Category Archives: Beira Baixa

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Os hábitos de Marcelo

Hoje vou imaginar uma estória passada em Belém. Com este Presidente, acredito que até arranja tempo para ler estas minhas crónicas. Acredito que o mês de Agosto para ele deve ser horrível. Nada se passa e tudo está fechado. Neste dia, chegado ao palácio presidencial, pede logo ao chefe de gabinete o despacho. Mas pouco havia. Com a crise dos combustíveis os ministros andam todos num corrupio a controlar os postos de combustível para que a tão preciosa gasolina não falte e com o parlamento de férias, o despacho são cinco minutos.

Os hábitos de Marcelo

Os hábitos de Marcelo

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Tradição e política

Tal como a tourada espanhola, onde nem sempre morre o touro, temo que em Portugal a tourada venha a ser um dos motes políticos da próxima campanha eleitoral. E, mais uma vez, coincidência ou não, uma luta entre a tradição de muitas localidades do interior contra o pensamento do litoral. Mesmo terras como Setúbal, Moita, Alcochete ou Montijo, poderão não ser suficientes para equilibrar este «jogo» que até pode ter o «cunho» de Bruxelas.

Touro de granito na Praça do Soito

Touro de granito

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Afilhados procuram-se…

Não é o que podem estar a pensar! Neste caso tratam-se mesmo de padrinhos ou madrinhas, no contexto da Santa Madre Igreja. No meu caso pessoal, para além de não ter irmãos, também nunca fui Padrinho, salvo uma vez, com nove anos, em face da empregada lá de casa ter milagrosamente engravidado (ainda se pôs a hipótese da cegonha) e a minha mãe ter obrigado a criança a ser batizada à pressa. Para além da fatiota que levava, só me lembro da despedida à porta da Igreja de São Julião de algo que para mim não fazia sentido. O meu Avô materno jamais aceitou esta situação e a pobre da mulher teve de ir arranjar trabalho para outro lado. Convém salientar que decorria o ano de 1969.

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O futuro dos nossos filhos

Em tempos um amigo explicou-me que a evolução do mercado de trabalho começou em casa, a seguir na rua. As ruas inclusivamente tinham o nome dos artesãos, ourives, correeiros, ferradores, sapateiros, etc., depois na cidade, mais recentemente no país e agora o mercado é global.

Benção 2019 na UBI-Universidade da Beira Interior

Benção 2019 na UBI-Universidade da Beira Interior

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Rota do peixe frito

Um Grupo de Trabalhadores dos Serviços Prisionais da Covilhã, Fundão e Castelo Branco, realizam todos os anos uma viagem à Rota do Peixe Frito e desta vez escolheu-se a linda freguesia de Belver, terras de onde «foram os mouros e ficaram os gaviões». Nada melhor que uma viagem pela linha ferroviária da Beira Baixa, com paragens em todas as estações e apeadeiros, algumas e alguns a meter dó, dado o total abandono a que foram votadas. Estações que estão carregadas de memórias, de histórias humanas, de sofrimentos, de dores e alegrias e de muitas saudades.

Praia fluvial do Alamal (Belver), em cujo restaurante se serve uma açorda com peixe frito

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Prémio de Mérito Científico para Paulo Fernandes

Paulo Fernandes, presidente da Câmara Municipal do Fundão, foi distinguido com o Prémio de Mérito Científico no Encontro Nacional com a Ciência e a Tecnologia – Ciência 2019, realizado no passado dia 8 de Julho no Centro de Congressos de Lisboa.

Paulo Fernandes - Presidente Câmara Municipal Fundão

Paulo Fernandes – Presidente da Câmara Municipal do Fundão (Foto: Jornal «O Interior»)

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A devoção a Nossa Senhora do Carmo

No passado fim de semana voltei a Moura, viver e vibrar, com as Festas em honra de Nossa Senhora do Carmo. A maioria vai a Fátima, mas eu prefiro e sinto mais devoção a esta Virgem, talvez por motivos familiares. Cumpri a tradição e inclusivamente fui ver a corrida de touros. Não sou um aficionado, mas respeito muito a festa brava, marco importante da nossa cultura, onde a nobreza e o povo convivem e vibram, à volta do touro de lide, no mesmo espaço. Acreditem que igualmente senti a alegria daquela gente, como se fosse um mourense de gema e até bati palmas de pé. Milagre? Quem sabe…

Procissão de Nossa Senhora do Carmo em Moura

Procissão de Nossa Senhora do Carmo em Moura

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Quem tece a ideia de privatizar os Correios?

