Category Archives: Jarmelo

Vaca Jarmelista - Jarmelo - Capeia Arraiana

Feira Concurso do Jarmelo

A Associação Cultural e Desportiva do Jarmelo e a ACRIGUARDA – Associação de Criadores de Ruminantes da Guarda, organizam no dia 5 de Junho a 33ª edição da Feira Concurso do Jarmelo.

As vacas jarmelistas

As vacas jarmelistas

Vaca Jarmelista - Jarmelo - Capeia Arraiana

Património do Jarmelo está em degradação

A Associação Cultural e Desportiva do Jarmelo, denunciou publicamente que o património da antiga vila do Jarmelo (concelho da Guarda) está em manifesta degradação. Parte do troço das muralhas do Castro voltou a ruir há poucos dias, o que agravou o problema.

A muralha do castro está a ruir

A muralha do castro está a ruir

Efemérides - 2015 - © Capeia Arraiana

Efemérides 2016 – 6 de Janeiro

:: :: EFEMÉRIDES 2016 :: 6 DE JANEIRO :: :: O Capeia Arraiana publica diariamente as efemérides mais relevantes de cada data… Hoje destacamos o nascimento do cardeal D. José Saraiva Martins, no Jarmelo, em 1934.

Cardeal Saraiva Martins nasceu há 84 anos no Jarmelo

Cardeal Saraiva Martins nasceu há 84 anos no Jarmelo

Vaca Jarmelista - Jarmelo - Capeia Arraiana

Feira e concurso promovem a vaca jarmelista

As duas Freguesias do Jarmelo (São Miguel e São Pedro), a Associação Cultural e Desportiva do Jarmelo e a Associação de Criadores de Ruminantes da Guarda, com o apoio da Câmara Municipal, organizam mais uma Feira Concurso do Jarmelo, no próximo domingo, dia 7 de Junho.

Vai acontecer o 7.º C«oncurso da Raça Jarmelista

Vai acontecer o 7.º C«oncurso da Raça Jarmelista

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

O advir do meu Monte

O ano decorre e adensa-se de tempestades ainda que sobejem algumas oportunidades para a chuva se abrir e deixar passar um sol sobrevindo e pouco quente, numa palidez inverniça. Sempre o sol cumprirá a sua eterna missão de mornar e clarear influenciando a definição dos limites e contornos da paisagem.

O topo do Jarmelo

O topo do Jarmelo

Vaca Jarmelista - Jarmelo - Capeia Arraiana

Concerto de Natal no Jarmelo

No próximo Domingo, dia 12 de Janeiro, continuando o espírito da última quadra festiva, o Orfeão do Centro Cultural da Guarda irá realizar um concerto de Natal na Igreja de São Pedro, no Jarmelo, concelho da Guarda.

Associação Cultural e Desportiva do Jarmelo

Associação Cultural e Desportiva do Jarmelo

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Paz de espírito

O calor iniciava-se a caminho do Verão. Um idoso habitava a aldeia e a tarde aproveitando a sombra. Sentava-se numa lasca de pedra em forma de banco que quase enchia um curto recanto da rua.

Vaca Jarmelista - Jarmelo - Capeia Arraiana

Feira-concurso do Jarmelo

Vai realizar-se no próximo dia 2 de Junho (domingo) mais uma edição da feira / concurso do Jarmelo, na qual os criadores de gado apresentarão os seus bovinos a concurso e os amigos aproveitarão para passar bons momentos de convívio.

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Esta crónica…

Confesso que inicio esta crónica sem me ter decidido pelo assunto. Espero que o título me surja no fim. Por agora apenas puxo as palavras e chamo um assunto simples. A simplicidade também constrói a vida.

Fernando Capelo - Terras do Jarmelo - © Capeia Arraiana

Parabéns ao Capeia

O Capeia Arraiana registou ao longo de seis anos as palavras, ideias e pensamentos de muitos raianos cumprindo, ainda, a crucial missão de dar nota do que de mais importante aconteceu no concelho do Sabugal e não só.

Calvário da vaca jarmelista

Este texto poderia ser escrito por Medina Carreira – todos liam, mas depois ninguém levava a sério – acrescentando no entanto umas quantas baboseiras típicas de quem nunca fez nada, mas numa manjedoura farta, se acha no direito de emitir opinião.

Vaca Jarmelista - Jarmelo - Guarda - Capeia Arraiana

Vaca Jarmelista – Jarmelo – Guarda – (foto: vacadojarmelo.blogspot.pt)

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

A guerra das vacas – SIC

A Marreca e a Amarela são duas mediáticas vacas do Jarmelo, na Guarda. O processo de reconhecimento da raça jarmelista iniciou-se há dez anos tendo-se concretizado há apenas dois. Logo aí os criadores da raça mirandesa entraram com uma acção judicial. Para eles tudo se parece resumir aos euros dos subsídios. Para Agostinho da Silva tudo se resume à sua crença na raça jarmelista e no desenvolvimento apoiado na divulgação das suas terras.

Raça Jarmelista

(Clique na imagem para ver o directo no programa «Nós Por Cá» da SIC.)

