Category Archives: Aldeias Históricas

Aldeia Histórica de Sortelha - © Capeia Arraiana (orelha)

Aldeias históricas querem turismo sustentável

As Aldeias Históricas de Portugal assinam no dia 7 de Abril, em Sortelha, concelho do Sabugal, a carta de compromisso turismo sustentável – Biosphere.

Sortelha vai ser a aldeia histórica anfitriã

Sortelha vai ser a aldeia histórica anfitriã

Turismo Centro Portugal - Capeia Arraiana

Região Centro eleita destino turístico preferido

A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) elegeu a região Centro do país como o seu destino turístico preferido em 2017. A escolha foi anunciada este sábado, 10 de Dezembro, no 42.º Congresso Nacional da APAVT que decorreu em Aveiro.

Turismo Centro de Portugal - Capeia Arraiana

Stand do Turismo Centro de Portugal

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

X Almoço Anual da Confraria do Bucho Raiano

A Confraria do Bucho Raiano vai realizar o X Almoço Anual na Região da Grande Lisboa no sábado, 12 de Novembro, na Associação Naval de Lisboa em Belém. A chamada está marcada para o meio-dia na associação criada por S.M. o Rei D. Pedro V a 30 de Abril de 1856. O convívio das confreiras e confrades do Bucho é aberto a todos os apreciadores da gastronomia raiana mas o restaurante vai ter lotação limitada.

X Almoço Anual na Região da Grande Lisboa da Confraria Bucho Raiano

X Almoço Anual na Região da Grande Lisboa da Confraria Bucho Raiano

César Cruz - Desassossego - Opinião © Capeia Arraiana

Contingências por cá

Entre nós o grupo etário dos mais idosos ganha cada vez mais peso. A população ativa é cada vez menos. O número dos mais jovens preocupa. Para problemas velhos continuamos com políticas velhas. Há falta de ideias e de ruturas. Tudo na mesma e o mundo pula e avança…

População envelhece no concelho do Sabugal

O Sabugal é a cada dia que passa um concelho mais envelhecido

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano (6)

Galerias de imagens dos participantes no VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano que teve lugar no Soito no dia 6 de Fevereiro de 2016. A história dos lugares e dos povos é feita do relato de momentos únicos e inesquecíveis. Os 300 participantes que esgotaram a Igreja Matriz do Soito e que se sentaram para venerar o Rei Bucho no Restaurante O Martins escreveram mais umas linhas na história do concelho do Sabugal e, se permitirem, na sublime epopeia das gentes do Soito. Galeria de Imagens Capeia Arraiana.

VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - 2016 - Soito - Capeia Arraiana

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Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano (5)

Galerias de imagens dos participantes no VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano que teve lugar no Soito no dia 6 de Fevereiro de 2016. A história dos lugares e dos povos é feita do relato de momentos únicos e inesquecíveis. Os 300 participantes que esgotaram a Igreja Matriz do Soito e que se sentaram para venerar o Rei Bucho no Restaurante O Martins escreveram mais umas linhas na história do concelho do Sabugal e, se permitirem, na sublime epopeia das gentes do Soito. Galeria de Imagens com a assinatura do fotógrafo Manuel Monteiro do Soito.

VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - 2016 - Soito - Capeia Arraiana

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Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano (4)

Galerias de imagens dos participantes no VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano que teve lugar no Soito no dia 6 de Fevereiro de 2016. A história dos lugares e dos povos é feita do relato de momentos únicos e inesquecíveis. Os 300 participantes que esgotaram a Igreja Matriz do Soito e que se sentaram para venerar o Rei Bucho no Restaurante O Martins escreveram mais umas linhas na história do concelho do Sabugal e, se permitirem, na sublime epopeia das gentes do Soito. Galeria de Imagens com a assinatura do fotógrafo Manuel Monteiro do Soito.

VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - 2016 - Soito - Capeia Arraiana

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Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano (03)

Iniciamos uma série de artigos com galerias de imagens dos participantes no VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano que teve lugar no Soito no dia 6 de Fevereiro de 2016. A história dos lugares e dos povos é feita do relato de momentos únicos e inesquecíveis. Os 300 participantes que esgotaram a Igreja Matriz do Soito e que se sentaram para venerar o Rei Bucho no Restaurante O Martins escreveram mais umas linhas na história do concelho do Sabugal e, se permitirem, na sublime epopeia das gentes do Soito.

VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - 2016 - Soito - Capeia Arraiana

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Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano (02)

Iniciamos uma série de artigos com galerias de imagens dos participantes no VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano que teve lugar no Soito no dia 6 de Fevereiro de 2016. A história dos lugares e dos povos é feita do relato de momentos únicos e inesquecíveis. Os 300 participantes que esgotaram a Igreja Matriz do Soito e que se sentaram para venerar o Rei Bucho no Restaurante O Martins escreveram mais umas linhas na história do concelho do Sabugal e, se permitirem, na sublime epopeia das gentes do Soito.

VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - 2016 - Soito - Capeia Arraiana

cbr

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Soito recebe VII Capítulo da Confraria do Bucho

A freguesia do Soito, no concelho do Sabugal, recebe no sábado de Carnaval, 6 de Fevereiro de 2016, os convidados, confrades e Confrarias para o VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano. O programa inclui uma missa, às 09:30 horas da manhã, na Igreja Matriz do Soito em memória do confrade João Luís Inês Vaz que faleceu em 2015. A recepção de boas-vindas da Junta de Freguesia do Soito a todas as Confrarias está marcada para as 10:15 horas no Centro de Negócios Transfronteiriço. O almoço de Bucho terá lugar no Restaurante «O Martins» que já recebeu, em Março de 2011, com todo o rigor, etiqueta e a excelência culinária tradicional raiana os participantes no II Capítulo da Confraria. Para acompanhar será servido o vinho oficial da Confraria, o «2.5» Tinto e Branco da Adega Vinhos de Belmonte.

VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - Soito - Sabugal - Capeia Arraiana

VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano na vila do Soito

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Vilar Maior nasceu a 6 de Agosto

Carta de povoamento dada por Afonso IX (o Sábio) Rei de Leão e Castela aos povoadores de Vilar Maior, estabelecendo o seu termo, em 6 de Agosto de 1227.

Nascimento de Vilar Maior - 1227 - Capeia Arraiana

Documento do «nascimento» do limite de Vilar Maior, em 1227, está na Torre do Tombo

FIT - Feira Ibérica de Turismo - Capeia Arraiana

FIT 2015 da Guarda em imagens (1)

A segunda edição da FIT-Feira Ibérica de Turismo teve um programa recheado de actividades. No sábado, 2 de Maio, as Confrarias do Distrito da Guarda desfilaram pelos dois pavilhões do certame sob o olhar atento do presidente do município guardense, Álvaro Amaro. No final as confreiras e confrades rumaram ao espaço que tinha como anfitriã a Câmara Municipal de Almeida onde foi servida uma ginga de honra pelo presidente António Baptista Ribeiro. (1 de 3).

jcl

FIT - Feira Ibérica de Turismo - Capeia Arraiana

FIT 2015 da Guarda em imagens (2)

A segunda edição da FIT-Feira Ibérica de Turismo teve um programa recheado de actividades. No sábado, 2 de Maio, as Confrarias do Distrito da Guarda desfilaram pelos dois pavilhões do certame sob o olhar atento do presidente do município guardense, Álvaro Amaro. No final as confreiras e confrades rumaram ao espaço que tinha como anfitriã a Câmara Municipal de Almeida onde foi servida uma ginga de honra pelo presidente António Baptista Ribeiro. (2 de 3).

jcl

FIT - Feira Ibérica de Turismo - Capeia Arraiana

FIT 2015 da Guarda em imagens (3)

A segunda edição da FIT-Feira Ibérica de Turismo teve um programa recheado de actividades. No sábado, 2 de Maio, as Confrarias do Distrito da Guarda desfilaram pelos dois pavilhões do certame sob o olhar atento do presidente do município guardense, Álvaro Amaro. No final as confreiras e confrades rumaram ao espaço que tinha como anfitriã a Câmara Municipal de Almeida onde foi servida uma ginga de honra pelo presidente António Baptista Ribeiro. (3 de 3).

jcl

Aldeias Históricas de Portugal - Capeia Arraiana

Apresentada a nova Rota das Aldeias Históricas

O Turismo da Região Centro aposta nas Aldeias Histórias. A mais recente iniciativa é uma nova rota com 600 quilómetros que passa por 12 aldeias e pode ser percorrido a pé, de cavalo ou de bicicleta. A rota é uma actualização das propostas da Carta de Lazer do Inatel. As Aldeias Históricas têm agora uma sinalética uniformizada com 85 pontos de apoio com restaurantes e alojamentos. A manutenção fica a cargo dos 19 municípios parceiros no projecto.

Brasão Freguesia Malcata - Capeia Arraiana

Movimento popular quer impedir eólicas na Malcata

O movimento «Malcata Pró-Futuro» anunciou na quinta-feira, 5 de Fevereiro, que vai avançar com uma acção popular administrativa para tentar impedir a ampliação de um parque eólico na freguesia da Malcata, junto à barragem do rio Côa no concelho do Sabugal.

Parque Eólico Malcata - Capeia Arraiana

Parques Eólicos na serra da Malcata junto à Barragem do Rio Côa no Sabugal (foto: blogue Malcata.Net)

Aldeia Histórica de Sortelha - © Capeia Arraiana (orelha)

Aldeia histórica de Sortelha na SIC

A associação Aldeias Históricas de Portugal venceu o Prémio Internacionalização do Património 2014, atribuído pela Fundação Millennium bcp e pela SPIRA – Revitalização Patrimonial. A distinção consiste no financiamento da inscrição para o Salon du Patrimoine Culturel du Louvre, em Paris, agendado para Novembro deste ano.

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Natália Bispo – a guardiã da Casa do Castelo

Em tempo de Festas Natalícias o Capeia Arraiana solidariza-se com o momento de saúde extremamente doloroso de Natália Bispo, a Talinha para muitos dos seus amigos e conhecidos. Aqui deixamos emocionados desejos de rápidas melhoras para a «Guardiã da Casa do Castelo». Faltam-nos palavras e sobejam-nos lembranças e memórias do muito e muito que tem feito pela divulgação das gentes e das terras do Sabugal a grande sabugalense Natália Bispo. Força, coragem e fé querida amiga!

