Category Archives: F. Castelo Rodrigo
Figueira de Castelo Rodrigo no Museu do Côa
No Dia Internacional dos Museus que se celebra este sábado, 18 de Maio, e no ciclo temático «Vale do Côa – uma região que inspira» o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo aposta na promoção da sua oferta turística no Museu do Côa situado em Vila Nova de Foz Côa.
GNR apreende cannabis e metal furtado
O comando territorial da Guarda da GNR informou que na semana transacta procedeu à apreensão de plantas de cannabis que eram cultivadas em Figueira de Castelo Rodrigo e em Gouveia. Foi também apreendida em Vila Nova de Tazem uma grande quantidade de fio de cobre que havia sido furtado.
Da nascente à foz pela Grande Rota do Vale do Côa
A Grande Rota do Vale do Côa vai crescer entre a nascente (Fóios, Sabugal) e a foz do rio Côa (Museu do Côa, Vila Nova de Foz Côa). Ao longo de cerca de 200 quilómetros atravessando os concelhos do Sabugal, Almeida, Pinhel, Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa, o percurso irá incluir três valências: pedestre, equestre e BTT.
Documentário sobre a vida selvagem no vale do Côa
A «aidnature» produziu um documentário intitulado «Faia Brava e o trabalho da ATN para a conservação» sobre a vida selvagem nas margens do vale do rio Côa e o importante trabalho que a Associação Transumância Natureza (ATN), de Figueira de Castelo Rodrigo, tem desenvolvido no território raiano.
Presença ilegal de Vítor Proença na Comurbeiras?
O chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal do Sabugal, Vítor Proença, representou por delegação de poderes o presidente do município, António Robalo, numa reunião do Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal das Beiras (Comurbeiras). O presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal, Nuno Teixeira, assinou uma declaração política onde considerou que a situação foi ilegal e causou embaraços aos restantes membros da Comurbeiras.
Reproduzimos, de seguida, a tomada de posição do presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal:
«Declaração política da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal
Votação ilegal do Chefe de Gabinete da Câmara Municipal do Sabugal obriga anulação de Votação.
Realizou-se ontem, dia 29 de Novembro, uma sessão ordinária da Assembleia Intermunicipal da Comurbeiras, Comunidade Intermunicipal (CIM) das Beiras.
Após ter sido entregue aos Deputados Intermunicipais, a minuta da ata número 06/2012, da reunião do Conselho Executivo desta mesma Comunidade, realizada no dia 20 do corrente mês, constatou-se que o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, não esteve presente, tendo delegado competências no seu Chefe de Gabinete que representou o nosso Município.
O excerto da ata que comprova esse fato: “Município de Sabugal, representado pelo Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara, Victor Manuel Dias Proença, que apresentou declaração, que se anexa, subscrita pelo Senhor Presidente do Município do Sabugal, António dos Santos Robalo, pela qual lhe confere plenos poderes de voto.”
Uma vez mais, o Senhor Presidente da Câmara demonstrou falta de rigor e de alguns conhecimentos para desempenhar o cargo para o qual foi eleito, assim como o seu Chefe de Gabinete provou não estar à altura do cargo para o qual foi nomeado. Ocupando o Chefe de Gabinete um cargo de nomeação e não um cargo de eleição, esta votação é ilegal, mesmo que o Senhor Presidente da Câmara lhe tenha delegado por escrito poderes para tal.
A responsabilidade e a obrigação de responder legalmente e estatutariamente (conhecimento da lei e dos estatutos e regulamentos destes Organismos) seria o mínimo a esperar da prestação do Senhor Presidente da Câmara e restante equipa da Presidência.
Este episódio, levou à anulação de todas as votações no âmbito da “Reforma Administrativa do Território” realizadas nessa reunião e ao embaraço de todos os presentes. O Sabugal foi desta feita falado pelas piores razões e questionamo-nos se esta situação não terá já acontecido outras vezes.
Esta situação lamentável, colocou em causa a “nossa” credibilidade e seria expectável da parte do Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, tomar as devidas medidas para minimizar/remediar/corrigir a situação perante os Deputados Intermunicipais, o Conselho Executivo da Comurbeiras CIM e todos os Sabugalenses.
O Presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal
Nuno Alexandre Sanches Teixeira»
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O Capeia Arraiana aproveita:
…para publicar os nomes dos membros da Assembleia Intermunicipal. Aqui.
…e para reproduzir o n.º 1, do artigo 19.º (natureza e composição) dos estatutos da Comurbeiras: «1 — O Conselho Executivo é o órgão de direcção da Comunidade Intermunicipal e é constituído pelos Presidentes das Câmaras Municipais de cada um dos municípios integrantes, os quais elegem, de entre si, um Presidente e dois Vice-Presidentes.»
jcl
Edmundo defende «especialização» dos tribunais
O presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, António Edmundo, defendeu ontem, dia 22 de Fevereiro, a «especialização» dos tribunais com menor movimento processual, em vez do seu encerramento, como está previsto para o tribunal local.
«Se hoje há muitas diligências adiadas por não haver salas, uma concentração levaria a maiores dependências no futuro», considerou hoje o autarca de Figueira de Castelo Rodrigo, em declarações à agência Lusa, para exigir a manutenção do tribunal daquela vila.
O autarca social-democrata defende que, em vez do previsto encerramento dos tribunais com menor movimento, o Ministério da Justiça possa mantê-los de portas abertas e «especializá-los em litigâncias» do foro do comércio ou do trabalho, entre outros, onde a aplicação da justiça seria «mais célere».
Observando que a justiça tende para a especialização, assume que «não ficaria chocado» se no tribunal local «fossem julgados processos de trabalho, cível, crime, comércio, protecção de menores» ou relacionados com outra «área especial» da comarca.
Sustenta que uma aposta desta natureza «seria uma forma de manter activos» os tribunais em concelhos do interior, como o de Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, junto da fronteira com Espanha.
O tribunal de Figueira de Castelo Rodrigo é um dos quatro tribunais a encerrar no distrito da Guarda, a par de Mêda, Sabugal e Fornos de Algodres, segundo o documento de trabalho do governo para a reorganização do mapa judiciário nacional.
António Edmundo assinala que, mantendo os tribunais, que actualmente têm um reduzido número de processos, o Ministério da Justiça «ganhará» e os concelhos do interior do país também.
No caso do seu município, disse que a acontecer o encerramento do tribunal, perderá a «massa crítica da magistratura e dos funcionários judiciais», que é importante para as «dinâmicas transversais de desenvolvimento».
A Assembleia Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo também já aprovou, por unanimidade, uma moção de desagrado e repúdio à proposta de reorganização do mapa judiciário e de defesa da manutenção do tribunal local.
«Insistimos na necessidade de se apostar em tribunais como o de Figueira de Castelo Rodrigo, onde os custos de operação são reduzidos, insignificantes, na soma total dos custos operacionais do Ministério da Justiça, dotando-os com competências especializadas em razão da matéria dos factos», é referido no documento enviado à ministra Paula Teixeira da Cruz, a que a Lusa teve acesso.
Os subscritores da moção pedem, também, «uma verdadeira política de discriminação positiva» e exigem a manutenção de um sistema de «justiça de proximidade».
plb (com Lusa)
Distrito da Guarda perde 212 freguesias
O Documento Verde da Reforma da Administração Local, apresentado pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, estabelece critérios para a redução de juntas de freguesias que, aplicadas ao distrito da Guarda fazem com que desapareçam 212 freguesias, num total de 336. No concelho do Sabugal desaparecerão 20 freguesias.
O documento, que tem por epígrafe «Uma Reforma de Gestão, uma Reforma de Território e uma Reforma Política», define uma metodologia baseada em critérios orientadores (demográficos e geográficos) que deverão presidir à nova organização autárquica.
Da aplicabilidade desses critérios orientadores elaborou-se um mapa que aponta para a agregação ou fusão de muitas freguesias, que, no caso do distrito da Guarda, se eleva a 212.
Vejamos as freguesias que vão desaparecer em cada concelho se a reforma autárquica avançar nos exactos termos em que está definida no Documento Verde.
Sabugal (desaparecem 20 freguesias, num total de 40): Águas Belas, Aldeia da Ribeira, Badamalos, Baraçal, Forcalhos, Lomba, Moita, Nave, Penalobo, Pousafoles do Bispo, Rapoula do Côa, Rendo, Ruivós, Ruvina, Seixo do Côa, Vale das Éguas, Valongo, Vila Boa, Vila do Touro. Vilar Maior.
Aguiar da Beira (sete freguesias, num total de 13): Eirado, Forninhos, Gradiz, Pinheiro, Sequeiros, Souto de Aguiar da Beira, Valverde.
Almeida (23 freguesias, num total de 29): Ade, Aldeia Nova, Azinhal, Cabreira, Castelo Bom, Castelo Mendo, Freixo, Junca, Leomil, Malpartida, Mesquitela, Mido, Monte Perobolço, Naves, Parada, Peva, Porto de Ovelha, São Pedro de Rio Seco, Senouras, Vale de Coelha, Vale da Mula, Vale Verde, Vilar Formoso.
Celorico da Beira (15 freguesias, num total de 22): Baraçal, Cadafaz, Carrapichana, Cortiçô da Serra, Lajeosa do Mondego, Linhares, Maçal do Chão, Mesquitela, Minhocal, Prados, Rapa, Salgueirais, Velosa, Vide Entre Vinhas, Vila Boa do Mondego.
Figueira de Castelo Rodrigo (12 freguesias, num total de 17): Algodres, Almofala, Cinco Vilas, Colmeal, Escarigo, Freixeda do Torrão, Penha de Águia, Quintã de Pêro Martins, Vale de Afonsinho, Vermiosa, Vilar de Amargo, Vilar Torpim.
Fornos de Algodres (11 freguesias, num total de 16): Cortiço, Fuinhas, Juncais, Maceira, Matança, Muxagata, Queiriz, Sobral Pichorro, Vila Chã, Vila Ruiva, Vila Soeiro do Chão.
Gouveia (cinco freguesias, num total de 22): Figueiró da Serra, Freixo da Serra, Mangualde da Serra, Vila Cortês da Serra, Vila Franca da Serra.
Guarda (39 freguesias, num total de 55): Adão, Albardo, Aldeia do Bispo, Aldeia Viçosa, Alvendre, Avelãs de Ambom, Avelãs da Ribeira, Benespera, Carvalhal Meão, Cavadoude, Codesseiro, Corujeira, Faia, Fernão Joanes, Gagos, Gonçalbocas, João Antão, Meios, Mizarela, Monte Margarida, Pêro Soares, Porto da Carne, Pousade, Ramela, Ribeira dos Carinhos, Rocamondo, Santana da Azinha, Jarmelo (São Miguel), Jarmelo (São Pedro), Seixo Amarelo, Sobral da Serra, Trinta, Vale de Estrela, Vela, Videmonte, Vila Cortês do Mondego, Vila Franca do Deão, Vila Garcia, Vila Soeiro.
Manteigas (uma freguesia, num total de quatro): Vale da Amoreira.
Mêda (13 freguesias, num total de 16): Aveloso, Barreira, Carvalhal, Casteição, Coriscada, Fonte Longa, Longroiva, Marialva, Pai Penela, Prova, Rabaçal, Ranhados, Vale Flor.
Pinhel (20 freguesias, num total de 27): Atalaia, Azevo, Bogalhal, Bouça Cova, Cerejo, Cidadelhe, Ervas Tenras, Ervedosa, Lamegal, Lameiras, Manigoto, Pereiro, Pomares, Póvoa D’ El-Rei, Safurdão, Santa Eufémia, Sorval, Valbom, Vale de Madeira, Vascoveiro.
Seia (10 freguesias, num total de 29): Cabeça, Carragozela, Folhadosa, Lajes, Santa Eulália, Santa Marinha, São Martinho, Sazes da Beira, Várzea de Meruge, Lapa dos Dinheiros.
Trancoso (26 freguesias, num total de 29): Aldeia Nova, Carnicães, Castanheira, Cogula, Cótimos, Feital, Fiães, Freches, Granja, Guilheiro, Moimentinha, Moreira de Rei, Palhais, Póvoa do Concelho, Reboleiro, Rio de Mel, Sebadelhe da Serra, Tamanhos, Terrenho, Torre do Terrenho, Torres, Valdujo, Vale do Seixo, Vila Franca das Naves, Vila Garcia, Vilares.
Vila Nova de Foz Côa (10 freguesias, num total de 17): Castelo Melhor, Chãs, Horta, Mós, Murça, Numão, Santa Comba, Santo Amaro, Sebadelhe, Touca.
A situação é muito diferente em Castelo Branco, onde a redução das freguesias levará apenas à agregação ou fusão de 39 em todo o distrito – as mesmas que desaparecem apenas no concelho da Guarda. Belmonte perde apenas uma freguesia – Colmeal da Torre – enquanto que Penamacor perde cinco – Águas, Aldeia de João Pires, Bemposta, Meimão e Vale da Senhora da Póvoa.
plb
Carteiristas detidos na feira de Trancoso
O Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Pinhel da GNR deteve, no dia 19 de Agosto, durante a feira de S. Mateus, em Trancoso, um homem e uma mulher, de 55 e 51 anos de idade, respectivamente, naturais de Entroncamento e residentes em Quarteira – Loulé, pela prática de crime de furto de diversas carteiras (vulgo – carteiristas). A GNR procedeu ainda a outras detenções no distrito da Guarda durante a passada semana.
Segundo o comunicado semanal do Comando Territorial da Guarda, da GNR, as detenções foram efectivadas em flagrante delito, no âmbito de uma Operação planeada, com o objectivo de prevenir a prática de furto por carteiristas. Os guardas vigiavam indivíduos suspeitos e detectaram um deles a subtrair uma carteira a uma senhora sexagenária.
Os detidos possuem antecedentes criminais pela prática de diversos crimes da mesmo tipo, cometidos em diversos locais do Território Nacional. Presentes ao Tribunal Judicial do Trancoso, foi-lhes aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
O Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial da Guarda apreendeu, na manhã do dia 16 de Agosto, 7 plantas de Cannabis Sativa, que se encontravam cultivadas num terreno adjacente à residência do suspeito e dissimuladas no meio de um matagal, na localidade de Macainhas – Guarda.
Na sequência da apreensão, deteve um indivíduo de 41 anos de idade, residente naquela localidade, por crime de cultivo e posse de plantas consideradas produto de estupefacientes. Presente ao Tribunal Judicial da Guarda, foi-lhe aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
Na manhã do dia 18 de Agosto, também o Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Gouveia apreendeu 29 plantas de Cannabis Sativa, com cerca de 1,50 metros de altura cada, que se encontravam cultivadas num terreno agrícola e dissimuladas entre outras culturas, na localidade de Melo, Gouveia.
