Pedaços de mim

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Sentado no mais alto do Outeiro, junto aos meus amigos de infância via partir o Sol e morrer o dia ao som do canto das aves nocturnas, senti como nunca a Felicidade!

Rio Côa - Pedaços de Mim...

Rio Côa – Pedaços de Mim…

A minha vida é o tic-tac de um relógio que comanda a corrida desenfreada dos seus ponteiros, também é uma despedida de algo de mim que parte diariamente e para sempre, é ter saudades de mim próprio, a velhice vem seguindo os meus passos desde o dia que nasci, essa Saudade é uma dor que faz olhar para dentro, o que vejo? Uma simples tampa de um túmulo que guarda esses pedaços de mim, só a dor e a Saudade fazem olhar para dentro de nós.

Como me ama a terra! É eterno esse amor…Comecei a ser amado por uma mulher que me acolheu no seu ventre, morrerei, e serei devorado por um punhado de terra, e assim é a eternidade.

Dia após dia, caminho, não me lembro do primeiro dia que caminhei, talvez amparado por minha Mãe, no último, estarei amparado pela morte, essa filha das trevas e do terror.

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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