José Carlos Lages - Natália Bispo - Paulo Leitão Batista - Capeia Arraiana

Natália Bispo com os responsáveis pelo CapeiaArraiana.pt

jcl e plb

Aldeia Histórica de Sortelha - © Capeia Arraiana (orelha)

Oficina sobre bracejo na aldeia histórica de Sortelha

A Associação «Aldeias Históricas de Portugal» organizou em Sortelha no fim-de-semana de 22 e 23 de Março, uma oficina com o tema «Bracejo, História, Design». A iniciativa destinada a recuperar o artesanato com bracejo contou com a participação de cerca de duas dezenas de participantes.

Entrelaços - Bracejo, História, Design - Capeia Arraiana

Aldeia Histórica de Sortelha – Entrelaços – Bracejo, História, Design

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Serpa, Moura, Mourão e Noudar – Terras recuperadas

Serpa, Moura, Mourão e Noudar são vilas que foram conquistadas pelo nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques, perdidas posteriormente e retomadas, anos depois, por D. Sancho II. Passaram indevidamente à posse de Castela por escambos que as Ordens Militares fizeram com Afonso X, e voltaram à posse de Portugal no ano de 1295, graças à capacidade diplomática de D. Dinis, quando negociou o acordo na Guarda. Foi esta a única cláusula que o Rei de Castela cumpriu. Tudo o resto que foi ali acordado nesse ano, só com o Tratado de Alcanises é que se veio a cumprir.

Ruínas do Castelo de Monforte, junto ao Rio  Côa no lugar de Bizarril, freguesia de Colmeal, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo

Ruínas do Castelo de Monforte, junto ao Rio Côa no lugar de Bizarril,
freguesia de Colmeal, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo (foto: D.R.)

Câmara Municipal Sabugal - © Capeia Arraiana

Contratações e ajustes no Município do Sabugal (20)

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de entidades públicas que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro de 2012 e Dezembro de 2013. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente. :: AGOSTO de 2013 ::

Município de Almeida - © Capeia Arraiana

Promoção turística multimédia em Almeida

O Município de Almeida disponibiliza 20 tablets no centro de Turismo para visitas multimédia à estrela da Beira. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagem de Nuno Martins da redacção da Guarda da LocalVisãoTv.

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana
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Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Hoje destacamos… vilarmaior.blogs.sapo.pt

Júlio Marques é natural de Vilar Maior. Licenciado em Filosofia com uma pós-graduação em Relações Interculturais, ensina Filosofia e é o Director do Centro de Formação Gaia Nascente. Tem publicada uma obra de carácter etnográfico «Memórias de Vilar Maior» e é o administrador de um dos blogues de referência da região raiana: «Memórias de Vilar Maior, minha terra minha gente.» Hoje destacamos o artigo em que pede que alguém explique a razão de ser daquela «obra» junto à Porta da Traição. O nome não podia estar melhor associado.

Atentado arquitectónico - Castelo Vilar Maior - Capeia Arraiana

Castelo de Vilar Maior – Cimento por fora… (Foto: Júlio Marques)

Imagem da Semana - © Capeia Arraiana

Imagem da Semana – Investimento a fundo perdido

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos as fotografias que seleccionar para possível publicação para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Imagem da Semana - Abril 2013 - Investimento a fundo perdido em Vilar Maior - Capeia Arraiana
Clique na imagem para ampliar
Religião - © Capeia Arraiana (orelha)

Multidão assistou à paixão de Jesus em Vilar Maior

O cenário natural da medieval e histórica Vilar Maior foi perfeito para os cerca de 150 actores, figurantes e técnicos amadores superiormente comandados pelo «realizador» Padre Hélder Lopes. Uma multidão de mais de mil e quinhentas pessoas assistiu, na noite de sexta-feira Santa, à recriação dos últimos dias da vida de Jesus nas graníticas ruas que levaram ao «Calvário» junto ao Castelo.

Retrospectiva do Ano - 2012 - © Capeia Arraiana

Ano 2012 em revista

O ano que está prestes a findar foi marcado pela crise económica e social que o país atravessa e pelas medidas de austeridade sucessivamente impostas aos portugueses. A nível local, o mais marcante foram as peripécias em torno da empresa municipal Sabugal+ e os sucessivos erros da Câmara e consequente suspensão de obras. O ano 2012 ficou também registado, em termos noticiosos, pela jornada da volta a Portugal em bicicleta no concelho do Sabugal, as buscas da PJ na Câmara, o derrube de árvores centenárias no centro histórico da cidade, o processo de extinção de freguesias, o encerramento do tribunal do Sabugal, a morte inesperada do escritor Manuel António Pina. Já no final do ano falou-se nos nomes dos candidatos que encabeçarão as listas para as eleições autárquicas de 2013. Vamos revisitar as principais notícias que destacaram o Sabugal e a região durante o ano.

Retrospectiva 2012 - © Capeia Arraiana

Retrospectiva 2012 – Capeia Arraiana

Sortelha volta a receber Muralhas com História

Nos dias 22 e 23 de Setembro, a antiga vila medieval de Sortelha, no concelho do Sabugal, viaja ao encontro da história, revivendo os seus tempos de esplendor, quando era uma importante praça fortificada.

