Category Archives: Rebolosa

Jesué Pinharanda Gomes - Carta Dominical - © Capeia Arraiana

As nossas terras por José Leite de Vasconcelos (1)

O maior etnógrafo e antropólogo português, José Leite de Vasconcelos, falecido em 1941, percorreu o País de uma ponta à outra. Produziu uma obra científica sem rival, em que sobressaem os numerosos volumes da Etnografia Portuguesa, em cujo terceiro volume descreve as nossas terras da Raia e de Riba Côa. Como nem todos os nossos leitores terão acesso a essa obra, ousamos transcrever aqui os principais parágrafos respeitantes à Raia sabugalense e às gentes de Riba Côa, constituída pelas terras situadas na margem direita do Côa e sitas nos concelhos do Sabugal, Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo. (Parte 1 de 2.)

Etnografia Portuguesa de José Leite de Vasconcelos - Pinharanda Gomes - Capeia Arraiana

Etnografia Portuguesa de José Leite de Vasconcelos

Câmara Municipal Sabugal - © Capeia Arraiana

Contratações e ajustes no Município do Sabugal (58)

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de entidades públicas que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense desde as eleições autárquicas de Setembro de 2013 até Setembro de 2017. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente. :: OUTUBRO de 2016 ::

«Milagre das Rosas da Rainha Santa Isabel aconteceu aqui no Largo do Castelo», confirma José Chapeira - Sabugal - Capeia Arraiana

«Milagre das Rosas da Rainha Santa Isabel aconteceu aqui no Largo do Castelo», confirma José Chapeira

Câmara Municipal Sabugal - © Capeia Arraiana

Contratações e ajustes no Município do Sabugal (50)

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de entidades públicas que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense desde as eleições autárquicas de Setembro de 2013 até Setembro de 2017. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente. :: FEVEREIRO de 2016 ::

Caminhos Agrícolas - Capeia Arraiana

Reabilitação de caminhos agrícolas (foto: D.R.)

Capeias Arraianas / Encerros - © Capeia Arraiana (orelha)

Encerros e Capeias Arraianas – Calendário 2017

O mês de Agosto carrega sempre o secreto apelo do regresso às origens para os que estão longe. No concelho do Sabugal faz povoar as aldeias, abrir as persianas, lotar os bancos das igrejas e encher os lugares públicos com um estranho mas familiar linguajar mesclado aqui e ali de expressões e palavras de origem francesa. Mas, para muitos dos sabugalenses é o tempo da mãe de todas as touradas – a capeia arraiana – espectáculo único que andou escondido esotericamente nas praças das nossas aldeias e que, agora, de há uns anos para cá parece ter perdido a vergonha e tudo faz para se dar a conhecer ao mundo.
A Tradição Raiana manda que as touradas com forcão, precedidas de encerro, se iniciem na Lageosa no dia 6 de Agosto e terminem em Aldeia Velha no dia 25. E que se oiça bem alto o grito: «Agarráááio»
(em actualização.)

Festival O Forcão Rapazes 2015 - Aldeia da Ponte - Capeia Arraiana

Festival Ó Forcão Rapazes 2015 – Aldeia da Ponte

José Morgado - Terras entre Côa e Raia - © Capeia Arraiana (orelha)

O bucho raiano foi rei nos Comandos

O Teatro de operações (Bataria da Lage) foi o local escolhido, face às características do terreno, do meio envolvente e composição das forças em presença. A maioria composta por “guerrilheiros“ que deram e dão, luta sem tréguas ao IN (leia-se Inseguritas) e as outras forças, por profissionais das armas, reservistas, que deram cobertura à rectaguarda.

Bucho Raiano

Bucho Raiano

Freguesia da Rebolosa - Sabugal - Capeia Arraiana

Rebolosa evoca 40 anos de democracia local

No âmbito da comemoração dos 40 anos do Poder Local Democrático, cujas primeiras eleições se realizaram a 12 de Dezembro de 1976, a Junta de Freguesia de Rebolosa quis agradecer a todos os que, durante estes 40 anos, deram o seu melhor em prol do desenvolvimento da Freguesia.

O presidente Manuel Barros olha para a placa evocativa com os nomes dos autarcas que presidiram à Junta de Freguesia

O presidente Manuel Barros olha para a placa evocativa com os nomes dos autarcas que presidiram à Junta de Freguesia

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - © Capeia Arraiana

Rebolosa – Terra linda

Rebolosa. Uma terra linda, com cheiro a fresco nas manhãs frias, com sabor a torresmos nos invernos chuvosos, com sorrisos em cada rosto, com alegria em cada saudação.

Rebolosa - Paulo Santos - Capeia Arraiana

Capeia da Rebolosa (Foto: Paulo Santos)

Freguesia da Rebolosa - Sabugal - Capeia Arraiana

Festival de acordeão e realejo na Rebolosa

A Junta de Freguesia e a Associação Social Cultural e Desportiva da Rebolosa realizou o 14º Festival de Acordeão e tocadores de realejo – um sucesso que contou com 28 magníficas actuações.

Festival de Acordeão e Realejo na Rebolosa

Festival de Acordeão e Realejo na Rebolosa

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - © Capeia Arraiana

Santa Catarina na Rebolosa

De novo, voltámos à Rebolosa. Vamos já, com verdadeiro carinho, como se estar na Santa Catarina fosse uma obrigação. Encontramos uma aldeia animada, cheia de vida e um povo fresco e vestido de festa. Sabe-nos bem o carinho com que somos recebidos e os cheiros que nos prendem à chegada. E o Presidente da Junta, Senhor Manuel Rei, de olhos que brilhavam enquanto nos falava, feliz pela sua Terra, a sua Raiz, como um bem a proteger. Enquanto se mantém na Presidência onde, em três mandatos, considera um tempo importante para se concretizarem projetos e se acompanharem em tempo útil.