Em consequência, foi detida uma mulher de 48 anos de idade, residente naquela localidade, que, presente ao Tribunal Judicial da Gouveia, lhe foi aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
Na manhã de 18 de Agosto, militares do Núcleo de Protecção Ambiental do Destacamento Territorial de Pinhel detiveram uma mulher de 66 anos de idade, residente em Vila da Ponte – Sernancelhe, por crime de pesca. A suspeita andava a pescar, em época de defeso, na Quinta do Ferro – Rio de Mel – Trancoso, em águas classificadas de salmonídeas do rio Távora, prática que constitui crime de pesca, tendo-lhe sido apreendidos uma cana de pesca e um saco de rede.
Presente ao Tribunal Judicial de Foz Côa, foi-lhe aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
Também na manhã de 20 de Agosto, militares do mesmo Núcleo de Protecção Ambiental detiveram um indivíduo de 64 anos de idade, residente em Almendra – Vila Nova de Foz Côa, pela prática do mesmo tipo de crime.
O suspeito andava a pescar no Rio Douro, junto à Estação da CP de Almendra – Foz Côa, utilizando para o efeito uma rede com malha ilegal (malha mais estreita que o permitido por Lei), o que constitui crime de pesca, tendo-lhe sido apreendidas uma embarcação com motor, três redes de pesca ilegais e 52,5 kg de peixes. O peixe maioritariamente “barbo”, foi entregue numa casa de beneficência (Lar de terceira idade) em Vila Nova de Foz Côa.
Presente ao Tribunal Judicial de Pinhel, foi-lhe aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
plb
Ruta de los Castillos – Castelo Rodrigo
Castelo Rodrigo deixa-me fascinada pela sua riqueza histórica. Desde as muralhas que lhe concedem imponência até às ruínas do Palácio Cristóvão de Moura, passando pelas fachadas quinhentistas e janelas manuelinas e pensando na hipótese de ter existido uma Sinagoga Judaica, tudo parece envolto em mistério. Mas a história vive de vestígios e provas que se encontram de muitas e variadas épocas, que nos impõem, quase direi, respeito pela sua magnificência. Mais um Monumento Nacional que marca, no tempo e no espaço, os retalhos da vida e cultura de muitos povos.
CASTELO RODRIGO
Castelo Rodrigo tem história
Essa é boa verdade
Para ajudar nessa vitória
Duarte de Armas faz memória
Da torre Albarrã, realidade.
Muito séculos a registar
Muitos povos a fluir
Túrdulos da Bética a chegar?
(Torre das Águias), posto de vigia militar
Dos romanos, a construir…
Algumas villas, ali estão
E pontes, já nós sabemos
Vermiosa e Escalhão
Ainda outros povos virão
Mas do Forte também lemos.
Dos árabes eis que nos ficam
As casas de agricultura
Mais vestígios nos indicam
Que vêm e se radicam
Apesar da vida dura.
Se aos mouros te conquistou
Afonso, primeiro Rei
Sancho I Foral doou
Em 1209 o outorgou
D. Dinis também encontrei.
Sempre o encontro, procurando
Em Alcanizes, a provir
As muralhas reforçando
Fortalezas muralhando
Portão de acesso a construir.
Sobre a Ribeira de Aguiar
Peregrinos acolhias
Pois queriam descansar
Para jornadas continuar
Carinhoso, os recebias.
Também se diz que D. Fernando
Te concedeu Carta de Feira
23 de Maio recordando
Em 1373 à vila outorgando
Pode-o festejar quem queira.
Rodrigo, nome que ficou
D’Alcaide que te defendeu
Na guerra que depois mudou
Destinos e aí se registou
Avis, que foi quem venceu.
Mas D. João castigou
As gentes do povo Rodrigo
Nas armas reais mostrou
O quanto magoado ficou
E eis o elmo invertido.
Beatriz lá saberá
Se é castigo merecido
D. Manuel vem até cá
(1508) Novo foral te dará
O que é prometido é devido.
E muito teríamos que contar
Do domínio de Castela
Depois de Conde, Marquês reinar
Grande palácio, podíamos recordar
Depois destruída residência bela.
Mais guerras te sacrificaram
Destruição conhecemos
Mas muitas portas ficaram
Tua imponência revelaram
Na cerca da vila ‘inda vemos.
E lembro lenda popular
Zacuto de filha Ofa
Que aos pais desgosto vai dar
Mas Religião vão mudar
Eis a Serra da Marofa.
A minha admiração a Castelo Rodrigo.
«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com
Sabugal vai integrar a rota «A viagem do elefante»
A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo está a liderar o projecto de definição de uma rota turístico-cultural, baseada no livro de José Saramago «A viagem do elefante», a qual poderá incluir Sortelha e Sabugal.
Quando se completa um ano da morte do escritor, a 18 de Junho de 2010, o presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, António Edmundo, disse à Lusa que o projecto, que ligará Lisboa e aquele concelho raiano, poderá ser concretizada «ainda este ano».
«Estamos a preparar o caderno de encargos para a sinalética e para o que fruir em cada um dos territórios», indicou, salientando que a iniciativa também envolve as Câmaras Municipais de Lisboa, Constância, Sabugal, Belmonte, Fundão e Pinhel e a Fundação Saramago.
O livro de José Saramago «A viagem do elefante», editado em 2008, narra a jornada de um paquiderme asiático, que estava em Lisboa e que foi oferecido pelo nosso rei D. João III ao arquiduque da Áustria Maximiliano II (seu primo). A acção decorre no século XVI, em 1550, 1551 e 1552, quando o elefante tem de fazer a penosa caminhada, desde Lisboa até Viena, escoltado por um destacamento de soldados portugueses, a quem, em Castelo Rodrigo, se juntaram alguns soldados do arquiduque, o que gerou uma forte tensão entre as duas hostes militares.
Em Junho de 2009 o próprio Saramago fez com a mulher, Pilar del Rio, e outros amigos, o suporto percurso em Portugal que o elefante Salomão terá feito na sua viagem, tendo em vista lançar uma rota cultural, ideia que agora António Edmundo agarra com ambas as mãos.
plb
Vinhos da Beira Interior com promoção externa
Os vinhos da Beira Interior, vão ser alvo, entre os dias 16 e 19 de Junho, de uma ousada acção de promoção de carácter internacional, a fim de serem dados a conhecer a importadores e jornalistas estrangeiros.
Está prevista a realização de provas e visitas a explorações, assim como o IV Concurso de Vinhos da Beira Interior, promovido pelas Associações Empresariais da Guarda e de Castelo Branco e pela Comissão Vitivinícola Regional (CVR) da Beira Interior.
As exportações de vinhos da Beira Interior aumentaram quase 20 por cento entre 2009 e 2010, facto que motiva a organização para o lançamento da iniciativa. O claro sucesso das edições anteriores do concurso de vinhos é outro factor decisivo para a sua nova edição, apostando este ano «na promoção internacional dos néctares produzidos na região, sem esquecer a divulgação do património e demais produtos tradicionais».
«O grande objectivo da jornada de promoção internacional dos vinhos da região é, precisamente, contribuir para a sua divulgação e incentivar os negócios e a exportação», explicou Luís Baptista Martins, da organização do evento.
O representante disse que a CVR da Beira Interior, com cerca de 16 mil hectares de vinha, conta actualmente com 30 agentes económicos: cinco Adegas Cooperativas e 25 produtores/engarrafadores particulares, certificando anualmente «cerca de seis milhões de litros de vinho DOC Beira Interior e VR Beiras».
Luís Baptista Martins recordou que os vinhos da região «têm figurado entre os 50 melhores, nos últimos três anos, para o mercado do Reino Unido e para o mercado do Brasil» e nos concursos mundiais «têm vindo a ser distinguidos com regularidade, sinónimo do potencial e do crescimento que a região está a ter».
Além disso, destacou, «nos últimos anos, tem-se dado nesta região uma grande evolução relativa ao aumento do número de produtores e à qualidade dos seus vinhos», pretendendo a zona «afirmar-se como uma região de excelência e qualidade na produção de vinhos e ocupar o seu legítimo lugar juntamente com as grandes regiões vitivinícolas portuguesas».
Relativamente às vendas, o responsável indicou que se ultrapassou no ano passado as 500 mil garrafas de vinho exportado.
«Os maiores destaques nos mercados fora da União Europeia vão para os Estados Unidos da América, Angola, Brasil, China e Canadá e nos mercados da União Europeia para Reino Unido, França, Alemanha e Luxemburgo», esclareceu.
A iniciativa inclui uma visita de quatro dias, com 40 convidados internacionais, entre jornalistas e empresários do sector da comercialização de vinhos e de agro-alimentares.
A acção, apoiada pelo projecto COOPETIR – Cooperação para a Competitividade Empresarial, levará os participantes até Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Trancoso, Belmonte, Idanha-a-Nova e Castelo Branco. Do programa constam visitas a aldeias históricas provas de vinhos, de doces e de queijos.
plb (com jornal «O Interior»)
Caritas cria «embaixadores da Raia»
Ajudar as terras raianas da diocese da Guarda a saírem do esquecimento e da desertificação é o objectivo da Caritas, que pretende implementar o projecto «100 muralhas», o qual envolverá dezenas de jovens, a que chama «embaixadores da Raia».
Mobilizar os jovens da Diocese que vivem na Raia para a luta contra a pobreza, o envelhecimento e a desertificação é o objectivo do projecto, que conta levar informação às pessoas e às instituições, como câmaras e juntas de freguesia, para que se desenvolvam acções que atraiam mais residentes à região.
Paulo Neves, da Caritas da Guarda, disse à Agência Ecclesia, que o título de «embaixador da Raia», dará o direito a um cartão oficial, a atribuir a cerca de 100 alunos do 12º ano dos agrupamentos de escolas de Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida, Sabugal e Penamacor, que ao longo deste ano lectivo têm participado no projecto «100 muralhas».
Trata-se de uma acção organizada pela Caritas da Guarda, em conjunto com professores e diversas entidades públicas e religiosas, que visa a defesa e valorização dos recursos humanos, naturais e artísticos. «Sabemos que estes alunos vão sair desta região, em busca de oportunidades ao nível do ensino superior que não existem aqui, e o que pretendemos é que continue a haver uma ligação ao território de onde eles são originários», explicou Paulo Neves.
Os alunos envolvidos têm dedicado três horas semanais, no âmbito da disciplina «Área de Projecto», à elaboração de propostas para as suas localidades. Costumes e tradições, tendências sociais emergentes, o futuro da vida humana, desenvolvimento sustentável de recursos, foram alguns dos trabalhos elaborados.
A investidura dos jovens «embaixadores da Raia» vai ter lugar no próximo dia 28 de Maio, numa cerimónia formal que acontecerá no pavilhão multiusos de Vilar Formoso, que contará com a presença do bispo da Guarda, D. Manuel Felício.
A presidente da Caritas, Emília Andrade, disse entretanto à Agência Lusa que são cerca de 170 as famílias da diocese da Guarda que recebem ajuda social e económica da instituição, o que significa um aumento de 35 por cento face a igual período do ano passado.
«São pessoas que pedem, fundamentalmente, coisas de subsistência imediata, como alimentos, medicamentos e roupa», disse Emília Andrade, que classifica a situação como «aflitiva».
plb
Governador Civil homenageia primeiros autarcas
O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, vai homenagear, esta quinta-feira, dia 28 de Abril, os primeiros presidentes de câmara municipal do distrito eleitos democraticamente após o 25 de Abril de 1974. A família de João A. Antunes Lopes, primeiro presidente da Câmara Municipal do Sabugal, vai receber a título póstumo a condecoração.
No salão nobre do Governo Civil da Guarda vai ter lugar, às 21.00 horas desta quinta-feira, a cerimónia de homenagem aos primeiros presidentes de câmara do distrito da Guarda.
A sessão solene vai contar com a presença do secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, do primeiro governador civil da Guarda, Alberto Antunes (do concelho do Sabugal) e do actual, Santinho Pacheco.
Além de João A. Antunes Lopes (a título póstumo), primeiro presidente da Câmara Municipal do Sabugal, vão ser homenageados os autarcas de Aguiar da Beira, António Raimundo Cunha (a título póstumo); Almeida, António José Sousa Júnior; Celorico da Beira, Carlos A. Faria de Almeida; Figueira de Castelo Rodrigo, José Pinto Lopes (a título póstumo); Fornos de Algodres, Francisco Paulo Almeida Menano; Gouveia, Alípio Mendes de Melo; Guarda, Victor Manuel Gonçalves Cabeço/Abílio Aleixo Curto; Manteigas, Homero Lopes Ambrósio (a título póstumo); Mêda, Luís E. Figueiredo Lopes (a título póstumo); Pinhel, António Luís Santos Fonseca; Seia, Jorge A. Santos Correia; Trancoso, António Almeida (a título póstumo) e Vila Nova de Foz Côa, José Costa Ferreira (a título póstumo).
«É tempo de a nível distrital se comemorar Abril da liberdade lembrando os primeiros presidentes de câmara eleitos nos 14 concelhos do nosso distrito, exaltando assim o papel insubstituível que o poder local desempenhou na construção desta segunda República e no arranque de um período de desenvolvimento e de modernização das nossas terras, sem paralelo em toda a nossa história secular», destacou Santinho Pacheco.
A cerimónia insere-se nas comemorações distritais do 25 de Abril.
jcl (com agência Lusa)
Raia Histórica promove região dos castelos do Côa
A área da Raia Histórica (Associação de Desenvolvimento do Nordeste da Beira) caracteriza-se por ser toda ela do interior beirão, zona raiana de fortes ligações à nossa vizinha Espanha, englobando os concelhos de Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda, Pinhel e Trancoso.
A Raia Histórica é uma Associação sem fins lucrativos que teve o seu início em 1996 fruto da vontade de dinamizar a região beirã dos castelos do Côa, fustigada pelo desemprego, pela imigração e pelo envelhecimento da população.
Para a Associação é fulcral o facto de os portugueses residentes no estrangeiro, que se encontram numa fase de regressarem
às suas origens, poderem ser grandes dinamizadores de toda a região, dado que poderão investir no comércio e na indústria da mesma, de que resultaria naturalmente a criação de mais postos de trabalho, conduzindo certamente à fixação de juventude, que de momento se depara com fortes problemas de integração no mercado de trabalho desta região. Este objectivo é primordial, mas há que reconhecer que os jovens também têm outras necessidades, como o divertimento e as manifestações culturais, ocupação salutar dos tempos livres e valorização pessoal.
