Category Archives: Vila do Touro

Os bens das igrejas de Vila do Touro

:: :: VILA DO TOURO :: :: O arrolamento dos bens da igreja e capelas da freguesia de Vila do Touro, no concelho do Sabugal, foi coligido pela comissão concelhia de inventário em 30 de Março de 1912. Transcrevemos o respectivo auto de arrolamento e demais documentação existente no processo.

Capela da Senhora do Mercado - Vila do Touro - Sabugal - Censos 1758 - Capeia Arraiana

Capela da Senhora do Mercado – Vila do Touro

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Guerra – estadia

Parti em rendição individual em fins de Outubro/1968, regressei em Dezembro/1970, vinte e sete meses de estadia na Guerra na Guiné-Bissau.

Militares num dos rios da Guiné no decurso de uma operação

Câmara Municipal Sabugal - © Capeia Arraiana

Campanha arqueológica no castelo de Vila do Touro

A Câmara Municipal do Sabugal tem a decorrer até ao início de Agosto, a quinta e última campanha de escavações arqueológicas no castelo de Vila do Touro, com professores e alunos da Universidade de Coimbra. Os trabalhos de estudo e investigação arqueológicos visam recolher mais alguns dados sobre a primitiva arquitectura do castelo medieval de Vila do Touro, bem como vestígios das gentes que ali habitaram e vão finalizar os trabalhos que têm vindo a ser desenvolvidos ao longo dos últimos anos.

Portal na muralha do castelo de Vila do Touro no concelho do Sabugal - Capeia Arraiana

Portal na muralha do castelo de Vila do Touro no concelho do Sabugal

Ciclismo - Capeia Arraiana

Cicloturismo por Terras do Côa

Está marcada para o dia 15 de Julho a 9.ª edição do Cicloturismo por Terras do Côa que irá, mais uma vez, percorrer a paisagem do concelho do Sabugal.

IX Edição do Cicloturismo Terras do Côa no Sabugal - Capeia Arraiana

IX Edição do Cicloturismo Terras do Côa no Sabugal

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Quem defende os emigrantes

O sabugalense Carlos Luís, conhecedor profundo das comunidades portuguesas que vivem no estrangeiro, tem sido, enquanto tal, injustamente ignorado no seu concelho, que é precisamente uma terra de emigrantes.

Carlos Manuel Luís

Câmara Municipal Sabugal - © Capeia Arraiana

Contratações e ajustes no Município do Sabugal (54)

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de entidades públicas que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense desde as eleições autárquicas de Setembro de 2013 até Setembro de 2017. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente. :: JUNHO de 2016 ::

Edifício abandonado na Colónia Agrícola de Martim-Rei - Sabugal - Capeia Arraiana

Edifício abandonado na Colónia Agrícola de Martim-Rei

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Sortelha Eólica

«Sortelha Eólica» é o título de uma reportagem do site Sapo Viagens, que neste Verão tem feito sugestões de passeios de lazer pelo interior do país, sobretudo em lugares históricos. O Sapo Viagens aconselha uma visita à antiga vila medieval do concelho do Sabugal, mas lamenta a saturação da paisagem com tanta torre eólica.

Sortelha e as eólicas

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Sabugal – Capítulo da Confraria do Bucho Raiano

No último sábado de Fevereiro decorreu no Sabugal o VIII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, que congregou dezenas de Confrarias de várias zonas do País, incluindo a Região da Madeira, com destaque para a diversidade do mundo rural.

Os Bombos do Souto da Casa animaram o desfile das confrarias

Os Bombos do Souto da Casa animaram o desfile das confrarias

Sabugal - © Capeia Arraiana (orelha)

A comunicação de Vítor Pereira Neves

:: :: CONGRESSO DO FORAL DO SABUGAL :: :: O segundo dia do Congresso, em 9 de Novembro de 1996, abriu com a profunda e rigorosa comunicação de Vítor Pereira Neves dedicada ao tema Os Concelhos Medievais Integrados no Concelho do Sabugal.

Vítor Pereira Neves

Vítor Pereira Neves

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Bucho raiano foi a Bucelas

A Confraria do Arinto de Bucelas, concelho de Loures, organizou um jantar de confrades a fim de se degustar o bucho raiano acompanhado por vinho Arinto. A Confraria do Bucho Raiano também marcou presença.

Maria Máxima Vaz falou do bucho raiano

Maria Máxima Vaz falou do bucho raiano

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Confraria entronizou 12 novos confrades

No VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, realizado no Soito no dia 6 de Fevereiro, foram entronizados 12 novos confrades, o que faz com que a agremiação de defesa da gastronomia sabugalense tenha actualmente 121 membros efectivos.

VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - 2016 - Soito - Capeia Arraiana
Dezembro - 2015 - Efemérides - Capeia Arraiana

Efemérides 2015 – 1 de Dezembro

:: :: EFEMÉRIDES 2015 :: 1 DE DEZEMBRO :: :: O Capeia Arraiana publica diariamente as efemérides mais relevantes de cada data… Hoje destacamos a concessão de foral a Vila do Touro, em 1220.

