Casteleiro – Terra de volfrâmio

José Carlos Mendes - Orelha - Colaborador - Capeia Arraiana - 180x135

Há quase 10 anos, deu-me para chamar à liça algumas recordações e relatos do tempo do volfrâmio. Melhor: do tempo da pequena exploração desse minério que a todos encantava, pelo que me contavam… A rubrica chamava-se «Memória». Hoje, trago-lhe aqui os três primeiros capítulos dessa saga. Divirta-se, por favor.

Freguesia do Casteleiro. Terras de Volfrâmio

Freguesia do Casteleiro. Terras de Volfrâmio

Volfrâmio – 1

A «Memória» exige agora que lhes fale de volfrâmio. Minério na nossa terra? Sim: há 70 anos, a coisa era bastante séria por aqui… E será que ainda hoje existe? Bom, a primeira coisa a dizer é que sempre houve e ainda deve haver. Só que os dois metais em causa, estanho e tungsténio (volfrâmio), foram muito procurados pelas grandes potências nos anos da Guerra 39-45 e hoje não têm qualquer valor, aos níveis em que existem e poderiam ser apanhados na nossa zona: não é rentável…

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Artigo num jornal português sobre o volfrâmio

Artigo num jornal português sobre o volfrâmio

Volfrâmio – 2

O prometido é devido. Vamos hoje percorrer os trilhos do volfrâmio e do estanho na nossa terra. Antes de mais, vou situar os factos: estamos nos cinco anos que medeiam entre 1938 e 1944. São os anos de ouro do minério na nossa terra. Recordo que a II Guerra se prolonga de 39 a 45 e que de um lado estavam os Aliados (ingleses, franceses, soviéticos e americanos) e do outro o Eixo (alemães, italianos e japoneses). Portugal era um país neutro: lidava com todos.

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Volfrâmio ou tungsténio - o metal precioso da II Guerra Mundial

Volfrâmio (tungsténio na tabela periódica) – o metal precioso da II Guerra Mundial

Volfrâmio – 3

Último «capítulo» sobre o volfrâmio na nossa terra:
1 – demonstrar a importância social que teve este fenómeno na aldeia e nas aldeias vizinhas; e,
2 – trazer aqui a memória de quem eram os intermediários e a quem os mesmos vendiam o tungsténio (volfrâmio) e o estanho, que ia quase sempre em conjunto. Finalmente, 3 – onde era «separado» o minério por aquecimento em «fornos».

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Esta maravilhosa saga do volfrâmio esbugalhava os olhos de pequenos e grandes quando eu era miúdo. Hoje julgo que já ninguém se lembra e poucos querem saber.
Mas fica a «Memória»…

Uma boa semana para si, leitor amigo.

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«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

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