Nem imaginam as aventuras que tenho tido em querer enviar correspondência em zonas perdidas do nosso Portugal. Felizmente há autarquias que ainda usam a imaginação, mas não conseguem resolver tudo. O facto é que o serviço postal está em vias de extinção. Compreende-se que o correio digital ajuda, mas nem tudo pode ser enviado por correio digital, a começar, por exemplo, por documentos confidenciais. A crónica desta semana anda como os correios. Atrasou-se! Só que não está para acabar. Antes pelo contrário!

Marco do Correio de Portugal

Marco dos CTT-Correios de Portugal

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Agora «deste» em verde?

Sem dúvida que nem sempre a vida nos corre a feição. E desta vez até dou razão aos amigos que me ligaram após ter escrito o artigo da passada semana na Capeia Arraiana. Houve um deles que me fez lembrar um anúncio da Yorn, passe a publicidade, que até deitava fumo da cabeça de tanta conversa ao telefone. Mesmo havendo motivos acho que devo explicar sem, no entanto, pedir desculpas aos leitores, uma vez que até o texto em si, não era percetível.

Agora deste em verde? - capeia arraiana

Agora deste em verde?

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Escutismo – Aniversário

O Escutismo em Aldeia de Joanes (Fundão) foi fundado há dez anos, pondo fim a antecedentes e injustificáveis indecisões. Este aniversário teve algumas paragens, para consultar os “vars” da época, como acontece hoje nos desafios de futebol. Também teve prolongamento por causa dos empates, neste caso concreto era o jogo dos empatas. Há sempre alguém a colocar pedras no caminho, a não responder a cartas de instituições credíveis onde militam milhares de jovens escuteiros.

Escuteiros de Aldeia de Joanes

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Provável força do «Bloco Verde» no Parlamento Europeu

A última eleição europeia, em 26 de maio, para o futuro parlamento em Estrasburgo, deu esperança de mudar a política ambiental com a ascensão do bloco Verde e uma redução significativa dos dois blocos tradicionais, perdendo, nesta eleição, a maioria da câmara, o Parlamento Europeu. Um dos objetivos dos «Verdes» é justamente as Mudanças Climáticas e a redução dos gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, para concentrações estabelecidas no acordo de Paris, em 2015. Isso significa que em 2030 a temperatura média deve ficar em 2º Celsius acima dos valores médios antes da era industrial, por volta do ano de 1750.

O Bloco Verde no Parlamento Europeu

O Bloco Verde no Parlamento Europeu

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

O Senhor João

Nasceu no Fundão, no Bairro de Nossa Senhora da Conceição, onde há uma capela a que os fundanenses de outrora e alguns presentemente dedicam sincera devoção. Por mera coincidência ou não, o seu nome é João Carvalho da Conceição.

Capela de Nossa Senhora da Conceição – Fundão

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Uma passagem por Lisboa

Outro dia, mais concretamente 6 de junho, tive a oportunidade de ir à Associação José Afonso, em Lisboa, ouvir o concerto «À Mesa com a Cultura» cantado pela Marta Ramos e tocado a viola por João Rodrigues. Para além da presença ilustre de alguns militares de abril, estava eu com a tertúlia do meu amigo Mário Fernandes que tem um gosto pela cultura como poucos têm. Para além da arte de Zeca, a Marta cantou outos temas destacando-se a «La llorona», a chorona em português, dedicada à memória da sua avó raiana. Pena é que não se concretizem mais espetáculos assim. Pelo menos, neste caso, fica o registo.

Duo «O Acaso». Marta Ramos acompanhada por João Rodrigues

Marta Ramos acompanhada por João Rodrigues na AJA Lisboa

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Encontro de ex-seminaristas

No dia 1 de Junho decorreu, no Seminário Menor do Fundão, mais um encontro de antigos seminaristas do Fundão e da Guarda sob o lema do Papa Francisco: «Como é bom ser acolhido com amor, generosidade e alegria».

Edifício do ex-seminário do Fundão

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A encruzilhada do Senhor Reitor

Com a idade, muitos dos nossos amigos e conhecidos conseguem atingir os topos das carreiras. Porém em garotos um respeitado médico, ou engenheiro ou até presidente parecia-nos inatingíveis. O facto é que tenho professores amigos e um deles, vejam só, até é reitor. Numa bela tarde desta primavera prematura perguntou-me o que achava de mandar colocar uma cruz num edifício outrora religioso, mas que com o tempo terá desaparecido. Olhando para a cobertura, mesmo sendo um edifício de serviços, sem dúvida que a falta da cruz é notória e, de facto, considerando tratar-se de património histórico até nem me pareceu descabido colocar uma cruz que compunha e valoriza o edifício em causa. Porem a polémica estalou e o pobre do reitor de uma cruz meteu-se numa encruzilhada.