Há 795 anos foi concedido foral a Vila do Touro

Há 795 anos foi concedido foral a Vila do Touro

Novembro - 2015 - Efemérides - Capeia Arraiana

Efemérides 2015 – 6 de Novembro

:: :: EFEMÉRIDES 2015 :: 6 DE NOVEMBRO :: :: O Capeia Arraiana publica diariamente as efemérides mais relevantes de cada data… Hoje destacamos a extinção dos concelhos de Alfaiates e Vila do Touro, em 1836.

Passos Manuel extinguiu os concelhos de Alfaiates e de Vila do Touro há 179 anos

Passos Manuel extinguiu os concelhos de Alfaiates e de Vila do Touro há 179 anos

Literatura - Capeia Arraiana (orelha)

Teresa Duarte Reis edita livro juvenil

«Mistério na Serra da Estrela» é o título do mais recente livro juvenil da escritora Teresa Duarte Reis. O lançamento está marcado para sábado, 29 de Novembro, na Pousada da Serra da Estrela na Covilhã.

Mistério na Serra da Estrela - Teresa Duarte Reis - Capeia Arraiana

Mistério na Serra da Estrela – Teresa Duarte Reis

Ciclismo - Capeia Arraiana

Sabugal acolhe Cicloturismo Terras do Côa

O concelho do Sabugal é o palco para o primeiro evento de ciclismo de estrada organizado pelo Clube Terras do Côa, que acontecerá no dia 6 de Julho.

Cicloturismo Terras do Côa (pormenor do cartaz)

Cicloturismo Terras do Côa (pormenor do cartaz)

Memórias sobre o Concelho do Sabugal (62)

:: :: VILA DO TOURO (3) :: :: O livro «Terras de Riba-Côa – Memórias sobre o Concelho do Sabugal», escrito há mais de um século por Joaquim Manuel Correia, é a grande monografia do concelho. A obra fala-nos da história, do património, dos usos e dos costumes das nossas terras, pelo que decidimos reproduzir a caracterização de cada uma das aldeias nos finais do século XIX, altura em que o autor escreveu as «Memórias».

Casa antiga de Vila do Touro

Casa antiga de Vila do Touro

Memórias sobre o Concelho do Sabugal (61)

:: :: VILA DO TOURO (2) :: :: O livro «Terras de Riba-Côa – Memórias sobre o Concelho do Sabugal», escrito há mais de um século por Joaquim Manuel Correia, é a grande monografia do concelho. A obra fala-nos da história, do património, dos usos e dos costumes das nossas terras, pelo que decidimos reproduzir a caracterização de cada uma das aldeias nos finais do século XIX, altura em que o autor escreveu as «Memórias».

O que resta do castelo de Vila do Touro

O que resta do castelo de Vila do Touro

Memórias sobre o Concelho do Sabugal (60)

:: :: VILA DO TOURO :: :: O livro «Terras de Riba-Côa – Memórias sobre o Concelho do Sabugal», escrito há mais de um século por Joaquim Manuel Correia, é a grande monografia do concelho. A obra fala-nos da história, do património, dos usos e dos costumes das nossas terras, pelo que decidimos reproduzir a caracterização de cada uma das aldeias nos finais do século XIX, altura em que o autor escreveu as «Memórias».

Capela da Senhora do Mercado - Vila do Touro - Sabugal - Censos 1758 - Capeia Arraiana

Capela da Senhora do Mercado – Vila do Touro – Sabugal

Manuel Leal Freire - © Capeia Arraiana

Poetando – Vila do Touro

«Poetando» é a coluna de Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, na qual aos domingos vai publicando poemas inéditos, cada um dedicado a uma aldeia do concelho do Sabugal. Nesta edição o escritor e poeta dedica um soneto a Vila do Touro.

Personalidade do Ano 2013 - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Personalidade do Ano 2013 – Maria Máxima Vaz

A historiadora sabugalense Maria Máxima Vaz é a escolha do Capeia Arraiana para «Personalidade do Ano 2013». A eleita sucede a Pinto Monteiro (2007), António Robalo (2009), Santinho Pacheco (2010), Manuel António Pina (2011) e José Soares Ricardo (2012).

Maria Máxima Vaz - Personalidade do Ano 2013 - Capeia Arraiana

Maria Máxima Vaz – Personalidade do Ano 2013 – Capeia Arraiana

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

Fim-de-semana cheio!

O próximo fim-de-semana, de 9 e 10 de Novembro, será recheado, no concelho do Sabugal, com um conjunto de acontecimentos que justificam a participação de todos.

Joaquim Leal (grão-mestre) e Manuel Leal Freire (confrade de honra) da Confraria do Bucho Raiano - Março de 2011

Joaquim Leal (grão-mestre) e Manuel Leal Freire (confrade de honra)
Confraria do Bucho Raiano – Março de 2011

Manuel Leal Freire - © Capeia Arraiana

Os mercados das quintas-feiras

No tempo da Monarquia, as semanas de trabalho eram cortadas pelo meio com a concessão de um dia votado a uma semiparalização das actividades agrícolas. Era à quinta-feira.

