Category Archives: F. Castelo Rodrigo

Caritas cria «embaixadores da Raia»

Ajudar as terras raianas da diocese da Guarda a saírem do esquecimento e da desertificação é o objectivo da Caritas, que pretende implementar o projecto «100 muralhas», o qual envolverá dezenas de jovens, a que chama «embaixadores da Raia».

Mobilizar os jovens da Diocese que vivem na Raia para a luta contra a pobreza, o envelhecimento e a desertificação é o objectivo do projecto, que conta levar informação às pessoas e às instituições, como câmaras e juntas de freguesia, para que se desenvolvam acções que atraiam mais residentes à região.
Paulo Neves, da Caritas da Guarda, disse à Agência Ecclesia, que o título de «embaixador da Raia», dará o direito a um cartão oficial, a atribuir a cerca de 100 alunos do 12º ano dos agrupamentos de escolas de Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida, Sabugal e Penamacor, que ao longo deste ano lectivo têm participado no projecto «100 muralhas».
Trata-se de uma acção organizada pela Caritas da Guarda, em conjunto com professores e diversas entidades públicas e religiosas, que visa a defesa e valorização dos recursos humanos, naturais e artísticos. «Sabemos que estes alunos vão sair desta região, em busca de oportunidades ao nível do ensino superior que não existem aqui, e o que pretendemos é que continue a haver uma ligação ao território de onde eles são originários», explicou Paulo Neves.
Os alunos envolvidos têm dedicado três horas semanais, no âmbito da disciplina «Área de Projecto», à elaboração de propostas para as suas localidades. Costumes e tradições, tendências sociais emergentes, o futuro da vida humana, desenvolvimento sustentável de recursos, foram alguns dos trabalhos elaborados.
A investidura dos jovens «embaixadores da Raia» vai ter lugar no próximo dia 28 de Maio, numa cerimónia formal que acontecerá no pavilhão multiusos de Vilar Formoso, que contará com a presença do bispo da Guarda, D. Manuel Felício.
A presidente da Caritas, Emília Andrade, disse entretanto à Agência Lusa que são cerca de 170 as famílias da diocese da Guarda que recebem ajuda social e económica da instituição, o que significa um aumento de 35 por cento face a igual período do ano passado.
«São pessoas que pedem, fundamentalmente, coisas de subsistência imediata, como alimentos, medicamentos e roupa», disse Emília Andrade, que classifica a situação como «aflitiva».
plb

Homenagem aos autarcas do distrito da Guarda

Os primeiros 14 presidentes de Câmara do distrito da Guarda (após o 25 de Abril de 1974) foram homenageados no Governo Civil por Santinho Pacheco. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagens de Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

LocalVisãoTv - © Capeia Arraiana

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Autoria: Capeia Arraiana posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

Governador Civil homenageia primeiros autarcas

O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, vai homenagear, esta quinta-feira, dia 28 de Abril, os primeiros presidentes de câmara municipal do distrito eleitos democraticamente após o 25 de Abril de 1974. A família de João A. Antunes Lopes, primeiro presidente da Câmara Municipal do Sabugal, vai receber a título póstumo a condecoração.

Santinho Pacheco - Governador Civil - GuardaNo salão nobre do Governo Civil da Guarda vai ter lugar, às 21.00 horas desta quinta-feira, a cerimónia de homenagem aos primeiros presidentes de câmara do distrito da Guarda.
A sessão solene vai contar com a presença do secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, do primeiro governador civil da Guarda, Alberto Antunes (do concelho do Sabugal) e do actual, Santinho Pacheco.
Além de João A. Antunes Lopes (a título póstumo), primeiro presidente da Câmara Municipal do Sabugal, vão ser homenageados os autarcas de Aguiar da Beira, António Raimundo Cunha (a título póstumo); Almeida, António José Sousa Júnior; Celorico da Beira, Carlos A. Faria de Almeida; Figueira de Castelo Rodrigo, José Pinto Lopes (a título póstumo); Fornos de Algodres, Francisco Paulo Almeida Menano; Gouveia, Alípio Mendes de Melo; Guarda, Victor Manuel Gonçalves Cabeço/Abílio Aleixo Curto; Manteigas, Homero Lopes Ambrósio (a título póstumo); Mêda, Luís E. Figueiredo Lopes (a título póstumo); Pinhel, António Luís Santos Fonseca; Seia, Jorge A. Santos Correia; Trancoso, António Almeida (a título póstumo) e Vila Nova de Foz Côa, José Costa Ferreira (a título póstumo).
«É tempo de a nível distrital se comemorar Abril da liberdade lembrando os primeiros presidentes de câmara eleitos nos 14 concelhos do nosso distrito, exaltando assim o papel insubstituível que o poder local desempenhou na construção desta segunda República e no arranque de um período de desenvolvimento e de modernização das nossas terras, sem paralelo em toda a nossa história secular», destacou Santinho Pacheco.
A cerimónia insere-se nas comemorações distritais do 25 de Abril.
jcl (com agência Lusa)

Raia Histórica promove região dos castelos do Côa

A área da Raia Histórica (Associação de Desenvolvimento do Nordeste da Beira) caracteriza-se por ser toda ela do interior beirão, zona raiana de fortes ligações à nossa vizinha Espanha, englobando os concelhos de Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda, Pinhel e Trancoso.

(Clique nas imagens para ampliar.)

A Raia Histórica é uma Associação sem fins lucrativos que teve o seu início em 1996 fruto da vontade de dinamizar a região beirã dos castelos do Côa, fustigada pelo desemprego, pela imigração e pelo envelhecimento da população.
Para a Associação é fulcral o facto de os portugueses residentes no estrangeiro, que se encontram numa fase de regressarem
às suas origens, poderem ser grandes dinamizadores de toda a região, dado que poderão investir no comércio e na indústria da mesma, de que resultaria naturalmente a criação de mais postos de trabalho, conduzindo certamente à fixação de juventude, que de momento se depara com fortes problemas de integração no mercado de trabalho desta região. Este objectivo é primordial, mas há que reconhecer que os jovens também têm outras necessidades, como o divertimento e as manifestações culturais, ocupação salutar dos tempos livres e valorização pessoal.
Os associados da Raia Histórica são pessoas individuais, empresas, instituições sem fins lucrativos e câmaras municipais, tendo em comum todas elas o desejo de implementar novas ideias que possam contribuir para a divulgação e a conservação de todo o nosso património histórico – cultural, bem como o objectivo – também este considerado como sendo primordial – de criar uma ambiência que leve as pessoas a fixarem-se nesta região.
São estes os pressupostos para todo o trabalho que se tem vindo a desenvolver nestes anos e que se enquadra na análise e educação de e para o desenvolvimento local; na revitalização de actividades tradicionais, culturais e produtivas; na emergência de produtos e actividades, na organização e concentração da oferta local e por último na promoção e incrementação de todo o tipo de actividades que levem à divulgação e preservação de todo o conteúdo histórico e cultural da região dos castelos do Côa.
aps (com Raia Histórica)

GNR - © Capeia Arraiana (orelha)

Detenções e aprensão de armas em Escalhão

Na manhã do dia 12 de Abril o Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Vilar Formoso, no âmbito de uma investigação, efectuou a detenção de dois indivíduos e a apreensão várias armas de fogo, em residências de Escalhão, Figueira de Castelo Rodrigo.

Pinharanda Gomes aborda Agostinho da Silva

O grande Mestre da Filosofia Portuguesa, Pinharanda Gomes, natural de Quadrazais, publicou um ensaio notável acerca das linhas mestras do pensamento de Agostinho da Silva, um dos maiores pensadores lusófonos e profeta do mundo a haver.

«Agostinho da Silva – História e Profecia» é o título do ensaio sobre o filósofo nascido no Porto em 1906 e falecido em Lisboa em 1994, que passou parte da infância em Barca d’Alva, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.
O ensaio fala das ligações de Agostinho da Silva à Escola Portuense, fundada por Leonardo Coimbra. Homem sonante do movimento da «Renascença» em Portugal, Agostinho da Silva levou para o Brasil a «Renascença Portuguesa», cujos valores transmitiu e fixou, especialmente através da chamada Escola de S. Paulo. Foi com o filósofo Agostinho que se renovou a «filosofia luso-brasileira».
Pinharanda Gomes relembra no seu ensaio que o grande legado de Agostinho da Silva foi «uma Filosofia da História, que entrança a finitude humana com a infinitude divina», segundo o mesmo ponto de vista de filósofos da Renascença, como Leonardo Coimbra, Teixeira Rêgo, Álvaro Ribeiro ou José Marinho.
O livro fala-nos também da «projecção do mundo novo, ou mundo a haver, a missão portuguesa», que Agostinho da Silva defendia. Um mundo centrado no Atlântico Sul, a «Lusitânia», onde o filósofo antevia como «o mundo a vir, sem lhe fixar datas aritméticas, pois esse mundo é um clima de vida e não uma época», numa espécie de messianismo português.
George Agostinho Baptista da Silva nasceu no Porto em 1906, tendo-se nesse mesmo ano mudado para Barca d’Alva, onde viveu até aos seus 6 anos, regressando depois ao Porto. Dono de um percurso académico notável, cursou Filologia Clássica, tendo concluído a licenciatura com 20 valores. Com apenas 23 anos, defendeu a sua dissertação de doutoramento a que dá o nome de «O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas», doutorando-se «com louvor».
Foi para Paris, onde estudou como bolseiro na Sorbonne e no Collège de France. Regressou a Portugal e passou a leccionar numa escola secundária de Aveiro, até que, em 1935, foi demitido do ensino oficial por se recusar a declarar por escrito que não participava em organizações secretas e subversivas. Foi para Espanha, mas regressou com a eclosão da guerra civil.
Em 1943 foi preso pela polícia política e, no ano seguinte, saiu de Portugal no seguimento da sua oposição a Salazar, passando pelo Brasil, Uruguai e Argentina. Acabou por se instalar no Brasil, onde viveu até 1969. Deu aulas em diversas universidades brasileiras, ajudando à fundação de algumas delas e foi assessor do presidente Jânio Quadros.
Regressou a Portugal após a queda de Salazar e começou a leccionar em diversas universidades portuguesas.
A fase mais popular de Agostinho da Silva foi quando, em 1990, apareceu na televisão, numa série de treze entrevistas, denominadas Conversas Vadias.
Agostinho da Silva é tido como um dos principais intelectuais portugueses do século XX. Da sua ampla bibliografia, destaca-se o livro «Sete cartas a um jovem filósofo», publicado em 1945.
plb

Sabugal integra associação «Territórios do Côa»

O Município do Sabugal está entre os fundadores de uma nova associação intermunicipal, designada por «Territórios do Côa, Associação de Desenvolvimento Regional», cujo objectivo é combater o despovoamento do interior pela promoção turística do Vale do Côa.

