Casteleiro – Porquê este nome da aldeia?

José Carlos Mendes - Orelha - Colaborador - Capeia Arraiana - 180x135

Sempre me questionei: «Casteleiro», porquê? Hoje trago-lhe em reposição um texto muito aplaudido na altura lá na minha aldeia… E revejo o que escrevi sobre as festas do Elefante da Viagem descrita naqueles tempos de há mais de 10 anos por José Saramago, o Grande Saramago.

A Capela do Reduto é uma das provas: sempre houve bons pedreiros no Casteleiro (o meu avô era um deles...)

A Capela do Reduto é uma das provas. Sempre houve bons pedreiros no Casteleiro e o meu avô era um deles.

Faço apenas duas revisões da matéria «escrita» há anos. Basta para ocupar uns minutos com assuntos interessantes – pelo menos é o que eu penso, claro…

Aqui vai a coisa:

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…Esta palavra Casteleiro…

Como e quando e fundado por quem nasceu o povoado onde nasci e que hoje começa a ter outra vez projecção? De onde lhe vem o nome de Casteleiro?

Por intuição, sempre pensei que o mais lógico era que estivesse relacionado com castelo: fosse o Castelo de Sortelha, fosse um dos castros que haveria em bom número aqui na zona.

Para tanto, recuo sempre uns 13 ou 14 séculos na História e penso em tempos de dureza, de sobrevivência difícil, de lutas pela terra mais fértil, e também tempos de afirmação de autonomia e mesmo de soberania. Por comodidade, sou levado a pensar em cristãos e mouros.

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Viagem do Elefante em Sortelha - 2013

Viagem do Elefante em Sortelha – 2013

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…A viagem do elefante passou pelo Casteleiro, de certeza…

Por estes dias, muito se tem falado da Rota das Aldeias Históricas. Diz-se que Saramago, que escreveu uma obra muito interessante sobre um elefante que foi oferecido pelo nosso D. João III ao seu primo Maximiliano II da Áustria, quis esta Rota.

Nada melhor do que ler o livro, mas para já, fica aqui o acesso a uma sinopse oficial.

… Este elefante tinha vindo da Índia para ser mostrado em Lisboa e existiu de facto. Mas o nosso rei um dia resolveu oferecê-lo ao primo. E mandou o exército levá-lo país acima até à fronteira para aí o entregar aos soldados do sacro imperador.

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Espero que tenha gostado. Um dia trago-lhe aqui uma especulação até fundada em desenhos geográficos sobre mapas da possível «Viagem» dos tempos idos de Saramago. Fica prometido.

Uma boa semana para si, leitor amigo.

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«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

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