O antigo mercado das quintas-feiras na Vila do Touro

O antigo mercado das quintas-feiras na Vila do Touro

Censos 1758 - © Capeia Arraiana

Freguesias do concelho do Sabugal em 1758 (40)

:: :: VILA DO TOURO :: :: Os manuscritos depositados na Torre do Tombo, em Lisboa, são a resposta a um inquérito censório a todo o reino assinado pelo Marquês de Pombal três anos após o terramoto de 1755. O Capeia Arraiana está a publicar as respostas dos párocos das paróquias das 40 freguesias do concelho do Sabugal agora que, pelo menos 10 das retratadas, vão desaparecer para sempre por obra e graça dos senhores mandantes da troika europeia.

Capela da Senhora do Mercado - Vila do Touro - Sabugal - Censos 1758 - Capeia Arraiana

Capela da Senhora do Mercado – Vila do Touro – Sabugal

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Máxima Vaz no Instituto de História Contemporânea

A historiadora sabugalense Maria Máxima Vaz foi convidada para integrar o grupo de investigadores do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.

Maria Máxima Vaz - Confraria Marmelada Odivelas - Capeia Arraiana

Maria Máxima Vaz

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

O reconhecimento devido

Uma lei absurda impede centenas e centenas de cidadãos, que à causa pública tudo deram, de se voltarem a candidatar a Presidentes de Câmara Municipal e de Junta de Freguesia.

Manuel Rasteiro - Junta Freguesia Sabugal - Capeia Arraiana

Manuel Rasteiro – Presidente da Junta de Freguesia do Sabugal

José Manuel Campos - Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios - Capeia Arraiana

José Manuel Campos – Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios

Faleceu Esperança Marques

Hoje, 13 de Julho, faleceu em Lisboa Esperança Marques, de 86 anos de idade, natural de Vila do Touro, concelho do Sabugal.

Autárquicas 2013 - Sabugal - © Capeia Arraiana

Carlos Luís candidato à Assembleia Municipal

O ex-deputado Carlos Manuel Luís, natural da Vila do Touro, será o cabeça de lista do Partido Socialista à Assembleia Municipal do Sabugal nas eleições autárquicas deste ano.

Carlos Luís - candidato à Assembleia Municipal

Carlos Luís – candidato à Assembleia Municipal

Anuáriio Comercial Portugal - 1942 © Capeia Arraiana

O concelho do Sabugal em 1942 (19)

No derradeiro artigo desta longa série sobre a caracterização do concelho do Sabugal no ano de 1942, com base na 62ª edição do Anuário Comercial de Portugal, vamos expor quem eram os agricultores, os proprietários, negociantes e profissionais de três freguesias do concelho: VILA BOA, VILA DO TOURO e VILAR MAIOR.

Câmara Municipal Sabugal - © Capeia Arraiana

Contratações e ajustes no Município do Sabugal (10)

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de entidades públicas que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro de 2012 e Dezembro de 2013. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente. OUTUBRO de 2012.

Sabugal – um concelho policéfalo

O concelho do Sabugal é geograficamente trimorfe, economicamente biforme e historicamente policéfalo.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaA policefalia resulta do facto de o nosso concelho, na sua actual definição territorial, abranger freguesias que até às ultimas reformas de JOSÉ DA SILVA PASSOS, pertenceram umas aos extintos municípios de SORTELHA, TOURO — a vila do Touro —ALFAIATES e VILAR MAIOR, todas as que já lhe pertenciam, e, ainda, uma, a de CERDEIRA DO COA, do desaparecido termo de CASTELO MENDO.
Como se sabe, com a irrupção do liberalismo e queda do ANTIGO REGIME, MOUSINHO DA SILVEIRA deu início a uma série de reformas marcadamente iconoclastas, porque todas elas tendentes a destruir o passado, cortando com a tradição.
Os seus principais executores receberam ápodos que a História registou e, de algum modo, sintetiza a obra de extinção por eles promovida.
V. g.
JOAQUIM ANTONIO DE AGUIAR — O MATA FRADES
Responsável pelo confisco dos bens da Igreja Católica, o encerramento dos conventos, a expulsão dos religiosos.
BENTO PEREIRA DO CARMO — O RASGA BANDEIRAS
Que decretou o fim das corporações de artes e ofícios, também conhecidas por grémios ou bandeiras e das Santas Casas da Misericórdia, nacionalizando a de Lisboa, que nunca mais recuperou o estatuto de associação de fiéis católicos, transformando-se em ludolândia ou seja em instituto nacional de jogos.
E, para o caso de que agora tratamos, o DEGOLA CONCELHOS que extinguiu cerca de oitocentos concelhos.
Só no distrito da Guarda, acabou com oitenta e seis, reduzindo a catorze os cem preexistentes.
Frise-se que o nome PASSOS JOSÉ serviu para o caracterizar relativamente a seu irmão — PASSOS MANUEL, que teve uma muito meritória acção nos domínios da escolaridade.
De resto, também a reforma administrativa personificada em Passos José foi muito positiva, adequando o número de concelhos a uma nova realidade baseada em vários pressupostos, designadamente na substituição dos caminhos de ferradura pelas novas vias, com o encurtamento dos tempos de viagem.
Já se anuncivam as vias férreas.
E o caminho beirão de São Tiago só não foi aproveitado como novo itinerário por o PADRE PAULO, grande terratenente em Aldeia da Ponte, temer cortes nos seus agros e perversões nos paroquianos.