Encruzilhada - Capeia Arraiana

Encruzilhada

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Acampamento de escuteiros no Fundão

Em 27 de janeiro de 2018 foi criada a Região da Guarda da Fraternidade Nuno Álvares (FNA), conforme publicação em OSN (Ordem de Serviço Nacional) nº 35, fazendo parte os Núcleos da Covilhã, do Teixoso, Fundão e Guarda. Nos dias 1 e 2 de junho de 2019 realizou-se no Fundão o primeiro acampamento regional da FNA.

Fundão recebeu o primeiro ACAREG da FNA

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Este ano vamos todos à Capeia Arraiana!

Em garoto tinha de assistir às touradas portugueses, não sendo o que mais apreciava, fascinando-me, no entanto, as cerimónias de abertura das «corridas à antiga portuguesa». Passados tantos anos reconheço, mesmo não sendo um aficionado, que a tourada portuguesa é um marco da cultura de alguns locais, devendo por isso, na minha opinião, ser respeitado. Tive a felicidade de no ano de 2014 ir assistir a uma Capeia Arraiana, numa das aldeias da Raia, onde fiquei agradavelmente surpreendido como mais uma região de Portugal, apreciava e vive a festa popular com estes animais, não tendo notado o entanto a lide com as bandarilhas e parecendo-me que a bravura se traduz num jogo entre a força de um touro e os jovens casamenteiros que empurram o forcão. A razão desta minha crónica é mais uma vez que esta festa popular e ancestral, não seja «enrolada» nas políticas de Lisboa, e de outras grandes cidades europeias, que infelizmente, julgam que a festa popular são as sardinhas do Santo António e os manjericos.

Capeia Arraiana nas Terras da Raia Sabugalense - Capeia Arraiana

Capeia Arraiana nas Terras da Raia Sabugalense

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Importância dos recursos hídricos do Sabugal

A Barragem do Sabugal é o «pulmão» da Beira Interior sendo indiscutivelmente um empreendimento que permitiu resiliência para as alterações climáticas. Se não existisse acreditem que a situação dos recursos hídricos na nossa região seria bem pior. Podemos dizer que não será suficiente, mas o facto é que quando foi projetada, no início da década de 90, nada se previa que o clima iria mudar desta forma. Não abordando regularmente nas minhas crónicas aspetos da zona Raiana, pedindo desculpa aos leitores por esse lapso, esta semana vou abordar a experiência que tive nestes últimos 14 anos numa região que sempre me encantou.

Canais de regadio da Cova da Beira com água do Rio Còa - Capeia Arraiana

Canais de regadio da Cova da Beira com água do Rio Côa

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Hoje falamos do futuro

Aproveitando as vésperas das Eleições Europeias, entendi falar um pouco do futuro. Não vou reiterar as visitas às feiras, os beijinhos às senhoras ou as inaugurações das fábricas de enchidos. Embora seja importante esta súbita aproximação dos políticos à população, vou, no entanto, falar um pouco sobre o futuro do planeta, onde obviamente, a Europa ainda tem um importante papel. Assisti faz umas semanas uma interessante conversa com um antigo ministro dos negócios estrangeiros dinamarquês, Mogens Lykketoft, que sempre foi uma pessoa preocupada com a sustentabilidade. Não pensem que tenho o seu telemóvel. A conversa foi pública e através de uma «webinar», ou seja, uma reunião através da internet.

Metas globais para o desenvolvimento sustentado - Capeia Arraiana

Metas globais para o desenvolvimento sustentado

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O Homem que sabia demais!

Hoje voltamos a entrar num misto de realidade e ficção. Quando sabemos demais sobre um assunto o que fazemos? Guardamos o segredo ou partilhamos? Sem dúvida que mais uma vez o bom senso impera. Há sempre matérias sensíveis que não devemos divulgar. Sei que para um honesto lhe custa, mas por vezes há que pensar num mundo mais global e «engolir o sapo» porque, na realidade, não nos leva a lado nenhum. A não ser dormimos descansados, obviamente!

