Category Archives: D. Dinis e Rainha Santa Isabel

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

Vídeo de Homenagem a Natália Bispo

Natália Bispo, a Talinha, foi homenageada no VI Capítulo (14 de Fevereiro) com o título de Confreira Honorária da Confraria do Bucho Raiano. A plateia – com os filhos Eduardo e Cláudia e o marido Romeu –, visionou emocionada um vídeo que lembrou alguns momentos de uma vida de causas da guardiã da Casa do Castelo no Largo do Castelo das Cinco Quinas no Sabugal.

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

«Ide vê-las» é uma estorieta sem fundamento

Muito se tem acusado o Rei D. Dinis de infidelidade. Inventam-se anedotas, estórias, apontam o dedo acusador. Em Odivelas inventou-se uma dessas estórias, que se junta ao coro dos acusadores. O que realmente foi a vida conjugal do Casal Real, ninguém sabe, mas há indícios de o Rei não ser tão culpado como muitos querem. A Rainha Santa tinha ideais que seu esposo terá respeitado. Porque vinha tanto a Odivelas? Há explicações que não passam pela infidelidade de que pretendem culpá-lo.

Odivelas Antiga - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Odivelas Antiga

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Túmulo do Rei D. Dinis foi aberto em 1938

O Rei D. Dinis escolheu a Igreja do Mosteiro Cisterciense de Odivelas para sua última morada. Indicou mesmo o local – a meio, entre a capela-mor e o coro. Para que a sua vontade fosse cumprida, fez essa declaração no seu testamento. Assim se cumpriu. Naquele local e naquele Igreja foi depositado o seu corpo quando o cortejo fúnebre chegou, vindo de Santarém. Era um mausoléu majestoso. O primeiro a ter uma estátua jacente. O primeiro a ficar dentro de um lugar sagrado. Estava cercado de grades altas de ferro terminando em escudetes nas pontas dos balaústres com as armas de Portugal, e cruzes da Ordem de Cristo. Um dossel cobria-o em toda a sua dimensão.

Túmulo de El Rei D. Dinis - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Túmulo de El Rei D. Dinis foi aberto em 1938

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

Escola Profissional Agrícola D. Dinis da Paiã

Os males da Grande Guerra de 1914-1918 deram origem à fundação de uma Escola Profissional Agrícola, em Terras de D. Dinis e à qual foi posto o nome do Rei Lavrador. Uma justa homenagem ao Rei que mandou arrotear terras, secar pântanos, plantar vinhas, montados, pinhais e não esqueceu os súbditos mais necessitados. Uma Escola para crianças que a Guerra de 1914-18 tornou órfãos. A Escola Agrícola D. Dinis tinha o objectivo de garantir a sobrevivência dos órfãos de guerra, preparando-os para uma profissão digna: Agricultores.

Escola Profissional Agrícola D. Dinis na Paiã em Odivelas - Foto gentilmente cedida por Escola Profissional Agrícola D. Dinis

Escola Profissional Agrícola D. Dinis na Paiã em Odivelas
Foto gentilmente cedida por Escola Profissional Agrícola D. Dinis

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

O túmulo do Rei D. Dinis

D. Dinis mandou fazer o seu próprio túmulo, deixou dito no testamento o edifício onde queria que o colocassem e indicou até o lugar na igreja. Foi o primeiro sarcófago a ser depositado dentro de um lugar sagrado e o primeiro a ter a estátua jacente de um rei. Os dois primeiros reis estão em Santa Cruz de Coimbra e com D. Afonso II o Panteão Real passou a ser o Mosteiro de Alcobaça. D. Dinis escolheu a igreja do Mosteiro de São Dinis em Odivelas, onde ainda se encontra, podendo ser visitado.

Túmulo de D. Dinis no Mosteiro de São Dinis em Odivelas - Maria Máxima Vaz - Capeia Arraiana

Túmulo de D. Dinis no Mosteiro de São Dinis em Odivelas – Maria Máxima Vaz

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Túmulo da filha Infanta Maria Afonso (1)

O que nos dizem os Cronistas e os Historiadores: «Teve elrei D. Dinis duas filhas bastardas, ambas do nome de Maria, uma que se conservou no século, outra que foi recolhida no mosteiro de Odivelas.» Foi esta a primeira informação que tive sobre a Infanta sepultada em Odivelas. Nenhuma outra certeza completava esta. Borges de Figueiredo no seu livro «O Mosteiro e Odivelas – Casos de Reis – Memórias de Freiras» teceu algumas conjecturas por confirmar ainda hoje.