O evento inicia-se às 12:00 horas do dia 22 (sábado) com a abertura do mercado medieval, que terá tendas e tabernas à moda antiga. Nesse mesmo dia o programa horário segue com esta cronologia:
15:00: cortejo régio para receber El-Rei D. João III, o monarca lusitano que ocupou o trono de 1521 a 1557.
16:00: um mensageiro anuncia o início das negociações com Espanha da posse das riquíssimas ilhas Molucas.
17:00: disputa de um torneio de Armas a Cavalo.
19:00: um mensageiro traz novas sobre o império português no Oriente.
21:00: leitura de em edital régio acerca da colonização do Brasil.
23:00: espectáculo de malabares de fogo sobre a lenda do anel mágico de Sortelha.

No domingo, dia 23, a iniciativa Muralhas com História terá continuidade, obedecendo ao seguinte programa:
12:00: reabertura do mercado medieval.
13:00: visita do meirinho aos tendeiros e mestrais.
15:00: cortejo de fidalgos e demonstração de armas.
16:00: Anúncio do decreto régio que eleva Sortelha a cabeça de condado, seguido de folguedos com danças mouriscas e Suffi.
17:00: leitura de um auto com a notícia da introdução da Inquisição em Portugal.
18:00: representação de um auto de fé.
19:00: Aclamação de D. Sebastião como sucessor do trono de Portugal.
20:00: comeres e beberes nas tabernas do burgo.
22:00: encerramento dos festejos.

A representação dos tempos medievais é este ano alusiva ao reinado de D. João III, o rei piedoso e muito crente que herdou e administrou um império vastíssimo, que se estendia à África, ilhas atlânticas, Brasil, Índias e outras possessões portuguesas no Oriente. Iniciou a colonização do Brasil e introduziu a inquisição em Portugal. D. João III casou com Catarina da Áustria, infanta de Espanha, irmã mais nova do imperador Carlos V. O rei foi para além de inábil na governação (segundo a opinião da maioria dos historiadores), também muito infeliz, pois viu morrer todos os nove filhos que teve, tendo de deixar a coroa ao seu neto Sebastião.

A animação está a cargo da companhia de teatro Vivarte, um grupo dramaturgico, que funde a representação teatral com a recriação histórica enquadra no cenário onde actua.
A organização é da Câmara Municipal do Sabugal, que conta com apoio de fundos europeus para esta realização de animação da aldeia histórica de Sortelha.
plb

Ruta de los Castillos – Penha Garcia

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaE venho agora com a minha homenagem ao Castelo de Penha Garcia, mais um Senhor da história e um marco dos tempos. Com a chegada de mais um Solstício de Verão lembramos o dia maior do ano. E falando aqui de Penha Garcia, recordo o bom pão e as boas gentes, sinto a calma do fim da tarde estival, o fresco das regas e o cantar das águas correndo pelas levadas. Terras verdes, puras e belas, onde o calor humano está a ficar empobrecido pela desertificação. É contra ela que temos que continuar a lutar.

Penha Garcia

PENHA GARCIA

És também Penha Garcia
Um castelo a recordar
Retomamos a pré-história
Com D. Sancho a te marcar
Com o D. Afonso III
Recebes Carta de Foral(1)
Andaste com a Ordem de Cristo
Mas voltaste ao poder real
D. Manuel como convém
Traz Foral Novo também.

Estás num lugar rico
De pré-história registado
A povoação do teu nome
Um castro foi no passado
Eos teus moradores pelo foral
Ficam com regalias marcadas
Tal como em Penamacor
Elas estavam registadas
Tuas gentes bem lutadoras
Das descobertas senhoras.

Depois do séc. XVII
Muitos desaires sofreste
Foste couto, foste concelho
Título que depois perdeste
Caçadores de tesouros
Te foram tratando mal
Não foste classificado
Sem teres culpa para tal
Mas a lenda traz-te magia
Com linda Branca e D. Garcia.

(1) 31 de Outubro de 1256

Também o meu carinho para Penha Garcia
«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis

netitas19@gmail.com

Ruta de los Castillos – Castelo Bom

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaCastelo Bom é um daqueles marcos da história, maltratado ao longo de muitas épocas, pelas disputas de poder desde os tempos das lutas transfronteiriças que parece terem acalmado com o casamento de D. Dinis (1282) ao recebê-lo como dote. Esse rei, de espírito aberto e ideias firmes, estudioso e perspicaz vê a importância das praças de Ribacôa para a consolidação ou segurança da independência nacional e daí a necessidade de conquistar este Castelo. Logo se seguiu o Tratado de Alcanizes e Castelo Bom inicia um período de glória. Terá sido durante algum tempo um dos lugares de portagem do Reino, na região de Ribacôa. (Côa – Cuda e daí a região transcudana). O desenho de Duarte de Armas, de 1510, deixa-nos o que devemos hoje ainda lembrar.