Santa Catarina - Rebolosa  - Capeia Arraiana

Santa Catarina na Rebolosa

Capeias Arraianas / Encerros - © Capeia Arraiana (orelha)

Encerros e Capeias Arraianas – Calendário 2015

O mês de Agosto carrega sempre o secreto apelo do regresso às origens para os que estão longe. No concelho do Sabugal faz povoar as aldeias, abrir as persianas, lotar os bancos das igrejas e encher os lugares públicos com um estranho mas familiar linguajar mesclado aqui e ali de expressões e palavras de origem francesa. Mas, para muitos dos sabugalenses é o tempo da mãe de todas as touradas – a capeia arraiana – espectáculo único que andou escondido esotericamente nas praças das nossas aldeias e que, agora, de há uns anos para cá parece ter perdido a vergonha e tudo faz para se dar a conhecer ao mundo. A tradição manda que as touradas com forcão, precedidas de encerro, se iniciem na Lageosa no dia 6 de Agosto e terminem em Aldeia Velha no dia 25. E que se oiça bem alto o grito: «Agarráááio»

GNR - © Capeia Arraiana (orelha)

Sabugalenses morrem em acidente em Espanha

Os dois portugueses que morreram no sábado, num acidente que envolveu duas viaturas, em Agoncillo, na comunidade autónoma de La Rioja, no norte de Espanha, eram naturais do Sabugal, no distrito da Guarda, anunciou este domingo fonte da GNR da Guarda.


Autoria: Sonia Tercero, jornal LaRioja.Com
Câmara Municipal Sabugal - © Capeia Arraiana

Contratações e ajustes no Município do Sabugal (34)

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de entidades públicas que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense desde as eleições autárquicas de Setembro de 2013 até Dezembro de 2014. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente. :: OUTUBRO de 2014 ::

Pavimentações e calcetamentos de arruamentos - Capeia Arraiana

Pavimentações e calcetamentos de arruamentos

Câmara Municipal Sabugal - © Capeia Arraiana

Contratações e ajustes no Município do Sabugal (22)

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de entidades públicas que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense desde as eleições autárquicas de Setembro de 2013 até Dezembro de 2014. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente. :: OUTUBRO de 2013 ::

Transportes Escolares - 2013 - Sabugal - Capeia Arraiana

Transportes Escolares

Paulo dos Santos - Capeia Arraiana

Capeia Arraiana na Rebolosa em 2013 (5)

Paulo dos Santos, fotógrafo português radicado em Colónia, na Alemanha é o criador e gerente da «santissimo.com» uma agência de comunicação visual e tecnologia de informação com soluções criativas para meios de comunicação digitais e assessoria de imagem pública de personalidades. A actividade comunicacional foca-se na projecção e realização de websites complexos, CD- ROMs, DVDs e aplicações para telemóveis.

Capeia Arraiana da Rebolosa - 2013 - Paulo dos Santos - Capeia Arraiana

(Clique na imagem para ampliar.)

Paulo dos Santos - Capeia Arraiana

Capeia Arraiana da Rebolosa em 2013 (4)

Paulo dos Santos, fotógrafo português radicado em Colónia, na Alemanha é o criador e gerente da «santissimo.com» uma agência de comunicação visual e tecnologia de informação com soluções criativas para meios de comunicação digitais e assessoria de imagem pública de personalidades. A actividade comunicacional foca-se na projecção e realização de websites complexos, CD- ROMs, DVDs e aplicações para telemóveis.

Capeia Arraiana da Rebolosa - 2013 - Paulo dos Santos - Capeia Arraiana

(Clique na imagem para ampliar.)

Paulo dos Santos - Capeia Arraiana

Capeia Arraiana da Rebolosa em 2013 (3)

Paulo dos Santos, fotógrafo português radicado em Colónia, na Alemanha é o criador e gerente da «santissimo.com» uma agência de comunicação visual e tecnologia de informação com soluções criativas para meios de comunicação digitais e assessoria de imagem pública de personalidades. A actividade comunicacional foca-se na projecção e realização de websites complexos, CD- ROMs, DVDs e aplicações para telemóveis.

Capeia Arraiana da Rebolosa - 2013 - Paulo dos Santos - Capeia Arraiana

(Clique na imagem para ampliar.)

Paulo dos Santos - Capeia Arraiana

Capeia Arraiana da Rebolosa em 2013 (1)

Paulo dos Santos, fotógrafo português radicado em Colónia, na Alemanha é o criador e gerente da «santissimo.com» uma agência de comunicação visual e tecnologia de informação com soluções criativas para meios de comunicação digitais e assessoria de imagem pública de personalidades. A actividade comunicacional foca-se na projecção e realização de websites complexos, CD- ROMs, DVDs e aplicações para telemóveis.

Capeia Arraiana da Rebolosa - 2013 - Paulo dos Santos - Capeia Arraiana

(Clique na imagem para ampliar.)

Paulo dos Santos - Capeia Arraiana

Mordoma da Capeia da Rebolosa em 2013

Paulo dos Santos, fotógrafo português radicado em Colónia, na Alemanha é o criador e gerente da «santissimo.com» uma agência de comunicação visual e tecnologia de informação com soluções criativas para meios de comunicação digitais e assessoria de imagem pública de personalidades. A actividade comunicacional foca-se na projecção e realização de websites complexos, CD- ROMs, DVDs e aplicações para telemóveis. Paulo dos Santos inicia este domingo uma colaboração com o Capeia Arraiana intitulada «Galeria de Arte Fotográfica».