Os associados da Raia Histórica são pessoas individuais, empresas, instituições sem fins lucrativos e câmaras municipais, tendo em comum todas elas o desejo de implementar novas ideias que possam contribuir para a divulgação e a conservação de todo o nosso património histórico – cultural, bem como o objectivo – também este considerado como sendo primordial – de criar uma ambiência que leve as pessoas a fixarem-se nesta região.
São estes os pressupostos para todo o trabalho que se tem vindo a desenvolver nestes anos e que se enquadra na análise e educação de e para o desenvolvimento local; na revitalização de actividades tradicionais, culturais e produtivas; na emergência de produtos e actividades, na organização e concentração da oferta local e por último na promoção e incrementação de todo o tipo de actividades que levem à divulgação e preservação de todo o conteúdo histórico e cultural da região dos castelos do Côa.
aps (com Raia Histórica)
Detenções e aprensão de armas em Escalhão
Na manha do dia 12 de Abril o Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Vilar Formoso, no âmbito de uma investigação, efectuou a detenção de dois indivíduos e a apreensão várias armas de fogo, em residências de Escalhão, Figueira de Castelo Rodrigo.
A investigação, que tinha por base o crime de posse ilegal de armas, levou à emissão de mandados de buscas domiciliárias, que a GNR efectuou em três residências na localidade de Escalhão, tendo apreendido cinco armas fogo que estavam em situação ilegal. Para além de duas Caçadeiras, uma Pistola calibre 6,35mm e duas Carabina de ar comprimido, foram ainda apreendidos 126 cartuchos com chumbo de diversos calibres, 29 munições de calibre 7,64mm, 37 munições calibre P22mm, nove munições de diversos calibres e uma mira telescópica.
Em consequência das buscas, foram detidos dois indivíduos, de 26 e 30 anos de idade, residente naquela localidade, por posse das armas ilegais.
Presentes ao Tribunal Judicial de Figueira de Castelo Rodrigo, foi a ambos imposta a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
plb
Pinharanda Gomes aborda Agostinho da Silva
O grande Mestre da Filosofia Portuguesa, Pinharanda Gomes, natural de Quadrazais, publicou um ensaio notável acerca das linhas mestras do pensamento de Agostinho da Silva, um dos maiores pensadores lusófonos e profeta do mundo a haver.
«Agostinho da Silva – História e Profecia» é o título do ensaio sobre o filósofo nascido no Porto em 1906 e falecido em Lisboa em 1994, que passou parte da infância em Barca d’Alva, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.
O ensaio fala das ligações de Agostinho da Silva à Escola Portuense, fundada por Leonardo Coimbra. Homem sonante do movimento da «Renascença» em Portugal, Agostinho da Silva levou para o Brasil a «Renascença Portuguesa», cujos valores transmitiu e fixou, especialmente através da chamada Escola de S. Paulo. Foi com o filósofo Agostinho que se renovou a «filosofia luso-brasileira».
Pinharanda Gomes relembra no seu ensaio que o grande legado de Agostinho da Silva foi «uma Filosofia da História, que entrança a finitude humana com a infinitude divina», segundo o mesmo ponto de vista de filósofos da Renascença, como Leonardo Coimbra, Teixeira Rêgo, Álvaro Ribeiro ou José Marinho.
O livro fala-nos também da «projecção do mundo novo, ou mundo a haver, a missão portuguesa», que Agostinho da Silva defendia. Um mundo centrado no Atlântico Sul, a «Lusitânia», onde o filósofo antevia como «o mundo a vir, sem lhe fixar datas aritméticas, pois esse mundo é um clima de vida e não uma época», numa espécie de messianismo português.
George Agostinho Baptista da Silva nasceu no Porto em 1906, tendo-se nesse mesmo ano mudado para Barca d’Alva, onde viveu até aos seus 6 anos, regressando depois ao Porto. Dono de um percurso académico notável, cursou Filologia Clássica, tendo concluído a licenciatura com 20 valores. Com apenas 23 anos, defendeu a sua dissertação de doutoramento a que dá o nome de «O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas», doutorando-se «com louvor».
Foi para Paris, onde estudou como bolseiro na Sorbonne e no Collège de France. Regressou a Portugal e passou a leccionar numa escola secundária de Aveiro, até que, em 1935, foi demitido do ensino oficial por se recusar a declarar por escrito que não participava em organizações secretas e subversivas. Foi para Espanha, mas regressou com a eclosão da guerra civil.
Em 1943 foi preso pela polícia política e, no ano seguinte, saiu de Portugal no seguimento da sua oposição a Salazar, passando pelo Brasil, Uruguai e Argentina. Acabou por se instalar no Brasil, onde viveu até 1969. Deu aulas em diversas universidades brasileiras, ajudando à fundação de algumas delas e foi assessor do presidente Jânio Quadros.
Regressou a Portugal após a queda de Salazar e começou a leccionar em diversas universidades portuguesas.
A fase mais popular de Agostinho da Silva foi quando, em 1990, apareceu na televisão, numa série de treze entrevistas, denominadas Conversas Vadias.
Agostinho da Silva é tido como um dos principais intelectuais portugueses do século XX. Da sua ampla bibliografia, destaca-se o livro «Sete cartas a um jovem filósofo», publicado em 1945.
plb
Sabugal integra associação «Territórios do Côa»
O Município do Sabugal está entre os fundadores de uma nova associação intermunicipal, designada por «Territórios do Côa, Associação de Desenvolvimento Regional», cujo objectivo é combater o despovoamento do interior pela promoção turística do Vale do Côa.
O Município de Figueira de Castelo Rodrigo tem liderado o processo de constituição da associação, onde a mesma terá a sede. Inicialmente pretendeu-se designá-la por «Agência do Vale do Côa», o que, contudo, foi rejeitado pelo Registo Nacional de Pessoas Colectivas, tendo então que escolher-se a designação «Territórios do Côa».
Para além dos municípios de Figueira de Castelo Rodrigo e Sabugal, a nova associação integra ainda os de Almeida, Meda, Pinhel, Trancoso, Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta.
A associação pretende promover o desenvolvimento integrado através da dinamização do turismo de aventura e do ecoturismo, aproveitando as condições apropriadas para esse finalidade do território que abrange.
A existência de um património cultural de alto valor e do Museu do Parque Arqueológico do Vale do Côa, são o garante da boa possibilidade de dinamização em rede deste território tendo em vista o alcance dos objectivos consagrados pela nova associação.
Os representantes dos municípios que integram a associação reuniram-se por diversas vezes para a aprovação do projecto de estatutos, e para dar andamento à demais formalidades ligadas ao seu registo legal e ao seu funcionamento quando a mesma estiver em plena actividade. Da parte do Município do Sabugal o processo formal está concluído, tendo a adesão sido aprovada em reunião de Câmara e também pela Assembleia Municipal.
plb
Cervas liberta águia em Aldeia da Ribeira
O CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens de Gouveia, vai estar presente no dia 4 de Outubro (segunda-feira), numa série de actividades que consistem na devolução à natureza de duas àguia-de-asa-redonda, uma delas na freguesia de Aldeia da Ribeira no concelho do Sabugal, dois grifos, e uma coruja-do-mato.
A devolução destes animais pelo CERVAS ao seu habitat vai ser em sítios adequados aos requisitos ecológicos das espécies.
Estas acções estão abertas ao público em geral e têm como objectivo de sensibilizar as populações para a importância destes animais e para o trabalho realizado pelos centros de recuperação de fauna selvagem.
Programa de actividades para o dia 4 de Outubro (segunda-feira)
11.00 – Devolução à natureza – em parceria com a ATN – Associação Transumância e Natureza – de dois grifos (Gyps fulvus) na freguesia de Cidadelhe (Pinhel). O local de libertação é nas arribas do rio Côa, Estrada Municipal 607 (entre Cidadelhe e Figueira de Castelo Rodrigo); Coordenadas UTM: 40º54’33,60” N 7º06’29,62” W.
Estas aves juvenis foram recebidas no CERVAS num estado de grande debilidade. Foram encontradas por particulares e posteriormente recolhidas e encaminhadas para o centro por intermédio do SEPNA/GNR. O seu processo de recuperação consistiu numa alimentação adequada de forma a atingirem o seu peso normal e uma boa condição física, em treinos de voo e no contacto com animais da mesma espécie. A sua devolução à natureza vai realizar-se num local que reúne as condições necessárias para a espécie.
14.30 – Devolução à natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) na freguesia de Cabreira, no concelho de Almeida. Ponto de encontro nas instalações da ASTA – Associação Sócio-Terapêutica de Almeida.
Esta ave foi recolhida por um particular após ter sido encontrada no chão, caída do ninho, tendo sido entregue à equipa do SEPNA da GNR da Guarda. Sendo um animal muito jovem, o seu processo de recuperação consistiu em alimentação, de modo a assegurar um normal desenvolvimento corporal e da plumagem de voo e no contacto com animais da mesma espécie, garantindo assim uma aprendizagem dos comportamentos normais. Para além disso, foi submetida a treinos de voo e de caça.
16.30 – Devolução à natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo), na freguesia de Aldeia da Ribeira no concelho do Sabugal.
Esta ave foi encontrada por um particular, após ter caído do ninho, tendo sido entregue à equipa do SEPNA da GNR da Guarda, que procedeu à sua entrega no CERVAS. Para além de ser uma ave muito jovem, apresentava duas fracturas, possivelmente resultado da queda. O seu processo de recuperação consistiu na estabilização dessas fracturas, tendo sido sempre mantida em contacto com animais da mesma espécie, de modo a que pudesse adquirir os comportamentos normais da espécie, sendo que numa fase posterior, foi submetida a treinos de voo e de caça.
18.30 – Devolução à natureza de uma coruja-do-mato (Strix aluco) na freguesia de Pinhel (Pinhel). Ponto de Encontro: Castelo de Pinhel.
Esta ave foi encontrada por um particular, que a entregou à equipa do SEPNA da GNR de Pinhel, que procedeu à sua entrega no CERVAS. Tratava-se de um animal bastante jovem, que tinha caído do ninho, pelo que o seu processo de recuperação envolveu os passos típicos da reabilitação de animais juvenis, desde a alimentação, até aos treinos de voo e de caça, passando pelo contacto com animais da mesma espécie.
jcl (com Cervas)
Jovens detidos por droga e furto a residência
O comando territorial da Guarda de GNR divulgou em comunicado à imprensa a detenção em flagrante delito de dois indivíduos em Trancoso por posse de droga e um outro em Figueira de Castelo Rodrigo por furto em residência.
O Núcleo de Investigação Criminal de Pinhel, durante uma acção de patrulhamento para prevenção da criminalidade, deteve no dia 3 de Setembro, na localidade de Tamanhos (Trancoso), dois indivíduos com 26 e 27 anos de idade, que tinham na sua posse 26 gramas de haxixe (129 doses) e 150 euros em dinheiro. Os jovens foram presentes ao Tribunal Judicial de Trancoso para aplicação de eventual medida de coação.
Em 31 de Agosto, o Posto Territorial de Figueira de Castelo Rodrigo, deteve um indivíduo, de 25 anos, desempregado, pela prática do crime de furto em residência. O jovem foi detido em flagrante delito, quando se encontrava no interior de uma residência em Figueira de Castelo Rodrigo, pertença de emigrantes. O indivíduo, com antecedentes criminais, é suspeito da prática de dezenas de crimes naquela zona. Presente ao Tribunal Judicial de Figueira de Castelo Rodrigo, foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
Durante a semana transacta a GNR da Guarda efectuou um total de 11 detenções em flagrante. Para além das três referidas, foram ainda detidas cinco pessoas por crime de condução sob o efeito do álcool, duas por condução sem habilitação legal e uma por detenção de arma proibida.
No que reporta a contra-ordenações, foram elaborados 263 autos pelas seguintes infracções: 235 à Legislação Rodoviária, 17 à Legislação da Natureza e Ambiente e 11 à Legislação Policial.
Durante a semana registaram-se 33 acidentes de viação, resultando 19 se colisão, 12 de despiste e dois de atropelamento. Dos sinistros resultaram dois mortos, três feridos graves e 17 feridos leves.
Os militares da GNR realizaram ainda quatro operações no âmbito da fitossanidade florestal, direccionadas para a fiscalização do nemátodo do Pinheiro, tendo sido fiscalizados 87 veículos e elaborados dois autos de contra-ordenação neste âmbito.
Em 5 de Setembro, com início da época da caça ao coelho, foi realizada uma acção de fiscalização, na qual foram abordados 61 caçadores, d que resultou a elaboração de cinco autos de contra-ordenação por diversas infracções à legislação da caça.
plb
Figueira de Castelo Rodrigo tem área protegida
O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, vai ter a primeira área protegida privada em Portugal, situada na zona de Faia Brava, anunciou no domingo, dia 13 de Junho, a ministra do Ambiente
Segundo notícia veiculada pela Lusa, citando declarações da ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Pássaro, esta é «uma boa notícia, especialmente tendo em conta que surge no Ano Internacional da Biodiversidade, que agora se comemora».
«A criação da área protegida privada reveste-se do maior interesse, na medida em que constituirá, de forma activa, um contributo importante para a conservação dos valores naturais e da biodiversidade bem como para a valorização do património geológico e paisagístico», sublinhou ainda a governante.
A Reserva da Faia Brava situa-se nas margens do rio Côa, incluindo as elevadas e inacessíveis escarpas que acompanham o curso de água. Estas escarpas são o habitat de algumas espécies de aves, como o abutre negro, o grifo e a águia-real, ameaçadas de extinção.
A reserva é gerida pela Associação Transumância e Natureza (ATN), com recurso a trabalho próprio e a acções de voluntariado. Para além das aves de rapina, as manadas de garranos são outro dos atractivos da reserva. Várias dezenas desses cavalos percorrem o cercado de cem hectares construído para os albergar e onde se reproduzem livremente.
A ATN foi criada no ano 2000 como entidade sem fins lucrativos, formada por um grupo de ambientalistas portugueses, com a participação de cidadãos de nacionalidade suiça, holandesa e espanhola, envolvidos em programas internacionais de conservação da natureza. Dedica-se especialmente à defesa do património natural das bacias dos vales do Côa, Águeda e Douro, através da promoção de actividades agro-pecuárias tradicionais.