É digna de admiração a capacidade de «invenção» e «argumentação-espectáculo» em defesa da causa jarmelista do presidente da Junta de Freguesia do Jarmelo. No entanto, no ano passado, por altura das vindimas, o Agostinho da Silva surpreendeu tudo e todos quando declarou aqui no Capeia Arraiana que não ia recandidatar-se nas eleições autárquicas.
Depois do desaparecimento do Silva da Ima a causa pode ficar duplamente mais pobre. E subscrevemos o Américo Rodrigues quando este escreve no Café Mondego: «Contem comigo se precisarem de alguém para atirar bostas jarmelistas à cara de políticos que não percebem quanto o Agostinho é valioso.» Subscrevemos e acrescentamos: «Até porque os políticos adormecidos, incompetentes e de vistas curtas sempre tiveram muita necessidade de alcunhar e denegrir as atitudes proactivas (sem interesses adjacentes) de cidadãos empreendedores e descomprometidos».
Resta dizer que as jarmelistas Marreca e Amarela de Luís Pereira portaram-se muito bem em frente às câmaras de televisão durante o directo da jornalista Joana Latino para o programa «Nós por Cá» da SIC.

Nesta «guerra» não sou imparcial porque sou beirão, não sou imparcial porque sou amigo do Agostinho, mas, acima de tudo, não sou imparcial porque recordo da meninice as juntas de vacas jarmelistas que havia na minha aldeia. Nesses tempos a adrenalina subia até ao vermelho enquanto corriamos a pendurar-nos nos estadulhos do carro de vacas do Tio Germano quando este passava no Largo, em direcção ao caminho das «sortes» da Carvalheira. E com quatro ou cinco calções empoleirados a esvoaçar ao vento a junta jarmelista puxava o pesado carro, todo construído em madeira, seguindo em ritmo cadenciado aquela figura altiva, de aguilhão ao ombro, resguardada do sol e da poeira pelo chapéu de abas. Tenho dessas «vacas de trabalho» uma imagem perdida no tempo que ainda hoje recordo. Um dia assisti ao nascimento da bezerrinha de uma delas. Na loje escura, sempre com palha limpa, apresentava uma linda roupagem em tons claros de castanho e amarelo. Cheia de força estava sempre à espera que lhe desatasse a corda, presa à manjedoura, para ir mamar. Passados uns tempos acompanhei o meu tio ao «Mercado de Alfaiates» que se fazia, antes da subida, nos lameiros do vale junto à ribeira. Em cima do carro, guardada pelas sebes do estrume, ia a vitelinha que por lá ficou negociada por um dos muitos homens, sempre acompanhados de cajado, que a vieram examinar e regatear. No regresso os urrus da mãe-vaca a despedir-se (ou a chamar) a filha trespassaram-me a alma. E eu… nunca mais quis ir às feiras de gado com o meu tio.
jcl

Hoje destacamos... - © Capeia Arraiana (orelha)

Agostinho da Silva deixa Feira e Junta do Jarmelo

Caros amigos, conforme vem sendo hábito, quando percebo que algum dos meus temas pode vir a ser «notícia» comunico-o.

Agostinho da Silva - Jarmelo - Guarda - Capeia Arraiana

Agostinho da Silva – Jarmelo – Guarda – Capeia Arraiana

À Fala Com... - © Capeia Arraiana

À fala com… Mateus Filipe Miragaia

Durante a visita à freguesia de São Pedro do Jarmelo tivemos o privilégio de ter como guia Agostinho da Silva, ilustre autarca e defensor da raça jarmelista. A ronda terminou na terra das forjes, Donfins do Jarmelo, na oficina do último fazedor de tesouras de tosquia, Mateus Filipe Miragaia, o ferreiro que começou a aprender a arte «com 15 ou 16 anos» e nos diz que apesar de ser o último «já é tempo de apagar a forje e de me reformar».