Mordoma da Capeia Arraiana da Rebolosa em 2013 - Paulo dos Santos - Capeia Arraiana

(Clique na imagem para ampliar.)

Religião - © Capeia Arraiana (orelha)

Lições de fé do forcão

Há dois anos a colaborar no serviço pastoral de onze paróquias situadas na Raia do Sabugal, já pude observar várias vezes a Capeia Raiana, uma marca cultural destas onze aldeias e de algumas outras, uma expressão lúdica que envolve os homens da aldeia, os touros e o forcão, um instrumento de madeira rústica, construído anualmente, utilizado para lidar com o touro na praça da aldeia, à vista de um público que hoje ultrapassa largamente as populações residentes.

A Igreja e a Capeia Arraiana - Padre  Jean Poul Hansen - Capeia Arraiana

A Igreja e a Capeia Arraiana

Câmara Municipal da Guarda - © Capeia Arraiana (orelha)

Delegação da ANAFRE tem corpos gerentes

Manuel Barros, presidente da Junta de Freguesia da Rebolosa, é vogal da direcção da Delegação da Guarda da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), cujo presidente é João Prata, presidente da Junta de Freguesia da Guarda e Deputado na Assembleia da República.

João Prata - presidente do Conselho Directivo da Delegação da Guarda da ANAFRE

João Prata – presidente do Conselho Directivo da Delegação da Guarda da ANAFRE

Capeias Arraianas / Encerros - © Capeia Arraiana (orelha)

Calendário das Capeias Arraianas 2014

O mês de Agosto carrega sempre o secreto apelo do regresso às origens para os que estão longe. No concelho do Sabugal faz povoar as aldeias, abrir as persianas, lotar os bancos das igrejas e encher os lugares públicos com um estranho mas familiar linguajar mesclado aqui e ali de expressões e palavras de origem francesa. Mas, para muitos dos sabugalenses é o tempo da mãe de todas as touradas – a capeia arraiana – espectáculo único que andou escondido esotericamente nas praças das nossas aldeias e que, agora, de há uns anos para cá parece ter perdido a vergonha e tudo faz para se dar a conhecer ao mundo. A tradição manda que as touradas com forcão, precedidas de encerro, se iniciem na Lageosa no dia 6 de Agosto e terminem em Aldeia Velha no dia 25. E que se oiça bem alto o grito: «Agarráááio»

Memórias sobre o Concelho do Sabugal (42)

:: :: REBOLOSA :: :: O livro «Terras de Riba-Côa – Memórias sobre o Concelho do Sabugal», escrito há mais de um século por Joaquim Manuel Correia, é a grande monografia do concelho. A obra fala-nos da história, do património, dos usos e dos costumes das nossas terras, pelo que decidimos reproduzir a caracterização de cada uma das aldeias nos finais do século XIX, altura em que o autor escreveu as «Memórias».

Igreja Matriz da Rebolosa - Censos 1758 - Capeia Arraiana

Igreja Matriz da Rebolosa

Freguesia da Rebolosa - Sabugal - Capeia Arraiana

Odivelas premeia empresários da Rebolosa

O Município de Odivelas comemorou 15 anos de existência no passado dia 19 de Novembro com uma sessão solene no Auditório do Centro Cultural da Malaposta. Na cerimónia foram homenageados com a atribuição das medalhas municipais personalidades de diversas áreas e sectores de actividade. Destacamos, naturalmente, a Medalha Municipal de Bons Serviços, Grau Prata, atribuída aos empresários José e Isidro Ramos, naturais da Rebolosa (concelho do Sabugal) e Armando Costa, proprietários do Restaurante e da Pastelaria Viriato na freguesia da Ramada.

Medalha Municipal Bons Serviços Grau Prata - Restaurante e Pastelaria Viriato - José Ramos - Susana Amador - Câmara Municipal Odivelas - Capeia Arraiana

Vereador Hugo Martins, Armando Costa, José Ramos, Presidente Susana Amador e Vereador Carlos Bodião – Auditório do Centro Cultural da Malaposta

Manuel Leal Freire - © Capeia Arraiana

Festas fora de Agosto

O grande surto migratório que quase deixou despovoadas todas as aldeias do concelho e o retorno massivo que se centra entre finais de Julho e princípios de Setembro levou a que a generalidade das nossas romarias ocorra por meados de Agosto.

O convívio na Festa de Santa Catarina, na Rebolosa

O convívio na Festa de Santa Catarina, na Rebolosa

Manuel Leal Freire - © Capeia Arraiana

Poetando – Rebolosa

«Poetando» é a coluna de Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, na qual aos domingos vai publicando poemas inéditos, cada um dedicado a uma aldeia do concelho do Sabugal. Nesta edição o escritor e poeta dedica um soneto à Rebolosa.

Censos 1758 - © Capeia Arraiana

Freguesias do concelho do Sabugal em 1758 (26)

:: :: REBOLOSA :: :: Os manuscritos depositados na Torre do Tombo, em Lisboa, são a resposta a um inquérito censório a todo o reino assinado pelo Marquês de Pombal três anos após o terramoto de 1755. O Capeia Arraiana está a publicar as respostas dos párocos das paróquias das 40 freguesias do concelho do Sabugal agora que, pelo menos 10 das retratadas, vão desaparecer para sempre por obra e graça dos senhores mandantes da troika europeia.