O Município de Figueira de Castelo Rodrigo tem liderado o processo de constituição da associação, onde a mesma terá a sede. Inicialmente pretendeu-se designá-la por «Agência do Vale do Côa», o que, contudo, foi rejeitado pelo Registo Nacional de Pessoas Colectivas, tendo então que escolher-se a designação «Territórios do Côa».
Para além dos municípios de Figueira de Castelo Rodrigo e Sabugal, a nova associação integra ainda os de Almeida, Meda, Pinhel, Trancoso, Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta.
A associação pretende promover o desenvolvimento integrado através da dinamização do turismo de aventura e do ecoturismo, aproveitando as condições apropriadas para esse finalidade do território que abrange.
A existência de um património cultural de alto valor e do Museu do Parque Arqueológico do Vale do Côa, são o garante da boa possibilidade de dinamização em rede deste território tendo em vista o alcance dos objectivos consagrados pela nova associação.
Os representantes dos municípios que integram a associação reuniram-se por diversas vezes para a aprovação do projecto de estatutos, e para dar andamento à demais formalidades ligadas ao seu registo legal e ao seu funcionamento quando a mesma estiver em plena actividade. Da parte do Município do Sabugal o processo formal está concluído, tendo a adesão sido aprovada em reunião de Câmara e também pela Assembleia Municipal.
plb

Cervas liberta águia em Aldeia da Ribeira

O CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens de Gouveia, vai estar presente no dia 4 de Outubro (segunda-feira), numa série de actividades que consistem na devolução à natureza de duas àguia-de-asa-redonda, uma delas na freguesia de Aldeia da Ribeira no concelho do Sabugal, dois grifos, e uma coruja-do-mato.

CervasA devolução destes animais pelo CERVAS ao seu habitat vai ser em sítios adequados aos requisitos ecológicos das espécies.
Estas acções estão abertas ao público em geral e têm como objectivo de sensibilizar as populações para a importância destes animais e para o trabalho realizado pelos centros de recuperação de fauna selvagem.

Programa de actividades para o dia 4 de Outubro (segunda-feira)
11.00 – Devolução à natureza – em parceria com a ATN – Associação Transumância e Natureza – de dois grifos (Gyps fulvus) na freguesia de Cidadelhe (Pinhel). O local de libertação é nas arribas do rio Côa, Estrada Municipal 607 (entre Cidadelhe e Figueira de Castelo Rodrigo); Coordenadas UTM: 40º54’33,60” N 7º06’29,62” W.
Estas aves juvenis foram recebidas no CERVAS num estado de grande debilidade. Foram encontradas por particulares e posteriormente recolhidas e encaminhadas para o centro por intermédio do SEPNA/GNR. O seu processo de recuperação consistiu numa alimentação adequada de forma a atingirem o seu peso normal e uma boa condição física, em treinos de voo e no contacto com animais da mesma espécie. A sua devolução à natureza vai realizar-se num local que reúne as condições necessárias para a espécie.
14.30 – Devolução à natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) na freguesia de Cabreira, no concelho de Almeida. Ponto de encontro nas instalações da ASTA – Associação Sócio-Terapêutica de Almeida.
Esta ave foi recolhida por um particular após ter sido encontrada no chão, caída do ninho, tendo sido entregue à equipa do SEPNA da GNR da Guarda. Sendo um animal muito jovem, o seu processo de recuperação consistiu em alimentação, de modo a assegurar um normal desenvolvimento corporal e da plumagem de voo e no contacto com animais da mesma espécie, garantindo assim uma aprendizagem dos comportamentos normais. Para além disso, foi submetida a treinos de voo e de caça.
16.30 – Devolução à natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo), na freguesia de Aldeia da Ribeira no concelho do Sabugal.
Esta ave foi encontrada por um particular, após ter caído do ninho, tendo sido entregue à equipa do SEPNA da GNR da Guarda, que procedeu à sua entrega no CERVAS. Para além de ser uma ave muito jovem, apresentava duas fracturas, possivelmente resultado da queda. O seu processo de recuperação consistiu na estabilização dessas fracturas, tendo sido sempre mantida em contacto com animais da mesma espécie, de modo a que pudesse adquirir os comportamentos normais da espécie, sendo que numa fase posterior, foi submetida a treinos de voo e de caça.
18.30 – Devolução à natureza de uma coruja-do-mato (Strix aluco) na freguesia de Pinhel (Pinhel). Ponto de Encontro: Castelo de Pinhel.
Esta ave foi encontrada por um particular, que a entregou à equipa do SEPNA da GNR de Pinhel, que procedeu à sua entrega no CERVAS. Tratava-se de um animal bastante jovem, que tinha caído do ninho, pelo que o seu processo de recuperação envolveu os passos típicos da reabilitação de animais juvenis, desde a alimentação, até aos treinos de voo e de caça, passando pelo contacto com animais da mesma espécie.
jcl (com Cervas)

Jovens detidos por droga e furto a residência

O comando territorial da Guarda de GNR divulgou em comunicado à imprensa a detenção em flagrante delito de dois indivíduos em Trancoso por posse de droga e um outro em Figueira de Castelo Rodrigo por furto em residência.

GNR-Guarda Nacional RepublicanaO Núcleo de Investigação Criminal de Pinhel, durante uma acção de patrulhamento para prevenção da criminalidade, deteve no dia 3 de Setembro, na localidade de Tamanhos (Trancoso), dois indivíduos com 26 e 27 anos de idade, que tinham na sua posse 26 gramas de haxixe (129 doses) e 150 euros em dinheiro. Os jovens foram presentes ao Tribunal Judicial de Trancoso para aplicação de eventual medida de coação.
Em 31 de Agosto, o Posto Territorial de Figueira de Castelo Rodrigo, deteve um indivíduo, de 25 anos, desempregado, pela prática do crime de furto em residência. O jovem foi detido em flagrante delito, quando se encontrava no interior de uma residência em Figueira de Castelo Rodrigo, pertença de emigrantes. O indivíduo, com antecedentes criminais, é suspeito da prática de dezenas de crimes naquela zona. Presente ao Tribunal Judicial de Figueira de Castelo Rodrigo, foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
Durante a semana transacta a GNR da Guarda efectuou um total de 11 detenções em flagrante. Para além das três referidas, foram ainda detidas cinco pessoas por crime de condução sob o efeito do álcool, duas por condução sem habilitação legal e uma por detenção de arma proibida.
No que reporta a contra-ordenações, foram elaborados 263 autos pelas seguintes infracções: 235 à Legislação Rodoviária, 17 à Legislação da Natureza e Ambiente e 11 à Legislação Policial.
Durante a semana registaram-se 33 acidentes de viação, resultando 19 se colisão, 12 de despiste e dois de atropelamento. Dos sinistros resultaram dois mortos, três feridos graves e 17 feridos leves.
Os militares da GNR realizaram ainda quatro operações no âmbito da fitossanidade florestal, direccionadas para a fiscalização do nemátodo do Pinheiro, tendo sido fiscalizados 87 veículos e elaborados dois autos de contra-ordenação neste âmbito.
Em 5 de Setembro, com início da época da caça ao coelho, foi realizada uma acção de fiscalização, na qual foram abordados 61 caçadores, d que resultou a elaboração de cinco autos de contra-ordenação por diversas infracções à legislação da caça.
plb

Festival «Ó Forcão Rapazes» (4)

SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal!

GALERIA DE IMAGENS  –   Ó FORCÃO RAPAZES  –   21-8-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

Festival «Ó Forcão Rapazes» (5)

SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal!

GALERIA DE IMAGENS  –   Ó FORCÃO RAPAZES  –   21-8-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

Concurso de Vinhos da Beira Interior

O III Concurso de Vinhos Engarrafados da Beira Interior teve lugar no passado dia 7 de Julho em Figueira de Castelo Rodrigo. Reportagem da jornalista Andreia Guerra com imagem de Miguel Almeida da redacção da Local Visão Tv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Figueira de Castelo Rodrigo tem área protegida

O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, vai ter a primeira área protegida privada em Portugal, situada na zona de Faia Brava, anunciou no domingo, dia 13 de Junho, a ministra do Ambiente

Segundo notícia veiculada pela Lusa, citando declarações da ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Pássaro, esta é «uma boa notícia, especialmente tendo em conta que surge no Ano Internacional da Biodiversidade, que agora se comemora».
«A criação da área protegida privada reveste-se do maior interesse, na medida em que constituirá, de forma activa, um contributo importante para a conservação dos valores naturais e da biodiversidade bem como para a valorização do património geológico e paisagístico», sublinhou ainda a governante.