Um território trimorfe
Consabidamente, é o concelho do Sabugal de grande extensão territorial.
Não tanto, é certo, como o de Odemira, que dizem ser o maior da Península, ou sequer o de Idanha-a-Nova, nossa vizinha porque apenas separadas por terras de Penamacor.
Mais pequenos do que estes dois, é, no entanto superior em área a noventa e oito por cento dos outros municípios.
Além disso, tem a particularidade de abranger três zonas fortemente diferenciadas — uma de montanha, outra de planalto e a terceira com características de cova.
A primeira encosta-se a Espanha e ocupa os contrafortes portugueses das regiões salamantinas de Francia e Gata, do lado de cá chamados genericamente Serra de Malcata, embora com subdenominações interessantes, v g das Mesas, baseado no encontro de quatro bispos — da Guarda, de Pinhel, de Coria e de Cidade Rodrigo — todos lado a lado, mas cada um num banco de pedra incrustado na sua área de jurisdição.
A zona de planalto abrange a parte restante dos antigos concelhos de cima Coa que o do Sabugal presentemente integra.
A zona de cova tem por epicentro o Casteleiro e assume as características que os geógrafos costumam congregar no conceito de TERRA QUENTE DO NORTE.
Até por oposição á anterior tipicamente TERRA FRIA DO NORDESTE.
Quem se achar interessado em aprofundar esta genérica conceptualização, pode fazê-lo através de três autores sabugalenses — todos eles, no entanto, da zona serrana:
o geógrafo CARLOS MARQUES, de Vale de Espinho.
O romancista NUNO DE MONTEMOR, nascido em Quadrasais.
O poliígrafo PINHARANDA GOMES, também quadrasenho.
Este nome ressuma a COA, de CUDA.
E as relações com a montanha, para nós sacralizada vieram para o Cancioneiro.
O lugar de Quadrasais
Ao fundo da terra fica

Ler «Maria Mim», ou até «Crime de um Homem Bom», do segundo, «O Motim do Aguilhão no Sabugal» ou «Práticas de Etnografia», do terceiro, e, sobretudo, «A Bacia Hidrográfica do Coa», do primeiro, para além de um enorme prazer espiritual, ganhará excelências de conhecimento.

Economicamente marcado pelas assimetrias morfológicas nuns casos, noutros pelas influências espanholas, biforme no mínimo, poliforme em boa parte.
Como economia de subsisteêcia, baseada numa quase sempre deficiente exploração agro-pecuária, se terá de classificar a que secularmente se viveu no concelho.
Dos cereais panificáveis só o centeio, semeado por todas as freguesias, em regime de folhas, é que se produzia de modo a cobrir as necessidades locais.
O trigo, afora os barros do Soito, resumia-se a pequenas belgas, que apenas davam para uma pastelaria, singelamente pobre.
A cevada, a aveia, o milho, cultivavam-se sobretudo como forraginosas, poucas dando grão.
Não se usava pão de milho.
O grosso mal chegava para as sementeiras, revertendo o sobrante para as papas, gordas ou doces,consoante a maré.
E o miúdo, por aqui chamado painço, ia para o bico dos pintainhos, amorosamente chocados e desemburrado
A grande cultura era a da batata que cobria todo o agros que dispusesse de alguma àgua para rega e até o sequeiro cuja humidade desse algumas garantias.
Entremeando, espetavam-se feijões que generosamente — muito mais que o cem por um dos evangelhos — pagavam o desvelo.
E nos tornadoiros, cresciam alfaces e beterrabas porqueiras ou agigantavam-se abóboras.
Mas eram as batatas e feijões que asseguram a entrada no orçamento familiar de alguma moeda corrente.
O regadio, para além de cobrir as necessidades de hortícolas, contribuía para o passadio dos gados com carradas de nabos e muitos feixes de ferrã.
O mato, para além de prover o forno e o lar, contribuía pelas ramadas verdes para alimentação de cabras e ovelhas e pela folhagem seca — caruma e ramalhos — para camas e esterqueiras, no que também ajudavam muito os giestais.
Os proprietários de mais geiras podiam ainda extrair mais proventos pela venda de madeira — freixo, carvalho e pinho, sendo de acrescentar que o último, pela sangria de resinagem alguma coisa rendia e mais renderia, se não fora a cupidez das empresas e a manigãncia dos operadores locais.
Algumas manchas florestais da azinheira, por aqui chamada carrasco, permitiam, quando de maior extensão, o porco de montado.
Aliás, mesmo isolada, apanhava-se-lhe a lande bolota ou boletra, dizíamos, para a engorda, no que competia com o roble, segundo o Cancioneiro, árvore de excelência.
Pois,
Não há pau como carvalho
Que dá num ano quatro frutas
Dá a bogalha, o bogalho
Bolotas e maças-cucas

Mas isto, observam os de idade e saber, são tretas, que árvore a sério é o castanheiro.
Para além dos muitos contos de reis vindos para o concelho pela castanha vendida para fora, foi ela que evitou a fome e varreu a tuberculose.
Crua, cozida, em caldo.
Transformada em pão…
E também contribuía para a lírica, até mordaz:

Menina, já que as castanhas
Lhe são tão apreciadas
Por artes ou artimanhas
Vou-lhe dar duas piladas

E se achar poucas as duas
Eu juro por minha fé
Dar-lhe não apenas duas
Mas três, quatro ou mais até…

«O concelho», história e etnografia das terras sabugalenses, por Manuel Leal Freire

:: ::
Inicia-se hoje a edição de mais uma coluna assinada pelo escritor raiano Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, designada «O concelho», na qual abordará temas históricos e etnográficos do concelho do Sabugal. Esta rubrica terá edição quinzenal, alternando com a crónica «Terras do Jarmelo» de Fernando Capelo.
Com esta nova crónica, Manuel Leal Freire passa a assinar quatro colunas no «blogue de todos os sabugalenses», a saber: «Poetando» (ao domingo), «O concelho» (à quarta-feira), «Caso da Semana» (à quinta-feira) e «Politique d’Abord – Reflexões de um politólogo (ao sábado).

plb e jcl

Feiras e mercados do concelho do Sabugal

A Câmara Municipal aprovou o plano anual de mercados e feiras a decorrer no concelho do Sabugal durante o presente ano de 2012. Muitas terras de pequena dimensão, em termos de moradores permanentes, conseguem manter o seu mercado mensal e a sua feira de ano, demonstrando por essa via a sua vitalidade.

Feiras (chamadas feiras de ano), por terem data de realização todos os anos e não mensalmente, como sucede com os mercados:
Badamalos: 24 de Agosto.
Casteleiro: 10 de Fevereiro, 10 de Maio e 10 de Novembro.
Quadrazais: segundo domingo de Agosto.
Rebolosa: 25 de Novembro.
Ruivós: segundo fim-de-semana de Março.
Ruvina: segunda-feira de Pascoela.
Sabugal: 29 de Junho.
Santo Estêvão: 15 de Março e 25 de Setembro.
Soito: primeiro domingo de Agosto.
Vilar Maior: 17 de Agosto.

Mercados, de realização mensal:
Aldeia do Bispo: primeira terça-feira.
Aldeia da Ponte: primeira segunda-feira.
Alfaiates: segunda quinta-feira.
Bendada: dia 12 de cada mês e às quartas-feiras entre os dias 22 e 29.
Bismula: último dia do mês.
Casteleiro: dia 10 de cada mês.
Fóios: último sábado.
Pousafoles do Bispo: segundo domingo.
Sabugal: primeira quinta-feira e terceira terça-feira.
Santo Estêvão: última quinta-feira.
Soito: quarta terça-feira.
Vale de Espinho: segundo sábado.
Vila do Touro: terceira quinta-feira

Os mercados e as feiras são sinais de vitalidade para a sede de concelho e para as freguesias que ainda os conseguem manter. Para além disso são geralmente de grande utilidade para as pessoas, que assim têm à porta um conjunto de bens essenciais que doutra forma teriam que ir comprar longe.
plb

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Conversas e encontros no mercado do Fundão

Ir ao mercado foi um acontecimento que me fascinou desde criança. Na minha terra natal, Bismula, concelho do Sabugal, no fim de cada mês realizava-se este evento comercial, onde o meu irmão Manuel José Fernandes vendia todos os melões do meloal, propriedade do meu pai, enquanto o meu irmão Francisco Alves Monteiro vendia pão espanhol, que era muito apreciado naquela zona raiana.

O livro de um garoto de Vila do Touro

«Um Garoto de Vila do Touro Imigrante na América Conta sua História» é um livro comovente e perturbador, que não deixa o leitor indiferente. A emoção das descrições da vida antiga, a referência à miséria sentida, a recordação nostálgica do ambiente aldeão e da simplicidade das gentes de Vila do Touro, tudo concorre para a comoção advinda dos textos.