Igreja Matriz da Rebolosa - Censos 1758 - Capeia Arraiana

Igreja Matriz da Rebolosa

Capeias Arraianas / Encerros - © Capeia Arraiana (orelha)

Calendário das Capeias Arraianas 2013

O mês de Agosto carrega sempre o secreto apelo do regresso às origens para os que estão longe. No concelho do Sabugal faz povoar as aldeias, abrir as persianas, lotar os bancos das igrejas e encher os lugares públicos com um estranho mas familiar linguajar mesclado aqui e ali de expressões e palavras de origem francesa. Mas, para muitos dos sabugalenses é o tempo da mãe de todas as touradas – a capeia arraiana – espectáculo único que andou escondido esotericamente nas praças das nossas aldeias e que, agora, de há uns anos para cá parece ter perdido a vergonha e tudo faz para se dar a conhecer ao mundo. A tradição manda que as touradas com forcão, precedidas de encerro, se iniciem na Lageosa no dia 6 de Agosto e terminem em Aldeia Velha no dia 25. E que se oiça bem alto o grito: «Agarráááio»

Freguesia da Rebolosa - Sabugal - Capeia Arraiana

XI Festival de Acordeão e Realejos da Rebolosa

A Junta de Freguesia da Rebolosa organiza pelo 11.º ano consecutivo o Festival de Acordeão e Tocadores de Realejo. O encontro musical está marcado para domingo, 16 de Junho, a partir das 16 horas no Largo de Santa Catarina. No final da tarde actuará o acordeonista Rodrigo Maurício com sons de «música popular portuguesa e do mundo».

Anuáriio Comercial Portugal - 1942 © Capeia Arraiana

O concelho do Sabugal em 1942 (14)

Continuando a fazer a caracterização do concelho do Sabugal no ano de 1942, com base na 62ª edição do Anuário Comercial de Portugal, vamos agora expor quem eram os agricultores, os proprietários, negociantes e profissionais de duas freguesias do concelho: REBOLOSA, RENDO e RUIVÓS.

Calendário das Capeias Arraianas – 2012

O mês de Agosto carrega sempre o secreto apelo do regresso às origens para os que estão longe. No concelho do Sabugal faz povoar as aldeias, abrir as persianas, lotar os bancos das igrejas e encher os lugares públicos com um estranho mas familiar linguajar mesclado aqui e ali de expressões e palavras de origem francesa. Mas, para muitos dos sabugalenses é o tempo da mãe de todas as touradas – a capeia arraiana – espectáculo único que andou escondido esotericamente nas praças das nossas aldeias e que, agora, de há uns anos para cá parece ter perdido a vergonha e tudo faz para se dar a conhecer ao mundo. A tradição manda que as touradas com forcão, precedidas de encerro, se iniciem na Lageosa no dia 6 de Agosto e terminem em Aldeia Velha no dia 25. E que se oiça bem alto o grito: «Agarráááio»

DIA FREGUESIA EVENTO
3 e 4 Soito Garraiadas/Largadas
6 Lageosa da Raia Encerro e Capeia Arraiana
6 Ruivós Garraiada Nocturna com forcão
7 Soito Encerro e Capeia Arraiana
8 Rebolosa Encerro e Capeia Arraiana
10 Soito Tourada à portuguesa nocturna
12 Aldeia da Ponte Tourada à portuguesa
13 Aldeia do Bispo Encerro e Capeia Arraiana
13 Seixo do Côa Garraiada
14 Nave Capeia Arraiana
15 Aldeia da Ponte Encerro e Capeia Arraiana
15 Ozendo Encerro e Capeia Arraiana
16 Vale de Espinho Garraiada
16 Vale das Éguas Garraiada nocturna com forcão
17 Alfaiates Encerro e Capeia Arraiana
17 Fóios Capeia Arraiana Nocturna
18 Soito Festival «Ó Forcão Rapazes»
20 Forcalhos Encerro e Capeia Arraiana
21 Fóios Encerro e Capeia Arraiana
25 Aldeia Velha Encerro e Capeia Arraiana
Fonte: Rota das Capeias da Câmara Municipal do Sabugal

«A Capeia Arraiana não é uma tauromaquia qualquer. Como uma espécie de religião em que se acredita, não basta assistir, é preciso participar, ir ao encerro, comer a bucha, beber uns goles da borratcha e voltar com os touros, subir para as calampeiras, ser mordomo, ser crítico tauromáquico, discutir a qualidade dos bitchos da lide ou, simplesmente, ser fotógrafo da corrida que não deixa ninguém indiferente, corre na massa do sangue, provoca um nervoso miudinho, levanta os pêlos do peito, atarracha a garganta e perturba o sono. É um desassossego colectivo que comove.» António Cabanas in «Forcão – Capeia Arraiana».
jcl

Rebolosa recebe 10º Festival do Acordeão

No dia 10 de Junho, a partir das 15 horas, o Largo de Santa Catarina, na Rebolosa, volta a receber os acordeonistas e tocadores de realejo da região, evento que já alcança a 10ª edição.

A organização, a cargo da Junta de Freguesia e da associação local, espera mais de 20 acordeonistas, na sua maior parte oriundos das diversas terras do concelho do Sabugal.
O Festival de Acordeão da Rebolosa afirmou-se já como um dos grandes eventos da Raia, contando sempre com a adesão de muitos tocadores, que alo exibem a sua arte, e de muito público, que gosta de ouvir os acordes da música tradicional.
Como habitualmente, após a actuação dos tocadores amadores, haverá uma segunda parte com a actuação de um profissional do acordeão. Este ano será Rui Alves o artista convidado.
plb

Feiras e mercados do concelho do Sabugal

A Câmara Municipal aprovou o plano anual de mercados e feiras a decorrer no concelho do Sabugal durante o presente ano de 2012. Muitas terras de pequena dimensão, em termos de moradores permanentes, conseguem manter o seu mercado mensal e a sua feira de ano, demonstrando por essa via a sua vitalidade.

