A Comunicação Social e a Política

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Qualquer facto que aparente ser verdade é mais importante do que a própria verdade. Esta é a pós-verdade, o novo pensamento. Significa então que o pós-verdade é uma mentira oculta debaixo do politicamente correcto. Temos o caso de «Lula» da Silva que foi proibido de se candidatar às eleições no Brasil, porque a Justiça e a comunicação social brasileiras lançaram a suspeita de ter recebido subornos.

Comunicação Social e a Política

Comunicação Social e a Política

A comunicação social e a política vivem uma da outra, por isso, não é de estranhar que a comunicação social não nos dê muitas vezes uma informação minimamente objectiva, mas sim simples propaganda, ou fait divers, sem um mínimo de importância.

Nas campanhas eleitorais, o caso da última em Portugal, que não acompanhei porque sei perfeitamente no que se transformam, mas li num jornal o seguinte: «Tancos – PS aponta para conspiração do Ministério Público – Marcelo não atende o telefone a António Costa – o Primeiro Ministro defende o «amigo» Azeredo Lopes» Mais à frente estava esta parangona: «Há um Rio antes e depois de Tancos.» Isto é uma coisa muito soft, mas todos compreendemos o seu significado…

Os canais privados de televisão são os mais irreverentes. E as canetas mercenárias que pululam na imprensa escrita! São menos conhecidas pelos seus méritos profissionais que pela sua filiação político/partidária. Alguma comunicação social não está ao serviço da Verdade, mas sim do grupo de pressão do qual depende. Isto não é um fenómeno de agora, há uns bons séculos. Já dizia Tito Lívio: «A linguagem dos que vivem a expensas dos monarcas está sempre cheia de ostentações vãs e testemunhos falsos.»

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«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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