originais. O seu sonho é «tocar nos corações das pessoas, fazê-las vibrar e bater o pé» ao ritmo da sua música. O grupo sofre influências de bandas como Artic Monkeys, The Strokes, Coldplay, Nirvana, Seasick Steve, The Doors, entre outros.
A sessão SoniCC tem entrada livre.

«Le Havre», no Pequeno Auditório
Na Quarta-feira, dia 11 de Abril, é o TMG que apresenta «Le Havre» de Aki Kaurismaki. Na história, Marcel Marx, um antigo escritor e boémio, retirou-se para um exílio voluntário em Le Havre, onde se sente mais próximo das pessoas, trabalhando como engraxador de sapatos. Mas tudo muda quando o destino coloca no seu destino um jovem refugiado africano. Com André Wilms, Kati Outinen, Jean-Pierre Darroussin. o filme passa no Pequeno Auditório às 21h30.

Dinis Machado, no Pequeno Auditório
«Dinis Machado por Dinis Machado» é o espectáculo de teatro que o TMG propõe para o dia 13 de Abril (sexta-feira) no Pequeno Auditório, às 21h30.
O actor Dinis Machado criou este espectáculo partindo da vida e obra do homónimo Dinis Machado (1939-2008) escritor e jornalista português, vulto da cultura portuguesa e autor de obras como «O que diz Molero».
«Parto para este trabalho com a obra do meu homónimo. Parto desta coincidência na procura da sua significação. Agora falecido, Dinis Machado é um símbolo inequívoco da literatura Portuguesa. Com um estilo fechado e reconhecível, um realismo delirante e inteligentemente irónico. Também a paralela elegância do policial Inglês e um ensaísmo marcadamente pessoal e subjectivo.
Por contraponto, eu sou um artista jovem, a realizar os meus primeiros trabalhos, perante a hipótese de vingar ou falhar, ficando eternamente esquecido no anal dos fenómenos de relativa visibilidade passageira. Este projecto é assim a intercepção destes dois homónimos. Uma dupla biografia: a dele – com os seus textos, o seu imaginário e a estrutura intelectual que tudo isto faz existir – e a minha – que servirá de decanter a este outro corpo desmaterializado em texto: ao lê-lo e reestruturá-lo, com aquilo que em «ler» é ler-nos a nós também. Procuro o limite da compilação dramatúrgica, para além da fidelidade ou do imediato ataque iconoclasta. Uma apropriação que procura potenciar a figura e o momento presente, o intérprete talvez. Uma reconciliação lenta com o que já foi dito, com aquilo que já vimos e que se impõe na nossa memória individual ou colectiva como uma referência. A aceitação apaziguadora de que fazemos de um discurso contínuo que remete para um início remoto situado a alguns milhares de anos de nós», explica o jovem actor a propósito deste seu trabalho, que teve o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
plb (com TMG)

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Bismula – o teatro e seus actores

Procurarei com este texto, no Dia Mundial do Teatro, que acontece hoje, 27 de Março, prestar uma homenagem a todos aqueles que com o seu trabalho dinâmico, sabedoria, empenho e talento na arte de representar, que proporcionam tantos momentos culturais e emocionais a um público que os admira e respeita.

Casteleiro – «Os Italianos»: centro cultural popular

No Casteleiro, desde meados dos anos 50 e durante todos os anos 60 e 70, um complexo industrial desactivado, a que chamávamos «Os Italianos», serviu de centro de cultura popular. Nem sabíamos disso. Mas era lá que havia teatro, comediantes, circo, bailes, cinema.

Era um edifício esbranquiçado, com ar de fábrica abandonada, mas em muito bom estado de conservação.
Vale a pena descrevê-lo, antes de mais porque muita gente se lembra, mas também porque a maioria dos que me lêem nunca o viram: ou nunca foram ao Casteleiro ou tendo ido ou sendo de lá não têm idade para se lembrar.
Para quem já foi ou sabe onde fica a Casa da Esquila, o novo restaurante de marca, saiba que os Italianos eram aí mesmo, mas em frente, do outro lado da estrada, logo junto da curva.