Feiras (chamadas feiras de ano), por terem data de realização todos os anos e não mensalmente, como sucede com os mercados:
Badamalos: 24 de Agosto.
Casteleiro: 10 de Fevereiro, 10 de Maio e 10 de Novembro.
Quadrazais: segundo domingo de Agosto.
Rebolosa: 25 de Novembro.
Ruivós: segundo fim-de-semana de Março.
Ruvina: segunda-feira de Pascoela.
Sabugal: 29 de Junho.
Santo Estêvão: 15 de Março e 25 de Setembro.
Soito: primeiro domingo de Agosto.
Vilar Maior: 17 de Agosto.

Mercados, de realização mensal:
Aldeia do Bispo: primeira terça-feira.
Aldeia da Ponte: primeira segunda-feira.
Alfaiates: segunda quinta-feira.
Bendada: dia 12 de cada mês e às quartas-feiras entre os dias 22 e 29.
Bismula: último dia do mês.
Casteleiro: dia 10 de cada mês.
Fóios: último sábado.
Pousafoles do Bispo: segundo domingo.
Sabugal: primeira quinta-feira e terceira terça-feira.
Santo Estêvão: última quinta-feira.
Soito: quarta terça-feira.
Vale de Espinho: segundo sábado.
Vila do Touro: terceira quinta-feira

Os mercados e as feiras são sinais de vitalidade para a sede de concelho e para as freguesias que ainda os conseguem manter. Para além disso são geralmente de grande utilidade para as pessoas, que assim têm à porta um conjunto de bens essenciais que doutra forma teriam que ir comprar longe.
plb

Rebolosa – Feira de Santa Catarina

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaO branco tule da neblina envolvia a Rebolosa enquanto o sino tocava alegremente em homenagem à Santa Catarina. Também os foguetes nos lembravam que era dia de festa. Fomos amavelmente recebidos pelo Sr. Presidente da Junta sorrindo, como sempre, e sondámos o seu pulsar. Não há dúvida que o coração da terra palpitava no seu olhar, ao falar-nos do orgulho que sente por estar à frente dos destinos desta Aldeia lutadora.

REBOLOSA

A meio da manhã
O Sol adoça a aldeia em festa
Aquecendo os feirantes
Tal como os acompanhantes
Turistas…e possíveis conquistas.

Então não era nas feiras
Nas festas e romarias
Que se descobriam amores
Não era dali que os Senhores
Davam sua permissão?

A Permissão na Rebolosa
Segundo reza a história
É a tal carta passada
Pelo Alcalde certificada
Para o porquinho matar.

Porquinho criado ali
Com farinhas, cereais
Que carne! Que maravilha
A assar na brasa, quentinha
Francamente a nos chamar!

Pãozinho daquele bom
Gentes sãs que acarinham
Carnes de todos os pores
Comidas de tantos sabores
O convívio a aumentar.

E dou comigo a pensar
Nesta terra, a Rebolosa.
Parece distante do Centro
E tanto que tem lá dentro
Como Rei se fez explicar.

Pois é ele, desta vez
O Presidente actual
Que nos recebeu de mão cheia
Pois há ali pé-de-meia
Numa terra abençoada.

Habitantes, mais de duzentos
Mas de tudo ali encontro
Uma Aldeia a lutar
A produzir, a criar
P´ra sua terra crescer.

Sobreviver ao silêncio
Aos lutos da interioridade
Para que a vida não se esfume
E ali a fogueira, o lume
Mostrarem que vale a pena.

E o Presidente continua
Que saneamento já tem
Ruas limpas, calcetadas
E vemos Peñas animadas
Com músicas em chamamento.

Chamamento para os jovens
Outro sonho a descobrir
Na Luta está a Autarquia
Que tudo deseja, tudo cria
Para que os jovens não emigrem.

E a Capeia Arraiana
O ex-líbris da zona
É pensada também para aqui
Tal como eu percebi
Pois que espaço já não falta.

Então a festa será valente
Mais ainda do que é
Lugar de melhor encontro
Tal como vi e vos conto
Para animar Rebolosa.

Rebolosa terra viva
Em luta pelo futuro
Não quer morrer de solidão
Pensa estruturas para o Verão
Para todos se banharem.

Sim, praia fluvial é sonho
Espaços verdes, água fresca
Que se quer realidade
Trazer trabalho de verdade
Para todos abranger.

Tocadores de realejo
Acordeonistas de garra
Anseiam pelo Encontro
E por isso aqui aponto
Pelo que vale lutar.

E a Câmara também ali esteve
O Presidente Robalo
Em seu apoio de Autarca
E isto também nos marca
Que a Autarquia acompanha.

Acompanha e apoia
Como fica bom de ver
E motiva Vereadores
Dr. Marques, outros Senhores
Que marcaram sua presença.

É isso que alicia
Vir à Raia, gente querida
E a Localvisão está sempre
Com Paula Pinto à frente
Da Câmara a comentar.

E fomos de volta à Peña»
Onde o Paulo nos recebeu
E a jeropiga provámos
E também quase dançámos
Na animação do encontro.

Então o cafezinho quente
Reúne gentes amigas
E a lareira acolhedora
Recebe os de cá ou de fora
A aquecer o coração.

«Eu morro à sede
Não há por aí uma pinga?»
Registei na brincadeira
Gosto de escrever à maneira
Para a todos agradar.

E que mais posso dizer?
Que na Rebolosa há vida
Por isso gostámos de estar
Conviver e petiscar
Como em nossa casa estando.

