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Hoje destacamos… José Gomes Ferreira e a crise
A crise explicada a miúdos e graúdos em seis minutos por José Gomes Ferreira na SIC. Dito desta forma o comentador de economia deixa claro que só não fica iluminado quem não quer. E também se fica a perceber melhor o lobby para «despedir» o ministro da Economia Álvaro Santos Pereira. Hoje destacamos… para reflectirmos.
Autoria: SIC Notícias posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana
Acesso 4G apenas em 20 freguesias do Sabugal
As operadoras de comunicações móveis TMN, Vodafone e Optimus, terão de garantir serviços móveis de quarta geração numa parte do território português, o qual abrange 20 freguesias do concelho do Sabugal.
Nessas freguesias alguma das operadoras assegurará a disponibilidade de banda larga móvel. Em todo o país cada operadora garantirá cobrir com banda 4G um total de 160 freguesias.
A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) teve em conta a existência de infra-estruturas locais, usando como critério a distância entre cada sede de freguesia e a estação móvel que lhe está mais próxima. Também avaliou os planos comerciais de desenvolvimento de rede de cada operadora para os próximos tempos, assinalando quais as freguesias que ficariam fora da cobertura de acesso.
São 480 as freguesias que não terão garantias de acesso.
O distrito de Bragança é o mais beneficiado, com 117 freguesias eleitas para receber 4G. O distrito da Guarda é o segundo com maior número de freguesias abrangidas, quase 100.
A Vodafone foi a primeira empresa a escolher as suas 160 freguesias de cobertura. Segue-se a TMN e a Optimus, que terão um prazo de 30 dias para o fazer, de forma sequencial.
As freguesias do concelho do Sabugal que não terão assegurado acesso 4G são as seguintes:
Águas Belas, Aldeia da Ribeira, Badamalos, Bismula, Casteleiro, Fóios, Malcata, Penalobo, Pousafoles do Bispo, Quadrazais, Rapoula do Côa, Rendo, Ruivós, Ruvina, Sortelha, Vale das Éguas, Valongo, Vila Boa, Vila do Touro, Vilar Maior.
plb
Os homens que fizeram girar a Terra
O CERN (Centro Europeu de Investigação Nuclear) acaba de confirmar a existência do «bosão de Higgs» ou «partícula de Deus». Esta descoberta coloca a física no caminho para a compreensão das origens da matéria e da vida, demonstrando, mais uma vez, que não existem «ciências exactas», definitivas, acabadas. Toda a ciência está permanentemente «em construção», graças ao contributo de sucessivas gerações de cientistas. Newton dizia: «…vejo mais longe porque me sentei sobre os ombros de gigantes.»
A moderna astronomia põe hoje na nossa frente um espantoso Universo! Poderosos telescópios perscrutam os céus e recebem luz emitida há milhares de milhões de anos. Sondas espaciais medem radiações e calor, em busca dos testemunhos do «big-bang», uma gigantesca explosão ocorrida há talvez 15 mil milhões de anos, que teria dado início à formação das estrelas e das galáxias.
Esses potentes telescópios, como o Hubble, ou o do Monte Palomar, nos Estados Unidos, dotados de lentes com vários metros de diâmetro, atingem distâncias impensáveis: estão hoje ao seu alcance dez mil milhões de galáxias, algumas das quais situadas a centenas de milhões de anos-luz (lembro que um ano-luz equivale à distância percorrida pela luz durante um ano, à velocidade de 300 mil quilómetros por segundo, isto é, cerca de 10 biliões de quilómetros).
Uma galáxia é um enorme aglomerado de estrelas. A galáxia de que faz parte o Sol, a Via Láctea, é composta por cerca de 100 mil milhões de estrelas. A galáxia mais próxima da nossa, a Grande Nebulosa de Andrómeda, igualmente formada por um número de estrelas semelhante ao da Via Láctea, situa-se à distância de 2 milhões de anos-luz. Por outras palavras: a luz que agora nos chega da Nebulosa de Andrómeda é uma luz «arqueológica», partiu de lá quando na Terra viviam os australopitecos.
Perante a prodigiosa grandeza destes números, somos irremediavelmente remetidos à nossa própria pequenez. Se conseguíssemos auto-observar-nos a partir de um ponto situado algures nesse Universo distante, que significado teriam as nossas mesquinhas disputas? Dizia Erasmo de Roterdão, em 1511, no Elogio da Loucura, que «se alguém pudesse observar os mortais a partir da Lua, julgaria ver milhares de moscas e de mosquitos envolvidos em rixas, guerras, maquinações, rapinas, enganos».