O Homem que sabia demais, filme de Alfred Hitchcock com James Stewart e Doris Day - Capeia Arraiana

«O homem que sabia demais», filme de Alfred Hitchcock com James Stewart e Doris Day

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

As minas de Namora

No espaço Biblos do Fundão decorreu, no fim-de-semana pascal, uma tertúlia literária comemorativa do centenário do nascimento do médico e escritor Fernando Namora, que aconteceu em Condeixa-a-Nova, no dia 19 de Abril de 1919.

Fernando Namora

COETUR - Orelha - 180x135

COETUR apresentado no Turismo de Portugal

O VI Congresso Europeu de Turismo Rural (COETUR) marcado para os dias 29 e 30 de Maio no Hotel das Termas do Cró, no Sabugal, terá como objectivo a captação de novos empresários para o sector. «Destino Ibérico, Turismo Rural aquém e além fronteiras» é o tema do Congresso que reunirá mais de 200 participantes e terá a região da Extremadura espanhola como destino convidado. O anúncio foi feita na passada terça-feira, na sede do Turismo de Portugal, em Lisboa. A apresentação do congresso esteve a cargo de António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal e das Aldeias Históricas de Portugal, de Ana Alonso, diretora de Comunicação e Relações Institucionais da Escapada Rural, de Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal e de Filipe Silva, pelo Turismo de Portugal.

António Robalo, Ana Alonso, Pedro Machado e Filipe Silva na apresentação do COETUR - Capeia Arraiana

António Robalo, Pedro Machado, Ana Alonso e Filipe Silva na apresentação do COETUR (Foto: JCL)

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Desencontros de Cinema

Lá ia eu na carroça puxada pela minha mula, Ambrósia, a caminho do Fundão buscar farinha para fazer o pão. Porém, quando chego à Moagem, sou surpreendido por algo que não imaginava. Ao entrar no escritório uma linda senhora pega na minha mão e transporta-me para uma sala repleta de gente. Disse-me baixinho para ficar quieto e calado, acabando por me esquecer da pobre da mula e do motivo de tão nobre viagem. Começo a observar com algum receio quem seria aquela gente. E para meu espanto vejo netos de amigos meus já crescidos, e alguns anafados, com cabelos brancos ou compridos, falando para multidões sobre algo impensável. Aqueles livros estavam escondidos na biblioteca lá de casa ao pé das Poesias Eróticas e Burlescas do Bocage, ou dos livros com as famosas mulheres de Balzac.

Desencontros de Cinema no Fundão - Capeia Arraiana

Desencontros de Cinema no Fundão

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

A seca escondida

Talvez muitos não saibam, mas a quantidade de água no planeta é a mesma. Mas, tal como a riqueza, está mal distribuída. A grande maioria está no mar e, para ser potável, tem de ser dessalinizada. Em Portugal a ilha de Porto Santo usa esta metodologia para resolver as suas necessidades de água, salientando-se que ainda é uma tecnologia muito cara. Não querendo ser um «profeta da desgraça» temo que neste ano, ou talvez no próximo, a água para o regadio, que normalmente temos nas nossas courelas ou quintas, pode não ser suficiente. Aliás quem anda nestas vidas de agricultor bem tem notado que progressivamente as nossas fontes vão secando mais rapidamente. Mesmo tendo escrito este artigo em Fevereiro, achei que ainda era oportuno. A chuva felizmente tem aparecido mas também a temperatura anda a galopar, tendo-me levado a escrever esta cronica para nos ajudar a talvez nos leve a refletir.

A seca escondida - Capeia Arraiana

A seca escondida

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Tom Hamilton

Não é todos os dias que se conversa com dois vultos da cultura portuguesa, principalmente musical. Numa tarde primaveril, antes de partir para a “reforma agrária”, foi numa esplanada de uma avenida fundanense que o nosso diálogo se deu com naturalidade. Sempre gostei de ouvir pessoas e de aprender algo que não conhecia.

Tom Hamilton

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O Professor Poeta

Miguel Sousa Santos, professor do ensino secundário e autor de diversos poemas destacando-se o livro «Azenha Derrubada». Conheci-o na Casa de Repouso das Irmãs Hospitaleiras em Condeixa, pela mão do António Alves Fernandes. Longe imaginava que iria padecer da mesma maleita, meses mais tarde. O que nos unia era a cultura fazendo-me lembrar um álbum dos anos 70 do grupo britânico Gentle Giant denominado «Three Friends». Depois de uma longa travessia que cada um destes «Three Friends» fizeram, conseguindo a merecida recuperação, o Miguel acaba por desistir, tendo-nos deixado, sem mágoa, mas com uma grande dor, tornando-nos mais pobres e perplexos, porque a sua palavra escrita era um hino à esperança e à Fé dos humanos.