O edifício
Era uma grande construção, bem sólida, mas já não era de pedra como era tradição no Casteleiro. Por exemplo: a igreja, construída também nos anos 40, é toda de pedra.
«Os Italianos» tinham sido construídos com tijolo burro (julgo que era isso) e o bloco fora todo rebocado com uma massa de cimento lisinha, pintada de quase branco e era enorme. Ou parecia enorme aos nossos olhos de miúdos.
O edifício foi demolido lá pelos anos 80, julgo, para dar lugar a habitações e comércio.
Da estrada ao edifício, um grande largo de uns 30 metros de profundidade e que corria ao longo de todo o edifício.
Antes da entrada, um telheiro alto, gigantesco.
A porta de entrada era larguíssima. Mas tinha três degraus – o que significa que não era para entrada de viaturas. Lá dentro, logo à entrada, um hall enorme com dois grandes blocos rectangulares altos e com o tijolo à vista. Tinham sido construídos para serem os fornos. Depois, para a direita de quem entrava o grande salão.
E, ao longo dessa sala grande, várias dependências, tudo em grande e com pé direito impressionantemente alto. Isso era uma imagem de marca da construção: o telhado ficava lá muito em cima… bem diferente das nossas casas: tipo dois ou três andares lá em cima. Era assim que eu via o edifício. Se calhar era só o meu olhar de criança a ampliar a coisa…

Os bailes
Do que mais nos lembramos é dos bailes. Enormes bailes de domingo. Toda a gente rodopiava naquele grande salão. De mim e dos meus amigos, só me lembro de andarmos a jogar à apanhada ou coisa assim por entre as pernas dos dançantes…

O cinema
O cinema que se via nesse tempo na aldeia ou era projectado numa parede da casa senhorial do Largo de São Francisco ou nos Italianos. Era cinema mudo ou lá perto, a preto e branco, naturalmente, e com histórias de amor em profundidade e muitas lágrimas.

O Delfim
Outro frequente utilizador era o comediante Delfim e a sua «troupe»: Delfim Pedro Paixão – bem me lembro do nome dele e da sua companheira e restante equipa de «actores» de rua. Muito nos ríamos com as suas brincadeiras ingénuas. Quando a mulher era viva, havia trapézio e tudo (acho que morreu de uma queda).

Volfrâmio
Já escrevi em tempos na Capeia que havia (há) volfrâmio no Casteleiro e que houve muita exploração de minérios na minha terra. Pois bem: «Os Italianos» são fruto dessa euforia. Dois italianos, irmãos, vieram para cá, instalaram-se e iam começar o seu negócio. Investiram, portanto. Ali seria uma fábrica separadora de minérios. Mas não chegaram a tirar rendimento: logo, logo, a Itália é derrotada e o negócio italiano e alemão dos minérios em causa acabou. O edifício lá ficou, entregue ao meu avô, que acabaria por aceder à propriedade 30 anos depois por usucapião: os dois italianos nunca mais deram sinais de vida. Tanto quanto se sabia na época, teriam fugido para a Argentina. Mas até hoje, nem um telefonema…
O Casteleiro ficou assim com um equipamento inesperado, que bem utilizado foi durante duas décadas. Foi o primeiro centro de cultura – mas sempre houve teatro no verdadeiro Centro (na imagem) e num recinto junto do Largo de São Francisco.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

TMG - Teatro Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana

Carolina Beatriz Ângelo no TMG

No dia 16 de Março (sexta-feira), o Teatro Municipal da Guarda (TMG) apresenta a leitura encenada do texto teatral inédito de Maria Antonieta Garcia «Pela mão de Carolina Beatriz Ângelo».