Parabéns Rebolosa

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Festa de Santa Catarina

A festa de Santa Catarina, na Rebolosa, é e sempre no dia 25 de Novembro. Mas que festa! Foi na sexta-feira e já sinto saudades. É que ainda falta quase um ano para a próxima.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaHá um conjunto de circunstâncias que fazem com que as pessoas se apaixonem por essa festa.
É a festa da saudade, da amizade, do amor e da confraternização. Mas o que provoca todas estas sensações são as pessoas.
A primeira sensação é que me reporta à infância ou a fazer lembrar os tempos medievais.
A feira, as tabernas, os assados nas ruas, nos currais, no barroco, as concertinas, o reencontro das pessoas, sobretudo das mais velhas, provocam-me uma nostalgia a ponto de achar que o Novembro de 2012 nunca mais chega.
Quando ontem cheguei, acompanhado de mais quatro fojeiros, fui cumprimentar o simpático Presidente da Junta, Manuel Rei, a quem o secretário da Junta de Foios ofereceu um magusto de castanhas. De seguida fomos tomar a primeira jeropiga ao bar da Associação.
Deixámos o amigo Manel Rei, que tinha muito para fazer, e deslocámo-nos para os locais onde já fumejava. Lá estavam os outros elementos da Junta e da Associação agarrados ao trabalho do lume que, nesta altura, quase se agradece.
Aqui aparece um amigo, ali outro e toca de provar as águas deste ano e dos anos anteriores. Novo e velho é todo bom. E cai bem porque sempre se vai comendo um pimento curtido, umas azeitonas ou um torresmo.
Aquele sítio do barroco onde todos os anos saboreamos o porco do simpático amigo Jordão é absolutamente deslumbrante. A fogueira que lá se ascende faz lembrar o Natal.
O Engº Miguel Neto e a esposa não se cansavam de distribuir mantimentos, pelas mesas, para que ninguém fosse a contar mal da festa.
Mais tarde baixamos até ao recinto das festas onde alguém assava a carne e os enchidos que outros íamos degustando.
Muito próximo, cerca do tanque, mais um enorme grupo em volta das mesas e dos grelhadores conversavam animadamente. O Quim, o Manel e um terceiro amigo, também não se pouparam para que todos os amigos passem um rato bueno.
Depois de bem comidos e bem bebidos decidimos ir tomar café quando, entretanto, surgiu o Nuno Ventura para nos dizer que não ficaria satisfeito se não fossemos beber um copo ao seu espaço. Fomos sim senhor. Bebemos um copo, voltámos a petiscar e cantou-se o fado ao som do acordeon.
Quando já nos deslocávamos, em direcção da viatura que nos tinha transportado, apareceu a Alexandrina, o Carlos, a Natália e mais uns amigos a desafiar-nos para irmos a uma penha tomar mais um copo. Fizemos-lhe a vontade e gostámos de visitar a penha onde um grupo de jovens nos serviram uma jeropiga.
Sabiamos que a festa continuava mas como tínhamos alguns compromissos nos Foios lá nos despedimos da Rebolosa com a promessa de voltar. Não só à Santa Catarina como a outras actividades que essa gente bairrista leva a efeito ao longo do ano.
Obrigado e parabéns ao simpático povo da Rebolosa.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Festa de Santa Catarina na Rebolosa

No dia 25 de Novembro, sexta-feira, cumpre-se a tradição com a realização da feira de Santa Catarina na Rebolosa, local onde se tira a «licença» para a matança do porco.

Santa Catarina - RebolosaSanta Catarina é a padroeira da freguesia, e todos os anos, no seu dia, 25 de Novembro, há feira e festa, a que acorre muita gente. Sendo o dia, segundo a tradição, a partir do qual se podem matar os porcos em toda a região, a feira é também um pretexto para muitos se juntarem em convívio, ali grelhando as primeiras febras, entrecostos e entremeadas, regadas com o vinho novo que sai das barricas e das cubas.
A Junta de Freguesia e a Associação Social Cultural e Desportiva da Rebolosa, apostadas em manter a tradição, organizaram um programa, que inclui um almoço convívio, previsto para o recinto de festas, fronteiro ao Largo de Santa Catarina.
Mas o programa da festa prevê também outros momentos, nomeadamente a realização de uma missa em honra de Santa Catarina, a que se seguirá uma procissão pelas ruas da aldeia. À tarde, após o almoço de convívio, haverá um passeio pelas adegas da freguesia, a fim de provar o vinho novo, seguida de uma capeia arraiana na Praça de Touros.
A fechar o programa, haverá, após o jantar, o imprescindível baile, abrilhantado pelo organista Virgílio Faleiro.
O presidente da Junta de Freguesia, Manuel Barros, garante que quem for à feira terá direito a uma licença formal, que o autoriza a fazer a sua matança.
plb

Rapoula do Côa tem zona de pesca desportiva

A Associação de Caça e Pesca Amigos do Cró, com sede na Rapoula do Côa, viu ser-lhe atribuída a concessão de pesca num troço do rio Côa, com 7,5 quilómetros de extensão, compreendido entre a ponte de Rocamador, a montante, e a foz da ribeira de Boi, a jusante.