Azenha Derrubada de Miguel Sousa Santos - Capeia Arraiana

Azenha Derrubada de Miguel Sousa Santos

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Porquê o tempo de Quaresma?

Neste tempo de reflexão, cada vez mais esquecido por todos, vivi uma travessia no deserto, tal como Jesus Cristo, só que nos tempos atuais. E as dificuldades que passei tornou-me mais crente e tolerante. E também vou entrar num ciclo novo da minha vida, onde cada segundo vale ouro. Acima de tudo saber perdoar, com responsabilidade, e dar o máximo que puder para ajudar quem mais precisa. Mas podem ficar descansados. O texto é uma mera reflexão onde acredito que, todos e todas, têm o seu lugar.

Igualdade e Fraternidade - Capeia Arraiana

Igualdade e Fraternidade

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

«Manifestus Probatum»

O nome talvez nada diga sobre a crónica desta semana. Mas a minha independência, como homem, começou com a «mão» de um familiar que ainda hoje me deixa saudades. «Manifestus Probatum» foi a bula papal que declarou que o Condado Portucalense fica independente do Reino de Leão. E mesmo sendo um ateu convicto, este meu familiar acabou por fazer-me o que o Papa Alexandre III fez com os portucalenses. Esta crónica é uma homenagem a um homem – Olívio Sousa Bento – que sempre acreditou nas suas convicções até ao fim, doa a quem doesse e fosse quem fosse!.

O tio Olívio - Capeia Arraiana

O tio Olívio

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Hoje foi a minha vez!

Quem me conhece sabe o frenesim da minha vida. Na verdade, já fiz muita coisa, e nestes últimos anos sem dúvida que exagerei. O nosso metabolismo, o nosso sistema imunitário não são como as máquinas e os motores que conhecemos, e mesmo assim, quando excedemos os seus limites, acabam por avariar. No meu caso concreto sempre imaginei que me sentia ótimo, que aguentava a pressão e com um pequeno descanso estava pronto para o desafio. A realidade não é assim. E curiosamente mesmo que as análises estejam ótimas, com mais uns passeios no campo, o facto é que a nossa cabeça começa a fraquejar. Silenciosamente e sem darmos por isso! No final de uma fase que não desejo a ninguém queria expressar mais uma vez profundos agradecimentos aos amigos que tive, no trabalho e fora dele, mas acima de tudo à minha família, nuclear e não só, e ao médico que me acompanhou conseguindo mudar-me como ser humano, que praticamente já não era. O texto foi escrito em plena crise e alguns já o conhecem. No entanto não ficaria bem com a minha consciência se não o pulicasse no Capeia Arraiana.

Hoje foi a minha vez - Capeia Arraiana

Hoje foi a minha vez

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Por Terras do Padre José Miguel

Amanheci cedo para uma viagem que há dias estava acertada, uma passagem por Terras de Missão do Padre Zé Miguel, natural do Soito (Sabugal), e muitos anos Pároco no Meimão (Penamacor).

Padre José Miguel

Turismo Centro Portugal - Capeia Arraiana

Filme do Turismo Centro Portugal torna-se viral

O novo filme de promoção do Turismo Centro de Portugal, intitulado «Turismo Centro de Portugal: Are You Ready?» apresentado no dia 14 de Março está a ser um enorme sucesso nas redes sociais, tendo ultrapassado as 200 mil visualizações em apenas uma semana. O «jogo» tem início na fortaleza de Almeida.

Filme promocional tem início em Almeida - Capeia Arraiana

Filme promocional tem início em Almeida

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

É verdade! Também fiz Tropa!

Ainda sou do tempo do Serviço Militar Obrigatório (SMO). E ao contrário da maioria dos rapazes da época fiz questão de o cumprir. Como tudo na vida tem bom, e mau, mas para mim acabou por ser um pesadelo. Mas mesmo assim achei que valeu a pena!

Afinal também fiz tropa - Capeia Arraiana

Afinal também fiz tropa

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

E o óscar vai para….

A crónica de hoje passa-se em pleno século XVII ainda antes da assinatura do tratado de Lisboa, em 13 de fevereiro de 1668, onde finalmente Portugal formalmente almeja a sua plena independência. Em semana de óscares, e ainda em recuperação de uma maleita, achei que este meu argumento merecia, no mínimo, a estatueta de melhor argumento original. Pelo menos os meus amigos leitores poderão livremente opinar, e quem sabe, dar-me força para enviar esta estória para Hollywood.