Guarda volta a queimar o galo do Entrudo

«Dia 20 de Fevereiro renovamos a esperança e queimamos o galo!», refere a nota enviada à imprensa pelo Teatro Municipal da Guarda (TMG) acerca da realização de uma nova edição do Julgamento do Galo do Entrudo, na cidade da Guarda.

Noite de folia na Guarda! Na noite de 20 de Fevereiro, a partir das 21h30, as ruas da Guarda vão dar lugar à folia carnavalesca da quinta edição do espectáculo «Julgamento e Morte do Galo do Entrudo».
Tal como em edições anteriores, esperam-se milhares de pessoas para seguir o cortejo do galo entre o Jardim José de Lemos e a Praça Velha da cidade. Trata-se de um espectáculo comunitário e de expiação, baseado em tradições populares da região como a «Queima do Entrudo» e o «Julgamento, Morte e Testamento do Galo», um Carnaval cem por cento português, onde desfilam centenas de participantes oriundos das colectividades do concelho e também actores, músicos e animadores profissionais como a companhia de animação de rua Kull D’Sac (Valladolid, Espanha) e os seus números e malabarismos com fogo ou a música animada do Grupo de Zés P’reiras, Gigantones e Cabeçudos (Braga), da Banda Sociedade Musical Estrela da beira (Seia), dos Grupos de Bombos de Lavacolhos (Fundão) e de São Vicente da Beira (Castelo Branco).
Ao desfile não faltará também o culpado por todos os males e injustiças acontecidas no ano que passou, ou seja, o galo, que na Praça Velha será punido! Ele acabará por arder na fogueira, libertando o povo de todos os males que aconteceram no ano anterior. Mas antes, porém, ele terá um julgamento “justo” e terá direito a pedir um último desejo!
Estão convocados para esta audiência especial, cujos textos têm a autoria de Daniel Rocha, a juíza (interpretada por Filipa Teixeira), o advogado de acusação, Zé Povinho, (interpretado pelo actor Valdemar Santos), o advogado de defesa, Duarte Lima-te (interpretado por João Pereira), o presidente do júri e testemunha de defesa, Ismaltino Orais (interpretado por Albino Bárbara), o justiceiro, D. Pedro (interpretado pelo actor José Neves) e haverá ainda a participação especial do clown Det Schafft. O galo terá ainda a voz de Rui Nuno.
Mas como de resto é sabido, o galo será condenado e «assado» na fogueira. E no final da noite, à semelhança do sucedido nas últimas edições, o público será convidado para uma deliciosa e quentinha Canja de … galo!
O Julgamento e Morte do Galo do Entrudo tem coordenação geral de Américo Rodrigues, o Galo é uma criação de Bruno Miguel, João Pires e Raquel Cardoso e a música original é do projecto guardense Micro Animal Voice.
Como já referimos anteriormente, a edição de 2012 do Julgamento e Morte do Galo do Entrudo volta a contar com a adesão das colectividades do concelho da Guarda. Participam nesta 5ª edição: Alunos do Curso de Artes da Escola Secundária da Sé; Aquilo Teatro; Associação Cultural Copituna d’Oppidana; Associação Cultural e Recreativa da Sequeira; Associação de Jogos Tradicionais da Guarda; Associação Desportiva, Recreativa e Cultural da Rapoula; Centro Cultural da Guarda; Clube de Montanhismo da Guarda; Gambozinos e Peobardos – Grupo de Teatro da Vela; Grupo de Cantares da Arrifana – Associação Cultural; Grupo de Cantares S. Miguel da Guarda «A Mensagem»; Grupo de Concertinas Estrelas da Serra; Rancho Folclórico de Videmonte; Raiz de Trinta – Associação Juvenil e Oficena (TMG).
O Julgamento e Morte do Galo do Entrudo é uma produção da Culturguarda EM para a Câmara Municipal da Guarda.A iniciativa está inserida na Candidatura (CMG) Política de Cidades – Redes Urbanas para a Competitividade e Inovação (QREN) [Cidades parceiras: Guarda, Covilhã, Fundão e Castelo Branco].
plb (com TMG)