Campeonato Mundial Pesca Truta SabugalOs pescadores associados poderão pescar gratuitamente na zona concessionada, porém os da zona ribeirinha (residentes nas freguesias de Rapoula do Côa, Baraçal, Rendo, Ruvina, Vale das Éguas e Valongo) pagarão uma taxa diária de 1 euro. Já os pescadores nas demais freguesias do concelho do Sabugal pagarão 2 euros, enquanto que os residentes no distrito da Guarda pagarão 3 euros e os restantes pescadores terão de pagar 4,99 euros.
O número máximo de licenças diárias previsto é de 75, repartidas do seguinte modo: 20 para os pescadores associados, outras 20 para os pescadores ribeirinhos, 15 para os pescadores residentes no concelho, 10 para os pescadores residentes no distrito e 10 para os restantes pescadores.
O período de pesca autorizado vai de 1 de Março a 31 de Julho de cada ano, e o horário de pesca permitido é do nascer ao pôr-do-sol, apenas nas margens concessionadas.
É expressamente proibida a utilização de engodos de qualquer natureza, pescar com larvas naturais e pescar com mais de uma cana.
Para obtenção das licenças especiais diárias, os pescadores interessados terão de ser portadores de qualquer tipo de licença de pesca desportiva, com validade para o concelho do Sabugal, bem como do Bilhete de Identidade.
A concessão, atribuída por alvará de 23 de Agosto de 2011,é válida até 23 de Agosto de 2021.
Para além desta concessão já foram atribuídas, em datas anteriores, outras no concelho do Sabugal. Uma delas foi para a Associação de Caçadores e Pescadores de Aldeia da Ponte, para pesca no troço da ribeira de Aldeia da Ponte, desde a confluência com as ribeiras dos Forcalhos e de Aldeia Velha, no sítio da Nave Longa, a montante, até ao Pontão da Quinta do Borges, a jusante.
Outra concessão foi atribuída à Associação de Caçadores e Pescadores de Quadrazais, no troço do rio Côa, compreendido entre o Pontão de Rojões, na Estrada Municipal que liga aos Fóios, a montante, e a Quinta do Ribeiro das Lamas, na margem direita, e o Moinho do Patrício, na margem esquerda, limite jusante.
Outra concessão foi atribuída ao Município do Sabugal, num troço do rio Côa, com 11 quilómetros de extensão, compreendido entre o paredão da barragem do Sabugal, a montante, e a ponte de Rocamador, limite jusante, abarcando as freguesias de Aldeia de Santo António, Sabugal, Quintas de São Bartolomeu, Baraçal e Rendo.
O mesmo sucedeu com a a Associação de Caça e Pesca da Rebolosa, com a atribuição da concessão de pesca no troço da ribeira de Alfaiates, numa extensão de cerca de dois quilómetros, desde o local designado por Retorta, a montante, até às Poldras de Bísmula, a jusante.
As concessões de pesca desportiva são zonas geridas por uma entidade concessionária (clube ou associação de pescadores, legalmente constituídos, ou Câmaras Municipais), a quem o exclusivo de pesca é atribuído por um período não superior a 10 anos, sujeitas a regulamento próprio, onde apenas é permitida a pesca desportiva.
Para além da licença geral de pesca desportiva, é ainda necessária uma licença especial diária, cujos tipos e custos são definidos no respectivo regulamento da concessão.
O processo de atribuição de uma concessão de pesca desportiva é dirigido ao Ministério da Agricultura e implica um pedido de Parecer à Administração da Região Hidrográfica (ARH) e um processo de consulta pública.
plb

Festival do Acordeão na Rebolosa

A Rebolosa, freguesia do concelho do Sabugal, acolhe pelo nono ano consecutivo o Festival de Acordeonistas e Tocadores de Realejo. A iniciativa terá lugar no largo de Santa Catarina, a partir das 15 horas do dia 19 de Junho (domingo).

O «encontro», que se realiza com o apoio da Fundação INATEL, tem como grande atractivo, a actuação dos consagrados acordeonistas José Cláudio e Catarina Brilha, dupla que actuará seguidamente ás intervenções individuais dos tocadores que querem demonstrar a sua destreza musical.
No dizer de Manuel Rei Barros, presidente da junta de Freguesia, «a Rebolosa promove este tipo de eventos culturais, contribuindo, assim, para que a tradição se mantenha e este instrumento musical não caia no esquecimento das gerações futuras».
O acordeão esteve sempre ligado à música popular do concelho do Sabugal, assim como o realejo. Era com estes instrumentos que os tocadores «amadores» ou «experientes», proporcionavam a música que animava os bailes e as sessões de cantigas ao desafio com que os raianos se divertiam no final das jornadas de trabalho, nos momentos de pândega ou nos dias festivos.
A importância desses instrumentos no imaginário popular levou a Câmara Municipal do Sabugal, há alguns anos, a desenvolver o projecto «Oficina de Acordeão», com o objectivo de ensinar e valorizar e divulgar a arte de tocar esse instrumento musical.
A Junta de Freguesia da Rebolosa, iniciou também há nove anos a divulgação da arte de tocar o acordeão e o realejo, promovendo o encontro de músicos populares que anualmente se realiza no verão.
plb

PSD alcança três deputados no distrito da Guarda

O PSD alcançou um resultado histórico no distrito da Guarda elegendo três dos quatro deputados e alterando o tradição equilíbrio (2 e 2) entre os PSD e o PS. O PSD venceu em todos os concelhos do distrito da Guarda tendo alcançado no concelho do Sabugal 3472 votos (48,20%) contra 2004 (27,82%) do PS.

No círculo eleitoral da Guarda o Partido Social Democrata elegeu três deputados – Manuel Meirinho, Carlos Peixoto e Ângela Guerra – e o Partido Socialista apenas um deputado – Paulo Campos – ficando de fora, como grande derrotado da noite, José Albano que se posicionava em segundo lugar. O distrito da Guarda elege quatro deputados e tradicionalmente têm sido divididos entre os sociais-democratas e os socialistas.
Manuel Meirinho em declarações à agência Lusa considerou que a candidatura do PSD alcançou «um resultado histórico». O Partido Social Democrata, liderado pelo politólogo independente, alcançou 46,32 por cento dos votos, elegendo três deputados. Já o PS conseguiu 28,31 por cento dos votos e elegeu apenas um deputado, o que já não ocorria desde 1995, altura em que os dois partidos passaram a eleger dois deputados cada.
«É um resultado histórico para o distrito, que expressa o esforço feito numa campanha de proximidade junto das pessoas, séria e serena, muito transparente e muito sóbria», afirmou à Lusa Manuel Meirinho, eleito deputado pelo distrito da Guarda, tal como Carlos Peixoto e Ângela Guerra. Segundo Manuel Meirinho, os eleitores do distrito «preferiram a seriedade a uma campanha feita de forma agressiva e com algum vazio do ponto de vista das ideias» e garantiu que o partido trabalhou para obter «uma grande vitória».
Quanto ao facto de a lista distrital ter sido liderada por um independente, disse que a «mistura» de militantes e de independentes «mostra aos eleitores que os partidos são estruturas abertas».

