Bondade

António Emídio - Passeio pelo Côa - © Capeia Arraiana

Alguém me perguntou se a bondade ainda faz parte da natureza humana, disse-lhe que sim, que ainda há homens e mulheres que dentro deles a bondade é predominante, se assim não fosse o Mundo seria um deserto de valores e só restava ao Homem a sua aniquilação total.

Bondade

Bondade

Continuei dizendo-lhe que nos tempos que correm, eleger a bondade como forma de estar na sociedade competitiva em que vivemos é extremamente difícil, porque para se poder viver dignamente ou destruímos o próximo, ou o próximo nos destrói a nós, e se o próximo ganhar esta competição, só te resta uma alternativa, cair! E tudo isto porque a concorrência origina um tipo de indivíduo que para poder sobreviver tem de pisar os outros. Não acreditou o meu interlocutor quando lhe disse que as pessoas que nos rodeiam, tanto no trabalho como em qualquer sitio e, infelizmente também na família – quando marido e mulher rivalizam para ver qual consegue melhor cargo e salário – não são amigos nem companheiros, são rivais.

O que é preciso para chegar ao Bem? Sofrer? A dor de ter perdido alguém que se amava? Talvez nestas circunstâncias o Homem pense mais na bondade.

Mas quando tudo lhe corre bem, tem muito dinheiro e poder para dominar os outros e se diverte, vive num estado de euforia e de felicidade inimagináveis, assim não sabe o que é a Bondade.

:: ::
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

2 Responses to Bondade

  1. António Emídio diz:

    Querido leitor :

    Onde está – melhor – deve ler-se mulher, « quando o marido e melhor rivalizam…». Perdão querido(a) leitor(a), mas também me poderá dizer : « Já fez tantas e só agora vem pedir perdão ! » É que acabei de ler um livro, que muito provavelmente irá ter alguma repercussão a nível nacional e, ao referirem-se à Capeia Arraiana, está escrito « Capela Arraiana, tourada de características únicas no mundo e de origem na região…». Quanto ao que a mim me concerne, muitas vezes o stress, problemas pessoais, e outras coisas, como por exemplo uma trovoada iminente que me pode apagar tudo o que está escrito, é o suficiente para escrever a «correr» e, errar, não me estou a desculpar, estou a ser sincero.

    António Emídio

Deixar uma resposta