«A dama pé-de-cabra» no TMG

Em Fevereiro, o Projéc~ (estrutura de produção teatral do Teatro Municipal da Guarda) e a encenadora e actriz Antónia Terrinha apresentam na caixa de palco do Pequeno Auditório o espectáculo «A dama pé de cabra». A peça ficará em cena entre 8 e 10 de Fevereiro com sessões às 21h30 e terá também apresentações para escolas nos dias 8 e 9 (às 14h30).

Trata-se de uma história do património cultural português, um dos mais maravilhosos contos da tradição oral portuguesa, aqui encenada e interpretada por Antónia Terrinha. A peça está baseada no conto homónimo escrito por Alexandre Herculano e publicado no livro «Lendas e Narrativas».
Mantendo a mesma linguagem, do texto original de Herculano, o público viaja no imaginário e língua de tempos idos, revivendo as nossas memórias colectivas enquanto povo e habitante desta Península; são as nossas mais ancestrais raízes que voltam à tona.
É uma belíssima história do nosso património cultural, onde a tradição e a lenda se misturam numa simbiose perfeita entre o onírico e o maravilhoso», refere no texto de apresentação a encenadora.
Antónia Terrinha começou o seu percurso no Teatro O Bando, tendo passado por outras companhias como A Comuna e a Cornucópia. Esteve ligada a projectos de teatro infantil, como actriz e como encenadora. Dirigiu com Cândido Ferreira a Companhia do Teatro Chaby Pinheiro da Nazaré e fundou a companhia «Teatro em Curso». Participou também em filmes para cinema e televisão. Actualmente é uma das figuras da série «Pai à força».
Esta é a 14ª produção do Projéc~ que até à data apresentou também «E outros diálogos» de João Camilo; «A Cozinha Canibal», de Roland Topor, «Na Colónia Penal», ópera de Philip Glass segundo conto de Kafka; «O Barão», de Luís de Sttau Monteiro; «Eu queria encontrar aqui ainda a terra», de António Godinho e Manuel A. Domingos; «Os Sobreviventes», de Manuel Poppe, «Querido Monstro», de Javier Tomeo, «São Francisco de Assis» e «Mundus Imaginalis num quadro de Van Gogh», de Vicente Sanches, «Simplesmente Complicado», de Thomas Bernhard, a peça radiofónica «Senhor Henri», de Gonçalo M. Tavares, «The Dumb Waiter», de Harold Pinter, «A Acácia Vermelha», de Manuel Poppe e «D’ abalada» de Jorge Palinhos.

Música no Pequeno Auditório
Os Paus são provavelmente uma das bandas portuguesas mais elogiadas pela crítica no ano que passou. O grupo actuará no Pequeno Auditório do TMG no sábado, dia 4 de Fevereiro, às 21h30. Apresentam o seu segundo disco, o primeiro de longa-duração, e definem-se como «Uma bateria siamesa, um baixo maior que a tua mãe e teclados que te fazem sentir coisas».
Depois da edição deste álbum de estreia, em Outubro de 2011, ter chegado ao 3º lugar do top de vendas, a banda foi recentemente confirmada para o Palco de Radiohead no Festival Optimus Alive.
Todos os músicos desta formação vêm de outros projectos de música moderna portuguesa de inspiração Indie como Linda Martini, Vicious Five ou If Lucy Fell.
Os Paus são Makoto Yagyu (baixo, teclados e voz), Joaquim Albergaria (meia bateria siamesa e voz), João Pereira (teclados e voz) e Hélio Morais (meia bateria siamesa e voz).