A Reserva da Faia Brava situa-se nas margens do rio Côa, incluindo as elevadas e inacessíveis escarpas que acompanham o curso de água. Estas escarpas são o habitat de algumas espécies de aves, como o abutre negro, o grifo e a águia-real, ameaçadas de extinção.
A reserva é gerida pela Associação Transumância e Natureza (ATN), com recurso a trabalho próprio e a acções de voluntariado. Para além das aves de rapina, as manadas de garranos são outro dos atractivos da reserva. Várias dezenas desses cavalos percorrem o cercado de cem hectares construído para os albergar e onde se reproduzem livremente.
A ATN foi criada no ano 2000 como entidade sem fins lucrativos, formada por um grupo de ambientalistas portugueses, com a participação de cidadãos de nacionalidade suiça, holandesa e espanhola, envolvidos em programas internacionais de conservação da natureza. Dedica-se especialmente à defesa do património natural das bacias dos vales do Côa, Águeda e Douro, através da promoção de actividades agro-pecuárias tradicionais.
Foi nesse contexto que a ATN se envolveu num projecto de conservação do Abutre e da Águia dessa região, adquirindo terrenos propícios para essa finalidade. A maioria desses terrenos localizam-se nas margens do rio Côa por existirem aí as melhores perspectivas de consolidar as acções de conservação, assim nascendo a Reserva da Faia Brava.
Actualmente a Reserva da Faia Brava tem cerca de 600 hectares contínuos no Vale do Côa, que incluem locais de nidificação e zonas de alimentação de aves rupícolas.
Em 2009 a ATN preparou o Plano de Gestão da Reserva da Faia Brava, documento que apresentou ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), no âmbito do pedido de classificação da Faia Brava como Área Protegida Privada.
plb

Encontros de Tocadores de Concertina do Inatel

A Agência da Guarda da Fundação INATEL, em parceria com as Juntas de Freguesia de Figueira de Castelo Rodrigo e Almeida, organiza nos dias 6 e 20 de Junho de 2010 dois Encontros de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio.

8.º Encontro de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio - Inatel GuardaO 8.º Encontro de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio organizado pela Fundação Inatel, delegação da Guarda, está marcado para os domingos 6 e 20 de Junho, respectivamente, em Figueira de Castelo Rodrigo e em Almeida. Esperam-se cerca de 150 tocadores.
A concentração dos inscritos será feita a partir das 11.30 horas no Largo Serpa Pinto em Figueira e no Largo 25 de Abril em Almeida. A partir das 12.30 horas decorrerá o almoço para os tocadores. Para as 14.00 horas está marcada a actuação dos participantes no Largo Serpa Pinto em Figueira e frente à Câmara Municipal de Almeida.
A Fundação INATEL desenvolve desde há cerca de 10 anos no distrito da Guarda um esforço de formação significativo na área deste instrumento tradicional, pretendendo reanimar a utilização da concertina e reforçando as tocatas dos grupos de folclore.
Este ano continuamos com os núcleos do curso de concertina em Pinhel e Seia, tendo iniciado um novo núcleo nas Freixedas. Estes dois Encontros de Figueira e Almeida são também uma boa oportunidade para um reencontro dos tocadores que aprenderam connosco.
Joaquim Igreja (Coordenador Cultural)

Vitória do Sabugal mantém classificação

Continua tudo na mesma no topo da classificação, após a realização, no passado domingo, da antepenúltima jornada do Campeonato de Futebol da 1.ª Divisão Distrital da Guarda.

Bola de futebolComo lhe competia, o Sporting do Sabugal recebeu e venceu a equipa de Pinhel por duas bolas a uma, só que o Aguiar da Beira também levou de vencida a equipa de Figueira de Castelo Rodrigo, continuando assim a dispor da mesma vantagem de três pontos para o Sabugal e cinco para o Trancoso. No próximo fim-de-semana teremos dois jogos que em muito poderão decidir o campeonato pois iremos ter um Gouveia-Sabugal e um escaldante Aguiar da Beira-Trancoso.
No Municipal do Sabugal a equipa local venceu o Pinhel num jogo onde imperaram os nervos à flor da pele por parte da equipa da casa, que sabia que tinha que ganhar.
Tratava-se de um jogo contra uma equipa do fundo da tabela, em que era proibido perder pontos. Foi pois com vontade de resolver cedo a questão que começou o jogo, só que, ao contrário do esperado, o Pinhel não se mostrou equipa fácil o que veio enervar de certa forma a equipa local que só a espaços conseguia contrariar o bom jogo defensivo dos forasteiros. Numa dessas ocasiões o Sabugal inaugurou o marcador, após uma boa triangulação entre Manata, Nuno e Marcos, seguido de um centro para a área forasteira onde apareceu Sérgio a inaugurar o marcador, resultado com que se chegou ao intervalo
Na segunda metade, mais do mesmo. A equipa local muito intranquila, a jogar de forma atabalhoada e a falhar as oportunidades de golo, nas poucas que conseguia criar. Apesar de tudo Manata ainda conseguiu serenar a equipa com a obtenção do segundo golo para os locais. Mas o Pinhel nunca baixou os braços e, após uma desatenção da defensiva local, reduziu para 2-1, o que levou o Sabugal a esperar pelo fim do encontro a defender a magra vantagem conseguida.
Como se salientou, no próximo fim de semana o Sabugal realiza o seu encontro no Farvão, em Gouveia, onde terá de jogar muito mais se pretender levar de vencida a equipa local e assim continuar a acalentar esperanças fundadas de ser o campeão distrital da presente época desportiva.
Outros resultados:
Iniciados (apuramento do campeão): Aguiar da Beira, 4-Sabugal, 1.
Infantis: Sabugal, 1-Guarda, 3.
Carlos Janela

Aldeia Histórica de Sortelha - © Capeia Arraiana (orelha)

Sortelha foi a segunda aldeia mais visitada em 2009

Sortelha, no concelho do Sabugal, foi a segunda Aldeia Histórica mais visitada durante o ano de 2009. O número de turistas nas 12 aldeias históricas de Portugal aumentou durante o ano de 2009, registando cerca de 376 mil visitantes, revelou esta segunda-feira a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

Sporting Clube Sabugal - Sabugal - Capeia Arraiana (orelha)

Sporting do Sabugal sobe ao segundo lugar

O Sporting Clube do Sabugal recebeu e venceu por um golo sem resposta a equipa do Figueira de Castelo Rodrigo, alcançando assim a segunda posição da tabela classificativa, a dois pontos do líder, que é o Aguiar da Beira.

José Morgado - Terras entre Côa e Raia - © Capeia Arraiana (orelha)

Turismo de habitação rural na Beira Interior (5)

Ainda por terras da Beira Baixa, no Fundão e Covilhã não podemos esquecer o aproveitamento de duas Quintas e de um Solar, para turismo rural…

Malcata candidata às «7 Maravilhas Naturais»

Dentre as centenas de locais nomeados para o concurso «7 Maravilhas Naturais de Portugal» está o Parque Natural da Serra da Malcata, atendendo à sua beleza e unicidade da paisagem, sua importância ecológica e estado de conservação, critérios de base de que se serviram os especialistas.

Serra da MalcataO concurso integra sete categorias: Zonas Marinhas, Zonas Aquáticas Não Marinhas, Grutas e Cavernas, Praias e Falésias, Florestas e Matas, Grandes Relevos e Áreas Protegidas.
De acordo com dados constantes na página on-line das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, fazem ainda parte dos nomeados outros locais da região, como a Serra do Pisco (Guarda), o Vale do Rio Águeda (Figueira de Castelo Rodrigo), Casais do Folgosinho (Gouveia), Vale Glaciar do Zêzere e Covão d’Ametade (Manteigas), Rio Ocreza e Serra da Gardunha (Fundão), Ribeira do Paul (Covilhã), Parque Icnológico de Penha Garcia e Inselberg de Monsanto (Idanha-a-Nova).
A maior parte das candidaturas validadas são montanhas, vales, serras e formações rochosas, onde se destacam, entre outras as serras de Marvão e São Mamede (Portalegre) ou as Pedras Parideiras (Arouca) e a Pedra Bolideira (Chaves). O rio Vez (Arcos de Valdevez), as Fisgas de Ermelo (Mondim de Basto) e as Portas do Vale do Almourão (Proença-a-Nova).
A categoria de Zonas Aquáticas Não Marinhas inclui a Lagoa de Óbidos, a Ria de Alvor (Portimão), os rios Mouro (Monção), Alva (em Moura Morta, Poiares), Douro (Peso da Régua) e Paiva (Arouca). Integra ainda a Cascata da Cabreia (Sever do Vouga), a Fraga da Pena (Arganil) e o Sapal do Rio Coina (Barreiro).
Já nas Zonas Marinhas destaca-se a Ilha da Berlenga e a Onda dos Supertubos, na praia do mesmo nome, em Peniche.
A praia da Amoreira (Aljezur), o Litoral do Guincho (Cascais), a Ponta João D’Arens (Portimão), o Cabo da Roca (Sintra) e a Fajã dos Padres (Madeira) integram a categoria Praias e Falésias. Esta inclui ainda a Praia Velha, Concha e São Pedro de Moel (Marinha Grande), as Falésias do Cabo Mondego (Figueira da Foz) e as praias fluviais de Fragas de São Simão e Ana de Aviz (Figueiró dos Vinhos).
A Furna do Enxofre (Santa Cruz da Graciosa, Açores), as grutas de Alvados, Santo António e Mira e Aire (Porto de Mós), Moeda (Batalha) e o Algar do Pena (Santarém) aparecem na categoria Grutas e Cavernas.
Nas Florestas e Matas há a assinalar as candidaturas da Mata Nacional do Buçaco (Mealhada), o Pinhal do Rei/Mata Nacional de Leiria (Marinha Grande) e os Montados de Sobro e Azinho (Avis, Portalegre), entre outras.
A Reserva Natural da Serra da Malcata concorre na categoria reservada às áreas protegidas, donde ainda fazem parte o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a Ria Formosa (Algarve), o Estuário do Tejo ou a Floresta Laurisilva (São Vicente, Madeira), o Parque Natural de Montesinho (Vinhais) e a Área da Reserva da Lagoa de Santo André (Santiago do Cacém).
A lista de candidaturas será analisada por 77 especialistas que vão eleger as 77 candidatas (11 de cada categoria) para a fase seguinte, o que acontecerá a 7 de Fevereiro.
Em 7 de Março são anunciados os 21 locais finalistas (três por categoria). A votação pública para as 7 Maravilhas Naturais de Portugal acontecerá depois até 7 de Setembro.
plb

José Carlos Lages - Capeia Arraiana - Orelha

À fala com… Adérito Tavares (2)

Esta segunda parte da nossa conversa continuou a caminhar pela vida de Adérito Tavares. Recomeçamos na Baixa da Banheira, nos tempos quentes da revolução de Abril e vamos até ao presente, até 2009.

