Category Archives: Escabralhado

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Um ex-cabo cantoneiro jovem e sábio

Em tempos pascais, na companhia de uma natureza florida e ressuscitada em todo o esplendor, desloco-me à Aldeia de Santo António (Sabugal). Uma placa de xisto, uma variada sinalética de todas as instituições e lugares de visita, uma réplica arquitetónica de uma casa rural e um arco-íris dão-nos as boas-vindas. As ruas, parece que se esmeraram na limpeza para nos receber. A torre da Igreja, de um granito rústico, mantém-se vigilante.

Albino Batista com a mulher Florência (já falecida) e um dos netos

Albino Batista com a mulher Florência (já falecida) e um dos netos

Memórias sobre o Concelho do Sabugal (12)

:: :: ESCABRALHADO e BATOCAS :: :: O livro «Terras de Riba-Côa – Memórias sobre o Concelho do Sabugal», escrito há mais se um século por Joaquim Manuel Correia, é a grande monografia do concelho. A obra fala-nos da história, do património, dos usos e dos costumes das nossas terras, pelo que decidimos reproduzir a caracterização de cada uma das aldeias nos finais do século XIX, altura em que o autor escreveu as «Memórias».

Casa antiga do Escabralhado

Casa antiga do Escabralhado

Poetando – Escabralhado

Manuel Leal Freire - Capeia Arraiana«Poetando» é a coluna de Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, na qual a cada domingo vai publicando poemas inéditos, cada um dedicado a uma aldeia do concelho do Sabugal. Este Município raiano, um dos maiores do País em termos de extensão territorial, tem 40 freguesias, algumas delas com anexas, sendo no total exactamente 100 (cem) o número das localidades do concelho do Sabugal. Nesta edição o escritor e poeta bismulense dedica um soneto ao Escabralhado, anexa da freguesia raiana de Aldeia da Ribeira. No próximo domingo será editado o poema relativo à anexa Quinta das Batoquinhas, outra terra do nordeste do concelho.

ESCABRALHADO

Caber em pouco chão tanta abundância
Não é milagre ou coisa que o valha
Divina bênção, prémio é da constância
Do povo que muito reza e mais trabalha

Labor continuado mas sem ânsia
Que a pressa não ajuda, mas encalha
De passo a passo se cobre a distância
Do tempo da decrua até á malha

O cem por um promessa do Evangelho
Do Novo Testamento já no Velho
Estavam no timão e no arado

Ser dextro no domínio do timão
Na foice e na gadanha eis o brasão
Do homem que nasceu no Escabralhado

«Poetando», Manuel Leal Freire