Na verdade, o Homem tem passado demasiado tempo a olhar para o seu próprio umbigo. Durante milhares de anos, acreditou mesmo que era o centro do Universo e que tudo girava à sua volta. A Terra constituía um ponto fixo em torno do qual se moviam os restantes planetas e o próprio Sol. Esta concepção geocêntrica do Universo, exposta por Ptolomeu no século II, foi aceite quase unanimemente até ao século XVI. Antes de Ptolomeu, apenas o grego Aristarco de Samos tinha defendido a hipótese de a Terra girar à volta do Sol, mas as suas ideias contrariavam de tal modo o senso comum que foram rapidamente esquecidas. Os livros de Aristarco perderam-se e só conhecemos o seu pensamento através das escassas referências que lhe faz Arquimedes de Siracusa.
No século XVI, o polaco Nicolau Copérnico retomou as propostas de Aristarco de Samos e, depois de algumas viagens a Itália e de demorados estudos, publicou em 1543 o seu De Revolutionibus Orbium Coelestium, no qual defende a teoria heliocêntrica: o Sol é uma estrela fixa, em torno da qual giram a Terra e os outros planetas.
Ainda nesse século, o dinamarquês Tycho Brahé e o alemão Johannes Képler confirmam o heliocentrismo de Copérnico e determinam as órbitas elípticas dos planetas. Já no século XVII, o italiano Galileu Galilei prova matematicamente a teoria heliocêntrica e procede às primeiras observações dos astros com um telescópio construído por si próprio. Na Inglaterra, Isaac Newton estabelece a teoria da gravitação universal dos corpos e desenvolve a astronomia experimental, designadamente através da invenção do telescópio de reflexão, que permitiria aumentar sistematicamente o diâmetro das lentes.
Estes foram alguns dos homens que «fizeram girar a Terra». Eles estão na origem de uma verdadeira revolução científica: juntamente com outros físicos, matemáticos e filósofos, como Francis Bacon, Pascal, Descartes, Leibniz e Torricelli contribuíram decisivamente para a substituição de uma mentalidade aproximativa por uma mentalidade de rigor. Daí em diante, as distâncias, os pesos, o tempo, a temperatura, tudo passou a ser medido rigorosamente, através de instrumentos então inventados – o relógio de pêndulo, o termómetro, o barómetro, etc.
No entanto, não se pense que todo este progresso científico foi conseguido sem oposição. As grandes e profundas mutações, sejam de carácter sociopolítico, económico ou cultural, encontram sempre resistências. E as resistências à mudança vieram, no caso da revolução científica do século XVII, sobretudo da Igreja Católica.
A Igreja não aceitava que fosse posto em causa o saber tradicional. Vivia-se então uma grave crise religiosa, desencadeada pela Reforma Protestante e pela resposta católica, traduzida no movimento da Contra-Reforma. As ideias inovadoras eram portanto consideradas perigosas e heréticas. Copérnico apenas escapou a um eventual julgamento porque morreu poucos meses depois da publicação do seu livro. Todavia, um dos seus continuadores, Giordano Bruno, viria a morrer na fogueira por ideias semelhantes. Galileu foi também julgado pela Inquisição e só evitou a fogueira porque aceitou renegar publicamente as suas teses (não deixando, todavia, de murmurar para si próprio: «E, no entanto, ela move-se!»). Só recentemente, 350 anos depois do julgamento, a Igreja Católica procedeu à reabilitação de Galileu. O amanhecer da tolerância é espantosamente lento!
A história, durante muito tempo, apenas estudou a mudança. Hoje investiga também as resistências à mudança. Interessa-nos saber como William Harvey, no século XVII, estabeleceu com segurança o princípio da circulação do sangue mas também nos interessa estudar todo o processo que levou muitos médicos a recusarem este conhecimento inovador durante dezenas de anos. Ou estudar as razões por que se ridicularizou a teoria da evolução das espécies, de Charles Darwin. Ou ainda as razões da rejeição do impressionismo, do cubismo ou do surrealismo na época em que apareceram.
Alguém definiu a ciência como «curiosidade organizada». Se não fosse o inconformismo, o espírito de descoberta e de aventura, a ânsia de saber, muito provavelmente o «homem» ainda hoje viveria nas árvores. Como as outras 192 espécies de primatas.