Adérito Tavares com pintura de Alcínio

Agostinho da Silva com estátua em Barca d’Alva

Agostinho da Silva está perpetuado em Barca d’Alva com monumento do escultor Eugénio Macedo. Uma excelente iniciativa do Município de Figueira de Castelo Rodrigo. O monumento ainda não foi inaugurado mas já se encontra no local escolhido.

Agostinho da Silva - Eugénio MacedoO escultor Eugénio Macedo acabou de implantar em Barca D´Alva o monumento ao filósofo, ensaísta e escritor Agostinho da Silva.
A iniciativa foi do Município de Figueira de Castelo Rodrigo, que assim presta uma digna homenagem a Agostinho da Silva, um dos mais insignes e representativos filhos da região.
Trata-se de uma escultura da figura de Agostinho da Silva, sentado num banco, em tamanho natural, com vários tipos de granito e que se enquadra, de forma muito feliz, no anfiteatro ao ar livre, do cais do porto fluvial de Barca D´Alva, onde ficará a receber e a dar as boas-vindas aos inúmeros turistas e passantes que ali confluem. Permitindo-lhes que se sentem e descansem ao lado do grande filósofo, fonte inspiradora para meditar em tão bela paisagem ou, se não for esse o caso, apenas para tirar uma fotografia ao seu lado e levar como recordação.
É mais uma obra, de excelente qualidade artística, do escultor e artista multifaceado Eugénio Macedo, que se revela, desde já, mais um exlibris de Barca D´Alva.
José Manuel de Aguiar

Bons exemplos – Finicia (2)

Continuo a trazer aos leitores deste Blogue iniciativas levadas a cabo em alguns Concelhos de Portugal e que constituem bons exemplos de intervenção.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Não me refiro nesta crónica a um Concelho específico, englobando antes um conjunto de 96 concelhos que, um pouco por todo o País, criaram até Setembro de 2009 os Fundos Municipais FINICIA.
Destaco que destes Concelhos, 7 pertencem ao distrito da Guarda – Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Gouveia, Guarda, Manteigas, Seia e Trancoso; e 2 ao distrito de Castelo Branco – Penamacor e Proença-a-Nova.
O FINICIA é um Programa promovido pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI), vocacionado para o apoio a projectos de forte conteúdo inovador, negócios emergentes de pequena escala e iniciativas empresariais de interesse regional.
Tem como objectivo central facilitar o acesso ao financiamento pelas empresas de menor dimensão, sendo um produto de crédito destinado ao apoio a projectos de investimento desenvolvidos por micro e pequenas empresas no concelho.
Um fundo FINICIA pretende:
– Dinamizar o tecido empresarial do Concelho;
– Estimular o investimento das Micro e Pequenas Empresas do Concelho;
– Melhorar os produtos e/ ou serviços prestados;
– Promover a modernização das instalações e equipamentos.
Um Fundo FINICIA assenta numa Parceria envolvendo obrigatoriamente o Município, o IAPMEI, uma entidade bancária e uma sociedade de garantia mútua, para além doutros parceiros locais e/ou regionais, tendo um capital social máximo de 500.000 euros, dos quais 20% pertencem à Autarquia e os restantes 80% à entidade bancária.
O financiamento a projectos de investimento através do FINICIA é limitado a um valor limite de 45.000 euros por projecto, dos quais 80% revestem a forma de empréstimo bancário de Médio/Longo Prazo, a juros bonificados e os restantes 20% são um subsídio reembolsável sem juros.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Autarcas do PSD apelam a debate interno

Uma dezena de presidentes de Câmara Municipal eleitos pelo PSD, dentre os quais os de Trancoso e Figueira de Castelo Rodrigo, decidiram no último sábado colocar à subscrição dos militantes um documento que solicita à direcção do partido um debate, em Congresso, antes da escolha do futuro líder.

Antonio Edmundo, Presidente da CM FC RodrigoAlém dos presidentes de Trancoso e Figueira de Castelo Rodrigo, também participaram na reunião os de Cantanhede, Covilhã, Arganil, Pedrógão Grande, Penalva do Castelo, Mafra, Cascais e Portalegre. Os autarcas reivindicam à direcção do partido uma discussão da qual saia uma «redefinição da estratégia do PSD para o futuro», a qual deverá ocorrer antes da escolha do futuro líder.
«Há necessidade de uma discussão e o lugar próprio é em congresso nacional», uma discussão da qual saia uma «redefinição da estratégia do PSD para o futuro», declarou à agência Lusa João Moura, presidente da Câmara de Cantanhede e anfitrião da reunião.
Segundo o autarca, o documento agora aprovado em Cantanhede será enviado a todos os presidentes de Câmara e serão convidados os militantes do partido a subscrevê-lo.
«O PSD é um partido do poder local. É importante agitar o partido», observou João Moura, frisando que os autarcas tem uma percepção especial da realidade, em virtude de diariamente estarem em contacto com as populações.
No entanto, a legitimidade de dizer «que queremos discutir o partido», assumida pelos presidentes de Câmara Municipal, também poderia ter sido assumida por outros sectores da sociedade que militam no PSD, explicou.
No documento, os dez presidentes de Câmara afirmam que Portugal, encontra-se numa encruzilhada da sua vida colectiva, marcada por uma profunda crise económica, social e política, situação que «não é explicável, apenas, pela crise internacional».
plb

PDM dos municípios da Cova da Beira na Internet

Os mapas interactivos do Plano Director Municipal (PDM) do Sabugal e dos outros 12 concelhos da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) podem ser consultados através da Internet.

SIG - AMCBEm declarações à agência Lusa, Jorge Antunes, responsável pelo departamento de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) da AMCB explicou que «qualquer municípe poderá, por exemplo, editar on-line a delimitação de uma parcela de terreno, calcular distâncias e áreas ou imprimir uma planta de localização».
Estão disponíveis os planos directores do Sabugal, Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel, Penamacor e Trancoso. Cada município tem uma hiperligação na sua página que redirecciona o utilizador para o portal da AMCB onde está a informação.
A disponibilização dos PDM na Internet responde a uma imposição legal (Lei n.º 56/2007) e, de acordo, com informações fornecidas pela o projecto global está orçado em meio milhão de euros e é co-financiado pelo Programa Operacional da Região Centro – MaisCentro.
A solução implementada permitirá aos municipes dos 13 concelhos fazer uma consulta prévia a um PDM, tendo como ponto de partida um determinado ponto ou localização no território. Após a identificação da localização da pretensão é possível cruzar esta informação com as classes de espaço, com o regulamento e limitações do PDM e imprimir a informação para o processo de viabilidade de transformação do terreno rústico.
No futuro o sistema irá permitir fazer pesquisas, visualizar e consultar os processos de obras das Câmaras Municipais.

Página da AMCB com o SIG. Aqui.
Página da Câmara Municipal do Sabugal com o PDM on-line. Aqui.
jcl

Barca D’Alva homenageia Agostinho da Silva

Eugénio Macedo, o escultor que tem inúmeras obras de arte espalhadas pelo concelho do Sabugal, onde já residiu, está a esculpir ao vivo um monumento dedicado à memória do Mestre Agostinho da Silva, que será colocado em Barca D’Alva.

macedoO trabalho foi encomendado pelo Município de Figueira de Castelo Rodrigo e está a ser executado na Praça Serpa Pinto, naquela vila raiana do distrito da Guarda.
Trata-se de uma escultura de corpo inteiro, em granito, que será implantada na terra onde cresceu o filósofo Agostinho da Silva, num local onde já existe uma placa comemorativa do seu centenário.
O escultor Eugénio Macedo reside actualmente em Figueira de Castelo Rodrigo, mas viveu no Soito, concelho do Sabugal durante muitos anos. Tem milhares de obras espalhadas pelo País, muitas delas no concelho do Sabugal. Em entrevista ao jornal Nova Guarda, em 2008, Eugénio Macedo, que chegou a Portugal vindo do Brasil, explicou que o Soito foi ponto de paragem por uma avaria no carro, que o deixou nesta terra durante alguns anos. «Vim fazer umas férias em direcção a Espanha, o meu carro avariou-se ali no Soito, numa época de festas. Não havia mecânicos para concertar o carro e fiquei por lá. Olhei para muitos lados e só via pedra, e escolhi a pedra. Foi quando fiz aquele touro que está em frente à Praça, no Soito», disse o escultor, que assim se apaixonou pelas terras raianas e começou a esculpir monumentos em granito.
O homenageado, o filósofo Agostinho da Silva, nasce no Porto em 1906, mas nesse mesmo ano os pais mudaram-se para Barca D’Alva, no extremo norte do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, onde viveu os primeiros da sua vida. A iniciativa de homenagem mostra o reconhecimento da terra pelo grande Mestre que, depois de escrever uma vasta obra e percorrer mundo, morreu em Lisboa em 1994.
plb

Ferreira Leite engripada não veio ao Sabugal (2)

Galeria de imagens do «Fórum Autárquico da Guarda» do PSD que decorreu no sábado, 25 de Julho de 2009, no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal.

GALERIA DE IMAGENS – 25-7-2009

Ferreira Leite engripada não veio ao Sabugal (1)

O Sabugal foi o palco este sábado, 25 de Julho, do Fórum Autárquico «Falar Verdade» do PSD do distrito da Guarda. Marcaram presença nos trabalhos a deputada Ana Manso e a maioria dos candidatos laranjas aos 14 municípios guardenses. A líder do partido, Manuela Ferreira Leite, adoentada com uma gripe não se deslocou ao Sabugal tendo sido substituída pelo vice-presidente Paulo Mota Pinto. Álvaro Amaro aproveitou para deixar um recado à presidente do partido: «Na Guarda não aceitaremos nomes nacionais na lista de deputados.»