Castelo Bom

CASTELO BOM

Ó Castelo Bom, de longe vens
Bem antes de Cristo, te ficou
“Cuda” fronteira natural que tens
Transcudana a zona se chamou
Às caminhadas romanas convéns
Que o diz quem estudou
E assim Ribacôa incluída
Civitas Augusti conhecida.

Visigóticos ali andaram
Como relatam sepulturas
Os mouros também ficaram
Com fuga cristã para as Astúrias
Em séculos abandonaram
De Ribacôa suas terras duras
Mas só em século XI então
Ó Castelo Bom, és de Leão.

Por Galiza então és povoado
Com tal Dª Urraca Senhora
E para foral te ser doado
Muito perdes ou ganhas outrora
Primeiros reis terão tentado
Por vários anos assim fora
É Afonso IX quem foral doa
Tudo se passa em terras Ribacôa.

Longa tua história e renhida
Que o rei D. Dinis vem definir
Com Alcanizes vencida
Condições do tratado reunir
Castelo Bom reconhecida
Fronteira a vencer no porvir
3 anos depois de 1293
Tiveste foral Português.

Como assim tu foste prosperando
E tuas obras continuaram
Pelo reinado de Fernando
Em Santarém te elogiaram
A crise de sucessão passando
O castelo te remodelaram
À Diocese de Lamego foste parar
Mas em ti, muito mais vai mudar.

Teu brilho aos poucos se perdeu
Ainda D. Manuel bem o tentou
Quando Foral Novo te concedeu
Importante futuro se desenhou
Mas s’a honra do povo devolveu
A Invasão Francesa o brilho te levou
Ficou então tudo destruído
Castelo Bom para sempre perdido.

Maria II em Almeida te integrou
E o teu poder se foi perdendo
Tuas pedras o povo levou
Para habitações irem mantendo
Sozinho, o povo te abandonou,
Como o historiador foi escrevendo
E para piorar teu destino
Comboio saiu do teu caminho.

Então a Freineda te juntaram
E a Vilar Formoso também
Outros desaires te molestaram
Que a qualquer castelo não convém
Tão só, isolado te deixaram
E de grande tristeza refém
D’Aldeia Histórica retirado
Mas de Beleza sempre coroado.

A minha admiração por Castelo Bom
«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis

netitas19@gmail.com

Ruta de los Castillos – Pinhel

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia Arraiana«La Ruta de los Castillos» fez uma pequena viragem para homenagear também outros castelos de fronteira como: Pinhel, Penha Garcia, Penamacor e Castelo Bom que, não sendo castelos de Aldeias Históricas – que me propus destacar – são também monumentos que gravam em pedra, páginas da História. Portugal com seus castelos foi ganhando glória ao longo de todas as épocas em que, cada pedaço de pedra que se ergue ou ergueu nos recorda valores pátrios reveladores de majestade e coragem, na defesa dos povos e das gentes.

Pinhel

PINHEL

Foste castro pré-histórico
Ó castelo de Pinhel
Com túrdulos ou lusitanos
Desempenhaste teu papel
Vigiaste estrada romana
D. Sancho Foral te doou
Retomaste teu fulgor
Outro rei te revigorou
Aqui referimos D. Dinis
Com Tratado de Alcanizes.

Envolveste antiga vila
Nesse jeito acolhedor
Mantendo-te em alerta
Como poderoso senhor
Mas sofreste derrocadas
Pilhagens e vilanias
Salvando-te D. Manuel
Que tu bem o merecias
Devolvendo respeito ao povo
Concedendo o Foral Novo.

Até mil setecentos e setenta
Crescendo, foste cidade
Foi pena que até XIX
Muito mudou, na verdade
As guerras te molestaram
Perdeste muitos afetos
Assim o tempo foi passando
À espera de novos projetos
Em XX um Decreto te classificou
E mais digno te tornou.

E esse ar imponente
Com tua torre de Menagem
Que alguns chamam de vigia
Lembram a tua coragem
Acolhes quem te visita
Mostrando a dignidade
Na proteção e defesa
De toda a tua cidade
Quem perto ou longe te vendo
Sabe que o estás acolhendo.

O meu respeito a Pinhel
«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis

netitas19@gmail.com

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - © Capeia Arraiana (orelha)

A Rota das Judiarias

A Rota das Judiarias foi considerada pelo Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, como «a mais decisiva das redes para o turismo português».

Casa do Castelo - Sabugal

Ruta de los Castillos – Belmonte

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaBelmonte, castelo que conheço desde jovem, Senti sempre, aquele respeito devido, pela paz que me inspirava, pela altivez que mostrava, mesmo quando o visitava com os alunos. Também o vi melhorar e revalorizar com um anfiteatro que o tornou palco de atuações e festas. Sinto sempre ali o espírito dos «Cabral», a força das memórias Sefarditas – agora com Museu Judaico e Sinagoga – a magnitude das muralhas, atualmente enriquecidas e vivas com as Feiras que nos transportam aos tempos medievais, onde ele se impunha alerta, como guarda das gentes e dos povos beirões.Centum Cellas parece continuar essa vigia, quer tenha sido ela prisão, albergaria ou residência. A sua imponência gera também o respeito que devemos a estes guardiões de pedra que distinguem fortemente épocas longínquas, mas de qualquer forma marcantes na vida dos povos.