Música no Café Concerto
O Filho da Mãe a.k.a. Rui Carvalho (ex If Lucy Fell) actua na sexta-feira, dia 3 de Fevereiro, no Café Concerto do TMG.
«Conheci-o noutras aventuras sónicas com os fabulosos If Lucy Fell, já o tinha topado, mas desta vez brinda-nos com um grande disco de guitarra clássica: “Palácio” – Um disco inquietante, de uma técnica e velocidade desconcertantes, frases lindíssimas desconstruídas como luz refractária em espelhos se tratasse. Genial e original de um grande poder de abstracção e obsessão de linhas de guitarra em movimento continuo em contextos e ambientes diferentes, ouve-se a rua, as gentes que passam, ouve-se Lisboa, o mar, o silêncio e todo um imaginário que por vezes nos deixa sem fôlego!». As palavras são de Tó Trips um dos Dead Combo que considera a estreia musical de Filho da mãe «uma nova pérola da musica Portuguesa».
O concerto tem entrada livre e início marcado para as 22h00.

Cinema no Pequeno Auditório
O Cineclube da Guarda apresenta na próxima Quinta-feira, dia 2 de Fevereiro, com o apoio do TMG, o filme «Histórias de Shangai – Quem me dera saber».
Trata-se de um documentário do realizador chinês Jia Zhang-ke, o mesmo que realizou «Plataforma», «O Mundo», «Still Life – Natureza Morta« e «24 City«. Com este filme, Jia Zhang-ke volta a debruçar-se sobre o passado recente do seu país e na influência do comunismo nos dias de hoje.
A sessão está marcada para as 21h30.
plb (com TMG)

Mestre da Marca – Trilogia dos Castelos da Raia

«Mestre de Marca» é a segunda peça da Trilogia Castelos da Raia. O guião vai ser publicado em duas parte.

«Cinderela – o musical em patins» no TMG

A iniciativa «Famílias ao Teatro», promovida pelo Teatro Municipal da Guarda (TMG) conta neste mês de Janeiro com um clássico dos contos infantis: «Cinderela». Trata-se de um musical apresentado pela Palco Partilhado com a adaptação e encenação de Miguel Coelho e que tem a particularidade de ser interpretado por actores em patins. O espectáculo está marcado para o dia 14 de Janeiro (sábado) às 21h30 no Grande Auditório.

INATEL promove Teatro de Outono

Começou o Teatro de Outono, ciclo de espetáculos de teatro organizado pela Agência da Guarda da Fundação INATEL, em colaboração com autarquias e associações locais.

O primeiro espectáculo decorre no dia 15 de Outubro, na cidade de Pinhel, com a peça «A vingança de Antero», pelo grupo de teatro Ultimacto – Cem Soldos – Tomar. O espectáculo terá lugar no Cine-Teatro S. Luís, com início marcado para as 21H30.
O INATEL tem organizado no quarto trimestre de cada ano, no distrito da Guarda, o Teatro de Outono, ciclo de espectáculos que pretende divulgar as produções dos grupos teatrais do distrito da Guarda e dos distritos da zona centro.
Este ano retoma-se o mesmo ciclo com 12 propostas de espectáculo diferentes envolvendo nove grupos, quatro dos quais do distrito da Guarda (Teatro Experimental de Mortágua, Teatro Olimpo, Ultimacto, A Cartola, Loucomotiva, Aquilo Teatro, Teatro do Imaginário, Grup’Arte, Guardiões da Lua). Deste modo, as autarquias e associações contratam espectáculos aos grupos entre 1 de Outubro e 31 de Dezembro, funcionando a Agência da Guarda da Fundação INATEL como mediadora na aquisição de espectáculos e comparticipante nos custos.
plb (com Agência da Guarda da INATEL)

INATEL lança Laboratório de Teatro

A Fundação INATEL lança na Guarda a formação de teatro «Laboratório: dos materiais à construção do espectáculo», nos dias 29-30 de Outubro e 5-6 de Novembro, no Paço da Cultura, com Rui Sena e Sílvia Ferreira.