À fala com... Mateus MiragaiaMateus Filipe Miragaia nasceu a 25 de Outubro de 1941 na terra dos ferreiros, na Donfins do Jarmelo, no seio de uma família de agricultores. Mas, por influência dos Augustos dos Monteiros, passou a mexer nas alfaias antes de elas serem «butadas a uso», ou seja, passou a produzi-las nas forjes de ferreiro.
O último artesão fazedor de tesouras de tosquia do País, recebeu-nos à entrada da sua oficina, «da sua forje», como gosta de lhe chamar. Homem de bigode farfalhudo e sorriso fácil cumprimentou-nos com um aperto de mão. De mão de ferreiro que o tempo foi queimando com a cor do ferro e das faúlhas de fuligem.
Disparou logo em direcção ao Agostinho da Silva. «Então ouvi dizer que não queres recandidatar-te à Junta de Freguesia. E que estória é essa de quereres ser presidente da Câmara da Guarda?» E o Agostinho, naquele seu jeito tranquilo, lá foi obrigado a desvendar-lhe o seu «marketing político».
«Uma senhora cá da terra, casada com um ferreiro, teve oito ou nove filhos, e um deles saiu um pouco mais escuro. A partir daí ficou aquela expressão que aos ferreiros até os filhos saem pretos», começou por nos dizer em tom de brincadeira mestre Mateus.
Noutros tempos havia bastos agricultores e faziam-se no Jarmelo enxadas e machados, em ferro e aço. Mas para fazer seis ou sete enxadas era preciso muito material e dois homens a trabalhar durante todo o dia. As tesouras, com menos investimento, eram vendidas mais caras. A feitura obedece a um segredo. «Não é bem um segredo. Tem que ser bem feita do princípio ao fim. E bem amolada. A roçadoira ou qualquer outra peça de ferramenta se não corta à primeira, corta à segunda. A tesoura se fica mal feita nunca mais corta. Tem que fazer um arco porque se estiver encostada uma contra a outra começa a mastigar a lã e já não corta. A tesoura é uma peça de arte que exige muita perfeição.» Afia as tesouras «de ouvido» pelo toque. O certificado final de qualidade é dado com um corte num pedaço de lã.
– Quanto tempo leva a fazer uma tesoura de tosquiar?
– Costumo dizer que quando vivia para trabalhar fazia uma por hora mas como agora já trabalho para viver faço umas dez por dia. Mas quase não há encomendas. Os poucos pastores que ainda por aí andam utilizam máquinas eléctricas e os tosquiadores, que também vão minguando, já poucas tesouras compram.
– E como é que sabemos se a tesoura é sua?
– Em primeiro sou o único a fazê-las no País. Mas há várias marcas. A minha marca é «Augusto Jarmelo». Não sou eu. É o senhor com quem eu comecei a trabalhar aos 15, 16 anos e depois fiquei-lhe com a oficina. Se for para a zona de Mangualde encontra tesouras destas com a marca «Verdugo». São encomendas que eu tenho e onde coloco o cunho do meu cliente. As «JAP» (José Augusto Pires) de Coimbra também são feitas por mim. No início eram três irmãos e todos cunhavam o pé de pito ou folha de oliveira. Dois dos irmãos seguiram outra vida e apenas ficou o JAP. Já faleceram todos.
À fala com... Mateus MiragaiaNoutros tempos não havia aços laminados e a tesoura era feita de pedaços de ferro e uns bocadinhos de aço, denominados calços. Um bom mestres e um aprendiz jeitoso conseguiam tirar cinco calços com o calor de uma única ida ao lume. «A tempra é o aquecimento com arrefecimento rápido. Como o aço tem muito carbono e o ferro tem pouco é possível ligá-los a quente e à martelada. As tesouras vergam mas não partem. A liga é importante porque permite aos tosquiadores afiar várias vezes as tesouras», esclarece Ti Mateus.
– Mas os ferreiros e os serralheiros trabalham com as mesmas ferramentas…
– Parece a mesma coisa mas é muito diferente. Hoje em dia qualquer pessoa é serralheiro. As máquinas são tão perfeitas que basta saber tirar medidas e cortar. Mas os ferreiros trabalham «à martelada». É preciso saber martelar. A tesoura leva muita mão-de-obra. O ano passado fiz 400 tesouras para o cabaz de Natal de uma empresa de Lisboa que faz projectos de pontes metálicas.
Mateus Miragaia reconhece que foi difícil iniciar-se na arte. A primeira peça que fez foi uma machada. A tesoura foi mais tarde. «Alguns andaram vários anos a aprender e nunca foram capazes de fazer uma tesoura que tosquiasse», lembra com rigor acrescentando que «depois de estar bem forjada e martelada a tesoura vai ao desbaste nos esmeris, ou seja, à pedra de amolar e também aí é preciso muita arte».
No pátio da sua residência, brinquedos em ferro enferrujado são testemunhas das brincadeiras dos cinco filhos e dos outros meninos da aldeia. Mateus Miragaia construiu baloiços, o cavalo mecânico e um escorrega em ferro para que todos as crianças do Jarmelo pudessem brincar depois da escola. «Eram cinco e tive de lhes inventar brincadeiras», diz-nos enquanto carrega num botão para fazer funcionar electricamente os gingarelhos.
Do outro lado da casa um terreno em terra batida enquadra duas balizas de futebol. «Fiz aqui grandes jogatanas com os filhos do Ti Mateus», recorda com prazer Agostinho da Silva.
Terminamos a visita num antigo lagar transformado em adega saboreando uma excelente geropiga. Mateus Miragaia, o último fazedor de tesouras de tosquiar de Portugal, deixa-nos uma última tesourada: «Portanto, como vê, a martelada ainda tem algum valor.»

Um bem-haja ao Agostinho da Silva pela amizade e pela disponibilidade para nos levar à descoberta das suas terras e das suas gentes.
jcl

Vaca Jarmelista - Jarmelo - Capeia Arraiana

Balanço à XXV Feira Concurso do Jarmelo

Fazendo um balanço rápido do que foi esta edição, diríamos que correu bastante contra o esperado. Esperava-se chuva, esteve sol. Falta de público, estiveram os mesmos de sempre, mais umas quantas confrarias que já fazem do Jarmelo ponto de encontro…

Vaca Jarmelista - Jarmelo - Guarda - Capeia Arraiana

Vaca Jarmelista – Jarmelo – Guarda