Harmonizar economia e solidariedade

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Já todos nos apercebemos do papel da economia nas actuais sociedades, podemos dizer, sem errar, que é o papel central. Portanto, os governos são julgados pelos eleitores conforme gerirem a economia.

António Costa, primeiro-ministro de Portugal

António Costa, primeiro-ministro de Portugal

Nas últimas eleições legislativas em Portugal, o Partido Socialista foi o vencedor, mas sem maioria absoluta, o que obriga a prolongadas e exaustivas negociações com partidos da oposição para poder governar.

Num jornal semanário vinha o seguinte: «…o PS reuniu com os partidos da esquerda parlamentar e o PAN, contactos dos quais resultou claro que o PS tem condições para formar governo, tendo todos os partidos manifestado vontade de trabalhar para que haja mais quatro anos de estabilidade politica, a estabilidade que é essencial para o desenvolvimento do país, para a confiança que gera crescimento e para a nossa credibilidade externa». Bonitas palavras, mas o problema vai ser já o primeiro orçamento…

Pessoalmente creio, que o grande problema se encontra a nível externo, é preciso obedecer a Berlim, a Bruxelas, ao F.M.I., ao Banco Central Europeu, e penso que também a alguma Instituição dos Estados Unidos, aquelas que chamam «lixo» às economias dos países quando não lhes agradam, e todas estas Instituições são ultra-liberais, não se preocupam com questões sociais, têm como lema: dar muito a quem já tem muito. A nível interno, os partidos de esquerda com assento parlamentar irão exigir ao Partido Socialista, possivelmente, o impossível. A direita irá fazer o papel que lhe compete… o de «bota abaixo».

O meu desejo é que o Partido Socialista termine a legislatura de quatro anos, mas para isso terá de harmonizar, economia, solidariedade e justiça social, o que é difícil, já que está condicionado pelas Instituições Internacionais de que falei, e também pela oposição parlamentar, mas também penso que o bom senso da esquerda não irá permitir que durante quatro anos a direita tenha voz activa no Parlamento.

Isto penso eu!

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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