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares
ad.tavares@netcabo.pt
Eleição do melhor blogue regional
O blogue Aventar organiza pela primeira vez um concurso de blogues com o objectivo de promover e divulgar o que de mais interessante se faz na blogosfera portuguesa e de língua portuguesa. É um concurso aberto a todos os que queiram participar. Na categoria «Blogues Regionais» a organização incluiu o Capeia Arraiana na primeira volta do concurso que decorre até ao dia 21 de Janeiro. Vamos todos votar no melhor blogue regional!
Os administradores do blogue «Aventar» entenderam organizar a eleição dos melhores blogues de 2011. Aqui ficam as explicações e esclarecimentos dos organizadores da eleição:
– Como é que foram nomeados os blogues que estão em concurso?
– Nenhum blogue foi nomeado. Elaborámos uma lista com base no blogometro apenas porque se tinha de começar por algum lado, lista essa um bocado aleatória (nem considerámos alguns géneros inicialmente), e que foi apenas um ponto de partida. Depois, e até 13 de Janeiro, essa lista esteve aberta a qualquer proposta de acrescentar mais blogues. Apenas foram recusadas alguns, muito poucos, sites que de forma alguma são blogues. Isso permitiu igualmente corrigir alguns erros da própria lista. Fomos aceitando sugestões de categorias que nunca nos tinham passado pela cabeça mas que afinal tinham muitos interessados.
– Porque é que esse prazo de inscrição foi tão curto?
– Porque não imaginávamos um sucesso tão grande, e também porque não calculámos bem o tempo que a «notícia» demoraria para se espalhar na rede. Surgiram propostas de categorias em áreas muito diferentes das do Aventar, e no mundo dos blogues há universos paralelos e pouco ligados, o que subestimámos claramente.
– Porque não aceitam mais inscrições?
Por um lado porque não se mudam as regras a meio do jogo. Por outro uma votação que já abrange mais de 500 blogues teria de ser tecnicamente organizada de outra forma, nunca numa única página como nos pareceu no início mais fácil para os concorrentes.
– Pode haver fraudes na votação?
– Sim, mas é complicado porque a votação pela Internet é um problema difícil de resolver devido à própria forma como a Internet está construída. Esta abertura traz-nos inúmeras vantagens, mas também algumas desvantagens. Para garantir que um votante anónimo não faz votações repetidas empregam-se várias técnicas. Podemos limitar a votação por cookies ou por endereço IP, ou então usando ambas as técnicas ao mesmo tempo. Um cookie não é mais do que uma pequena quantidade de informação que é guardada no computador do utilizador e que é lida pelo próprio servidor que a criou. Utilizam-se os cookies para muitos fins. Podem ser usados para identificar um utilizador por forma a que este não tenha de se autenticar de cada vez que acede a um site, servem para recolher informações sobre os hábitos de navegação (que sites visita, em que ordem, etc.), servem também para indicar se o utilizador já votou ou não numa determinada categoria de um concurso sobre os melhores blogues de 2011.
Infelizmente, como o cookie é qualquer coisa que mora no computador do próprio utilizador, pode ser facilmente apagado por este. Assim, se numa dada sondagem apenas marcamos os utilizadores que já votaram usando um cookie, um utilizador malicioso apenas tem de apagar os cookies referentes ao Aventar e pode imediatamente fazer uma nova votação. Se for um utilizador ligeiramente mais sofisticado pode simplesmente usar um modo de navegação incógnito para cada voto que quiser fazer.
É claro que há sempre pessoas que não sabem o que é fair play, não conseguindo ganhar com lisura tentam dar a volta ao sistema. Detectámos votos repetidos logo no inicio da votação, no Domingo de manhã. Para dificultar o trabalho a essas pessoas fazemos também uma verificação por endereço IP, isto é, cada vez que uma pessoa vota tomamos nota do endereço de onde está a fazer o voto. Se nos aparecer outro voto, com o mesmo endereço IP durante as seis horas seguintes, simplesmente ignoramos o voto.