Trata-se de uma boa oportunidade para ganhar ou cimentar conhecimentos tanto na área da concepção do espectáculo como na formação de actores. Vale a pena. E é muito acessível.
O laboratório pretende que os participantes trabalhem o tempo e o espaço da experimentação artística. Partindo da exploração de diferentes materiais impulsionadores da construção do espectáculo (textos, imagens, objectos, música, exercícios de corpo…), pretende-se criar uma teia de relações que culmina no exercício de apresentação final.
Entre os objectivos gerais da iniciativa contam-se o estímulo à criatividade e à expressividade, a exploração da sensibilidade e do sentido estético, a descoberta e o desenvolvimento de novas formas de expressão artística, a ampliação do interesse em relação às actividades artísticas.
Os interessados em frequentar o Laboratório de Teatro podem inscrever-se até 19 de Outubro na Agência da Fundação INATEL na Guarda.
plb (com Agência INATEL da Guarda)

Teatro no Pequeno Auditório do TMG

No sábado, dia 17 de Setembro, às 21h30, há teatro no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG), com uma peça bem humorada, intitulada «Especialistas», apresentada pelo Teatro Meridional.

A peça é um espectáculo crítico, que desvenda um pouco da vida e linguagem dos chamados «Especialistas», que agora proliferam nas sociedades contemporâneas.
«Eles trabalham arduamente no sentido de clarificarem as causas de acontecimentos nas suas áreas de competência, fechando-as em linguagens e técnicas só por eles dominadas, fazendo-nos crer que só tem acesso a esse conhecimento os seus pares que vivem e dominam essa mesma área de intervenção, na qual são insubstituíveis, tudo explicando e mantendo a inviolabilidade e inacessibilidade dos seus conceitos. Perante tal aura de mistério, o comum dos mortais sente-se naturalmente demitido, por não se encontrar na posse de tão complexa competência. E “as suas palavras” são cada vez mais, as palavras de ordem da democracia. A preparação de Comunicações Especializadas para uma CIMEIRA, de 4 Personagens Especialistas, será o pretexto para se falar deste mecanismo das sociedades actuais, que torna o exercício da democracia num fenómeno muito parecido com a ordem das ditaduras», refere a sinopse do espectáculo.
«Especialistas» tem a direcção artística de Miguel Seabra e Natália Luiza, a encenação de Miguel Seabra e a interpretação de Emanuel Arada, Filipe Costa e Rui M. Silva.
Trata-se de um espectáculo apresentado no âmbito da rede 5 Sentidos (Teatro Municipal da Guarda, Centro Cultural Vila Flor, Teatro Viriato, Teatro Maria Matos e Teatro Virgínia).
plb (com TMG)

Caça ao gambuzino no Casteleiro

Decorreu no Casteleiro, entre os dias 10 e 12 de Junho, a segunda edição da Festa da Caça, que entre a enorme multiplicidade de iniciativas teve na original «Caça ao Gambuzino» um momento hilariante e de contagiante divertimento.