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS  –  5-6-2011
DISTRITO DA GUARDA

CONCELHO DO SABUGAL  –  FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)

jcl

Local Visão Tv - © Capeia Arraiana (orelha)

Caminhada pela Rebolosa e Escabralhado

A 43.ª Caminhada pelo Interior raiano do concelho do Sabugal percorreu os trilhos da Rebolosa e do Escabralhado. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagens de Pedro Taborda da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana
Autoria: LocalVisãoTV posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

jcl

O Vinho Graminês

O povo da raia sabugalense designava por «graminês» o vinho de produção local, ou seja, o chamado vinho do lavrador, colhido na vinha, fermentado no lagar e guardado na adega.

«No fim de cada eirada tinham direito a um copo de graminês», escreveu Manuel Leal Freire, no livro Ribacoa em Contraluz, quando descrevia as malhas que antigamente juntavam dezenas de homens de manguais em punho, sovando o cereal sob o calor tórrido de Julho.
O termo não é porém exclusivo do concelho do Sabugal, sendo antes uma expressão do léxico regional, pois já em 1912 o recolhera A. Gomes Ferreira, colocando-o no seu Vocabulário da Guarda com a significação: «vinho fresco para uso da casa».
Ora tem-se falado por aí do vinho graminês, que aliás na semana passada foi rei na Rebolosa, onde regou a goela dos que foram feirar à Santa Catarina e tirar a licença para matar o marrano.
No próximo sábado, dia 4 de Dezembro, o vinho graminês voltará a ser rei em Ruivós, onde restam vários produtores locais que mantêm viva a tradição do trato das vinhas e da consequente produção de vinho. A «Rota das Adegas» levará os convivas, de cacharro de alumínio ao pescoço, a correr as lojas da aldeia onde o graminês jorrará dos pipos e das cubas.
Nos dias de hoje tratar uma vinha é já coisa rara, própria de quem não desiste de defender a tradição. Mas noutro tempo todos cuidavam as videiras com esmero, e vindimavam-nas nos primeiros dias de Outubro, numa jornada de trabalho comunal. Os «gachos» eram transportados em cestos de vime para a dorna assente no chedeiro do carro das vacas. Dali iam para o lagar, onde eram pisados e depois sucessivamente remexidos até fermentar. Já bem fervido o vinho era separado do engaço e transferido para as pipas, onde continuava a fermentação. O engaço era ainda espremido pela prensa, numa operação chamada o «pé», pela qual se aproveitava todo o néctar.
Em dia de são Martinho ia-se à adega de «pichel», ou «pichorro», em punho para se retirar o primeiro briol da pipa. Era a prova, para a qual era uso convidar os amigos. «Tomas uma pinga?», perguntava-se aos que passavam, mostrando-se a devida franqueza.
Depois de «desbobrar» (assentar e aclarar), o vinho estava pronto a ser consumido em barda. Porém, chegada a primavera, submetia-se a uma operação delicada, que era obra de quem sabia: a «estrafega». Tratava-se de transferir o vinho de uma pipa para outra, livrando-o da «borra», ou «sarro».
Com os calores do verão o vinho «desvanecia», perdendo o vigor e avinagrando. Mas o ciclo estava prestes a recomeçar pois as uvas já «pintavam» e a nova vindima era próxima.
O vinho dessedentava e dava força, mas também tinha, se consumido em excesso, consequências nefastas para a saúde individual e para a vida social.
Era também usado na produção alimentícia, desde logo na confecção da «migada», que era uma sopa de pão centeio amolecido com vinho. No verão era a alegria do lavrador e do cavador e até as mulheres se consolavam com o famoso gaspacho, onde se misturava com pão e água fresca para matar a sede. No tempo das malhas era uso começar o dia bebendo uma «gemada», que era um batido feito com vinho, água, ovos e açúcar, tido por bebida revigorante.
O jovem apenas saia à rua da sua aldeia quando pagasse o vinho à confraria dos solteiros, numa espécie de provação ou ritual iniciático a que tinha que se sujeitar. Só aí adquiria o estatuto de «solteiro», o que levava a família dizer com orgulho: «O nosso Zé já é rapaz solteiro». Então, sim, pago o graminês aos amigos, o novo rapaz solteiro já podia circular pelas ruas até altas horas da noite, entrar nos serões, participar nas rusgas e nas romagens nocturnas às aldeias vizinhas.
Quando se fazia um negócio, lá vinha o «albroque», em que os protagonistas e as testemunhas molhavam a goela na adega mais próxima. O mesmo sucedia na «molhadura», que era o acto de beber graminês à conta de quem exibia fato novo. E ainda havia a «patenta», que era o tributo em graminês daquele que ia namorar em terra alheia.
O graminês era pois o vinho bom que se produzia no lagar e que contrastava com o que vinho da taberna, vindo muitas vezes de longe. Ao vinho reles davam-se por sua vez outros nomes, como zurpa, zurrapa ou morraça, querendo contrapô-lo com o bom graminês que estava em cada adega.
Paulo Leitão Batista