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Nobres do século XVII

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O porquê de ser diferente!

Quando sofremos um esgotamento ou cansaço cerebral, normalmente a nossa recuperação leva-nos a refletir um pouco sobre nós mesmos. Julgamos que as doenças psiquiátricas apenas acontecem aos outros, mas o facto é que vivendo em sociedade o próprio ser humano impõe a si próprio regras e contrariedades que com a idade vão-nos «consumindo» acabando um dia por nos deitar abaixo. Numa das reflexões que fiz veio na sequência de uma atividade de escuteiros que me fez recordar os meus tempos de juventude e que, por incrível que pareça, tem me ajudado imenso nesta difícil recuperação.

O porquê de ser diferente - Capeia Arraiana

O porquê de ser diferente

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Cinquenta anos de criação literária

Estas linhas são uma simples e modesta homenagem a um escritor português, com grande obra publicada, embora muitas vezes injustamente esquecido. Estou a referir-me a Manuel da Silva Ramos, nascido em 1947 na Covilhã. Estudou Direito na Universidade de Lisboa e na “primavera marcelista” exilou-se em França, de onde só regressou em 1997.

Lançamento do livro “Os Três Seios de Novélia”na Biblioteca Eugénio de Andrade no Fundão

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

O Filho do Alfaiate

Em garoto nem imaginava vir anos mais tarde conhecer o protagonista desta estória. Manuel da Silva Ramos, um beirão que ama a sua cultura e me ajudou como aspirante a escritor, tendo recentemente celebrado 50 anos do lançamento do seu primeiro livro: «Os três seios de Novélia». Mas o facto é que a vida dá muitas voltas e nos longínquos anos 60 ou setenta, ainda no período do Estado Novo, era «obrigado» a usar fato e um dia memorizei este episódio que hoje vos tenho o prazer de relatar. Seguramente com tantos anos passados até seja possível que alguma ficção se sobreponha à realidade, mas o facto é que a verdadeira essência permanece.

Manuel da Silva Ramos - Capeia Arraiana

Manuel da Silva Ramos

António José Alçada - Orelha - Capeia Arraiana

Um Primeiro de Maio inesquecível

Decorria o ano de 1975, concretamente o dia primeiro de maio, e eu, juntamente com um colega escuteiro, decidimos fazer uma caminhada para obtermos a especialidade de «andarilho». O objetivo era no mínimo fazer vinte quilómetros de marcha. A aldeia de Águas de Moura dista 10 quilómetros de Setúbal, sendo por isso o destino ideal para a conquista de mais esta proeza. Mas digo-vos com sinceridade: ter feito esta atividade neste primeiro de maio foi bem mais difícil do que imaginámos!

Um Primeiro de Maio inesquecível - Capeia Arraiana

Um Primeiro de Maio inesquecível

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Aldeias do Xisto

Nos últimos dias de Janeiro fui ao Museu de Arte Popular, em Lisboa, visitar uma exposição sobre as Aldeias do Xisto, patrocinada por diversas entidades. À entrada uma funcionária de Sarnadas (Castelo Branco) recebeu-me com enorme simpatia, atitude igual para todos os outros visitantes.

Aldeias do Xisto no Museu de Arte Popular

António Alves Fernandes - Aldeia de Joane - © Capeia Arraiana

Fundão – a Igreja está mais pobre

As Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição chegaram ao Fundão em 1899. Durante mais de um século desempenharam nesta cidade relevantes serviços, principalmente na área da saúde como enfermeiras. Com os parcos meios disponíveis faziam autênticos milagres no Hospital da Misericórdia. Também prestavam assistência a mais de uma vintena de pessoas com a doença da tuberculose.

Retrospectiva do Ano - 2018 - Capeia Arraiana

Retrospectiva do ano 2018

O ano de 2018, que agora finda, ficou marcado, a nível regional, por vários acontecimentos que merecem referência, razão pela qual fazemos esta retrospectiva, baseada no que foi publicado no Capeia Arraiana. Factos como o falecimento do escritor Manuel Leal Freire, o doutoramento honoris causa de Pinharanda gomes, a eleição de António Robalo para a Turismo Centro, a realização da feira do touro e do cavalo no Soito e a nova edição do presépio natural do Sabugal, merecem justo destaque.

Encerro a Cavalo - Capeia Arraiana

A primeira Feira do Touro e do Cavalo, no Soito, foi um dos acontecimentos marcantes do ano 2018