Foi nesse contexto que a ATN se envolveu num projecto de conservação do Abutre e da Águia dessa região, adquirindo terrenos propícios para essa finalidade. A maioria desses terrenos localizam-se nas margens do rio Côa por existirem aí as melhores perspectivas de consolidar as acções de conservação, assim nascendo a Reserva da Faia Brava.
Actualmente a Reserva da Faia Brava tem cerca de 600 hectares contínuos no Vale do Côa, que incluem locais de nidificação e zonas de alimentação de aves rupícolas.
Em 2009 a ATN preparou o Plano de Gestão da Reserva da Faia Brava, documento que apresentou ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), no âmbito do pedido de classificação da Faia Brava como Área Protegida Privada.
plb
Encontros de Tocadores de Concertina do Inatel
A Agência da Guarda da Fundação INATEL, em parceria com as Juntas de Freguesia de Figueira de Castelo Rodrigo e Almeida, organiza nos dias 6 e 20 de Junho de 2010 dois Encontros de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio.
O 8.º Encontro de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio organizado pela Fundação Inatel, delegação da Guarda, está marcado para os domingos 6 e 20 de Junho, respectivamente, em Figueira de Castelo Rodrigo e em Almeida. Esperam-se cerca de 150 tocadores.
A concentração dos inscritos será feita a partir das 11.30 horas no Largo Serpa Pinto em Figueira e no Largo 25 de Abril em Almeida. A partir das 12.30 horas decorrerá o almoço para os tocadores. Para as 14.00 horas está marcada a actuação dos participantes no Largo Serpa Pinto em Figueira e frente à Câmara Municipal de Almeida.
A Fundação INATEL desenvolve desde há cerca de 10 anos no distrito da Guarda um esforço de formação significativo na área deste instrumento tradicional, pretendendo reanimar a utilização da concertina e reforçando as tocatas dos grupos de folclore.
Este ano continuamos com os núcleos do curso de concertina em Pinhel e Seia, tendo iniciado um novo núcleo nas Freixedas. Estes dois Encontros de Figueira e Almeida são também uma boa oportunidade para um reencontro dos tocadores que aprenderam connosco.
Joaquim Igreja (Coordenador Cultural)
Vitória do Sabugal mantém classificação
Continua tudo na mesma no topo da classificação, após a realização, no passado domingo, da antepenúltima jornada do Campeonato de Futebol da 1.ª Divisão Distrital da Guarda.
Como lhe competia, o Sporting do Sabugal recebeu e venceu a equipa de Pinhel por duas bolas a uma, só que o Aguiar da Beira também levou de vencida a equipa de Figueira de Castelo Rodrigo, continuando assim a dispor da mesma vantagem de três pontos para o Sabugal e cinco para o Trancoso. No próximo fim-de-semana teremos dois jogos que em muito poderão decidir o campeonato pois iremos ter um Gouveia-Sabugal e um escaldante Aguiar da Beira-Trancoso.
No Municipal do Sabugal a equipa local venceu o Pinhel num jogo onde imperaram os nervos à flor da pele por parte da equipa da casa, que sabia que tinha que ganhar.
Tratava-se de um jogo contra uma equipa do fundo da tabela, em que era proibido perder pontos. Foi pois com vontade de resolver cedo a questão que começou o jogo, só que, ao contrário do esperado, o Pinhel não se mostrou equipa fácil o que veio enervar de certa forma a equipa local que só a espaços conseguia contrariar o bom jogo defensivo dos forasteiros. Numa dessas ocasiões o Sabugal inaugurou o marcador, após uma boa triangulação entre Manata, Nuno e Marcos, seguido de um centro para a área forasteira onde apareceu Sérgio a inaugurar o marcador, resultado com que se chegou ao intervalo
Na segunda metade, mais do mesmo. A equipa local muito intranquila, a jogar de forma atabalhoada e a falhar as oportunidades de golo, nas poucas que conseguia criar. Apesar de tudo Manata ainda conseguiu serenar a equipa com a obtenção do segundo golo para os locais. Mas o Pinhel nunca baixou os braços e, após uma desatenção da defensiva local, reduziu para 2-1, o que levou o Sabugal a esperar pelo fim do encontro a defender a magra vantagem conseguida.
Como se salientou, no próximo fim de semana o Sabugal realiza o seu encontro no Farvão, em Gouveia, onde terá de jogar muito mais se pretender levar de vencida a equipa local e assim continuar a acalentar esperanças fundadas de ser o campeão distrital da presente época desportiva.
Outros resultados:
Iniciados (apuramento do campeão): Aguiar da Beira, 4-Sabugal, 1.
Infantis: Sabugal, 1-Guarda, 3.
Carlos Janela
Sortelha foi a segunda aldeia mais visitada em 2009
Sortelha, no concelho do Sabugal, foi a segunda Aldeia Histórica mais visitada durante o ano de 2009. O número de turistas nas 12 aldeias históricas de Portugal aumentou durante o ano de 2009, registando cerca de 376 mil visitantes, revelou esta segunda-feira a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
Segundo os dados fornecidos pelas autarquias dos concelhos onde se localizam as aldeias históricas, e tratados pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, o total de visitantes no ano de 2009 foi de 376 mil visitantes, superior em cerca de seis por cento face ao ano anterior.
A subida percentual deveu-se apenas ao aumento de visitantes nacionais, que em 2009 foram perto de 300 mil, cerca de 79 por cento do total.
Já quanto aos turistas estrangeiros, que em 2009 foram cerca de 80 mil, verificou-se uma quebra de 7,7 por cento face a 2008, com menos 6500 visitantes.
A Aldeia Histórica de Almeida continua a ser a mais visitada, com um total de cerca de 70 mil turistas, seguida das aldeias de Sortelha, Castelo Rodrigo, Trancoso e Belmonte.
Das cinco aldeias mais visitadas, apenas Almeida registou um decréscimo no número de turistas, embora continue a caber-lhe a maior fatia de visitantes espanhóis, que representam mais de metade do total de visitantes estrangeiros.
De acordo com os dados disponíveis no portal das aldeias históricas os turistas espanhóis aparecem em primeiro lugar com 44 mil visitantes registados em 2009 seguidos dos franceses (13 mil) e ingleses (8 mil visitantes).
O Programa de Aldeias Históricas de Portugal surgiu integrado no II Quadro Comunitário de Apoio (1994-1999) e reclassificado no quadro seguinte (2000-2006), tendo sido restauradas as 12 aldeias na Beira Interior.
Integram o programa Sortelha, Almeida, Belmonte, Castelo Novo, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Sortelha e Trancoso.
Portal das Aldeias Históricas. Aqui.
jcl (com agência Lusa)
Sporting do Sabugal sobe ao segundo lugar
O Sporting Clube do Sabugal recebeu e venceu por um golo sem resposta a equipa do Figueira de Castelo Rodrigo, alcançando assim a segunda posição da tabela classificativa, a dois pontos do líder, que é o Aguiar da Beira.

Hoje, dia 7 de Março, foi disputada a 17ª jornada do campeonato distrital da primeira divisão, tendo o Sporting do Sabugal recebido a equipa que então ocupava a sexta posição na tabela classificativa, com os mesmos 29 pontos que a equipa caseira (então na 5ª posição). O Ginásio Clube Figueirense saiu do Municipal do Sabugal derrotado por uma bola a zero.
Para alcançar mais esta vitória que fez com que o Sabugal se desloca-se para o 2º lugar na tabela, com 32 pontos, a 2 do líder. a A.D.R.C. de Aguiar da Beira, a equipa técnica, constituída por Manuel Barbosa e José Carvalho, apostou no seguinte onze: Fred (guarda-redes), Batista, Sérgio, Janela, Tó Zé (capitão), Pires, Faneca, Jorgito, Manata, Ricardo e Paulito.
O jogo começou com um indício de quem seria o vencedor da partida, com uma oportunidade desperdiçada por Ricardito. Ainda assim foi na primeira parte que surgiu o único golo da partida, por intermédio de Paulito, com um excelente golo de «chapéu» que deixou impotente o guardião oponente.
Na segunda parte, de salientar a bola na trave, já nos minutos finais, por parte da equipa visitante que fez tremer os adeptos da casa. Quanto à equipa de arbitragem, temos de questionar o porquê de 6 minutos de compensação.
Cláudia Janela
Turismo de habitação rural na Beira Interior (5)
Ainda por terras da Beira Baixa, no Fundão e Covilhã não podemos esquecer o aproveitamento de duas Quintas e de um Solar, para turismo rural…
QUINTA DO OURIÇO – Em Castelo Novo (Fundão) que é uma das dez localidades beirãs, abrangidas pelo Programa das Aldeias Históricas. A construção impressiona pela unidade arquitectónica do conjunto e pela manutenção de um ambiente rural que se julgava há muito extinto.
A Casa da Quinta do Ouriço data do Século XVII destacando-se, no seu exterior, a fachada da capela onde ainda se vêem um sino e o brasão da família Correia de Sampaio.
É rodeada por um espaço bem cuidado, com um campo de ténis com vista para a aldeia e o vale e uma piscina construída junto das antigas dependências agrícolas, agora adaptadas ao lazer. Completam o quadro um jardim com camélias centenárias, tendo à vista trecho da ribeira que atravessa o subsolo da quinta. Apresenta duas suites, cinco quartos e varias salas com tectos de masseira.
CASA DOS MAIAS – Solar barroco do século XVIII, dotado de capela e jardim, encontra-se situado na praça principal da cidade do Fundão. Como os antigos solares têm a forma de um L, conservando o pátio de entrada onde estacionavam as carruagens de onde sai imponente escadaria para o primeiro piso. O salão nobre é um verdadeiro retorno ao passado, com uma conversadeira de três lugares, um canapé império, várias mobílias do século XIX em pau-santo, fotos e óleos de antepassados.
A casa tem cinco quartos com espelhos rotativos e aliam o bom gosto e vários estilos. Tem ainda uma ampla sala de jantar, um jardim de Inverno com vistas para o jardim exterior, uma enorme sala para pequenos-almoços na antiga cozinha com uma chaminé de fumeiro e uma colecção de utensílios antigos.
QUINTA DO SANGRINHAL – Está situada em plena Cova da Beira a dois quilómetros do centro da Covilhã, em Boidobra. Era uma casa agrícola que apoiava a quinta. Trata-se de uma típica casa beirã de paredes de granito, a única coisa que ficou de pé na fase de reabilitação. Está decorada no estilo rústico com mobílias antigas. Na quinta, de catorze hectares, além de actividades agrícolas funciona um canil de cães da raça Serra da Estrela.
Na crónica anterior sobre as casas de habitação rural da Beira Interior Norte, referiram-se somente as existentes no concelho do Sabugal. Nesta zona e nos concelhos da Guarda, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida e Meda, existem também as seguintes casas de habitação rural:
QUINTA DA PONTE – Fica situada entre Celorico da Beira e a Guarda. É num cenário bucólico entre rochedos da serra e onde corre o rio Mondego, que foi construída a Quinta da Ponte. Durante 50 anos a casa foi submetida a várias obras entre as quais a mais importante foi a construção de uma capela em 1725 de frontaria neoclássica e consagrada a Nossa Senhora da Vitória. A quinta resultou de um projecto de restauro do solar do século XVII e do reaproveitamento dos jardins e espaços verdes para a construção de um conjunto de apartamentos T1, quartos, salas e tenda para acontecimentos sociais. Possui ainda piscina, campo de ténis e um picadeiro a 4 km.
QUINTA DO PINHEIRO – Situada em Cavadouce (Guarda) localizada no vale do Mondego, a quinta do Pinheiro assume-se como produtora de queijo da Serra da Estrela, recorrendo aos métodos tradicionais característicos da região. Quinta do século XVI, terá sido o seu primeiro proprietário o cronista-mor do reino, no tempo do Rei D.Manuel I. De linha arquitectónica senhorial todos os edifícios foram recuperados segundo a traça original sendo o granito uma presença relevante. Os três quartos de que dispõe ficam situados no edifício da quinta mas em zona independente da casa principal, sendo amplos e de decoração rústica agradável. A sala comum, espaçosa e acolhedora dá para o pátio interior, como é característico das casas beirãs convidando a um tempo repousante. Existe também um amplo salão de jogos e uma piscina bem enquadrada no jardim.
QUINTA DE SÃO JOSÉ – Situada em Aldeia Viçosa (Guarda) é uma casa agrícola na posse da mesma família há várias gerações e inserida no meio de genuína actividade agrícola. Oferece a serventia de um apartamento com decoração rústica e sóbria, que em tudo diz estarmos em verdadeira casa rural, não faltando a lareira com ancestral fumeiro.
Na falta de piscina, o tanque de rega confere a autenticidade final e se tiver licença de pesca, poderá pescar trutas no rio Mondego que confina com a quinta.
CASA DE SÃO PEDRO DE LINHARES – Situada no centro da aldeia histórica do mesmo nome Linhares da Beira, o seu acesso faz-se através de um pátio tipicamente beirão de casa de aldeia sala está situada no piso térreo e o quarto desafogado, no primeiro andar. Em Linhares pode-se assistir a provas de parapente, cujos praticantes iniciam os seus voos nas arribas rochosas sobranceiras à aldeia.
CASA DO BRIGADEIRO – Solar agrícola, situado na Lageosa do Mondego, deve o seu nome a um antigo proprietário, militar de carreira e cuja patente apadrinhou a casa. Construída por um avô do militar e proprietário de uma roça em São Tomé, esta casa chega aos nossos dias com visíveis ligações aquela ilha. Os hóspedes poderão desfrutar de frondoso jardim com uma centenária magnólia de resto classificada como de interesse público.
CASA DOS OSÓRIOS – Situada em Celorico da Beira, é uma construção solarenga com acesso por elegante balcão, com escadaria de granito, rematado com pináculos e ostentando na frontaria, uma bonita pedra de armas.
A sua construção data de fins do Século XVIII, tendo sofrido transformações no Século XIX. Para a prática de turismo rural dispõe no edifício principal de quatro quartos duplos, com casa de banho privativa e em construção anexa mais dois apartamentos.
Possui confortáveis salas de convívio, biblioteca, sala de snooker, sala de musica, de campo de ténis e bar.
SOLAR DE LONGROIVA – Situado no centro da aldeia que lhe dá o nome do concelho de Meda, esta construção solarenga, dispõe de quatro quartos que facultam uma óptima vista sobre as serranias envolventes..
CASA DO BALDO – O antigo proprietário João Baldo, deu nome a esta casa e os actuais proprietários procederam à sua reconstrução.