Este comportamento, que à primeira vista parece perfeito para evitar a fraude, coloca um sério problema. Há muitas situações em que podemos ter votos perfeitamente legítimos provenientes do mesmo endereço IP que vão ser rejeitados. Isto acontece porque o número de endereços IP não só é limitado como está quase completamente exaurido. Assim para protelar o fim da disponibilidade de endereços IP utiliza-se uma técnica conhecida por NAT, que permite que vários utilizadores partilhem o mesmo endereço IP para aceder à Internet. Toda a gente que tem um router em casa que permita que dois ou mais computadores acedam à Internet (ou telefones espertos, ou tablets, ou qualquer aparelho que se ligue à rede), usa alguma forma de NAT, a maior parte dos escritórios usam esta técnica, etc.
Assim, se estiver num escritório, por exemplo, apenas a primeira pessoa que votar terá possibilidade de registar o respectivo voto. Infelizmente é absolutamente necessário usar esta medida, caso contrário a votação é completamente subvertida.
Há possibilidade de dar uma chapelada neste tipo de votação? Claro que há, a solução encontrada é um compromisso entre a facilidade de votar e a segurança da votação.
Que ganhe o melhor, sem batota!
Como aparece o Capeia Arraiana nesta eleição?
Na categoria «Blogues Regionais» foi incluído o nosso Capeia Arraiana.
Agora só falta o voto de todos os amigos do Capeia Arraiana que acreditam neste projecto que vive há mais de cinco anos sem qualquer subsídio e é o resultado da colaboração e do exercício de cidadania de muitos sabugalenses, de muitos raianos, de muitos beirões, enfim… de muitos cidadãos do mundo.
Para quem não sabe a escolha do Capeia Arraiana para esta eleição resulta de nos mantermos, diariamente, há mais de cinco anos no Top100 dos blogues de língua portuguesa. No dia 17 de Janeiro de 2011 o Capeia Arraiana posicionou-se em 84.º lugar entre os blogues de línguas portuguesa mais visitados nesse dia. O acesso para o Blogometro está disponível para consulta nos nossos links do frame esquerdo. Aqui.
VOTE! VOTE NO MELHOR BLOGUE REGIONAL! AQUI.
jcl
Projectos em 3D promovem património beirão
O autor da «Rota dos 5 Castelos em 3D do concelho do Sabugal», Nuno Dias, apresentou mais um trabalho para promoção e divulgação do património histórico da região beirã. O projecto «Valverde em 3D», retrata digitalmente em três dimensões os edifícios mais importantes da freguesia de Valverde, no concelho do Fundão.
«Valverde em 3D» foi um projecto desenvolvido de modo a promover e divulgar digitalmente, em três dimensões (3D), os edifícios mais importantes da aldeia de Valverde, do concelho do Fundão. É um projecto pioneiro para uma aldeia de Portugal, sendo Valverde a «primeira aldeia de Portugal» a ter os seus edifícios mais importantes em 3D. A transposição do papel e da fotografia para a imagem animada por programas digitais possibilita serem vistos por qualquer pessoa em qualquer parte do Mundo, no maior portal geográfico do Mundo – o Google Earth.
O Projecto «Valverde em 3D» foi apresentado no dia 9 de Abril de 2011 aos seus habitantes, no Pavilhão Desportivo, na festa comemorativa do Dia da Freguesia.
Na «Visita Virtual 3D» projectada na sessão e disponível no blogue oficial foram visualizados os seguintes edifícios: o depósito da água, a igreja matriz, o museu D. João de Oliveira Matos, a Junta de Freguesia, a capela do Espirito Santo, a escola primária, o pavilhão desportivo, a capela de São Domingos e a capela do mártir São Sebastião, esta última situada na anexa Carvalhal.
«Além do “Valverde em 3D” sou, também, o autor da “Rota dos Cinco Castelos em 3D do concelho do Sabugal”, um projecto que lancei em 2009 e visou promover e divulgar os cinco castelos e que tem como objectivo promover e divulgar a nossa região», declarou ao Capeia Arraiana o autor, Nuno Dias, aproveitando para mostrar a sua satisfação pela divulgação do seu trabalho nos mais importantes meios de comunicação nacionais.
Blogue oficial de Valverde. Aqui.
Página no Sketchup com os 5 Castelos do Sabugal. Aqui.
Nuno Dias é natural do Fundão, Castelo Branco. Actualmente é freelancer na área de Modelação 3D e estudante de Licenciatura em Engenharia Civil na Universidade da Beira Interior, onde também é formador do curso «Iniciação ao Autocad».
aps



















Etapa Sabugal-Guarda custa entre 50 a 60 mil euros


