O livro, da autoria de António Maria das Neves, é do mesmo realismo cru que caracteriza outros dois memorialistas: José Manuel Lousa Gomes, do Soito, no livro «Memórias da Minha Terra» e António dos Santos Vicente, de Fajão (Pampilhosa da Serra), na obra «Vida e Tradições nas Aldeias Serranas da Beira». É nestas obras de memória viva e sentida que se encontram descritas, em páginas de sangue, as reminiscências dos povos de outrora das aldeias portuguesas.
A vida de António Maria das Neves foi, desde logo, uma epopeia. Nasceu em Vila do Touro, em 1938, sendo o décimo segundo filho de uma mãe heróica que pariu 17 vezes, vindo a constituir a família mais numerosa da aldeia. Em 1957, com 19 anos feitos, rumou para o Brasil com os pais e os irmãos, à procura de uma vida nova, fugindo à miséria aldeana. Com o dinheiro obtido na venda dos parcos terrenos, da modesta casa, dos animais domésticos e dos singelos móveis e utensílios da lavoura, o pai mandou comprar as passagens para a América. No dia aprazado a família seguiu, em carros de aluguer, para a estação do Barracão, onde apanhou o comboio para Lisboa. Aqui apresentou-se à Junta da Emigração, e ficou a aguardar o veredicto oficial, ocupando a casa de uns primos. Passado um mês toda a família embarcou no navio «Conte Grande», que cruzou o Atlântico durante 12 longos dias. Atingida a terra prometida houve que procurar casa, arranjar emprego e tratar da subsistência. Só com muito trabalho e abundantes privações António Maria conseguiu estabilizar a vida, estudando e trabalhando, constituindo família e tornando-se num português respeitado e prestigiado em S. Paulo.
Falando de Vila do Touro, a obra aborda a dureza da vida de antigamente, onde imperava a rispidez nas atitudes e nos sentimentos. Era necessário sobreviver, que é o mesmo que dizer, arranjar pão para as muitas bocas que habitavam a casa. A mãe, andava sempre numa fona, trabalhando sem parar, sem ter vida própria, vivendo apenas para os outros. Os irmãos mais velhos tratavam dos mais novos, trabalhavam em casa e no campo, executando os trabalhos pesados e sujos do trato dos animais e da terra de cultivo. O pai, severo, e de saúde frágil, tomava conta de uma pobre taberna, anexa à casa de habitação. Tempos difíceis e de enormes provações para um povo que sabia que «todos os recursos eram de extrema importância, úteis e necessários».
A vida era duríssima, logo desde os verdes anos pois, como dizia o adágio, «o trabalho do menino é pouco, mas quem o perde é louco». Mas também havia mimos e momentos inolvidáveis na vida de um «garoto» na aldeia. A sopa de grão-de-bico da tia Cândida, a aprendizagem na escola, a corrida do galo, o tocar da matraca na Quaresma, a festa de Nossa Senhora do Mercado.
Mas o principal era dificuldades. A vida na aldeia era uma luta diária pela sobrevivência. Havia os campos para trabalhar, pois era daí que provinha a alimentação. No Verão a falta de água fazia com que se percorressem grandes distâncias para a transportar para casa. No frio invernal era preciso proteger o corpo com roupa quente, que escasseava. As canseiras nos trabalhos do campo deixavam as suas marcas num tempo em que a higiene e o adorno ainda não tinham o seu lugar. «Rostos cansados, pés descalços, cabelos desalinhados, não há beleza, formosura, nem elegância nas mulheres, nas raparigas e nas adolescentes», escreveu António Maria das Neves falando na condição feminina em Vila do Touro.
Na hora da partida, já no navio e olhando o horizonte, uma frase profunda e comovente face ao trágico destino de um povo que partia: «Adeus Portugal. Ficas sem uma numerosa família pobre a menos, que também pagava impostos».
O livro foi escrito e editado no Brasil, em 2007.
Paulo Leitão Batista

Forcão – Capeia Arraiana – o grande livro

No livro «Forcão – Capeia Arraiana» as poderosas imagens de Joaquim Tomé (Tutatux) investem ao longo das páginas nas galhas da escrita magistral de António Cabanas e vão servir para acrescentar história à História das terras de Riba-Côa. António Cabanas, natural de Meimoa, é também um homem da Malcata e da Raia e é agora, definitivamente, um verdadeiro raiano. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana
Autoria: LocalVisãoTV posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

jcl

Parabéns Senhor Padre Morgado

Foi com imenso prazer e gosto que participei, no passado domingo, dia 31 de Julho, nas cerimónias dos cinquenta anos de sacerdote do Sr. Padre António Filipe Morgado.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaTornei-me amigo e admirador do Sr. Padre Morgado na escola do segundo ciclo do Sabugal onde trabalhámos como professores.
Todos os dias, um grupo de amigos, tomávamos café, pela manhã. De seguida jogávamos as moedinhas e pagava os cafés aquele que perdesse. Ia tocando a todos.
Também algumas vezes participámos em almoços convívios o que também recordo com saudade.
À medida que íamos convivendo alicerçávamos uma séria e sã amizade que pretendo se prolongue pela vida fora.
Hoje escrevo este simples artigo porque, tal como já referi, participei na festa dos Cinquenta anos de Sacerdote do Sr. Padre Morgado e verifiquei, com muito agrado, como ele é querido e estimado nas muitas paróquias onde presta serviço. E são muitas: Vila do Toiro, Baraçal, Penalobo, Pousafoles do Bispo, Quintas de S. Bartolomeu, Pega e Lomba.
É de louvar o esforço, a vontade e o querer do Sr. Padre Morgado para poder atender tantas paróquias e tantas pessoas.
Foi de inteira justiça que se tivessem unido para, em conjunto, terem celebrado o Jubileu Sacerdotal do seu Pároco.
Às 17 horas a procissão saiu da capela de Nª Srª de Fátima, para a Igreja Matriz, onde foi celebrada a Eucaristia que foi muito participada e vivida por todos.
Depois da eucaristia houve um jantar convívio no salão da A.C.D de Vila do Touro que esteve completamente cheio.
Foi também com muito agrado que registei a presença de alguns senhores ligados à política e de vários quadrantes. Presidente António Robalo, Vice-Presidente Delfina Leal, Vereador Ernesto Cunha, Dr. Carlos Manuel Luis, Dr. Victor Gonçalves e vários Presidentes de Junta.
Parabéns ao Senhor Padre Morgado e também parabéns a todas as pessoas que estiveram envolvidas para que tudo tivesse corrido como correu – na perfeição.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Sabugal/Guarda – etapa difícil da Volta

No dia 12 de Agosto, realiza-se a sétima etapa da Volta a Portugal em Bicicleta de 2011, que ligará o Sabugal à Guarda num exigente contra-relógio individual, que a organização considera dificíl.