Fórum Autárquico

Respondendo ao repto lançado na quinta-feira na sessão de apresentação no RaiaHotel do candidato, António Robalo, cerca de 300 militantes e simpatizantes sabugalenses encheram o salão de festas da Junta de Freguesia do Sabugal. A presença da líder social-democrata e dos candidatos às 14 Câmaras Municipais do distrito da Guarda ajudaram a aumentar a curiosidade e a militância. Quase em cima da hora ficou a saber-se que Manuela Ferreira Leite não marcaria presença em virtude de estar adoentada com uma arreliadora gripe. Em seu lugar enviou o vice-presidente Paulo Mota Pinto que encerrou a sessão mas que, curiosamente, não era portador de nenhuma mensagem da líder ausente para os sabugalenses e guardenses presentes.
Os trabalhos do Fórum Autárquico «Falar Verdade» foram conduzidos pelo coordenador distrital, João Prata, que foi introduzindo os temas e apresentando os muitos oradores do dia com direito a cinco rigorosos minutos.
A sessão de abertura esteve a cargo do presidente da Comissão Política do Sabugal, Manuel Corte. Seguiram as intervenções de Tânia Cameira e António Agostinho Lucas da Silva, respectivamente, representantes dos candidatos a presidentes de Junta de Freguesia, Tânia Cameira, e dos candidatos às Assembleias Municipais.
Os candidatos aos municípios guardenses tiveram direito a cinco rigorosos minutos e discursaram sobre diferentes temas: António Batista Ribeiro (Almeida), «Cooperação transfronteiriça»; Vítor Martins Santos (Celorico da Beira), «Sustentabilidade e aproveitamento dos recursos naturais»; António Edmundo Ribeiro (Figueira Castelo Rodrigo), «Potenciar recursos endógenos»; José Miranda (Fornos de Algodres), «Potencialidades das novas acessibilidades»; Álvaro Amaro (Gouveia), «Um combate pelo Interior»; João Mourato (Mêda), «Incentivo à inovação»; António Luís Ruas (Pinhel), «Ordenar o território, vencer o despovoamento»; António Robalo (Sabugal), «Educação e Formação»; Luís Caetano (Seia), «A Serra da Estrela como pólo aglutinador»; Júlio Sarmento (Trancoso), «Saúde e Solidariedade Social» e Gustavo Duarte (Vila Nova de Foz Côa), «Aproveitamento turístico da Beira e do Douro».
O recandidato a Gouveia, Álvaro Amaro, considerou como grande desafio para as próximas gerações a cooperação transfronteiriça e defendeu a necessidade de empunhar a bandeira do Interior que «tem sido muito sacrificado pelo poder central com política imorais que têm levado ao despovoamento do território» tendo apontado como solução «uma nova rede do ensino superior em Portugal, com as universidades e os politécnicos a criarem pólos com cursos nos diferentes concelhos».
João Mourato, actual presidente da Mêda, lembrou que «os autarcas do PSD têm sido discriminados pelo Governo» e António Ruas (Pinhel) pediu que o poder central «assuma de uma vez por todas a aposta no investimento no Interior, nos parques eólicos e nas fontes hídricas como factor de desenvolvimento local». Júlio Sarmento (Trancoso) animou a plateia com alguns sorrisos quando iniciou o discurso olhando para João Prata dizendo que sabia «da tolerância mas não sou dos que me calo com facilidade» para logo de seguida acrescentar: «Não temos gente. Porque não temos aquilo que nos falta vai continuar a faltar-nos aquilo que não temos.» De seguida atacou o Serviço Nacional de Saúde e o processo do Hospital da Guarda: «É uma telenovela. Temos assistido na Guada a revoada de ministros que vêm lançar mais uma pedra no novo hospital. O último vai ser o ministro da Justiça quando vier explicar a providência cautelar. A Segurança Social é uma autêntica quinta rodeada de um muro de compadrio.» A terminar o actual presidente de Trancoso deixou ainda um pensamento: «É mais importante morrer na luta do que morrer na hesitação.»
Encerrou a participação autárquica o candidatos Gustavo Duarte (Vila Nova de Foz Côa) lembrando que os extremos do distrito, Sabugal e Foz Côa, tocam-se pela afinidade de um rio que une. «A arrogância do primeiro-ministro reproduziu-se nas nossas terras. Muitos socratezinhos foram crescendo pelo País e Foz Côa parou. Temos muito a recuperar especialmente no turismo até porque seis das aldeias históricas estão na nossa região.»
Da intervenção de António Robalo subordinada ao tema «Educação e Formação» (disponível para consulta e cópia no final deste artigo) destacamos os compromissos de desenvolver no Centro Social João Paulo II um Centro de Ciência e Actividades Criativas e a abertura no Sabugal de uma Universidade Sénior.
Os autarcas presentes fizeram questão de iniciar os discursos agradecendo ao actual presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, toda a disponibilidade e cooperação ao longo dos últimos anos e felicitando-o na hora da despedida.
Na sessão de encerramento usaram da palavra Álvaro Amaro, presidente da Comissão Política Distrital da Guarda e Paulo Mota Pinto, vice-presidente da Comissão Política Nacional em representação da presidente Manuela Ferreira Leite.
Álvaro Amaro, sem limites de tempo, utilizando um tom inflamado próprio de um comício, começou por informar que apesar de ter tentado falar telefonicamente com a presidente do partido tal ainda não tinha sido possível pedindo por isso a Paulo Mota Pinto que servisse de mensageiro para o desejo de melhoras de todos os guardenses. «Fomos o primeiro distrito a fechar as listas de candidatos. Os autarcas do PSD são o colchão do partido nos bons e maus momentos porque tal como disse Zeca Afonso – a Académica não é um clube, é uma causa – e também nós somos uma causa», disse Álvaro Amaro perante uma atenta plateia. Depois deixou alguns recados para dentro do partido. «Todos nós sentimos a causa do Interior. Nenhum Governo do PSD deixará de contar com vozes muito críticas se não perceber. Esteja onde estiver jamais – jamais não porque pareço o outro – nunca, nunca calarei a minha voz sobre os novos valores da política. É inaceitável que 10 autarcas PSD do distrito da Guarda tenham estado um ano à espera que um secretário de Estado do Turismo os recebesse. A política do carneirismo não tem mais espaço e não podemos viver num país a duas velocidades no litoral e no interior». A finalizar pediu novamente a Paulo Mota Pinto que fosse portador de um aviso dos sociais-democratas do distrito da Guarda. «Soube hoje de manhã que o cabeça-de-lista socialista pela Guarda é Fernando Assis. Como social-democrata sinto-me ofendido. É esta a política velha de quando nos diziam – não têm aí pessoas válidas por isso lá vai mais um – mas nós queremos dizer aqui à presidente do Partido Social Democrata que não aceitamos que nos imponham nenhum nome de fora da Guarda. Não rasgarei o cartão mas saberei tirar conclusões políticas.»
Encerrou o Fórum Autárquico, o vice-presidente Paulo Mota Pinto que esteve no Sabugal em substituição de Manuela Ferreira Leite retida em Lisboa a muitos quilómetros de distância com gripe. O dirigente discursou sobre os grandes desafios nacionais que se colocam ao partido em ano de três eleições. Sobre José Sócrates considerou: «Foram quatro anos de grandes erros. O Governo desistiu de governar. O Governo está esgotado.» Para o Interior não apontou soluções porque «os problemas do Interior não se resolvem do pé para a mão».
No final os participantes foram convidados a dirigirem-se, a pé, até aos jardins do Auditório Municipal onde decorreu um lanche.

Curiosamente Paulo Mota Pinto não foi portador de nenhuma mensagem da presidente laranja para os simpatizantes e militantes presentes no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal.

António Robalo – Discurso de apresentação da candidatura. Aqui.
António Robalo – Discurso no Fórum Autárquico. Aqui.
jcl

Ferreira Leite apresenta candidatos no Sabugal

A presidente do PSD-Partido Social Democrata, Manuela Ferreira Leite, desloca-se ao Sabugal no domingo, 25 de Julho, para apresentar os candidatos autárquicos às 14 Câmaras do distrito da Guarda. O Fórum Autárquico «Falar Verdade» está marcado para as 15 horas no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal.

O Sabugal será o palco da apresentação nacional dos candidatos sociais-democratas às 14 câmaras do distrito da Guarda.
O Fórum Autárquico «Falar Verdade» está marcado para as 15 horas de domingo, 25 de Julho, no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal e encerrará com um discurso da líder do PSD, Manuela Ferreira Leite.

CONCELHO CANDIDATO POSIÇÃO CÃMARA
Aguiar da Beira Fernando Andrade Recandidatura PSD
Almeida António Baptista Ribeiro Recandidatura PSD
Celorico da Beira Vítor Santos Candidatura PS
Gouveia Álvaro Amaro Recandidatura PSD
F. Castelo Rodrigo António Edmundo Recandidatura PSD
Fornos Algodres José Miranda Recandidatura PSD
Guarda Crespo de Carvalho Candidatura PS
Manteigas José Manuel Biscaia Recandidatura PSD
Mêda João Mourato Recandidatura PSD
Pinhel António Ruas Recandidatura PSD
Sabugal António Robalo Vereador PSD
Seia Luís Caetano Vereador PS
Trancoso Júlio Sarmento Recandidatura PSD
V. N. Foz Côa Gustavo Duarte Vereador PS

Nas últimas eleições autárquicas no distrito da Guarda o PSD alcançou a presidência de dez Câmaras (Sabugal, Almeida, Aguiar da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Manteigas, Gouveia, Fornos de Algodres, Trancoso, Mêda e Pinhel) e o PS quatro (Guarda, Seia, Celorico da Beira e Vila Nova de Foz Côa).
jcl

Plano estratégico do Vale do Côa propõe Agência

O Plano Estratégico de Promoção Turística do Vale do Côa, promovido pela Associação de Municípios daquela região, pretende a criação de uma agência de desenvolvimento que sirva de instituição pivot aos dez municípios do Vale do Côa onde se inclui o Sabugal.