Belmonte

BELMONTE

Ó Belmonte, agora és tu
Que eu canto em simples voz
O teu coração é serrano
Tua raiz medieval
Viveste com as descobertas
Dos navegadores de Portugal.

Existias com a estrada Romana
Entre Bracara e Emerita Augustas
Fala-se de Afonso Henriques
E em Centum Cellas sua história
Em 1199 o rei D. Sancho
Deixou no foral sua memória.

Pertenceste à Sé da Guarda
Pela doação dum Papa Alexandre
Com os devidos direitos episcopais
Castelo e torre com Dinis construídos
Como em XII ou XII se confirma
O castelo e torre de menagem erguidos.

Alcanizes também viveste
Como tantos teus congéneres
Alargando fronteiras oeste
Mas perdeste com o tratado
O povo extramuros, segundo lemos
Ter-se-ia então alargado.

Na crise da independência
Perdeste parte das muralhas
E por D. João primeiro
Foste depois confiscado
Aberta a Porta da Traição
Quando a Luís A. Cabral doado.

Doado depois por Afonso V
A um Cabral de nome Fernão,
Pai do conhecido Pedro Álvares
Foste Residência Senhorial
E nunca mais deixaste de ser
Da família dos Cabral.

Com baluartes modernizado
Um incêndio te danificou
E ainda em XVIII arruinado
E em XX eras prisão
Mais tarde Monumento Nacional
O IPPAR abriu-te aos espetáculos
Mas não esqueceram os Cabral.

Teu traçado ovalado
De forte pedra granítica
Com vários estilos marcado
E com as armas de Cabral
Não desmereces, ó Belmonte,
Por tudo (o que viveste), castelo de Portugal.

O meu abraço a Belmonte

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - © Capeia Arraiana

Ruta de los Castillos – Piódão

Piódão é a aldeia que se segue na minha viagem pelas Aldeias Históricas. E, mesmo não lhe encontrando castelo, versejo-a para que não fique triste. Sua pedra negra e brilhante confere-lhe uma rudeza majestosa, uma simplicidade quase imponente. La Ruta de los CastilLos não perde pois a altivez desta terra linda, encravada no coração da serra, amplia esse colo materno onde muitos dos seus filhos se podem abrigar.

Ruta Castillos - Piodão

Ruta de los Castillos – Monsanto

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaMonsanto, também tu revelas o poder, a dureza e rigor do granito mas a simplicidade dos “grandes” na tua beleza e altivez doce. Se D. Dinis te concedeu Carta de Feira e D. Manuel te deu Foral, se mais não fizeste foi porque não te deixaram e te derrotaram como se nada valesses já. Mas eu e tantos outros que as pedras valorizam pela sua rigidez simples e baluarte na defesa dos povos, estamos aqui para te enaltecer e te olhar com respeito e meiguice. Ao subir a calçada me sinto pequenina e te admiro na tua rudeza de militar salvando os seus. Obrigada Monsanto pela tua presença amiga, como defensor dos pequenos que te continuam amando.

Monsanto

MONSANTO

Ó Monsanto agora é a ti
Quem eu vigio docemente
A granítica altivez que sempre vi
Faz-me admirar-te fielmente
Margem direita do Pônsul te ri
Te acompanha vivamente
Com meigo e atento olhar
Tua Vila a dominar.

Manténs-te de Atalaia, a vida inteira
Com tua bela torre do Pião
Mostras cisterna e torre sineira
Com teu Galo de troféu, em posição
Lembrada e registada na dianteira
Ainda hoje, desde então
Aldeia mais portuguesa
Por tua dignidade e singeleza.

Pré-histórico romanizado
Esse teu começo seria
E ao tempo reconquistado
Aos Templários doação se faria
Para defender povoado
Em (30 de novembro) 1165 se registaria
É Gualdim Pais com sua coragem
Que ergue torre de menagem.

Erguido em planta poligonal
O terreno te definia a condição
De fora tua planta era oval
E muralhas marcando posição
De dentro a forma não era igual
Era rectangular, como soubemos então
Mas o paiol de pólvora te derrubou
Quando explodiu e a muralha te levou.

Em foral de D. Sancho apareces
No de D. Afonso II também
Nos registos permaneces
O que à tua dignidade convém
Naturalmente mereces
Desde esses tempos de além
Que D. Dinis te reforçou
E na história te registou.

A crise da Independência revelou
Que estiveste com Beatriz
Segundo Fernão Lopes narrou
Segues depois o Mestre de Avis
O livro das fortalezas te registou
Duarte de armas é quem o diz
Com 5 torres e a de menagem
Mas se perderam, são hoje miragem.

Desaires, estragos sofreste
Foste abalado e tomado
Como se nada fosses ou valesses?
Com Marquês das Minas retomado
No Século 19 te enalteceste
Com Lavernier de novo remodelado
Algumas torres demolidas
Mas também outras erguidas.

E vejam o que a lenda vem lembrar
Em que o cerco os sitiados matava
O último trigo deu para alimentar
A última vitela que o povo lançava
Isso fez aos invasores pensar
Que fome ainda não se passava
Pelo que o cerco foi levantado
E o povo, por fim, aliviado.