Hoje encontramos uma casa que exteriormente se enquadra perfeitamente na histórica aldeia de Castelo Rodrigo, sendo que o seu interior nos oferece uma casa moderna. Do alto das muralhas da cidadela medieval, o visitante tem soberbo panorama sobre as Terras de Riba-Côa.
CASA DO PÁTIO DA FIGUEIRA – No interior da praça-forte de Almeida, vamos encontrar uma casa especialmente concebida para quem por aqui quer ficar.
Duas salas grandes e bem decoradas no rés-do-chão, dão para um pátio donde se vê a piscina e está plantada a figueira que dá nome à casa. Nos andares cimeiros, encontram-se os quartos, numerados, segundo datas importantes do historial da vila (1296, 1385, 1762 e 1810).
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com
Malcata candidata às «7 Maravilhas Naturais»
Dentre as centenas de locais nomeados para o concurso «7 Maravilhas Naturais de Portugal» está o Parque Natural da Serra da Malcata, atendendo à sua beleza e unicidade da paisagem, sua importância ecológica e estado de conservação, critérios de base de que se serviram os especialistas.
O concurso integra sete categorias: Zonas Marinhas, Zonas Aquáticas Não Marinhas, Grutas e Cavernas, Praias e Falésias, Florestas e Matas, Grandes Relevos e Áreas Protegidas.
De acordo com dados constantes na página on-line das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, fazem ainda parte dos nomeados outros locais da região, como a Serra do Pisco (Guarda), o Vale do Rio Águeda (Figueira de Castelo Rodrigo), Casais do Folgosinho (Gouveia), Vale Glaciar do Zêzere e Covão d’Ametade (Manteigas), Rio Ocreza e Serra da Gardunha (Fundão), Ribeira do Paul (Covilhã), Parque Icnológico de Penha Garcia e Inselberg de Monsanto (Idanha-a-Nova).
A maior parte das candidaturas validadas são montanhas, vales, serras e formações rochosas, onde se destacam, entre outras as serras de Marvão e São Mamede (Portalegre) ou as Pedras Parideiras (Arouca) e a Pedra Bolideira (Chaves). O rio Vez (Arcos de Valdevez), as Fisgas de Ermelo (Mondim de Basto) e as Portas do Vale do Almourão (Proença-a-Nova).
A categoria de Zonas Aquáticas Não Marinhas inclui a Lagoa de Óbidos, a Ria de Alvor (Portimão), os rios Mouro (Monção), Alva (em Moura Morta, Poiares), Douro (Peso da Régua) e Paiva (Arouca). Integra ainda a Cascata da Cabreia (Sever do Vouga), a Fraga da Pena (Arganil) e o Sapal do Rio Coina (Barreiro).
Já nas Zonas Marinhas destaca-se a Ilha da Berlenga e a Onda dos Supertubos, na praia do mesmo nome, em Peniche.
A praia da Amoreira (Aljezur), o Litoral do Guincho (Cascais), a Ponta João D’Arens (Portimão), o Cabo da Roca (Sintra) e a Fajã dos Padres (Madeira) integram a categoria Praias e Falésias. Esta inclui ainda a Praia Velha, Concha e São Pedro de Moel (Marinha Grande), as Falésias do Cabo Mondego (Figueira da Foz) e as praias fluviais de Fragas de São Simão e Ana de Aviz (Figueiró dos Vinhos).
A Furna do Enxofre (Santa Cruz da Graciosa, Açores), as grutas de Alvados, Santo António e Mira e Aire (Porto de Mós), Moeda (Batalha) e o Algar do Pena (Santarém) aparecem na categoria Grutas e Cavernas.
Nas Florestas e Matas há a assinalar as candidaturas da Mata Nacional do Buçaco (Mealhada), o Pinhal do Rei/Mata Nacional de Leiria (Marinha Grande) e os Montados de Sobro e Azinho (Avis, Portalegre), entre outras.
A Reserva Natural da Serra da Malcata concorre na categoria reservada às áreas protegidas, donde ainda fazem parte o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a Ria Formosa (Algarve), o Estuário do Tejo ou a Floresta Laurisilva (São Vicente, Madeira), o Parque Natural de Montesinho (Vinhais) e a Área da Reserva da Lagoa de Santo André (Santiago do Cacém).
A lista de candidaturas será analisada por 77 especialistas que vão eleger as 77 candidatas (11 de cada categoria) para a fase seguinte, o que acontecerá a 7 de Fevereiro.
Em 7 de Março são anunciados os 21 locais finalistas (três por categoria). A votação pública para as 7 Maravilhas Naturais de Portugal acontecerá depois até 7 de Setembro.
plb
À fala com… Adérito Tavares (2)
Esta segunda parte da nossa conversa continuou a caminhar pela vida de Adérito Tavares. Recomeçamos na Baixa da Banheira, nos tempos quentes da revolução de Abril e vamos até ao presente, até 2009.
– A sua experiência como professor primário marcou-o…
– Num dos últimos anos que estive no ensino primário – estava a terminar a faculdade – era professor em Almada e fui nomeado para fazer exames da 4.ª classe em Setúbal. Num dia quente de Julho apareceu na prova oral um rapazinho com o ar mais assustado do mundo, muito tímido e a quem ninguém conseguia arrancar uma palavra. Estava bloqueado por completo. Sai da mesa do júri no estrado, sentei-me ao lado dele e perguntei-lhe se ele queria abrir o livro. Olhou para mim, disse com a cabeça que sim, pegou no livro e abriu-o na página com a lição do cuco. E eu perguntei-lhe se já tinha ouvido um cuco. Abanou negativamente a cabeça e eu juntei as mãos em forma de concha soprando entre os polegares imitando o som do cuco. O garoto começou a sorrir e eu aproveitei para o interrogar nas diferentes matérias. Afinal sabia tudo e passou com distinção. Passados uns tempos recebi uma carta da Direcção Escolar de Setúbal – que ainda hoje guardo como uma condecoração – onde a avó do menino, com muitos erros ortográficos, me dizia que nunca o neto tinha sido tratado com tanto carinho e agradecia-me do fundo do coração. Foi um dos melhores momentos da minha vida de professor. Estive no ensino primário até concluir a licenciatura em História na Faculdade de Letras em 1973 tendo terminado o curso com 16 valores (a mais alta desse ano) e tive a sorte de ter professores brilhantes como Borges de Macedo, Veríssimo Serrão ou Vitorino Nemésio. Recordo mais um episódio. Passados uns anos de ter saído da Baixa da Banheira cruzo-me em Lisboa, na zona da Baixa, com o presidente da Câmara da Moita, Vítor Brito de Sousa, que me confirmou o abaixo-assinado acrescentando que no mesmo constava ainda um pedido dos habitantes da Baixa da Banheira para dar o meu nome a uma rua. E eu digo-lhe imediatamente em tom de brincadeira – «claro que não deu, mas… gostaria muito de guardar comigo uma cópia desse abaixo-assinado porque essa era a condecoração que eu gostaria de receber e preservar».
– O programa «Se bem me lembro…» do professor Vitorino Nemésio fez história na televisão em Portugal…
– Ao professor Vitorino Nemésio era preciso saber puxar-lhe pela língua. Gostava de fazer charlas à maneira da televisão. Lembro-me de uma aula, fantástica, que ele deu a propósito da pronúncia «tche» das terras da nossa região. Porquê o «tche»? Aparentemente pela contágio da proximidade a Espanha. Mas não é verdade. O professor Nemésio explicou que a razão do nosso «tche» tem a ver com o repovoamento de origem galega depois da reconquista cristão aos mouros da Beira. Foi uma das muitas aulas brilhantes do professor Nemésio. Curiosamente, na nossa região raiana, há uma localidade com nome galego denominada Vale de la Mula. A tese de doutoramento de mestre Lindley Cintra intitula-se «A linguagem dos foros de Castelo Rodrigo». Os primitivos forais de Castelo Rodrigo incluíam Sabugal, Sortelha, Vila do Touro, Coria e Ciudad Rodrigo do lado de lá e foram redigidos em Leonês. Nos sítios mais inacessíveis o dialecto leonês manteve-se em muitas povoações como, por exemplo, em San Martín de Travejo que fica encravada em plena serra da Xalma. A língua galaíco-portuguesa manteve-se e espalhou-se por toda a região da Beira Interior e daí resulta a pronúncia «tche». Recordo-me de perguntar ao professor Nemésio porque existiam três palavras tão distintas para o mesmo objecto: garfo, tenedor e fourchette. Indirectamente o professor Nemésio ligou a palavra fourchette ao forcão. Garfo pode ser entendido como enxertia, ou seja, uma bifurcação que é atada e fourchette pode ser uma forquilha. São três palavras que estão muito ligadas ao nosso Forcão. São curiosidades históricas que me foram explicadas pela primeira vez pelo professor Nemésio, um açoriano de grande mérito.
– E após a sua licenciatura em História na Faculdade de Letras?
– Finalizei a minha licenciatura em 1973 e fui convidado para professor do Colégio Militar onde estive durante dois anos lectivos. Significa que passei o 25 de Abril dentro do Colégio Militar. Em 75 ingressei como professor convidado na Academia de Música de Santa Cecília – um dos mais prestigiados colégios do país – e onde me mantive durante 17 anos até 1991. Fui professor efectivo na Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, junto à Praça de Londres, desde 1980 a 99, altura em que me reformei do ensino público. Entretanto, em 1991, fui leccionar para a Universidade Católica as cadeiras «História Contemporânea» e «Cultura Portuguesa» no curso de Comunicação Social.
– Um percurso brilhante que foi complementado com a publicação de diversos livros…
– Sou co-autor com mais dois colegas dos manuais escolares de História para o 7.º, 8.º e 9.º ano que são usados em centenas de escolas do país e penso que também nas escolas do Sabugal. Além dos manuais escolares tenho 25 livros publicados…
– … incluindo «A Capeia Arraiana»…
– A sensação que me ficou na minha investigação sobre a Capeia Arraiana em autores que escreveram antes de mim como, por exemplo, o doutor Carlos Alberto Marques, natural de Vale de Espinho e professor no liceu da Guarda, que escreveu «Notas etnográficas sobre Ribacoa», publicadas posteriormente na revista «Byblos» e outras. Quando, em 1996, participei no «Congresso do Sétimo Centenário do Foral Dionisino do Sabugal» realizado no Salão Nobre houve uma sessão de homenagem ao doutor Carlos Alberto Marques que incluiu – a convite de Pinharanda Gomes – uma deslocação de todos os congressistas a Vale de Espinho para descerrar uma lápide na casa onde viveu. É este Carlos Alberto Marques, professor de geografia e conhecedor da etnologia local, um dos primeiros investigadores a fazer a pesquisa das Capeias na região raiana. A verdade é que as Capeias não nasceram como as conhecemos hoje. Como diz um poeta espanhol «caminante no hay camino, se hace camino al andar». As Capeias foram surgindo. Primeiro com uma vaca ou duas que eram roubadas do lado de Raia. Depois com vacas emprestadas para pagar o prejuízo aos agricultores que viam as suas culturas dizimadas pelos animais espanhóis.
– As Capeias, a Raia, o Contrabando são a nossa identidade…
– A minha intervenção no «Congresso do Contrabando-2006» e documentado no livro das actas incluiu a investigação aos arquivos do 3.º Batalhão da Guarda Fiscal que têm registado o contrabando apreendido em toda aquela zona que vai desde Penamacor até à Raia do Minho. Os produtos apreendidos eram reportados à secção no Sabugal, dali à 6.ª Companhia em Vilar Formoso (que compreendia desde Barca d’Alva até ao Sabugal) e finalmente ao Batalhão no Porto. E qual era a secção que apreendia mais contrabando – o Sabugal – mais do que Vilar Formoso, mais que Almeida, mais que Castelo Rodrigo, mais que Barca d’Alva. E não se explica porque os guardas eram mais briosos mas sim porque era a zona onde passava mais contrabando. E isso ajuda a explicar a excelente relação que havia entre as populações dos dois lados da fronteira. Há naturais de Aldeia do Bispo que casaram em Navasfrias, em San Martin… E isto ajuda a explicar que muitas vezes os contrabandistas quando passavam com os carregos às costas tinham que fugir dos toiros e gera esta ligação que existe desde o século XIX. A palavra Capeia é de origem espanhola e a forma capear já existia em Navasfrias, em Casillas de Flores, em Fuenteguinaldo. Com oito, nove anos assisti em Navasfrias a touradas com cestos muito compridos para resistir às investidas ou seja uma prática com um aparelho defensivo como o forcão. No século XIX o toiro era um animal raro e muito caro. Era criado para ser apresentado nas grandes Praças espanholas. Recentemente estive em Ronda onde existe uma das mais antigas praças de toiros espanholas e de onde era natural Pedro Romero, o inventor da maior parte dos passes dos toureiros com capa. Em sua memória realiza-se todos os anos, em Setembro, a Corrida Goyesca de Ronda.
– Há um, ou vários, movimentos para candidatar a Capeia Arraiana a Património Imaterial da Humanidade. Qual é, para si, «o caminho que se deve caminhar»?
– Penso que existem muitas práticas de tauromaquia em Portugal. A minha intervenção, em 1996, no 7.º Congresso do Foral intitulou-se «As Práticas da Tauromaquia Popular na Raia do Sabugal» e resultou de uma investigação onde procurei definir a tauromaquia popular, onde, como e desde quando era praticada. Na altura investiguei que estas práticas populares são diferenciadas de região para região. Existem na Ilha Terceira, nos Açores, as corridas à vara larga com cordas muito idênticas às realizadas em Ponte de Lima. Na nossa região começaram por ser vacas e, pouco a pouco, os curros começaram a incluir toiros. Vila Franca, Barrancos e a Moita têm touradas populares próprias da sua região. Não vamos transpor essas originalidades para outros locais. Fiquei extremamente chocado quando, há uns anos, em Aldeia do Bispo, os mordomos de Nossa Senhora dos Milagres, emigrantes em França, introduziram na festa umas meninas vestidas de majorettes. Não faz sentido. Da mesma forma considero que levar as práticas tauromáquicas raianas aos Açores a título permanente não concordo. Se estivermos a falar de uma apresentação da Capeia Arraiana com pegadores de forcão sabugalenses feita nos Açores como se faz no Campo Pequeno, concordo. Apesar de achar que a Capeia de Lisboa está mutilada porque não tem encerro.