Vale Rio CôaEste plano, executado por uma equipa liderada pelo professor Augusto Mateus, identifica os vectores para o desenvolvimento do território e do turismo propõe ainda uma revisão do modelo de negócio do Parque Arqueológico do Vale do Côa no âmbito da abertura do Museu Internacional do Côa, que deve ser a porta de entrada na região e o centro da sua vivência cultural.
Segundo Augusto Mateus «não vamos a lado nenhum sem uma parceria público privada, e de um conjunto de pessoas novas que venham para cá».
Aquela região é considerada uma das mais pobres e economicamente deprimidas a nível nacional, quando analisado o seu poder de compra sendo constituída por micro empresas, com fracas competências organizacionais e de negócio e onde o modelo de desenvolvimento económico e social até agora prosseguido está centrado em bens não transaccionáveis internacionalmente.
Entretanto Cidadelhe passa a oferecer um Centro Difusor e Pólo de Informação Turística cujo objectivo é receber e encaminhar os visitantes que pretendam conhecer os patrimónios desta freguesia que integra a área do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
A Associação de Municípios do Vale do Côa é constituída pelos concelhos do Sabugal, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Mêda, Mogadouro, Pinhel, Torre de Moncorvo, Trancoso e Vila Nova de Foz Côa.
jcl (com agência Lusa)

Aldeias Históricas – Castelo Rodrigo

Os vestígios arqueológicos na zona fronteiriça de Castelo Rodrigo remontam ao Paleolítico. Situada a 10 kms do rio Côa a povoação de Castelo Rodrigo alberga igualmente notáveis sinais da presença dos romanos e no domínio mouro.

José MorgadoCASTELO RODRIGO – No entanto, a importância estratégica de Castelo Rodrigo começa a ser mais significativa durante a reconquista cristã, particularmente, para os reis de Leão a quem pertencia o território. À povoação foi entregue o título de vila e elevada a concelho pela mão do monarca Afonso XI de Leão e o seu objectivo era claro: atrair pessoas para aquela zona.
Castelo Rodrigo esteve sempre presente nos contenciosos entre Portugal e Castela ao longo da história. Entretanto perdida para os muçulmanos D. Afonso Henriques reconquistou-a em 1170. Os mouros insistiram e D. Sancho I teve de a trazer novamente para o lado cristão em 1209 e nesse mesmo ano, Castelo Rodrigo recebe a sua primeira Carta de Foral. Mas foi preciso esperar quase noventa anos mais para que fosse integrada definitivamente no território nacional, o que deixou definido no Tratado de Alcanizes assinado por D. Dinis em 12 de Setembro de 1297. O Rei poeta mandou então reconstruir o castelo e povoar novamente Castelo Rodrigo.
D. Fernando viria a conceder a Carta de Feira à vila em 23 de Maio de 1373, o que significava que Castelo Rodrigo podia abrir as portas das muralhas aos comerciantes e desenvolver a sua actividade mercantil.
Figueira Castelo RodrigoCom a morte de D. Fernando, a independência nacional ficou colocada em causa. Tinha uma única filha, D. Beatriz, que era casada com D. João de Castela. Contudo, D. João, Mestre de Aviz, derrotaria os castelhanos na batalha de Aljubarrota e fora coroado rei de Portugal. Castelo Rodrigo tinha tomado partido de D. Beatriz e, como castigo, D. João I determinou que o seu brasão ficasse com o escudo das armas reais invertidas, além de passar para o domínio administrativo de Pinhel.
Com isto, a vila entrou em decadência e despovoou-se. Só em 1508 é que a vila recebeu um Foral Novo, concedido por D. Manuel, que mandou igualmente restaurar o castelo.
De seguida, veio o controlo de Portugal por parte dos Filipes de Castela. A vila passou a ser dirigida por Cristóvão de Moura, defensor da causa filipina, que ergueu um palácio residência que viria a ser queimado pela população revoltada contra o traidor, a 10 de Dezembro de 1640, logo após a restauração da independência.
Castelo Rodrigo, devido à sua posição estratégica, jogou um papel protagonista nas disputas contra Espanha. Em 1664, foi cercada pelo duque de Osuna e reza a história que 150 homens contra mais de quatro mil aguentaram a guarnição até à chegada de reforços, obrigando de seguida ao tal Duque de Osuna a fugir mascarado de frade.
Com o fim das guerras da restauração, Castelo Rodrigo começou a perder importância. Em 1836, a rainha D. Maria II passaria a sede de concelho para Figueira de Castelo Rodrigo.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

José Saramago propõe rota das aldeias históricas

O escritor José Saramago lançou em Castelo Rodrigo a ideia da criação duma rota que una as aldeias históricas da Beira Interior, tendo por base o suposto percurso de Salomão, elefante que o rei D. João III ofereceu ao arquiduque da Áustria.

Uma das fotos tiradas por Saramago em Sortelha e colocadas no seu blogueO escritor do livro «A Viagem do Elefante» disse à agência Lusa que prefere «não fazer acreditar as pessoas que o elefante passou por aqui ou por ali», bastando-lhe no seu entender «dizer-lhes que podia ter passado». Depois de lançar o repto Saramago partiu com os «amigos de Salomão» para Valladolid, cidade onde no século XVI o elefante se encontrou com o seu novo dono que dali o acompanhou até Viena.
Numa evocação da rota que a comitiva terá seguido (o livro não fala no nome das terras), a Fundação José Saramago seguiu até à fronteira, aceitando uma proposta que lhe foi feita por António Edmundo, presidente da Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo. «Em Dezembro de 2008, lançámos o repto a Saramago de refazer o percurso do elefante Salomão, e em boa hora a fundação preparou essa viagem entre o Tejo e o Douro, a um Portugal onde a água já não tem sal e deve ser bebida", disse à Lusa o autarca.
Sortelha e Sabugal também fizeram parte do percurso. O escritor parou em Sortelha para almoçar, falar com as pessoas e tirar algumas fotografias. Depois de lamentar não poder ficar mais tempo para rever a aldeia histórica, onde não voltava desde 1979, na altura em que preparava o livro «Viagem a Portugal», o escritor e a sua comitiva seguiram para o Sabugal, onde passaram sem parar.
Os proprietários da «Casa do Castelo» e do bar «O Bardo», haviam convidado de véspera o escritor a fazer uma paragem no Sabugal e a visitar o castelo das cinco quinas, mas a missiva não teve resposta. «A verdade é que enviámos o convite à última hora, na véspera da passagem do escritor, pois só nessa data nos percebemos que a viagem estava programada», disse-nos Natália Bispo, proprietária da Casa do Castelo, que acaba por compreender a fugaz passagem da comitiva, sem que ninguém dela se apercebesse.
Face à proposta feita por Saramago da criação de um itinerário do elefante Salomão para divulgação das aldeias históricas, o autarca de Figueira de Castelo Rodrigo, mostrou querer aceitar e liderar a ideia: «Estamos motivados, juntamente com a Fundação, para estabelecer no território um roteiro transversal de Lisboa à fronteira e mesmo a Valladolid, numa potencial rota de cultura e de saber que pode e deve ser fruída por outros», afirmou.
Sobre a região, o Nobel português salientou à Lusa a importância das relações transfronteiriças, notando que os povos raianos «se estão nas tintas para as supostas questões que opõem um país a outro país». «De um lado e de outro eles comunicam-se entendem-se e casam-se uns com os outros», concluiu.
plb

José Saramago vai passar por Sortelha e Sabugal

O escritor José Saramago vai iniciar esta quinta-feira, 18 de Junho, a partir de Lisboa o percurso de Salomão, no seu mais recente livro «Viagem do Elefante», rumo à fronteira luso-espanhola. O convite partiu da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo que viu o nome da localidade destacado na obra do Prémio Nobel. O trajecto do elefante Salomão incluiu, também, Sortelha e Sabugal na sua longa viagem até à corte austríaca.

A leitura atenta do livro «A viagem do elefante», onde Figueira de Castelo Rodrigo ocupava lugar de destaque, levou a Câmara Municipal local a convidar o Prémio Nobel da Literatura, José Saramago, para uma visita à aldeia histórica.
De acordo com informações do município de Castelo Rodrigo à Agência Lusa, José Saramago aceitou o repto e deverá chegar a Castelo Rodrigo, ruínas do Palácio Cristóvão de Moura, cerca das 17.30 horas desta quinta-feira, para aí pernoitar. No dia seguinte o escritor seguirá a rota da «A Viagem do Elefante» com destino a Valladolid.
Segundo a Fundação José Saramago, o autor elaborou um itinerário pela «rota portuguesa de Salomão», que parte de Lisboa (Belém) no dia 18 de Junho, e passa por Constância, Castelo Novo, Fundão, Sortelha, Sabugal, Cidadelhe e Figueira de Castelo Rodrigo.
A ideia para o romance, ou conto como lhe prefere chamar o autor, surgiu de um acaso. Quando estava num restaurante em Salzburgo, chamado «O Elefante», José Saramago reparou numa pequena escultura em madeira da Torre de Belém e é informado que tal se deve ao registo de um itinerário feito por um elefante, que em 1551 foi de Lisboa a Viena como oferta do rei D. João III ao seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V. O animal vindo da Índia estava há dois anos em Lisboa, mais propriamente em Belém, e era desconhecido da maior parte dos europeus.
E é com base nesses escassos elementos e na sua poderosa imaginação que José Saramago desenvolve a sua mais recente obra «A Viagem do Elefante», escrita em condições de saúde muito precárias.
«[Contei esta história] em primeiro lugar, porque me apeteceu, e em segundo lugar, porque, no fundo (se quisermos entendê-la assim, e é assim que a entendo) é uma metáfora da vida humana», disse Saramago à agência Lusa. «Este elefante que tem de andar milhares de quilómetros para chegar de Lisboa a Viena morreu um ano depois da chegada e, além de o terem esfolado, cortaram-lhe as patas dianteiras e com elas fizeram uns recipientes para pôr os guarda-chuvas, as bengalas, essas coisas», referiu.
Em epígrafe, Saramago escreve: «Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam.» Esse sítio é a morte, explicaria mais tarde.
jcl

Aldeias Históricas de Portugal – Almeida

Estamos em Junho e o Verão que se aproxima, transporta com ele aqueles emigrantes que não esquecem as raízes e dão, por uns meses, vida às povoações que já a não têm.