«Para a sétima etapa está reservado o dificílimo contra-relógio individual entre o Sabugal e a Guarda. Além da extensão de 35,3 Km é preciso contar com o tipo de percurso entre a raia e a capital de distrito que é, nada mais, nada menos do que a cidade mais alta de Portugal.» É desta forma que a Organização da volta comenta a sétima etapa, a qual se poderá mostrar decisiva para a definição dos principais lugares da corrida deste ano.
Há de facto um percurso difícil, não apenas pela distância mas também pela altitude que é necessário alcançar. Cada ciclista correrá por si, durante os 35,3 quilómetros da prova, ligando a Escola Secundária do Sabugal (a 775 metros de altitude) à Câmara Municipal da Guarda (a 1013 metros de altitude). A prova tem no percurso 12 quilómetros no concelho do Sabugal.

A concentração dos ciclistas, equipas técnicas e demais meios de apoio está prevista para o meio-dia e meia hora, na Av 25 de Abril, no Sabugal, de onde o primeiro ciclista irá partir às 14.30 horas.
Após a partida, os corredores viram à direita para a Av Infante D. Henrique, e seguirão por esta via até à rotunda, onde tomarão a direita e atravessarão o rio Côa na nova ponte do Sabugal. Chegando à rotunda da margem esquerda do rio, voltam a tomar a direita e seguem no sentido da Guarda, na Estrada Nacional nº.233. Percorridos 2,5 quilómetros após a partida os corredores tomam a direita no cruzamento, seguindo na direcção da Rapoula do Côa, na Estrada Nacional nº.324. Aos 5,3 quilómetros os atletas viram à esquerda e tomam a direcção de Vila do Touro. Passam depois pelo Baraçal e por Vila do Touro. Nesta antiga vila acastelada do concelho do Sabugal os ciclistas sentirão dificuldades acrescidas ao circularem durante 900 metros sobre um piso empedrado. Pouco depois, 1,2 quilómetros após Vila do Touro, os ciclistas passam a ponte sobre a ribeira do Boi e deixam o concelhio do Sabugal, entrando no da Guarda.
Já no concelho da Guarda a prova prossegue por Pêga, Adão (onde está previsto o reabastecimento dos atletas), Catraia do Sortelhão, Panóias de Cima, Barracão e Guarda. Na cidade capital do distrito percorrerão diversas ruas até chegarem defronte ao edifício da Câmara Municipal, onde termina a etapa.

Joaquim Gomes, o director da prova, deixa a antevisão do que será essa sétima etapa, num percurso inédito na Volta a Portugal em Bicicleta:
«O contra-relógio que vai ligar a cidade do Sabugal à Guarda, deixa adivinhar já o fantasma da serra da Estrela, pois será percorrido praticamente sempre com a serra à vista. Apesar de não ser muito difícil em termos de relevo não deixa contudo de fazer a ligação de uma cidade, do Sabugal, que está a uma altitude considerável, à cidade mais alta de Portugal. Os contra-relogistas levarão certamente a melhor, mas atenção que um excelente desempenho nesse dia exige certamente aos eleitos uma boa recuperação para a etapa rainha do dia seguinte.»
plb

Peregrinação pelos lugares sagrados da Raia

Em honra de Teresa Duarte Reis, colaboradora do Capeia Arraiana, poetisa que domina, «em harmónica simbiose as técnicas da versificação», recebemos, em forma de «comentário», este belo texto de Manuel Leal Freire, a que decidimos dar o devido e merecido relevo.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaComo antigo professor da Escola do Magistério Primário de Castelo Branco – possivelmente o único superstite do tempo em que se tratava de um estabelecimento de cariz privado da propriedade e direcção do Doutor João Folgado Frade Correia, insigne pedagogo e inspirado poeta, vibro ab imo corde com os êxitos dos alunos que saídos da famosa NORMAL espalharam e continuam a espalhar claridade e iluminar cérebros por todo esse vasto mundo onde se fixaram comunidades de raiz lusíada.
E pela minha qualidade de reformador dos ensinos da DIDÁCTICA, que abrangia as LÍNGUAS e a HISTORIA, mais e mais fortemente vibro quando vejo uma professora modelada no estabelecimento dominar em harmónica simbiose as técnicas da versificação e a realidade factual, magnificamente cadinhadas por uma sensibilidade verdadeiramente estremecida. Daí a minha homenagem sentidamente vivida…e que testemunho com uma peregrinação pelos lugares sacralizados pelo quotidiano heroísmo dos vergalhudos da Raia

Cinco concelhos inteiros
Cabem no do Sabugal
Cinco castelos roqueiros
Legendas de armorial

As vilas mortas morreram
Mas os torreões resistem
Nunca os heróis se esconderam
Por onde as heras se enristem

Passado com o futuro
Assim se engavinha e enleia
O porvir será venturo
Se o vaticina uma ideia

Além dos cinco concelhos
Ia o concelho plus ultra
Aprende nos livros velhos
Quem livros velhos consulta

O limite natural
Não se queda na barreira
Dava a guarda o Carvalhal
Castelo Mendo a Cerdeira

O Trans, o Riba, o Cis-Coa
Religou-os Alcanizes
Andaram Burgos á toa
Linha em perenes deslises.