– A finalizar pedimos ao historiador Adérito Tavares que fale do futuro. Do futuro do Sabugal…
– Gostaria bastante que o Sabugal investisse em acções que podem evitar a desertificação total. Apostar no turismo, na manutenção de tradições locais e oferecer aos visitantes o passado. Um passado rico que inclui praças-fortes como Vilar Maior, Vila do Touro, Sortelha, Alfaiates e que incluem as sete grandes vilas de que falava Alexandre Herculano. Há um património histórico que está visível. Deixo o desafio de se criar o «Circuito das Vilas Grandes», colocar essa informação na Internet e propô-lo às agências de turismo cultural. Levei dezenas de excursões culturais ao Sabugal com alunos do secundário e da Católica e enquanto presidente da direcção da Associação de Professores de História organizei duas excursões com docentes a Monsanto, Sortelha, Sabugal e às restantes aldeias históricas. Organizei viagens ao Sabugal com sócios da Casa de Macau em Lisboa, com professores e alunos do Colégio Moderno em Lisboa e da Academia de Música de Santa Cecília. Durante muitos anos levei os meus alunos da Católica a conhecer o Sabugal. É isto que eu defendo para as nossas terras. Tenho dezenas de fotografias em Sortelha no restaurante Alboroque, uma curiosa palavra que define a refeição com que se fechava um contrato. O futuro do Sabugal depende de todos os sabugalenses.
Adérito Tavares, natural de Aldeia do Bispo, é casado com Maria da Conceição Tavares. O filho João é licenciado em Direito pela Católica e a filha Ana Teresa é doutorada (nos Estados Unidos) em ciências biomédicas e investigadora de biologia molecular no Instituto Gulbenkian e na Faculdade de Medicina Veterinária. A conversa foi um intenso momento de cultura que poderíamos intitular de «Palavras com História».
jcl
Bons exemplos – Finicia (2)
Continuo a trazer aos leitores deste Blogue iniciativas levadas a cabo em alguns Concelhos de Portugal e que constituem bons exemplos de intervenção.
Não me refiro nesta crónica a um Concelho específico, englobando antes um conjunto de 96 concelhos que, um pouco por todo o País, criaram até Setembro de 2009 os Fundos Municipais FINICIA.
Destaco que destes Concelhos, 7 pertencem ao distrito da Guarda – Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Gouveia, Guarda, Manteigas, Seia e Trancoso; e 2 ao distrito de Castelo Branco – Penamacor e Proença-a-Nova.
O FINICIA é um Programa promovido pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI), vocacionado para o apoio a projectos de forte conteúdo inovador, negócios emergentes de pequena escala e iniciativas empresariais de interesse regional.
Tem como objectivo central facilitar o acesso ao financiamento pelas empresas de menor dimensão, sendo um produto de crédito destinado ao apoio a projectos de investimento desenvolvidos por micro e pequenas empresas no concelho.
Um fundo FINICIA pretende:
– Dinamizar o tecido empresarial do Concelho;
– Estimular o investimento das Micro e Pequenas Empresas do Concelho;
– Melhorar os produtos e/ ou serviços prestados;
– Promover a modernização das instalações e equipamentos.
Um Fundo FINICIA assenta numa Parceria envolvendo obrigatoriamente o Município, o IAPMEI, uma entidade bancária e uma sociedade de garantia mútua, para além doutros parceiros locais e/ou regionais, tendo um capital social máximo de 500.000 euros, dos quais 20% pertencem à Autarquia e os restantes 80% à entidade bancária.
O financiamento a projectos de investimento através do FINICIA é limitado a um valor limite de 45.000 euros por projecto, dos quais 80% revestem a forma de empréstimo bancário de Médio/Longo Prazo, a juros bonificados e os restantes 20% são um subsídio reembolsável sem juros.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
rmlmatos@gmail.com
Autarcas do PSD apelam a debate interno
Uma dezena de presidentes de Câmara Municipal eleitos pelo PSD, dentre os quais os de Trancoso e Figueira de Castelo Rodrigo, decidiram no último sábado colocar à subscrição dos militantes um documento que solicita à direcção do partido um debate, em Congresso, antes da escolha do futuro líder.
Além dos presidentes de Trancoso e Figueira de Castelo Rodrigo, também participaram na reunião os de Cantanhede, Covilhã, Arganil, Pedrógão Grande, Penalva do Castelo, Mafra, Cascais e Portalegre. Os autarcas reivindicam à direcção do partido uma discussão da qual saia uma «redefinição da estratégia do PSD para o futuro», a qual deverá ocorrer antes da escolha do futuro líder.
«Há necessidade de uma discussão e o lugar próprio é em congresso nacional», uma discussão da qual saia uma «redefinição da estratégia do PSD para o futuro», declarou à agência Lusa João Moura, presidente da Câmara de Cantanhede e anfitrião da reunião.
Segundo o autarca, o documento agora aprovado em Cantanhede será enviado a todos os presidentes de Câmara e serão convidados os militantes do partido a subscrevê-lo.
«O PSD é um partido do poder local. É importante agitar o partido», observou João Moura, frisando que os autarcas tem uma percepção especial da realidade, em virtude de diariamente estarem em contacto com as populações.
No entanto, a legitimidade de dizer «que queremos discutir o partido», assumida pelos presidentes de Câmara Municipal, também poderia ter sido assumida por outros sectores da sociedade que militam no PSD, explicou.
No documento, os dez presidentes de Câmara afirmam que Portugal, encontra-se numa encruzilhada da sua vida colectiva, marcada por uma profunda crise económica, social e política, situação que «não é explicável, apenas, pela crise internacional».
plb
PDM dos municípios da Cova da Beira na Internet
Os mapas interactivos do Plano Director Municipal (PDM) do Sabugal e dos outros 12 concelhos da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) podem ser consultados através da Internet.
Em declarações à agência Lusa, Jorge Antunes, responsável pelo departamento de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) da AMCB explicou que «qualquer municípe poderá, por exemplo, editar on-line a delimitação de uma parcela de terreno, calcular distâncias e áreas ou imprimir uma planta de localização».
Estão disponíveis os planos directores do Sabugal, Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel, Penamacor e Trancoso. Cada município tem uma hiperligação na sua página que redirecciona o utilizador para o portal da AMCB onde está a informação.
A disponibilização dos PDM na Internet responde a uma imposição legal (Lei n.º 56/2007) e, de acordo, com informações fornecidas pela o projecto global está orçado em meio milhão de euros e é co-financiado pelo Programa Operacional da Região Centro – MaisCentro.
A solução implementada permitirá aos municipes dos 13 concelhos fazer uma consulta prévia a um PDM, tendo como ponto de partida um determinado ponto ou localização no território. Após a identificação da localização da pretensão é possível cruzar esta informação com as classes de espaço, com o regulamento e limitações do PDM e imprimir a informação para o processo de viabilidade de transformação do terreno rústico.
No futuro o sistema irá permitir fazer pesquisas, visualizar e consultar os processos de obras das Câmaras Municipais.
Página da AMCB com o SIG. Aqui.
Página da Câmara Municipal do Sabugal com o PDM on-line. Aqui.
jcl
Barca D’Alva homenageia Agostinho da Silva
Eugénio Macedo, o escultor que tem inúmeras obras de arte espalhadas pelo concelho do Sabugal, onde já residiu, está a esculpir ao vivo um monumento dedicado à memória do Mestre Agostinho da Silva, que será colocado em Barca D’Alva.
O trabalho foi encomendado pelo Município de Figueira de Castelo Rodrigo e está a ser executado na Praça Serpa Pinto, naquela vila raiana do distrito da Guarda.
Trata-se de uma escultura de corpo inteiro, em granito, que será implantada na terra onde cresceu o filósofo Agostinho da Silva, num local onde já existe uma placa comemorativa do seu centenário.
O escultor Eugénio Macedo reside actualmente em Figueira de Castelo Rodrigo, mas viveu no Soito, concelho do Sabugal durante muitos anos. Tem milhares de obras espalhadas pelo País, muitas delas no concelho do Sabugal. Em entrevista ao jornal Nova Guarda, em 2008, Eugénio Macedo, que chegou a Portugal vindo do Brasil, explicou que o Soito foi ponto de paragem por uma avaria no carro, que o deixou nesta terra durante alguns anos. «Vim fazer umas férias em direcção a Espanha, o meu carro avariou-se ali no Soito, numa época de festas. Não havia mecânicos para concertar o carro e fiquei por lá. Olhei para muitos lados e só via pedra, e escolhi a pedra. Foi quando fiz aquele touro que está em frente à Praça, no Soito», disse o escultor, que assim se apaixonou pelas terras raianas e começou a esculpir monumentos em granito.
O homenageado, o filósofo Agostinho da Silva, nasce no Porto em 1906, mas nesse mesmo ano os pais mudaram-se para Barca D’Alva, no extremo norte do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, onde viveu os primeiros da sua vida. A iniciativa de homenagem mostra o reconhecimento da terra pelo grande Mestre que, depois de escrever uma vasta obra e percorrer mundo, morreu em Lisboa em 1994.
plb
Ferreira Leite engripada não veio ao Sabugal (2)
Galeria de imagens do «Fórum Autárquico da Guarda» do PSD que decorreu no sábado, 25 de Julho de 2009, no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal.
| GALERIA DE IMAGENS – 25-7-2009 |
Ferreira Leite engripada não veio ao Sabugal (1)
O Sabugal foi o palco este sábado, 25 de Julho, do Fórum Autárquico «Falar Verdade» do PSD do distrito da Guarda. Marcaram presença nos trabalhos a deputada Ana Manso e a maioria dos candidatos laranjas aos 14 municípios guardenses. A líder do partido, Manuela Ferreira Leite, adoentada com uma gripe não se deslocou ao Sabugal tendo sido substituída pelo vice-presidente Paulo Mota Pinto. Álvaro Amaro aproveitou para deixar um recado à presidente do partido: «Na Guarda não aceitaremos nomes nacionais na lista de deputados.»

Respondendo ao repto lançado na quinta-feira na sessão de apresentação no RaiaHotel do candidato, António Robalo, cerca de 300 militantes e simpatizantes sabugalenses encheram o salão de festas da Junta de Freguesia do Sabugal. A presença da líder social-democrata e dos candidatos às 14 Câmaras Municipais do distrito da Guarda ajudaram a aumentar a curiosidade e a militância. Quase em cima da hora ficou a saber-se que Manuela Ferreira Leite não marcaria presença em virtude de estar adoentada com uma arreliadora gripe. Em seu lugar enviou o vice-presidente Paulo Mota Pinto que encerrou a sessão mas que, curiosamente, não era portador de nenhuma mensagem da líder ausente para os sabugalenses e guardenses presentes.
Os trabalhos do Fórum Autárquico «Falar Verdade» foram conduzidos pelo coordenador distrital, João Prata, que foi introduzindo os temas e apresentando os muitos oradores do dia com direito a cinco rigorosos minutos.
A sessão de abertura esteve a cargo do presidente da Comissão Política do Sabugal, Manuel Corte. Seguiram as intervenções de Tânia Cameira e António Agostinho Lucas da Silva, respectivamente, representantes dos candidatos a presidentes de Junta de Freguesia, Tânia Cameira, e dos candidatos às Assembleias Municipais.
Os candidatos aos municípios guardenses tiveram direito a cinco rigorosos minutos e discursaram sobre diferentes temas: António Batista Ribeiro (Almeida), «Cooperação transfronteiriça»; Vítor Martins Santos (Celorico da Beira), «Sustentabilidade e aproveitamento dos recursos naturais»; António Edmundo Ribeiro (Figueira Castelo Rodrigo), «Potenciar recursos endógenos»; José Miranda (Fornos de Algodres), «Potencialidades das novas acessibilidades»; Álvaro Amaro (Gouveia), «Um combate pelo Interior»; João Mourato (Mêda), «Incentivo à inovação»; António Luís Ruas (Pinhel), «Ordenar o território, vencer o despovoamento»; António Robalo (Sabugal), «Educação e Formação»; Luís Caetano (Seia), «A Serra da Estrela como pólo aglutinador»; Júlio Sarmento (Trancoso), «Saúde e Solidariedade Social» e Gustavo Duarte (Vila Nova de Foz Côa), «Aproveitamento turístico da Beira e do Douro».
O recandidato a Gouveia, Álvaro Amaro, considerou como grande desafio para as próximas gerações a cooperação transfronteiriça e defendeu a necessidade de empunhar a bandeira do Interior que «tem sido muito sacrificado pelo poder central com política imorais que têm levado ao despovoamento do território» tendo apontado como solução «uma nova rede do ensino superior em Portugal, com as universidades e os politécnicos a criarem pólos com cursos nos diferentes concelhos».
João Mourato, actual presidente da Mêda, lembrou que «os autarcas do PSD têm sido discriminados pelo Governo» e António Ruas (Pinhel) pediu que o poder central «assuma de uma vez por todas a aposta no investimento no Interior, nos parques eólicos e nas fontes hídricas como factor de desenvolvimento local». Júlio Sarmento (Trancoso) animou a plateia com alguns sorrisos quando iniciou o discurso olhando para João Prata dizendo que sabia «da tolerância mas não sou dos que me calo com facilidade» para logo de seguida acrescentar: «Não temos gente. Porque não temos aquilo que nos falta vai continuar a faltar-nos aquilo que não temos.» De seguida atacou o Serviço Nacional de Saúde e o processo do Hospital da Guarda: «É uma telenovela. Temos assistido na Guada a revoada de ministros que vêm lançar mais uma pedra no novo hospital. O último vai ser o ministro da Justiça quando vier explicar a providência cautelar. A Segurança Social é uma autêntica quinta rodeada de um muro de compadrio.» A terminar o actual presidente de Trancoso deixou ainda um pensamento: «É mais importante morrer na luta do que morrer na hesitação.»
Encerrou a participação autárquica o candidatos Gustavo Duarte (Vila Nova de Foz Côa) lembrando que os extremos do distrito, Sabugal e Foz Côa, tocam-se pela afinidade de um rio que une. «A arrogância do primeiro-ministro reproduziu-se nas nossas terras. Muitos socratezinhos foram crescendo pelo País e Foz Côa parou. Temos muito a recuperar especialmente no turismo até porque seis das aldeias históricas estão na nossa região.»
Da intervenção de António Robalo subordinada ao tema «Educação e Formação» (disponível para consulta e cópia no final deste artigo) destacamos os compromissos de desenvolver no Centro Social João Paulo II um Centro de Ciência e Actividades Criativas e a abertura no Sabugal de uma Universidade Sénior.