Em 3 de MAIO, de flores és vestido
Recordas o dia em que foste libertado
As marafonas e o pote florido
Comemoram o dia do cerco levantado
O poder do Concelho foi perdido
Mas isso não te deixa amarfanhado
O decreto de 48 considerou-te afinal
Monumento importante de valor Nacional.

E, escrito o que descobri e registei, aqui deixo a Monsanto e às suas gentes o meu carinho.

A todos desejo continuação de Boas Festas e um Ano Novo com esperança.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Ruta de los Castillos – Idanha-a-Velha

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaDepois de algum tempo de repouso na Serra da Estrela, num lugar que me é muito querido, por vir dos tempos da minha infância e por me fazer sentir mais leve e fresca, volto rumo à Ruta de los Castilhos, para levar a cabo aquilo que comecei. Neste meu deambular pelas Aldeias, Vilas ou Cidades Históricas, é o Castelo que começo por homenagear, mas não posso deixar de o relacionar e enquadrar nas povoações que a ele estão ligadas. Recordo também que, para as pesquisas necessárias, me sirvo de folhetos, livros e registos, que vou adquirindo e que já fazem parte da minha biblioteca pessoal, ou faço consultas online. Idanha é o Senhor que se segue e, para ele, espero ser digno este meu trabalho.

Idanha-a-Velha

IDANHA-A-VELHA

Se o teu Castelo, ó Idanha
Também é Torre dos Templários,
Se mostras as defesas da Vila (1)
A torre e cerca da povoação,
Pois anima-te ó Idania
Por seres tão importante
Nesse teu sangue beirão.

Se entre Guarda e Mérida
Estiveste na Via da Prata
E como cidade do Alto Império
Mostras, de então, teu valor
As riquezas encontradas
E as construções visigóticas
Consolidaram teu fulgor.

Pois então se vens de Augusto
Com seis torres e duas portas
Se foste Egitânia
Ou com os Muçulmanos Eydaiá
Está visto que vens de longe
Fortemente marcaste,
Com teu longo caminhar.

Em tempo de Afonso Henriques
Foste doado a Gualdim Pais (2)
D. Sancho te confirmou
Com merecida homenagem
Ao Mestre Lopo Fernandes
Desse tempo recolhemos teu nome
Como Torre de Menagem.

Se D. Dinis tua cerca reforçou
E depois D. Manuel
Novo Foral te concedeu
Por que em XVI adormeceste?
Pareceras esquecido
Só em XX voltaste erguido
Com Félix e Júnior renasceste.#

E quero ainda lembrar
Que cunhaste moedas de ouro
E no século XVIII
Como vila foste marcando
E se no séc XIX,
Ainda foste Concelho
Quem tão deserta te deixou ficando?

Considerada aldeia museu
Como Monumento Nacional
Como Riqueza arqueológica
Arquitectónica, prosperaste
Pitoresca, airosa
Com Fernando de Almeida
E Veiga Ferreira continuaste. (3)

Vives na história como marco
Um Monumento Nacional
Que do passado nos orgulha
Altiva mas singela
Para quem lá vive
Ou curioso te visita
És sempre grandiosa e bela.

(1) Vila Medieval.
(2) Mestre dos Templários em Portugal.
(3) Félix Alves Proença e Francisco Tavares Proença Júnior.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Reconhecimento motard aos Fóios

No passado mês de noviembre, pelo segundo ano consecutivo, motards de Espanha e Portugal confraternizamos meio à afición do todo-o-terreno. E nada melhor para o fazer do que a zona do Parque Natural da Serra da Malcata junto ao povo dos Foios.

O nosso bom amigo Zé Manuel, que no ano passado já nos ofereceu as instalações das escolas dos Foios, com 42 camas, para ser durante um fim de semana a nossa casa, volta a ser o nosso anfitrião e o grande representante da hospitalidade destas terras arraianas. E é que em Foios nos sentimos como em casa. Em Foios e em Portugal em geral.
Desde os Foios percorremos os maravilhosos povos da zona arraiana pelos caminhos que os unem.
Foios, Penamacor, Salvador, Monsanto, Medelim, Bemposta, Pedrogao de Sao Pedro, Benquerença, Casteleiro, Sortelha, Aldeia de Santo Antonio, Sabugal, Souto… e novamente Foios. É sem dúvida uma boa mostra dos povos da comarca da Beira. Autênticos, com identidade própria.
O Outono é, provavelmente, a melhor época do ano para descobrir o encanto de suas paisagens. Por caminhos de granito decomposto, o que faz com que a água drene e facilite a condução das motos, atravessamos rios com águas limpas e frias, bosques de robles, pinheiros, de quejigos, de castanheiras, verdes praderas, com a majestuosidade dos seus montes…, caminhos que antanho foram percorridos por autênticos sobreviventes que já unian os dois paises, os macuteiros.
E como recompensa depois de um duro dia de esforços, nada melhor para se recuperar que a gastronomia local. Enchidos, queijos, produtos da huerta, cabrito…regados com o estupendo vinho tinto da terra.
Muito obrigado Zé Manuel, muito obrigado Foios…muito obrigado Portugal.
Já teniamos saudades destas Terras.
Fernando Mendoza

Ruta de los Castillos – Marialva

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaEis que chegou a tua vez Marialva, de versejar a meu jeito e dizer como o teu passado honra tuas gentes e as tuas memórias. É o «repouso do guerreiro» que nos suspende o respirar, pela altivez serena e triunfante com que dominas, abraças e vigias teus filhos e senhores. Quem pode ficar indiferente à tua majestade e magnitude no teu simples olhar de cima, carinhoso, os teus vassalos?