Capeia Arraiana acompanhou de perto a grande novidade desta edição do evento, acontecida na tarde do dia 11 de Junho, sábado. O presidente da Junta de Freguesia, António José Marques, distribuiu aos caçadores interessados uma licença para caçar gambuzinos e um pequeno saco, equipamento fundamental para aprisionar a espécie cinegética em questão.
Já miúdos e graúdos se preparavam para percorrer a aldeia em busca dos afamados bichos, quando estes apareceram, espreitando às esquinas, por detrás das árvores ou dos carros estacionados, avançando a medo, procurando evitar sobretudo os ataques da pequenada que, de saco aberto, foi ao seu encontro para os apanhar.
Os gambuzinos eram actores da Associação Cultural Bica do Imaginário, que realizou uma magnífica performance artística nas ruas da aldeia, envolvendo-se com a população que primeiramente assistiu incrédula à evolução dos gambuzinos coloridos e depois decidiu participar na actividade.
A certo momento anunciou-se a chegada de um grupo de caçadores de alto gabarito, profissionais da caça aos gambuzinos, chamados para capturar os fugitivos, que a todos escapavam por entre as mãos. Surgiu então um grupo de actores trajando coletes cinzentos e calções de camuflado, munidos de armas originais, propícias, ao que se dizia, para aquele tipo de caça. De andar firme e olhar atento, parecendo perscrutar sons e sinas, os caçadores seguiram pela rua, entre a população que se desviava dando-lhe passagem. Os gambozinos, notando a aproximação dos caçadores, desapareceram por trás de carros e casas, ou mesmo de pessoas amigas que os ajudaram a dissimular a sua presença. A hilariedade foi geral perante as evoluções imaginativas dos caçadores, sobretudo no momento em que, reunidos, meteram as mãos nos bolsos dos coletes e sacaram de cãezinhos de corda, que colocaram no chão, incitando: busca, busca!
Do largo principal, o centro nevrálgico da freguesia e da festa que ali tinha lugar, o teatro de rua, envolvendo mais de duas dezenas de actores, percorreu as ruas circundantes, contagiando de alegria toda a aldeia, cujos habitantes assistiam felizes ao belo momento. Aos actores na pele de gambuzino e de calçador juntaram-se depois dois bicharocos especiais, uma espécie de gambuzinos-reais, que deram uma nova dinâmica ao espectáculo. Eram uma espécie de gigantones movimentados por actores, que entraram na caçada, para gáudio de quem participava e assistia.
Uma actividade diferente, que deu alegria e colorido à já consagrada Festa da Caça, que de novo trouxe ao Casteleiro inúmeras actividades de música, desporto e lazer.
plb

Sé da Guarda recebe «visitas encenadas»

«Passos à volta da memória – uma visita encenada à Sé Catedral da Guarda», é o nome de uma iniciativa da Culturguarda, que se iniciará às 10,30 horas de amanhã, dia 7 de Junho (terça-feira).

A iniciativa resulta do Projecto de Teatralização do Centro Histórico, e da candidatura «Política de Cidade – Parcerias para a Regeneração Urbana», efectuada através do Programa Mais Centro do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). «Passos à volta da memória – Uma visita encenada à Sé Catedral da Guarda» reúne o apoio da Diocese da Guarda e do Ministério da Cultura, através da Direcção Regional de Cultura do Centro.
Américo Rodrigues é o responsável pela concepção e pela coordenação geral, sendo a encenação da responsabilidade de Antónia Terrinha. O texto é da autoria de Pedro Dias de Almeida. Miguel Moreira e André Amálio serão os actores que acompanharão o público e contarão a história e os segredos que a Sé da Guarda contém.
Os visitantes vão receber a monografia «Esboceto histórico-artístico da Sé Catedral da Guarda», da autoria do historiador de arte João Paulo Martins das Neves.
As visitas realizam-se de 7 de Junho a 31 de Agosto, de terça a sexta-feira, com sessões às 10h30 e às 16h00 e aos sábados com uma sessão às 17h30.
plb

Manuel António Pina vence Prémio Camões 2011

O escritor Manuel António Pina é o vencedor do Prémio Camões 2011 o mais importante galardão de língua portuguesa. Manuel António Pina nasceu na vila do Sabugal no dia 18 de novembro de 1943 e sucede, entre outros, a Miguel Torga, Vergílio Ferreira, Jorge Amado, José Saramago, Eduardo Lourenço, Pepetela, Sophia de Mello Breyner, Agustina Bessa-Luís e António Lobo Antunes.

