Category Archives: Espinhal

Joaquim Manuel Correia - © Capeia Arraiana

Memórias sobre o Concelho do Sabugal (3)

:: :: VALE MOURISCO e ESPINHAL :: :: O livro «Terras de Riba-Côa – Memórias sobre o Concelho do Sabugal», escrito há mais se um século por Joaquim Manuel Correia, é a grande monografia do concelho. A obra fala-nos da história, do património, dos usos e dos costumes das nossas terras, pelo que decidimos reproduzir a caracterização de cada uma das aldeias nos finais do século XIX, altura em que o autor escreveu as «Memórias».

Capela de S. Salvador - Vale Mourisco (foto D.R.)

Capela de S. Salvador – Vale Mourisco (foto D.R.)

Alcínio Vicente - Aldeia do Bispo - © Capeia Arraiana

Elogio à cor

Publicamos um texto da autoria de Alcínio Vicente, artista plástico natural de Aldeia do Bispo, concelho do Sabugal, em que transmite os sentimentos que lhe proporcionam a luz e a cor, elementos sempre presentes nas suas obras.

Pintura de Alcínio Vicente

«La Gran Via» (de Madrid) – pintura de Alcínio Vicente

Poetando – Espinhal

Manuel Leal Freire - Capeia Arraiana«Poetando» é a coluna de Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, na qual a cada domingo vai publicando poemas inéditos, cada um dedicado a uma aldeia do concelho do Sabugal. Este Município raiano, um dos maiores do País em termos de extensão territorial, tem 40 freguesias, algumas delas com anexas, sendo no total exactamente 100 (cem) o número das localidades do concelho do Sabugal. Nesta edição o escritor e poeta bismulense dedica um soneto ao Espinhal, aldeia anexa de Águas Belas, freguesia da margem esquerda do rio Côa. No próximo domingo será editado o poema relativo à aldeia anexa de Águas Belas: Quinta do Clérigo.

ESPINHAL

Nem sempre o nome é vero retrato
Valendo muito mais como antonímia
Não é incivilizado todo o mato
Á culpa batismal a fé redime-a

A rubicunda rosa de alto trato
Rainha dos jardins por sinonímia
Jamais perdeu o trono pelo impacto
Da coroa que lhe apõe a metonímia

Do dito e não dito eu presumo
Que pode extrair-se como sumo
De espinhos ufanar-se o roseiral

São mesclas com que a vida se compensa
E o povo relembrando esta sentença
Vaidoso se reclama de Espinhal

«Poetando», Manuel Leal Freire