Marialva

MARIALVA

Se com romanos eras Civitas Aravorum
Com Adriano e Trajano te ampliaste
Dominavas então a estrada romana
Mas invasões Visigótica e muçulmana
À época, tão danificado ficaste.

Mas o Primeiro Afonso foral passou
E tuas muralhas a essa época remontam
Para que seu reino ali se povoasse
Dando regalias a quem se fixasse
E os documentos assim é que nos contam.

E eis que D. Sancho ainda mais fez
P’ra vila envolver muros ampliou
D. Afonso II, veio Foral confirmar
Fez as obras do castelo continuar
E de Alcanizes também beneficiou.

D. Dinis, como já nós conhecemos bem
Na sua estratégica visão de saber
Criando feiras o comércio aumentou
E dessa forma ainda mais povoou
Numa vila q’ assim, cresceu a bom crescer.

Mais diz a história ou lenda que Fernando Magno
Te conquistou p’ra Cristandade com nome de Malva
Mas também se diz ainda que Afonso II
Não se sabe se de imaginação ou história a fundo
A doou a uma apaixonada de nome Alva.

Com conde de Marialva, Fernandes Coutinho
No século XV assim foste Condado
D. Manuel o Foral Novo te passou
Até Sebastião com obras te melhorou
E o ano 1559, na muralha marcado.

Tuas Torres, as portas e as muralhas
Em meados de dezoito perfeitas estavam
Mas a crise dos Távoras ali se instalou
O Alcaide Távora no atentado se implicou
E no resto do século as coisas mudavam.

A pouco e pouco, muito foi o que sofreste
O abandono de intramuros e a vila esvaziada
Só no séc. XX teu valor foi recordado
Como Monumento Nacional foste classificado
E teu flanco Sul ainda hoje habitado.

Maria Alba que Ela bem merece
Essa bela homenagem do Magno Fernando
Se era comum a Senhora louvar
E Marialva com seu povo a rezar
É bom ficarmos assim, também rezando.

Mas aqui a lenda de novo quer brincar
Como é gosto do nosso povo fazer
A Dama Pé de Cabra nos vem recordar
Que pelo cristão se tinha de apaixonar
Seu degredo para sempre ali sofrer.

E se até as pedras falam como sabemos
E também estas, ai, rezam seu passado
O poeta orando as memórias lembradas
De tantas as gentes ali recordadas
Feliz Saramago nas rochas registado.

O meu abraço para Marialva.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Aldeias históricas valorizam património judaico

A associação que reúne as aldeias históricas de Portugal quer valorizar o património judaico que essas aldeias possuem, como estratégia de promoção e afirmação.

A «Aldeias Históricas de Portugal – Associação de Desenvolvimento Turístico» afirma querer dar uma maior atractividade à Marca «Aldeias Históricas», razão pela qual decidiu apresentar uma candidatura aos programas Mais Centro e PROVERE (Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos). Trata-se de afirmar uma Estratégia de Valorização Económica de Base Territorial, aproveitando o potencial contido no importante Património Judaico que possuem as aldeias históricas.
A liderança da chamada «Estratégia de Eficiência Colectiva» pertencerá ao Município de Belmonte, tendo em conta a importância que ali assume o património judaico. A implementação do programa caberá aos Municípios que contêm na sua jurisdição aldeias históricas, a saber: Almeida, Arganil, Belmonte, Celorico da Beira, Fundão, Figueira de Castelo Rodrigo, Idanha-a-Nova, Manteigas, Mêda, Penamacor, Sabugal e Trancoso.
No caso do Sabugal trata-se de valorizar a aldeia histórica de Sortelha tendo em conta o eventual patrónimo judaico que a mesma possua.
Será implementado um Programa Acção que integra um conjunto de projectos voltados para a valorização do turismo, património, cultura e produtos tradicionais.
A Associação vai desenvolver três projectos fundamentais: «Estrutura de Gestão e Coordenação», «Animação Turística» e «Marketing e Comunicação».
A implementação dos três projectos representa um investimento superior a seis milhões de euros, que poderá ser comparticipado em 70% pelo FEDER, sendo os restantes 30% assumidos pelos Municípios envolvidos.
plb

1.º Capítulo da Confraria do Cão Serra da Estrela

A recém-criada Confraria Cão da Serra da Estrela, com sede na aldeia histórica de Sortelha, organizou o seu primeiro primeiro Capítulo com a entronização de 50 confrades. A novel confraria teve como madrinhas a Confraria do Bucho Raiano e a Confraria do Queijo Serra da Estrela. Reportagem e edição da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Exposição Pintar Sabugal no Museu Municipal

A exposição sobre a edição 2010 em Sortelha do «Pintar Sabugal» está patente até 28 de Novembro na sala de exposições temporárias do Museu Municipal do Sabugal. Reportagem e edição da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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