Jornalista, escritor e tradutor, Manuel António Pina nasceu no Sabugal, a 18 de novembro de 1943. A sua obra, traduzida em várias línguas, divide-se entre a poesia, a literatura infanto-juvenil, o teatro, a crónica e a ficção.O Prémio Camões, criado em 1989 por Portugal e pelo Brasil para distinguir um escritor cuja obra tenha contribuído para a projeção e reconhecimento da língua portuguesa, foi-lhe atribuído por unanimidade do júri hoje reunido no Rio de Janeiro.
«A decisão foi consensual e unânime, numa reunião que durou menos de meia hora», diz o comunicado do júri que atribuiu a Manuel António Pina o Prémio Camões, o maior galardão literário de língua portuguesa.
Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, integrou de 1971 a 2011 a redação do «Jornal de Notícias», desempenhando funções de editor e chefe de redação. Foi também professor da Escola de Jornalismo do Porto, cidade onde reside.
A Câmara Municipal da Guarda criou, em 2010, em homenagem a Manuel António Pina, um prémio literário anual com o seu nome.
«Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina» testemunha a placa colocada ao lado da porta da casa onde nasceu o ilustre sabugalense. A homenagem promovida pela Junta de Freguesia do Sabugal teve lugar no dia 4 de Abril de 2009. Os actos da homenagem a Manuel António Pina centraram-se no Auditório Municipal do Sabugal, onde teve lugar uma palestra de Arnaldo Saraiva e a peça de teatro do grupo portuense «Pé-de-Vento». O programa incluiu, ainda, o descerrar de uma placa e visita à casa onde nasceu, troca de lembranças e oferta de livros do escritor à biblioteca municipal no salão nobre da Câmara do Sabugal, e a finalizar um porto de honra com uma mesa de luxo repleta de iguarias na Casa do Castelo.
O presidente da República, Cavaco Silva, felicitou esta quinta-feira o escritor Manuel António Pina por ter recebido o Prémio Camões 2011, principal distinção no meio literário lusófono. «A atribuição deste Prémio é o reconhecimento da relevância nacional e internacional que a sua obra representa na literatura em língua portuguesa e é, sem dúvida, um motivo de grande orgulho para todos os que apreciam a sua escrita», refere a mensagem de Cavaco Silva, também divulgada no site da Presidência da República. O chefe de Estado sublinhou que esta distinção «honra a literatura Portuguesa».

Vencedores do Prémio Camões
O Prémio Camões, no valor de 100 mil euros, instituído pelos governos de Portugal e do Brasil em 1988, é atribuído aos autores que tenham contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa.
Manuel António Pina recebeu o Prémio Camões 2011 e sucede a Miguel Torga (1989), João Cabral de Melo Neto (1990), José Craveirinha (1991), Vergílio Ferreira (1992), Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), José Saramago (1995), Eduardo Lourenço (1996), Pepetela (1997), António Cândido de Mello e Sousa (1998), Sophia de Mello Breyner (1999), Autran Dourado (2000), Eugénio de Andrade (2001), Maria Velho da Costa (2002), Rubem Fonseca (2003), Agustina Bessa-Luís (2004), Lygia Fagundes Telles (2005), José Luandino Vieira (2006), António Lobo Antunes (2007), João Ubaldo Ribeiro (2008), Arménio Vieira (2009) e Ferreira Gullar (2010).

A atribuição do Prémio Camões a Manuel António Pina veio confirmar (aos mais distraídos) que foi justíssima e visionária a homenagem que foi feita a 4 de Abril de 2009 no Sabugal. Depois disso veio o Prémio Manuel António Pina atribuído pela Câmara Municipal da Guarda, o Festival Internacional de Teatro da Câmara Municipal de Famalicão dedicado a Manuel António Pina, a homenagem na Casa da Beira Alta no Porto, a homenagem da 80.ª Feira do Livro do Porto (2010) que o elegeu como escritor em destaque, a distinção com o Prémio Literário da Fundação Bissaya Barreto e muitos outras merecidas homenagens.
O Capeia Arraiana aproveita para saudar e congratular-se com a atribuição do Prémio Camões 2011 a tão ilustre sabugalense.

jcl (com agência Lusa)