Os autarcas presentes fizeram questão de iniciar os discursos agradecendo ao actual presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, toda a disponibilidade e cooperação ao longo dos últimos anos e felicitando-o na hora da despedida.
Na sessão de encerramento usaram da palavra Álvaro Amaro, presidente da Comissão Política Distrital da Guarda e Paulo Mota Pinto, vice-presidente da Comissão Política Nacional em representação da presidente Manuela Ferreira Leite.
Álvaro Amaro, sem limites de tempo, utilizando um tom inflamado próprio de um comício, começou por informar que apesar de ter tentado falar telefonicamente com a presidente do partido tal ainda não tinha sido possível pedindo por isso a Paulo Mota Pinto que servisse de mensageiro para o desejo de melhoras de todos os guardenses. «Fomos o primeiro distrito a fechar as listas de candidatos. Os autarcas do PSD são o colchão do partido nos bons e maus momentos porque tal como disse Zeca Afonso – a Académica não é um clube, é uma causa – e também nós somos uma causa», disse Álvaro Amaro perante uma atenta plateia. Depois deixou alguns recados para dentro do partido. «Todos nós sentimos a causa do Interior. Nenhum Governo do PSD deixará de contar com vozes muito críticas se não perceber. Esteja onde estiver jamais – jamais não porque pareço o outro – nunca, nunca calarei a minha voz sobre os novos valores da política. É inaceitável que 10 autarcas PSD do distrito da Guarda tenham estado um ano à espera que um secretário de Estado do Turismo os recebesse. A política do carneirismo não tem mais espaço e não podemos viver num país a duas velocidades no litoral e no interior». A finalizar pediu novamente a Paulo Mota Pinto que fosse portador de um aviso dos sociais-democratas do distrito da Guarda. «Soube hoje de manhã que o cabeça-de-lista socialista pela Guarda é Fernando Assis. Como social-democrata sinto-me ofendido. É esta a política velha de quando nos diziam – não têm aí pessoas válidas por isso lá vai mais um – mas nós queremos dizer aqui à presidente do Partido Social Democrata que não aceitamos que nos imponham nenhum nome de fora da Guarda. Não rasgarei o cartão mas saberei tirar conclusões políticas.»
Encerrou o Fórum Autárquico, o vice-presidente Paulo Mota Pinto que esteve no Sabugal em substituição de Manuela Ferreira Leite retida em Lisboa a muitos quilómetros de distância com gripe. O dirigente discursou sobre os grandes desafios nacionais que se colocam ao partido em ano de três eleições. Sobre José Sócrates considerou: «Foram quatro anos de grandes erros. O Governo desistiu de governar. O Governo está esgotado.» Para o Interior não apontou soluções porque «os problemas do Interior não se resolvem do pé para a mão».
No final os participantes foram convidados a dirigirem-se, a pé, até aos jardins do Auditório Municipal onde decorreu um lanche.
Curiosamente Paulo Mota Pinto não foi portador de nenhuma mensagem da presidente laranja para os simpatizantes e militantes presentes no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal.
António Robalo – Discurso de apresentação da candidatura. Aqui.
António Robalo – Discurso no Fórum Autárquico. Aqui.
jcl
Ferreira Leite apresenta candidatos no Sabugal
A presidente do PSD-Partido Social Democrata, Manuela Ferreira Leite, desloca-se ao Sabugal no domingo, 25 de Julho, para apresentar os candidatos autárquicos às 14 Câmaras do distrito da Guarda. O Fórum Autárquico «Falar Verdade» está marcado para as 15 horas no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal.
O Sabugal será o palco da apresentação nacional dos candidatos sociais-democratas às 14 câmaras do distrito da Guarda.
O Fórum Autárquico «Falar Verdade» está marcado para as 15 horas de domingo, 25 de Julho, no Salão de Festas da Junta de Freguesia do Sabugal e encerrará com um discurso da líder do PSD, Manuela Ferreira Leite.
| CONCELHO | CANDIDATO | POSIÇÃO | CÃMARA |
| Aguiar da Beira | Fernando Andrade | Recandidatura | PSD |
| Almeida | António Baptista Ribeiro | Recandidatura | PSD |
| Celorico da Beira | Vítor Santos | Candidatura | PS |
| Gouveia | Álvaro Amaro | Recandidatura | PSD |
| F. Castelo Rodrigo | António Edmundo | Recandidatura | PSD |
| Fornos Algodres | José Miranda | Recandidatura | PSD |
| Guarda | Crespo de Carvalho | Candidatura | PS |
| Manteigas | José Manuel Biscaia | Recandidatura | PSD |
| Mêda | João Mourato | Recandidatura | PSD |
| Pinhel | António Ruas | Recandidatura | PSD |
| Sabugal | António Robalo | Vereador | PSD |
| Seia | Luís Caetano | Vereador | PS |
| Trancoso | Júlio Sarmento | Recandidatura | PSD |
| V. N. Foz Côa | Gustavo Duarte | Vereador | PS |
Nas últimas eleições autárquicas no distrito da Guarda o PSD alcançou a presidência de dez Câmaras (Sabugal, Almeida, Aguiar da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Manteigas, Gouveia, Fornos de Algodres, Trancoso, Mêda e Pinhel) e o PS quatro (Guarda, Seia, Celorico da Beira e Vila Nova de Foz Côa).
jcl
Plano estratégico do Vale do Côa propõe Agência
O Plano Estratégico de Promoção Turística do Vale do Côa, promovido pela Associação de Municípios daquela região, pretende a criação de uma agência de desenvolvimento que sirva de instituição pivot aos dez municípios do Vale do Côa onde se inclui o Sabugal.
Este plano, executado por uma equipa liderada pelo professor Augusto Mateus, identifica os vectores para o desenvolvimento do território e do turismo propõe ainda uma revisão do modelo de negócio do Parque Arqueológico do Vale do Côa no âmbito da abertura do Museu Internacional do Côa, que deve ser a porta de entrada na região e o centro da sua vivência cultural.
Segundo Augusto Mateus «não vamos a lado nenhum sem uma parceria público privada, e de um conjunto de pessoas novas que venham para cá».
Aquela região é considerada uma das mais pobres e economicamente deprimidas a nível nacional, quando analisado o seu poder de compra sendo constituída por micro empresas, com fracas competências organizacionais e de negócio e onde o modelo de desenvolvimento económico e social até agora prosseguido está centrado em bens não transaccionáveis internacionalmente.
Entretanto Cidadelhe passa a oferecer um Centro Difusor e Pólo de Informação Turística cujo objectivo é receber e encaminhar os visitantes que pretendam conhecer os patrimónios desta freguesia que integra a área do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
A Associação de Municípios do Vale do Côa é constituída pelos concelhos do Sabugal, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Mêda, Mogadouro, Pinhel, Torre de Moncorvo, Trancoso e Vila Nova de Foz Côa.
jcl (com agência Lusa)
Aldeias Históricas – Castelo Rodrigo
Os vestígios arqueológicos na zona fronteiriça de Castelo Rodrigo remontam ao Paleolítico. Situada a 10 kms do rio Côa a povoação de Castelo Rodrigo alberga igualmente notáveis sinais da presença dos romanos e no domínio mouro.
CASTELO RODRIGO – No entanto, a importância estratégica de Castelo Rodrigo começa a ser mais significativa durante a reconquista cristã, particularmente, para os reis de Leão a quem pertencia o território. À povoação foi entregue o título de vila e elevada a concelho pela mão do monarca Afonso XI de Leão e o seu objectivo era claro: atrair pessoas para aquela zona.
Castelo Rodrigo esteve sempre presente nos contenciosos entre Portugal e Castela ao longo da história. Entretanto perdida para os muçulmanos D. Afonso Henriques reconquistou-a em 1170. Os mouros insistiram e D. Sancho I teve de a trazer novamente para o lado cristão em 1209 e nesse mesmo ano, Castelo Rodrigo recebe a sua primeira Carta de Foral. Mas foi preciso esperar quase noventa anos mais para que fosse integrada definitivamente no território nacional, o que deixou definido no Tratado de Alcanizes assinado por D. Dinis em 12 de Setembro de 1297. O Rei poeta mandou então reconstruir o castelo e povoar novamente Castelo Rodrigo.
D. Fernando viria a conceder a Carta de Feira à vila em 23 de Maio de 1373, o que significava que Castelo Rodrigo podia abrir as portas das muralhas aos comerciantes e desenvolver a sua actividade mercantil.
Com a morte de D. Fernando, a independência nacional ficou colocada em causa. Tinha uma única filha, D. Beatriz, que era casada com D. João de Castela. Contudo, D. João, Mestre de Aviz, derrotaria os castelhanos na batalha de Aljubarrota e fora coroado rei de Portugal. Castelo Rodrigo tinha tomado partido de D. Beatriz e, como castigo, D. João I determinou que o seu brasão ficasse com o escudo das armas reais invertidas, além de passar para o domínio administrativo de Pinhel.
Com isto, a vila entrou em decadência e despovoou-se. Só em 1508 é que a vila recebeu um Foral Novo, concedido por D. Manuel, que mandou igualmente restaurar o castelo.
De seguida, veio o controlo de Portugal por parte dos Filipes de Castela. A vila passou a ser dirigida por Cristóvão de Moura, defensor da causa filipina, que ergueu um palácio residência que viria a ser queimado pela população revoltada contra o traidor, a 10 de Dezembro de 1640, logo após a restauração da independência.
Castelo Rodrigo, devido à sua posição estratégica, jogou um papel protagonista nas disputas contra Espanha. Em 1664, foi cercada pelo duque de Osuna e reza a história que 150 homens contra mais de quatro mil aguentaram a guarnição até à chegada de reforços, obrigando de seguida ao tal Duque de Osuna a fugir mascarado de frade.
Com o fim das guerras da restauração, Castelo Rodrigo começou a perder importância. Em 1836, a rainha D. Maria II passaria a sede de concelho para Figueira de Castelo Rodrigo.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com
José Saramago vai passar por Sortelha e Sabugal
O escritor José Saramago vai iniciar esta quinta-feira, 18 de Junho, a partir de Lisboa o percurso de Salomão, no seu mais recente livro «Viagem do Elefante», rumo à fronteira luso-espanhola. O convite partiu da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo que viu o nome da localidade destacado na obra do Prémio Nobel. O trajecto do elefante Salomão incluiu, também, Sortelha e Sabugal na sua longa viagem até à corte austríaca.
A leitura atenta do livro «A viagem do elefante», onde Figueira de Castelo Rodrigo ocupava lugar de destaque, levou a Câmara Municipal local a convidar o Prémio Nobel da Literatura, José Saramago, para uma visita à aldeia histórica.
De acordo com informações do município de Castelo Rodrigo à Agência Lusa, José Saramago aceitou o repto e deverá chegar a Castelo Rodrigo, ruínas do Palácio Cristóvão de Moura, cerca das 17.30 horas desta quinta-feira, para aí pernoitar. No dia seguinte o escritor seguirá a rota da «A Viagem do Elefante» com destino a Valladolid.
Segundo a Fundação José Saramago, o autor elaborou um itinerário pela «rota portuguesa de Salomão», que parte de Lisboa (Belém) no dia 18 de Junho, e passa por Constância, Castelo Novo, Fundão, Sortelha, Sabugal, Cidadelhe e Figueira de Castelo Rodrigo.
A ideia para o romance, ou conto como lhe prefere chamar o autor, surgiu de um acaso. Quando estava num restaurante em Salzburgo, chamado «O Elefante», José Saramago reparou numa pequena escultura em madeira da Torre de Belém e é informado que tal se deve ao registo de um itinerário feito por um elefante, que em 1551 foi de Lisboa a Viena como oferta do rei D. João III ao seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V. O animal vindo da Índia estava há dois anos em Lisboa, mais propriamente em Belém, e era desconhecido da maior parte dos europeus.
E é com base nesses escassos elementos e na sua poderosa imaginação que José Saramago desenvolve a sua mais recente obra «A Viagem do Elefante», escrita em condições de saúde muito precárias.
«[Contei esta história] em primeiro lugar, porque me apeteceu, e em segundo lugar, porque, no fundo (se quisermos entendê-la assim, e é assim que a entendo) é uma metáfora da vida humana», disse Saramago à agência Lusa. «Este elefante que tem de andar milhares de quilómetros para chegar de Lisboa a Viena morreu um ano depois da chegada e, além de o terem esfolado, cortaram-lhe as patas dianteiras e com elas fizeram uns recipientes para pôr os guarda-chuvas, as bengalas, essas coisas», referiu.
Em epígrafe, Saramago escreve: «Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam.» Esse sítio é a morte, explicaria mais tarde.
jcl
Aldeias Históricas de Portugal – Almeida
Estamos em Junho e o Verão que se aproxima, transporta com ele aqueles emigrantes que não esquecem as raízes e dão, por uns meses, vida às povoações que já a não têm.
A eles se juntam outros migrantes internos que residem e fazem vida, principalmente nas zonas metropolitanas de Lisboa e Porto, na mira de lá gozar férias e «carregar baterias», num mar de gente conhecida cheia de afectividades e lembranças, tão diferente do buliço das grandes cidades, onde ninguém se conhece verdadeiramente.
A última crónica de Romeu Bispo, actual provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal cujo titulo sugestivo é «Vistas Largas», leva-me a fazer as seguintes considerações:
1) Em sentido lato, poderemos dizer que o convívio com outros países e culturas, deu aos nossos emigrantes uma visão mais abrangente que àqueles que nunca da terra saíram, mas que mesmo estes sofreram uma forte influência dos mesmos;
2) Já, outros, em termos políticos o seguidismo e fanatismo por ideologias retrógradas, levam-nos a «vistas curtas» ou direccionadas ou, como diz o Kim Tomé, usam palas ou cassetes, nos olhos ou ouvidos, voluntariamente.
3) Em sentido restrito, na minha opinião, tem vistas largas, quem, em termos regionais, não olha só para o seu umbigo, bairro, freguesia ou mesmo concelho;
4) A verdadeira globalização deve começar com parcerias com os nossos vizinhos, criar sinergias e agregar o que nos une e não procurar divisionismos sem sentido.
«Quem visita o vizinho também me pode visitar a mim»
Com o slogan de que «Quem visita o vizinho também me pode visitar a mim», vou iniciar neste espaço um conjunto de informações que julgo úteis para quem quiser espraiar a vista para além da nossa Aldeia Histórica de Sortelha, nomeadamente: Almeida, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto e Trancoso.