Velavam as cinco vilas
Por sobre a velha Castela
Vigias não tranquilas
Acordadas sentinelas

Vilar Maior, Alfaiates,
Sortelha, Vila do Touro
Inspiram hoje outros vates
É outro o tempo vindouro

Não são sedes de concelho
Mas conservam a glória
Que garante o Evangelho
A quem se revê na Historia

Passado rima com luz
Com o futuro se entrosa
É guia que nos conduz
É rima, mote e glosa

Manuel Leal Freire

PSD alcança três deputados no distrito da Guarda

O PSD alcançou um resultado histórico no distrito da Guarda elegendo três dos quatro deputados e alterando o tradição equilíbrio (2 e 2) entre os PSD e o PS. O PSD venceu em todos os concelhos do distrito da Guarda tendo alcançado no concelho do Sabugal 3472 votos (48,20%) contra 2004 (27,82%) do PS.

No círculo eleitoral da Guarda o Partido Social Democrata elegeu três deputados – Manuel Meirinho, Carlos Peixoto e Ângela Guerra – e o Partido Socialista apenas um deputado – Paulo Campos – ficando de fora, como grande derrotado da noite, José Albano que se posicionava em segundo lugar. O distrito da Guarda elege quatro deputados e tradicionalmente têm sido divididos entre os sociais-democratas e os socialistas.
Manuel Meirinho em declarações à agência Lusa considerou que a candidatura do PSD alcançou «um resultado histórico». O Partido Social Democrata, liderado pelo politólogo independente, alcançou 46,32 por cento dos votos, elegendo três deputados. Já o PS conseguiu 28,31 por cento dos votos e elegeu apenas um deputado, o que já não ocorria desde 1995, altura em que os dois partidos passaram a eleger dois deputados cada.
«É um resultado histórico para o distrito, que expressa o esforço feito numa campanha de proximidade junto das pessoas, séria e serena, muito transparente e muito sóbria», afirmou à Lusa Manuel Meirinho, eleito deputado pelo distrito da Guarda, tal como Carlos Peixoto e Ângela Guerra. Segundo Manuel Meirinho, os eleitores do distrito «preferiram a seriedade a uma campanha feita de forma agressiva e com algum vazio do ponto de vista das ideias» e garantiu que o partido trabalhou para obter «uma grande vitória».
Quanto ao facto de a lista distrital ter sido liderada por um independente, disse que a «mistura» de militantes e de independentes «mostra aos eleitores que os partidos são estruturas abertas».

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS  –  5-6-2011
DISTRITO DA GUARDA

CONCELHO DO SABUGAL  –  FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)

jcl

Arquivo Distrital digitaliza forais do Sabugal

Os forais manuelinos do Sabugal, Sortelha e Vila do Touro, vão ser digitalizados pelo Arquivo Distrital da Guarda (ADG) com vista a sua disponibilização via Internet, a fim de facilitar o acesso aos documentos por parte de investigadores, estudiosos e o público em geral.

No âmbito do objectivo de disponibilizar, via Internet, documentos históricos em formato digital, o Arquivo Distrital da Guarda vem celebrando protocolos com os Municípios a fim de garantir a digitalização de alguns desses documentos.
No seguimento desse procedimento, o ADG pretende assinar um protocolo com a Câmara Municipal do Sabugal para garantir a digitalização de três forais manuelinos: o do Sabugal (1515), de Sortelha (1510) e de Vila do Touro (1510). Os forais originais, em pergaminho, estão na posse do Município sabugalense.
O protocolo garantirá ainda o estabelecimento de uma cooperação sistemática, que poderá ir da simples troca de informação até à realização conjunta de projectos de estudo e de valorização do património arquivístico.
O primeiro documento que o ADG disponibilizou através do seu sítio na Internet, foi a constituição sinodal aprovada em sínodo de 29 de Junho de 1614, sendo bispo D. Afonso Furtado Mendonça. A partir desse primeiro passo o ADG passou a disponibilizar sucessivas reproduções digitais, certificadas e não certificadas dos documentos detidos.
O Arquivo Distrital da Guarda está instalado no edifício do antigo Convento de São Francisco da Guarda, que também já foi quartel e sede do Regimento de Infantaria n.º 12.
Uma recuperação profunda das alas sul e poente do edifício veio dotar o Arquivo Distrital, a partir de 1993, de uma capacidade de depósito para cerca de três quilómetros de documentos, dispondo de uma ampla sala de leitura e de um espaço polivalente destinado a exposições e auditório.
plb

Rede de Judiarias de Portugal - Sabugal - © Capeia Arraiana

Sabugal vai aderir à Rede de Judiarias de Portugal

Em resposta a um pedido formal da Rede de Judiarias de Portugal, o executivo da Câmara Municipal do Sabugal, reunido em 25 de Maio, decidiu por unanimidade aderir a essa associação, atendendo ao património histórico do concelho.

Casa do Castelo

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