Túmulo da Infanta Dona Maria Afonso, filha natural do Rei D. Dinis, no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo em Odivelas - Foto: Capeia Arraiana

Túmulo da Infanta Dona Maria Afonso, filha natural do Rei D. Dinis,
no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo em Odivelas – Capeia Arraiana

Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana (orelha)

«100 Fugas» visitam Mosteiro de Odivelas

A Marmelada de Odivelas e o Bucho Raiano do Sabugal vestiram-se a rigor e «deram-se a provar» durante a visita do clube cultural «100 Fugas» ao Mosteiro de Odivelas. Para conduzir a viagem histórica, desde D. Dinis até às meninas do Instituto de Odivelas, os visitantes tiveram o privilégio de ser guiados pela doutora Maria Máxima Vaz.

Visita 100Fugas ao Mosteiro de Odivelas - Confraria da Marmelada - Confraria do Bucho Raiano Sabugal - Capeia Arraiana
Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Medidas políticas para centralizar o poder

É do conhecimento geral que, na Idade Média, os senhores nobres tinham privilégios que nem os reis podiam desrespeitar, dentro dos seus domínios. Esta realidade enfraquecia o poder real e era causa de muitas guerras, conflitos sociais e injustiças.

D. Dinis - Cortes - Capeia Arraiana

Cortes

«A luta travada entre a coroa e os detentores do poder senhorial constitui, de facto, um dos aspectos mais marcantes do reinado e da actuação política de D. Dinis. Demonstrando uma grande capacidade de decisão, utilizou os instrumentos ao seu dispor para fazer prevalecer a sua vontade e demonstrou que não hesitava em pegar em armas quando era necessário para atingir os seus objectivos.»

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Negociar a Concordata com a Santa Sé

O rei D. Dinis herdou uma questão melindrosa com a Santa Sé. Difícil de resolver, como naquele tempo eram todas as questões com o papado. Com a sua habilidade diplomática, soube gerir os interesses em confronto, dando aos bispos portugueses o encargo de iniciarem a solução do processo, embora supervisionado sempre pelo rei, para não fugir ao seu controlo.

Papa Nicolau IV - Maria Máxima Vaz - Por Terras de D. Dinis - Capeia Arraiana

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Bom poeta e mau marido?

Como ficou dito e provado na última crónica, o rei D. Dinis teve, pelo menos, sete filhos naturais. Por essa razão se considera que foi um marido infiel e daí, mau marido. Coloco à consideração dos leitores factos que permitirão julgar se é justo chamar-lhe mau marido. Que não era mau já ficou provado. Que não impedia a rainha de ser caridosa, também. Resta-me tentar compreender o que causou a fama de bom poeta e marido infiel.

Catedral da cidade de Albi - Sul de França - Capeia Arraiana

Catedral da cidade de Albi – Sul de França (foto: D.R.)

Por Terras de D. Dinis - Maria Máxima Vaz - © Capeia Arraiana

D. Dinis – Dois filhos legítimos e sete naturais

O conhecimento que temos, até hoje, acerca dos filhos do Rei D. Dinis, foi obtido a partir dos cronistas e completado com documentos da Chancelaria deste nosso Rei. Não há dúvidas quanto aos filhos que nasceram do seu casamento com a Rainha Santa Isabel. Foram eles, a Infanta D. Constança, que veio a ser Rainha de Castela e o Infante D. Afonso, depois rei de Portugal. E do casamento real não houve mais filhos. Além destes filhos legítimos, teve o Rei D. Dinis sete filhos naturais, que foram: Afonso Sanches, Pedro Afonso, João Afonso, Fernão Sanches, D. Maria Afonso, um segundo Pedro Afonso e mais uma segunda Maria Afonso. Há dois Infantes sobre os quais existem dúvidas, se seriam filhos de D. Dinis ou de D. Afonso III, cujos nomes são: Fernando Afonso e Martim Afonso.

Túmulo de D. Pedro Afonso, 3.º Conde de Barcelos, filho natural do Rei D. Dinis - Igreja de S. João Baptista de Tarouca - 3,28m x 1,78m x 1,22m - Pesa 13 toneladas - Tem esculpidas cenas de caça ao javali. Nesta face, é cacada a pé. Na face de lá, é uma caçada a cavalo - Capeia Arraiana

Túmulo de D. Pedro Afonso, 3.º Conde de Barcelos, filho natural do Rei D. Dinis
Igreja de S. João Baptista de Tarouca – Dimensões: 3,28m x 1,78m x 1,22m – Peso: 13 toneladas
Tem esculpidas cenas de caça ao javali. Nesta face, é caçada a pé. Na face de lá, é uma caçada a cavalo (foto: D.R.)