José MorgadoA eles se juntam outros migrantes internos que residem e fazem vida, principalmente nas zonas metropolitanas de Lisboa e Porto, na mira de lá gozar férias e «carregar baterias», num mar de gente conhecida cheia de afectividades e lembranças, tão diferente do buliço das grandes cidades, onde ninguém se conhece verdadeiramente.
A última crónica de Romeu Bispo, actual provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal cujo titulo sugestivo é «Vistas Largas», leva-me a fazer as seguintes considerações:
1) Em sentido lato, poderemos dizer que o convívio com outros países e culturas, deu aos nossos emigrantes uma visão mais abrangente que àqueles que nunca da terra saíram, mas que mesmo estes sofreram uma forte influência dos mesmos;
2) Já, outros, em termos políticos o seguidismo e fanatismo por ideologias retrógradas, levam-nos a «vistas curtas» ou direccionadas ou, como diz o Kim Tomé, usam palas ou cassetes, nos olhos ou ouvidos, voluntariamente.
3) Em sentido restrito, na minha opinião, tem vistas largas, quem, em termos regionais, não olha só para o seu umbigo, bairro, freguesia ou mesmo concelho;
4) A verdadeira globalização deve começar com parcerias com os nossos vizinhos, criar sinergias e agregar o que nos une e não procurar divisionismos sem sentido.

«Quem visita o vizinho também me pode visitar a mim»
Com o slogan de que «Quem visita o vizinho também me pode visitar a mim», vou iniciar neste espaço um conjunto de informações que julgo úteis para quem quiser espraiar a vista para além da nossa Aldeia Histórica de Sortelha, nomeadamente: Almeida, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto e Trancoso.
Almeida – Considerada Vila Monumental Nacional, foi conquistada por D. Sancho I, que ampliou as suas muralhas. Alvo de constantes ataques por parte dos muçulmanos, voltou a ser destruída, até que em 1190 D. Paio Guterres a tomou definitivamente. Corria o ano de 1926, quando D. Dinis deu a carta de foral aos habitantes e reconstruiu o castelo. No entanto, só um ano mais tarde, com a assinatura do Tratado de Alçañizes entre Portugal e Castela é reconhecida como terra portuguesa. O seu nome vem do árabe e várias teorias tentam explicá-lo. A mais provável é mesmo a tradução de almeida, que significa «mesa» por a povoação se encontrar num planalto. Já segundo a lenda local, o seu nome nasce no facto de na antiga povoação existir uma extraordinária mesa ornamentada com pedras preciosas.
Vila fronteiriça, Almeida é um dos raros exemplares de arquitectura abaluartada do nosso país. Fortificada em forma de estrela de 12 pontas, com muralhas em cantaria, revelins (os baluartes que permitiam a observação do território circundante) portas e casamatas que percorrem os seus 2.500m de perímetro, esta praça-forte foi edificada nos séculos XVII e XVIII, em redor de um castelo medieval – situado num planalto entre o rio Côa e a ribeira dos Tourões –, depois dos espanhóis terem destruído as defesas que protegiam a vila. Palco de várias lutas ao longo dos séculos, Almeida desempenhou um papel relevante na Guerra dos Sete Anos e na 3.ª Invasão Francesa, em 1810, período em que esteve cercada pelas tropas napoleónicas.
No interior da fortificação, vale a pena visitar o conjunto harmonioso do casario e os diversos edifícios religiosos espalhados pelas ruas estreitas. A comunhão da arquitectura militar envolvente com a simplicidade do modo de vida rural é algo que nos seduz. E o seu passado guerreiro é ainda manifesto, não só na fortificação, mas em numerosos edifícios com uma arquitectura simples e robusta.
No interior da fortaleza, é possível pernoitar numa das Pousadas de Portugal – que se encontra num dos extremos da vila, junto à Praça Alta.
Aproveite também a estadia para provar os pratos típicos da região, dos quais se destacam o bacalhau e o cabrito.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Encontro de Tocadores de Concertina e Cantadores

A Agência da Fundação INATEL da Guarda, em conjunto com a Junta de Freguesia de Figueira de Castelo Rodrigo, organiza no próximo dia 17 de Maio de 2009 o VIII Encontro de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio em Figueira de Castelo Rodrigo.

INATEL - Encontro Concertinas e Cantadores ao DesafioPara este Encontro convidam-se todos os tocadores de concertina de qualquer ponto do país, sendo todos bem-vindos. A organização oferece a cada participante o almoço e uma lembrança do evento.
A concentração dos inscritos será feita às 11.30 horas no Largo Serpa Pinto em Figueira de Castelo Rodrigo. A partir das 12.30 horas decorrerá o almoço e às 14 horas começará a actuação que decorre no Largo Serpa Pinto.
De igual modo, se convidam todos os apreciadores da concertina a vir participar no VIII Encontro de Figueira de Castelo Rodrigo. Os tocadores de concertina fazem festa e gostam de envolver o público na festa.
Diga-se também que a Fundação INATEL tem levado a cabo nos últimos anos um grande esforço no sentido de recuperar a prática deste instrumento nos grupos de folclore, contando actualmente com 3 núcleos de formação, em Seia, Pinhel e Coriscada (Mêda).
Joaquim Igreja
(Coordenador cultural do Inatel)

Festa da Pecuária em Castelo Rodrigo

A 2.ª Edição da Festa da Pecuária, organizada pela Associação Transumância e Natureza, com o apoio da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo e da Junta de Freguesia de Castelo Rodrigo, vai decorrer no próximo dia 9 de Maio, na Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo. O evento pretende destacar a importância da criação de gado na economia local, com destaque para a existência de produtos de grande qualidade como são o borrego regional, o queijo e o fumeiro. Este certame pretende também lembrar um sector, por vezes esquecido, que interessa modernizar, dignificar e valorizar.

Festa da Pecuária em Figueira de Castelo RodrigoA Festa da Pecuária começa com um passeio equestre que liga Figueira de Castelo Rodrigo à aldeia histórica de Castelo Rodrigo. A música tradicional de gaiteiros e concertinas ouvir-se-á pelas ruas, convidando a população e visitantes a participar na festa.
Ao início da tarde, a aldeia de Castelo Rodrigo será palco do Desfile da Transumância, em que todos poderão participar, acompanhando os rebanhos pelas ruelas do castelo, ao som de música tradicional, com gaitas de fole, bombos, pífaros e concertinas à mistura. O desfile será também animado por personagens rurais do passado, vestidas a rigor e fazendo-nos lembrar a importância ancestral da pastorícia nesta região. Os participantes poderão ainda visitar uma mostra de produtos regionais de qualidade, fazer passeios em burro mirandês e experimentar iguarias regionais num lanche verdadeiramente tradicional, com porco e borrego assados. Já à luz da lua, a festa segue com Sebastião Antunes Trio, com canções que nos recordam histórias e sons antigos da terra.
A pecuária é um dos sectores de actividade mais importantes da comunidade rural da região de Riba-Côa, na qual se insere o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.
A presença de um importante efectivo pecuário neste concelho tem raízes muito antigas, nomeadamente a partir da Idade Média, com os Monges de Cister do Convento de Santa Maria de Aguiar, grandes promotores da criação de gado. Durante grande parte do século XX, o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo passou a ser uma referência pela grande quantidade, qualidade e diversidade de animais de criação. Mereciam destaque a ovinicultura e a produção mulateira, sendo este concelho o maior centro de produção e venda na região Beirã. A actividade pecuária chegou saudável até aos dias de hoje, com 20000 ovinos e perto de 1000 bovinos, que se distribuem neste concelho por quase três centenas de explorações agro-pecuárias.
Apesar dos altos e baixos que esta actividade tem sentido durante as últimas décadas, a pecuária continua a ser determinante para a vida de centenas de agricultores. A sua sobrevivência dependerá da modernização das práticas e do fomento à produção dos alimentos de grande qualidade que dela derivam (queijo, leite, carne e fumeiro).
Para além destes produtos, a pecuária apresenta hoje potencialidades para relacionamento com outros aproveitamentos socio-económicos, nomeadamente a animação turística, a protecção florestal, a silvo-pastorícia e a gestão de espécies e habitats naturais.
António Monteiro

Brasão Figueira Castelo Rodrigo - Capeia Arraiana

Rota d’Alva e as amendoeiras em Castelo Rodrigo

A primeira rota turística de Figueira de Castelo Rodrigo vai ser lançada esta semana. Com folhetos em português, espanhol e inglês, a «Rota d’Alva e da flor da amendoeira» é a primeira de quatro que pretendem dar a conhecer o concelho a partir de Figueira de Castelo Rodrigo. O Passeio Ribeirinho, em construção, vai ligar o Rio Douro à foz do Águeda.

Estação de Barca d'Alva - Capeia Arraiana

Estação de Barca d’Alva (foto: D.R.)

Câmara Municipal Sabugal - © Capeia Arraiana

Câmara do Sabugal desaprova portal da BIN-SAL

A presidência da Câmara Municipal do Sabugal tomou posição pública sobre a notícia publicada no Capeia Arraiana referente às faltas graves detectadas no Portal de Turismo da Comunidade de Trabalho da Beira Interior Norte e Salamanca (BINSAL) destacando as potencialidades turísticas do Concelho do Sabugal e em especial sobre os cinco castelos das terras transcudanas da raia sabugalense. O município sabugalense mandou colocar off-line o portal até que os conteúdos estejam aprovados por todos os parceiros.

