O bom uso do placar promocional

Paulo Leitão Batista - Contraponto - © Capeia Arraiana (orelha)

Quem chega ao Sabugal pela estrada da Guarda, encontra, logo a seguir ao cruzamento das Quintas de S. Bartolomeu, um painel publicitário da Câmara Municipal que é o exemplo acabado da má utilização desse instrumento promocional.

Um outdoor inútil

A promoção de um território, chamando a atenção para as suas potencialidades, monumentos, paisagens, tradições e eventos, pode e deve recorrer aos meios publicitários comuns. É muito usual as câmaras municipais usarem os outdoors, ou placares gigantes, em locais estratégicos para chamarem a tenção das pessoas.

No Sabugal o uso de outdoors vem de há muito tempo, sendo particularmente importantes os que bordejam as vias rodoviárias.

Porém, os outdoors requerem cuidados de concepção e utilização que não devem ser descurados e é crucial que estejam actualizados e em bom estado de conservação, para que se mantenham apelativos.

Existe um outdoor no concelho do Sabugal, que é o exemplo acabado do péssimo uso desse instrumento promocional. Falamos do placar que está ao redor da estrada que vem da Guarda, do lado direito, logo a seguir à pequena ponte da ribeira da Paiã – por vezes designada «ponte nova».

O cartaz gigante está colocado sobre a curva, a poucos metros da ponte, e pretende chamar a atenção do automobilista para os bons serviços que o concelho do Sabugal presta aos idosos.

Desbotado e sem contraste (está ali há demasiado tempo), o cartaz transmite uma mensagem interessante, mas demasiado longa para que o automobilista a possa ler e interpretar. Só se imobilizar a viatura junto ao rail metálico o conseguirá fazer.

A verdade é que aquele e outros outdoors que existem no concelho são inúteis, porque estão mal posicionados e foram pessimamente concebidos, com imagens e mensagens pouco ou nada apelativas, sem contraste e outros atributos que devem conter. O cartaz de que vimos falando é revelador do mau uso daquele instrumento promocional.

Algumas dicas para a elaboração e uso de um bom outdoor:
– Comunicar apenas o fundamental e em pouquíssimas palavras (o tempo de leitura do outdoor é muito curto) – os especialistas dizem que um bom e apelativo texto de outdoor não deve conter mais do que sete palavras.

– Colocar uma imagem apelativa, dentro da lógica de que “uma imagem vale mais que mil palavras”.

– Não fazer do outdoor uma peça explicativa, comunicando várias coisas ao mesmo tempo.

– Deve ser colocado em local que chame a atenção do transeunte e lhe dê tempo para se inteirar da sua mensagem.

– O contraste de cores é essencial para se tornar apelativo e de fácil leitura.

Pululam por aí inúmeras firmas que concebem e produzem cartazes para todos os gostos, muitas delas recorrendo a bons criativos, mas a Câmara do Sabugal tem certamente nos seus quadros pessoas com conhecimentos nesta área que devem ser chamadas a pronunciar-se para que a promoção do concelho por esta via seja melhor conseguida.

:: ::
«Contraponto», de Paulo Leitão Batista

One Response to O bom uso do placar promocional

  1. António Martins diz:

    Concordo muito com esta apreciação Paulo Batista! Assim haja humildade para aceitar esta critica construtiva ou quem, não aceitando a critica, queira aproveitar as boas dicas que reportas e corrija este mau serviço!

    Pois carecem de uma revisão e apreciação critica com a maior brevidade todos os cartazes que foram elaborados até à presente data!

    Se por acaso foram feitos com prata da casa terão que repensar nas recomendações que referes ou receber imediatamente formação para o efeito. Caso contrario, exista uma empresa de publicidade e marketing, a elaborar esta comunicação, é urgente mudar de criativos porque não percebem nada da poda e estão a secar a vinha e as arvores e vamos ficar sem vinho e sem fruta!

    São poucos ou quase nulos os cartazes que conseguiram cumprir o efeito para que foram pensados e criados! Creio que tenha sido para promover o território! Mas posso estar enganado! E se não for aquela a intenção, então lamento!

Deixar uma resposta