Almeida – Considerada Vila Monumental Nacional, foi conquistada por D. Sancho I, que ampliou as suas muralhas. Alvo de constantes ataques por parte dos muçulmanos, voltou a ser destruída, até que em 1190 D. Paio Guterres a tomou definitivamente. Corria o ano de 1926, quando D. Dinis deu a carta de foral aos habitantes e reconstruiu o castelo. No entanto, só um ano mais tarde, com a assinatura do Tratado de Alçañizes entre Portugal e Castela é reconhecida como terra portuguesa. O seu nome vem do árabe e várias teorias tentam explicá-lo. A mais provável é mesmo a tradução de almeida, que significa «mesa» por a povoação se encontrar num planalto. Já segundo a lenda local, o seu nome nasce no facto de na antiga povoação existir uma extraordinária mesa ornamentada com pedras preciosas.
Vila fronteiriça, Almeida é um dos raros exemplares de arquitectura abaluartada do nosso país. Fortificada em forma de estrela de 12 pontas, com muralhas em cantaria, revelins (os baluartes que permitiam a observação do território circundante) portas e casamatas que percorrem os seus 2.500m de perímetro, esta praça-forte foi edificada nos séculos XVII e XVIII, em redor de um castelo medieval – situado num planalto entre o rio Côa e a ribeira dos Tourões –, depois dos espanhóis terem destruído as defesas que protegiam a vila. Palco de várias lutas ao longo dos séculos, Almeida desempenhou um papel relevante na Guerra dos Sete Anos e na 3.ª Invasão Francesa, em 1810, período em que esteve cercada pelas tropas napoleónicas.
No interior da fortificação, vale a pena visitar o conjunto harmonioso do casario e os diversos edifícios religiosos espalhados pelas ruas estreitas. A comunhão da arquitectura militar envolvente com a simplicidade do modo de vida rural é algo que nos seduz. E o seu passado guerreiro é ainda manifesto, não só na fortificação, mas em numerosos edifícios com uma arquitectura simples e robusta.
No interior da fortaleza, é possível pernoitar numa das Pousadas de Portugal – que se encontra num dos extremos da vila, junto à Praça Alta.
Aproveite também a estadia para provar os pratos típicos da região, dos quais se destacam o bacalhau e o cabrito.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com
Encontro de Tocadores de Concertina e Cantadores
A Agência da Fundação INATEL da Guarda, em conjunto com a Junta de Freguesia de Figueira de Castelo Rodrigo, organiza no próximo dia 17 de Maio de 2009 o VIII Encontro de Tocadores de Concertina e Cantadores ao Desafio em Figueira de Castelo Rodrigo.
Para este Encontro convidam-se todos os tocadores de concertina de qualquer ponto do país, sendo todos bem-vindos. A organização oferece a cada participante o almoço e uma lembrança do evento.
A concentração dos inscritos será feita às 11.30 horas no Largo Serpa Pinto em Figueira de Castelo Rodrigo. A partir das 12.30 horas decorrerá o almoço e às 14 horas começará a actuação que decorre no Largo Serpa Pinto.
De igual modo, se convidam todos os apreciadores da concertina a vir participar no VIII Encontro de Figueira de Castelo Rodrigo. Os tocadores de concertina fazem festa e gostam de envolver o público na festa.
Diga-se também que a Fundação INATEL tem levado a cabo nos últimos anos um grande esforço no sentido de recuperar a prática deste instrumento nos grupos de folclore, contando actualmente com 3 núcleos de formação, em Seia, Pinhel e Coriscada (Mêda).
Joaquim Igreja
(Coordenador cultural do Inatel)
Festa da Pecuária em Castelo Rodrigo
A 2.ª Edição da Festa da Pecuária, organizada pela Associação Transumância e Natureza, com o apoio da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo e da Junta de Freguesia de Castelo Rodrigo, vai decorrer no próximo dia 9 de Maio, na Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo. O evento pretende destacar a importância da criação de gado na economia local, com destaque para a existência de produtos de grande qualidade como são o borrego regional, o queijo e o fumeiro. Este certame pretende também lembrar um sector, por vezes esquecido, que interessa modernizar, dignificar e valorizar.
A Festa da Pecuária começa com um passeio equestre que liga Figueira de Castelo Rodrigo à aldeia histórica de Castelo Rodrigo. A música tradicional de gaiteiros e concertinas ouvir-se-á pelas ruas, convidando a população e visitantes a participar na festa.
Ao início da tarde, a aldeia de Castelo Rodrigo será palco do Desfile da Transumância, em que todos poderão participar, acompanhando os rebanhos pelas ruelas do castelo, ao som de música tradicional, com gaitas de fole, bombos, pífaros e concertinas à mistura. O desfile será também animado por personagens rurais do passado, vestidas a rigor e fazendo-nos lembrar a importância ancestral da pastorícia nesta região. Os participantes poderão ainda visitar uma mostra de produtos regionais de qualidade, fazer passeios em burro mirandês e experimentar iguarias regionais num lanche verdadeiramente tradicional, com porco e borrego assados. Já à luz da lua, a festa segue com Sebastião Antunes Trio, com canções que nos recordam histórias e sons antigos da terra.
A pecuária é um dos sectores de actividade mais importantes da comunidade rural da região de Riba-Côa, na qual se insere o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.
A presença de um importante efectivo pecuário neste concelho tem raízes muito antigas, nomeadamente a partir da Idade Média, com os Monges de Cister do Convento de Santa Maria de Aguiar, grandes promotores da criação de gado. Durante grande parte do século XX, o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo passou a ser uma referência pela grande quantidade, qualidade e diversidade de animais de criação. Mereciam destaque a ovinicultura e a produção mulateira, sendo este concelho o maior centro de produção e venda na região Beirã. A actividade pecuária chegou saudável até aos dias de hoje, com 20000 ovinos e perto de 1000 bovinos, que se distribuem neste concelho por quase três centenas de explorações agro-pecuárias.
Apesar dos altos e baixos que esta actividade tem sentido durante as últimas décadas, a pecuária continua a ser determinante para a vida de centenas de agricultores. A sua sobrevivência dependerá da modernização das práticas e do fomento à produção dos alimentos de grande qualidade que dela derivam (queijo, leite, carne e fumeiro).
Para além destes produtos, a pecuária apresenta hoje potencialidades para relacionamento com outros aproveitamentos socio-económicos, nomeadamente a animação turística, a protecção florestal, a silvo-pastorícia e a gestão de espécies e habitats naturais.
António Monteiro
Câmara do Sabugal desaprova portal da BIN-SAL
A presidência da Câmara Municipal do Sabugal tomou posição pública sobre a notícia publicada no Capeia Arraiana referente às faltas graves detectadas no Portal de Turismo da Comunidade de Trabalho da Beira Interior Norte e Salamanca (BINSAL) destacando as potencialidades turísticas do Concelho do Sabugal e em especial sobre os cinco castelos das terras transcudanas da raia sabugalense. O município sabugalense mandou colocar off-line o portal até que os conteúdos estejam aprovados por todos os parceiros.
No documento oficial a que tivemos acesso endereçado ao Presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, chefe-de-fila do projecto BINSAL, a presidência da Câmara Municipal do Sabugal dá conta do seu descontentamento pela falta de cumprimento do que ficou acordado entre todos os parceiros.
Logo a abrir no ponto 1 o ofício sabugalense afirma que «em momento algum, tivemos acesso a qualquer documentação relativa ao procedimento de adjudicação do trabalho de execução da página de Internet da CT BIN-SAL, em particular do caderno de encargos, o que nos permitiria ter uma discussão pertinente sobre quais os principais conteúdos a colocar online».
Mais à frente o município recorda que em Maio de 2008 foi recebido «um ofício remetida pela Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo onde era solicitada autorização para utilização de informação do sítio deste Município, bem como o envio de conteúdos acerca de gastronomia, património, museus, arte sacra, actividades, de lazer e desporto, imagens do concelho, folhetos informativos entre outros» e que em Julho a Câmara Municipal do Sabugal informou que os conteúdos solicitados e respectivas fotografias se encontravam online no portal do município.
Após várias considerações de índole técnico o ponto 7 do referido comunicado adverte que «após consulta do portal do Territorio BINSAL, verificámos estarem em falta conteúdos que consideramos fundamentais relativamente ao concelho do Sabugal e que vos foram disponibilizados atempadamente. A título de exemplo, não se compreende porque não constam da Rota dos Castelos, os castelos do concelho do Sabugal, é por demais insuficiente a informação respeitante à Serra da Malcata (para além do portal oficial da Câmara Municipal do Sabugal, existem diversos outros na Internet onde consta informação detalhada a este respeito), não constam quaisquer fotografias dos projectos realizados no concelho, para além da estação meteorológica que nem sequer é mencionada como estando localizada no Sabugal».
A finalizar e em síntese o comunicado oficial assinado pelo Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, demonstra o seu «desagrado pelo facto de não termos sido chamados a tomar conhecimento e emitir opinião sobre as várias fases da concepção do portal CT BIN-SAL» e por essa razão considera que «para além da escassez de conteúdos colocados online a sua falta de rigor afecta negativamente a imagem da Comunidade de Trabalho em geral, e deste concelho em particular, solicitamos que coloquem off-line o portal do CT BIN-SAL até haver concordância por parte de todos os parceiros relativamente à informação e conteúdos a que o mesmo se deve reportar».
n.d.r. Sugerimos um convite ao chefe-de-fila (presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo) e restantes (ir)responsáveis pela asneirada que visitem o concelho do Sabugal. Gostarão, decerto, de admirar os nossos castelos e restante património. E todos nós, eleitores, agradecemos que sejam dignos da tutela dos 3,3 milhões de euros que têm à vossa disposição para investir com qualidade e competência em defesa das terras e das gentes raianas.
jcl
Beira Interior Norte e Salamanca unidas na Internet
O concelho do Sabugal integra a «Organização Beira Interior Norte/Salamanca» que pretende divulgar e desenvolver as zonas mais pobres da região raiana. As actividades da organização transfronteiriça estão disponíveis na Internet.
A comunidade transfronteiriça «Organização Beira Interior Norte/Salamanca quer divulgar através da Internet, entre outras actividades, as que se prendem com beneficiação e construção de novas infra-estruturas, aquisição de bens materiais e prestação de serviços.
A organização integra os concelhos do Sabugal, Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel e Trancoso, no distrito da Guarda, e oito comarcas espanholas da província de Salamanca. Foi constituída em 2006, no âmbito da Convenção assinada entre Portugal e Espanha sobre cooperação transfronteiriça, com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento de uma das zonas mais pobres dos dois países.
A chegada à Internet visa aproximar as populações dos dois lados da fronteira e tornar conhecidas as suas vivências, ao mesmo tempo que permite divulgar as potencialidades turísticas da região, ao promover o património natural, arquitectónico e humano.
As duas regiões, próximas nas características geográficas, demográficas e económicas, ocupam uma área aproximada 16,5 mil quilómetros quadrados, onde habitam cerca de 460 mil habitantes, dos quais 345 mil são espanhóis.
Esta Comunidade de Trabalho teve uma dotação no âmbito do INTERREG III-A, de cerca de 3,3 milhões de euros, para acessibilidades aos espaços transfronteiriços, sistemas de prevenção de incêndios na fronteira, revitalização dos centros históricos e promoção turística.
Mas… há razões que a razão desconhece numa organização onde o concelho do Sabugal esteve representado ao mais alto nível pelo presidente do Município, Manuel Rito. Uma visita pelo portal do «Território Binsal» no capítulo das rotas pelos castelos aparecem 16 castelos e entre eles Pinhel, Castelo Rodrigo, Marialva, Longroiva, Celorico da Beira, Linhares da Beira e… espanto dos espantos nem uma referências aos castelos sabugalenses. Deve haver aqui um erro. Tem que haver aqui uma grande e gravíssima incúria que acreditamos vai ser reparada em breve.
Veja a presença na Internet da comunidade transfronteiriça aqui
e a página das Rotas pelos Castelos aqui
jcl
Cavalos garranos para adopção
A ATN, Organização Não Governamental da área do Ambiente, com sede em Figueira de Castelo Rodrigo, está lançar nesta época de Natal, um conjunto de «ideias ecológicas», para promover a sustentabilidade e conservação da natureza. Entre as ideias lançadas por aquela organização ambientalista, destaca-se a possibilidade de adopção de um cavalo garrano.
As escolhas, porém, são muitas e podem ir desde a oferta de um simples fardo de palha, à adopção de um cavalo garrano, apoiando-o na verificação da sua saúde, no fornecimento de alguma alimentação suplementar e na manutenção de infra-estruturas como vedações e abrigos.
Na Reserva da Faia Brava, que a ATN detém na Zona de Protecção Especial do Vale do Côa, existem 11 cavalos garranos.
No âmbito do projecto «Garranos da Faia Brava», a ATN tem vindo a desenvolver esforços no controlo de matos, de modo a recuperar áreas importantes com o apoio desta raça portuguesa de cavalos semi-selvagens e em vias de extinção.
Numa época «em que procuramos o presente mais original, é uma boa altura para reflectirmos sobre a utilidade das prendas que oferecemos», propõe esta associação sem fins lucrativos.
A ATN está a desenvolver também o projecto «Pomares da Faia Brava», que pretende recuperar e manter todas as espécies de árvores ali existentes, com destaque para as oliveiras, amendoeiras e figueiras, dado que fornecem alimento à fauna silvestre.
Os produtos derivados da gestão destes pomares são valorizados pela ATN como produtos biológicos, destacando-se o azeite certificado de marca própria «Faia Brava», de colheita manual, realizada por trabalhadores rurais e voluntários.
jcl (com agência Lusa)

























































O escultor Eugénio Macedo acabou de implantar em Barca D´Alva o monumento ao filósofo, ensaísta e escritor Agostinho da Silva.











O escritor do livro «A Viagem do Elefante» disse à agência Lusa que prefere «não fazer acreditar as pessoas que o elefante passou por aqui ou por ali», bastando-lhe no seu entender «dizer-lhes que podia ter passado». Depois de lançar o repto Saramago partiu com os «amigos de Salomão» para Valladolid, cidade onde no século XVI o elefante se encontrou com o seu novo dono que dali o acompanhou até Viena.
Esta rota é lançada ao mesmo tempo em que o Passeio Ribeirinho que liga o Rio Douro à foz do Águeda, em Barca d’Alva fica concluído.


