Manuel Rito AlvesNo documento oficial a que tivemos acesso endereçado ao Presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, chefe-de-fila do projecto BINSAL, a presidência da Câmara Municipal do Sabugal dá conta do seu descontentamento pela falta de cumprimento do que ficou acordado entre todos os parceiros.
Logo a abrir no ponto 1 o ofício sabugalense afirma que «em momento algum, tivemos acesso a qualquer documentação relativa ao procedimento de adjudicação do trabalho de execução da página de Internet da CT BIN-SAL, em particular do caderno de encargos, o que nos permitiria ter uma discussão pertinente sobre quais os principais conteúdos a colocar online».
Mais à frente o município recorda que em Maio de 2008 foi recebido «um ofício remetida pela Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo onde era solicitada autorização para utilização de informação do sítio deste Município, bem como o envio de conteúdos acerca de gastronomia, património, museus, arte sacra, actividades, de lazer e desporto, imagens do concelho, folhetos informativos entre outros» e que em Julho a Câmara Municipal do Sabugal informou que os conteúdos solicitados e respectivas fotografias se encontravam online no portal do município.
Após várias considerações de índole técnico o ponto 7 do referido comunicado adverte que «após consulta do portal do Territorio BINSAL, verificámos estarem em falta conteúdos que consideramos fundamentais relativamente ao concelho do Sabugal e que vos foram disponibilizados atempadamente. A título de exemplo, não se compreende porque não constam da Rota dos Castelos, os castelos do concelho do Sabugal, é por demais insuficiente a informação respeitante à Serra da Malcata (para além do portal oficial da Câmara Municipal do Sabugal, existem diversos outros na Internet onde consta informação detalhada a este respeito), não constam quaisquer fotografias dos projectos realizados no concelho, para além da estação meteorológica que nem sequer é mencionada como estando localizada no Sabugal».
A finalizar e em síntese o comunicado oficial assinado pelo Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, demonstra o seu «desagrado pelo facto de não termos sido chamados a tomar conhecimento e emitir opinião sobre as várias fases da concepção do portal CT BIN-SAL» e por essa razão considera que «para além da escassez de conteúdos colocados online a sua falta de rigor afecta negativamente a imagem da Comunidade de Trabalho em geral, e deste concelho em particular, solicitamos que coloquem off-line o portal do CT BIN-SAL até haver concordância por parte de todos os parceiros relativamente à informação e conteúdos a que o mesmo se deve reportar».

n.d.r. Sugerimos um convite ao chefe-de-fila (presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo) e restantes (ir)responsáveis pela asneirada que visitem o concelho do Sabugal. Gostarão, decerto, de admirar os nossos castelos e restante património. E todos nós, eleitores, agradecemos que sejam dignos da tutela dos 3,3 milhões de euros que têm à vossa disposição para investir com qualidade e competência em defesa das terras e das gentes raianas.
jcl

Beira Interior Norte e Salamanca unidas na Internet

O concelho do Sabugal integra a «Organização Beira Interior Norte/Salamanca» que pretende divulgar e desenvolver as zonas mais pobres da região raiana. As actividades da organização transfronteiriça estão disponíveis na Internet.

Organização Beira Interior/SalamancaA comunidade transfronteiriça «Organização Beira Interior Norte/Salamanca quer divulgar através da Internet, entre outras actividades, as que se prendem com beneficiação e construção de novas infra-estruturas, aquisição de bens materiais e prestação de serviços.
A organização integra os concelhos do Sabugal, Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel e Trancoso, no distrito da Guarda, e oito comarcas espanholas da província de Salamanca. Foi constituída em 2006, no âmbito da Convenção assinada entre Portugal e Espanha sobre cooperação transfronteiriça, com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento de uma das zonas mais pobres dos dois países.
A chegada à Internet visa aproximar as populações dos dois lados da fronteira e tornar conhecidas as suas vivências, ao mesmo tempo que permite divulgar as potencialidades turísticas da região, ao promover o património natural, arquitectónico e humano.
As duas regiões, próximas nas características geográficas, demográficas e económicas, ocupam uma área aproximada 16,5 mil quilómetros quadrados, onde habitam cerca de 460 mil habitantes, dos quais 345 mil são espanhóis.
Esta Comunidade de Trabalho teve uma dotação no âmbito do INTERREG III-A, de cerca de 3,3 milhões de euros, para acessibilidades aos espaços transfronteiriços, sistemas de prevenção de incêndios na fronteira, revitalização dos centros históricos e promoção turística.

Mas… há razões que a razão desconhece numa organização onde o concelho do Sabugal esteve representado ao mais alto nível pelo presidente do Município, Manuel Rito. Uma visita pelo portal do «Território Binsal» no capítulo das rotas pelos castelos aparecem 16 castelos e entre eles Pinhel, Castelo Rodrigo, Marialva, Longroiva, Celorico da Beira, Linhares da Beira e… espanto dos espantos nem uma referências aos castelos sabugalenses. Deve haver aqui um erro. Tem que haver aqui uma grande e gravíssima incúria que acreditamos vai ser reparada em breve.

Veja a presença na Internet da comunidade transfronteiriça aqui
e a página das Rotas pelos Castelos
aqui
jcl

Cavalos garranos para adopção

A ATN, Organização Não Governamental da área do Ambiente, com sede em Figueira de Castelo Rodrigo, está lançar nesta época de Natal, um conjunto de «ideias ecológicas», para promover a sustentabilidade e conservação da natureza. Entre as ideias lançadas por aquela organização ambientalista, destaca-se a possibilidade de adopção de um cavalo garrano.

cavalo garranoAs escolhas, porém, são muitas e podem ir desde a oferta de um simples fardo de palha, à adopção de um cavalo garrano, apoiando-o na verificação da sua saúde, no fornecimento de alguma alimentação suplementar e na manutenção de infra-estruturas como vedações e abrigos.
Na Reserva da Faia Brava, que a ATN detém na Zona de Protecção Especial do Vale do Côa, existem 11 cavalos garranos.
No âmbito do projecto «Garranos da Faia Brava», a ATN tem vindo a desenvolver esforços no controlo de matos, de modo a recuperar áreas importantes com o apoio desta raça portuguesa de cavalos semi-selvagens e em vias de extinção.
Numa época «em que procuramos o presente mais original, é uma boa altura para reflectirmos sobre a utilidade das prendas que oferecemos», propõe esta associação sem fins lucrativos.
A ATN está a desenvolver também o projecto «Pomares da Faia Brava», que pretende recuperar e manter todas as espécies de árvores ali existentes, com destaque para as oliveiras, amendoeiras e figueiras, dado que fornecem alimento à fauna silvestre.
Os produtos derivados da gestão destes pomares são valorizados pela ATN como produtos biológicos, destacando-se o azeite certificado de marca própria «Faia Brava», de colheita manual, realizada por trabalhadores rurais e voluntários.
jcl (com agência Lusa)

«Nunca estivemos nessa reunião»

«Nunca estivemos nessa reunião», afirmou o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, desautorizando um comunicado assinado por Carlos Pinto, presidente da Comurbeiras, segundo o qual diversos autarcas beirãos vão tomar medidas contra o novo Pólo Turístico da Serra da Estrela.

Carlos PintoDiversos autarcas da zona da Serra da Estrela negam comunicado assinado pelo presidente da Comunidade Urbana das Beiras (Comurbeiras), Carlos Pinto, que preside à Câmara da Covilhã, e que os coloca contra novo pólo turístico regional. O documento anuncia que os municípios do Sabugal, Almeida, Covilhã, Fundão, Figueira de Castelo Rodrigo, Manteigas, Mêda, Pinhel, Trancoso e Gouveia, todos do PSD, «decidiram não integrar o novo pólo» por discordância com os estatutos. O comunicado anuncia ainda que os autarcas vão pedir em tribunal a suspensão dos estatutos e que se estes não forem alterados vão criar uma nova entidade de promoção turística.
Entretanto os autarcas em causa contactados pela agência Lusa não subscrevem as decisões anunciadas em seu nome e desconheciam o comunicado.
«O Sabugal não tem nada a ver com esse comunicado. Se é referido, é abusivamente. Nem estivemos nessa reunião», disse Manuel Rito, presidente do Município mas recusando-se contudo a comentar o processo do novo pólo turístico.
«Consideramos legítimo que o Governo aprove os estatutos, mesmo nós discordando de alguns aspectos mas estamos dentro do pólo e queremos articular vontades. Uma coisa é os autarcas concertarem posições, outra é a Covilhã anunciar uma posição e depois querer levar-nos a reboque», esclareceu Júlio Sarmento, presidente da Câmara do Trancoso.
Álvaro Amaro, edil de Gouveia, diz ter ficado «surpreendido com o teor do documento apesar de pessoalmente manifestar absoluta discordância com o processo de constituição do pólo turístico mas, no entanto, o executivo municipal só deve discutir o assunto no dia 27».
Mais a Norte, João Mourato, presidente da Câmara de Mêda, diz «não se rever no pólo turístico da Serra da Estrela mas, porque o lugar da Mêda em termos de turismo é o Douro».
Os presidentes da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto, e do Fundão, Manuel Frexes, não quiseram prestar declarações enquanto Jorge Patrão, presidente da comissão instaladora do novo pólo turístico, que está no centro de toda esta polémica refuta as críticas e ataca dizendo que «há uma campanha para deturpar a informação porque não é fácil conciliar os interesses de todos em relação aos estatutos».

Recordo aqui uma notícia da agência Lusa datada de 7 de Maio de 2008. «A Comunidade Urbana das Beiras (Comurbeiras) vai receber 60 milhões de euros do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), afirmou Carlos Pinto, presidente daquela instituição intermunicipal».
Evidentemente que qualquer semelhança entre uma disputa pelos apetecíveis dinheiros, quem os gere e para onde vão é pura e transparente coincidência.
jcl